INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS POLICIAIS E CRIMINAIS
GENERAL “OSVALDO DE JESUS SERRA VAN-DÚNEM”
TEXTO NÃO LITERÁRIO: SUAS TIPOLOGIAS E
PERTINÊNCIA NO SECTOR ADMINISTRSTIVO
Autor: Anádio Fortunato Delgado
Orientador: Msc. Santos Manuel
Barbosa
Luanda/2025
ANÁDIO FORTUNATO DELGADO
TEXTO NÃO LITERÁRIO: SUAS TIPOLOGIAS E
PERTINÊNCIA NO SECTOR ADMINISTRSTIVO
Nº MC.2099/AD/2023
Turma: CF1
||º Ano
Trabalho, apresentado ao Instituto Superior
de Ciências Policiais e Criminais, como
requisito necessário para avaliação na
cadeira de Língua Portuguesa, em
Ciências Policiais e Criminais.
Luanda/2025
ANÁDIO FORTUNATO DELGADO
TEXTO NÃO LITERÁRIO: SUAS TIPOLOGIAS E
PERTINÊNCIA NO SECTOR ADMINISTRSTIVO
Trabalho de Investigação, apresentado ao Instituto Superior de Ciências
Policiais e Criminais, como requisito necessário para avaliação na Cadeira de
Língua Portuguesa, em Ciências Policiais e Criminais.
COMISSÃO EXAMINADORA:
Departamento de Língua Portuguesa do ISCPC, examinadora cadeira_______
Nome
Completo____________________________________________________________
___________________________________________________________________
1º
Vogal ______________________________________________________________
2º
Vogal______________________________________________________________
Luanda, aos____________/________/___________
AGRADECIMENTOS
A Deus, por todas as graças alcançadas na minha vida por seu intermédio e
por todas as pessoas maravilhosas que colocaram no meu caminho para a
realização dos meus perfeitos desígnios. Aos meus pais, aos meus amigos e em
especial ao senhor professor santos Barbosa.
Índice
AGRADECIMENTOS...................................................................................................4
INTRODUÇÃO.............................................................................................................6
Objetivos...................................................................................................................... 6
Objectivo geral............................................................................................................. 6
Objectivos específicos:................................................................................................ 6
Estrutura do trabalho................................................................................................... 6
CAPÍTULO | FUNDAMENTO TEÓRICO......................................................................7
1. Definições tipologias e as suas características.................................................7
1.1.1. Definições......................................................................................................7
1.2 Características de texto não-literário.....................................................................8
1.3 Tipologia de texto não literário...............................................................................8
CAPÍTULO ||º A PERTINÊNCIA DE TEXTO NÃO LITERÁRIO NO SECTOR
ADMINISTRATIVO.....................................................................................................14
CONCLUSÃO............................................................................................................ 15
Bibliografia................................................................................................................. 16
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INTRODUÇÃO
Este presente trabalho, vai realçar sobre a temática a pertinência do texto
literário no sector administrativo, logo nesta senda à actividade administrativa é
executada por via de um documento e não só, que seja ele informativo, elaborada
de forma objectiva e direita vamos denominar de texto não literário ou utilitário. O
dizer é tipificante. Seja falando/ouvindo ou escrevendo/lendo, nada é dito sem ser
por meio de textos e cada texto é de uma categoria, que sempre será adequada à
interação em uma situação social também típica. Ou seja, os textos se adequam a
diferentes situações de interação comunicativa, em que determinadas acções
sociais tipificadas acontecem e os textos também são tipificados, constituindo
classes típicas de texto. Sendo assim, todos os recursos da língua funcionam em
textos de uma dada categoria e esse funcionamento pode ou não ser dependente
dessa categoria. Reconhecendo esse facto, as orientações formais para a
administração de língua portuguesa como textos não literários e as recomendações
da Linguística Aplicada ao Ensino de textos passaram a recomendar que se
trabalhasse a língua em sua dimensão textual-discursiva. São objetivos centrais
desta análise a definição de texto não literário e a exemplificação e descrição dos
diferentes tipos de texto não literário que se podem considerar utilitários e a forma
como se aplicam na Administração.
Estruturalmente, este trabalho está dividido em duas partes: a primeira parte
é dedicada à fundamentação teórica do tema, onde se justifica teoricamente a ideia
principal da investigação, com o esclarecimento sobre o que se entende por texto
não literário ou Utilitário, a tipologias textuais e ainda o enquadramento
pormenorizado de aplicação na Administração.
Objetivos
Objectivo geral
Entender a pertinência de tipologia de texto não literário no sector
administrativo.
Objectivos específicos:
Descrever o fundamento teórico do texto não literário;
Citar as características e as tipologias dos textos não literários;
Demostrar a pertinência do texto não literário no sector administrativo.
Estrutura do trabalho
O presente trabalho contem elementos, capa, contracapa, agradecimento,
introdução, desenvolvimento, conclusão e bibliogafia.
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CAPÍTULO | FUNDAMENTO TEÓRICO
1. Definições tipologias e as suas características
1.1.1. Definições
Ao usar, no título deste trabalho, a expressão "não literário", estou a partir do
princípio de que existe um sector de produção de textos escritos ao qual convém
esta designação. Contudo, delimitar e definir o "não literário" são questões
complexas que têm subjacente uma longa problemática. Para o senso comum, a
distinção entre literário e não literário vai sendo feita sem grandes objecções. Sob a
designação "não literário" agrupam-se textos variados, desde a banda desenhada
aos textos jornalísticos (notícia, reportagem, entrevista), slogans publicitários, cartas,
actas, requerimentos, currículos, relatórios. Nesta distinção habitual entre literário e
não literário há, pois, um conjunto de critérios que confluem: institucionais e
literários. Constata-se, porém, que a arrumação assim concebida apenas pode
decorrer de uma atitude simplista de definir e catalogar o literário e o não literário e
que somente encontra justificação na carência de critérios teóricos “claros e
objectivos, capazes de responder à questão” (Costa, 2004, p.17).
Texto não literário é aquele que trabalha com um conteúdo objetivo, ou seja,
informações, instruções, que tem como objectivo informar, explicar, convencer ou
ordenar, em que tem uma função utilitária.
O vocábulo texto da mesma família da textura, têxtil, vem do lantim textum,
com o significado de: tecido, teia, o que e urdido, oque esta entrelaçado. Hoje no
âmbito dos estudos da linguagem humana, ‘‘texto é qualquer realizada linguagem
humana transmitindo um sentido d um objectivo comunicativo” (Nascimento e Pinto,
2006, p.50). A literatura surgiu na pré-história, com a narração oral de histórias para
transmitir conhecimento, cultural e valores. A palavra vem do latim literatura, que
significa letra.
Desta forma, tendo por base esta definições inclusivas e abrangente, importa,
para melhor se aclarar que a três tipos de textos nomeadamente: Texto literário,
texto para literário e texto não literário. É sobre último texto que vai se assentar o
nosso trabalho.
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Texto literário e não literário. Embora seja extremamente difícil definir o que
seja um texto literário ou não, todos reconhecem sua existência e há nas
sociedades e culturas um grande número de textos classificados como tal.
Conforme o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, utilitário citado por
Benavante (2012, p.19) é ‘‘relativo a ou que visa à utilidade, ao proveito que se pode
extrair das coisas; que tem por objetivo a utilidade, o interesse comum; cujo uso ou
emprego é vantajoso, satisfaz às necessidades, é conveniente ou apropriado para a
realização de algo; que ou quem dá prioridade ao interesse ou à utilidade, individual
ou geral’’.
No Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, citado por Benavante
(2013, p.20), texto literário (utilitário) ‘‘é o que pertence ou se refere à doutrina
filosófica que faz do útil o princípio de todos os valores; que é relativo ao utilitarismo.
Que tem por fim a utilidade, o funcionalismo. Que pode trazer benefícios a um
grande número de pessoas; que é de interesse comum’’.
Portanto constata-se que texto não literário é todo o tipo de texto que, na
prática quotidiana, nos pode ser útil para determinado fim. Ainda que existam
diferentes opiniões sobre o nome a atribuir a este tipo de escritos (denominados, por
exemplo, textos de domínio transacional pelos programas de ensino), é lícito definir-
se como texto utilitário aqueles que muitas vezes usamos no dia-a-dia, nas mais
diversas situações, quer com um caráter mais instrutivo, quer com um caráter mais
burocrático, institucional ou familiar. O texto não literário tem como objectivo
informar, esclarecer, explicar, apresenta um caracter utilitário. Também definido
como texto informativo.
Entende-se de texto não literário como sendo um texto que transmite
informações de forma direita e objectiva, utilizando uma linguagem denotativa.
1.2 Características de texto não-literário
a) Objetividade;
b) Interpretação restrita;
c) Função denotativa da linguagem;
d) Forma: linguagem objetiva e clara;
e) Interpretação: conhecimento do tema, confirmação dos fatos.
1.3 Tipologia de texto não literário
entende-se então a tipologia de texto não literário ou utilitário na óptica Benavente
(2013) diversões textos dos quais trazemos os seguintes textos:
Acta: É um registo de acontecimentos, opiniões, propostas, o arquivo de
decisões e dos processos como esta forma, ou seja, de tudo que é relevante ou
também é um resumo e registo escrito e fiel das ocorrências verificadas e
resoluções tomadas na sessão de qualquer assembleia ou numa reunião de corpo
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deliberativo ou consultivo de uma agremiação, associação, direção, congregação e
outros, (Nascimento e Pinto, 2006). Resulta num documento escrito com regras
próprias e específicas sobretudo a nível da estrutura textual.
Tem a seguinte estrutura:
Número, na sequência da numeração das actas anteriores, se já existem;
Indicação do dia, mês, ano e hora em que teve lugar;
Tipo de assembleia ou reunião;
Local da assembleia ou reunião;
Nome dos presentes ou referência ao número dos presentes (lista de
Presença e tira-se as ausências);
Ordem de Trabalho (que deve ser apresentado ou transcrito tal qual foi
apresentada na convocatória).
Carta: É uma mensagem, manuscrita ou impressa, que serve como forma de
correspondência entre pessoas ausentes ou organizações, sempre com o objetivo
de comunicar algo. É de facto um meio de comunicação muito antigo que, ainda que
tenha atualidade nos dias de hoje, tem vindo a ser substituído por outros meios mais
rápidos como o telefone, o fax, ou o correio eletrónico.
As principais características da carta são economia, personalização e
substituto do diálogo. Possui então, como principais funções, a comunicação com
outras pessoas, o pedido ou esclarecimento de informações, o estabelecimento de
relações comerciais ou profissionais, e a reclamação junto de serviços ou empresas.
No que diz respeito à sua tipologia, as cartas podem ser de tipo informal ou formal.
As primeiras destinam-se a familiares e a amigos e têm como especificidades
principais a correção gramatical e a delicadeza, a ordem a e boa apresentação. As
segundas, as cartas formais, constituem um documento escrito importante,
evidenciando- se pela sua utilidade, tendo como principal objetivo a comunicação
para e entre instituições, com a finalidade de se obter (através de uma comunicação
eficaz), uma resposta/reação positiva.
A escrita de uma carta obedece a algumas normas pré-estabelecidas, como
é o caso, por exemplo, das formas de tratamento a usar. Neste aspeto, a distinção
entre as cartas informais e formais regista-se tanto nas formas de saudação, como
nas formas de despedida. Numa carta informal, as formas de tratamento de
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saudação são, por regra, as seguintes: Querido(a), Olá, Estimado(a) amigo(a), entre
outras. Por outro lado, numa carta formal os termos usados para saudar são
Excelentíssimo(a) Senhor(a); Senhor(a) Diretor(a); Exmo. (a) Senhor(a) Presidente.
Para o Nascimento e Pinto (2006,p162) ‘‘Memorando: é um dos meios de
comunicação escrita numa empresa tanto no circuito (descendente: do topo diretivo
para os diferentes escalões dele dependentes até às bases; ascendente: o percurso
inverso). Estilo e redacção, ela deve possuir clareza, concisão, simplicidade,
vivacidade, são requisitos de um bom memorando. A ordem de apresentação de
assunto é da pirâmide invertida’’. O foco da mensagem deve incidir sobre as
necessidades dos leitores e não nos objectivos do redator; frases curtas e na ordem
direita, evitar a construção negativa, verbo de acção na voz activa. O memorando
pode também incluir diagramas, desenhos, ilustrações, fotografias entre outros.
Estrutura de um memorando,
Memorando (palavra que identifica o tipo de documento)
Para (nome de destinatário e cargo, sector; ou todo o pessoal, ou…);
De (nome do emissor, função, sector: Ex.: De: Ana Maria Rodrigues, Directora dos
Recursos Humanos);
Data (dia, mês, ano);
Assunto (identificação concisa do assunto da mensagem)
Mensagem;
Xx:xx (iniciais, em letras maiúsculas, do responsável pelo memorando, seguidas de
dois pontos e das inicias, em letras minúsculas, de quem o redigiu ou dactilografou).
Requerimento: acto ou efeito de requerer algo por meio de petição por
escrito, segundo as formalidades legais. É um pedido dirigido a uma entidade oficial,
organismo ou instituição através do qual se solicita a satisfação de uma
necessidade ou interesse.
Muitas são as situações do dia a dia em que temos necessidade de requerer
determinados serviços ou benefícios e é nessas situações que a redação correta de
um requerimento se torna importante (por ser sempre dirigido ao responsável por
um determinado setor ou serviço, deve utilizar-se um tratamento adequado à
identidade a quem nos dirigimos e um registo de língua cuidado). Por outro lado, a
apresentação da situação deverá ser feita com clareza, possibilitando uma
compreensão mais fácil do assunto, podendo inclusive apoiar-se na legislação em
vigor.
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A elaboração de um requerimento obedece a uma estrutura formal e
linguística regularizada por formulários dos serviços competentes.
Relativamente à estrutura formal, um requerimento obedece à seguinte disposição:
abertura (identificação do destinatário), encadeamento (identificação, residência do
requerente e objetivo do requerimento/ motivo que esteve na origem da solicitação),
fecho (pedido de deferimento) e data e assinatura do requerente. No que diz
respeito à estrutura linguística, o discurso do requerimento é realizado através de
uma linguagem objetiva (identificação, morada, Bilhete de Identidade, Nº de
Contribuinte), uso de léxico específico (exemplos: requerente, deferimento, etc.),
utilização da 3ª pessoa, tratamento/exposição económica do assunto, registo formal
e rigor no uso das fórmulas adequadas.
Curriculum Vitae: é um termo que significa literalmente carreira, percurso,
curso da vida (do latim trajetória de vida), consiste num documento que reúne uma
síntese de informações relativas a dados pessoais, formação e experiência
profissional e aptidões de uma pessoa que se candidata a uma vaga de emprego ou
a outra atividade. Este cartão de apresentação ou autorretrato que tem como
objetivo convencer alguém da capacidade de realizar uma tarefa, é um documento
primordial para iniciar a carreira profissional, tendo, por isso, extrema importância.
Apesar de existirem modelos pré-definidos para a elaboração de um
Curriculum Vitae (ou como é vulgarmente conhecido), na hora de redigir um
documento deste género, há que ter em conta que do mesmo devem constar as
seguintes informações: identificação pessoal com fotografia; descrição das
habilitações académicas obtidas com referência ao grau, nome, data e local de
conclusão; relato da experiência profissional (através da descrição das experiências
de trabalho e estágios realizados) indicando a função desempenhada, o nome da
empresa ou instituição, a descrição das tarefas executadas e as datas em que tal
função foi exercida; indicação de possíveis formações profissionais que se possui;
informação sobre outros conhecimentos, como por exemplo, conhecimentos de
línguas ou de informática e outras informações que se considerem pertinentes para
a vaga a candidatar (pose de carta de condução e viatura própria, atividades de
tempos livres ou culturais). O Curriculum Vitae deve ainda ser sempre datado.
Ordem de serviço: é uma comunicação imperativa feita por chefias a um ou
mais subordinados com o objetivo de execução de um determinado serviço.
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Contrato: trata-se de uma convenção ou acordo, geralmente escrito, pelo
qual duas ou mais pessoas ou entidades se obrigam a cumprir o que foi entre elas
combinado sob determinadas condições e que, em caso de incumprimento, servirá
de garantia à parte lesada. Embora nunca podendo ultrapassar a lei, existe o
princípio da liberdade contratual, ou seja, cada um dos outorgantes tem liberdade
para estabelecer as condições do contrato.
Este documento, de caráter jurídico e económico, tem como fim adquirir,
resguardar, transferir, modificar, conservar, ou extinguir direitos.
Regulamento: texto de caráter normativo que reúne um conjunto de regras,
preceitos e prescrições cujo objetivo é estabelecer o modo de funcionamento de um
grupo (instituições, associações ou coletividades, clubes) ou de uma atividade
(concursos, jogos, eventos, entre outros) e de cuja vontade depende a sua criação,
publicação, alteração e revogação.
A discussão e o consenso prévios dos vários elementos da coletividade é um
fator essencial para a elaboração do regulamento, que deve ainda prever, na
medida do possível, o maior número de situações que possam vir a suceder,
evitando assim lacunas de informação. Este regimento, que determina as regras a
seguir em corpos coletivos, pode ser do tipo geral ou parcial.
No que concerne às características do discurso do regulamento, este tipo de
escrito deve apresentar um registo formal, uma linguagem denotativa, escassa
adjetivação, frases do tipo declarativo, discurso na 3.ª pessoa, títulos e subtítulos,
verbos predominantemente nos modos indicativo, conjuntivo e infinito. Existem
ainda outras características importantes a ter em conta, como a distribuição de
ideias por parágrafos, a organização de regras do geral para o particular, a
numeração de parágrafos e a utilização de espaços em branco para dividir a
informação (para auxiliar a consulta e a interpretação).
Relatório: é um texto no qual, de forma pormenorizada ou sintética, se dá a
conhecer, através da descrição e da narração, aquilo que se viu, ouviu, observou ou
analisou. Trata-se de uma descrição minuciosa (ordinariamente por escrito) dos
factos que se observaram de acordo com uma perspetiva mais ou menos crítica.
Este género de texto é muito usado a nível académico, empresarial e político, tendo
como tal, diversos objetivos.
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O relatório pode tomar a forma de trabalho de investigação, de exposição dos
principais factos que se colhem no desempenho de uma comissão, de exposição
prévia dos fundamentos de uma lei ou de um decreto, do parecer ou exposição de
um voto ou apreciação, de conclusões às quais chegaram os membros de uma
comissão (ou uma pessoa) encarregada de efetuar uma pesquisa, de estudar um
problema particular ou um projeto, entre outros. Resumidamente, a redação de um
relatório (de qualquer cariz) tem sempre o intuito de expor, relatar, contar algo.
Há diversos tipos de relatórios, sendo a sua constituição e tipologia
condicionadas pelo fim a que se destinam, pelas causas que os originam e pelos
temas desenvolvidos. Os relatórios podem-se dividir em relatórios de tipo crítico, de
síntese ou de formação: o relatório crítico é um texto descritivo e opinativo, que
descreve acontecimentos ou experiências para dar a conhecer o modo como estas
se desenvolveram e onde é realizada uma análise dos acontecimentos. O relatório-
síntese é um texto mais abreviado do que o anterior, redigido a partir de uma
investigação, pesquisa ou resultado de outros relatórios. Os relatórios de formação
são relatórios mais ou menos minuciosos que expõem as atividades realizadas e
desenvolvidas no decorrer de um curso ou um estágio.
Quanto à estrutura, o relatório é apresentado com uma primeira página
(cabeçalho ou página de rosto) onde figura o título, o nome do destinatário, o nome
do autor e a data e local de realização. As páginas seguintes são dedicadas ao
sumário do relatório (principais subdivisões) e à introdução (apresentação do objeto
do relatório e circunstâncias da sua realização). A parte central do relatório (ou
corpo) constitui um dos pontos mais importantes, uma vez que é nela que se
desenvolve o assunto e descreve a situação (muitas vezes numa perspetiva crítica)
e se apresentam propostas. A parte final do relatório é dedicada às conclusões ou
considerações finais, demonstrando o balanço sintético do objeto que proporcionou
ou exigiu a realização do relatório e a apresentação de propostas de atuação e
eventuais recomendações. Dependendo do tipo e extensão do relatório, deve-se
ainda acrescentar eventuais anexos, a bibliografia estudada para a execução do
mesmo e agradecimentos.
Quanto ao discurso a usar na escrita de um texto deste género, deve-se ter
em consideração a clareza, a exatidão, a pertinência, num estilo direto e simples,
usando para tal a(s) 1.ª e/ou 3.ª pessoa(s), construção de parágrafos breves,
recurso a frases curtas e ligadas através de conectores textuais que deem
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coerência e coesão ao texto que pretende ser transmitido, e um registo de língua
cuidado e/ ou com linguagem técnica/cientifica, variando de acordo com a natureza
do relatório. A informação apresentada deve ser selecionada de modo rigoroso,
legível e apelativo.
CAPÍTULO ||º A PERTINÊNCIA DE TEXTO NÃO LITERÁRIO NO
SECTOR ADMINISTRATIVO
Os documentos administrativos são registos de informações, elaborados por
órgãos e entidades publicas ou privadas, que podem ser escritos, visuais sonoros
ou eletrónicos. E estes documentos são importante para a gestão e cumprimento de
assuntos objectivos.
Neste item vamos configurar, em linhas gerais, um referencial teórico sobre
tipologia de textos, para uso administrativo, com base na teoria tipológica proposta
por Travaglia (2018). Acreditamos que esse referencial é bastante operacional,
porque permite a administração pôr uma ordem em seu conhecimento sobre
tipologia de textos e perceber certos fatos que são importantes nos textos para o
trabalho administrativo nas instituições por exemplo, que determinadas
características são ligadas na transmissão de informações ou seja a sua pertinência
é por ser informativo e transmite informações com clareza e com objectividade.
No sector administrativo é usada uma linguagem Formal, por a sociedade estar
estruturada em diferentes esferas de acção, tem instituições (Governo, empresas,
Ministérios escolas, tribunais hospitais e muito mais). E elas apresentam linguagens
próprias, consoante as suas funções e convenções ou hábitos de comunicação,
(Nascimento e Pinto, 2006). As convenções institucionais definem, nomeadamente,
quem pode ou deve dizer o quê, em que momento e de que maneira. Temos por
exemplo os certificados, requerimentos, declaração, diploma programa, relatório e
muitos outros documentos, que as nossas instituições elaboram no acto do seu
funcionamento elas obedecem uma serie de regras de uns textos não literários e
estas tipologias de textos esta connosco presente no nosso dia-a-dia; são textos,
bastante pertinentes, por ser um meio de comunicação institucional ou familiar
utilizado para comunicar-se de individuo com a instituição ou família em vise- versa.
Um exemplo claro que nos leva a importância deste texto, no sector administrativo é
o programa escolar.
O texto não literário desempenha um papel fundamental na comunicação e na
disseminação de informações. Ele é essencial em contextos como acadêmicos,
profissionais e informativos, pois busca transmitir dados, instruções ou argumentos
de forma clara e objetiva. Esse tipo de texto inclui artigos científicos, relatórios,
manuais, notícias e ensaios, entre outros.
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CONCLUSÃO
Portanto, depois de várias pesquisas, compreende os textos não literário são
fundamentais em diversas áreas, como educação, negócios e comunicação, pois
ajudam na transmissão de informações de maneira eficaz e acessível. Entre tanto,
trabalhar com textos, tantos de uso privados quanto de uso publico, ambos de
caracter Informativos, vão assentar-se na comunicação formal do processo
administrativo de forma a transmitir as informações por via de um texto não literário.
No sector administrativo é usada uma linguagem Formal, por a sociedade estar
estruturada em diferentes esferas de acção, tem instituições (Governo, empresas,
Ministérios escolas, tribunais hospitais e muito mais). E elas apresentam linguagens
próprias, consoante as suas funções e convenções ou hábitos de comunicação,
(Nascimento e Pinto, 2006).
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Bibliografia
Benavente, I. S. (2012/2013). Tratamentos do Texto Utilitário. Porto, Portugal:
[Link].
Costa, M. d. (2004). O texto não literario na aula de lígua materna perspectivas de
abordagemdidáticado anúncio publicitário impresso. Porto, Portucal:
Faculdade de letra da Univesidade do porto.
Nascimento, Z., & Pinto, J. M. (2006). A dinâmica da Escrita: como escrever com
êxito (5ª ed.). Lisboa: Plátano Editora, S.A.
Travaglia, L. c. (2018). Tipologia Textual e ensino de língua.