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Diamante de Porter: Internacionalização Empresarial

O documento analisa o Modelo Diamante de Porter, que se concentra em fatores externos que influenciam a competitividade das empresas em um contexto global. Ele discute os quatro fatores-chave do modelo, a influência das políticas governamentais e compara o modelo com outras teorias de competitividade. A conclusão sugere que, devido às incertezas atuais, as empresas devem adotar estratégias mais flexíveis em vez de depender de um modelo estático.
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Diamante de Porter: Internacionalização Empresarial

O documento analisa o Modelo Diamante de Porter, que se concentra em fatores externos que influenciam a competitividade das empresas em um contexto global. Ele discute os quatro fatores-chave do modelo, a influência das políticas governamentais e compara o modelo com outras teorias de competitividade. A conclusão sugere que, devido às incertezas atuais, as empresas devem adotar estratégias mais flexíveis em vez de depender de um modelo estático.
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DIAMANTE DE PORTER

Estratégia de Internacionalização de Empresas


Grupo: 09 Ano: 2025
Curso: Administração Orientador: Jorge Fernandes
Turma: 7B e 7C Disciplina: Planejamento Estratégico e Cenários Econômicos

Tema: Diamante de Porter - Estratégia de Internacionalização de Empresas

Sumário
• Quem é Michael Porter
• Introdução ao Modelo Diamante
• Os 04 fatores chave do Modelo Diamante
• A influência das Políticas Governamentais
• O Modelo Diamante na China
• Críticas ao Diamante de Porter
• Comparação com outros Modelos de Análise Competitiva
• Evoluções do Diamante de Porter
• O Brasil visto pelo Modelo Diamante
• O Modelo Diamante na Coréia do Sul
• Conclusão
Michael Porter
Economista estadunidense conhecido por seu trabalho na área e na criação de ferramentas
voltadas a análise e administração de empresas, bem como seu planejamento estratégico.
Nasceu em 1947 em Ann Arbor, Michigan.

Principais Obras

Criador das “05 Forças de Porter” e


“Modelo Diamante”.

Livros principais: Estratégia


Competitiva, A Vantagem Competitiva
das Nações.
Introdução ao Modelo Diamante
O Modelo Diamante foi apresentado no livro A Vantagem Competitiva
das Nações, publicado por Porter em 1990.

Como uma forma de analisar a competitividade das nações e indústrias no


contexto globalizado, considerando os cenários em que as empresas crescem
e quais fatores são relevantes para contribuir com tal, e como é necessário
analisar estes para planejamento e êxito da mesma no mercado em que está
inserida.

Diferentemente de modelos tradicionais de análise estratégica para


empresas, o foco do Modelo Diamante não é centrado em fatores internos
de uma organização, e sim em fatores externos, relacionadas a estratégia
nacional, políticas e condições providas do país em que está ambientada a
empresa.
Os 4 Fatores Chave do Modelo Diamante
O modelo Diamante de Porter nos apresenta quatro fatores principais que influenciam a
competitividade de um País: Condições dos fatores; Condições da demanda; Setores correlatos
e de apoio; Estratégias, estrutura e rivalidade das empresas.
Os 4 Fatores Chave do Modelo Diamante
Condições dos Fatores Condições da Demanda
Insumos necessários para produzir e competir (matérias, Sofisticação dos compradores locais. Quando os consumidores
matéria-prima, recursos). Podemos citar a disponibilidade de mão locais exigem produtos ou serviços de alta qualidade, isso pressiona
de obra qualificada, o acesso a recursos naturais necessários as empresas a melhorarem continuamente, criando uma vantagem
(água, terra, minérios, componentes químicos, entre outros), e a competitiva que pode ser levada ao mercado global.
infraestrutura tecnológica.
Japão EUA
Brasil Mão de obra altamente
Rico em recursos naturais A demanda por tecnologia de ponta,
qualificada e com acesso a
possui vantagens nos setores impulsionou empresas como a Apple e
tecnologia, lidera os mercados
da agricultura e mineração Tesla a liderarem seus setores.
de eletrônicos e automóveis

Setores Correlatos e de Apoio Estratégia, Estrutura e Rivalidade


A presença de parceiros de negócios, como os fornecedores de Quanto maior for a capacidade de gestão da empresa (gestão de
recursos para uma indústria, ou ainda, a presença de outra oportunidades, de planejamento, de definir estratégias) maior será
industrias, como complementares aos seus produtos e serviços. o seu diferencial competitivo. A rivalidade entre empresas pode
estimular a inovação e o aumento da eficiência, e estruturas
Itália organizacionais eficazes ajudam a criar vantagens competitivas.
Destaque no setor de moda, onde marcas de luxo
como Gucci e Prada recebem o apoio de
fornecedores de materiais têxteis de alta qualidade,
e artesãos especializados
X
A Influência das Políticas Governamentais
Apesar de não serem consideradas por Michael Porter como um dos fatores
determinantes, as políticas governamentais possuem relação com cada um dos quatro
fatores, e desempenham um papel crucial na manutenção de estratégias governamentais
que moldam o ambiente econômico e industrial.
• Fomentar o desenvolvimento de mercados ou
regiões específicas;
Políticas • Criação de emprego
• Melhora fiscal
Governamentais • Melhora da infraestrutura física
O Modelo Diamante na China
Condição dos Fatores Demandas Locais
• Força de trabalho: A China dispõe de uma grande • Mercado interno: O crescente mercado interno da China é
quantidade de mão de obra acessível e qualificada; um fator essencial para a competitividade industrial.
• Recursos naturais: A nação é abundante em recursos • Necessidade de produtos: A grande demanda por produtos
naturais como carvão, minério de ferro e outros minerais; de consumo, incluindo eletrônicos, vestuário e calçados, é
• Infraestrutura: investimentos abrangendo rodovias, fundamental para a manufatura no país.
ferrovias, portos e aeroportos.

Estruturas e Concorrência Políticas Governamentais


• Competição: A intensa concorrência em diversas • Políticas de investimento: O governo chinês promove
indústrias na China é um elemento chave na incentivos para investimentos estrangeiros, um aspecto
competitividade do setor. central da competitividade industrial.
• Economias de escala: A presença de muitas empresas • Políticas comerciais: O governo implementou políticas de
operando em grande escala na China é vital para a comércio que facilitam a exportação de bens, o que é
competitividade industrial. significativo para a competitividade do setor.

Principais setores da China

Eletrônicos Vestuário Automobilístico


Críticas ao Diamante de Porter
Importantes autores da área da inovação, como Edquist (1997) e Carlsson (1997), não realizam uma crítica
direta ao modelo de Porter, contudo, creditam o crescimento e a produtividade a diferentes fatores, conforme
a tabela abaixo:

Critério Sistemas de Inovação Diamante de Porter


A melhoria na eficiência da aprendizagem é a fonte para a O crescimento da produtividade é a fonte da
Hipótese Central
“inovatividade” de uma nação prosperidade de uma nação
Nação, região, setor, aglomerado (indústria, região); Firma; In-
Unidade de stiruições de conhecimento público Nação; Cluster (indústria, região); Firmas em
analítica (infra-estrutura educacional e de C&T); Redes de transfência de setores industriais
conhecimento; Sistema tecnológico
Entre tecnologia e instiruição trajetórias tecnológicas; Teoria do
Entre os elementos do diamente; Estratégias da
ciclo de vida da tecnologia; Dependência da trajetória (path-
Processo dinâmico/causa firmas; estruturas e cocorrência; Condições de
dependence learning by doing, by using, and by interantion);
fatores; Indústrias vinculadas e auxiliares
transfência de conhecimento
Inovação
Disciplina vinculada Gestão empresarial
tecnológica
Direciona- mento C&T comércio e negócios
Críticas ao Diamante de Porter
A tabela abaixo sintetiza as críticas apontadas, direta ou indiretamente, pelos
pesquisadores ao Diamante de Porter:

Autores Críticas ao Modelo de Porter


. O modelo não é válido para países de economias abertas menores;
Rugman e [Link] (1993)
. Ignora os investimentos estrangeiros diretos na economia.

. Baixa importância a fatores de produção como mão-de-obra, recursos


Da Silva (2010)
naturais e capitais financeiros.

Edquist (1997); Carlsson . O crescimento de uma nação se dá pela inovação, e não pelo
(1997) crescimento da produtividade.

Aktouf (2004) . O modelo utiliza apenas estudos de casos para provar sua validade.
Modelo Diamante x Modelo de Vantagem Comparativa de David Ricardo

Semelhanças Diferenças Complexidade


A Teoria de Ricardo se
Ambos os modelos concentra nas vantagens O Modelo Diamante é
buscam explicar a de custo na produção de mais complexo e
competitividade de bens, sugerindo que multidimensional,
países ou setores na países devem se integrando interações
economia global. especializar na produção entre vários
Tanto a Teoria das de bens nos quais têm determinantes, enquanto
Vantagens Comparativas uma vantagem a teoria de Ricardo é mais
quanto o Modelo comparativa. O Modelo linear e unidimensional.
Diamante consideram a Diamante, por outro lado,
alocação eficiente de analisa uma variedade de
recursos como um fator fatores, incluindo
crucial para o sucesso condições de demanda,
econômico. fatores de produção e a
rivalidade entre empresas.
Modelo Diamante x Modelos de Análise Setorial e Internacional

Análise Setorial Análise Internacional

Foco: Modelos de análise setorial, como o Modelo das Foco: Modelos de competitividade internacional, como
Cinco Forças de Porter, concentram-se nas dinâmicas o modelo do Fórum Econômico Mundial, avaliam a
competitivas dentro de um setor específico. O Modelo competitividade de países em um contexto global,
Diamante amplia essa análise para incluir fatores considerando uma ampla gama de indicadores
nacionais e regionais que afetam a competitividade de econômicos, sociais e políticos. O Modelo Diamante,
um setor como um todo. em contraste, se concentra em interações específicas
entre fatores que afetam a competitividade em um
Escopo: Enquanto modelos setoriais abordam apenas a contexto nacional.
rivalidade e as forças competitivas dentro de um setor,
o Modelo Diamante considera também a infraestrutura, Análise: O Modelo Diamante permite uma análise mais
a força de trabalho e a demanda do mercado, detalhada da forma como os fatores interagem e se
proporcionando uma visão mais abrangente. influenciam mutuamente, enquanto modelos
internacionais podem se concentrar mais em rankings e
comparações de desempenho
Evoluções do Diamante de Porter

O Modelo Diamante de Porter permanece


como uma ferramenta valiosa para a
compreensão da competitividade, mas é
fundamental levar em consideração as
transformações que o conceito de
TRANSFORMAÇÕES REVISÕES E competitividade sofreu desde sua
NO ENTENDIMENTO ATUALIZAÇÕES apresentação
Com o tempo, o entendimento de O Diamante foi revisto e ajustado ao
competitividade se expandiu para abarcar longo do tempo para incorporar essas
novos elementos, como a globalização, as novas realidades. Entre as principais
inovações tecnológicas e a preocupação revisões, destacam-se:
com a sustentabilidade. Ademais, a
- Inovação como um elemento
competitividade deixou de ser vista
essencial
somente sob a perspectiva de custos e
preços, e passou a incluir aspectos como - Foco na sustentabilidade
inovação, qualidade e valor agregado. - Avaliação da globalização
visto pelo Modelo Diamante

Estratégia, Estrutura e Condições dos Fatores Condições de Demanda Indústrias relacionadas Governo
Rivalidade e de apoio
• Políticas públicas
• Excesso de burocracias e • Educação ruim; • Baixa exigência do • Falta de Clusters e polos inconsistentes;
impostos altos; mercado interno. tecnológicos; • Planejamento a curto
• Qualificação ruim; prazo;
• Economia ser dominada • Falta de comunicação • Impostos altos;
por grandes empresas • Infraestrutura ruim; entre mercado, startups e • Não atratividade de
estatais e oligopólios. universidades. capital externo.
• Falta de P&D.

Eventos

• Crises sistemáticas;
• Dependência de
commodities do exterior.
Aplicação do Modelo Diamante
Coréia do Sul
Condição dos Fatores Condições da Demanda

• Investimento em educação • Mercado interno exigente


• Priorização de criatividade e • Melhor qualidade dos produtos
inovação
• Investimento em infraestrutura

Industria Relacionadas e Estratégia, Estrutura e


Apoio Rivalidade

• Estimulo para cooperação de • Incentivo a competitividade dos


universidades, startups e empresas grandes conglomerados
• Parques tecnológicos e clusters • Concorrência local

Políticas Governamentais: incentivos fiscais e subsídios, políticas de proteção temporária, planejamento a longo prazo
Eventos: Crise financeira asiática de 1997, Avanço da internet
Conclusão

Vivemos em um momento histórico muito dinâmico, onde uma determinada vantagem pode sumir
1 muito rápido ou surgir uma nova vantagem que se não for aproveitada pode fazer com que certa
empresa perca espaço de mercado e fique para trás

O Brasil sofre onde há diversas incertezas políticas e não há


2 como se planejar para o longo prazo.

Concluímos que o modelo diamante não é um modelo que funcione atualmente, pois os fatores
devem ser estáticos para que este planejamento funcione, assim as empresas devem optar por um
3 modelo de estratégia onde haja a possibilidade de adaptação constante, sendo mais flexível e
móvel.
Equipe de Desenvolvimento do Trabalho

Gabriele da Silva Kaique Schneider Leticia de Souza Rafaella Romera Raffael de Souza
Monteiro Bolsoni de Siqueira Silva Gabriel Medeiros

RGM: 11231404118 RGM: 11221103743 RGM: 11221504787 RGM: 11221102525 RGM: 11231401334

Nossos agradecimentos!

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