Automação
Eletro-Eletrônica
Professor: MSc. Naelso Alves Cunha
Semestre: 22.2
Tiristores
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4. Desligamento do Tiristor
• Um tiristor que esteja no estado ligado pode ser
desligado pela redução da corrente direta para
um nível abaixo da corrente de manutenção IH;
• Existem várias técnicas para desligar um tiristor;
• Em todas as técnicas de comutação, a corrente
de anodo é mantida abaixo da corrente de
manutenção por um tempo suficientemente
longo para que todos os portadores em excesso
nas quatro camadas sejam eliminados ou
recombinados;
• Em virtude das duas junções pn externas J1 e
J3, as características de desligamento são
semelhantes às de um diodo, exibindo um
tempo de recuperação reversa trr e uma
corrente de pico de recuperação reversa IRR;
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4. Desligamento do Tiristor
• IRR pode ser muito maior do que a corrente
reversa normal de bloqueio IR;
• Em um circuito conversor comutado pela rede
em que a tensão de entrada é alternada uma
tensão reversa aparece sobre o tiristor
imediatamente após a corrente direta passar
pelo valor zero;
• Essa tensão reversa acelera o processo de
desligamento pela eliminação do excesso de
portadores das junções pn J1 e J3;
• A junção pn interna J2 necessita de um tempo
conhecido como tempo de recombinação, trc,
para recombinar o excesso de portadores;
• Uma tensão reversa negativa pode reduzir esse
tempo de recombinação; 4
4. Desligamento do Tiristor
• trc depende da amplitude da tensão reversa;
• O tempo de desligamento tq é a soma do tempo
de recuperação reversa trr e do tempo de
recombinação trc;
• No final do desligamento, uma camada de
depleção se desenvolve na junção J2 e o tiristor
recupera sua capacidade de suportar tensão
direta;
• Em todas as técnicas de comutação, uma
tensão reversa é aplicada sobre o tiristor
durante o processo de desligamento;
• O tempo de desligamento (turn-off time), tq, é
o valor mínimo do intervalo de tempo entre o
instante em que a corrente no estado ligado vai
a zero e aquele em que o tiristor é capaz de
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suportar uma tensão direta sem ligar;
4. Desligamento do Tiristor
• A carga de recuperação reversa, QRR, é a
quantidade de carga que precisa ser recuperada
durante o processo de desligamento;
• Seu valor é determinado a partir da área
delimitada pelo caminho da corrente de
recuperação reversa;
• O valor de QRR depende da taxa de queda da
corrente no estado ligado e do valor de pico da
corrente no estado ligado antes do
desligamento;
• QRR causa perda de energia correspondente
dentro do dispositivo.
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5. Tipos de Tiristores
• A corrente de anodo necessita de um tempo • Existem várias versões de tiristor com
finito para se propagar por toda a área da capacidade de desligamento, e o objetivo de
junção, a partir do ponto perto da porta, quando qualquer dispositivo novo é melhorar essa
o sinal de acionamento é iniciado para ligar o capacidade;
tiristor; • Com o surgimento de novos dispositivos com
• Os fabricantes utilizam várias estruturas de capacidade de ligar e desligar, aquele com
porta para controlar a di/dt, o tempo de entrada apenas a capacidade de ligar é chamado de
em condução e o de desligamento; “tiristor convencional”, ou simplesmente de
• Os tiristores podem ser facilmente ligados com “tiristor”;
um pulso curto; • Outros membros da família dos tiristores ou
• Para desligar, eles necessitam de circuitos SCR adquiriram outros nomes baseados em
específicos de acionamento ou estruturas acrônimos;
internas especiais a fim de auxiliar no processo. • Dependendo da constituição física e do
comportamento de ligar e desligar, os tiristores
podem ser genericamente classificados em 13
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categorias:
5. Tipos de Tiristores
1. Tiristores controlados por fase (phase- 7. Tiristores de desligamento pela porta (gate
controlled thyristors — SCRs); turn-off thyristors — GTOs)
2. Tiristores bidirecionais controlados por fase 8. Tiristores controlados por FET (FET-controlled
(bidirectional phase-controlled thyristors — thyristors — FET-CTHs)
BCTs); 9. Tiristores desligados por MOS (MOS turn-off
3. Tiristores assimétricos de chaveamento rápido thyristors — MTOs)
(fast switching asymmetrical thyristors — 10. Tiristores de desligamento (controle) pelo
ASCRs); emissor (emitter turn-off [control] thyristors —
4. Retificadores controlados de silício ativados ETOs)
por luz (light-activated silicon-controlled 11. Tiristores de comutação por porta integrada
rectifiers — LASCRs); (integrated gate-commutated thyristors —
5. Tiristores triodos bidirecionais (bidirectional IGCTs)
triode thyristors — TRIACs); 12. Tiristores controlados por MOS (MOS-
6. Tiristores de condução reversa (reverse- controlled thyristors — MCTs)
conducting thyristors — RCTs) 8
5. Tipos de Tiristores
13. Tiristores de indução estática (static induction
thyristors — SITHs)
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5. Tipos de Tiristores
Tiristores Controlados por Fase (SCRs)
• Esse tipo de tiristor geralmente opera na • Quando a corrente de anodo chega a zero, o
frequência da rede e é desligado por tiristor recupera sua capacidade de tensão
comutação natural; reversa de bloqueio em algumas dezenas de
• Um tiristor inicia a condução no sentido direto microssegundos e consegue bloquear a tensão
quando um pulso de corrente é aplicado da direta até que o próximo pulso de acionamento
porta para o catodo, e rapidamente trava em seja aplicado;
condução plena com uma pequena queda de • O tempo de desligamento tq é da ordem de 50
tensão; a 100 μs;
• Ele não consegue forçar sua corrente de volta • Esse tipo é o mais adequado para aplicações
a zero por intermédio de seu sinal de de chaveamento em baixa velocidade;
acionamento;
• É também conhecido como tiristor conversor;
• Em vez disso, ele conta com o comportamento
natural do circuito para que a corrente chegue
a zero;
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5. Tipos de Tiristores
Tiristores Controlados por Fase (SCRs)
• Como um tiristor é basicamente um dispositivo
controlado feito de silício, ele também é
chamado de retificador controlado de silício
(SCR);
• A tensão no estado ligado VT varia, em geral, de
aproximadamente 1,15 V, para dispositivos de
600 V, a 2,5 V, para os de 4.000 V;
• Para um tiristor de 1200 V, 5.500 A, ela é
normalmente de 1,25 V;
• Os tiristores modernos utilizam uma
amplificação de acionamento, na qual um
tiristor auxiliar TA é ligado por um sinal de
acionamento e, em seguida, a saída amplificada
de TA é aplicada como o sinal de acionamento
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do tiristor principal TM;
5. Tipos de Tiristores
Tiristores Controlados por Fase (SCRs)
• O acionamento amplificado permite elevadas
características dinâmicas com dv/dt típica de
1000 V/μs e di/dt de 500 A/μs;
• Isso simplifica o projeto do circuito pela
redução ou pela minimização do indutor de
limitação da di/dt e dos circuitos de proteção
de dv/dt;
• Por seu baixo custo, alta eficiência, robustez e
capacidade de alta tensão e corrente, esses
tiristores são amplamente utilizados em
conversores CC-CA com alimentação principal
em 50 ou 60 Hz;
• Também em aplicações de baixo custo em que
a capacidade de desligamento não é um fator
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importante;
5. Tipos de Tiristores
Tiristores Controlados por Fase (SCRs)
• Muitas vezes a capacidade de desligamento
não oferece vantagens suficientes para
justificar um custo maior e as perdas dos
dispositivos;
• Eles são utilizados em quase todas as
transmissões de alta tensão CC (HVDC) e em
uma grande porcentagem de aplicações
industriais;
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5. Tipos de Tiristores
Tiristores Triodos Bidirecionais (TRIACs)
• Um TRIAC consegue conduzir em ambos os
sentidos, e é normalmente utilizado em controle
de fase de tensão em CA;
• Ele pode ser considerado dois SCRs
conectados em antiparalelo com uma conexão
de porta em comum;
• Como o TRIAC é um dispositivo bidirecional,
seus terminais não podem ser chamados de
anodo e catodo;
• Se o terminal MT2 for positivo em relação ao
MT1, o TRIAC pode ser ligado pela aplicação de
um sinal de porta positivo entre a porta G e o
terminal MT1;
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5. Tipos de Tiristores
Tiristores Triodos Bidirecionais (TRIACs)
• Se o terminal MT2 for negativo em relação ao
MT1, ele é ligado pela aplicação de um sinal de
porta negativo entre a porta G e o terminal MT1;
• Não é necessário ter ambas as polaridades
dos sinais de porta, pois um TRIAC pode ser
ligado tanto por um sinal de porta positivo
quanto por um negativo;
• Na prática, as sensibilidades variam de um
quadrante para outro, e os TRIACs
normalmente são operados no quadrante I+
(tensão e corrente de porta positivas) ou no
quadrante III– (tensão e corrente de porta
negativas);
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5. Tipos de Tiristores
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5. Tipos de Tiristores
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5. Tipos de Tiristores
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5. Tipos de Tiristores
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5. Tipos de Tiristores
Exemplo: Um tiristor conduz uma corrente, como mostra a figura e o pulso dela é repetido a uma
frequência de fs = 50 Hz. Determine a corrente média no estado ligado IT.
O valor médio de qualquer sinal periódico é dado pela
área total sob a curva, sobre o período total.
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5. Tipos de Tiristores
Exemplo: Um tiristor conduz uma corrente, como mostra a figura e o pulso dela é repetido a uma
frequência de fs = 50 Hz. Determine a corrente média no estado ligado IT.
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Exemplo: Um tiristor conduz uma corrente, como mostra a figura e o pulso dela é repetido a uma
frequência de fs = 50 Hz. Determine a corrente média no estado ligado IT.
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