FACULDADE REGIONAL DE RIACHÃO DO JACUÍPE – FARJ
CURSO - PSICOLOGIA DISCIPLINA – PSICOPATOLOGIA
DOCENTE – JOSÉ ROBERTO SEMESTRE – V
ANGÉLICA OLIVEIRA
ANATALIA SANTOS
CAMILA CONUTO
GILSON
GRAZIELE OLIVEIRA
SABRINA SAMPAIO
TIFANI SANTOS
PSICOPATOLOGIAS NA ADOLESCÊNCIA
RIACHÃO DO JACUÍPE-BA
2023
ANGÉLICA OLIVEIRA
ANATALIA SANTOS
CAMILA CONUTO
GILSON
GRAZIELE OLIVEIRA
SABRINA SAMPAIO
TIFANI SANTOS
PSICOPATOLOGIAS NA ADOLESCÊNCIA
Trabalho apresentado à disciplina
Psicopatologia, do curso de Psicologia na
Faculdade Regional de Riachão do Jacuípe,
como exigência para aprovação da disciplina.
RIACHÃO DO JACUÍPE-BA
2023
1. ADOLESCÊNCIA.
A adolescência é uma fase de transformações biopsicossociais. No âmbito familiar
compreende um período no qual o indivíduo não é mais visto ou tratado pelos pais
como criança, mas também não é um adulto. Na escola, há mudanças do nível
fundamental I para o fundamental II e ensino médio, com a relação aluno-professor
anterior de 1 para 1 ou 2, para um novo padrão que envolve agora vários professores.
Além disso, as exigências cognitivas e perspectivas profissionais também se
modificam. No corpo adolescente ocorrem as mudanças físicas relacionadas ao início
da puberdade, quando começa o amadurecimento sexual, quando, surgem as
possibilidades para experimentar sensações antes não evidentes, como o orgasmo.
Foi desenvolvida uma pesquisa por psicólogos e pesquisadores com jovens italianos a
fim de definirem o que é juventude e adolescência. Esses estudiosos chegaram à
conclusão que as palavras adolescência e juventude não têm uma definição precisa. A
palavra adolescência tem significados diferentes para esses estudiosos e para o senso
comum. Ou seja, de acordo com esses estudiosos a adolescência seria a passagem
da vida infantil para a vida a adulta. No entanto, para o senso comum, a palavra
adolescência é designada para identificar os indivíduos após a puberdade. Destaca-se
que os critérios que definem a adolescência são construídos pela cultura. Alguns
rituais surgiram para marcar a maturidade de uma criança em algumas sociedades.
Por exemplo, as tribos apaches comemoram a primeira menstruação de uma menina a
partir de cânticos por quatro dias do nascer ao pôr do sol. No desenvolvimento da
adolescência envolve mudanças físicas, cognitivas, emocionais e sociais. A
adolescência inicial corresponde aos anos finais do ensino fundamental e inclui a
etapa da puberdade, já o fim da adolescência refere-se à segunda metade da segunda
década da vida do indivíduo.
Para alguns autores (Marcelli & Braconnier, 2007), a adolescência é um momento de
interrupção da tranquilidade do crescimento, pois, pequenos conflitos podem ocorrer
na construção da sua identidade. Os amigos, como coloca o teórico do
desenvolvimentos Erikson (1972), passam a ser mais importantes do que a família no
que tange aos interesses e influências. Nesta fase, eles começam a consolidar o que
vão ser quando crescer e de acordo com Piaget (1970), é o momento em que emerge
a capacidade de pensar sobre o pensar. O raciocínio abstrato passa a fazer parte das
funções cognitivas e a capacidade de elaborar hipóteses e fazer deduções ficam
evidentes. Eles questionam mais, não só sobre o mundo, mas também sobre sua
função no mundo. São capazes de avaliar seus talentos e dificuldades e muitas vezes
não conseguem realizar atividades da melhor forma possível, e ainda avaliam ou são
avaliados como não competentes.
2. FATORES BIOLÓGICOS.
3. FATORES PSICOLÓGICOS.
4. FATORES SOCIAIS.
2. PRINCIPAIS TRANSTORNOS NA ADOLESCÊNCIA
2.1 : ANSIEDADE.
Adolescência é uma fase da vida em que se desenvolve um conjunto de
mudanças evolutivas na maturação física e biológica, ajustamento psicológico e social
do sujeito. São muitas e grandes adaptações que os jovens tem que fazer durante seu
desenvolvimento. Durante esse processo eles enfrentam realidades diferentes das que
já enfrentaram e assim diante disso reagem e sentem-se ansiosos achando difícil se
adaptar a essa nova fase.
Freud (1976) diz que a ansiedade é o estado subjetivo de que somos tomados ao
perceber o surgimento da ansiedade e a isso se dá o nome de afeto. O afeto inclui,
primeiramente, inervações ou descargas motoras e, depois, certos sentimentos (o que
seria a ansiedade realística, considerada como a manifestação dos instintos de
autopreservação do ego). As pessoas com ansiedade neurótica exploram todas as
incertezas num mal sentido, prevendo as mais terríveis de todas as possibilidades. Diz
que semelhante tendência a uma expectativa do mal pode ser encontrada na forma de
traço de caráter, o que não quer dizer que são doentes, mas que é característica de
pessoas super ansiosas ou pessimistas.
Para Rosamilha (1971) foi Freud quem deu à ansiedade uma posição científica de
destaque. Até então, a ansiedade era discutida dentro do campo da Filosofia, não
sendo alvo de atenção científica. Freud é o explorador proeminente da Psicologia da
Ansiedade, e, por isso, sua obra é de importância clássica, mesmo que atualmente se
saiba que muitas de suas conclusões devam ser interpretadas (May, 1980). Esse
mesmo autor aponta como contribuição de Freud o fato de ter sido ele o primeiro a
chamar atenção para a importância da ansiedade na compreensão dos distúrbios
emocionais e psicológicos. O problema da ansiedade (vivência de sofrimento psíquico
determinado pela presença de um conflito interno), ocupou a mente de Freud (1976)
durante muito tempo e, para ele, todos nós, algumas vezes, experimentamos esta
sensação ou este estado afetivo no qual convergem importantes questões.
A ansiedade, conforme May (1980) conceitua, é um termo que se refere a uma
relação de impotência, conflito existente entre a pessoa e o ambiente ameaçador, e os
processos neurofisiológicos decorrentes dessa relação. O mesmo autor diz ainda que
a ansiedade constitui a experiência subjetiva do organismo numa condição
catastrófica, que surge na medida em que o indivíduo, frente a uma situação, não
pode fazer face às exigências de seu meio e, sente uma ameaça à sua existência ou
aos valores que considera essenciais.
A ansiedade é um sentimento que acompanha um sentido geral de perigo,
advertindo as pessoas de que há algo a ser temido. Refere-se a uma inquietação que
pode traduzir-se em manifestações de ordem fisiológica e de ordem cognitiva. Como
manifestações fisiológicas pode-se citar agitação, hiperatividade e movimentos
precipitados; como manifestações cognitivas surgem atenção e vigilância redobrada e
determinados aspectos do meio, pensamentos e possíveis desgraças. Essas
manifestações podem ser passageiras ou podem constituir uma maneira estável e
permanente de reagir e sua intensidade pode variar de níveis imperceptíveis até níveis
extremamente elevados.
2.2: TRANSTORNOS ALIMENTARES.
O comportamento alimentar se define como “respostas comportamentais ou
sequenciais associadas ao ato de alimentar-se, maneira ou modos de se alimentar,
padrões rítmicos da alimentação”. Esse tipo de comportamento é influenciado por
condições sociais, demográficas e culturais, pela percepção individual e dos alimentos,
por experiências prévias e pelo estado nutricional. Compreender o comportamento
alimentar requer o questionamento e a reflexão acerca da seguinte questão: “Quem
come o quê, quando, onde, e por quê?”. A discussão advinda desta pergunta se
fundamenta em questões de saúde e psicológicas, além daquelas que envolvem
fatores socioeconômicos e marketing.
Estudos têm mostrado a influência do ambiente familiar para determinar o
comportamento de crianças e adolescentes e, consequentemente, o desenvolvimento
de seus transtornos, pelos quais a criança ou o adolescente tem uma preocupação
exagerada com o peso e a forma do corpo.
A individualização das refeições pelos membros da família com consumo de
alimentos diferentes, em locais e horários distintos, pode ser resultado tanto do
excesso de atividades dos adolescentes quanto da desordem alimentar no âmbito
familiar.
Dentre os fatores de risco para os TA, destacaram-se a mídia e os ambientes
social e familiar. A influência da mídia e do ambiente social foi associada,
principalmente, ao culto à magreza. Já no âmbito familiar, o momento das refeições
mostrou-se fundamental na determinação do comportamento alimentar e no
desenvolvimento de seus transtornos. Os TA se associaram a problemas nutricionais
(déficit no crescimento e ganho de peso), à saúde bucal (queilose, erosão dental,
periodontites e hipertrofia das glândulas salivares) e aos prejuízos sociais.
A anorexia nervosa no DCM 5 mostra três características fundamentais da
anorexia .
A recusa de manter um peso normal
Um medo intenso de engordar e uma autoestima diretamente ligada ao
pesos
Perturbações significativa da percepção de si mesmo e do peso do
próprio corpo não tem
A pessoa com anorexia não tem somente desnutrição deliberada como também
uma forma incorreta de se alimentar. Na pratica, é difícil determinar com
precisão com que peso deixa de ser normal . no DCM 5 mostra que é
necessário considerar a morfologia da pessoa, assim como seu peso antes da
manifestação do transtorno.
A bulimia é um transtorno que tem como características fundamentais:
Crises regulares de bulimia
Comportamentos compensatórios inapropriados
Medo intenso de engordar e autoestima diretamente ligada à forma e ao peso
do corpo.
Observa-se que as crises bulímicas sempre se manifestam com o consumo rápido de
alimentos, e normalmente com quantidades superiores, e por um tempo limitado. Esse
consumo é compulsivo, e geralmente ocorre às escondidas, sendo que o adolescente
devora tudo o que estiver ao seu alcance.
As crises devem ocorrer em média duas vezes por semana, durante três ou mais
meses, para que o diagnóstico possa ser concluído. A CID-10 traz que as crises de
bulimia são pontuadas com uma preocupação persistente em si alimentar e por uma
necessidade de comer que vai se tornando cada vez mais irresistível.
A anorexia e bulimia são comórbidas, mas não pelo fato das pessoas apresentarem as
duas, e sim porque acabam passando de uma para outra. Russell (1979) descreve a
bulimia como variante da anorexia, e relata que 57% dos bulímicos que havia
estudado tinham manifestado antes a anorexia. Segundo Kell, Mitchell, Davis.
Fieselman e Crow (2000), relatam que esse era o caso de 36% dos participantes.
Geralmente anoréxicas apresentam sintomas depressivos, como: retraimento social,
humor depressivo, irritabilidade, sono perturbado ou difícil. Muitos estudos concluíram
a relação da anorexia e bulimia, e também trouxeram que as anoréxicas tendem a ser
suicidas, sobretudo as do tipo restritivo, sendo que o suicídio corresponde à metade
das mortes em decorrência do transtorno (APA, 2000).
Diversos anoréxicos apresentam sintomas de transtornos de ansiedade, sobretudo do
transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva (Perdereau et al, 2002). Uma
síntese detalhada de estudos assinala a tendência acentuada aos sentimentos de
incompetência, falta de iniciativa, perfeccionismo, e forte necessidade de controlar
tudo a sua volta (Cassin e von Ranson, 2005)
Há também a percepção de que o abuso de álcool e de outras drogas é frequente,
sobretudo nos anoréxicos de tipo compulsão periódica/purgativa (Wilson, 1991), muito
provavelmente devido a propensão maior que a dos anoréxicos de tipo restritivo às
mudanças de humor rápidas e extremas, assim como à falta de controle dos seus
impulsos (Claes, Vandereycken e Vertommen, 2002).