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Sinase: Diretrizes e Objetivos Socioeducativos

A Lei nº 12.594 de 2012 estabelece o Sistema Nacional de Informações sobre o Atendimento Socioeducativo (Sinase), que visa organizar e qualificar o atendimento a adolescentes em conflito com a lei. A lei define responsabilidades da União, Estados e Municípios na formulação, coordenação e execução de programas de atendimento, além de estabelecer diretrizes para avaliação e acompanhamento da gestão do sistema. O objetivo é garantir a responsabilização do adolescente, a integração social e a efetividade das medidas socioeducativas.

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Sinase: Diretrizes e Objetivos Socioeducativos

A Lei nº 12.594 de 2012 estabelece o Sistema Nacional de Informações sobre o Atendimento Socioeducativo (Sinase), que visa organizar e qualificar o atendimento a adolescentes em conflito com a lei. A lei define responsabilidades da União, Estados e Municípios na formulação, coordenação e execução de programas de atendimento, além de estabelecer diretrizes para avaliação e acompanhamento da gestão do sistema. O objetivo é garantir a responsabilização do adolescente, a integração social e a efetividade das medidas socioeducativas.

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LEI Nº 12.

594, DE 18 DE JANEIRO DE 2012 - SINASE IV - instituir e manter o Sistema Nacional de Informações sobre o
Atendimento Socioeducativo, seu funcionamento, entidades, programas,
incluindo dados relativos a financiamento e população atendida;
Sinase o conjunto ordenado de princípios, regras e critérios que V - contribuir para a qualificação e ação em rede dos Sistemas de
envolvem a execução de medidas socioeducativas, incluindo-se nele, por Atendimento Socioeducativo;
adesão, os sistemas estaduais, distrital e municipais, bem como todos os
VI - estabelecer diretrizes sobre a organização e funcionamento das
planos, políticas e programas específicos de atendimento a adolescente em
unidades e programas de atendimento e as normas de referência
conflito com a lei.
destinadas ao cumprimento das medidas socioeducativas de internação e
Objetivos das medidas socioeducativas: semiliberdade;

I - a responsabilização do adolescente quanto às consequências VII - instituir e manter processo de avaliação dos Sistemas de
lesivas do ato infracional, sempre que possível incentivando a sua Atendimento Socioeducativo, seus planos, entidades e programas;
reparação;
VIII - financiar, com os demais entes federados, a execução de
II - a integração social do adolescente e a garantia de seus direitos programas e serviços do Sinase; e
individuais e sociais, por meio do cumprimento de seu plano individual de
IX - garantir a publicidade de informações sobre repasses de recursos
atendimento; e
aos gestores estaduais, distrital e municipais, para financiamento de
III - a desaprovação da conduta infracional, efetivando as disposições programas de atendimento socioeducativo.
da sentença como parâmetro máximo de privação de liberdade ou restrição
À Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
de direitos, observados os limites previstos em lei.
(SDH/PR) competem as funções executiva e de gestão do Sinase.
Programa de atendimento: a organização e o funcionamento, Compete aos Estados:
por unidade, das condições necessárias para o cumprimento das medidas
socioeducativas. I - formular, instituir, coordenar e manter Sistema Estadual de
Atendimento Socioeducativo, respeitadas as diretrizes fixadas pela União;
O Sinase será coordenado pela União e integrado pelos
II - elaborar o Plano Estadual de Atendimento Socioeducativo em
sistemas estaduais, distrital e municipais responsáveis pela implementação
conformidade com o Plano Nacional;
dos seus respectivos programas de atendimento a adolescente ao qual seja
aplicada medida socioeducativa, com liberdade de organização e III - criar, desenvolver e manter programas para a execução das
funcionamento. medidas socioeducativas de semiliberdade e internação;

Compete à União: IV - editar normas complementares para a organização e


funcionamento do seu sistema de atendimento e dos sistemas municipais;
I - formular e coordenar a execução da política nacional de
atendimento socioeducativo; V - estabelecer com os Municípios formas de colaboração para o
atendimento socioeducativo em meio aberto;
II - elaborar o Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo, em
parceria com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; VI - prestar assessoria técnica e suplementação financeira aos
Municípios para a oferta regular de programas de meio aberto;
III - prestar assistência técnica e suplementação financeira aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de VII - garantir o pleno funcionamento do plantão interinstitucional;
seus sistemas;
VIII - garantir defesa técnica do adolescente a quem se atribua prática consórcios ou qualquer outro instrumento jurídico adequado, como forma
de ato infracional; de compartilhar responsabilidades.

IX - cadastrar-se no Sistema Nacional de Informações sobre o § 2º Ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
Atendimento Socioeducativo e fornecer regularmente os dados necessários competem as funções deliberativas e de controle do Sistema
ao povoamento e à atualização do Sistema; e Municipal de Atendimento Socioeducativo.
X - cofinanciar, com os demais entes federados, a execução de
programas e ações destinados ao atendimento inicial de adolescente
apreendido para apuração de ato infracional, bem como aqueles destinados PLANO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO: deverá incluir
a adolescente a quem foi aplicada medida socioeducativa privativa de um diagnóstico da situação do Sinase, as diretrizes, os objetivos, as metas,
liberdade. as prioridades e as formas de financiamento e gestão das ações de
atendimento para os 10 (dez) anos seguintes, em sintonia com os princípios
Ao Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente competem
elencados no ECA.
as funções deliberativas e de controle do Sistema Estadual de
Atendimento Socioeducativo; - Deverão, obrigatoriamente, prever ações articuladas nas áreas de
educação, saúde, assistência social, cultura, capacitação para o trabalho e
Compete aos Municípios: esporte, para os adolescentes atendidos, em conformidade com os
I - formular, instituir, coordenar e manter o Sistema Municipal de princípios elencados no ECA.
Atendimento Socioeducativo, respeitadas as diretrizes fixadas pela União e PROGRAMAS DE ATENDIMENTO
pelo respectivo Estado;
Além da especificação do regime, são requisitos obrigatórios para a
II - elaborar o Plano Municipal de Atendimento Socioeducativo, em
inscrição de programa de atendimento:
conformidade com o Plano Nacional e o respectivo Plano Estadual;
I - a exposição das linhas gerais dos métodos e técnicas pedagógicas,
III - criar e manter programas de atendimento para a execução das
com a especificação das atividades de natureza coletiva;
medidas socioeducativas em meio aberto;
II - a indicação da estrutura material, dos recursos humanos e das
IV - editar normas complementares para a organização e
estratégias de segurança compatíveis com as necessidades da respectiva
funcionamento dos programas do seu Sistema de Atendimento
unidade;
Socioeducativo;
III - regimento interno que regule o funcionamento da entidade, no qual
V - cadastrar-se no Sistema Nacional de Informações sobre o
deverá constar, no mínimo:
Atendimento Socioeducativo e fornecer regularmente os dados necessários
ao povoamento e à atualização do Sistema; e a) o detalhamento das atribuições e responsabilidades do dirigente, de
seus prepostos, dos membros da equipe técnica e dos demais educadores;
VI - cofinanciar, conjuntamente com os demais entes federados, a
execução de programas e ações destinados ao atendimento inicial de b) a previsão das condições do exercício da disciplina e concessão de
adolescente apreendido para apuração de ato infracional, bem como benefícios e o respectivo procedimento de aplicação; e
aqueles destinados a adolescente a quem foi aplicada medida
socioeducativa em meio aberto. c) a previsão da concessão de benefícios extraordinários e
enaltecimento, tendo em vista tornar público o reconhecimento ao
Para garantir a programa de atendimento
oferta de adolescente pelo esforço realizado na consecução dos objetivos do plano
socioeducativo de meio aberto, os Municípios podem instituir os individual;
IV - a política de formação dos recursos humanos; Se o Ministério Público impugnar o credenciamento, ou a
V - a previsão das ações de acompanhamento do adolescente após o autoridade judiciária considerá-lo inadequado, instaurará incidente de
cumprimento de medida socioeducativa; impugnação, com a aplicação subsidiária do procedimento de apuração de
irregularidade em entidade de atendimento regulamentado no ECA,
VI - a indicação da equipe técnica, cuja quantidade e formação devem devendo citar o dirigente do programa e a direção da entidade ou órgão
estar em conformidade com as normas de referência do sistema e dos credenciado.
conselhos profissionais e com o atendimento socioeducativo a ser realizado;
e

VII - a adesão ao Sistema de Informações sobre o Atendimento Dos Programas de Privação da Liberdade
Socioeducativo, bem como sua operação efetiva.
Requisitos específicos para a inscrição de programas de regime de
Equipe técnica do programa de atendimento deverá ser semiliberdade ou internação:
interdisciplinar, compreendendo, no mínimo, profissionais das áreas de
I - a comprovação da existência de estabelecimento educacional com
saúde, educação e assistência social, de acordo com as normas de
instalações adequadas e em conformidade com as normas de referência;
referência.
II - a previsão do processo e dos requisitos para a escolha do dirigente;

III - a apresentação das atividades de natureza coletiva;


Programas de Meio Aberto
IV - a definição das estratégias para a gestão de conflitos, vedada a
Compete à direção do programa de prestação de serviços à comunidade ou previsão de isolamento cautelar, exceto nos casos previstos no § 2º do art.
de liberdade assistida: 49 desta Lei (A oferta irregular de programas de atendimento socioeducativo
em meio aberto não poderá ser invocada como motivo para aplicação ou
I - selecionar e credenciar orientadores, designando-os, caso a caso,
manutenção de medida de privação da liberdade)
para acompanhar e avaliar o cumprimento da medida;
V - a previsão de regime disciplinar (O regime disciplinar é
II - receber o adolescente e seus pais ou responsável e orientá-los
independente da responsabilidade civil ou penal que advenha do ato
sobre a finalidade da medida e a organização e funcionamento do programa;
cometido)
III - encaminhar o adolescente para o orientador credenciado;

IV - supervisionar o desenvolvimento da medida;


A estrutura física da unidade:
V - avaliar, com o orientador, a evolução do cumprimento da medida e,
se necessário, propor à autoridade judiciária sua substituição, suspensão - É vedada a edificação de unidades socioeducacionais em espaços
ou extinção; contíguos, anexos, ou de qualquer outra forma integrados a
estabelecimentos penais.
VI - selecionar e credenciar entidades assistenciais, hospitais, escolas
ou outros estabelecimentos congêneres, bem como os programas - A direção da unidade adotará, em caráter excepcional, medidas para
comunitários ou governamentais, de acordo com o perfil do socioeducando proteção do interno em casos de risco à sua integridade física, à sua vida,
e o ambiente no qual a medida será cumprida. ou à de outrem, comunicando, de imediato, seu defensor e o Ministério
Público.
O rol de orientadores credenciados deverá ser comunicado,
semestralmente, à autoridade judiciária e ao Ministério Público.
Dirigente de programa de atendimento em regime de A avaliação abrangerá, no mínimo, a gestão, as entidades de
semiliberdade ou de internação: atendimento, os programas e os resultados da execução das medidas
socioeducativas.
I - formação de nível superior compatível com a natureza da função;
Ao final da avaliação, será elaborado relatório contendo histórico e
II - comprovada experiência no trabalho com adolescentes de, no
diagnóstico da situação, as recomendações e os prazos para que essas
mínimo, 2 (dois) anos; e
sejam cumpridas, além de outros elementos a serem definidos em
III - reputação ilibada. regulamento, que deverá ser encaminhado aos respectivos Conselhos de
Direitos, Conselhos Tutelares e ao Ministério Público.

DA AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DA GESTÃO DO


O Sistema Nacional de Avaliação e Acompanhamento da Gestão do
ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO
Atendimento Socioeducativo assegurará, na metodologia a ser
União + Estados + DF + Municípios = avaliações periódicas da empregada:
implementação dos Planos de Atendimento Socioeducativo em intervalos
não superiores a 3 (três) anos. I - a realização da autoavaliação dos gestores e das instituições de
atendimento;
Objetivo: verificar o cumprimento das metas estabelecidas e elaborar
II - a avaliação institucional externa, contemplando a análise global e
recomendações aos gestores e operadores dos Sistemas.
integrada das instalações físicas, relações institucionais, compromisso
O processo de avaliação deverá contar com a participação de social, atividades e finalidades das instituições de atendimento e seus
representantes do Poder Judiciário, do Ministério Público, da programas;
Defensoria Pública e dos Conselhos Tutelares, na forma a ser definida em III - o respeito à identidade e à diversidade de entidades e programas;
regulamento.
IV - a participação do corpo de funcionários das entidades de
atendimento e dos Conselhos Tutelares da área de atuação da entidade
avaliada; e
Objetivos do Sistema Nacional de Avaliação e Acompanhamento do
Atendimento Socioeducativo: V - o caráter público de todos os procedimentos, dados e resultados
dos processos avaliativos.
I - contribuir para a organização da rede de atendimento
socioeducativo; comissão permanente e
A avaliação será coordenada por uma
II - assegurar conhecimento rigoroso sobre as ações do atendimento realizada por comissões temporárias, essas compostas, no mínimo,
socioeducativo e seus resultados; por 3 (três) especialistas com reconhecida atuação na área temática e
definidas na forma do regulamento.
III - promover a melhora da qualidade da gestão e do atendimento
socioeducativo; e É vedado à comissão permanente designar avaliadores:
IV - disponibilizar informações sobre o atendimento socioeducativo. I - que sejam titulares ou servidores dos órgãos gestores avaliados ou
funcionários das entidades avaliadas;
II - que tenham relação de parentesco até o 3º grau com titulares ou VI - o planejamento e a autoavaliação quanto aos processos,
servidores dos órgãos gestores avaliados e/ou funcionários das entidades resultados, eficiência e eficácia do projeto pedagógico e da proposta
avaliadas; e socioeducativa;

III - que estejam respondendo a processos criminais. VII - as políticas de atendimento para os adolescentes e suas famílias;

VIII - a atenção integral à saúde dos adolescentes

Objetivo da avaliação da gestão: IX - a sustentabilidade financeira.

I - verificar se o planejamento orçamentário e sua execução se


processam de forma compatível com as necessidades do respectivo
Sistema de Atendimento Socioeducativo; Objetivos da avaliação dos resultados da execução de
medida socioeducativa:
II - verificar a manutenção do fluxo financeiro, considerando as
necessidades operacionais do atendimento socioeducativo, as normas de I - verificar a situação do adolescente após cumprimento da medida
referência e as condições previstas nos instrumentos jurídicos celebrados socioeducativa, tomando por base suas perspectivas educacionais, sociais,
entre os órgãos gestores e as entidades de atendimento; profissionais e familiares; e

III - verificar a implementação de todos os demais compromissos II - verificar reincidência de prática de ato infracional.
assumidos por ocasião da celebração dos instrumentos jurídicos relativos
ao atendimento socioeducativo; e

IV - a articulação interinstitucional e intersetorial das políticas.


Os resultados da avaliação serão utilizados para:
I - planejamento de metas e eleição de prioridades do Sistema de
Atendimento Socioeducativo e seu financiamento;
Objetivo da avaliação das entidades: identificar o perfil e o
II - reestruturação e/ou ampliação da rede de atendimento
impacto de sua atuação, por meio de suas atividades, programas e projetos,
socioeducativo, de acordo com as necessidades diagnosticadas;
considerando as diferentes dimensões institucionais e, entre elas,
obrigatoriamente, as seguintes: III - adequação dos objetivos e da natureza do atendimento
socioeducativo prestado pelas entidades avaliadas;
I - o plano de desenvolvimento institucional;
IV - celebração de instrumentos de cooperação com vistas à correção
II - a responsabilidade social, considerada especialmente sua
de problemas diagnosticados na avaliação;
contribuição para a inclusão social e o desenvolvimento socioeconômico do
adolescente e de sua família; V - reforço de financiamento para fortalecer a rede de atendimento
socioeducativo;
III - a comunicação e o intercâmbio com a sociedade;
VI - melhorar e ampliar a capacitação dos operadores do Sistema de
IV - as políticas de pessoal quanto à qualificação, aperfeiçoamento,
Atendimento Socioeducativo.
desenvolvimento profissional e condições de trabalho;

V - a adequação da infraestrutura física às normas de referência;


RESPONSABILIZAÇÃO DOS GESTORES, socioeducativo prestarão informações sobre o desempenho dessas ações
OPERADORES E ENTIDADES DE ATENDIMENTO por meio do Sistema de Informações sobre Atendimento Socioeducativo.

I - gestores, operadores e seus prepostos e entidades governamentais:


a) advertência; b) afastamento provisório de seus dirigentes; c) afastamento Princípios da execução das medidas socioeducativas:
definitivo de seus dirigentes; d) fechamento de unidade ou interdição de
programa. Em caso de reiteradas infrações cometidas por entidades de I - legalidade, não podendo o adolescente receber tratamento mais
atendimento, deverá ser o fato comunicado ao Ministério Público ou gravoso do que o conferido ao adulto;
representado perante autoridade judiciária competente para as
II - excepcionalidade da intervenção judicial e da imposição de
providências cabíveis, inclusive suspensão das atividades ou dissolução da
medidas, favorecendo-se meios de autocomposição de conflitos;
entidade.
III - prioridade a práticas ou medidas que sejam restaurativas e,
II - entidades não governamentais, seus gestores, operadores e
sempre que possível, atendam às necessidades das vítimas;
prepostos: a) advertência; b) suspensão total ou parcial do repasse de
verbas públicas; c) interdição de unidades ou suspensão de programa; d) IV - proporcionalidade em relação à ofensa cometida;
cassação do registro. Em caso de reiteradas infrações cometidas por
V - brevidade da medida em resposta ao ato cometido. A medida de
entidades de atendimento, deverá ser o fato comunicado ao Ministério
internação só poderá ser aplicada quando: I - tratar-se de ato infracional
Público ou representado perante autoridade judiciária competente para as
cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa; II - por reiteração
providências cabíveis, inclusive suspensão das atividades ou dissolução da
no cometimento de outras infrações graves; III - por descumprimento
entidade.
reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta.
Àqueles que, mesmo não sendo agentes públicos, induzam ou concorram,
VI - individualização, considerando-se a idade, capacidades e
sob qualquer forma, direta ou indireta, para o não cumprimento desta Lei,
circunstâncias pessoais do adolescente;
aplicam-se, no que couber, as penalidades dispostas na Lei nº 8.429, de 2
de junho de 1992, que dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes VII - mínima intervenção, restrita ao necessário para a realização dos
públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, objetivos da medida;
emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional
VIII - não discriminação do adolescente, notadamente em razão de
e dá outras providências (Lei de Improbidade Administrativa). etnia, gênero, nacionalidade, classe social, orientação religiosa, política ou
sexual, ou associação ou pertencimento a qualquer minoria ou status ; e

IX - fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários no processo


DO FINANCIAMENTO E DAS PRIORIDADES: o Sinase será socioeducativo.
cofinanciado com recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social,
além de outras fontes.

FUNAD: Os Conselhos de Direitos, nas 3 (três) esferas de governo, A defesa e o Ministério Público intervirão, sob pena de
definirão, anualmente, o percentual de recursos dos Fundos dos Direitos da nulidade, no procedimento judicial de execução de medida socioeducativa,
Criança e do Adolescente a serem aplicados no financiamento das ações asseguradas aos seus membros as prerrogativas previstas no ECA,
previstas nesta Lei, em especial para capacitação, sistemas de informação podendo requerer as providências necessárias para adequar a execução
e de avaliação. Os entes federados beneficiados com recursos do Fundo aos ditames legais e regulamentares. As medidas de proteção, de
dos Direitos da Criança e do Adolescente para ações de atendimento advertência e de reparação do dano, quando aplicadas de forma isolada,
serão executadas nos próprios autos do processo de conhecimento.
Para aplicação das medidas socioeducativas de prestação de - A impugnação não suspenderá a execução do plano individual, salvo
serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade ou internação, determinação judicial em contrário.
será constituído processo de execução para cada adolescente, e com - Findo o prazo sem impugnação, considerar-se-á o plano individual
autuação das seguintes peças: homologado.
I - documentos de caráter pessoal do adolescente existentes no
processo de conhecimento, especialmente os que comprovem sua idade; e
As medidas socioeducativas de liberdade assistida, de semiliberdade
II - as indicadas pela autoridade judiciária, sempre que houver
e de internação deverão ser reavaliadas no máximo a cada 6 (seis)
necessidade e, obrigatoriamente:
meses, podendo a autoridade judiciária, se necessário, designar
a) cópia da representação; audiência, no prazo máximo de 10 (dez) dias, cientificando o defensor, o
b) cópia da certidão de antecedentes; Ministério Público, a direção do programa de atendimento, o adolescente e
seus pais ou responsável.
c) cópia da sentença ou acórdão; e
A gravidade do ato infracional, os antecedentes e o
d) cópia de estudos técnicos realizados durante a fase de
tempo de duração da medida não são fatores que, por si,
conhecimento.
justifiquem a não substituição da medida por outra menos
Autuadas as peças, aautoridade judiciária encaminhará, grave.
imediatamente, cópia integral do expediente ao órgão gestor do
atendimento socioeducativo, solicitando designação do programa ou da Considera-se mais grave a internação, em relação a
unidade de cumprimento da medida. todas as demais medidas, e mais grave a semiliberdade,
A autoridade judiciária dará vistas da proposta de plano individual ao
em relação às medidas de meio aberto.
defensor e ao Ministério Público pelo prazo sucessivo de 3 (três) dias,
contados do recebimento da proposta encaminhada pela direção do
programa de atendimento. A reavaliação da manutenção, da substituição ou da
suspensão das medidas de meio aberto ou de privação da liberdade e
- O defensor e o Ministério Público poderão requerer, e o Juiz da
do respectivo plano individual pode ser solicitada a qualquer tempo, a
Execução poderá determinar, de ofício, a realização de qualquer avaliação
pedido da direção do programa de atendimento, do defensor, do Ministério
ou perícia que entenderem necessárias para complementação do plano
Público, do adolescente, de seus pais ou responsável. Justifica o pedido de
individual.
reavaliação, entre outros motivos:
- A impugnação ou complementação do plano individual, requerida
I - o desempenho adequado do adolescente com base no seu plano
pelo defensor ou pelo Ministério Público, deverá ser fundamentada,
de atendimento individual, antes do prazo da reavaliação obrigatória;
podendo a autoridade judiciária indeferi-la, se entender insuficiente a
motivação. II - a inadaptação do adolescente ao programa e o reiterado
descumprimento das atividades do plano individual; e
- Admitida a impugnação, ou se entender que o plano é inadequado, a
autoridade judiciária designará, se necessário, audiência da qual cientificará III - a necessidade de modificação das atividades do plano individual
o defensor, o Ministério Público, a direção do programa de atendimento, o que importem em maior restrição da liberdade do adolescente.
adolescente e seus pais ou responsável.
A autoridade judiciária poderá indeferir o pedido, de pronto, se - No caso de o maior de 18 (dezoito) anos, em cumprimento de
entender insuficiente a motivação. medida socioeducativa, responder a processo-crime, caberá à autoridade
judiciária decidir sobre eventual extinção da execução, cientificando da
A substituição por medida mais gravosa somente ocorrerá em decisão o juízo criminal competente.
situações excepcionais, após o devido processo legal, inclusive na hipótese
de descumprimento reiterado e injustificável da medida anteriormente Em qualquer caso, o tempo de prisão cautelar não convertida
imposta, e deve ser: I - fundamentada em parecer técnico; II - precedida de em pena privativa de liberdade deve ser descontado do prazo de
prévia audiência. Na hipótese de substituição da medida ou modificação das cumprimento da medida socioeducativa.
atividades do plano individual, a autoridade judiciária remeterá o inteiro teor
da decisão à direção do programa de atendimento, assim como as peças O mandado de busca e apreensão do adolescente terá
que entender relevantes à nova situação jurídica do adolescente. vigência máxima de 6 (seis) meses, a contar da data da expedição,
podendo, se necessário, ser renovado, fundamentadamente.
vinculação do
No caso de a substituição da medida importar em
adolescente a outro programa de atendimento, o plano É vedada a aplicação de sanção disciplinar de isolamento
individual e o histórico do cumprimento da medida deverão acompanhar a a adolescente interno, exceto seja essa imprescindível para garantia da
segurança de outros internos ou do próprio adolescente a quem seja
transferência. Se, no transcurso da execução, sobrevier
sentença de
imposta a sanção, sendo necessária ainda comunicação ao defensor, ao
aplicação de nova medida, a autoridade judiciária procederá à Ministério Público e à autoridade judiciária em até 24 (vinte e quatro) horas.
unificação, ouvidos, previamente, o Ministério Público e o defensor, no
prazo de 3 (três) dias sucessivos, decidindo-se em igual prazo.

São direitos do adolescente submetido ao cumprimento de medida


socioeducativa, sem prejuízo de outros previstos em lei:
É vedado à autoridade judiciária aplicar nova medida de internação, por
I - ser acompanhado por seus pais ou responsável e por seu defensor,
atos infracionais praticados anteriormente, a adolescente que
em qualquer fase do procedimento administrativo ou judicial;
já tenha concluído cumprimento de medida socioeducativa dessa natureza,
ou que tenha sido transferido para cumprimento de medida menos rigorosa, II - ser incluído em programa de meio aberto quando inexistir vaga para
sendo tais atos absorvidos por aqueles aos quais se impôs a medida o cumprimento de medida de privação da liberdade, exceto nos casos de
socioeducativa extrema. ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência à pessoa,
quando o adolescente deverá ser internado em Unidade mais próxima de
seu local de residência;
A medida socioeducativa será declarada extinta: III - ser respeitado em sua personalidade, intimidade, liberdade de
I - pela morte do adolescente; pensamento e religião e em todos os direitos não expressamente limitados
na sentença;
II - pela realização de sua finalidade;
IV - peticionar, por escrito ou verbalmente, diretamente a qualquer
III - pela aplicação de pena privativa de liberdade, a ser cumprida em autoridade ou órgão público, devendo, obrigatoriamente, ser respondido em
regime fechado ou semiaberto, em execução provisória ou definitiva; até 15 (quinze) dias;
IV - pela condição de doença grave, que torne o adolescente incapaz V - ser informado, inclusive por escrito, das normas de organização e
de submeter-se ao cumprimento da medida; e funcionamento do programa de atendimento e também das previsões de
V - nas demais hipóteses previstas em lei. natureza disciplinar;
VI - receber, sempre que solicitar, informações sobre a evolução de - para a elaboração do PIA, a direção do respectivo programa de
seu plano individual, participando, obrigatoriamente, de sua elaboração e, atendimento, pessoalmente ou por meio de membro da equipe técnica, terá
se for o caso, reavaliação; acesso aos autos do procedimento de apuração do ato infracional e aos dos
procedimentos de apuração de outros atos infracionais atribuídos ao
VII - receber assistência integral à sua saúde
mesmo adolescente.
VIII - ter atendimento garantido em creche e pré-escola aos filhos de 0
(zero) a 5 (cinco) anos.
- Constarão do plano individual, no mínimo:
A oferta irregular de programas de atendimento
socioeducativo em meio aberto não poderá ser invocada I - os resultados da avaliação interdisciplinar;
como motivo para aplicação ou manutenção de medida de II - os objetivos declarados pelo adolescente;
privação da liberdade.
III - a previsão de suas atividades de integração social e/ou
A direção do programa de execução de medida de privação da liberdade capacitação profissional;
poderá autorizar a saída, monitorada, do adolescente nos casos de IV - atividades de integração e apoio à família;
tratamento médico, doença grave ou falecimento, devidamente
comprovados, de pai, mãe, filho, cônjuge, companheiro ou irmão, com V - formas de participação da família para efetivo cumprimento do
imediata comunicação ao juízo competente. plano individual; e

VI - as medidas específicas de atenção à sua saúde.

DO PLANO INDIVIDUAL DE ATENDIMENTO (PIA): O Para o cumprimento das medidas de semiliberdade ou de


cumprimento das medidas socioeducativas, em regime de prestação de internação, o plano individual conterá, ainda:
serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade ou internação, I - a designação do programa de atendimento mais adequado para o
dependerá de Plano Individual de Atendimento (PIA), instrumento de cumprimento da medida;
previsão, registro e gestão das atividades a serem desenvolvidas com o
adolescente. II - a definição das atividades internas e externas, individuais ou
coletivas, das quais o adolescente poderá participar; e
- deverá contemplar a participação dos pais ou responsáveis, os quais
têm o dever de contribuir com o processo ressocializador do adolescente, III - a fixação das metas para o alcance de desenvolvimento de
sendo esses passíveis de responsabilização administrativa, civil e criminal. atividades externas.

- será elaborado sob a responsabilidade da equipe técnica do


respectivo programa de atendimento, com a participação efetiva do
A direção poderá requisitar, ainda:
adolescente e de sua família, representada por seus pais ou responsável.
I - ao estabelecimento de ensino, o histórico escolar do adolescente e
- será elaborado no prazo de até 45 (quarenta e cinco) dias da data do
as anotações sobre o seu aproveitamento;
ingresso do adolescente no programa de atendimento.
II - os dados sobre o resultado de medida anteriormente aplicada e
- para o cumprimento das medidas de prestação de serviços à
cumprida em outro programa de atendimento; e
comunidade e de liberdade assistida, o PIA será elaborado no prazo de até
15 (quinze) dias do ingresso do adolescente no programa de atendimento. III - os resultados de acompanhamento especializado anterior.
VII - inclusão, nos Sistemas de Informação de Saúde do SUS, bem
como no Sistema de Informações sobre Atendimento Socioeducativo, de
Por ocasião da reavaliação da medida, é obrigatória a apresentação pela dados e indicadores de saúde da população de adolescentes em
direção do programa de atendimento de relatório da equipe técnica atendimento socioeducativo; e
sobre a evolução do adolescente no cumprimento do plano individual.
VIII - estruturação das unidades de internação conforme as normas de
O acesso ao plano individual será restrito aos servidores do referência do SUS e do Sinase, visando ao atendimento das necessidades
respectivo programa de atendimento, ao adolescente e a seus pais ou de Atenção Básica.
responsável, ao Ministério Público e ao defensor, exceto expressa As entidades que ofereçam atendimento
programas de
autorização judicial.
socioeducativo em meio aberto e de semiliberdade deverão
prestar orientações aos socioeducandos sobre o acesso aos serviços e às
unidades do SUS.

As entidades que ofereçam programas de privação de liberdade


deverão contar com uma equipe mínima de profissionais de saúde cuja
composição esteja em conformidade com as normas de referência do SUS.
Diretrizes da atenção integral à saúde do adolescente no
Sistema de Atendimento Socioeducativo:
I - previsão, nos planos de atendimento socioeducativo, em todas as O filho de adolescente nascido nestes estabelecimentos não
esferas, da implantação de ações de promoção da saúde, com o objetivo terá tal informação lançada em seu registro de nascimento. Serão
de integrar as ações socioeducativas, estimulando a autonomia, a melhoria asseguradas as condições necessárias para que a adolescente submetida
das relações interpessoais e o fortalecimento de redes de apoio aos à execução de medida socioeducativa de privação de liberdade
adolescentes e suas famílias; permaneça com o seu filho durante o período de amamentação.
II - inclusão de ações e serviços para a promoção, proteção, prevenção O adolescente em cumprimento de medida socioeducativa que apresente
de agravos e doenças e recuperação da saúde;
transtorno mental, de deficiência mental, ou
indícios de
III - cuidados especiais em saúde mental, incluindo os relacionados ao associadas, deverá ser avaliado por equipe técnica multidisciplinar e
uso de álcool e outras substâncias psicoativas, e atenção aos adolescentes multissetorial, que subsidiará a elaboração e execução da terapêutica a ser
com deficiências; adotada, a qual será incluída no PIA do adolescente, prevendo, se
IV - disponibilização de ações de atenção à saúde sexual e reprodutiva necessário, ações voltadas para a família. As informações produzidas nesta
e à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis; avaliação são consideradas sigilosas.

V - garantia de acesso a todos os níveis de atenção à saúde, por meio Excepcionalmente, o juiz poderá suspender a execução da medida
de referência e contrarreferência, de acordo com as normas do Sistema socioeducativa, ouvidos o defensor e o Ministério Público, com vistas a
Único de Saúde (SUS); incluir o adolescente em programa de atenção integral à saúde
VI - capacitação das equipes de saúde e dos profissionais das mental que melhor atenda aos objetivos terapêuticos
entidades de atendimento, bem como daqueles que atuam nas unidades de estabelecidos para o seu caso específico. Suspensa a execução da medida
saúde de referência voltadas às especificidades de saúde dessa população socioeducativa, o juiz designará o responsável por acompanhar e informar
e de suas famílias; sobre a evolução do atendimento ao adolescente. A suspensão da
execução da medida socioeducativa será avaliada, no mínimo, a VIII - apuração da falta disciplinar por comissão composta por, no
cada 6 (seis) meses. mínimo, 3 (três) integrantes, sendo 1 (um), obrigatoriamente, oriundo da
equipe técnica.

O regime disciplinar é independente da responsabilidade civil


A visita do cônjuge, companheiro, pais ou responsáveis, parentes e ou penal que advenha do ato cometido.
amigos a adolescente a quem foi aplicada medida socioeducativa de
internação observará dias e horários próprios definidos pela direção do Nenhum socioeducando poderá desempenhar função ou
programa de atendimento. tarefa de apuração disciplinar ou aplicação de sanção nas
É assegurado ao adolescente casado ou que viva, comprovadamente, em entidades de atendimento socioeducativo.
união estável o direito à visita íntima. Não será aplicada sanção disciplinar sem expressa e anterior previsão
O visitante será identificado e registrado pela direção do legal ou regulamentar e o devido processo administrativo.
programa de atendimento, que emitirá documento de identificação, pessoal Não será aplicada sanção disciplinar ao socioeducando
e intransferível, específico para a realização da visita íntima.
que tenha praticado a falta:
É garantido aos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa
I - por coação irresistível ou por motivo de força maior;
de internação o direito de receber visita dos filhos,
independentemente da idade desses. II - em legítima defesa, própria ou de outrem.

Todas as entidades de atendimento socioeducativo deverão, em seus TRABALHO: As escolas do Senat, Senar, Senai e Senac poderão
respectivos regimentos, realizar a previsão de regime disciplinar que ofertar vagas aos usuários do Sistema Nacional de Atendimento
obedeça aos seguintes princípios: Socioeducativo (Sinase) nas condições a serem dispostas em instrumentos
de cooperação celebrados entre os operadores do Senat, Senar, Senai e
I - tipificação explícita das infrações como leves, médias e graves e
Senac e os gestores dos Sistemas de Atendimento Socioeducativo locais.
determinação das correspondentes sanções;

II - exigência da instauração formal de processo disciplinar para a CONANDA - Os Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente,
aplicação de qualquer sanção, garantidos a ampla defesa e o contraditório; em todos os níveis federados, com os órgãos responsáveis pelo sistema de
educação pública e as entidades de atendimento, deverãogarantir a
III - obrigatoriedade de audiência do socioeducando nos casos em que inserção de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa na
seja necessária a instauração de processo disciplinar; rede pública de educação, em qualquer fase do período letivo,
IV - sanção de duração determinada; contemplando as diversas faixas etárias e níveis de instrução.

V - enumeração das causas ou circunstâncias que eximam, atenuem A não transferência de programas de atendimento para os
ou agravem a sanção a ser imposta ao socioeducando, bem como os devidos entes responsáveis, no prazo determinado nesta Lei,
requisitos para a extinção dessa; importará na interdição do programa e caracterizará ato de
VI - enumeração explícita das garantias de defesa; improbidade administrativa do agente responsável, vedada,
ademais, ao Poder Judiciário e ao Poder Executivo municipal, ao final do
VII - garantia de solicitação e rito de apreciação dos recursos cabíveis;
referido prazo, a realização de despesas para a sua manutenção.
e

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