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Artes Marciais e Proporcionalidade da Força

O trabalho de Cláudio Matuca Tomás Satchichi explora a importância das artes marciais na aplicação proporcional da força pelos efetivos da Polícia Nacional de Angola (PNA). A pesquisa destaca como técnicas de artes marciais, como o judô, podem ser utilizadas para melhorar a eficácia e a segurança nas operações policiais, promovendo uma abordagem mais controlada em situações de conflito. O estudo enfatiza a necessidade de formação adequada em artes marciais para os agentes de segurança, visando uma atuação mais responsável e eficaz.

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Claudio Tomas
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Artes Marciais e Proporcionalidade da Força

O trabalho de Cláudio Matuca Tomás Satchichi explora a importância das artes marciais na aplicação proporcional da força pelos efetivos da Polícia Nacional de Angola (PNA). A pesquisa destaca como técnicas de artes marciais, como o judô, podem ser utilizadas para melhorar a eficácia e a segurança nas operações policiais, promovendo uma abordagem mais controlada em situações de conflito. O estudo enfatiza a necessidade de formação adequada em artes marciais para os agentes de segurança, visando uma atuação mais responsável e eficaz.

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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS POLICIAIS E CRIMINAIS

GENERAL “OSVALDO DE JESUS SERRA VAN-DÚNEM”

O PAPEL DAS ARTES MARCIAIS PARA OS


EFECTIVOS DA PNA NA APLICAÇÃO
PROPORCIONAL DA FORÇA

Autor: Cláudio Matuca Tomás


Satchichi
Orientador: Msc.

Luanda/2025
CLÁUDIO MATUCA TOMÁS SATCHICHI

O PAPEL DAS ARTES MARCIAIS PARA OS


EFECTIVOS DA PNA NA APLICAÇÃO
PROPORCIONAL DA FORÇA

Nº MC.2279/CS/2023

Turma: CF1

||º Ano

Trabalho, apresentado ao Instituto Superior


de Ciências Policiais e Criminais, como
requisito necessário para avaliação na
cadeira de Defesa pessoal, em
Ciências Policiais e Criminais.

Luanda/2025
CLÁUDIO MATUCA TOMÁS SATCHICHI

O PAPEL DAS ARTES MARCIAIS PARA OS


EFECTIVOS DA PNA NA APLICAÇÃO
PROPORCIONAL DA FORÇA

Trabalho de Investigação, apresentado ao Instituto Superior de Ciências


Policiais e Criminais, como requisito necessário para avaliação na Cadeira de
defesa pessoal, em Ciências Policiais e Criminais.

COMISSÃO EXAMINADORA:

Departamento de Instrução Policial do ISCPC, examinadora cadeira_______

Nome Complento _____________________________________________________

_ __________________________________________________________________

Vogal ______________________________________________________________


Vogal______________________________________________________________

Luanda, aos____________/________/___________
AGRADECIMENTOS
Em primeiro lugar, a Deus, por todas as graças alcançadas em nossas vidas
por seu intermédio e por todas as pessoas maravilhosas que colocaram no meu
caminho para a realização dos meus perfeitos desígnios. Aos meus pais, a minha
amada esposa, aos meus lindos filhos, em especial ao senhor professor Barbosa e
aos meus amigos.

Índice
AGRADECIMENTOS...................................................................................................4
INTRODUÇÃO.............................................................................................................6
Objetivos...................................................................................................................... 6
Objectivo geral............................................................................................................. 6
Objectivos específicos:................................................................................................ 6
Estrutura do trabalho................................................................................................... 6
CAPÍTULO | FUNDAMENTO TEÓRICO......................................................................7
1. DEFINIÇÕES TIPOLOGIAS E AS SUAS CARACTERÍSTICAS.......................7
1.1 Definições.............................................................................................................. 7
1.2 Características de texto não-literário.....................................................................8
1.3 Tipologia de texto não literário...............................................................................8
CAPÍTULO ||º A PERTINÊNCIA DE TEXTO NÃO LITERÁRIO NO SECTOR
ADMINISTRATIVO.....................................................................................................14
2.1 A importância do texto não literário......................................................................14
2.2 A pertinência dos textos no sector administrativo................................................14
CAPÍTULO I|Iº METODOLOGIA................................................................................15
2.1 Tipos de pesquisas..............................................................................................15
CONCLUSÃO............................................................................................................ 16
Bibliografia................................................................................................................. 17
6

INTRODUÇÃO
As lutas marciais desempenham um papel cada vez mais relevante na
segurança pública em especial na Polícia Nacional de Angola, sendo um tópico de
crescente interesse e pesquisa. A importância desse tema é evidenciada por uma
série de estudos e pesquisas acadêmicas que abordam suas aplicações e benefícios
no contexto da PNA. Entre os principais objetivos deste texto, está a exploração
dessas contribuições e sua justificação, demonstrando como as artes marciais
desempenham um papel fundamental na promoção da eficácia e da
proporcionalidade da força no exercício das funções de segurança pública como
agente da polícia Nacional.
Segundo Garcia citado por Lafuente et al. (2023), destaca em sua pesquisa o
judô como um exemplo de luta marcial que pode ser utilizado para promover a
proporcionalidade da força nas instituições de segurança pública em especial na
PNA. Ao explorar as técnicas e princípios do judô, ele evidencia como essa arte
marcial pode ser aplicada para conter situações de conflito de maneira mais
controlada e equilibrada, reduzindo o risco de lesões desnecessárias.
No estudo de Junior et al. (2020), é possível encontrar uma abordagem mais
ampla que destaca a importância do "olhar clínico" nas lutas, artes marciais e
modalidades de combate no contexto da segurança pública. Isso implica uma
análise detalhada das técnicas e habilidades dessas artes, identificando como
podem ser adaptadas e incorporadas no treinamento e atuação dos agentes de
segurança.
Souza (2015) aborda as tendências recentes e os problemas no contexto do
dispositivo militarizado da segurança pública em Angola. As artes marciais também
são relevantes nesse contexto, pois podem desempenhar um papel na formação dos
efectivos de segurança que estejam preparados para situações de alta tensão, onde
o uso da força deve ser criterioso e proporcional. Esse trabalho destaca a
complexidade da segurança pública em Angola e ressalta a importância de
estratégias eficazes, incluindo a formação e o treinamento de agentes da PNA.
Por fim, Teixeira (2023) aborda o uso das artes marciais na defesa pessoal e
sua relação com a qualidade do atendimento em ocorrências que oferecem riscos de
agressão ao socorrista. Esse estudo demonstra como o treinamento em artes
7

marciais pode melhorar a capacidade de resposta e a segurança dos efetivos de


resgate em situações de risco.
Em resumo, as lutas marciais desempenham um papel crucial na segurança
pública, contribuindo para a formação de profissionais mais preparados, a promoção
da proporcionalidade da força e a melhoria da qualidade do atendimento em
situações de risco. Os estudos citados refletem a crescente importância desse tópico
e indicam a necessidade de uma abordagem mais abrangente e informada no
contexto da proporcionalidade de força.
Objecto de estudo
O presente trabalho tem como Objecto de estudo o papel das artes márcias
para os efectivos da PNA na aplicação proporcional da força.

Objetivos
Objectivo geral
Conhecer o papel das artes márcias para os efectivos da PNA na aplicação
proporcional da força.

Objectivos específicos:
 Descrever o fundamento teórico das artes marciais;
 Entender actividade da Polícia Nacional de Angola;
 Análisar a proporcionalidade de força ;
 Demostrar o impacto das artes marciais na aplicação proporcional de Força
para os efectivos da PNA.

Estrutura do trabalho ~

O presente trabalho contem elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais.

Estruturalmente, este trabalho está dividido em cinco capítulos: a primeira


parte é dedicada à fundamentação teórica do tema, onde se justifica teoricamente a
ideia principal da investigação, com o esclarecimento sobre o que se entende por
artes marciais, no segundo capítulo fala da instituição Polícia Nacional de Angola,
terceiro capítulo espelha a proporcionalidade da força, o quarto friza o impacto das
artes marciais na aplicação proporcional de Força para os efectivos da PNA e a
metodologia usada na pesquisa.
8

CAPÍTULO | FUNDAMENTO TEÓRICO

1. DEFINIÇÕES TIPOLOGIAS E AS SUAS CARACTERÍSTICAS

1.1 Definições
O vocábulo texto da mesma família da textura, têxtil, vem do latim textum,
com o significado de: tecido, teia, o que e urdido, oque esta entrelaçado. Hoje no
âmbito dos estudos da linguagem humana, ‘‘texto é qualquer realizada linguagem
humana transmitindo um sentido d um objectivo comunicativo” (Nascimento e Pinto,
2006, p.50). A literatura surgiu na pré-história, com a narração oral de histórias para
transmitir conhecimento, cultural e valores. A palavra vem do latim literatura, que
significa letra.
Desta forma, tendo por base esta definições inclusivas e abrangente, importa,
para melhor se aclarar que a três tipos de textos nomeadamente: Texto literário,
texto para literário e texto não literário. É sobre último texto que vai se assentar o
nosso trabalho.
Texto literário e não literário. Embora seja extremamente difícil definir o que
seja um texto literário ou não, todos reconhecem sua existência e há nas
sociedades e culturas um grande número de textos classificados como tal.
Conforme o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, utilitário citado por
Benavante (2012, p.19) é ‘‘relativo a ou que visa à utilidade, ao proveito que se pode
extrair das coisas; que tem por objetivo a utilidade, o interesse comum; cujo uso ou
emprego é vantajoso, satisfaz às necessidades, é conveniente ou apropriado para a
realização de algo; que ou quem dá prioridade ao interesse ou à utilidade, individual
ou geral’’.
No Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, citado por Benavante
(2013, p.20), texto literário (utilitário) ‘‘é o que pertence ou se refere à doutrina
filosófica que faz do útil o princípio de todos os valores; que é relativo ao utilitarismo.
Que tem por fim a utilidade, o funcionalismo. Que pode trazer benefícios a um
grande número de pessoas; que é de interesse comum’’.
Portanto constata-se que texto não literário é todo o tipo de texto que, na
prática quotidiana, nos pode ser útil para determinado fim. Ainda que existam
diferentes opiniões sobre o nome a atribuir a este tipo de escritos (denominados, por
exemplo, textos de domínio transacional pelos programas de ensino), é lícito definir-
se como texto utilitário aqueles que muitas vezes usamos no dia-a-dia, nas mais
diversas situações, quer com um caráter mais instrutivo, quer com um caráter mais
burocrático, institucional ou familiar. O texto não literário tem como objectivo
9

informar, esclarecer, explicar, apresenta um caracter utilitário. Também definido


como texto informativo,
1.2 Características de texto não-literário
 Objetividade;
 Interpretação restrita;
 Função denotativa da linguagem;
 Forma: linguagem objetiva e clara;
 Interpretação: conhecimento do tema, confirmação dos fatos.
1.3 Tipologia de texto não literário
entende-se então a tipologia de texto não literário ou utilitário na óptica Benavente
(2013) diversões textos dos quais trazemos os seguintes textos:
1.3.1. Carta: É uma mensagem, manuscrita ou impressa, que serve como
forma de correspondência entre pessoas ausentes ou organizações, sempre com o
objetivo de comunicar algo. É de facto um meio de comunicação muito antigo que,
ainda que tenha atualidade nos dias de hoje, tem vindo a ser substituído por outros
meios mais rápidos como o telefone, o fax, ou o correio eletrónico.
As principais características da carta são economia, personalização e
substituto do diálogo. Possui então, como principais funções, a comunicação com
outras pessoas, o pedido ou esclarecimento de informações, o estabelecimento de
relações comerciais ou profissionais, e a reclamação junto de serviços ou empresas.
No que diz respeito à sua tipologia, as cartas podem ser de tipo informal ou formal.
As primeiras destinam-se a familiares e a amigos e têm como especificidades
principais a correção gramatical e a delicadeza, a ordem a e boa apresentação. As
segundas, as cartas formais, constituem um documento escrito importante,
evidenciando- se pela sua utilidade, tendo como principal objetivo a comunicação
para e entre instituições, com a finalidade de se obter (através de uma comunicação
eficaz), uma resposta/reação positiva.
A escrita de uma carta obedece a algumas normas pré-estabelecidas, como é
o caso, por exemplo, das formas de tratamento a usar. Neste aspeto, a distinção
entre as cartas informais e formais regista-se tanto nas formas de saudação, como
nas formas de despedida. Numa carta informal, as formas de tratamento de
saudação são, por regra, as seguintes: Querido(a), Olá, Estimado(a) amigo(a), entre
outras. Por outro lado, numa carta formal os termos usados para saudar são
Excelentíssimo(a) Senhor(a); Senhor(a) Diretor(a); Exmo. (a) Senhor(a) Presidente.
10

1.3.2. Requerimento: acto ou efeito de requerer algo por meio de petição por
escrito, segundo as formalidades legais. É um pedido dirigido a uma entidade oficial,
organismo ou instituição através do qual se solicita a satisfação de uma
necessidade ou interesse.
Muitas são as situações do dia a dia em que temos necessidade de requerer
determinados serviços ou benefícios e é nessas situações que a redação correta de
um requerimento se torna importante (por ser sempre dirigido ao responsável por
um determinado setor ou serviço, deve utilizar-se um tratamento adequado à
identidade a quem nos dirigimos e um registo de língua cuidado). Por outro lado, a
apresentação da situação deverá ser feita com clareza, possibilitando uma
compreensão mais fácil do assunto, podendo inclusive apoiar-se na legislação em
vigor.
A elaboração de um requerimento obedece a uma estrutura formal e
linguística regularizada por formulários dos serviços competentes.
Relativamente à estrutura formal, um requerimento obedece à seguinte disposição:
abertura (identificação do destinatário), encadeamento (identificação, residência do
requerente e objetivo do requerimento/ motivo que esteve na origem da solicitação),
fecho (pedido de deferimento) e data e assinatura do requerente. No que diz
respeito à estrutura linguística, o discurso do requerimento é realizado através de
uma linguagem objetiva (identificação, morada, Bilhete de Identidade, Nº de
Contribuinte), uso de léxico específico (exemplos: requerente, deferimento, etc.),
utilização da 3ª pessoa, tratamento/exposição económica do assunto, registo formal
e rigor no uso das fórmulas adequadas.
1.3.3. Para o Nascimento e Pinto (2006,p162) ‘‘Memorando: é um dos meios
de comunicação escrita numa empresa tanto no circuito (descendente: do topo
diretivo para os diferentes escalões dele dependentes até às bases; ascendente: o
percurso inverso). Estilo e redacção, ela deve possuir clareza, concisão,
simplicidade, vivacidade, são requisitos de um bom memorando. A ordem de
apresentação de assunto é da pirâmide invertida’’. O foco da mensagem deve incidir
sobre as necessidades dos leitores e não nos objectivos do redator; frases curtas e
na ordem direita, evitar a construção negativa, verbo de acção na voz activa. O
memorando pode também incluir diagramas, desenhos, ilustrações, fotografias entre
outros.
Estrutura de um memorando,
11

Memorando (palavra que identifica o tipo de documento)


Para (nome de destinatário e cargo, sector; ou todo o pessoal, ou…);
De (nome do emissor, função, sector: Ex.: De: Ana Maria Rodrigues, Directora dos
Recursos Humanos);
Data (dia, mês, ano);
Assunto (identificação concisa do assunto da mensagem)
Mensagem;
Xx:xx (iniciais, em letras maiúsculas, do responsável pelo memorando, seguidas de
dois pontos e das inicias, em letras minúsculas, de quem o redigiu ou dactilografou).
1.3.4. Anúncio: É um aviso, uma participação nova, uma mensagem de
propaganda que se dá ou publica e por meio do qual se divulga algo ao público. É
criado com objetivos comerciais, institucionais, políticos, culturais, religiosos, etc. e
com o intuito principal de convencer o leitor a aderir a uma ideia ou a adquirir um
produto ou serviço.
Tem como características do discurso linguístico a linguagem persuasiva,
semiformal, formal ou informal (de acordo com o público-alvo), as frases curtas, o
uso de provérbios, as rimas, entre outros, a articulação entre linguagem verbal e
visual, a presença de figuras de estilo e de alguma ambiguidade e emprego de
adjetivação para caracterizar o que está a ser divulgado.

1.3.5. Acta: É um registo de acontecimentos, opiniões, propostas, o arquivo


de decisões e dos processos como esta forma, ou seja, de tudo que é relevante ou
também é um resumo e registo escrito e fiel das ocorrências verificadas e
resoluções tomadas na sessão de qualquer assembleia ou numa reunião de corpo
deliberativo ou consultivo de uma agremiação, associação, direção, congregação e
outros, (Nascimento e Pinto, 2006). Resulta num documento escrito com regras
próprias e específicas sobretudo a nível da estrutura textual.

Tem a seguinte estrutura:

 Número, na sequência da numeração das actas anteriores, se já existem;


 Indicação do dia, mês, ano e hora em que teve lugar;
 Tipo de assembleia ou reunião;
 Local da assembleia ou reunião;
12

 Nome dos presentes ou referência ao número dos presentes (lista de


Presença e tira-se as ausências);
 Ordem de Trabalho (que deve ser apresentado ou transcrito tal qual foi
apresentada na convocatória).

1.3.6. Certificado: trata-se de um documento semelhante à certidão, no qual


se certifica e assevera alguma coisa, atestando a existência de certo facto e dele se
dá ciência.
1.3.7. Contrato: trata-se de uma convenção ou acordo, geralmente escrito,
pelo qual duas ou mais pessoas ou entidades se obrigam a cumprir o que foi entre
elas combinado sob determinadas condições e que, em caso de incumprimento,
servirá de garantia à parte lesada. Embora nunca podendo ultrapassar a lei, existe o
princípio da liberdade contratual, ou seja, cada um dos outorgantes tem liberdade
para estabelecer as condições do contrato.
Este documento, de caráter jurídico e económico, tem como fim adquirir,
resguardar, transferir, modificar, conservar, ou extinguir direitos.
1.3.8. Curriculum Vitae: é um termo que significa literalmente carreira,
percurso, curso da vida (do latim trajetória de vida), consiste num documento que
reúne uma síntese de informações relativas a dados pessoais, formação e
experiência profissional e aptidões de uma pessoa que se candidata a uma vaga de
emprego ou a outra atividade. Este cartão de apresentação ou autorretrato que tem
como objetivo convencer alguém da capacidade de realizar uma tarefa, é um
documento primordial para iniciar a carreira profissional, tendo, por isso, extrema
importância.
Apesar de existirem modelos pré-definidos para a elaboração de um
Curriculum Vitae (ou como é vulgarmente conhecido), na hora de redigir um
documento deste género, há que ter em conta que do mesmo devem constar as
seguintes informações: identificação pessoal com fotografia; descrição das
habilitações académicas obtidas com referência ao grau, nome, data e local de
conclusão; relato da experiência profissional (através da descrição das experiências
de trabalho e estágios realizados) indicando a função desempenhada, o nome da
empresa ou instituição, a descrição das tarefas executadas e as datas em que tal
função foi exercida; indicação de possíveis formações profissionais que se possui;
informação sobre outros conhecimentos, como por exemplo, conhecimentos de
13

línguas ou de informática e outras informações que se considerem pertinentes para


a vaga a candidatar (pose de carta de condução e viatura própria, atividades de
tempos livres ou culturais). O Curriculum Vitae deve ainda ser sempre datado.
Na altura de elaborar um Curriculum Vitae, existem igualmente outras
considerações a ter em conta: deve ser datilografado numa folha A4 branca, não
deve ultrapassar 2/3 folhas A4, os acontecimentos devem ser colocados por ordem
cronológica começando nos mais recentes e terminando nos mais antigos, devem
ser utilizadas palavras positivas, ativas, não se deve apresentar Curriculum Vitae
com erros ortográficos, rasurado ou pouco legível e, por fim, não se deve inundar o
Curriculum Vitae com redundâncias, banalidades, abundância de detalhes ou
informação excessiva e inadequada.

1.3.9. Ofício: é a forma normalmente escolhida pelos órgãos públicos para


realizarem as comunicações escritas. Trata-se de uma correspondência oficial,
muito restrita e convencional. Tem como propósito comunicar, solicitar, reclamar,
denunciar ou sugerir algo a algum órgão público. O ofício é escrito com uma
linguagem formal e cuidada, utilizando formas vocativas e aplicando termos
específicos quando necessário. As partes integrantes do ofício são o número que o
identifica, local e data, a quem se destina, o corpo de texto, o fecho e a assinatura.

1.3.10. Regulamento: texto de caráter normativo que reúne um conjunto de


regras, preceitos e prescrições cujo objetivo é estabelecer o modo de
funcionamento de um grupo (instituições, associações ou coletividades, clubes) ou
de uma atividade (concursos, jogos, eventos, entre outros) e de cuja vontade
depende a sua criação, publicação, alteração e revogação.
A discussão e o consenso prévios dos vários elementos da coletividade é um
fator essencial para a elaboração do regulamento, que deve ainda prever, na
medida do possível, o maior número de situações que possam vir a suceder,
evitando assim lacunas de informação. Este regimento, que determina as regras a
seguir em corpos coletivos, pode ser do tipo geral ou parcial.
No que concerne às características do discurso do regulamento, este tipo de
escrito deve apresentar um registo formal, uma linguagem denotativa, escassa
adjetivação, frases do tipo declarativo, discurso na 3.ª pessoa, títulos e subtítulos,
verbos predominantemente nos modos indicativo, conjuntivo e infinito. Existem
ainda outras características importantes a ter em conta, como a distribuição de
14

ideias por parágrafos, a organização de regras do geral para o particular, a


numeração de parágrafos e a utilização de espaços em branco para dividir a
informação (para auxiliar a consulta e a interpretação).

1.3.10. Relatório: é um texto no qual, de forma pormenorizada ou sintética,


se dá a conhecer, através da descrição e da narração, aquilo que se viu, ouviu,
observou ou analisou. Trata-se de uma descrição minuciosa (ordinariamente por
escrito) dos factos que se observaram de acordo com uma perspetiva mais ou
menos crítica. Este género de texto é muito usado a nível académico, empresarial e
político, tendo como tal, diversos objetivos.
O relatório pode tomar a forma de trabalho de investigação, de exposição dos
principais factos que se colhem no desempenho de uma comissão, de exposição
prévia dos fundamentos de uma lei ou de um decreto, do parecer ou exposição de
um voto ou apreciação, de conclusões às quais chegaram os membros de uma
comissão (ou uma pessoa) encarregada de efetuar uma pesquisa, de estudar um
problema particular ou um projeto, entre outros. Resumidamente, a redação de um
relatório (de qualquer cariz) tem sempre o intuito de expor, relatar, contar algo.
Há diversos tipos de relatórios, sendo a sua constituição e tipologia
condicionadas pelo fim a que se destinam, pelas causas que os originam e pelos
temas desenvolvidos. Os relatórios podem-se dividir em relatórios de tipo crítico, de
síntese ou de formação: o relatório crítico é um texto descritivo e opinativo, que
descreve acontecimentos ou experiências para dar a conhecer o modo como estas
se desenvolveram e onde é realizada uma análise dos acontecimentos. O relatório-
síntese é um texto mais abreviado do que o anterior, redigido a partir de uma
investigação, pesquisa ou resultado de outros relatórios. Os relatórios de formação
são relatórios mais ou menos minuciosos que expõem as atividades realizadas e
desenvolvidas no decorrer de um curso ou um estágio.
Quanto à estrutura, o relatório é apresentado com uma primeira página
(cabeçalho ou página de rosto) onde figura o título, o nome do destinatário, o nome
do autor e a data e local de realização. As páginas seguintes são dedicadas ao
sumário do relatório (principais subdivisões) e à introdução (apresentação do objeto
do relatório e circunstâncias da sua realização). A parte central do relatório (ou
corpo) constitui um dos pontos mais importantes, uma vez que é nela que se
desenvolve o assunto e descreve a situação (muitas vezes numa perspetiva crítica)
15

e se apresentam propostas. A parte final do relatório é dedicada às conclusões ou


considerações finais, demonstrando o balanço sintético do objeto que proporcionou
ou exigiu a realização do relatório e a apresentação de propostas de atuação e
eventuais recomendações. Dependendo do tipo e extensão do relatório, deve-se
ainda acrescentar eventuais anexos, a bibliografia estudada para a execução do
mesmo e agradecimentos.
Quanto ao discurso a usar na escrita de um texto deste género, deve-se ter
em consideração a clareza, a exatidão, a pertinência, num estilo direto e simples,
usando para tal a(s) 1.ª e/ou 3.ª pessoa(s), construção de parágrafos breves,
recurso a frases curtas e ligadas através de conectores textuais que deem
coerência e coesão ao texto que pretende ser transmitido, e um registo de língua
cuidado e/ ou com linguagem técnica/cientifica, variando de acordo com a natureza
do relatório. A informação apresentada deve ser selecionada de modo rigoroso,
legível e apelativo.

CAPÍTULO ||º A PERTINÊNCIA DE TEXTO NÃO LITERÁRIO NO


SECTOR ADMINISTRATIVO
2.1 A importância do texto não literário

A importância do texto não literário reside em sua capacidade de informar,


educar e orientar o leitor. Ele ajuda na formação de opiniões, na tomada de decisões
e na resolução de problemas. Além disso, por ser mais direto e focado em fatos, o
texto não literário é crucial para a compreensão de temas complexos e para a
comunicação eficaz em diversas áreas do conhecimento. Ele é uma ferramenta
valiosa para a troca de informações, para o aprendizado contínuo e é um elemento
crucial para o funcionamento administrativo nas instituições.

O texto não literário desempenha um papel fundamental na comunicação e na


disseminação de informações. Ele é essencial em contextos como acadêmicos,
profissionais e informativos, pois busca transmitir dados, instruções ou argumentos
de forma clara e objetiva. Esse tipo de texto inclui artigos científicos, relatórios,
manuais, notícias e ensaios, entre outros.

2.2 A pertinência dos textos no sector administrativo

Neste item vamos configurar, em linhas gerais, um referencial teórico sobre


tipologia de textos, para uso administrativo, com base na teoria tipológica proposta
16

por Travaglia (2018). Acreditamos que esse referencial é bastante operacional,


porque permite a administração pôr uma ordem em seu conhecimento sobre
tipologia de textos e perceber certos fatos que são importantes para o trabalho
administrativo para as instituições por exemplo, que determinadas características
são ligadas na transmissão de informações ou seja a sua pertinência é por ser
informativo e transmite informações com clareza e com objectividade.
No sector administrativo é usada uma linguagem Formal, por a sociedade
estar estruturada em diferentes esferas de acção, tem instituições (Governo,
empresas, Ministérios escolas, tribunais hospitais e muito mais). E elas apresentam
linguagens próprias, consoante as suas funções e convenções ou hábitos de
comunicação, (Nascimento e Pinto, 2006). As convenções institucionais definem,
nomeadamente, quem pode ou deve dizer o quê, em que momento e de que
maneira. Temos por exemplo os certificados, requerimentos, declaração, diploma
programa, relatório e muitos outros documentos, que as nossas instituições
elaboram no acto do seu funcionamento elas obedecem uma serie de regras de uns
textos não literários e estas tipologias de textos esta connosco presente no nosso
dia-a-dia; são textos, bastante pertinentes, por ser um meio de comunicação
institucional ou familiar utilizado para comunicar-se de individuo com a instituição ou
família em vise- versa. Um exemplo claro que nos leva a importância deste texto, no
sector administrativo é o programa escolar.
CAPÍTULO I|Iº METODOLOGIA

Neste capítulo, definiu-se os passos metodológicos que vai auxiliar na


realização da pesquisa. para isso, a parte metodológico esta devida da nos
seguintes sub-itens: tipo de pesquisa; métodos e técnicas.

2.1 Tipos de pesquisas


Para o presente trabalho, resolvemos utilizar a pesquisa bibliográfica.

A pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de referências tóricas


já analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrónicos, como livros artigos
científicos, e páginas de web sites. (FONSECA,2002, P32).
17

CONCLUSÃO
No entanto trabalhar com textos, tantos de uso privados quanto de uso
publico, ambos de caracter Informativos, vão assentar-se na comunicação formal do
processo administrativo de forma a transmitir as informações por via de um texto não
literário. No sector administrativo é usada uma linguagem Formal, por a sociedade
estar estruturada em diferentes esferas de acção, tem instituições (Governo,
empresas, Ministérios escolas, tribunais hospitais e muito mais). E elas apresentam
linguagens próprias, consoante as suas funções e convenções ou hábitos de
comunicação, (Nascimento e Pinto, 2006).

Bibliografia
18

Benavente, I. S. (2012/2013). Tratamentos do Texto Utilitário. Porto, Portugal:


[Link].
Nascimento, Z., & Pinto, J. M. (2006). A dinâmica da Escrita: como escrever com
êxito (5ª ed.). Lisboa: Plátano Editora, S.A.
Travaglia, L. c. (2018). Tipologia Textual e ensino de língua.

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