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Mudanças na Estrutura Familiar em Moçambique

O documento explora a evolução e a estrutura da família em Moçambique, destacando as mudanças sociais e econômicas que afetaram a dinâmica familiar nas últimas décadas. A pesquisa aborda conceitos teóricos sobre a família, sua classificação e a influência das tradições culturais nas relações familiares contemporâneas. O estudo conclui que, apesar das transformações, a hierarquia de gênero e a subalternidade das mulheres permanecem presentes nas estruturas familiares moçambicanas.
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Mudanças na Estrutura Familiar em Moçambique

O documento explora a evolução e a estrutura da família em Moçambique, destacando as mudanças sociais e econômicas que afetaram a dinâmica familiar nas últimas décadas. A pesquisa aborda conceitos teóricos sobre a família, sua classificação e a influência das tradições culturais nas relações familiares contemporâneas. O estudo conclui que, apesar das transformações, a hierarquia de gênero e a subalternidade das mulheres permanecem presentes nas estruturas familiares moçambicanas.
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Índice

CAPÍTULO I: construção Teórica da Pesquisa ............................................................................... 2

1. Introdução................................................................................................................................. 2

1.1. Objectivos ............................................................................................................................. 3

1.2. Objectivo Geral ........................................................................................................................3

1.2.1. Objectivos específicos.............................................................................................................3

1.3. Metodologia .......................................................................................................................... 3

CAPÍTULO II: Fundamentação Teórica ......................................................................................... 4

2. Família em Contexto de Mudança em Moçambique ............................................................... 4

2.1. Conceito etimológico de família........................................................................................... 4

2.2. Conceito de família .................................................................................................................4

2.3. Evolução do conceito família ............................................................................................... 4

2.4. Classificação das famílias..................................................................................................... 6

2.4.1. Considerando o número de membros....................................................................................6

[Link]. Família Nuclear ...................................................................................................... 6

[Link]. Família Extensa ...................................................................................................... 6

2.4.2. Considerando a descendência ................................................................................................6

[Link]. As sociedades patrilineares .................................................................................... 6

[Link]. As sociedades matrilineares ................................................................................... 6

2.5. Família como um fenómeno cultural .................................................................................... 7

2.6. Família em Contexto de Mudança em Moçambique ............................................................ 7

Conclusão ...................................................................................................................................... 10

Referências bibliográficas ............................................................................................................. 11


2

CAPÍTULO I: construção Teórica da Pesquisa

1. Introdução
Domingues e Domingues (2001) afirmam que a sociedade tem vindo a sofrer constantes e rápidas
alterações, essencialmente nas últimas décadas, quer demográficas, quer socioeconómicas, sendo
assim, no presente trabalho procuramos debruçar sobre a família no contexto de mudanças em
Moçambique, com o principal objectivo de descrever o contexto da mudança no seio da família
moçambicana, visto que as últimas décadas foram marcados por vários acontecimentos que
provocaram diversas e profundas alterações nas estruturas familiares e nos seus modos de vida,
alterações essas que levaram com que a família tradicional moçambicana sofresse mudanças na
sua estrutura.

Quanto aos aspectos organizacionais o presente trabalho apresenta dois capítulos, na qual,
no primeiro traz-se aspectos relacionados a construção teórica, partindo da própria introdução,
objectivos e a metodologia usada para se alcançar o conhecimento desejado.

O segundo capítulo é constituído por aspectos da fundamentação teórica, onde


procuramos trazer conceitos e abordagens do tema tratado e por último as considerações finais.
3

[Link]
1.2. Objectivo Geral
➢ Compreender a família no contexto de mudança em Moçambique;

1.2.1. Objectivos específicos


➢ Conceitualizar a família;
➢ Identificar os tipos de família no contexto moçambicano;
➢ Caracterizar a família no contexto de mudança em Moçambique;

[Link]
Para GIL (1999), o método científico é um conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos
utilizados para atingir o conhecimento. Para que seja considerado conhecimento científico, é
necessária a identificação dos passos para a sua verificação, ou seja, determinar o método que
possibilitou chegar ao conhecimento.

Para se chegar ate ao conhecimento desejado, o presente trabalho fundamentou-se no método da


pesquisa bibliográfica, que segundo AMARAL (2007), é uma etapa fundamental em todo
trabalho científico que influenciará todas as etapas de uma pesquisa, na medida em que der o
embasamento teórico em que se baseará o trabalho. Consistem no levantamento, seleção,
fichamento e arquivamento de informações relacionadas à pesquisa.
4

CAPÍTULO II: Fundamentação Teórica

2. Família em Contexto de Mudança em Moçambique

[Link] etimológico de família


O termo “família” surge do latim “famulus” que significa “escravo doméstico”. Este termo surge
na Roma antiga para designar um grupo social que surgiu entre as tribos latinas ao serem
introduzidas a agricultura e também a escravidão legalizada. (Antunes, 2009, p.12).

[Link] de família
Andolfi (1981, cit. Alarcão, 2000), descreve a família do ponto de vista holístico como
um sistema de interacção que supera e articula dentro dela os vários componentes individuais,
acrescentando que a família é um sistema entre sistemas e que é essencial a exploração das
relações interpessoais, e das normas que regulam a vida dos grupos significativos a que o
indivíduo pertence, para uma compreensão do comportamento dos membros e para a formulação
de intervenções eficazes.

Segundo Benson (1988, cit. Pereira, 1996), a família varia quanto à forma, dimensão,
estrutura, religião, “background” cultural, educação, saúde, localização geográfica, valores e
crenças, difere ainda quanto ao número de amigos e quanto ao número de elementos da família
alargada. O autor destaca ainda a importância de termos de considerar cada família como única.

Na perspectiva de Gurvitch (1986, cit. Dias, 1996) a família é um agrupamento


duradouro, um grupo que só se dissolve em determinadas circunstâncias, como a morte, a
maturidade, a vontade ou o acordo dos interessados, decisão da maioria dos membros.

Desta forma, Fazenda (2005), refere que a família é uma unidade social que não é fácil
definir. Para o autor, esta é baseada em laços de parentesco e afinidades estando em permanente
mudança para se adaptar às necessidades dos seus membros, sendo algo que não se apresenta de
modo nenhum estático no tempo.

[Link]ção do conceito família


Dias (1996) refere que este conceito tem sofrido alterações ao longo dos tempos, Menezes
(1990, cit. Dias, 1996) acrescenta que estas alterações advêm dos tempos da idade média, sendo,
5

no entanto, a família permeável a todas as mudanças políticas e económicas que se vão


verificando na sociedade.

Era no seio da família que antigamente se aprendiam todos os comportamentos que


permitiam a sobrevivência, havendo como que uma aprendizagem dos papéis sociais que cada
um teria de integrar ao longo do ciclo vital. A família seria como que um núcleo preponderante
no contexto de desenvolvimento/ construção/ aprendizagem do indivíduo. As raparigas
aprenderiam a recolha manual de produtos, enquanto os rapazes eram iniciados à actividade da
caça.

A família era vista como uma unidade economicamente autossuficiente (Ruivo, 1977, cit.
Dias, 1996), dado ser constituída por muitos elementos o que economicamente era muito
vantajoso.

Na fase da industrialização (Carvalho, 2002), no século XIX, a família típica era a


denominada de família nuclear, significa isto que o pai era o chefe e o “ganha – pão”, a mãe era
doméstica e os filhos dependentes. No entanto, segundo Pedro (1998, cit. Dias, 1996) foi neste
século que a maternidade começou a ganhar mais relevo, levando à afirmação da esposa perante
o marido, tornando-a o eixo central da família e das aprendizagens do indivíduo. E, foi a partir
desta valorização do papel maternal (Menezes, cit. Dias, 1998) que as mulheres ingressaram no
mundo do trabalho, o que vai desencadear um sentimento de culpabilidade.

Na opinião de Antunes (2009) muitas mulheres não vão para o mundo do trabalho com o
objectivo de aumentar o rendimento familiar, embora isso seja em muitos casos um dos motivos,
mas fazem-no sobretudo para se sentirem realizadas, se autonomizarem e se encontrarem como
pessoas.

É só no início do século XX, que, o papel paternal ganha relevância, segundo Dolto, 1978
(cit. Pedro, 1988, in. Dias, 1998) isto deve-se à influência das teses psicanalíticas, em que o “pai”
emerge como valor simbólico, simbolismo esse que lhe confere importância afectiva no processo
de socialização/ construção. De acordo com Ariés (1978, cit. Dias, 1998) é durante este século
que se dá uma redução na composição do agregado familiar, dissipando-se os parentes no tempo
e no espaço.
6

[Link]ção das famílias


2.4.1. Considerando o número de membros
[Link].Família Nuclear
A menor unidade social ligada por laços de consanguinidade, de afinidade e de adoção;

[Link].Família Extensa
Congrega várias famílias nucleares, agrega vários casais;

2.4.2. Considerando a descendência


O nosso país apresenta caracteristicas especificas no que condiciona a constituição da
família, a distribuição de responsabilidades e os papéis dos seus elementos.

A sul do rio Zambeze predominam as sociedades patrilineares, enquanto que a norte deste
rio são frequentes as sociedades matrilineares.
[Link].As sociedades patrilineares
As sociedades patrilineares o parentesco transmite-se pelo apelido. É o pai que o transmite aos
filhos.

A WILSA Moçambique (1998), sustenta que a patrilinearidade é frequente no sul e centro


de Moçambique. A patrilinearidade é mais frequente nas sociedades onde as actividades
económicas masculinas são decisivas e o papel seu papel social é sobrevalorizado.

Nas antigas sociedades a sul do rio Zambeze, até actualmente, quando decorre a
cerimónia do lobolo e do casamento é a mulher que abandona o seu grupo e se junta a família do
marido. Estas famílias são características das províncias de Sofala, Manica, Gaza e Maputo.

[Link].As sociedades matrilineares


Neste caso as mulheres é que transmitem os apelidos aos descendentes. Nas sociedades
matrilineares as principais decisões da família, como o casamento e resolução de alguns
problemas, são tomadas pelo irmão da mãe (tio materno).

No casamento, são os homens que abandonam as suas famílias para se juntarem as famílias das
suas esposas.
7

Este tipo de sociedade é característico de algumas regiões das províncias de Tete, Zambézia,
Nampula, Cabo Delgado e Niassa. 1

[Link]ília como um fenómeno cultural


A família veio da evolução natural como nascer, crescer, evoluir e morrer e carrega dentro
dela sua cultura. Cada sociedade cria um sentido e seus valores representativos de cada família esse
comportamento acaba se tornando um âmbito cultural, e como um fenômeno natural é inserida na
sociedade e com isso na cultura daquela cidade em que convive. Desde a criação a família começa
como natural e no decorrer do tempo sua vida vai sendo incluída na vida cultural.

Desde o princípio com a existência da vida já se pode chamar de um fenômeno natural, a


espécie humana já começa com disciplinas e costumes conforme a vida daquela família ou estado
em que residem. As famílias das antiguidades usavam mais os costumes como doutrinas ou regras a
serem cumpridas e delas faziam-se culturas também.

Esse mecanismo que o homem usa para se aperfeiçoar, conhecer descobrir coisas novas,
desde esse instante, o dado da natureza se converte em elemento da cultura, adquirindo uma
significância ou dimensão nova, ao ponto de exigir a participação do antropólogo, isto é, de um
estudioso de antropologia cultural, que na verdade é a ciência das formas de vida, das crenças, das
estruturas sócias e das instituições desenvolvidas pelo homem consequentemente.

A cultura esta ligada ao natural exatamente porque o homem, em busca da realização de


fins que lhe são próprios, acaba alterando aquilo que lhe é dado, e também alterando a si próprio. A
vida humana é sempre uma procura de valores. Viver é indiscutivelmente optar diariamente,
permanentemente entre dois ou mais valores.2

[Link]ília em Contexto de Mudança em Moçambique


De acordo com IRKA (2002), a evolução da família e do conceito da instituição ao longo da
história tem se revestido de características especificas. Ao longo da história, famílias tem ajudado
a construir sociedades fortes que se tornem adultos responsáveis.

1
[Link]
patrilinear-matrilinear-e-conjuges/
2
[Link]
8

Segundo esta visão, a família é considerada como sendo o primeiro grupo humano
organizado e como unidade-base da sociedade. Daí a importância que no passado e no presente se
tem dado à família e às mudanças que a têm caracterizado na sua estrutura, nas relações dentro e
fora dela, com influências recíprocas na mudança (Anshen, 1967).

Fazenda (2005), refere que temos assistido, nomeadamente, a partir do século XX, a uma
transformação acelerada do papel da família na sociedade e da sua forma de organização interna,
que muitas pessoas confundem com o prenúncio de uma decadência ou de um desaparecimento
da família. A autora pensa que não é isso que vai acontecer, apesar das grandes transformações
que se têm operado na família, que estão entrelaçadas com as mudanças sociais ocorridas no
último século, o grupo familiar continua a ser o contexto em que se transmitem as aprendizagens
fundamentais da nossa cultura, e em que se encontram as melhores condições para o crescimento
harmonioso dos seus membros.

De acordo com Relvas & Alarcao (2002), citado por IRKA (2002), nos últimos 50 anos a
família modificou as suas dimensões, organizou-se de formas diversas e tem em conta novos
valores. No entanto, ser família além de ter um carácter único e de funcionar como um todo é
fazer parte integrante de um sistema de contextos, como a comunidade e a sociedade.

Laforte (2000), procura analisar mudanças ocorridas no modus Vivendi das famílias do
sul do Moçambique nas últimas décadas. Segundo a autora, nas últimas décadas Moçambique
registou fortes mudanças económicas e sociais que levaram a alteração dos modos de vida das
famílias do sul do país. Essas mudanças ocorreram devido: (a) programas de reajustamento
estrutural, (b) impactos da guerra civil e a (c) mobilização crescente da população pelo pais.

A investigação, nos bairros periféricos da cidade de Maputo, zona urbana de mistura de


culturas e pensamentos heterogéneos, mostrou que apesar das mudanças provocadas pelos
fenómenos já mencionados, verifica-se a manuntencao de certos valores ligados a tradição.

A tradição, que configura uma imagem de mulher subalterna dentro de casa e ao mesmo
tempo uma autoridade e dominação masculina não se alterou, ela foi reajustada a essa nova
realidade, e continua organizando a vida quotidiana dos indivíduos. É por esta razão que se
constatou que no dia-a-dia, continua a cargo do homem a definição de estratégias de controle da
9

vida da mulher em diversos aspectos como: a sexualidade e a capacidade reprodutiva das


mulheres, o casamento, e nas práticas religiosas e tradicionais.

Andrade (1998), na sua obra sobre “Famílias em contexto de Mudanças em


Moçambique”, procura estudar, dentre várias questões, a forma como representam as mudanças
que acontecem ao nível estrutural no país, e como essas representações afectam as vivências reias
da família.

O autor afirma que, as mudanças ocorridas nas famílias moçambicanas não estão bastante
claras, mas elas indicam-nos que o sistema hierárquico que confere a mulher um lugar de
subalternidade continua constituindo a base das relações familiares. Para Andrade, a entrada da
mulher no mercado do trabalho veio acrescentar um novo papel a mulher, tornando-se ao mesmo
tempo trabalhadora e zeladora do lar, mas o seu lugar de subalternidade não foi alterado, tanto
que o sistema de controlo de recursos financeiros, nas famílias onde a mulher trabalha, ainda se
baseia no sistema social da desigualdade de género.

Diferente de Andrade, Casmiro (2011), que realizou o seu estudo em associações de


mulheres nas províncias de Sofala e Zambézia, em contextos rurais, afirma que o acesso a
recursos financeiros desencadeia um processo de empoderamento feminino passando a mulher a
ter mais possibilidade de negociação, autonomia e visibilidade nas relações de poder e por essa
razão chega mesmo a manter orçamentos separados e tendo capacidade de decidir sobre os seus
recursos sem entrar em conflito com os seus maridos. A constatação de Casmiro nos induz a
concluir que houve mudanças no lugar da mulher dentro da família.
10

Conclusão
No presente trabalho procuramos perceber como que as mudanças resultantes muitas das vezes da
globalização influenciaram na estrutura da família no contexto moçambicano. é importante
salientar que é na família que começa a nossa história de vida e é nela que se dão as primeiras
aprendizagens, desta forma, estudamos o conceito de família, que de acordo com Paulo II (1994,
cit. Domingues e Domingues, 2001) família é uma comunidade de pessoas, a mais pequena célula
social, e como tal é uma instituição fundamental para a vida da sociedade.

Deste modo podemos concluir que a evolução e a mudança que caracterizaram de modo
significativo o mundo actual não exclui a família.
11

Referências bibliográficas
1. ALARCÃO, M. (2000). (Des)Equilibrios familiares. Instituto Superior Miguel Torga.
Psicologia e Saúde. Coimbra: Quarteto.
2. AMARAL, J. J. F. Como fazer uma pesquisa bibliográfica. Fortaleza, CE: Universidade
Federal do Ceará, 2007.
3. ANDRADE, Ximena et all Familias em contexto de Mudança em Moçambique. WLSA
Moçambique. UEM. 1998.
4. ANTUNES, L. (2009). A família e a Escola. Universidade do Minho
5. Antunes, L. (2009). A família e a Escola. Universidade do Minho
6. CASMIRO, Isabel. Emponderamento económico da Mulher, Movimento associativo e
Acesso a Fundos de Desenvolvimento [Link] Congresso Luso Brasileiro de ciências
socias, salvador. 2011.
7. DIAS, J. (1996) A problemática da relação família/ escola e a criança com Necessidades
Educativas Especiais. Instituto Jean Piaget.
8. Dias, J. (1996) A problemática da relação família/ escola e a criança com Necessidades
Educativas Especiais. Instituto Jean Piaget.
9. DOMINGUES, A., DOMINGUES, A. (2001). A família. Boletim do hospital de
[Link]. ano XVII, n.2: 55-64.
10. GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. [Link]. São Paulo: Atlas, 1999.
11. [Link]
importancia-patrilinear-matrilinear-e-conjuges/
12. LAFORTE, Ana M, Mulher, poder e tradição em Moçambique. Publicado em “Outras
Vozes”. No 5, Novembro de 2003.
13. PEREIRA, F. (1996). As representações dos professores de educação especial e as
necessidades da família. Secretariado nacional para a reabilitação e integração de pessoas
com deficiência, nº8. Lisboa.

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