Resumo
2. Introdução
Quando me refiro a ética na pesquisa científica hoje, em plena modernidade tardia, a frase parece ter
sentido óbvio. Porém, essa obviedade é bastante recente. A ideia de ética acompanha o mundo
ocidental, pelo menos, desde a discussão sobre valores sociais nas cidadesestados da confederação
grega, que serviu de agenda para os questionamentos de Sócrates. Já o mesmo não é válido para a
combinação do termo com o campo científico, que soaria estranha para os fundadores da Sociedade
Real em Londres, no ano de 1661, cujo lema nullius in verba expressou a determinação de verificar
proposições científicas com base no apelo aos fatos que, para os seguidores de Francis Bacon, eram
externos e pertencentes à natureza.
Mesmo em plena modernidade do sécu-lo XIX, os tormentos morais que Charles Darwin enfrentava, por
exemplo, habitaram um plano totalmente diferente das suas coleções de espécies e suas observações
microscópicas. Presumiu-se que a discussão dos fatos era uma atividade séria entre pessoas sérias.
Mesmo para as gerações recentes de pesquisadores, atentos aos debates entre filósofos e historiadores
das ciências sobre o que é ciência, a sugestão da necessidade de discutir a ética na pesquisa
provavelmente produziria uma reação similar. A ética da atividade científica era presumida como natural
porque, tal como os demais saberes (práticos, tecnológicos, sociais ou artesanais), era feita, em grande
parte, por pessoas honestas e sinceras que gostavam do que faziam, que aceitavam os limites da
negociação da verdade e reagiam contra proposições que consideravam insustentáveis.
2.1 Justificativa
A ética é fundamental na pesquisa científica para garantir a integridade, credibilidade e qualidade do
conhecimento produzido. Ao estabelecer regras e princípios que guiam a conduta dos pesquisadores, a
ética evita fraudes, como falsificação de dados, e contribui para um ambiente de pesquisa mais
transparente e confiável, essencial para o progresso científico.
Integridade dos Resultados:
A ética evita que resultados fraudulentos ou obtidos de forma incorreta sejam publicados e aceitos
como conhecimento científico. A falsificação de dados, por exemplo, pode comprometer a confiança na
ciência e gerar consequências negativas para a sociedade.
Confiança na Comunidade Científica:
Ao seguir princípios éticos, os pesquisadores garantem que seus resultados são obtidos de forma
honesta e rigorosa, o que fortalece a confiança da comunidade científica e do público em geral na
validade da pesquisa.
Qualidade da Pesquisa:
A ética ajuda a garantir a qualidade da pesquisa ao promover o uso de métodos científicos adequados, a
coleta de dados precisa e a análise imparcial dos resultados. Ao seguir essas práticas, os pesquisadores
contribuem para um conhecimento científico mais robusto e útil.
Proteção dos Participantes:
Em pesquisas que envolvem seres humanos ou animais, a ética é fundamental para garantir a proteção
dos direitos e do bem-estar dos participantes, evitando riscos desnecessários e promovendo o
consentimento informado.
Responsabilidade Social:
A ética na pesquisa também tem um papel importante na responsabilização dos pesquisadores pelas
consequências de suas ações e descobertas. Ao considerar os impactos sociais da pesquisa, os
pesquisadores podem contribuir para o desenvolvimento de soluções mais justas e sustentáveis.
2.3. Objectivos Geral
Descrever os fundamentos sobre a ética na pesquisa acadêmica
[Link]íficos
Identificar os tipos de plágio
Demonstrar as boas práticas na produção científica
3. Conceitos Fundamentais sobre Ética na Pesquisa Acadêmica
Ética na pesquisa Científica
A pesquisa científica é a base de quase todo o conhecimento humano, e é graças a ela que vivenciamos
um elevado grau de desenvolvimento científico e tecnológico. Para a realização e desenvolvimento de
uma pesquisa científica é necessário um planejamento, no qual fontes de informação confiáveis devem
ser identificadas e consultadas, tais como: artigos científicos, livros, teses, dissertações, entre outras. No
entanto, em alguns tipos de pesquisas, apenas essas fontes não são suficientes para alcançar os
resultados esperados, sendo necessário o envolvimento de seres humanos e/ou animais no estudo com
a utilização de inúmeros métodos de pesquisa. Porém, há que se observar os impactos causados para
buscar novas descobertas, uma vez que estes nem sempre são favoráveis ao bem-estar dos seres
humanos, de outros seres vivos e mesmo do meio-ambiente. Assim, para prevenir impactos negativos, o
comprometimento com a ética torna-se fundamental para o desenvolvimento da ciência. Além disso, a
ética profissional e científica pode evitar uma má conduta e estimular o bom convívio entre os
pesquisadores. Para a Fiocruz ([20–]a) “Ciência e ética caminham juntas, em busca do crescente
progresso sempre em benefício da humanidade e do planeta”. Portanto, a ética tem como principal
objetivo apoiar o avanço da ciência e do compartilhamento do conhecimento de maneira segura,
responsável e confiável.
Quando me refiro a ética na pesquisa científica hoje, em plena modernidade tardia, a frase parece ter
sentido óbvio. Porém, essa obviedade é bastante recente. A ideia de ética acompanha o mundo
ocidental, pelo menos, desde a discussão sobre valores sociais nas cidadesestados da confederação
grega, que serviu de agenda para os questionamentos de Sócrates. Já o mesmo não é válido para a
combinação do termo com o campo científico, que soaria estranha para os fundadores da Sociedade
Real em Londres, no ano de 1661, cujo lema nullius in verba expressou a determinação de verificar
proposições científicas com base no apelo aos fatos que, para os seguidores de Francis Bacon, eram
externos e pertencentes à natureza.
Mesmo em plena modernidade do sécu-lo XIX, os tormentos morais que Charles Darwin enfrentava, por
exemplo, habitaram um plano totalmente diferente das suas coleções de espécies e suas observações
microscópicas. Presumiu-se que a discussão dos fatos era uma atividade séria entre pessoas sérias.
Mesmo para as gerações recentes de pesquisadores, atentos aos debates entre filósofos e historiadores
das ciências sobre o que é ciência, a sugestão da necessidade de discutir a ética na pesquisa
provavelmente produziria uma reação similar. A ética da atividade científica era presumida como natural
porque, tal como os demais saberes (práticos, tecnológicos, sociais ou artesanais), era feita, em grande
parte, por pessoas honestas e sinceras que gostavam do que faziam, que aceitavam os limites da
negociação da verdade e reagiam contra proposições que consideravam insustentáveis.
Importância da Integridade Acadêmica
Segundo a Fiocruz ([20–]b), a integridade em pesquisa trata de normas, princípios e diretrizes éticas que
regulam as pesquisas acadêmicas e científicas, desde o momento da sua concepção até a publicação de
seus resultados para o amplo conhecimento público. Ou seja, significa a adoção de um conjunto de
princípios éticos para a condução das atividades do pesquisador e para a elaboração das pesquisas
científicas.
Adotar esses princípios éticos é importante, pois revela como a ciência produzida deve ser realizada e
expressa para a sociedade, além de coibir fraudes durante o processo de desenvolvimento. De acordo
com o Guia de recomendações de práticas responsáveis , lançado em 2013 pela Academia Brasileira de
Ciências, os princípios éticos da integridade científica são:
honestidade
confiabilidade
objetividade
imparcialidade
cuidado
respeito
veracidade
responsabilidade
Assim, a integridade científica é alcançada quando as práticas são baseadas em princípios éticos e
padrões profissionais considerados essenciais e legítimos para o fazer científico responsável pela
comunidade científica (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, 2020).
4. O Plágio e Seus Impactos na Produção Acadêmica
O plágio, de acordo com Scorsolini-Comin (2021), seria uma cópia direta, seja parcial ou completa do
trabalho ou da ideia de um outro autor, e isso dá-se através da ausência da devida citação ou
referenciamento dos trabalhos utilizados para embasamento. Ou ainda, quando um pesquisador
assume a autoria de trechos ou obras completas de um outro autor (CASA NOVA et al., 2019).
Um pesquisador pode estar praticando o plágio de maneiras distintas, não somente através do ato de
copiar as palavras exatas de um texto previamente escrito e publicado por um outro autor. O plágio
pode surgir desde a cópia da essência de um trabalho já existente, como pela falta do devido
referenciamento ao autor da obra (COMISSÃO DE AVALIAÇÃO DE CASOS DE AUTORIA, 2011). Na
sequência serão descritos os tipos de plágio encontrados na literatura, para um melhor entendimento e,
assim, se possa evitar cometer este erro na elaboração de um trabalho acadêmico científico.
Segundo Sanchez e Innarelli (2012), o plágio é frequentemente descrito como a apropriação
inapropriada de ideias, frases e palavras criadas por outra pessoa sem a devida referência à obra ou
autor. No entanto, essa visão geralmente transmite uma interpretação de que a ocorrência é quase
acidental devido a amnésia ou incapacidade técnica de identificar e referir-se ao autor original. Já para
Aires (2019), as regras de citação não são bem compreendidas por grande parte dos autores, não
apenas alunos de graduação, mas também os de pós-graduação e doutores, o que ocasiona o chamado
plágio acidental.
Tipos de Plágios
Plágio Direto
O autor não cita o conteúdo completo do outro autor e copia explicitamente a obra sem referenciar
corretamente. De acordo com o trabalho de Marcelo Krokoscz (2011), isso é chamado de plágio direto
uma vez que a norma brasileira vigente exige que as cópias literais sejam marcadas com citações diretas.
De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas, que trata de citações em documentos,
trabalhos científicos devem utilizar aspas duplas para indicar se o texto copiado ocupa até três linhas de
texto. Se a cópia tiver mais de 3 linhas, deve ser destacada com um deslocamento de 4 cm da margem
esquerda, tamanho de fonte menor para o texto e espaçamento simples. A criação de um destaque no
texto dá ao leitor uma indicação visual de que se trata da parte copiada (KROKOSCZ, 2011).
Atualmente o plágio direto é considerado um tipo fácil de rastrear devido a ferramentas e softwares
desenvolvidos já utilizados com frequência em universidades (WACHOWICZ et al., 2016).
Por outro lado, o autor apresenta que o plágio indireto não é uma reprodução literal do conteúdo
original. Embora o editor use suas próprias palavras, os textos que produziu não são originais retirados
de uma fonte específica. Podendo se apresentar de maneiras diferentes o plágio indireto, envolve a
cópia de conteúdo original que foi reescrito de maneira diferente sem os direitos autorais do criador
que originalmente apresentou a ideia, nesse caso o autor aproveita de conceitos ou “ideações” já
estabelecidas de outros autores (KROKOSCZ, 2011; WACHOWICZ et al., 2016).
AUTOPLÁGIO
De acordo com estudo de Burdine e colaboradores (2019), para se destacar no campo científico, autores
e editores buscam publicar e avaliar estudos inovadores.
Entretanto, o aumento nas taxas de publicações está atrelado ao aumento do plágio percebido,
incluindo o autoplágio.
Esse termo, é definido como a reutilização de uma obra ou parte dela publicada anteriormente, pelo
próprio autor, em novas edições sem referência à fonte original (SCORSOLINI-COMIN, 2021).
Todas essas práticas são prejudiciais ao conhecimento científico. Geralmente, porque enganam leitores
e editores fazendo-os acreditar que se trata de material inédito; violam os direitos dos editores porque
violam a cessão de direitos autorais do autor a eles; publicações cientificamente impactadas; isso
dificulta a identificação de textos que agregam dados relevantes aos seus estudos (FURLANETTO;
RAUEN; SIEBERT, 2018).
PLÁGIO MOSAICO (OU PARCIAL)
Uma das formas mais comuns de plágio acadêmico é o plágio parcial ou em mosaico (GALVÃO, 2014).
Este tipo de plágio consiste em criar uma obra que aparenta ser de autoria própria a partir de “colagens”
de partes retiradas de obras de terceiros, sem o devido reconhecimento da fonte original. Em casos de
artigos em outro idioma, traduzi-lo mantendo a estrutura sem citá-lo também é considerado plágio
parcial (WACHOWICZ; COSTA, 2016).
Sabe-se que o plágio parcial, que pode ser intencional ou não, é considerado uma violação dos direitos
autorais e da ética científica, pois é uma apropriação indébita do trabalho intelectual de outra pessoa.
Esse tipo de plágio pode ser evitado por meio de pesquisa criteriosa e citação correta das fontes
utilizadas no texto, respeitando a originalidade e autoria das obras consultadas e reconhecendo o valor
e a contribuição desses autores para o conhecimento científico (MATEUS; DA SILVA; DA SILVA, 2020).
A utilização das diversas ferramentas disponíveis para verificação de plágio é uma grande aliada nesse
processo, pois nos ajuda a identificar mais facilmente possíveis semelhanças com outros textos e corrigi-
las antes de submeter o trabalho, evitando o plágio (seja ele qual for) e garantindo a autoria. Alguns dos
softwares gratuitos existentes para detecção de similaridade e de plágio disponíveis na internet são:
Copyspider, Plagium, Plagius, Grammarly, entre outros, sendo importante salientar que esse tipo de
ferramenta tem melhor refinamento quando se utiliza seus recursos pagos.
PLÁGIO ACIDENTAL
O plágio acidental, involuntário ou ainda não intencional é a cópia de ideias de outra autoria, escrito de
maneira diferente, não identificando essa autoria ou fonte, sem ter a suposta intenção de plagiar
(MATEUS; SILVA; SILVA, 2020). Para as regras da Universidade Estadunidense de Duke o plágio não
intencional se caracteriza pelo não seguimento das normas adequadas, sendo exemplificada através da
falta de citação da fonte, erro ao citar e parafrasear, deixar de resumir com as próprias palavras e falta
de lealdade com a fonte (DUKE UNIVERSITY, 2023).
Já no entendimento de Spinak (2017) o plágio acidental está no limite tênue entre acidente e
negligência, nos exemplos mais comuns os autores esquecem de citar a fonte parafraseada, mencionam
algo que não é de conhecimento público ou ainda omitem citações ou aspas para referenciar o texto
usado. Ainda para Spinak (2017) assume-se que autores que escrevem para periódicos acadêmicos
possuem treinamento e devem assumir responsabilidade pelo que escrevem, tornando a negligência
mais parecida com falta de integridade.
Reflete-se que mesmo não sendo supostamente intencional, quem comente plágio acidental pode estar
sujeito a punições como reclusão de 2 a 4 anos e multa previstas pelo artigo 184 do Código Penal
Brasileiro (BRASIL, 2003). Para enfrentamento do plágio, especificamente do acidental, são adotadas
comumente pelas instituições acadêmicas capacitações e formações. No entanto, estratégias como
promoção da cultura de integridade acadêmica tem sido pouco empregada apesar de ter
fundamentações na literatura científica que amparam essa metodologia com repercussões positivas
(KROKOSCZ, 2011).
OUTSOURCING
Apesar da relação direta entre cópias de textos, ideias e/ou conceitos de outra autoria sem as devidas
citações com o plágio, existem também outros tipos. Dentre eles, está o outsourcing (ou terceirização),
definido como o ato de receber créditos em trabalhos nos quais recorreu-se ou contratou-se terceiros
para realizá-los, constituindose como um tipo de plágio. Estudos mostram que essa prática no âmbito
acadêmico vem aumentando de forma crescente devido ao avanço da tecnologia e a sua facilidade de
acesso, principalmente em sites (CLARKE; LANCASTER, 2006).
Além da contratação de terceiros, atualmente pode-se recorrer a diversos tipos de ferramentas na
internet para criar textos acadêmicos. De acordo com M. Alshater (2022), as tecnologias de Inteligência
Artificial (IA) estão evoluindo e é necessário levar em consideração questões éticas relacionadas à sua
utilização, sendo fundamental as análises humanas para que essas ferramentas contribuam para a
eficácia das escritas acadêmicas. O Chat GPT, por exemplo, é um assistente virtual com IA capaz de
decodificar palavras e gerar respostas no formato de um chat online, como uma conversa entre
humanos. Levando em consideração escrita original, compreensão avançada do tema em questão e
utilização de pensamento crítico para gerar um pensamento original, estudos mostram que o Chat GPT
não é capaz de gerar um artigo científico (ANDERSON et al., 2023).
Entretanto, de acordo com Marques (2023), nota-se que a escrita natural dessas ferramentas pode ser
uma fonte de má conduta acadêmica, havendo dificuldade na detecção de plágios. Isto posto,
ferramentas tecnológicas também estão sendo desenvolvidas para evitar este tipo de situação. Tais
ferramentas anti plágio já estão sendo implementadas por algumas revistas científicas como parte dos
procedimentos de seleção, assim como as análises com especialistas devem continuar a ser aplicadas
(ANDERSON et al., 2023).
Entretanto, esses instrumentos usam conteúdos da própria internet para buscar comparações com o
texto verificado em questão, dependendo de alguns fatores como idioma, acesso aberto ou restrito,
características do próprio texto, entre outros, que afetam a eficiência dos programas anti plágios
(KROKOSCZ, 2022).
Com relação a qualidade das ferramentas considerando todos estes pontos, Krokoscz (2022) afirma que
os melhores programas segundo os estudos mais recentes são todos internacionais, dentre eles
Ouriginal Turnitin, Plagscan, PlagAware, StrikePlagiarism e [Link], no qual não foram
estudados a eficiência dos programas com textos em português. Assim, apesar de respostas únicas e
individualizadas, há presença de plágio na utilização de ferramentas de IA, sendo necessário cautela e
avaliações precisas acerca de determinados textos (MARQUES, 2023).
5. Boas Práticas na Produção Científica em Letras
Como já foi dito, a pesquisa científica requer uma conduta responsável de todos os envolvidos no
processo. Pesquisadores e instituições devem prezar pela ética na ciência e pela integridade da
pesquisa.
Dessa forma, pesquisadores, instituições de ensino e pesquisa, agências de fomento, editores e
revisores de publicações científicas devem adotar boas práticas de pesquisa, inclusive observando as
normas e a legislação vigentes.
No Guia de Recomendações de Práticas Responsáveis da Academia Brasileira de Ciências (2013) há um
conjunto de boas práticas que devem ser conhecidas e seguidas pelos pesquisadores nas diferentes
etapas de desenvolvimento de uma pesquisa científica.
● Buscar conhecer os critérios de conduta adequados;
● Ter capacidade científica para condução da pesquisa;
● Analisar potencial conflito de interesses;
● Registrar dados coletados de forma objetiva e fidedigna;
● Armazenar dados coletados de forma segura e, quando possível, estarem acessíveis para consulta e
validação de outros pesquisadores interessados;
● Utilizar os dados de acordo com os métodos científicos adequados à pesquisa, e não manipular ou
utilizar sem referenciar as fontes originais;
● Prevenir falhas e desperdícios;
● Respeitar e cuidar dos objetos de pesquisa (humanos, animais, biológicos) e promover a segurança em
suas várias formas;
● Minimizar impactos negativos do projeto e gerir com eficiência os recursos;
● Respeitar a confidencialidade dos dados e dos resultados, quando assim requeridos;
● Creditar o nome da instituição vinculada e das fontes de pesquisa;
● Dar crédito a financiadores e patrocinadores etc;
● Publicar ou disponibilizar os resultados da pesquisa de forma honesta eprecisa;
● Associar a autoria a uma contribuição significativa para o trabalho depesquisa, evitando-se incluir
autores que não participaram de seu desenvolvimento;
● Responsabilizar todos os autores pelo conteúdo de sua publicação;
● Citar textos ou ideias de outros autores que aparecem na pesquisa, de formaclara e inequívoca,
utilizando-se regras e convenções internacionais (normas);
● As instituições devem orientar e acompanhar os processos de pesquisa eimpor penalidades nos casos
de má conduta;
● Desenvolver a cultura científica, visando o estímulo da publicação deresultados de pesquisa, oferecer
armazenamento e divulgação das pesquisas científicas elaboradas;
● Os pesquisadores mais experientes são responsáveis por orientar eacompanhar os pesquisadores mais
jovens, para que adquiram o conhecimento relativo ao uso e prática da boa conduta científica;
● As instituições de pesquisa devem fornecer acesso às fontes de informaçãoe as orientações
necessárias para os pesquisadores as acessarem.
Métodos para garantir a originalidade do trabalho (uso de ferramentas de detecção de plágio,
parafraseamento adequado, entre outros)
Existem várias ferramentas que ajudam a combater o plágio e garantir a integridade científica. A
apropriação indevida de ideias, textos e imagens são consideradas crime, por isso todas as formas de
expressão já publicadas, citações e imagens devem ser devidamente referenciadas evitando, assim, o
plágio.
Para garantir que não se faça a apropriação indevida existem diversas ferramentas gratuitas e pagas,
para verificação de similaridade (semelhança). Neste guia são apresentadas algumas ferramentas
gratuitas que podem ser usadas por estudantes, pesquisadores, docentes e instituições de ensino e
pesquisa (BIBLIOTECA COMUNITÁRIA, 2017).
● AntiPlagiarist (versão gratuita para teste)
Como funciona: compara vários documentos ao mesmo tempo para descobrir se existem trechos e
frases que foram copiados. Elabora relatórios com os trechos suspeitos de plágio; verifica os formatos
dos documentos: Microsoft Word, Wordperfect, arquivos PDF, arquivos HTML, arquivos de texto
simples e arquivos Rich Text Format.
Conclusão
A ética é fundamental na pesquisa acadêmica para garantir a integridade, credibilidade e segurança do
processo científico, protegendo os direitos dos participantes e promovendo a confiança na comunidade
científica e no público em geral. A ética orienta a condução das pesquisas, assegurando que os
resultados sejam confiáveis e possam ser utilizados para tomar decisões informadas. Mesmo para as
gerações recentes de pesquisadores, atentos aos debates entre filósofos e historiadores das ciências
sobre o que é ciência, a sugestão da necessidade de discutir a ética na pesquisa provavelmente
produziria uma reação similar. A ética da atividade científica era presumida como natural porque, tal
como os demais saberes (práticos, tecnológicos, sociais ou artesanais), era feita, em grande parte, por
pessoas honestas e sinceras que gostavam do que faziam, que aceitavam os limites da negociação da
verdade e reagiam contra proposições que consideravam insustentáveis.
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