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Reflexões sobre Empatia na Saúde

O documento é um trabalho final de avaliação que reflete sobre a importância da empatia e compaixão na prática da saúde, utilizando a história do paciente Sr. Hassan como exemplo. A autora, uma nutricionista, reconhece a necessidade de melhorar sua abordagem humanística e propõe um plano de ação para humanização no ambiente hospitalar, incluindo capacitação da equipe e criação de ambientes acolhedores. A reflexão destaca que o cuidado deve ir além do técnico, incorporando a compreensão das histórias de vida dos pacientes.

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Reflexões sobre Empatia na Saúde

O documento é um trabalho final de avaliação que reflete sobre a importância da empatia e compaixão na prática da saúde, utilizando a história do paciente Sr. Hassan como exemplo. A autora, uma nutricionista, reconhece a necessidade de melhorar sua abordagem humanística e propõe um plano de ação para humanização no ambiente hospitalar, incluindo capacitação da equipe e criação de ambientes acolhedores. A reflexão destaca que o cuidado deve ir além do técnico, incorporando a compreensão das histórias de vida dos pacientes.

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Nome: Apohena Barros Carvalho

POPE

A partir dessa avaliação, você deve elaborar um plano de ação ou cuidado. Esse é
o POPE da disciplina, ou seja, o trabalho final da disciplina a ser avaliado por seu
professor tutor e que atribuirá uma nota a ele.

Para iniciar a atividade, falar sobre mim ou sobre o que eu sinto é bem difícil, de
expressar meus sentimentos, normalmente minha vida é tão corrida, tentando dar conta
dos meus afazeres que eu me esqueço de olhar dentro de mim e tentar entender como eu
estou. Por isso essa atividade está sendo bem difícil, mas irei tentar.
Falar sobre as principais percepções que eu tive sobre mim e minha vida,
considerando os temas ética, virtudes, empatia, compaixão, lendo o material do Soap 3,
eu encontrei uma frase na qual eu me identifico bastante sobre a compaixão, por ser
uma virtude e que diz respeito a uma disposição para atuar de maneira tal que se avance
mais eficazmente para a concretização do fim de uma atividade humana, que na área da
saúde é propiciar ao paciente o bem maior possível em determinada circunstância e que
foi de suma importância para a vida do [Link], pois o mesmo pode descansar como
ele desejou, que foi em casa.
Ao escrever a história do Sr. Hassan em primeira pessoa propiciou sim
modificações em minha compreensão acerca dos temas empatia e compaixão, pois dessa
forma fez com que houvesse uma melhor compreensão das dificuldades causadas pela
enfermidade na qual ele estava vivenciando e que às vezes só entendemos algo quando
passamos por ela e no caso do Sr. Hassan e a dificuldade vivenciada dentro da
ambulância foi muito doloroso para ele, por isso a importância de ser essencial que os
profissionais de saúde e as instituições sejam estimulados a usar todos os conhecimentos
e habilidades médicas para serem mais empáticos com os pacientes.
Como eu falei no Soap 2 , eu fiquei bem surpresa com a decisão tomada sobre a
situação de saúde do senhor Hassan, pois não havia passado em minha cabeça que ele
fosse ser liberado pelo hospital para passar seus últimos meses em casa, sendo uma
decisão bem humana, mas também bem difícil para os médicos, mas lendo todos os
matérias disponibilizados na plataforma, eu fui entendendo mais sobre ser empática e
despertar um olhar mais humano sobre as vivencias dos pacientes, pois o ato de
compaixão implica observar e sentir o que uma prova, tribulação ou enfermidade
acarreta de sofrimento na vida de uma pessoa, no aqui e agora, mas com essa
experiencia de atividade , eu pude perceber que eu preciso melhorar mais, tanto na
empatia como na compaixão no meu dia a dia.
Ao falar sobre a minha avaliação durante o percurso nesta disciplina posso
dizer que estou aprendendo muito e mudando bastante minha visão sobre o cuidado e
sobre ser indispensável ir além e buscar conhecer os pacientes em sua integralidade, em
seu contexto psicossocial, familiar, cultural, espiritual e em seu sistema de crenças e em
visão de mundo para que se possa atuar a partir da perspectiva da enfermidade (illness),
ou seja, da identificação da forma como cada ser único vivencia a doença. Isso permite
adequar os conhecimentos da biomedicina e dos recursos do sistema ao contexto
individual.
Dando continuidade, a minha profissão mesmo sendo da área da saúde, pois sou
nutricionista, mas eu não trabalho na área hospitalar e sim com atendimentos clínicos
ambulatorial, então não tenho tantas vivencias ao ponto de saber das histórias dos meus
pacientes. Só em alguns casos de pacientes idosos que necessitam de retornos mais
frequentes ou por motivos do controle de taxas ou porque se sentem sozinhos e
procuram por atendimentos para terem com quem conversar. E nessas conversas com
meus pacientes eu me achava empática e sempre tento ajudar ou orientar da melhor
forma possível, mas sinto que eu ainda posso melhorar mais e essas atividades têm me
ajudado bastante.
Para concluir, com essas aulas sobre medicina narrativa, tem me proporcionado
grandes mudanças sobre o significado da habilidade de reconhecer, absorver,
interpretar e atuar de acordo com as histórias e dificuldades dos pacientes, pois
influencia muito no seu cuidado e evolução, além disso, a competência em narrativas
permite ao médico e demais profissionais da saúde em alcançar e atuar junto aos
pacientes na doença, reconhecendo sua própria jornada pessoal através da medicina e
reconhecer deveres em relação a outros profissionais de saúde e introduzir o público a
um discurso acerca de saúde.
Com base no que foi relatado, torna-se importante a reconhecer que atuação
ética vai muito além do cumprimento de regras e princípios pré-determinados como
falado no texto. Sendo necessário a educação da afetividade, ou seja, a capacidade de
aprender a sermos mais empáticos, além da formação humanística por meio das
humanidades médicas que podem ser praticados a partir do maior contato com os
pacientes, conhecer suas histórias de vida.
Dentre o plano de ação para a humanização dos profissionais no ambiente
hospitalar pode-se incluir ações como capacitar a equipe, melhorar a relação entre
médico e paciente, e criar ambientes acolhedores.
Para a capacitação da equipe, seria investir na formação de colaboradores para
que estejam preparados para acolher os pacientes, além de desenvolver habilidades de
escuta qualificada e empatia e garantir que todos estejam alinhados com a cultura do
hospital. Dando continuidade, para que haja a melhora na interação da relação entre
médico e paciente poderia ser através da promoção da participação dos pacientes e
familiares no processo de tratamento, estimular a livre expressão de opiniões e o diálogo
e criação de espaços de comunicação entre pacientes e profissionais de saúde.
Exemplos de ambientes acolhedores pode-se considerar a iluminação,
temperatura e disposição dos assentos, garantir a privacidade de pacientes,
acompanhantes e colaboradores, além de oferecer espaços específicos, como recepção,
banheiros, salas de espera arborizadas ou decoradas e de preparo para exames.

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