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Investigação e Conhecimento Científico

O trabalho explora a investigação como uma forma de conhecimento e a investigação/ação como uma metodologia para resolver problemas no ensino e aprendizagem. A pesquisa científica é descrita como um processo sistemático que busca soluções para problemas, utilizando métodos rigorosos e organizados. A metodologia de investigação/ação é destacada como um ciclo contínuo de planejamento, ação, observação e reflexão, visando à melhoria das práticas e à participação ativa dos envolvidos.
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Investigação e Conhecimento Científico

O trabalho explora a investigação como uma forma de conhecimento e a investigação/ação como uma metodologia para resolver problemas no ensino e aprendizagem. A pesquisa científica é descrita como um processo sistemático que busca soluções para problemas, utilizando métodos rigorosos e organizados. A metodologia de investigação/ação é destacada como um ciclo contínuo de planejamento, ação, observação e reflexão, visando à melhoria das práticas e à participação ativa dos envolvidos.
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I.

Introdução
O presente trabalho, dedica-se ao estudo do tema: A Investigação como Forma de
Conhecimento e a Investigação/Acção perspectivada como Forma de Resolver Problemas, no
que concerne ao processo de ensino e aprendizagem, este tema é de grande valia para a
estudante, visto que estará dotada de conhecimentos sólidos acerca do mesmo. A pesquisa
científica é o conjunto de procedimentos sistemáticos baseados no raciocínio lógico, que tem
por objectivo encontrar soluções para problemas propostos, mediante a utilização de métodos
científicos.
Portanto, para que fosse possível a realização do trabalho, foi necessária uma vasta gama de
investigação no campo científico, através de manuais e obras que estão devidamente
mencionadas no trabalho por citações e na bibliografia final.
II. A investigação como forma de conhecimento e a investigação/acção perspectivada
como forma de aquisição da sabedoria
II.1. Contextualização
Na perspectiva de BRAVO (1985), descreve que o significado de ciência, do latim scientia,
significa “conhecimento, doutrina, Erudição ou prática” na actualidade seria o “conhecimento
em si” e como determinada maneira de produzir conhecimento. Pode-se dizer um
conhecimento rigoroso, metódico, sistemático. Um conjunto organizado de conhecimentos
sobre a realidade e obtidos mediante o método científico.
O conhecimento científico possui objectivos para se chegar as certezas, verdades e
casualidades relacionadas a causa e efeito. A investigação científica pode ser considerada
como uma forma de conhecimento.
Na perspectiva convencional as características do conhecimento científico possuem:
 Objectivo – tal como é a descrição da realidade;
 Racional – razão, chegar os resultados;
 Sistemático – organizado, com regras;
 Controlável – submetido à prova, para avaliar;
 Fáctico – informação dos fatos (a visão das pessoas);
 Analítico – realidade;
 Comunicável – difusão na comunidade cientifica;
 Metódico – procedimentos, organizado.
A natureza da investigação científica possui algumas implicações.
A Certeza = Verdade = Objectividade = Crenças pessoais, senso comum.
As ciências naturais são diferentes das ciências humanas.
Nas ciências naturais o objecto de estudo é a natureza, uma realidade dada, exterior ao homem
e o sujeito do conhecimento se põe fora dela para estuda-la.
Já as ciências humanas, busca a interpretação dos sentidos que o próprio homem introduz nos
contextos que pretende compreender, o objecto de estudo é o próprio homem.
II.1.1. O papel do pesquisador
Para reflectirmos a cerca do papel do pesquisador se faz necessário definirmos o que seja
pesquisa. Segundo DEMO (2000), a pesquisa apresenta-se como a instrumentação teórico-
metodológica na aquisição do conhecimento, isso, na condição de princípio científico.
Já para LUNA (2000), a essência da pesquisa visa a produção de um conhecimento novo,
relevante e socialmente confiável. O conceito de novo para a autora significa neste contexto,
um conhecimento que preenche uma lacuna importante no contexto disponível em
determinada área do saber. Nesse sentindo, a investigação é a uma construção de
conhecimento inovado, a construção de novas técnicas, a criação ou exploração de novas
realidades, levando-se em conta que os fenómenos se renovam e modificam com o tempo.
Conforme o dicionário AURÉLIO (FERREIRA, 1986), o estudo é uma indagação ou busca
minuciosa para averiguação da realidade; investigação, inquirição. Além disso, também
significa “investigação e estudo, minudentes e sistemáticos, com o fim de descobrir ou
estabelecer fatos ou princípios relativos a um campo qualquer do conhecimento”. Ter
conhecimento dessas definições nos ajuda a compreender a investigação como uma acção de
ciência da existência, um processo de investigação mais detalhado e organizado que nos leva
a melhor aquisição de conhecimento de maneira real e natural.
Partindo dessa premissa, é muito importante compreender a investigação como um processo
de produção de conhecimentos para a compreensão de uma dada realidade, pois o
conhecimento nos auxilia na interpretação da realidade vivida.
Para MINAYO (2002), entende-se que pesquisa a actividade básica da Ciência na sua
indagação e construção da realidade. É a pesquisa que alimenta a actividade de ensino e a
actualiza frente à realidade do mundo. Portanto, embora seja uma prática teórica, a pesquisa
vincula o pensamento e acção. Ou seja, nada pode ser intelectualmente um problema, se não
tiver sido, em primeiro lugar, um problema da vida prática.
Com isso, a pesquisa por mais abstracta que possa parecer, tem a função de interpretar o que
vivemos conforme a nossa realidade e ou necessidades. Como afirma SANTOS (1989), que a
investigação é uma prática social de conhecimento. Dessa forma, autor ao conferir à pesquisa
o objectivo último do conhecimento para a vida social, reforça carácter social da mesma
enquanto actividade da vida prática. Por outro lado, temos definições de pesquisa que a
relacionam com o método e também com a sistematização dos conhecimentos.
Por outro lado, o conhecimento científico é produzido em sociedade e esta produção e sua
veiculação estão interligadas às formas como certas relações sociais e de poder se estruturam.
A busca pela verdade nos dá suporte quanto às crenças e as representações específicas sobre a
construção de conhecimentos científicos. Dessa forma é que assistimos no campo do
conhecimento humano a impregnação de determinados modelos investigativos que
predominaram em todas as áreas das ciências e, observar com precisão e controle, bem como,
mensurá-los passa a ser uma condição de cientificidade.
Uma pesquisa científica constitui-se de um processo de investigação minuciosa, com
objectivos definidos, e que exige rigor, seriedade e método. Segundo Minayo (2002), a
pesquisa cientifica deve acontecer em meio a uma relação inerente a dualidades entre a
oposição e a complementaridade entre o universo natural e o social, bem como, o pensamento
e a base material, compreendida na abordagem Dialéctica, pois conforme MINAYO (2002),
descreve que o sistema de relações que constrói o modo de conhecimento exterior ao sujeito,
mas também as representações sociais que traduzem o mundo dos significados. A Dialéctica
pensa a relação da quantidade como uma das qualidades dos fatos e fenómenos. Busca
encontrar, na parte, a compreensão e a relação com o todo e a interioridade e a exterioridade
como constitutivas dos fenómenos.
O estudo científico desbrava a realidade, buscando estabelecer as relações de causa e efeito
que a compõe, tendo em vista que, com os dados colectados e as conclusões alcançadas, se
pode chegar ao conhecimento desejado. Gil (2007) acredita que o estudo científico é como um
procedimento sistemático e racional e que tem como objectivo possibilitar aos problemas
propostos, as respostas. Para ele, a pesquisa é uma investigação que se constitui mediante um
processo composto por diversas etapas, que vai desde a formulação do problema até a
apresentação e discussão dos resultados Assim, nos ancoramos na fundamentação de Oliveira
(2011) onde afirma que para o conhecimento científico ser aceito, ele deve emanar de uma
investigação possível de comprovação e validade dos seus resultados, bem como, no processo
da sua execução, respeitou os métodos estabelecidos.
A metodologia científica é fundamental para validar as pesquisas e seus resultados serem
aceitos. Na investigação científica, o conhecimento científico é produzido através de
procedimentos. Como aborda Fonseca. O conhecimento científico é produzido pela
investigação científica, através de seus métodos. Resultante do aprimoramento do senso
comum, o conhecimento científico tem sua origem nos seus procedimentos de verificação
baseados na metodologia científica. É um conhecimento objectivo, metódico, passível de
demonstração e comprovação.
De acordo com FONSECA (2002), sustenta que o método científico permite a elaboração
conceitual da realidade que se deseja verdadeira e impessoal, passível de ser submetida a
testes de falseabilidade. Contudo, o conhecimento científico apresenta um carácter provisório,
uma vez que pode ser continuamente testado, enriquecido e reformulado. Para que tal possa
acontecer, deve ser de domínio público.
Dessa forma, o conhecimento científico visa fornecer explicações sistemáticas através de
investigação e emerge da necessidade de encontrar soluções para determinado problema. Para
tanto numa pesquisa científica é notável a busca por autores que propõem caminhos para a
busca do conhecimento, que respondem e discutem as questões de investigação levantadas
através da problemática. Dessa forma, para que a pesquisa se intitule como “científica”, se faz
necessário que esta seja desenvolvida de forma organizada e sistemática, seguindo um
planejamento previamente estabelecido pelo pesquisador.
Através do planejamento da pesquisa ficam estabelecidos os caminhos a serem percorridos na
investigação de um estudo, seja ele de qualquer natureza.
Partindo dessa premissa, pesquisador é aquele profissional que faz pesquisa, quer saber a
resposta de uma pergunta e elabora uma resposta. É da inquietação de um pesquisador que
parte o seu interesse por respostas que poderão ser obtidas através de um trabalho
metodologia científica e tem um temperamento usual, tendo esta a finalidade principal da
pesquisa, mostrar as respostas para os problemas por intermédio de um sistema específico.
Vai além, ao afirmar que a investigação é uma reunião de intervenções apresentadas para
solucionar problema, tendo como sustentação, processos lógicos e ordenados. Enfim, quando
necessitamos de solução para uma problemática, a investigação é a chave que nos dará a
solução para os nossos dilemas.
Partindo dessa premissa, o papel do pesquisador é muito importante, tendo em vista que o
mesmo tem, entre outros passos, definir a metodologia da investigação desejada. Com isso,
dependendo da inquietação ou problemática, é que o investigador opta por uma metodologia
de pesquisa.
II.2. A Investigação/Acção Perspectivada como Forma de aquisição da sabedoria
De uma forma simplificada podemos afirmar que a Investigação - acção é uma metodologia
de investigação orientada para a melhoria da prática nos diversos campos da acção (JAUME
TRILLA, 1998 e ELLIOTT, 1996). Por conseguinte, o duplo objectivo básico e essencial é,
por um lado obter melhores resultados naquilo que se faz e, por outro, facilitar o
aperfeiçoamento das pessoas e dos grupos com que se trabalha. Esta metodologia orienta-se à
melhoria das práticas mediante a mudança e a aprendizagem a partir das consequências dessas
mudanças. Permite ainda a participação de todos os implicados.
De acordo com VENTOSA PEREZ (1996), explica que se desenvolve numa espiral de ciclos
de planificação, acção, observação e reflexão. É, portanto, um processo sistemático de
aprendizagem orientado para a praxis, exigindo que esta seja submetida à prova, permitindo
dar uma justificação a partir do trabalho, mediante uma argumentação desenvolvida,
comprovada e cientificamente examinada. É um tipo de investigação qualitativo como um
processo aberto e continuado de reflexão crítica sobre a acção.
O grande objectivo desta metodologia, é pois, a reflexão sobre a acção a partir da mesma. Por
outras palavras: a sua finalidade consiste na acção transformadora da realidade ou, na
superação da realidade actual. (CEMBRANOS, 1995).
Na óptica de BROWN e MCINTYRE (1981) citados por CHAGAS (2005), apresentam a
investigação - acção como uma metodologia bastante “apelativa e motivadora” porque se
centra na prática e na melhoria das estratégias utilizadas, o que leva a uma eficácia da prática
muito maior.
Para Ana Terence, citando HAGUETE (1999) fala de pesquisa acção. Para esta autora
pesquisa - acção é, muitas vezes, tratada como sinónimo de pesquisa participante ou pesquisa
colaborativa. Tanto a pesquisa - acção quanto a pesquisa participante têm como origem a
psicologia social e as limitações da pesquisa tradicional, dentre as quais se evidencia o
distanciamento entre o sujeito e o objecto de pesquisa, factor que ressalta a necessidade de
inserção do pesquisador no meio e a participação efectiva da população investigada no
processo de geração de conhecimento.
II.3. Características da Investigação - acção
O investigador/actor formula primeiramente princípios especulativos, hipotéticos e gerais em
relação aos problemas que foram identificados; a partir destes princípios, podem ser depois
produzidas hipóteses quanto à acção que deverá mais provavelmente conduzir, na prática, aos
melhoramentos desejados.
Essa acção será então experimentada e recolhida a informação correspondente aos seus
efeitos; essas informações serão utilizadas para rever as hipóteses preliminares e para
identificar uma acção mais apropriada que já reflicta uma modificação dos princípios gerais.
A recolha de informação sobre os efeitos desta nova acção poderá gerar hipóteses posteriores
e alterações dos princípios, e assim sucessivamente.
Segundo Baskerville (1999) e Santos et al (2004), reafirmam as principais características da
investigação - acção metodologia, nomeadamente:
i. Desenvolve-se de forma cíclica ou em espiral, consistindo na definição do âmbito e
planeamento, antes da acção, seguido de revisão, crítica e reflexão;
ii. Facilita um misto de capacidade de resposta e de rigor nos requisitos da investigação e da
acção;
iii. Proporciona uma ampla participação geradora de responsabilidade e envolvimento;
iv. Produz mudanças inesperadas e conduz a processos inovadores.
Na visão de MATOS (2004), descreve que pode-se, assim, afirmar que a investigação - acção
é uma metodologia dinâmica, uma espiral de planeamento e acção e busca de factos sobre os
resultados das acções tomadas, um ciclo de análise e reconceptualização do problema,
planeando a intervenção, implementando o plano, avaliando a eficácia da intervenção.
III. Conclusão
A metodologia de investigação científica é uma disciplina que permite ou que ajuda o
investigador realizar as suas investigações sem qualquer problemas, ou seja, o ajuda a chegar
a uma terminada solução de um problema qualquer, desde que este seja científico.
Nesta abordagem desta, tratou-se de pontos relevantes que podem ser relevantes numa
investigação, elementos que constam num projecto ou numa monografia.
Dentre destaca-se em grande plano o marco teórico: Cabe mencionar que o elaborar do marco
teórico referencial é toda uma arte, no qual não deve realizar uma curta pega de cada
entrevista ou resumo do que se cita em cada fonte bibliográfica, o que quase se faz ficando
um emplastro de betume ou "Frankestein" que não serve de muito nas investigações
realizadas, mas sim o que contribui a cada investigação é uma profunda reflexão feita às
fontes bibliográficas revisadas sobre o problema exposto, sua hipótese e métodos, para assim
ver o apoio que dá uma investigação. Posteriormente, deve-se realizar uma análise e se deve
expressar com próprias palavras, assim como a forma de apoio ou contribuição que se dá a
cada parte do trabalho. Isso ajudará a dar mais luz à investigação e o guiará de maneira mais
concreta.
Desta forma se constatará se o problema vale a pena resolvê-lo ou simplesmente se a
investigação estiver resolvida e/ou também nos dará pautas ou mais luz para expor ou resolver
outros problemas a investigar.
Em resumo, o desenvolvimento desta disciplina e em particular destes pontos poderão ajudar
o desenvolvimento de qualquer e outra problemática considerada científica, desde dos
investigadores actuais como futuros.
IV. Referencias Bibliográficas

COUTINHO, C. P. (2008). A qualidade da investigação educativa de natureza qualitativa:


questões relativas à fidelidade e validade;
DEMO, Pedro (1996). Pesquisa e construção de conhecimento. Rio de Janeiro: Tempo
Brasileiro;
GIL, António Carlos. (2007). Como elaborar projectos de pesquisa. (4ª edição). São Paulo:
Atlas;
SANTOS, B. S. (1989). Introdução à uma ciência pós-moderna. Rio de Janeiro: Graal.

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