Sócrates
“conhece-te a ti mesmo”
Máxima escrita no templo de Apolo em Delfos
Sofista – “sábio, especialista do saber”
Deslocamento do interesse da natureza para o homem – A Filosofia da physis exauriu todas as
possibilidades
Sofistas
Protágoras (491-a.c ? “ o homem é a medida de todas as coisas”
Relativismo - O único critério de verdade é o homem. “ tal como cada coisa aparece para mim, tal
ela é para mim; tal como aparece para ti, tal é para ti.”
Não existem valores morais absolutos – o que existe é o mais conveniente, mais oportuno.
Utilitarismo
Górgias (485 a.C)
Niilismo
Não existe o Ser (nada existe)
Se existisse, não poderia ser cognoscível
Se fosse pensável, permaneceria inexprimível
Erísticos - Sofistas-políticos
Erística – a arte da controvérsia com palavras que tem por fim a controvérsia em si mesma. Os
erísticos cogitaram todo aquele arsenal de raciocínios capciosos e enganosos chamados de
“sofismas”.
. A Sofística atuou complexicamente uma profunda ação sobre a moral ( em sentido relativístico,
niilístico e utilitarístico), sobre o conhecimento ( o logos não leva a uma verdade isenta de
controvérsias), e sobre a religião, mas não soube construir alternativa filosófica e válida para
substituir as criticadas)
Sócrates (470 -399 a.C)
A Descoberta da essência do homem
Os naturalistas procuraram responder à seguinte questão: “ O que é a natureza ou a realidade última
das coisas?” Sócrates, ao contrário, procura responder à questão: “O que é a natureza ou realidade
última do homem?” o Que é a essência do homem? Resposta: o homem é a sua alma´, pois é ela que
o distingue especificamente de qualquer outra coisa.
Para Sócrates, Alma= razão, atividade pensante e eticamente operante
Eu consciente, personalidade intelectual e moral. Base da civilização ocidental
“Não é das riquezas que nasce a virtude, mas da virtude nascem a riqueza e todas as outras coisas
que são bens para os homens”
Instrumento (corpo) X Sujeito (Alma) – Psyché – O homem usa o corpo como instrumento
Virtude – Areté Aquilo que torna uma coisa boa e perfeita naquilo que é
Exemplo: a virtude do cão é a de ser um bom guardião, a do cavalo correr
Consequentemente a virtude do homem outra não pode ser senão aquilo que faz com que a alma
seja tal como sua natureza determina que seja, isto é, boa e perfeita. Segundo Sócrates, esse
elemento é a “ciência” ou o “conhecimento” , ao passo que “vício” seria a privação da ciência ou de
conhecimento, ou seja, a ignorância”.
Revolução no tradicional quadro de valores – Os verdadeiros valores não são ligados às coisas
exteriores como riqueza, fama, poder, mas somente os valores da alma, que se resumem, todos, no
“conhecimento”.
Condição suficiente x Condição necessária
Liberdade
enkrateia – autodomínio – domínio da própria racionalidade sobre a própria animalidade
Alma como senhora do corpo e dos instintos – este é o verdadeiro homem livre, aquele que sabe
dominar seus instintos e não se torna vítima deles.
diante de uma nova conceito de herói tradicionalmente, era aquele que é capaz de vencertodos os
inimigos, os perigos, as adversidades e o cansaço externos. Já o novo herói é aquele que sabe vencer
os inimigos interiores, que se lhe aninham na alma.
Novo conceito de Felicidade
Felicidade – eudaimonia “ A felicidade não pode vir somente das coisas exteriores, do corpo, mas
somente da alma”.
Nesse sentido, o homem virtuoso não pode sofrer nenhum mal, nem na vida, nem na morte.
O Método dialético de Sócrates
Finalidade: “prestar contas da própria vida”
Estrutura
O não-saber Socrático
frase atribuída a Sócrates “ Só sei que nada sei” diferença entre saber Divino e saber Humano
Exemplo Prático
Se alguém diz: "A felicidade é ter dinheiro."
Sócrates perguntaria:
• O dinheiro garante felicidade?
• Conhece alguém rico que não seja feliz?
• A felicidade não depende de outras coisas?
Com essas perguntas, ele ajudava a pessoa a perceber as limitações de sua definição e a buscar um
entendimento mais profundo.
O não-saber socrático não significa ignorância total, mas sim um ponto de partida para o
aprendizado constante.
Significado Filosófico
1. Humildade Intelectual – O reconhecimento do "não-saber" impede a arrogância e incentiva
a busca contínua pelo conhecimento.
2. Investigação Crítica – Ao admitir a ignorância, Sócrates incentivava o questionamento e o
pensamento crítico.
3. Desconstrução de Crenças Falsas – O método socrático levava as pessoas a perceberem
que, muitas vezes, suas certezas eram infundadas.
A maiêutica socrática é um método de diálogo baseado em perguntas e respostas, no qual Sócrates
levava seu interlocutor a refletir e descobrir contradições em seu próprio pensamento, levando-o a
um maior entendimento da verdade.
Exemplo de Maiêutica Socrática
Vamos imaginar um diálogo entre Sócrates e um jovem chamado Glauco sobre a justiça:
Sócrates: Diga-me, Glauco, o que é a justiça?
Glauco: Ora, Sócrates, a justiça é dar a cada um o que lhe é devido.
Sócrates: Interessante. Mas me diga, se um amigo seu lhe pede de volta uma espada que lhe
pertence, mas você sabe que ele está fora de si e pode ferir alguém, seria justo devolvê-la?
Glauco: Bem, nesse caso, não. Pois ele poderia fazer algo errado.
Sócrates: Então, podemos dizer que justiça nem sempre é simplesmente dar a cada um o que lhe é
devido?
Glauco: Parece que não, Sócrates...