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Alterações ao Código do Imposto Industrial

A Lei nº 4/19, publicada em 18 de Abril de 2019, altera o Código do Imposto Industrial, introduzindo mudanças significativas na incidência, sujeitos passivos e dedutibilidade de custos. A Lei nº 9/19, publicada em 24 de Abril de 2019, altera o Código do Imposto Sobre os Rendimentos de Trabalho, incluindo novas definições de rendimentos e isenções. Além disso, a Lei 8/19 estabelece o Imposto Especial de Consumo, que incide sobre a produção e consumo de bens específicos.

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Alterações ao Código do Imposto Industrial

A Lei nº 4/19, publicada em 18 de Abril de 2019, altera o Código do Imposto Industrial, introduzindo mudanças significativas na incidência, sujeitos passivos e dedutibilidade de custos. A Lei nº 9/19, publicada em 24 de Abril de 2019, altera o Código do Imposto Sobre os Rendimentos de Trabalho, incluindo novas definições de rendimentos e isenções. Além disso, a Lei 8/19 estabelece o Imposto Especial de Consumo, que incide sobre a produção e consumo de bens específicos.

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ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DO IMPOSTO INDUSTRIAL

No dia 18 de Abril foi publicado em Diário da República a Lei nº 4/19, que altera o
Código do Imposto Industrial, aprovado pela Lei 19/14, de 22 de Outubro.
As alterações resultantes da Lei 4/19 entraram em vigor na data da sua publicação, 18
de Abril de 2019.
Foram alterados os artigos 1º, 5º, 11º, 13º, 14º, 16º, 17º, 18º, 58º, 59º, 66º, 71º, 75º do
código do imposto industrial, aprovado pela Lei 19/14. As alterações encontram-se
sistematizadas abaixo.

Incidência (artº 1)
Passa a ser considerado de natureza comercial ou industrial, para efeitos do Imposto
Industrial, o exercício de profissão liberal no formato associativo ou societário.

Sujeitos passivos (artº 5)


Passam a ser sujeitos passivos de Imposto Industrial as sociedades comerciais ou civis
sem a forma comercial.

Início de atividade (artº 11)


Foi revogada a norma que determinava o enquadramento de todos os contribuintes no
Grupo B do Imposto Industrial, no acto de cadastramento e declaração de início de atividade.

Proveitos e ganhos (artº 13)


Não se consideram como proveitos os resultantes de diferenças de câmbio verificados
relativamente a elementos do activo e passivo imobilizados superiores a 7% ao ano.

Custos ou gastos (artº 14)


Não se consideram como custos os resultantes de diferenças de câmbio verificados
relativamente a elementos do activo e passivo imobilizados superiores a 7% ao ano.

Limites à dedutibilidade de custos (artº 16)


Passam a ser dedutíveis ao lucro tributável os juros de empréstimos, sob qualquer
forma, dos detentores do capital, ou de suprimentos, devendo apenas ser acrescido ao lucro
tributável a parcela que exceder a taxa média anual de referência dos juros estabelecidos pelo
Banco Central.

Documentação de custos (artº 17)


Os custos indevidamente documentados e os não documentados não são aceites como
custos dedutíveis a matéria colectável do Imposto Industrial. Porém deixam de ser objeto de
tributação autônoma.
Entendem-se por despesas indevidamente documentadas, aquelas em que a
documentação em posse do contribuinte não se encontra em conformidade com os elementos
previsto no regime jurídico das facturas e documentos equivalentes.
O regime dos custos não documentados e indevidamente documentados é regulado em
lei própria.
As despesas confidenciais continuam a não serem fiscalmente dedutíveis a matéria
colectável do Imposto Industrial, e sujeitam-se a tributação autónoma nos termos da redacção
prevista no Código do Imposto Industrial, aprovada pela Lei 19/14.

Custos não aceites fiscalmente (artº 18)


Não são fiscalmente dedutíveis a matéria colectável do imposto industrial os custos com
Imposto Predial Urbano (IPU) relactivos a imóveis arrendados.
(Importa salientar que a redacção anterior excluía na totalidade os custos relactivos a IPU,
estivessem estes associados a imóveis arrendados ou a imóveis próprios.)

Obrigações declarativas – Grupo B (artº 58)


Os contribuintes do Grupo B que apresentam as suas obrigações declarativas nos termos
aplicáveis para os contribuintes do Grupo A passam a deduzir 10% do valor das suas despesas
administrativas relacionadas com a aquisição de aplicativo informático e respectivas licenças,
contratação de contabilista, bem como outras despesas relacionadas.
O benefício fiscal previsto no parágrafo anterior tem uma duração de três exercícios
fiscais sucessivos e aplica-se a partir do exercício fiscal de 2019.

Determinação da matéria colectável – Grupo B (artº 59)


Quando não seja possível aos contribuintes do Grupo B apurar a matéria colectável nos
termos das regras estabelecidas para o Grupo A, a matéria colectável corresponde ao volume de
vendas de bens e serviços prestados.
Não sendo possível identificar o volume total de vendas e serviços prestados, a matéria
colectável dos contribuintes do Grupo B corresponde ao volume total de compras efectuadas e
ou aos serviços adquiridos.
Não sendo possível identificar o volume total de compras efectuadas ou serviços
adquiridos, conforme previsto no parágrafo anterior, aplicam-se as regras previstas na tabela dos
lucros mínimos.
Caso não seja possível aos contribuintes do Grupo B proceder ao apuramento da matéria
colectável nos termos previstos para o Grupo A, estes contribuintes sujeitam-se ao pagamento
de um adicional de 200.000 Kwanzas.
Liquidação e pagamento provisório sobre vendas (artº 66)
Pode ser deduzido na liquidação definitiva ou provisória sobre as vendas, o imposto,
comprovadamente entregue em excesso nas liquidações provisórias dos exercícios anteriores,
até ao limite do prazo de caducidade previsto no Código Geral Tributário.
(Importa salientar que a redacção anterior limitava a dedução do imposto entregue em excesso
nos pagamentos provisórios de exercícios anteriores à liquidação provisória sobre as vendas.)
A liquidação e pagamento provisório sobre vendas pode, a título facultativo, incidir
sobre o valor efectivamente recebido das vendas não sujeitas a retenção na fonte, nos primeiros
seis meses do exercício fiscal, mediante a aplicação de uma taxa de 2% (dois por cento) sobre o
respectivo valor, devendo o contribuinte, nesse caso, submeter os extractos bancários.
Os contribuintes que tenham apresentado prejuízo no exercício anterior estão
dispensados da liquidação e pagamento provisório sobre vendas.
Os contribuintes que substituam fornecedores na emissão de facturas, nos termos do
regime de autofacturação definido em lei própria, devem no momento do efectivo pagamento ao
fornecedor pela aquisição de bens, efectuar a retenção na fonte de 2,4%.

Regime especial de tributação de serviços acidentais (artº 71)


Não constituem prestações de serviços sujeitas a este regime especial de tributação os
decorrentes de actividade educativa, conforme definida na Lei de Bases do Sistema de
Educação e Ensino, serviços prestados por jardins-de-infância, berçários e estabelecimentos
similares.
(Anteriormente, a redacção previa que não se encontravam sujeitos a este regime especial de
tributação os “serviços de ensino, serviços prestados por jardins de infância, lactários, berçários
e estabelecimentos análogos a estes”.)
Não são sujeitos ao regime especial de tributação de serviços acidentais os serviços cujo
valor não exceda 20.000 Kwanzas.

Incumprimentos das obrigações declarativas (artº 75)


A falta de apresentação de qualquer declaração fiscal, ou a sua entrega após o decurso
do seu prazo legal, sujeita o infractor, a pena de multa de 300.000 Kwanzas para os
contribuintes dos Grupos A e B que apresentam Declaração de Modelo 1, por cada ano de
incumprimento, independentemente da entrega do imposto devido e não arrecadado, em
consequência da transgressão praticada, sem prejuízo da fiscalização externa.
(Anteriormente a multa encontrava-se fixada em 800.000 Kwanzas.)

ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DO IMPOSTO SOBRE RENDIMENTOS DE


TRABALHO
No dia 24 de Abril foi publicado em Diário da República a Lei nº 9/19, que altera o
Código do Imposto Sobre os Rendimentos de Trabalho, aprovado pela Lei 18/14, de 22 de
Outubro.
As alterações resultantes da Lei 9/19 entraram em vigor na data da sua publicação, 24
de Abril de 2019.
Foram alterados os artigos 1º, 2º, 3º, 6º, 8º, 9º, 10º, 11º, e 16º do código do Imposto
Sobre os rendimentos de Trabalho, aprovado pela Lei 18/14, incluindo a lista de profissões
liberais, e a tabela dos lucros mínimos. As alterações encontram-se sistematizadas abaixo.

Base do imposto (artº 1)


Consideram-se também rendimentos de trabalho os lucros distribuídos a favor dos
sócios das sociedades puramente civis com ou sem forma comercial.

Não sujeição (artº 2)


Foi revogada a alínea b) que isentava da tributação as gratificações de carreira devida no âmbito
da relação jurídico-laboral.
Não constitui matéria colectável até o limite mensal de 30.000 Kz, os subsídios diários de
alimentação atribuídos a trabalhadores dependentes.
Não constitui matéria colectável até o limite mensal de 30.000 Kz, os subsídios diários de
transporte atribuídos a trabalhadores dependentes.

Grupos de Tributação (artº 3)


Passam a ser tributados no Grupo A:
 Todas as remunerações auferidas pelos trabalhadores por conta de outrem e pagas por
uma entidade patronal por força do vínculo laboral nos termos da Lei Geral de
Trabalho;
 Os rendimentos dos trabalhadores cujo vínculo de emprego se encontra regulado pelo
regime jurídico da função pública;
 Os rendimentos auferidos por titulares dos órgãos sociais das pessoas colectivas;
 Os rendimentos distribuídos a favor dos sócios das sociedades puramente civis, com ou
sem forma comercial.
Passam a ser tributados no Grupo B:
 Todas as remunerações auferidas pelos trabalhadores por conta própria que
desempenhem de forma independente, as actividades constantes da lista de profissões
anexa ao código do IRT.

Isenções específicas (artº 6)


São isentos de impostos os rendimentos auferidos por pessoas singulares que nos termos
da Lei Geral do Serviço Militar, prestem serviço militar obrigatório nos órgãos do Sistema de
Segurança Nacional, mas apenas aqueles derivados dessa prestação.
Determinação da matéria colectável dos rendimentos do Grupo B (artº 8)
Nos casos em que as entidades pagadoras dos rendimentos não tiverem contabilidade
organizada, o rendimento colectável dos contribuintes do grupo B será a diferença entre o
rendimento bruto e as despesas suportadas com a actividade laboral.
Para efeitos do apuramento do rendimento colectável, as despesas suportadas com a
actividade estão limitadas a 30% do rendimento bruto do contribuinte, caso este não possua
contabilidade organizada.
Os contribuintes do Grupo B que possuam contabilidade organizada sujeitam-se com as
devidas adaptações às regras aplicáveis ao apuramento da matéria colectável dos contribuintes
do Grupo A do Imposto Industrial.

Determinação da matéria colectável dos rendimentos do Grupo C (artº 9)


O rendimento colectável dos contribuintes do Grupo C é o que corresponde à sua
actividade na tabela dos lucros mínimos, anexa ao código do IRT.
(A redação anterior dizia que é o valor constante da tabela dos lucros mínimos.)
Os contribuintes do Grupo B que possuam contabilidade organizada sujeitam-se com as
devidas adaptações às regras aplicáveis ao apuramento da matéria colectável dos contribuintes
do Grupo A do Imposto Industrial.

Método de liquidação do imposto (artº 10)


Foi revogada a alínea b) do número 2 do artº 10. Devido a exclusão da tributação dos
rendimentos auferidos pelos titulares de cargos de gerência ou titulares dos órgãos sociais de
sociedades no Grupo B de IRT. Estes passam a ser tributados no Grupo A de IRT.
A liquidação do IRT do Grupo C é efectuada pela entidade pagadora dos rendimentos,
por retenção na fonte, caso esta possua contabilidade organizada.

Pagamento (artº 11)


O imposto devido pela atribuição de rendimentos do C deve ser pago:
 Pelo titular desses rendimentos, até o fim do mês de Março, quanto aos rendimentos
liquidados pelo próprio contribuinte;
 ...

Taxas (artº 16)


A taxa de imposto é de 30% quando a matéria colectável do contribuinte do Grupo C é
apurada com base na tabela dos lucros mínimos.
A Taxa é de 30% quando a matéria colectável do contribuinte do Grupo C é apurado seguindo
as regras aplicáveis ao apuramento da matéria colectável dos contribuintes do Grupo A do
imposto industrial, quando o contribuinte do Grupo C de IRT possui contabilidade organizada.
ANEXOS
Lista a que se refere o nº 3 do artº 3 do código do IRT
Passam a Integrar a lista de profissões liberais:
 Cabelereiros;
 Massagistas;
 Disco-Jóquei (Dj).

IMPOSTO ESPECIAL DE CONSUMO

CARACTERIZAÇÃO

O imposto especial de consumo é um imposto indirecto aprovado pela lei 8/19 de 24 de Abril.

INCIDÊNCIA REAL OU OBJECTIVO


O imposto de consumo incide sobre a produção, importação e consumo dos seguintes bens:
 Bebidas alcoólicas e as bebidas adicionadas de açucar ou outros edulcorantes, nos
termos da tabela anexo I do código do imposto especial de consumo;
 O tabaco e seus derivados, nos termos da tabela anexa I do código do imposto especial
de consumo;
 O fogo-de-artifício, nos termos da tabela anexo I do código do imposto especial de
consumo;
 Os artefactos de joalharia e de ourivesaria, nos termos da tabela anexo I do código do
imposto especial de consumo;
 As aeronaves e as embarcações de recreio, nos termos da tabela anexo I do código do
imposto especial de consumo;
 As armas de fogo, nos termos da tabela anexo I do código do imposto especial de
consumo;
 Os objectos de arte, de colecção e antiguidades, nos termos da tabela anexo I do código
do imposto especial de consumo;
 Os produtos derivados do petróleo, nos termos da tabela anexo II do código do imposto
especial de consumo;

INCIDÊNCIA PESSOAL OU SUBJECTIVA


São sujeitos passivos do imposto especial de consumo as pessoas singulares ou colectivas que:
 Praticam operações de produção, quaisquer que sejam os processos ou meios utilizados;
 Procedam a arrematação ou venda de bens em hasta pública;
 Procedam a importação de bens;

Consideram-se igualmente, sujeitos passivos de Imposto Especial de Consumo:


 As pessoas singulares ou colectivas, que introduzam no consumo produtos sujeitos a
Imposto Especial de Consumo;
 As pessoas que se encontram em posse de bens sujeitos a Imposto Especial de Consumo
detidos para fins comerciais que não tenham sido obejecto de tributação.

O imposto constitui encargo dos adquirentes dos bens Sujeitos a Imposto Especial de Consumo.

ISENÇÕES
Estão isentos do Imposto Especial de consumo:
 Os bens exportados, quando a exportação seja feita pelo próprio produtor ou por outra
entidade vocacionada param o efeito, reconhecida nos termos previstos na lei;

 Os bens importados pelas representações diplomáticas e consulares, quando haja


reciprocidade de tratamento e, bem assim, os bens importados pelas organizações
internacionais;
 As matérias-primas para a indústria nacional, e os bens destinados ao uso em
estabelecimentos de saúde, desde que devidamente certificados pelo Departamento
Ministerial que superintende a actividade e da declaração de exclusividade;
 Os bens destinados a fins laboratoriais e de investigação científica;
 Os bens destinados ao consumo como provisões de bordo, em aeronaves e
embarcações de tráfego internacional;
 Os produtos que beneficiem da aplicação de um regime suspensivo de direitos
aduaneiros;
 Os produtos vendidos em lojas francas.

SUSPENSÃO DO IMPOSTO ESPECIAL DE CONSUMO


A produção e importação de produtos sujeitos a Imposto Especial de consumo só podem
beneficiar da suspensão do imposto quando sujeitas ao regime aduaneiro suspensivo, com
aplicação das obrigações e procedimentos inerentes ao respectivo regime.

DETERMINAÇÃO DA MATÉRIA COLECTÁVEL


O valor tributável sujeito a imposto é:
 O preço de custo para os bens produzidos no país;
 O valor aduaneiro para os bens importados;
 O valor por que tiverem sido efectuadas as arrematações ou vendas;
 O preço pago pelos bens previstos na incidência objectiva.

Considera-se preço de custo para os bens produzidos no país, os custos incorridos com a
produção, incluindo matérias-primas e produtos incorporados, mão-de-obra, tecnologia e outros
bens ou serviços necessários à produção, excluídos os custos de distribuição, transporte, seguros
ou outros que ocorram após a armazenagem.

Quando os valores constantes dos documentos que determinam a sujeição ao imposto especial
de consumo não sejam expressos em moeda nacional, proceder-se-á à sua conversão nos termos
previstos no código geral tributário.

Exigibilidade do imposto
O imposto especial de consumo é devido e torna-se exigível:
 Na produção, no momento em que os bens são postos à disposição dos adquirentes;
 Nas importações, no momento de desembaraço alfandegário;
 Na arrematação ou vendas realizadas pelas estâncias aduaneiras ou qualquer outro
serviço público, no momento em que tais actos forem praticados;
 No consumo ou detenção de bens para fins comerciais, sujeitos a imposto especial de
consumo, no momento da verificação do não pagamento do imposto.
LIQUIDAÇÃO
A liquidação do imposto cabe:
 Aos produtores, nos casos dos bens produzidos no país. A liquidação é realizada no acto
do processamento das facturas ou documentos equivalentes;
 Aos serviços aduaneiros, no caso da importação de bens. A liquidação é realizada no
acto do desembaraço aduaneiro;
 Ao serviço que realizar a arrematação ou venda em hasta pública. A liquidação é
realizada no momento em que for efectuado o pagamento ou, se este for parcial, na
primeira prestação;
 À repartição fiscal nos restantes casos. No momento em que se esfectuar a fixação do
imposto

TAXAS
As taxas do Imposto Especial de Consumo correspondem às constantes das tabelas anexas ao
código do Imposto Especial de Consumo.

PAGAMENTO, ENTREGA DO IMPOSTO


A entrega do Imposto Especial de Consumo é efectuada uma única vez pelas pessoas ou
entidades obrigadas a liquidá-los.
Os sujeitos passivos do Imposto Especial de Consumo apresentam até ao último dia útil de cada
mês, na repartição fiscal, uma declaração em duplicado, conforme modelo oficial, no qual
procedem a entrega do Imposto Especial de Consumo devido, relactivamente ao volume de
operações realizadas no mês anterior.
No momento da apresentação da declaração o sujeito passivo deve proceder à entrega do
imposto liquidado nas facturas ou documentos equivalentes, efectivamente pagos, devendo a
repartição fiscal emitir o respectivo documento de cobrança.

PENALIDADES
A violação das obrigações previstas no presente código é punida nos termos do Código Geral
Tributário.

DISPOSIÇÕES FINAIS ( Facturação e Contabilidade)


É obrigatório a emissão de factura ou documento equivalente, nos termos previstos no Regime
Jurídico das Facturas e Documentos Equivalentes, relactivamente às operações tributáveis
previstas no código do imposto especial de consumo.

A contabilidade dos sujeitos passivos do especial de consumo deve estar organizada de modo a
possibilitar o conhecimento claro e inequívoco dos elementos necessários ao correcto cálculo do
imposto, permitir o seu controlo imediato e evidenciar todos os dados referidos no código do
imposto especial de de consumo.

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