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Sepse e Choque Séptico: Diagnóstico e Tratamento

O documento aborda a sepse e o choque séptico, definindo sepse como uma disfunção orgânica causada por uma resposta desregulada à infecção e choque séptico como sepse com hipotensão persistente. Destaca a fisiopatologia, triagem, diagnóstico, tratamento inicial e prognóstico, enfatizando a importância do diagnóstico precoce e tratamento imediato para reduzir a mortalidade. Referências incluem diretrizes internacionais e a necessidade de educação contínua sobre o tema.

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Sepse e Choque Séptico: Diagnóstico e Tratamento

O documento aborda a sepse e o choque séptico, definindo sepse como uma disfunção orgânica causada por uma resposta desregulada à infecção e choque séptico como sepse com hipotensão persistente. Destaca a fisiopatologia, triagem, diagnóstico, tratamento inicial e prognóstico, enfatizando a importância do diagnóstico precoce e tratamento imediato para reduzir a mortalidade. Referências incluem diretrizes internacionais e a necessidade de educação contínua sobre o tema.

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SEPSE E CHOQUE SÉPTICO

Flávia Vargas Dal Vesco.


Especialista em Clínica Médica – HMPGL.
RQE – 34.079.

@flaviadalvesco
Definições

• Sepse: disfunção orgânica potencialmente fatal causada


por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção.
– infecção confirmada ou presumida + SOFA ≥ 2.

• Choque Séptico: sepse com hipotensão persistente


apesar da reposição volêmica adequada, associada à
hipoperfusão tecidual.
– Vasopressor para manter uma PAM ≥ 65mmHg;
– Lactato >18 mg/dl (2 mmol/L).

@flaviadalvesco Fonte: Sepsis-3 (2016)


Fisiopatologia

• Resposta inflamatória sistêmica desregulada.


• Liberação excessiva de citocinas.
• Disfunção endotelial.
• Vasodilatação generalizada.
• Coagulopatia.
• Hipoperfusão e falência orgânica.

@flaviadalvesco
@flaviadalvesco
Triagem:

• qSOFA (avaliação rápida):


– FR ≥ 22 irpm
– PAS ≤ 100 mmHg
– Alteração do estado mental

@flaviadalvesco
Diagnóstico:

@flaviadalvesco
Manifestações Clínicas

• Febre ou hipotermia;
• Taquicardia;
• Taquipneia;
• Hipotensão;
• Confusão mental;
• Oligúria;
• Extremidades frias, tempo de enchimento capilar
aumentado.

@flaviadalvesco
@flaviadalvesco
Diagnóstico Laboratorial

• Hemograma.
• Lactato arterial.
• Gasometria.
• PCR e procalcitonina.
• Hemoculturas e culturas de sítios suspeitos.
• Função renal e hepática.
• Coagulograma.

@flaviadalvesco
Choque Séptico – Diagnóstico

• Necessidade de vasopressores para manter PAM ≥ 65


mmHg.
• Lactato > 2 mmol/L apesar de reposição volêmica
adequada.
• Alto risco de mortalidade.

@flaviadalvesco
Tratamento Inicial – Pacote da primeira hora.

1. Resgate volêmico: > 30ml/kg em até 3hs, se hipotensão


ou lactato ≥ 4mmol/L. Optar por soro ringer lactato ou
plasmalyte.
2. Lactato: redução (pelo menos de 10%), recoletar em
2hs.
3. Coletar culturas: 2 pares de hemoculturas + cultura do
sítio principal se possível.
4. Iniciar ATB: de espectro apropriado para o foco.
5. Aminas vasoativas: iniciar direto de PA grave na chegada
ou PAM <65mmHg apesar do resgate volêmico.

@flaviadalvesco
@flaviadalvesco
Antibióticos

• Escolha empírica baseada no foco da infecção;


• Avaliar risco de patógenos multirresistentes;
• Reavaliação em 48-72h para descalonamento.

@flaviadalvesco
@flaviadalvesco
Suporte Avançado

• Monitorização em ambiente de cuidados intensivos.


• Quando necessário suporte de oxigênio, ventilação
mecânica, monitorização hemodinâmica invasiva.
• Diálise em casos de insuficiência renal.
• Controle do foco: drenagem de abscesso, punção,
cirurgia.

@flaviadalvesco
@flaviadalvesco
@flaviadalvesco
Prognóstico e Mortalidade

• Mortalidade da sepse: ~10-20%.


• Mortalidade do choque séptico: ~40-50%.

• A identificação precoce reduz mortalidade.


• Principais focos: pulmões (64%), abdome (20%), corrente
sanguínea (15%) e trato urinário (14%).

@flaviadalvesco
Questão 1

Um paciente de 58 anos é admitido com febre, hipotensão


(PA 85/55 mmHg), taquicardia, taquipneia (FR 26 irpm), e
confusão mental. Ele apresenta uma infecção pulmonar
confirmada por RX e culturas. Após reposição volêmica
adequada, mantém pressão arterial sistólica abaixo de 90
mmHg. Qual o diagnóstico mais provável?

• A) Infecção comunitária com desidratação


• B) Sepse
• C) Choque séptico
• D) Pneumonia com insuficiência respiratória

@flaviadalvesco
Questão 2

Em relação ao manejo inicial da sepse, assinale a alternativa


correta:

• A) Os antibióticos devem ser administrados após a confirmação microbiológica.


• B) A meta inicial da reposição volêmica é 500 mL de solução salina.
• C) Vasopressores devem ser iniciados antes da hidratação venosa.
• D) A administração de antibióticos deve ocorrer na primeira hora do
reconhecimento da sepse.

@flaviadalvesco
Questão 3

Sobre o lactato sérico no contexto da sepse, é correto afirmar:

• A) Níveis normais de lactato descartam sepse grave.


• B) Lactato elevado (> 2 mmol/L) pode indicar hipoperfusão tecidual.
• C) O lactato deve ser solicitado apenas após início de antibióticos.
• D) Lactato não é útil no acompanhamento do paciente.

@flaviadalvesco
Conclusão

• Sepse é emergência médica: tempo = órgão.


• Diagnóstico precoce e tratamento imediato salvam vidas.
• Protocolos de sepse melhoram o prognóstico.
• Educação contínua é essencial para redução da
mortalidade.

@flaviadalvesco
Referências

• Singer et al. (2016). The Third International Consensus


Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3).
• Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines
(2021).
• UpToDate, Medscape, Diretrizes do Ministério da Saúde.

@flaviadalvesco
Pense: pode ser sepse?

@flaviadalvesco

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