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Reforma da Administração Pública em Moçambique

O trabalho analisa a evolução da reforma da Administração Pública em Moçambique, destacando os avanços e desafios enfrentados desde a independência até 2025. O estudo aborda a implementação de políticas e estratégias visando a modernização da gestão pública, com foco na eficiência e transparência. Além disso, propõe reflexões sobre práticas que possam fortalecer a gestão pública no país.

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Reforma da Administração Pública em Moçambique

O trabalho analisa a evolução da reforma da Administração Pública em Moçambique, destacando os avanços e desafios enfrentados desde a independência até 2025. O estudo aborda a implementação de políticas e estratégias visando a modernização da gestão pública, com foco na eficiência e transparência. Além disso, propõe reflexões sobre práticas que possam fortalecer a gestão pública no país.

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LICENCIATURA EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 2º ANO

DISCIPLINA:

Gestão Pública

Tema:
BALANÇO DA REFORMA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM MOÇAMBIQUE

Docente:
Cristina Siriro

Nome:
Domingas Laurenciana Saide

Maputo, aos 29 de Março de 2025


INSTITUTO SUPERIOR MUTASA

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR À DISTÂNCIA


CADEIRA DE GESTÃO PÚBLICA

BALANÇO DA REFORMA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM MOÇAMBIQUE

DOMINGAS LAURENCIANA SAIDE

Trabalho de pesquisa de Curso apresentado ao Instituto Superior MUTASA,


como requisito parcial para obtenção do título de Licenciado em Gestão
Pública.

Maputo aos 29 de Março de 2025

3
Índice

Introdução........................................................................................................................................5
Objectivos........................................................................................................................................5
Objectivo Geral............................................................................................................................5
Objectivos Específicos.................................................................................................................5
Referencial Teórico..........................................................................................................................7
Reforma.......................................................................................................................................7
Administração Pública.................................................................................................................7
Estratégia Global das Reformas Do Sector Público 2001-2011......................................................8
Estratégia de Desenvolvimento da Reforma da Administração 2011 – 2025: ERDAP................10
Sistema De Formação Em Administração Pública – SIFAP.........................................................10
Análise da implementação do SIFAP a nível da EGRSP e ERDAP O SIFAP..............................11
Nova Gestão Pública ou New Public Management (NPM) e se Relação das Reformas adoptadas.
.......................................................................................................................................................12
Conclusão......................................................................................................................................14
Referências Bibliográficas.............................................................................................................15
Introdução

Com o presente trabalho da cadeira de Gestão Pública, busca-se analisar a evolução do processo de reforma da
Administração Pública em Moçambique, um tema de grande relevância para o fortalecimento do Estado e a
melhoria da prestação de serviços à população. Desde a independência, o país tem implementado diversas
políticas e estratégias voltadas para a modernização da gestão pública, com ênfase na eficiência, transparência e
boa governança.

Este estudo pretende destacar os progressos alcançados ao longo dos anos, bem como os desafios estruturais
que ainda persistem e limitam a efetividade das reformas. Além disso, serão analisadas as oportunidades para
aprimorar a Administração Pública, considerando o contexto político, econômico e social do país. Assim, o
trabalho contribuirá para uma reflexão sobre as melhores práticas e soluções que possam fortalecer a gestão
pública moçambicana.

Objectivos

Objectivo Geral

 Estudar o impacto da reforma da administração pública em Moçambique.


Objectivos Específicos

 Examinar o contexto histórico e os principais marcos da reforma da Administração Pública em


Moçambique;
 Explorar as principais áreas de intervenção da reforma, incluindo a gestão de recursos humanos, a
modernização dos serviços públicos e o combate à corrupção;
 Investigar os resultados alcançados pela reforma, destacando os progressos obtidos e os desafios ainda
existentes;
 Identificar os principais fatores que contribuíram para o êxito ou as dificuldades da reforma;
 Sugerir estratégias para o aprimoramento da reforma da Administração Pública em Moçambique.

Metodologia

5
Este trabalho científico baseia-se em uma abordagem metodológica mista, combinando métodos qualitativos e
quantitativos. A pesquisa inclui uma revisão bibliográfica de documentos oficiais, relatórios de pesquisa e
artigos científicos sobre a reforma da administração pública em Moçambique.

6
Referencial Teórico

Reforma

O tema da reforma administrativa em Moçambique adquiriu centralidade crescente no debate


sobre as condições para o enfrentamento dos problemas estruturais e das fragilidades
institucionais da gestão pública, caracterizada por uma burocracia excessiva e inoperante, pouco
flexível e dinâmica, e, sobretudo, pela necessidade de ampliação da presença e representação do
Estado ao nível das comunidades locais.
As reformas do século XIX, assentaram fundamentalmente na abolição do patrocínio e na
substituição do recrutamento pelo exame competitivo sob supervisão de um conselho de
examinador central; na reorganização do pessoal do gabinete central dos departamentos em uma
ampla classe para lidar com trabalho mecânico e intelectual respectivamente.
Reforma é o nome que se dá a uma mudança de forma (esta entendida no sentido amplo), uma
modificação na forma, na natureza ou no tamanho de algo, a fim de aprimorá-lo.
Reforma (construção): acção, ato ou efeito de reformar, mudar a forma (em sentido amplo) de
uma construção ou edificação.
Reforma, é um conjunto de acções de carácter transversal ou horizontal e processos de mudanças
que devem ser empreendidos para que os serviços públicos prestados nos diferentes sectores
sejam melhorados e a sua implementação é da responsabilidade dos próprios sectores. (EGRSP,
2001 - 2011).
Administração Pública

Fazendo uma incursão sobre a literatura existente sobre a matéria, nota-se que não existe uma de
finição única deste conceito, embora existindo convergência em alguns aspectos que formam a
base do conceito. Para sustentar esta afirmação, são trazidas neste trabalho algumas definições
que foram sendo produzidas por vários autores desta área da ciência e de conhecimento. Freitas
do Amaral (2006), define a Administração Pública em sentido orgânico como sendo “um sistema
de órgãos, serviços e agentes do Estado bem como das demais pessoas colectivas públicas, que
asseguram em nome da colectividade a satisfação regular e continua das necessidades colectivas
d Segundo o mesmo autor, Administração Pública é a actividade tipica dos serviços públicos e
agentes administrativos no interesse geral da colectividade, com vista a satisfação regular e

7
continua das necessidades colectivas de segurança, cultura e bem-estar, obtendo para o efeito os
recursos mais adequados e utilizando as formas mais convenientes”.
Estratégia Global das Reformas Do Sector Público 2001-2011

O contexto de sua aprovação em alinhamento com a evolução da Administração Pública


Moçambicana. Quando se analisa a frase “Estratégia Global das Reformas do Sector Público”
têm-se antes de mais a observação de que está negada a inexistência da implementação de
reformas de abrangência menor. A Estratégia Global das Reformas do Sector Público 2001-2011
foi aprovada com o intuito de ser como se subentende uma reforma de abrangência universal no
que concerne à esfera do sistema administrativo Moçambicano.
É preponderante trazer à superfície os acontecimentos que antecederam a EGRSP para que se

Compreenda de facto o âmbito no qual o mesmo foi aprovado. Segundo o CIRESP (2001)

“ há que destacar três fases de inflexão, particularmente relevantes para a própria edificação do
Estado Moçambicano” nomeadamente: o período de 1975 que coincide com a época de
pósindependência nacional seguido pelo período de 1986 onde dá-se início às reformas
económicas e por fim o período de 1990 correspondente à aprovação da nova constituição e
consolidação do modelo político e económico assumido.

Na primeira fase (1970), o Estado Moçambicano em semelhança com muitos outros africanos
após a independência viu-se desafiado a gerir a máquina governamental sem a presença dos
colonos, situação esta que criou necessidade de implementar mudanças dentro da mesma
iniciando deste modo as primeiras reformas. Olowu (2010) afirma que “o objectivo dessas
reformas foi de transformar as burocracias herdadas dos sistemas coloniais que se destinavam a
manter a lei e a ordem nas colónias em benefício de seus mestres coloniais em entidades de
administração que pudessem promover o desenvolvimento.” Enquanto antes tinha-se uma
colónia que deveria seguir os intentos do Estado colonizador, chegada a independência passou-se
para a formação de um novo Estado que tinham como principal propósito “reconstruir e
reorientar o sector público para a resolução dos problemas da nova nação” (Macuane, 2006) para
que pudesse deste modo firmar-se e consolidar-se económica, politica e socialmente. Na arena
económica adopto

8
Em 1986 em decorrência de vários factores que assolavam o país, como a decadência da
nacionalização de empresas privadas, aprova-se o programa de reajustamento económico que
constitui a base de transição para a segunda fase de inflexão para a edificação do território
moçambicano. Este programa como referencia a CIRESP (2001) fez com que num curto período,
o País passasse de um modelo de economia centralizada com base na iniciativa do Estado, para
uma economia de mercado com base na iniciativa privada; tal transição aconteceu em simultâneo
com a mudança do tipo de estado que vigorava tendo-se se transitado “de um modelo de Estado
unitário centralizado para um Estado unitário, gradualmente descentralizado e no qual foram
consolidadas as relações regulares entre o Executivo e o Parlamento.” (CIRESP; 2001). Pode-se
se usar como de tal mudança gradual o exemplo da “ redefinição do poder da presidência através
da criação de um cargo de Primeiro-ministro e uma presidência autónoma para o poder
Legislativo” (Macuane; 2006)

No período de transição para a terceira fase o Estado de Moçambicano atravessou a


intensificação da guerra civil que tornou-se o alicerce da aprovação da nova constituição em
19902. “Só com a revisão da constituição é que Moçambique se afirma como um país
democrático, isto é, só com a Constituição de 1990 é que introduz-se em Moçambique o
pluralismo social e político.” (Bilério; 2007). Nesta época os países africanos atravessavam o que
Olowu (2010) chama de terceira onda de reforma onde empenharam seus esforços a fim de
impulsionar a novas reformas do tipo de gestão pública centradas no reforço das capacidades e
no desenvolvimento. Importa porém referir que tais reformas apesar de trazer consigo aspectos
positivos “não conseguiram abordar a crise de gestão de recursos humanos que confrontou estes
países”.
O Estado Moçambicano por sua vez, encontrava-se como referencia Macuane (2006)
“encurralado entre a pressão dos actores externos e dos moçambicanos por melhores serviços” e
sentia-se deste modo imposto a prestar os serviços públicos que o legitimam de forma mais
eficaz de modo a responder às demandas que sofria. Apesar de adoptadas inúmeras reformas
desde o ano de 1975 “o Governo tinha de encontrar uma estratégia de melhoria do sector
público” que englobasse o sistema administrativo de forma responder às demandas que lhe eram
impostas sendo nestes moldes que surge a Estratégia Global de Reforma do Sector Público de
2001 a 2011.

9
A Estratégia Global de Reforma do Sector Público de 2001 a 2011 teve como base de elaboração
(CIRESP; 2001) a realidade e valores da sociedade, de modo a enfatizar a gestão dos serviços
públicos e voltar-se para resultados com impacto significativo na melhoria das condições e
qualidade de vida. Encontra-se dividida em duas fases (CIRESP) interligadas: A primeira fase de
2001 a 2004, destinava-se à criação das condições básicas para a transformação do sector público
(…) a segunda fase de 2004 a 2011 destina-se a rever e/ou desenvolver os programas e projectos
realizados ou experimentados na primeira fase, bem como a ampliar os efeitos da reforma
iniciada através de programas e projectos de impacto mais amplo ou maior aprofundamento
específico.
Entrado em vigor o EGRSP passou em 2012 por um balanço onde (BEGRSP 2012) o relatório
tomava como ponto de partida o diagnóstico da situação da Administração Pública que fora
realizado nos finais dos anos 90, estabelecendo deste modo as transformações (impactos)
ocorridas como resultado da implementação do programa e destacando os principais resultados
associados a essas transformações.

Estratégia de Desenvolvimento da Reforma da Administração 2011 – 2025: ERDAP

Em Agosto de 2012 aprova-se a Estratégica da Reforma e Desenvolvimento da Administração

Pública 2011 – 2025 portando consigo o lema “O Funcionário a Servir Cada Vez Melhor o

Cidadão” que vem em consequência do tempo de acção terminado da Estratégia Global da


Reforma do Sector Público 2001 – 2025; sobre o mesmo, referencia o Ex-Presidente Emílio
Guebuza qua a ERDAP 2011 – 2025 é um: instrumento de continuidade da Estratégia Global da
Reforma do Sector Público que teve a sua vigência de 2001 a 2011 e cujos resultados nos
permitiram dar este salto qualitativo na crescente e constante melhoria da administração
pública em Moçambique. A Estratégia da Reforma e Desenvolvimento da Administração Pública
que ora lançamos, traduz as nossas aspirações para o sector público até ao ano 2025. Com esta
estratégia pretendemos construir uma administração pública assente nos valores da
meritocracia, da integridade e do profissionalismo, vectores chave para a promoção e
consolidação dos ganhos da Estratégia Global da Reforma do Sector Público.” (ERDAP 2011 –
2025)
A Estratégia da Reforma e Desenvolvimento da Administração Pública 2011 – 2025 é composta por sete objectiv

10
Sistema De Formação Em Administração Pública – SIFAP

Na tentativa de o Governo Moçambicano ter funcionários mais competentes e habilitadas bem


como também prover serviços céleres e de maior qualidade ao cidadão, na sequência dos
processos de implementação das reformas emergentes a partir dos anos 90, de acordo com Sitoe
(2006) “ a formação foi concebida em Moçambique, com o propósito de enfrentar as 10
limitações dos funcionários públicos, com a criação do sistema nacional de formação em
Administração Pública”.
Olhando para o contexto Moçambicano Awortwi (2006) referencia que “o ponto fulcral para o
desenvolvimento de recursos humanos é uma forte base de recursos humanos com
conhecimentos adequados, habilidades, atitudes e valores que promovam a produtividade e a
competitividade”. É deste modo que se implementa o SIFAP sendo “ um sistema integrado de
formação para funcionários públicos” aprovado pelo Conselho de Ministro, através do Decreto
n°55/94 de 9 de Novembro o SIFAP, este constitui (Levieque;2011) um sistema que estabelece
um conjunto de normas, directrizes, e estratégias que devem ser asseguradas para a
implementação de uma política integrada de uma integrada de formação profissional na área de
Administração Pública em Moçambique.
No entanto, com vista a estabelecer maior equilíbrio à administração da oferta de formação e
capacitação nacional em Administração Publica nos vários extractos da função, o SIFAP é
essencialmente constituído por três instituições através do qual compreendem o meio operacional
do mesmo, nomeadamente: os Institutos de Formação em Administração Publica e Autarquia
(IFAPA’s), e o Instituto Superior de Administração Pública (ISAP). Ainda de acordo com Levieque
(2011): “é desenvolvida sob forma de cursos do nível médio que são oferecidos em duas vertentes,
nomeadamente em refiem regular por tempo inteiro nos 3 IFAPA’s (Maputo, Beira e Lichinga)
com a duração de 30 meses e em regime modular, realizado em blocos com a duração de 18 a 28
meses. Os cursos modulares são actualmente executados em todas as capitais províncias, em
número de duas a três turmas por província. A implementação em pleno da estratégia do SIFAP
inclui a introdução de cursos para os níveis e superior a partir de 2005, alem à consolidação dos
institutos regionais.”
Estas instituições propiciam um leque de cursos “ de administração que tem enfoque administração de políticas p

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Análise da implementação do SIFAP a nível da EGRSP e ERDAP O SIFAP

Surge a meio da implementação do EGRSP e enquadra-se no quadro da profissionalização do


pessoal que constituem o sector público em Moçambique. Numa primeira fase buscava capacitar
os funcionários públicos para suprir a necessidade de quadro qualificado que se fazia sentir e
garantir desta forma maior eficiência e eficácia na prestação dos serviços públicos pois, de
acordo com o balanço feito pelo CIRESP mais de 80% dos funcionários do Estado possuíam
níveis de formação básica ou inferior, uma parcela inferior à 4% tinha a formação superior e os
restantes 16% não possuía formação. (EGRSP 2010)

As estratégias adoptadas para suprir este défice passaram por criar centros de formação
especialmente para os funcionários e agentes do Estado que a sua implementado através de três
institutos médios localizados em Maputo, Beira e Lichinga (os Institutos de Formação em
Administração Pública e Autárquica, (IFAPA’s) BEGRSP (2012). Cosme (2016) afirma que
“além das instituições de formação, na primeira metade da década de 2000 foi criado o Instituto
Superior da Administração Pública (ISAP) em 2004 com vista a reforçar as capacidades dos
funcionários do Estado que ocupam as funções de direcção ” localizado em Maputo com
Delegações em Quelimane. No ano de 2011 terminou o ciclo de vida previsto do EGRSP e de
seguida é aprovado e materializado ERDAP que se orienta a “Reforçar a dinâmica de
transformação já iniciada com a EGRSP” (ERDAP 2012).
Olhado no seu aspecto geral buscou aprimorar os preceitos que já tinham sido implantados pelo
programa que o antecedeu. Em relação aos recursos humanos a ERDAP buscou “dotar a
Administração Pública de técnicos qualificados” ERDAP (2012). Com vista a alcançar este fim
no período compreendido entre 2011-2014 buscou focalizar a sua actuação nos seguintes pontos:
 Expansão da Acção das Escolas de Governo;

 Formação e capacitação profissionalizante e específica em Administração Pública;

 Planos de Desenvolvimento de RH e Competências Sectoriais (Plano de acção do


ERDAP 2012).
Nova Gestão Pública ou New Public Management (NPM) e se Relação das Reformas adoptadas.
A Administração Pública na sua trajectória espacial e temporal a partir do Estado Moderno teve várias
formas de actuação tal como a Administração Pública Patrimonialista e Administração Pública

12
Burocrática, porém no final do século XX com a necessidade de elevar o nível de eficiência do Estado
democrático, sob a qual exigia uma nova forma de actuação descentralizada e simultaneamente baseada
no controle por resultados emerge a Administração Pública Gerencial ou Nova Gestão Pública. Matias
Perreira (2009) considera a New Public Management como ‘’sendo a aplicação nas organizações
públicas os modelos de gestão originalmente oriundos da iniciativa privada e dos conceitos de
administração estratégica focada nos negócios empresariais e nos conceitos de empreendedorismo” Já
na óptica da Europe Aid (2009:25) a NPM constitui um termo amplo que se aplica `a dois tipos de
reformas, nomeadamente: o uso de mecanismos de mercado e quasemercado para governar indivíduos e
organizações e o uso de métodos de gerenciamento dentro de organizações do sector público.
Essencialmente baseado em valores de eficiência, eficácia e competitividade na sua estruturação e
gestão da Administração Pública, Hood (1995:95-98) apud Secchi (2009) avança os seguintes aspectos
como sendo operativas da NPM: a desagregação de serviço público em unidades especializadas, e
centros de custos; competição entre organizações públicas e entre organizações públicas e privadas; uso
de práticas de gestão provenientes da administração privada; atenção à disciplina e parcimónia;
administradores empreendedores com autonomia para decidirem; avaliação de desempenho; e avaliação
centrada nos outputs. O conjunto reforma adoptados em Moçambique no início do século XX estão
implicitamente relacionados com os elementos da NGP, segundo Macuane (2006) “a agenda de reforma
comporta um conjunto de aspectos relacionados com a NGP, tais como os programas de impacto
imediato (quick wins), análise funcional e restruturação de ministros, governo electrónico, alguns
elementos de gestão do desempenho ligados à reforma salarial e a gestão de mudança”. Apesar das
reformas implantadas em Moçambique estarem ligadas ao NGP que é um modelo pós-burocrático,
apresentam dentro de – si elementos necessariamente burocráticos, no exemplo claro da melhoria da
capacidade dos recursos humanos e sua devida profissionalização.
Moçambique comporta os países africanos que de uma forma recente tenta incorporar preceitos da Nova
Gestão Pública na sua Administração Pública, essas tentativas de reformas são realizad

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Conclusão

Depois de uma boa leitura, conclui-se que a Reforma da Administração Pública em Moçambique é um processo
essencial para a modernização do Estado e a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população. As
estratégias adotadas ao longo dos anos demonstram um esforço contínuo para tornar a administração mais
eficiente, transparente e orientada para resultados. No entanto, desafios como a capacitação dos funcionários, a
luta contra a corrupção e a modernização tecnológica ainda precisam ser superados. Assim, a continuidade das
reformas, aliada a uma gestão pública mais inovadora e participativa, será fundamental para garantir um setor
público eficaz e alinhado às necessidades do país.

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Referências Bibliográficas

a) República de Moçambique (2012). Estratégia de Reforma e Desenvolvimento da


Administração Pública, 2012-2025. Aprovada pelo Conselho de Ministros na sua 29ª
Sessão Ordinária de 14 de agosto de 2012.
b) Secchi, Leonardo (2009). “Modelos Organizacionais e Reformas da Administração
Pública”. Revista de Administração Pública, 43/2; Abril/março 2009.
c) Matias-Pereira, José. Curso de Administração Pública: Foco nas Instituições e Acções
Governamentais. São Paulo: Atlas, 2009.
d) Ministério da Administração Estatal e Função Pública (2017). Balanço da Estratégia da
Reforma e Desenvolvimento da Administração Pública 2012-2025.
e) Ministério da Função Pública (2012). Grande Balanço da Estratégia Global da Reforma
do Sector Público 2001-2011.
f) Lampeão, O. (2007). Estratégia Global da Reforma do Sector Público como caminho para
a boa gestão da coisa pública: Caso de Sistema de Administração Financeira do Estado.
Monografia de fim de curso. ISRI. Maputo, Moçambique.
g) Levieque, A. (2011). Gestão de Recursos Humanos na Administração Pública de
Moçambique. Ndjira: Maputo.

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