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Elaboração de Projetos Educacionais

O documento aborda a importância de projetos na educação, destacando o Projeto Político-Pedagógico (PPP) como um guia para a gestão escolar e a construção coletiva do conhecimento. Ele enfatiza a necessidade de diagnósticos e a participação da comunidade escolar na elaboração de projetos institucionais, visando solucionar problemas como a infrequência dos alunos. Além disso, discute o letramento estatístico e a relevância de projetos práticos que conectem conceitos estatísticos a situações reais para o desenvolvimento crítico dos alunos.

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Gabriel da Silva
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Elaboração de Projetos Educacionais

O documento aborda a importância de projetos na educação, destacando o Projeto Político-Pedagógico (PPP) como um guia para a gestão escolar e a construção coletiva do conhecimento. Ele enfatiza a necessidade de diagnósticos e a participação da comunidade escolar na elaboração de projetos institucionais, visando solucionar problemas como a infrequência dos alunos. Além disso, discute o letramento estatístico e a relevância de projetos práticos que conectem conceitos estatísticos a situações reais para o desenvolvimento crítico dos alunos.

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Projetos

 O termo projeto tem origem no


latim projectu, que, por sua vez, é
particípio passado do verbo
projicere, que significa “lançar para
diante”. Plano, intento, desígnio.

VEIGA, I. P. A. Projeto Político-


Pedagógico da escola: uma
construção possível. 10,ed.
Campinas, SP: Papirus , 2000
Projetos em educação

 “A capacidade de projetar pode ser


identificada como o traço mais
característico da atividade
humana. O modo de ser do ser
humano é o permanente pretender
ser”.

MACHADO, N.J. Educação: projetos e valores. São


Paulo: Escrituras Editora, 2004
 O que é um projeto?
Segundo Machado (2004, p.5), são “referência ao
futuro, a abertura para o novo e o caráter
indelegável da ação projetada”.
Projeto
institucional
 O projeto institucional é um documento escrito
pelo gestor da escola para buscar a solução de um
problema.
 O desenvolvimento dele baseado no diagnóstico,
na proposição de metas, na identificação e no
planejamento das ações a serem usadas na
resolução da questão.
 Portanto, o projeto institucional se constitui em si
mesmo como uma metodologia de trabalho.
[Link]
elaborar-um-projeto-institucional

Como elaborar um projeto institucional – Parte 1


[Link]
Como elaborar um projeto institucional – Parte 2
[Link]
[Link]
elaborar-um-projeto-institucional

A instituição fica numa região periférica da cidade e


atende crianças de um bairro vizinho, onde a
vulnerabilidade social é muito presente. O maior problema
que enfrentamos é a infrequência dos alunos. É possível
elaborar um projeto institucional que olhe para essa
questão?
César Roberto Nascimento | Diretor da EIEF Mário Louzada,
em Bela Cruz, CE
Sim. Para isso, você precisa analisar as variáveis que podem
ser o motivo de tantas faltas. Quais são as características da
comunidade de onde as crianças vêm? Como elas se
locomovem até a escola? Elas são estimuladas a usar os
espaços disponíveis? Os professores são frequentes e fazem
bons planejamentos? Com esses dados em mãos, pode-se
problematizar o tema com a equipe pedagógica e elaborar
uma série de ações com as comunidades interna e externa
para garantir a presença dos estudantes nas aulas.
 Projeto-Político Pedagógico (PPP) é um
Projeto- documento que tem como objetivo orientar o
Político planejamento e a gestão da escola, definindo as
diretrizes e metas para a educação.
Pedagógico
 Ele é elaborado de forma participativa, envolvendo
toda a comunidade escolar, e deve ser atualizado
periodicamente.
 Além de estabelecer os objetivos e metas da
escola, o PPP também define as estratégias
pedagógicas, a organização do trabalho escolar, a
gestão democrática e participativa, a avaliação do
processo educativo, entre outros aspectos
importantes.
 O Projeto-Político Pedagógico é fundamental para
garantir uma educação de qualidade, pois ele
Projeto- define os princípios e valores que norteiam a
Político prática pedagógica da escola. Além disso, ele
permite que a comunidade escolar participe
Pedagógico ativamente do processo educativo, promovendo a
gestão democrática e a construção coletiva do
conhecimento.
 Outra vantagem do PPP é que ele possibilita a
adaptação da escola às necessidades locais,
considerando as características da comunidade em
que está inserida. Dessa forma, é possível
desenvolver um ensino mais significativo e
contextualizado, que atenda às demandas dos
alunos e contribua para a formação de cidadãos
críticos e conscientes.
Projeto-
Político
Pedagógico  “Para a expressão daquilo que o grupo pensa e
quer, usamos o recurso metodológico do
questionamento, da problematização, sintetizada
nas perguntas. Por que pergunta? Para provocar
um desequilíbrio no sujeito, para estabelecer um
desafio que leve a uma reflexão e produção.”
 (VASCONCELLOS, 2000, p.177)
Projeto-  Não se constrói um projeto sem uma direção
Político política, um norte, um rumo. Por isso, todo projeto
pedagógico da escola é também político. O projeto
Pedagógico pedagógico da escola é, por isso mesmo, sempre
um processo inconcluso, uma etapa em direção a
uma finalidade que permanece como horizonte da
escola.

GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação.


Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.
A seguir, apresenta-se um quadro elaborado por Vasconcellos (2000,
p.170), para detalhar as partes constituintes do processo de
elaboração e implementação de um projeto político-pedagógico.

Projeto- Quadro 1 – Marcos do PPP, segundo Gandin e Vasconcellos

Político PROCESSO DE CONSTRUÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DO PPP


MARCO REFERENCIAL DIAGNÓSTICO PROGRAMAÇÃO
Pedagógico O que queremos O que nos falta para ser
O que faremos
concretamente para
alcançar? o que desejamos?
suprir tal falta?
•É a busca de um É a busca das É a proposta de ação.
posicionamento:Político: necessidades da escola O que é necessário e
visão do ideal de feita a partir da análise possível para diminuir a
sociedade e de homem; da realidade e/ou o juízo distância entre o que
•Pedagógico: definição sobre a realidade da vem sendo e o que
sobre a ação educativa e instituição em deveria ser.
sobre as características comparação com aquilo
que deve ter a instituição que desejamos que a O que vamos fazer para
que planeja. escola seja. atingir o sonho possível?
Estabelecimento do
sonho ideal. Nossa prática atual,
definição do sonho
possível.
 Salientamos novamente a necessidade de que, em cada
escola, a organização de um currículo por áreas de
conhecimento no Projeto Político-Pedagógico (PPP) seja
estabelecida a partir do entendimento e dos acordos possíveis
entre os educadores de todas as áreas. Sem dúvida, há mais
um desafio para a equipe escolar, a saber, o planejamento de
atividades que contemplem de maneira efetiva a construção
de conhecimentos de seu componente curricular, integrada a
outros componentes e/ou áreas. Assim, também os
professores da área de Matemática necessitarão repensar e
reconhecer as possibilidades de contribuições em atividades
integradoras, a partir dos conhecimentos que lhe são
próprios, que possuam um alto potencial de articulação com
contextos autênticos das demais áreas e sejam relevantes
para a formação integral dos estudantes.
Formação de professores do ensino médio, Etapa II - Caderno V:
Matemática / Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica
DCN para o Ensino Médio (2012), no Capítulo II, Referencial legal e conceitual,
destaca-se o artigo 5o:

Art. 5o O Ensino Médio em todas as suas formas de oferta e organização, baseia-se


em:
I - formação integral do estudante;
II - trabalho e pesquisa como princípios educativos e pedagógicos, respectivamente;
III - educação em direitos humanos como princípio nacional norteador;
IV - sustentabilidade ambiental como meta universal;
V - indissociabilidade entre educação e prática social, considerando-se a
historicidade dos conhecimentos e dos sujeitos do processo educativo, bem como
entre teoria e prática no processo de ensino-aprendizagem;
VI - integração de conhecimentos gerais e, quando for o caso, técnico-profissionais
realizada na perspectiva da interdisciplinaridade e da contextualização;
VII - reconhecimento e aceitação da diversidade e da realidade concreta dos sujeitos
do processo educativo, das formas de produção, dos processos de trabalho e das
culturas a eles subjacentes;
VIII - integração entre educação e as dimensões do trabalho, da ciência, da
tecnologia e da cultura como base da proposta e do desenvolvimento curricular.
(Grifos nossos).

Formação de professores do ensino médio, Etapa II - Caderno V: Matemática / Ministério


da Educação, Secretaria de Educação Básica
Projeto
Estatística
 “Na execução de projetos, inevitavelmente os estudantes defrontam-se
com problemas em que devem tomar decisões, situações incomodas
que exigem novas estratégias para prosseguir. Esse incomodo é
fundamental para o aprimoramento do conhecimento, pois é diante de
uma situação que não se sabe resolver que criam-se novas estratégias e
desenvolvem-se novos meios de pensar e de agir. A maneira como o
professor encaminha as dúvidas dos estudantes e o quanto permite que
os mesmos pensem por si é fundamental para a construção de novos
conhecimentos”.

Barberino, 2016

Projetos de estatística em sala de aula


com o R
Geralmente, os problemas e exercícios dos livros didáticos só
concentram-se em conhecimentos técnicos.
Ao trabalhar com projetos, coloca-se os alunos em uma
posição que exige que reflitam sobre perguntas como
(Graham, 1987):

Qual é meu problema?


Preciso de dados? Quais?
Como posso obtê-los? O que significa, na prática, este
resultado?

(BATANERO, DÍAZ, 2011, p.21. Tradução Barberino).


“Acreditamos que não faz sentido trabalharmos
atividades envolvendo conceitos estatísticos e
probabilísticos que não estejam vinculados a uma
problemática.
Propor coleta de dados desvinculada de uma
situação-problema não levará à possibilidade de
uma análise real. Construir gráficos e tabelas
desvinculados de um contexto ou relacionados a
situações muito distantes do aluno pode estimular
aelaboração de um pensamento, mas não garante
o desenvolvimento de sua criticidade”. (LOPES,
2008, p.62)
Gal (2002) define o letramento estatístico como:

a) Competência da pessoa para interpretar e avaliar criticamente a informação


estatística, os argumentos relacionados aos dados ou aos fenômenos
estocásticos,
que podem se apresentar em qualquer contexto e quando relevante;

b) Competência da pessoa para discutir ou comunicar suas reações para tais


informações estatísticas, tais como seus entendimentos do significado da
informação, suas opiniões sobre as implicações desta informação ou suas
considerações acerca da aceitação das conclusões fornecidas.
(GAL, 2002, p.2-3)
Para o autor, são necessários dois tipos de componentes para que se desenvolva
o letramento estatístico, o componente de conhecimento e o componente de
disposição.
O componente de conhecimento é constituído por cinco elementos cognitivos
para o letramento estatístico
1. Capacidade de ler gráficos e tabelas

2. Conhecimentos estatísticos

3. Conhecimentos matemáticos

4. Conhecimentos sobre o contexto

5. Competência de elaborar questões críticas a partir das informações estatísticas

Já o componente de disposição é formado por dois elementos: “postura crítica”


e “atitudes e crenças”.
Gal, 2002
1. Qual a origem dos dados (em que a informação se
baseia)? Que tipo de estudo foi esse? Este tipo de
estudo é razoável neste contexto?
2. Foi utilizada uma amostra? Como foi obtida?
Quantas pessoas realmente participaram? A
amostra foi grande o suficiente? Será que a
amostra incluiu pessoas que representam a
população? É a amostra, de alguma forma,
tendenciosa? No geral, esta amostra poderia,
razoavelmente, levar a inferências válidas sobre a
população de interesse?
3. Quão confiável foram os instrumentos ou medidas (testes,
questionários, entrevistas) utilizados para gerar os dados?

Fonte:
[Link]
superiores-pessoal-2207741/
4. Qual é a forma da distribuição dos dados brutos?
Será que isso importa na escolha das medidas
resumo?

5. A maneira como as informações estatísticas foram


resumidas são apropriadas para este tipo de dado?
Por exemplo, a média foi utilizada para resumir os
dados ordinais; isto foi razoável? Valores extremos
afetaram a verdadeira característica dos dados?
 Pesquisa do ISER levanta mapa da identidade religiosa dos deputados e
deputadas federais empossados

[Link]
deputados-e-deputadas-federais-diplomados/
É o gráfico adequado, ou ele distorce tendências
presentes nos dados?
Como foi a elaboradas as afirmações probabilísticas?
Existem dados confiáveis e suficientes para justificar
a metodologia usada?

Figura 23: Gráfico de linhas para o preço médio do litro de leite: (a) original
(jornal Folha de São Paulo, set/2001), (b) modificado, com a escala de
valores mostrada e iniciando-se no zero.
[Link]
8. Em geral, as afirmações foram sensatas e
coerentes com os dados? Por exemplo, a
correlação foi confundida com causalidade, ou
uma pequena diferença foi demasiadamente
ampliada?
9. Informações ou procedimentos adicionais
foram disponibilizados para permitir avaliar a
sensibilidade dos argumentos apresentados?
Está faltando alguma coisa? Por exemplo,
faltou especificar a base para cálculos
percentuais, ou o tamanho da amostra?
10. Há interpretações alternativas para as
conclusões ou diferentes explicações para as
causas? Por exemplo, alguma ocorrência
afetou os resultados? Existem implicações
adicionais que não são mencionadas? (GAL,
2002, p.16)
Santana (2011), por sua vez, utiliza-se da investigação em sua proposta de
ensino de Estatística
Estadística com Proyectos, Batanero y Diaz, 2011
Estadística com Proyectos, Batanero y Diaz, 2011
Estadística com Proyectos, Batanero y Diaz, 2011

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