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Diretrizes da Catequese na Diocese de Osasco

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DIOCESE DE OSASCO

PASTORAL DIOCESANA DA CATEQUESE

DIRETÓRIO DIOCESANO DA CATEQUESE


DIRETRIZES DA INSPIRAÇÃO CATECUMENAL, OS TEMPOS
E A FORMAÇÃO DO CATEQUISTA

2024
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 4

2. O que é Catecumenato? ................................................................................................................. 7

2.1 A Inspiração Catecumenal na Catequese ................................................................................................. 8


2.2 Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA) ........................................................................................... 10
2.3 A Pessoa do Introdutor .......................................................................................................................... 12
2.4 A pessoa dos padrinhos ......................................................................................................................... 13
3. Organização da Catequese com Adultos (Catequizandos e Catecúmenos) ................................ 14

4. AS ETAPAS E OS TEMPOS ..................................................................................................... 15

4.1 Primeiro tempo: Pré-catecumenato ...................................................................................................... 15


4.1.1 O querigma ..................................................................................................................................... 15
[Link] Primeira Etapa: Celebração de admissão ao catecumenato (RICA p. 35 à 61) ........................ 17
4.2 Segunda Etapa: Celebração da Eleição (RICA p. 62 à 92) I Domingo da Quaresma ............................... 21
4.3 Rito de Escrutínio (RICA p. 70, p.74, p. 77) III Domingo da Quaresma ................................................... 24
4.4 Segundo Escrutínio RICA p. 74. – IV Domingo da Quaresma ................................................................ 27
4.5 Terceiro Escrutínio – V Domingo da Quaresma ..................................................................................... 28
5. Ritos de preparação imediata (durante o dia do Sábado Santo somente para os catecúmenos
eleitos) (RICA p. 81) .......................................................................................................................... 30

6. Terceira Etapa: Celebração dos Sacramentos da Iniciação na Vigília Pascal (RICA p. 93 à 103)... 36

7. Quarto tempo: tempo da mistagogia ........................................................................................... 37

8. Pedagogia das Idades .................................................................................................................. 39

9. ENTREGA DOS SÍMBOLOS PARA A CATEQUESE INFANTIL......................................... 39

9.1 Catequese de Crianças e Adolescentes .................................................................................................. 40


9.2 Etapa da Perseverança ........................................................................................................................... 41
9.3 Catequese de Crisma ............................................................................................................................. 41
10. RITOS DE ENTREGA DOS SÍMBOLOS ............................................................................. 42
10.1 ENTREGA DA ORAÇÃO DO ANJO DA GUARDA .......................................................... 42
10.2 ENTREGA DO TERÇO PARA PRÉ-CATEQUESE ............................................................ 42
10.3 ENTREGA DO MENINO JESUS .......................................................................................... 43
10.4 ENTREGA DA CRUZ E DA PALAVRA ............................................................................. 44
10.5 ENTREGA DO TERÇO PARA CATEQUESE DE 1ª EUCARISTIA .................................. 45
10.6 ENTREGA DA ORAÇÃO DO SENHOR.............................................................................. 45
10.7 ENTREGA DA PROFISSÃO DE FÉ - CRISMA .................................................................. 46
11. SOBRE A ACOLHIDA E AS INSCRIÇÕES NA CATEQUESE.......................................... 47

11.1 Festa da Acolhida ................................................................................................................................. 47


12. ORIENTAÇÕES PARA CRIANÇAS EM IDADE DE CATEQUESE QUE SÃO
CATECÚMENAS (NÃO BATIZADAS) – (RICA 306-369)................................................................. 48

13. FORMAÇÃO DO CATEQUISTA NA DIOCESE DE OSASCO ........................................... 49

13.1 Formação paroquial ............................................................................................................................. 49


13.2 Formação diocesana ............................................................................................................................ 49
13.3 Semana bíblico-catequética ................................................................................................................ 50
14. CONCLUSÃO ............................................................................................................................. 50
1. INTRODUÇÃO

A constante evolução na transmissão da informação é um fator a ser utilizado como


aliado na transmissão da Boa Nova, a tecnologia é um aliado importante e deve ser
utilizada sabiamente, podendo e devendo, torna-se um aliado e amigo para o anúncio e a
prática da evangelização.

Com a facilidade e alcance da informação se faz notória a preocupação em


acompanhar essa continua e acelerada facilidade ao acesso a informação, o zelo no que
se consome em tais conteúdos, deve-se passar por um filtro de autenticidade e
confiabilidade do que estamos lendo, vendo e ouvindo, pois é com essa compilação de
dados que transmitimos ao próximo.

Pensando em facilitar e unificar as informações pertinentes a Catequese da Diocese


de Osasco é que o Diretório foi elaborado, para que todos possam ter acesso a uma fonte
que emana do alicerce ao qual nossa fé se fundamenta e se mantem a mais de dois
milênios: a Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério.

Com todo esse rico e maravilhoso tesouro do qual nos leva diretamente a
vivenciarmos a experiência de Jesus Cristo na vida de cada um de nós e que possamos
transmiti-Lo a tantos outros, para que essa experiência transformadora de amor possa
atingir o maior número de corações possíveis, desde a primeira infância até as idades mais
avançadas do homem, através do caminho que é utilizado desde os primeiros séculos
coma a igreja primitiva, o caminho de iniciação a vida cristã na imersão catecumenal, que
gera para o mundo autênticos e fiéis seguidores de Jesus Cristo, que se colocam no posto
de novos discípulos e anunciadores do Reino de Deus.

Como já dito no livro: Querigma e Mistagogia - Caminhos à Iniciação Cristã,


elaborado e redigido pelo Centro Catequético Diocesano de Osasco, a Iniciação à Vida
Cristã é a tarefa central para o cumprimento do mandato missionário deixado por Jesus
Cristo e relatado no final do Evangelho de São Mateus: “ide, pois, fazer discípulos entre
todas as nações, e batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E ensinais-
lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até
o fim dos tempos”. (Mt 28,19-20)

Com o diretório passamos a possuir uma fonte de consulta objetiva e clara quanto as
informações da catequese, colocando assim até o material que foi elaborado e fica a
disposição para utilização de todo catequista desde a etapa da pré catequese até a

4
catequese com adultos, formando um compêndio. Formamos assim uma fonte para
conceitos, diretrizes, apontamentos e informação da catequese diocesana.

O conteúdo respeita a fases da vida humana, no esforço da Igreja através da catequese


de atingir a todos, proporcionando momentos e oportunidades para que tenham o encontro
pessoal e único com Jesus Cristo, que não é uma ideia, uma filosofia, um personagem,
mas sim o Deus que se encarnou e se fez homem, vive entre nós e cumpre com sua
promessa de estar conosco até o fim dos tempos. Dando então após esse encontro a
oportunidade de que continuem na presença de Nosso Senhor e a transmitam a outros
como verdadeiros discípulos, não ficando somente na primeira etapa do processo, mas
em todo ele: o conhecimento e adesão, a vida de comunhão, a frequência na oração e na
fração do pão pela celebração e na partilha comum, que está presente em At 2,42-47.

O Diretório da Catequese da Diocese de Osasco trata-se de um instrumento com


informações e orientações para que em espírito de comunhão tenhamos a mesma
orientação no que tange todas as fases da catequese, sendo elas: infância Pré-Catequese,
de preparação para a Primeira Eucaristia infantil, de Perseverança, de Crisma e a de
Adultos.

O Diretório de Catequese da Diocese de Osasco é um sonho de anos para que


pudéssemos ter um instrumento de trabalho, que respeitando a cada uma das realidades
de nossa Diocese, trouxesse à nossa catequese uma mensagem não de uniformidade, mas
sim de comunhão, mensagem de que somos uma Diocese que busca em primeiro lugar
levar a Iniciação à Vida Cristão a todos aqueles que anseiam por esse primeiro anúncio,
a fazer por meio da catequese, esse primeiro encontro, essa primeira experiência de Cristo
em suas vidas.

Este documento também é fruto de um trabalho de várias mãos, que ao longo de todos
esses anos sabido de todos, tornou a catequese da Diocese de Osasco, referência em todo
o Brasil. Referência de textos, livros, edições, mas principalmente de catequistas que
dedicaram ou ainda dedicam as suas vidas a primeira evangelização das nossas crianças,
jovens e adolescentes, e que quer frutificar ainda mãe, evangelizando também nos seios
de cada família cristã que forma sua pequena igreja.

Com isso colocamos textos e documentos elaborados para que sejam a base de nossas
catequeses em cada uma das comunidades da amada e vasta Diocese de Osasco, como
dito por Pe. Dr. Gilvan Leite de Araujo na apresentação do livro Querigma e Mistagogia:

5
“Um dos grandes desafios da Igreja Católica na atualidade é apresentar Jesus Cristo a
partir dos meios disponíveis. Isso requer uma constante atualização, sem perder o foco
essencial do Anúncio, ou seja, “Jesus Cristo, o Crucificado que é o Ressuscitado”.”. O
que nos leva ao ponto de que o catequista precisa de uma continua busca pela atualização
de seu conhecimento para que apresentemos Jesus aos catequizandos, respeitando o
avanço do tempo que exige uma remodelação do catequista, contudo, a Boa Nova
não se modifica.

Enfim, o nosso Diretório, não podemos dizer que veio para ordenar algo, já que nossa
catequese não é uma catequese desordenada; mas ele veio para dar conhecimento, orientar
e dar linhas de ações à toda a nossa Diocese de como poderemos caminhar cada vez mais
em perfeita comunhão com a Igreja do Brasil, de como podemos trabalhar essas novas
realidades conforme colocamos no início dessa introdução, sempre para honra e glória de
Nosso Senhor Jesus Cristo.

Que com esse novo instrumento de evangelização em mãos, nós todos como
catequistas da Diocese de Osasco, possamos atingir todas aquelas pessoas que procuram
o Cristo verdadeiro, sejamos para elas instrumentos de Nosso Senhor Jesus Cristo para
que esse tão sublime desejo seja alcançado. Que Maria Santíssima como mãe de Deus e
nossa interceda e rogue pela vida de cada um que fez parte da elaboração desse Diretório.

6
2. O que é Catecumenato?

No século II, o número de conversões aumentava sempre e muitos batizados se


deixavam levar pelas heresias, ou se amedrontavam pelas perseguições, dando início ao
catecumenato institucionalizado. Era um tempo extremamente sério de formações, para
afirmar bem a fé, para afirmar a vida no meio do mundo pagão, e no seio de uma
comunidade que comunicava sua fé e transmitia seu credo1.

O chamado primeiro anuncio, era função da comunidade, assim como a comunicação


da fé e o primeiro testemunho; e a catequese, propriamente dita, como ensinamento e
instrução, era dever do catequista, que era aquele que tinha capacidade de instruir2. Além
disso, a comunidade apoiava com o testemunho aquele que se apresentava para ser cristão
e para garantir a permanência na comunidade, era acompanhado pelos introdutores na
qual além de acompanhar e introduzir na comunidade, eram chamados mais tarde de
padrinhos. Com a permanência e bom testemunho sobretudo pela mudança de vida, eram
acompanhados pelos introdutores até que o Bispo os chamasse para tomar parte do
número daqueles que se preparavam para o Batismo, tornando-se assim, catecúmenos3.

O Catecumenato era a grande organização e estrutura da Igreja primitiva, tendo


presente o anúncio (querigma) e a instrução (catequese) na qual era impregnada pela
dimensão litúrgica, através de celebrações, leitura bíblica, diversos ritos como escrutínios,
entrega, orações e os exorcismos4. Contudo, o grande valor dessa organização
catecumenal era conter e conservar unido os três componentes essenciais do tornar-se
cristão, pois segundo Tertuliano “não se nasce cristão, se torna cristão” são: a conversão
(penitência); a instrução (catequese); e os sacramentos (dimensão ritual-simbólica). 5

Para se levar os convertidos à Iniciação à Vida Cristã, de forma organizada, criou-se


o catecumenato com seus vários graus, que preparava o candidato à vivência na

1
ALVES DE LIMA, Luiz. A catequese do Vaticano II aos nossos dias : a caminho de uma catequese a
serviço da Iniciação á Vida Cristã. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2020, p.27.

2
Cf. Idem, p. 27.
3
Cf. Idem, p. 28.
4
Idem, p. 30.

5
Cf. Idem p.30

7
comunidade cristã, através da escuta da Palavra de Deus, das celebrações e dos
testemunhos6.

Contudo, houve o declínio do catecumenato, na qual a sociedade se tornando cristã e


onde as pessoas já nascem cristãs, não se é mais necessário o catecumenato. Generaliza-
se o Batismo de crianças, o que não existe no Novo Testamento, mas a Igreja, com a
reviravolta, generalizou essa prática, substituindo-se assim o catecumenato. O rito do
batismo de adultos foi adaptado às crianças, sendo que os pais e padrinhos respondem às
perguntas que os catecúmenos deveriam responder7.

2.1 A Inspiração Catecumenal na Catequese


A catequese hoje tem nome de Iniciação Cristã. A catequese não nasceu sozinha, ela
nasceu dentro do Catecumenato, que é aquele período de formação cristã, de caráter
catequético-litúrgico, criado pela Igreja dos primeiros séculos com o fim de preparar e
acompanhar os convertidos adultos ao encontro do mistério de Cristo e da vida da
comunidade eclesial, expresso em seu momento culminante pelos Sacramentos da
Iniciação Cristã8.

A partir da realização do Concílio Vaticano II, começou, na Igreja, um esforço de


recuperar o catecumenato como modelo de formação dos primeiros cristãos e nele
encontrar inspirações para a atual educação da fé da comunidade9. Nesse sentido,
devemos entender que Iniciação supõe unir Liturgia, Catequese e Vida. Jesus não está
preocupado se somos competentes, porém, devemos entender que Ele é o primeiro
anunciador10. Contudo, a catequese introduzia progressivamente na participação da vida

6
RENOVADA, CATEQUESE. Documentos da CNBB 26. 1983, p.10.

7
Idem, p. 31.
8
LATINO-AMERICANO, Conselho Episcopal. Manual de Catequética. São Paulo: Paulus, 2007, p. 108.
9
CARVALHO, W.F.S; DANTAS, A.T. Iniciação à Vida Cristã: da intuição à decisão pastoral. Editora
e Livraria Nova Aliança, 2023, p.35.
10
Cf. VI PAULO, Evangelii Nuntiandi. São Paulo: Paulinas 21ª Edição, 2009, 1987– p. 13.

8
cristã dentro da comunidade de fé e da perseverança nela. Catequese e comunidade
caminhavam juntas11.

A grande questão da Iniciação à Vida Cristã, é que só existe catequese se vincular à


Liturgia, a chamada vida de comunidade. Porém, a comunidade deve ser preparada para
isso. Nesse sentido, a Iniciação à Vida Cristã tem como base, formar as pessoas mais
ligadas à palavra de Deus. Sem a Palavra a pessoa não se converte. Devemos respeitar a
missão, mas devemos olhar para a Palavra, sem ela, ninguém se converte. É necessário
ter em vista que a catequese é sempre um ministério da Palavra de Deus com
características concretas de: iniciação (inicia em todas as dimensões da vida cristã);
fundamentação (põe as colunas da vida de fé); e aprofundamento (desenvolve e interioriza
a mensagem cristã).12

Portanto, a evangelização é necessária, e a catequese é esse grande momento, pois a


Igreja está preocupada em anunciar Cristo Jesus. Com relação à catequese, a grande
dificuldade é a mudança de mentalidade, pois como Igreja ainda não nos convertemos a
esse novo modelo de catequese, de evangelização que chamamos de Iniciação à Vida
Cristã. Iniciação vem do latim: in = “entrar”; ire = “caminhar”; actio = “ação”. Trata-se,
portanto, da ação de ajudar alguém a entrar no caminho que leva ao Mystérion, liberando-
o, da tutela, para que caminhe com suas próprias pernas, cresça, floresça e dê muitos
frutos13. O paradigma de nova catequese, há muito o que fazer ainda, pois ler é diferente
de colocar em prática. Essa renovação que tem em vista a nova evangelização é radical.

Observa-se a mudança no mundo, nas crianças e nas famílias. Deve-se entender que
quando se falamos em catequese, não se refere apenas às crianças. Quando uma criança
vem a catequese, antigamente, havia um certo embasamento e fundamentação cristã, já
havia uma certa experiência de Deus transmitida pela família no dia a dia e hoje não existe
mais. Na catequese é necessário propor uma experiência de Deus do zero. No Documento

11
RENOVADA, CATEQUESE. Documentos da CNBB 26. 1983, p.10.
12
LATINO-AMERICANO, Conselho Episcopal. Manual de Catequética. São Paulo: Paulus, 2007, p.
104.
13
NERY, Ir. Catequese com Adulto e Catecumenato. São Paulo: Paulus 2ª Edição, 2019, p. 297.

9
de Aparecida chama de “conversão pastoral”.14 É necessária uma igreja missionária que
sai e realiza. Essa catequese deve estar neste modelo de igreja missionária que sai e muda
os modelos de evangelização.

Na Catequese com Iniciação à Vida Cristã, há esse paralelo junto à Missão


Evangelizadora da Igreja, pois caminham com ação pastoral da Igreja, é onde nutri e
alimenta a fé das pessoas. A Iniciação à Vida Cristã, é um processo iniciático e formativo
e deve favorecer a unidade entre os três sacramentos: Batismo, Eucaristia e Crisma, na
qual o ponto de partida é o Batismo15.

Contudo, a catequese deve levar o cristão ao amadurecimento da sua fé até que ele
chegue a configurar-se e agir como Jesus Cristo. E essa maturidade é percebida quando
ele é capaz de professar a fé, sendo essa a meta da catequese, explicitar o anúncio de Jesus
Cristo.

Isto posto, o segundo mandato do Vaticano II é esse instrumental que propõe a volta
clara e objetiva dessa catequese catecumenal. A Constituição Sacrossanctum Concilium
no capítulo III, estabelece: “Restaure-se o Catecumenato dos adultos dividido em diversas
etapas” (64).16 Com isso, em 1972 para restabelecer o catecumenato como itinerário e
ritual batismal, em 6 de janeiro de 1972, é publicado o Ritual de Iniciação Cristã de
Adultos (RICA).17

2.2 Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA)

O Ritual de Iniciação Cristã (RICA) de 1972 é ele que vai marcar a base do processo
de Iniciação à Vida Cristã com inspiração catecumenal. Esse Rito é destinado a adultos
que, iluminados pelo Espírito Santo, ouviram o anúncio do Mistério de Cristo e,

14
DOCUMENTO DE APARECIDA: Texto Conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-
Americano e do Caribe, Edições CNBB, Paulinas, Paulus, 2007, n.368.
15
Cf. PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A NOVA EVANGELIZAÇÃO. Diretório para a Catequese.
São Paulo: Paulus, 2020, n.69.

16
Lima, L. A. Catequese. In: Dicionário do Concílio Vaticano II. São Paulo: Ed. Paulus, 2015, p. 89.

17
ALVES DE LIMA, Luiz. A catequese do Vaticano II aos nossos dias : a caminho de uma catequese a
serviço da Iniciação á Vida Cristã. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2020, p.135.
10
conscientes e livres, procuram o Deus vivo e encetam o caminho da fé e da conversão.
Por meio dele, serão fortalecidos espiritualmente e preparados para uma frutuosa
recepção dos sacramentos no tempo oportuno18. É um instrumental ritual e litúrgico que
ajuda os adultos a terem intimidade celebrativa quanto aos ritos que envolvem todo o
itinerário da iniciação cristã, sobretudo como parte do processo de crescimento na fé.
Tendo em vista isso, os ritos do processo iniciativo, contribuem para que a comunidade
reconheça por meio das celebrações o quantos os adultos podem sentir de sua caminhada
profética pelas intuições surgidas a partir dos ritos propostos, como também pelo sentido
de pertença a Jesus Cristo e à própria Igreja que os acolhe19.
O RICA lembra que, não basta as pessoas conhecerem os dogmas e preceitos, é
preciso vivenciar o mistério da salvação na qual desejam participar plenamente, o que é
facilitado pela vinculação dos conteúdos com o ano litúrgico e com uma maior
valorização das celebrações da palavra, na qual, as celebrações ajudam a assimilar os
conteúdos da catequese, ensinando as formas e os caminhos da oração, aproximam os
símbolos, ações e tempos do mistério litúrgico e introduzem gradativamente no culto toda
a comunidade. Ou seja, no processo catecumenal, a catequese está intimamente ligada à
liturgia20 e a Iniciação cristã não é apenas tarefa dos catequistas e sacerdotes, mas de toda
a comunidade dos fiéis, de modo especial, dos padrinhos21.
Tendo em vista isso, o intuito é proporcionar um mergulho e participação, de cada
detalhe das celebrações, como também, como também realizar em si as mudanças e
transformações que a iniciação motiva, orienta, ensina e faz realizar. Ademais, com isso,
observou-se um crescente número de adultos que necessitavam de uma atenção da
Igreja22.

18
SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO. Ritual de Iniciação Cristã de Adultos.
Paulus: São Paulo, 2004, n. 1, p.17.

19
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p. 42.

20
Idem, p. 136

21
Lima, L. A. Catequese. In: Dicionário do Concílio Vaticano II. São Paulo: Ed. Paulus, 2015, p. 89.

22
NERY, Ir. Catequese com Adulto e Catecumenato. São Paulo: Paulus 2ª Edição, 2019, p. 300.

11
2.3 A Pessoa do Introdutor

O Introdutor é alguém que indica a pessoa para a catequese, como se fosse um


futuro padrinho (não necessariamente), que vai acompanhar o catecúmeno em todo o
processo com a finalidade que não fique no final do processo procurando padrinho. A
finalidade é que ao chegar na Mistagogia, se veja que viveu todos os tempos com o
“padrinho”.
No caso dos padrinhos escolhidos não sejam o introdutor, é necessário que esse
padrinho acompanhe toda a caminhada catequética do catecúmeno, desde os primeiros
encontros na comunidade, perpassando pelos ritos e momentos celebrativos, celebração
dos sacramentos e até mesmo após a celebração dos sacramentos continue sendo exemplo
de vida cristã ao catecúmeno. Que eles participem sendo acompanhados dos introdutores
e catequistas.
Além disso, o Introdutor suscita a fé e um primeiro passo para a conversão, na
qual apresentará à Igreja o candidato trazido por ele na Celebração da Entrada do
Catecumenato23. Nesta Celebração, o presidente interroga aos introdutores e aos fiéis com
estas palavras: Vocês, introdutores, que nos apresentam agora estes candidatos, e vocês,
nossos irmãos e irmãs aqui presentes, estão dispostos a ajudá-los a encontrar e seguir o
Cristo? Todos respondem: Estou.24

Logo após, ao confirmarem que estão dispostos a ajudá-los a encontrar e seguir o


Cristo, o presidente convida os candidatos e seus introdutores, dizendo: N. e N., Cristo
chamou a vocês para serem seus amigos; lembrem-se sempre dele e sejam fiéis em segui-
lo! Para isso, vou marcar com vocês o sinal da cruz de Cristo, que é o sinal dos cristãos.
Este sinal vai daqui em diante fazer que vocês se lembrem de Cristo e de seu amo por
vocês25. O candidato se aproxima do introdutor e dizendo o nome dele, assinala-o com o
sinal da cruz na fronte com o polegar, dizendo: N., recebe na fronte o sinal-da-cruz: o
próprio Cristo te protege com o sinal de seu amor. Aprende a conhecê-lo e segui-lo.
Logo, após, o introdutor ou na ausência dele, o catequista, faz o mesmo. E assim,
prossegue, assinalando os ouvidos, os olhos, a boca, o peito e os ombros.

23
RICA, n. 71.

24
RICA, n. 77.

25
RICA, n. 83.

12
Contudo, observa-se que o introdutor entra em cena já no início do processo de
iniciação à vida cristã. Desse modo, o ideal é que cada iniciando tenha o seu introdutor e
cada introdutor acompanhe um iniciando. O Introdutor possivelmente será membro ativo
de alguma pastoral ou movimento na comunidade paroquial. Ele deverá ser alguém
acolhedor, acessível, capaz de linguagem simples e compreensiva. Conduzirá os
encontros de acompanhamento espiritual de maneira informal. Assim, a comunidade
paroquial inteira participa ativamente no processo de iniciação de novos discípulos
missionários de Jesus Cristo.
O Introdutor é aquele amigo que conversa particularmente com o iniciando,
escutará sua história de vida, seus anseios e projetos. Também vai ajudá-lo a dar os
primeiros passos na vida de comunidade e vai acompanha-lo no crescimento de sua vida
de oração. Fundamentalmente, é alguém próximo que escuta, acompanha e testemunha a
grandeza e a força da fé na vida de uma pessoa. O Catequista é aquele que fará a
transmissão da fé no processo de iniciação com encontros catequéticos, celebrações,
ensino e educação da fé.
Tendo em vista isso, é recomendado que os ministros e outros agentes de pastorais
“maduros” sejam os introdutores, sendo aqueles que possam dar testemunho de
acompanhar o catecúmeno neste processo. Além do mais, não somente os catecúmenos,
mas todos os adultos em fase de catequese que estão se preparando para o Sacramento do
Crisma.
Já na Catequese Infantil, não há necessidade de ter um introdutor.

2.4 A pessoa dos padrinhos

Durante o tempo do catecumenato é que os padrinhos serão escolhidos26.


Conforme uso muito antigo na Igreja, o adulto não é admitido ao Batismo sem um
padrinho, escolhido dentre os membros da comunidade cristã, para que o ajude ao menos
na última preparação ao sacramento e, após o Batismo, zelo por sua perseverança na fé e
na vida cristã27. Na escolha dos padrinhos, não é necessário ser um casal, mas uma pessoa
idônea é o suficiente.
Os próprios introdutores podem vir a tornar-se padrinhos, caso não estejam aptos.
O introdutor, eles que tem a função de ajudar na preparação ao batismo, dar testemunho

26
RICA, n. 104.

27
RICA, n. 8.

13
da fé do candidato e, depois do batismo, cuidar de sua “perseverança na fé e na vida
cristã”.
Para a escolha dos padrinhos, o Diretório dos Sacramentos da Diocese de Osasco,
pede:

● Tenha dezesseis anos completos, a não ser que outra idade seja
determinada pelo bispo diocesano (cân. 874, § 1,2o) (137).

● “Os padrinhos e/ou madrinhas devem ser significativos na vida dos seus
afilhados pelo testemunho de vivência cristã que devem dar a eles. Os
padrinhos e madrinhas representam a própria comunidade e assumem o
compromisso de acompanhá-los na sua caminhada de fé” (141).

● Para ser padrinho ou madrinha é aconselhável que tenha as seguintes


condições: a) ser católico e ter recebido os Sacramentos da Iniciação
Cristã; b) ter pelo menos dezesseis anos; c) se for casado, tenham recebido
o sacramento do matrimônio (cân. 893 e 874); d) se for divorciado, que
não esteja com um novo relacionamento; e) se for desquitado, que não
esteja com um novo relacionamento (142).

3. Organização da Catequese com Adultos (Catequizandos e Catecúmenos)

A Catequese de Adultos é realizada a partir dos 18 anos completo e seu objetivo


é iniciar na fé e na vida de comunidade os adultos que não receberam os sacramentos de
iniciação cristã.
É importante ter bem claro a diferença entre o catecúmeno e o catequizando: o
catecúmeno é a pessoa que não tem o sacramento do batismo e procura a comunidade
desejoso de o receber; o catequizando, por sua vez, está em processo de iniciação à vida
cristã e já é batizado.
O Processo iniciático tem como referência a inspiração catecumenal, com
metodologia querigmática e mistagógica, para que a catequese esteja realmente a serviço
da Iniciação à vida cristã. A Catequese com adultos será organizada conforme o RICA.
Para o adulto catecúmeno (não batizado), o RICA já traz as orientações e as
celebrações (CAPÍTULO I DO RICA); para o adulto batizado (CAPÍTULO IV DO
RICA), pode-se realizar as entregas no tempo da catequese, reservando aos catecúmenos
a celebração DAS ETAPAS na Missa da comunidade.

14
É de suma importância a atenção para não misturar ritos, que são diferentes para
catecúmenos e para os já batizados na CATEQUESE COM ADULTOS.

4. AS ETAPAS E OS TEMPOS

O caminho proposto para a IVC ao longo dos séculos IV e V contava com as etapas
essencialmente interligadas, que partiam da Acolhida da Igreja até o caminho
Mistagógico. O RICA propõe que neste itinerário, além do tempo de informação e
amadurecimento, haja as “etapas” que são passos pelas quais os catecúmenos, ao
caminhar, como que atravessa uma porta ou sobe um degrau28. Sendo um percurso
celebrativo, é necessário a participação dos catecúmenos em todas as etapas e celebrações
de entregas, ou ao menos justificado em 90% dos encontros e entregas.

4.1 Primeiro tempo: Pré-catecumenato

O pré-catecumenato tem como objetivo primeiro suscitar interesse pela figura de


Jesus Cristo. É o tempo da evangelização em que, com firmeza e confiança, se anuncia o
Deus vivo e Jesus Cristo, a fim de que os não-cristãos, cujo coração é aberto pelo Espírito
Santo, creiam e se convertam livremente ao Senhor29, sendo o momento de despertar
naquele que quer ser introduzido na fé, o interesse por Cristo. É chamado, portanto,
período introdutório da fé. É dizer a mesma verdade sobre Cristo com métodos e ritos de
passagens.

Existem figuras centrais neste processo, sendo o primeiro deles, o catequista. Essa
figura deve ser muito bem preparada. O catequista que vai “encantar” o catequizando. É
importante também o introdutor. Contudo, esse período é dedicado para que se amadureça
a vontade sincera de seguir o Cristo e pedir o Batismo30.

4.1.1 O querigma

O querigma é o primeiro anúncio de Nosso Senhor Jesus Cristo. Este anúncio


chamamos de excelência por fé cristã. Anunciamos de forma que Cristo se torne
conhecido para um indivíduo conhecido.

28
RICA, n. 6.

29
RICA ,n. 9.

30
RICA, n.10.
15
O querigma precisa ser uma apresentação que transforme a pessoa, que conduza
a uma experiencia de encontro; aquele que anuncia (todos nós) é necessária essa
consciência. O anúncio querigmático não é apresentação literária de um personagem;
mais é aquilo que conduziu a experiência de encontro. Contudo, o querigma é a
apresentação da pessoa de Jesus Cristo com concentração no Mistério Pascal.
Entre os séculos II e IV, o catecumenato era o itinerário utilizado pela Igreja, que
durava um longo período alicerçado pelo querigma e também por uma catequese que não
era somente doutrinaria, mas também transformadora da vida segundo as exigências do
Evangelho. A doutrina não deve ser a primeira preocupação de um anúncio querigmático,
mas a apresentação da pessoa de Jesus Cristo, de forma simples e direta31.
O querigma é o primeiro contato com Jesus, na qual faz a pessoa sentir esse desejo
por ele e permanecer. Os discípulos ouviram Jesus chamar e permaneceram no Ele.32 O
Anúncio querigmático já é o anúncio do Senhor, que da comunidade chama novos
discípulos. O querigma é o fogo do Espírito que se dá sob a forma de línguas e nos faz
crer em Jesus Cristo, que, com a sua morte e ressurreição, nos revela e comunica a
misericórdia infinita do Pai33. No querigma, o sujeito que age é o Senhor Jesus que se
manifesta no testemunho daqueles que o anunciam34.
Para a comunidade, o anúncio do querigma também é uma experiência. De fato,
transforma a pessoa, proporciona o encontro com Jesus, mais para a comunidade, o
anúncio do querigma também tem um significado, pois é o próprio Jesus que vem e
chama. Por meio do anúncio da Igreja, Cristo continua a chamar ao discipulado e enviar.
Portanto, o querigma leva aos sacramentos da iniciação cristã, mas estes não
devem ser os principais objetivos, mas sim o anúncio de Jesus Cristo e, como resultado,

31
DE OSASCO, CENTRO CATEQUÉTICO DIOCESANO–Diocese. Querigma e Mistagogia:
Caminhos à Iniciação Cristã. Paulus 3ª Edição,2011, p.47.

32
Cf. Jo 1,35-42

33
FRANCISCO. Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: sobre o anúncio do Evangelho no mundo
atual. São Paulo: Paulinas, 2013, n. 164.

34
Cf. PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A NOVA EVANGELIZAÇÃO. Diretório para a Catequese.
São Paulo: Paulus, 2020, n.58.

16
termos novas criaturas cheias do Espírito Santo. E essa é a grande diferença entre os que
estão ou não evangelizados35.

[Link] Primeira Etapa: Celebração de admissão ao catecumenato (RICA p.


35 à 61)

Chegando ao tempo da conversão inicial, a pessoa quer tornar-se cristã e é


recebida como catecúmeno pela Igreja36. Pela primeira vez os candidatos ao batismo
reúnem-se publicamente com a comunidade. Nela a Igreja realiza a missão apostólica de
receber os candidatos ao batismo como seus membros. Eles nessa celebração expõem
abertamente seu desejo e a Igreja declara sua admissão e consagração inicial37. Desde
então os catecúmenos, cercados pelo amor e a proteção da Mãe Igreja como pertencendo
aos seus e unidos a ela, já fazem parte da família de Cristo38.

Nesta celebração, deve-se comparecer os introdutores que apresentarão à Igreja


os candidatos trazidos por eles39. Os candidatos reúnem-se do lado de fora da Igreja, cada
um com seu padrinho. O Sacerdote deve estar paramentado para a Santa Missa. Com
Microfone ligado, o Rito inicia da seguinte forma:

Presidente: Qual é o teu nome?


Candidato: N...

Presidente: Que Pedes a Igreja de Deus?


Candidato: A Fé.

Presidente: E esta fé, que te dará?


Candidato: A vida eterna.

PRIMEIRA ADESÃO

35
DE OSASCO, CENTRO CATEQUÉTICO DIOCESANO–Diocese. Querigma e Mistagogia:
Caminhos à Iniciação Cristã. Paulus 3ª Edição,2011, p.48.

36
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p. 49.

37
RICA, n.14.

38
RICA, n.18.

39
RICA, n.71.

17
Presidente: A Vida eterna consiste em conhecermos o verdadeiro Deus e Jesus Cristo
que ele enviou. Ressuscitando dos mortos, Jesus foi constituído, por Deus, Senhor da
Vida e de todas as coisas, visíveis e invisíveis. Se vocês querem ser discípulos seus e
membros da Igreja, é preciso que vocês sejam instruídos em toda a verdade revelada por
ele; que aprendam a ter os mesmos sentimentos de Jesus Cristo e procurem viver segundo
os preceitos do Evangelho; e, portanto, que vocês amem o Senhor Deus e o próximo como
Cristo nos mandou fazer, dando-nos o exemplo. Cada um de vocês está de acordo com
tudo isso?
Candidatos: Estou.

Presidente: Vocês, introdutores, que nos apresentam agora estes candidatos e vocês,
nossos irmãos e irmãs aqui presentes, estão dispostos a ajuda-los a encontrar e seguir o
Cristo?
Todos: Estou.

Presidente: Pai de bondade, nós vos agradecemos por estes vossos servos e servas, que
de muitos modos inspirastes e atraístes. Eles vos procuram, e responderam na presença
desta assembleia ao chamado que hoje lhes dirigistes. Por isso, Senhor Deus, nós vos
louvamos e bendizemos.
Todos: Bendito seja Deus para sempre.

ASSINALAÇÃO DA FRONTE E DOS SENTIDOS

Presidente: Caríssimos Candidatos: entrando em comunhão conosco, vocês


experimentarão nossa vida e nossa presença em Cristo. Agora, para que sejam
catecúmenos, vou, com seus padrinhos, assinalar vocês com a cruz de Cristo. E a
comunidade inteira cercará vocês de afeição e se empenhará em os ajudar.

O Presidente se aproxima dos candidatos, um por vez, com seus padrinhos. O Presidente
traça o sinal da cruz na fronte de cada e logo após, imitando cada gesto, o introdutor repete
em seu afilhado (a). A fórmula é sempre pita por quem preside a celebração.

Presidente: N., recebe na fronte o sinal-da-cruz: o próprio Cristo te protege com o sinal
de seu amor. Aprende a conhecê-lo e segui-lo. (Padrinhos traçam o sinal da cruz na
fronte do afilhado).

18
Presidente: Recebam nos ouvidos o sinal-da-cruz, para que vocês ouçam a voz do
Senhor. (Padrinhos traçam o sinal da cruz no ouvido do afilhado).

Presidente: Recebam nos olhos o sinal-da-cruz, para que vocês vejam a glória de Deus.
(Padrinhos traçam o sinal da cruz nos olhos do afilhado).

Presidente: Recebam na boca o sinal-da-cruz, para que vocês respondam à palavra de


Deus. (Padrinhos traçam o sinal da cruz na boca do afilhado).

Presidente: Recebam no peito o sinal-da-cruz, para que Cristo habite pela fé em seus
corações. (Padrinhos traçam o sinal da cruz no peito do afilhado).

Presidente: Recebam nos ombros o sinal-da-cruz, para que vocês carreguem o jugo suave
de Cristo. (Padrinhos traçam o sinal da cruz no ombro do afilhado)

Presidente: Eu marco vocês com o sinal-da-cruz: em nome do Pai e do Filho e do Espírito


Santo, para que vocês tenham a vida eterna.
(Os catecúmenos traçam sobre si o sinal-da-cruz). Candidatos: Amém.

Presidente: Oremos. Deus todo-poderoso, que pela cruz e ressureição de vosso Filho
destes a vida ao vosso povo, concedei que estes vossos servos e servas, marcados com
sinal-da-cruz, seguindo os passos de Cristo conservem em sua vida e graça da vitória da
cruz e a manifestem por palavras e gestos. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS AUXILIARES
(Podem-se dar crucifixos para pôr no pescoço, em recordação da assinalação. Ingresso na
Igreja. Abaixo, o Padre deve dizer o nome de todos e então prosseguir).

Presidente: N. e N., entrem na Igreja, para participar conosco na mesa da Palavra de


Deus.
(Os catecúmenos, acompanhado de seus padrinhos, entram na Igreja e ocupam seus
lugares, já reservados. Durante a Entrada dos Catecúmenos, convém que se entoe um
canto. Após a entrada dos catecúmenos, inicia-se a Missa como de costume, desde a
procissão de entrada).

19
LITURGIA DA PALAVRA

(O Livro das Sagradas Escrituras é trazido em procissão, colocado respectivamente na


Mesa da Palavra. Seguem as Leituras e o Evangelho como de costume)

(Homília)

(Após a Homilia, o padre convida os catecúmenos a se aproximarem do presbitério)

Presidente: Recebe o livro da Palavra de Deus. Que ela seja luz para a tua vida.
Catecúmeno: Amém!

(Segue-se com as preces pelos catecúmenos)

PRECES PELOS CATECÚMENOS


Presidente: Oremos por nossos irmãos e irmãs catecúmenos. Eles já fizeram um longo
percurso. Agradecemos pela benevolência de Deus que os conduziu a este dia e peçamos
que possam percorrer o grande caminho que ainda falta até participarem plenamente de
nossa vida.
R: Senhor, atendei a nossa prece.
L: Senhor, que a proclamação e escuta da vossa Palavra revele aos catecúmenos Jesus
Cristo, vosso Filho. Rezemos.
L: Inspirai, Senhor, os catecúmenos, para que, com generosidade e disponibilidade,
acolham vossa vontade. Rezemos.
L: Senhor, sustentai, com o auxílio sincero e constante dos catequistas e introdutores, a
caminhada destes catecúmenos. Rezemos.
L: Fazei, Senhor, que a nossa comunidade unida na oração e na prática da caridade seja
exemplo de vida para estes catecúmenos. Rezemos.
L: Senhor, tornai-nos sensíveis às necessidades e sofrimentos de nossos irmãos e irmãs,
e inspirai-nos gestos de solidariedade. Rezemos.
L: Senhor, iluminados por vossa Palavra e amparados pela comunidade estes
catecúmenos sejam considerados dignos do Batismo e da renovação do Espírito Santo.
Rezemos.

20
Oração conclusiva
Presidente: Oremos. Deus eterno e todo-poderoso, sois o Pai de todos e criastes o homem
e a mulher à vossa imagem. Acolhei com amor estes nossos queridos irmãos e irmãs e
concedei que eles, renovados pela força da palavra de Cristo, que ouviram nesta
assembleia, cheguem pela vossa graça à plena conformidade com vosso Filho Jesus. Que
vive e reina para sempre.
Todos: Amém.

O gesto de marcar a cruz sobre o corpo é o “primeiro sinal da ação de Cristo sobre
os catecúmenos”. A oração conclusiva diz que “a graça da vitória da cruz” está presente
na vida deles que seguem os passos de Cristo40. O gesto que vem a seguir é justamente
de caminhar até o lugar da Palavra.
Entrada na igreja e acolhida à mesa da Palavra de Deus: o rito de admissão
“termina com a entrada na igreja, como expressão da acolhida dos catecúmenos na ‘mesa
da Palavra de Deus’”. A partir desse momento eles passarão a ser alimentados pelo Senhor
na liturgia da Palavra, junto com a comunidade.

4.2 Segunda Etapa: Celebração da Eleição (RICA p. 62 à 92) I Domingo da


Quaresma

Introduzida na fé e estando a terminar o catecumenato, é admitida a uma


preparação mais intensa para os sacramentos41. O rito de eleição diz respeito ao término
do catecumenato, na qual, os catecúmenos passarão a ser eleitos ou iluminados42. A
Igreja, depois de ouvir o testemunho dos padrinhos e dos catequistas e receber a
confirmação da vontade dos catecúmenos, examina o preparo dos mesmos e decide se
podem ou não receber os sacramentos pascais43.
Os catecúmenos junto aos padrinhos, devem ter seus lugares reservados. E devem
ocupa-los antes do início da celebração. Após a Homília, deixa- se preparado uma Mesa

40
RICA, n. 87.

41
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p. 49.

42
Idem, p. 61.

43
RICA, n. 134.

21
para escreverem seus nomes durante o rito na frente do Presbitério. Após a Homília,
inicia-se o Rito.

APRESENTAÇÃO DOS CANDIDATOS


O Catequista apresenta os Candidatos do ambão com as seguintes palavras:

Catequista: Padre N., aproximando-se as solenidades pascais, os catecúmenos aqui


presentes, confiança na graça divina e ajudados pela oração e exemplo da comunidade,
pedem humildemente que, depois da preparação necessária e da celebração dos
escrutínios, lhes seja permitido participar dos sacramentos do Batismo, da Confirmação
e da Eucaristia.

Sacerdote: Aproximem-se, com seus padrinhos e madrinhas, os que vão ser eleitos.

O catequista chama cada catecúmeno pelo nome. Os catecúmenos se posicionam em


frente ao presbitério. O Padre prossegue:

Sacerdote: A Santa Igreja de Deus deseja certificar-se de que estes catecúmenos estão
em condições de ser admitidos entre os eleitos para a celebração das próximas solenidades
pascais. Peço, por isso, a vocês, padrinhos e madrinhas, darem testemunho a respeito da
conduta desses catecúmenos: Ouviram eles fielmente a palavra de Deus anunciada pela
Igreja?
Padrinhos: Ouviram.

Sacerdote: Estão vivendo na presença de Deus, de acordo com o que lhes foi ensinado?
Padrinhos: Estão.

Sacerdote: Tem participado da vida e da oração da comunidade?


Padrinhos: Têm participado.

EXAME E PETIÇÃO DOS CANDIDATOS


Sacerdote: Agora me dirijo a vocês, prezados catecúmenos. Seus padrinhos e catequistas
e muitos da comunidade deram testemunho favorável a respeito de vocês. Confiando em
seu parecer, a Igreja, em nome de Cristo, chama vocês para os sacramentos pascais.

22
Vocês, tendo ouvido a voz de Cristo, devem agora responder-lhe perante a Igreja,
manifestando a sua intenção. Vocês querem ser iniciados à vida cristã pelos sacramentos
do batismo, da confirmação e da Eucaristia?
Catecúmeno: Queremos.

Sacerdote: Querem prosseguir fiéis à santa Igreja, continuando a frequentar a catequese,


participando da vida da comunidade?
Catecúmenos: Queremos

Sacerdote: Dêem, por favor, os seus nomes.

(Na mesa preparada em frente ao presbitério, haverá uma folha na qual cada um deve
escrever o seu nome em letra legível e retornar ao seu lugar. Durante a inscrição do nome,
entoa-se um canto. Caso o número de catecúmenos seja grande, entrega-se uma folha ao
presidente e diz: são estes os nomes.

ADMISSÃO DOS ELEITOS


O Padre lê os nomes inscritos e prossegue:
Sacerdote: Eu declaro vocês eleitos para serem iniciados nos sagrados mistérios na
próxima Vigília Pascal.
Catecúmenos: Graças a Deus.

Sacerdote: Deus é sempre fiel ao seu chamado e nunca lhes negará a sua ajuda. Vocês
devem se esforçar para serem fiéis a ele e realizar plenamente o significado dessa eleição.
Padrinhos e madrinhas, estes catecúmenos de quem vocês deram testemunho, foram
confiados a vocês no Senhor. Acompanhem-nos com o auxílio e o exemplo fraterno até
os sacramentos da vida divina.

ORAÇÃO PELOS ELEITOS


Sacerdote: Queridos irmãos e irmãs, preparando-nos para celebrar os mistérios da
paixão e ressurreição, iniciamos hoje os exercícios quaresmais. Os eleitos que
conduzimos conosco aos sacramentos pascais esperam de nós um exemplo de conversão.
Roguemos ao Senhor por eles e por nós, a fim de que nos animemos por nossa mútua
renovação e sejamos dignos das graças pascais, dizendo: Nós vos rogamos, Senhor.

23
(O Catequista dirige-se ao ambão e inicia as preces)
Leitor: Nós vos rogamos Senhor, que por vossa graça estes eleitos encontrem alegria na
sua oração cotidiana e a vivam cada vez mais em união conosco, oremos:
Todos: Nós vos rogamos, Senhor.
Leitor: Alegrem-se de ler vossa palavra e meditá-la em seu coração, oremos:
Leitor: Reconheçam humildemente seus defeitos e comecem a corrigi-los com firmeza,
oremos:
Leitor: Transformem o trabalho cotidiano em oferenda que seja agradável, oremos:
Leitor: Tenham sempre alguma coisa a oferecer-vos em cada dia da quaresma, oremos:
Leitor: Abstenham-se corajosamente de tudo e o que possa manchar-lhes a pureza do
coração, oremos:
Leitor: Acostumem-se a amar e cultivar a virtude e a santidade de vida, oremos:
Leitor: Renunciando a si mesmos, busquem mais o bem do próximo do que o seu próprio
bem,oremos:
Leitor: Partilhem com os outros a alegria que lhes foi dada pela fé, oremos:
Leitor: Em vossa bondade, guardai e abençoai as suas famílias, oremos:

O Sacerdote estende as mãos sobre os eleitos e conclui as preces com esta oração:

Sacerdote: Pai amado e todo-poderoso, vós que quereis restaurar todas as coisas no
Cristo, a atraís toda a humanidade para ele. Guiai estes eleitos da vossa Igreja e concedei
que, fiéis à sua vocação, possam integrar-se no reino de vosso Filho, e ser assinalado com
o dom do Espírito Santo. Por Cristo, nosso Senhor.

Todos: Amém.

4.3 Rito de Escrutínio (RICA p. 70, p.74, p. 77) III Domingo da Quaresma

O rito penitencial chamado escrutínio é realizado somente para os catecúmenos


eleitos, em três celebrações eucarísticas, preferencialmente no 3º, 4º e 5º domingo da
quaresma e presidido por padre ou diácono44 (RICA 156 e 158). A palavra escrutínio
lembra um exame atento, minucioso. Tem o sentido espiritual de “discernimento”, como

44
RICA, n.156 e 158.

24
indica a dupla finalidade colocada pelo ritual: “descobrir o que houver de imperfeito,
fraco e mal no coração dos eleitos, para curá-los; e o que houver de bom, forte, santo,
para consolidá-lo” 45. A comunidade, convida a participar, se beneficia com a celebração
e intercede pelos eleitos46. Os escrutínios, seguem a dinâmica bíblica da história da
salvação, sobretudo com destaque à mudança de vida para o recebimento dos sacramentos
de iniciação cristã. Os iluminados escutam os inúmeros apelos de Deus nas leituras
bíblicas e maturam sua mudança de vida47.
Em cada uma das Celebrações, depois da homilia, se faz um momento de silêncio
e oração em favor dos eleitos, na qual eles ficam de joelhos diante do celebrante, na qual
eles também são convidados a abaixarem a cabeça e se colocarem em oração. Em seguida,
os padrinhos colocam a mão sobre o ombro do eleito e a oração prossegue em forma de
preces. As preces são concluídas com a oração do exorcismo.
Os catecúmenos, junto aos seus padrinhos devem ter lugares reservados, e devem
ocupa-los antes da Missa. Após a Homília, inicia-se o rito. Os eleitos, com seus padrinhos
e madrinhas, põem-se diante do padre. O padre pede para que a comunidade em silêncio,
reze pelos eleitos, pedindo o espírito de penitência, a consciência do pecado e a verdadeira
liberdade dos filhos de Deus.

Sacerdote: Eleitos de Deus, ajoelhem-se para a Oração.

Nesse momento, os padrinhos devem colocar a mão direita sobre o ombro de cada eleito.

Sacerdote: Oremos por estes eleitos que a Igreja confiantemente escolheu após uma
longa caminhada, para que, concluída sua preparação, nestas festas pascais, encontrem o
Cristo nos seus sacramentos, dizendo: SENHOR, ATENDEI A NOSSA PRECE.

Catequista: Para que estes eleitos, a exemplo da samaritana, repassem suas vidas diante
do Cristo e reconheçam os próprios pecados, roguemos ao Senhor.

45
Idem, n. 25.

46
Idem, n.158.

47
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p. 63.

25
Catequista: Para que sejam libertados do espírito de descrença, que afasta a humanidade
do caminho de Cristo, roguemos ao Senhor.

Catequista: Para que, à espera do dom de Deus, cresça neles o desejo da água viva que
jorra para a vida eterna, roguemos ao Senhor.

Catequista: Para que, aceitando como mestre o Filho de Deus, sejam verdadeiros
adoradores do Pai, em espírito e em verdade, roguemos ao Senhor.

Catequista: Para que, tendo experimentado o maravilhoso encontro com o Cristo,


possam transmitir aos amigos e concidadãos sua mensagem de alegria, roguemos ao
Senhor.

Catequista: Para que, todos os que sofrem no mundo pela pobreza e pela falta da Palavra
de Deus, tenham a vida em plenitude prometida pelo Evangelho de Cristo, roguemos ao
Senhor.

Catequista: Para que todos nós, acolhendo o ensinamento do Cristo e aceitando a vontade
do Pai, possamos realizar amorosamente a sua obra, roguemos ao Senhor.

EXORCISMO
Após as preces, de mãos unidas, voltado aos eleitos, o Sacerdote diz:

Sacerdote: Oremos: Pai de misericórdia, por vosso Filho vos compadecestes da


samaritana e, com a mesma ternura de Pai, oferecestes a salvação a todo pecador. Olhai
em vosso amor estes eleitos que desejam receber, pelos sacramentos, a adoção de filhos:
que eles, livres da servidão do pecado e do pesado jugo do demônio, recebam o suave
jugo de Cristo. Protegei-os em todos os perigos, a fim de que vos sirvam fielmente na paz
e na alegria e vos rendam graças para sempre. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.

O Sacerdote, com as mãos estendidas sobre os eleitos, continua:

26
Sacerdote: Senhor Jesus, que em vossa admirável misericórdia convertestes a
samaritana, para que adorasse o pai em espírito e verdade, libertai agora das ciladas do
demônio estes eleitos que se aproximam das fontes da água viva; convertei seus corações
pela força do Espírito Santo, a fim de conhecerem o vosso Pai, pela fé sincera que se
manifesta na caridade. Vós que viveis e reinais para sempre.
Todos: Amém.

4.4 Segundo Escrutínio RICA p. 74. – IV Domingo da Quaresma

Os catecúmenos, junto aos seus padrinhos devem ter lugares reservados, e devem
ocupa-los antes da Missa. Após a Homília, inicia-se o rito. Os eleitos, com seus padrinhos
e madrinhas, põem-se diante do padre. O padre pede para que a comunidade em silêncio,
reze pelos eleitos, pedindo o espírito de penitência, a consciência do pecado e a verdadeira
liberdade dos filhos de Deus

Sacerdote: Eleitos de Deus, ajoelhem-se para a oração.

Inicia-se as preces pelos Eleitos. Nesse momento, os padrinhos colocam a mão


direita sobre o ombro de cada eleito.

Sacerdote: Oremos irmãos e irmãs, por estes eleitos chamados por Deus, para que,
permanecendo nele, dêem, por uma vida santa, testemunho do Evangelho, dizendo:
SENHOR, ATENDEI A NOSSA PRECE.
Leitor: Para que Deus dissipe as trevas, e a sua luz brilhe nos corações destes eleitos,
roguemos ao Senhor.

Leitor: Para que o Pai conduza esses eleitos a seu Cristo, luz do mundo, roguemos ao
Senhor.

Leitor: Para que Deus abra o coração desses eleitos, e eles proclamem a sua fé no Senhor
da luz e fonte da verdade, roguemos ao Senhor.

Leitor: Para que Deus preserve esses eleitos da incredulidade deste mundo, roguemos ao
Senhor.

27
Leitor: Para que, salvos por Aquele que tira o pecado do mundo, sejam libertados do
contágio e da influência do mal, roguemos ao Senhor.

Leitor: Para que, iluminados pelo Espírito Santo, sempre proclamem e comuniquem aos
outros o Evangelho da salvação, roguemos ao Senhor.

Leitor: Para que todos nós, pelo exemplo de nossa vida, sejamos em Cristo luz do mundo,
roguemos ao Senhor.

Leitor: Para que o mundo inteiro conheça o verdadeiro Deus, Criador de todos, que dá
aos seres humanos o espírito e a vida, roguemos ao Senhor.

EXORCISMO
Após as preces, de mãos unidas e, voltado aos eleitos, o Sacerdote diz:

Sacerdote: Oremos. Pai de bondade, que destes ao cego de nascença a graça de crer em
vosso Filho e de alcançar pela fé o vosso reino de luz, libertai estes eleitos dos erros que
cegam e concedei-lhes, de olhos fixos na verdade, tornarem-se para sempre filhos da luz.
Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.

O Sacerdote, com as mãos estendidas, sobre os eleitos, continua:

Sacerdote: Senhor Jesus, luz verdadeira, que iluminais toda a humanidade, libertai, pelo
Espírito da verdade, os que se encontram oprimidos pelo pai da mentira, e despertai a boa
vontade dos que chamastes aos vossos sacramentos, para que na alegria da vossa luz,
tornem-se como o cego outrora iluminado, audazes testemunhas da fé. Vós que viveis e
reinais para sempre.
Todos: Amém.

4.5 Terceiro Escrutínio – V Domingo da Quaresma

Os catecúmenos, junto aos seus padrinhos devem ter lugares reservados, e devem
ocupa-los antes da Missa. Após a Homília, inicia-se o rito. Os eleitos, com seus padrinhos
e madrinhas, põem-se diante do padre. O padre pede para que a comunidade em silêncio,

28
reze pelos eleitos, pedindo o espírito de penitência, a consciência do pecado e a verdadeira
liberdade dos filhos de Deus.

Sacerdote: Eleitos de Deus, ajoelhem-se para a oração.

Inicia-se as preces pelos Eleitos. Nesse momento, os padrinhos colocam a mão direita
sobre o ombro de cada eleito.

Sacerdote: Oremos, irmãos e irmãs, por estes escolhidos de Deus, para que, participando
da morte e ressurreição de Cristo, possam superar, pela graça dos sacramentos, o pecado
e a morte, dizendo: SENHOR, ATENDEI A NOSSA PRECE.
Leitor: Para que estes eleitos recebam o dom da fé, pela qual proclamem que o Cristo é
a ressurreição e a vida, roguemos o Senhor.

Leitor: Para que, livres de seus pecados, deem frutos de santidade para a vida eterna,
roguemos ao Senhor.

Leitor: Para que, rompidos pela penitência os laços do demônio, se tornem semelhantes
ao Cristo e, mortos para o pecado, vivam sempre para Deus, roguemos ao Senhor.

Leitor: Para que, na esperança do Espírito vivificamente, se disponham corajosamente a


renovar sua vida, roguemos ao Senhor.

Leitor: Para que se unam ao próprio autor da vida e da ressurreição pelo alimento
eucarístico que vão receber em breve, roguemos ao Senhor.

Leitor: Para que todos nós, vivendo uma nova vida, manifestamos ao mundo o poder da
ressureição de Cristo, roguemos ao Senhor.

Leitor: Para que todos os habitantes da terra encontrem o Cristo, e saibam que só ele
possui as promessas da vida eterna, roguemos ao Senhor.

EXORCISMO
(Após as preces, de mãos unidas, voltado aos eleitos, o Sacerdote diz:)

29
Sacerdote: Oremos. Deus Pai, fonte da vida, vossa glória está na vida feliz dos seres
humanos e o vosso poder se revela na ressurreição dos mortos. Arrancai da morte os que
escolhestes e desejam receber a vida pelo Batismo. Livrai-os da escravidão do demônio,
que pelo pecado deu origem à morte e quis corromper o mundo que criastes bom.
Submetei-os ao poder do vosso Filho amado, para receberem dele a força da ressurreição
e testemunharem, diante de todos, a vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.

O sacerdote, com as mãos estendidas sobre os eleitos, continua:

Sacerdote: Senhor Jesus Cristo, ordenastes a Lázaro sair vivo do túmulo e pela vossa
ressurreição libertastes da morte toda a humanidade, nós vos imploramos em favor de
vossos servos e servas, que acorrem às águas do novo nascimento e à ceia da vida; não
permitais que o poder da morte retenha aqueles que, por sua fé, vão participar da vitória
de vossa ressurreição. Vós que viveis e reinais para sempre.
Todos: Amém.

Segue-se a Missa do creio. Omite- se a oração dos fiéis. Indica-se a Oração


Eucarística I. Nela serão mencionados os nomes dos padrinhos e madrinhas dos eleitos.

Contudo, percebe-se nos escrutínios que a Igreja vai trabalhando a fé do eleito,


reconhecendo o progresso dessa caminhada de fé48.

5. Ritos de preparação imediata (durante o dia do Sábado Santo somente


para os catecúmenos eleitos) (RICA p. 81)

O RICA propõe, em primeiro lugar, que os eleitos façam do sábado santo um dia
de preparação pessoal para os sacramentos: “Exortem-se os eleitos a deixar o sábado
santo, o quanto possível, seus trabalhos habituais, reservar tempo para a oração e o
recolhimento e jejuar na medida de suas forças49”. Em segundo lugar, o ritual deixa a

48
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p. 64.

49
RICA, n. 26.

30
possibilidade de uma reunião dos eleitos no mesmo dia, pela manhã, que auxilie no
recolhimento e na oração50. Os iluminados quando recebem o Credo ao professarem
diante da comunidade, é notório que o Credo não se torna para eles um texto qualquer. É
a profissão de fé pública sendo assumida na vida de fé.51

A celebração se inicia de modo habitual, com a procissão de entrada, o sinal-da-cruz e a


saudação de quem preside.

Sacerdote: Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.


Todos: Amém.

Sacerdote: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do pai e a comunhão do espírito
santo estejam convosco.
Todos: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Sacerdote: Oremos. Pai amado e todo-poderoso, vós quereis restaurar todas as coisas em
Cristo a traís toda a humanidade para ele. Guiai estes eleitos da vossa Igreja e concedei
que, fiéis à sua vocação, possam integrar-se no reino de vosso Filho e ser assinalados com
o Espírito Santo, o vosso dom. por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

1ª Leitura (Fl 3,4-15)


Considerai tudo como perda diante do conhecimento de Cristo.

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses. Irmãos, também eu poderia pôr minha
confiança na carne, eu mais ainda. Fui circuncidado no oitavo dia, sou da raça de Israel,
da tribo de Benjamim, hebreu, filho de hebreus. Em relação à Lei, fariseu; pelo zelo,

50
Idem, n.193.

51
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p. 68.

31
perseguidor da Igreja de Deus; quanto à justiça que vem da Lei, sempre irrepreensível.
Mas essas coisas, que eram vantagens para mim, considerei-as como perda, por causa de
Cristo. Na verdade, considero tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste
em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor, por causa dele eu perdi tudo. Considero tudo
como lixo, para ganhar Cristo e ser encontrado unido a ele, não com minha justiça por
meio da fé em Cristo, a justiça que vem de Deus, na base da fé. Esta consiste em conhecer
a Cristo, experimentar a força da sua ressurreição, ficar em comunhão com os seus
sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na sua morte, para ver se alcanço a
ressurreição dentre os mortos. Não que já tenha recebido tudo isso, ou que já seja perfeito.
Mas corro para alcança-lo, visto que já fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, eu não
julgo já tê-lo alcançado. Uma coisa, porém, eu faço: esquecendo o que fica para trás, eu
me lanço para o que está na frente. Corro direto para a meta, rumo ao prêmio, que, do
alto, Deus me chama a receber em Cristo Jesus. É assim que, enquanto perfeitos, devemos
sentir e pensar. E se tiverdes um outro modo de sentir, Deus vos revelará o seu
pensamento a esse respeito. Palavra do Senhor.

Salmo responsorial – Sl 62,2.3-4.5-6.7-8


R: Ó Senhor, o meu Deus, ansioso vos busco!

Sois vós, ó Senhor, ó meu Deus!


Desde a aurora ansioso vós busco!
A minh’alma tem sede de vós,
Minha carne também vos deseja,
Como terra sedenta e sem água!

Venho, assim, contemplar-vos no templo,


Para ver vossa glória e poder.
Vosso amor vale mais do que a vida:
E por isso meus lábios vos louvam.

Quero, pois, vos louvar pela vida,


e elevar para vós minhas mãos!
A minh’alma será saciada,
Como em grande banquete de festa;

32
Cantará a alegria em meus lábios,
Ao cantar para vós meu louvor!

Penso em vós no meu leito, de noite,


Nas vigílias suspiro por vós!
Para mim fostes sempre um socorro;
De vossas asas à sombra eu exulto!

Aclamação ao Evangelho
R: Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo, Palavra de Deus!

Tanto Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único;
Todo aquele que crer nele, há de ter a vida eterna.

Evangelho (Mc 8,27-31)


Tu és o Messias!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. Naquele tempo, Jesus partiu
com seus discípulos para os povoados de Cesaréia de Filipe. No caminho perguntou aos
discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” Eles responderam: “Alguns dizem que
tu é João Batista; outros, que és Elias; outros ainda, que és um dos profetas”. Então ele
perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Messias”. Jesus
proibiu-lhes severamente de falar a alguém a seu respeito. Em seguida, começou a ensiná-
los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos
sumos sacerdotes e doutores da Lei, devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias.
Palavra da Salvação.

(Homilia)

RECITAÇÃO DO SÍMBOLO
Sacerdote: Queridos eleitos e eleitas, queiram aproximar-se para recitar as palavras de fé
que lhes foram entregues e vocês desejam guardar com pureza de coração. Elas são o
símbolo, isto é, um resumo de nossa fé. São poucas palavras, mas contêm grandes
mistérios.

33
O Sacerdote entrega a Oração do Credo aos eleitos.

Oração para a recitação do Símbolo


Sacerdote: Oremos, irmãos e irmãs, para que Deus conserve e faça crescer sempre a fé
que foi semeada no coração destes eleitos.

(Breve silêncio)
Sacerdote: Concedei, Senhor, que estes eleitos, tendo acolhido o vosso plano de amor e
os mistérios da vida de vosso Cristo, possam sempre proclamá-los com palavras e vive-
los pela fé, cumprindo em ações a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.

Recitação do Símbolo
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas
visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de
Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram
feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos céus. E se encarnou pelo
Espírito Santo no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado
sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as
Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em
sua glória, para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito
Santo, Senhora que dá a vida e procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado
e glorificado: ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, uma, santa, católica e
apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados e espero a ressurreição
dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

RITO DO “ÉFETA”

Sacerdote: Ouçamos as palavras do Evangelho segundo Marcos.

Naquele tempo, Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até
o mar da Galiléia, atravessando a região da Decápole. Trouxeram então um homem surdo,
que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. Jesus afastou-se

34
com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos,
cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. Olhando para o céu, suspirou e disse: “Éfeta!”,
que quer dizer: “Abre-te!” Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e
ele começou a falar sem dificuldade. Jesus recomendou com insistência que não o
contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. Muito
impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos
mudos falar”.

A seguir, quem preside, tocando com o polegar os ouvidos e os lábios de cada eleito, diz.:
Éfeta, isto é, abre-te, a fim de proclamardes o que ouviste, para louvor e glória de Deus.

RITO DA UNÇÃO

Sacerdote: Bendito sejais vós, Senhor Deus, porque, no vosso imenso amor, criastes o
mundo para nossa habitação.
Todos: Bendito seja Deus para sempre!

Sacerdote: Bendito sejais vós, Senhor Deus, porque criastes a oliveira, cujos ramos
anunciaram o final do dilúvio e o surgimento de uma nova humanidade.
Todos: Bendito seja Deus para sempre!

Sacerdote: Bendito sejais vós, Senhor Deus, porque, através do óleo, fruto da oliveira,
fortaleceis vosso povo para o combate da fé.
Todos: Bendito seja Deus para sempre!

Sacerdote: Ó Deus, proteção de vosso povo, que fizeste do óleo, vossa criatura, um sinal
de fortaleza: concedei a estes catecúmenos a força, a sabedoria e as virtudes divinas, para
que sigam o caminho do Evangelho de Jesus, tornem-se generosos no serviço do reino e,
dignos da adoção filial, alegrem-se por terem renascido e viverem em vossa Igreja. Por
Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.

Sacerdote: O Cristo Salvador lhes dê a sua força simbolizada por este óleo da salvação.
Com ele os ungimos no mesmo Cristo, Senhor nosso, que vive e reina pelos séculos.

35
Todos: Amém.

6. Terceira Etapa: Celebração dos Sacramentos da Iniciação na Vigília


Pascal (RICA p. 93 à 103)
É aqui que acontece o “coroamento” de todo o processo de iniciação cristã. Atinge
seu cume na vigília pascal, com a celebração sacramental. Teologia e espiritualidade
interagem no núcleo da celebração pascal. A interiorização dos textos sagrados e a
disposição interior do adulto ajudarão a frutificar os sacramentos da iniciação cristã
dentro da comunidade de fé que o acolheu e acompanhou sua trajetória cristã. A presença
da comunidade na celebração sacramental dá coragem e força ao adulto, para que, depois
de recebido os sacramentos, possa viver sua caminhada mistagógica com louvor e
dignidade52.
A celebração do batismo, da confirmação e da comunhão é a última etapa do
itinerário proposto pelo ritual da iniciação53. Realiza-se na “santa noite da vigília pascal”
normalmente54. A vigília anual marca a noite em que o Senhor passou da morte à vida.
O RICA indica as seguintes alternativas no caso da iniciação não poder ser
celebrada na vigília pascal: em primeiro lugar o próprio domingo da ressurreição55 e os
dias da semana na oitava da páscoa56, depois o tempo pascal57 e, por último, também o
tempo comum, mas privilegiando, na medida do possível o dia de domingo58. O ritual
lembra ainda que a celebração dos sacramentos de iniciação tem sempre “caráter pascal”,
mesmo quando realizada fora da vigília pascal59. Nela deve transparecer a “alegria da
ressurreição”.

52
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p. 69.

53
RICA, n.27.

54
Idem, n.208.

55
RICA, n.58.

56
Idem, n. 55.

57
Idem, n.58.

58
Idem, n.59.

59
Idem, n.209.

36
Quanto à celebração da confirmação, a preferência do ritual é pela sua celebração
conjunta com o batismo. A tradição da Igreja e o próprio mistério celebrado sustentam
essa preferência do ritual60.
Quanto ao rito, é prosseguido após a homília com:

● Apresentação dos eleitos e exortação de quem preside;

● Ladainha;

● Oração sobre a água;

● Renúncia;

● Profissão de fé;

● Banho Batismal;

● Unção depois do Batismo: caso não haja o Sacramento da Confirmação;

● Veste Batismal;

● Entrega da Luz;

● Ritos Complementares, caso haja o Sacramento da Confirmação;

Os neófitos são lembrados na oração eucarística61. Os neófitos, padrinhos e toda


a assembleia, convém comungar sobre as duas espécies62.
Na Diocese de Osasco, a recomendação é que não se administre o sacramento do
Crisma na Vigília Pascal, caso seja realizado com base no RICA a administração do
Sacramento, deve ser passado para orientações e autorização prévia do Bispo Diocesano.

7. Quarto tempo: tempo da mistagogia

A mistagogia é, ao mesmo tempo, conhecimento do mistério contido nas


Escrituras e conhecimento do mistério contido na Liturgia. Catequese e liturgia sempre
foram os dois braços da Igreja que se abriam aos novos filhos ou filhas. O termo
mistagogia é de origem grega, formado por dois vocábulos: “misté” + “aguéin”. “Misté”

60
Idem, n.34.

61
RICA, n.233.

62
Idem, n.234.

37
vem de “mistério”, e “aguéin” significa “conduzir”, “guiar”. A partir de sua origem
concluímos que a mistagogia é a ação de guiar para dentro do mistério63. Para o
desenvolvimento da mística e da inteireza nos mistérios litúrgicos, é preciso mergulhar
nesse mistério, que vem o grego “mystérion”, coisa secreta, tem relação com a ação de
calar a boca; o verbo é “myein”, fechar, se fechar, calar; “mystes”, que se fechado que
guarda segredo, o iniciado. Mistério é o desígnio divino da salvação, concentra-se na
pessoa de Jesus, sua vida, morte e ressurreição. É necessário descobrir o mistério da
pessoa de Jesus e os mistérios do Reino64.
A beleza desse tempo é a caminhada constante. Ninguém está totalmente pronto.
A comunidade fará a “ponte” dos neófitos e as respectivas demandas missionárias e
pastorais65.
A mistagogia não é apenas o último tempo, mais muitas pessoas que chegam às
nossas igrejas já fizeram todo processo mas não foram totalmente iniciadas. Portanto, não
deve ser somente último momento, mas deve marcar toda a atitude catequética de maneira
especial desde a acolhida das pessoas na igreja.
Mistagogia significa conduzir, guiar e introduzir ao mistério do amor divino. Para
que o foco do mistério apareça, é necessário silenciar-se totalmente, mas sabemos que a
mistagogia é essa condução. Somos convidados a levar as pessoas a fazer essa experiência
mais profunda do amor divino. E é importante, porque parte de algo que recebemos e
celebramos e que compreendemos intimamente onde unimos o celebrado e o vivenciado
através da vida diária e, somos chamados de cristãos desde então.
Contudo, o tempo da Mistagogia se vivencia durante todo o período pascal, no
coração da comunidade eclesial.
Portanto, o que está em jogo na mistagogia não é nada mais, nada menos que nossa
relação com o mistério de Deus, que é mistério de nossa própria vida e da história. É
necessário que sejamos “iniciados” no mistério, não somente com palavras, mas
principalmente através das ações simbólicas, de ritos. No sentido original, são os ritos (as
celebrações litúrgicas) que tem essa função mistagógico de nos conduzir para dentro do

63
DE OSASCO, CENTRO CATEQUÉTICO DIOCESANO–Diocese. Querigma e Mistagogia:
Caminhos à Iniciação Cristã. Paulus 3ª Edição,2011, p.73.

64
Idem, p.75.

65
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p.73.

38
mistério. É o caminho para que se possa ir penetrando nesse mistério de Cristo. É preciso
conhecê-lo para amá-lo e querer ficar com ele.66

8. Pedagogia das Idades

Na Diocese de Osasco, a partir de 2025, as idades de início para cada etapa do


processo catequético serão da seguinte forma:

● Dos 7 aos 8 anos: Pré catequese;

● A partir dos 9 anos: catequese infantil em preparação para 1ª Eucarístia;

● A partir dos 12 anos: perseverança. Nesta etapa, deve-se fazer uma


transição da catequese para o Crisma, onde o adolescente pode ser
incentivado a conhecer as pastorais e movimentos da igreja e ser acolhido
em alguma atividade juvenil que a paróquia possa oferecer. Também neste
processo, o catequista de perseverança deve cultivar a catequese
mistagógica.

● A partir dos 13 anos: Crisma. A Catequese neste período deve durar dois
anos.

9. ENTREGA DOS SÍMBOLOS PARA A CATEQUESE INFANTIL

A pré-catequese se inicia com crianças a partir dos seus 7 anos de idade até os
seus 8 anos. O objetivo da fase de pré-catequese é o contato com a pessoa de Jesus e na
liturgia. Pode haver nessa parte do processo uma metodologia se utilizando dos álbuns
litúrgicos, para destacar o domingo, livros com parábolas, canções, ainda dinâmicas
dentro do tema do encontro.
Na pré-catequese podem ser feitas entregas no início de cada uma das fases,
podendo assim celebrar, com a presença dos pais:
Início do ano: Entrega da Oração do Anjo da Guarda;
Encerramento do Semestre: Entrega do Terço;
Encerramento do Ano: Entrega do Menino Jesus, contemplando todo o tempo do
Advento e o mistério do Natal no qual meditamos os sagrados evangelhos da infância de
Jesus.

66
DE OSASCO, CENTRO CATEQUÉTICO DIOCESANO–Diocese. Querigma e Mistagogia:
Caminhos à Iniciação Cristã. Paulus 3ª Edição,2011, p.74.
39
9.1 Catequese de Crianças e Adolescentes

A catequese de crianças e adolescentes é realizada a partir dos 09 anos67. Para uma


adequada catequese de iniciação à vida cristã, é importante destacar a participação em
80% dos encontros catequéticos e em todas as celebrações de entregas. As entregas
oficiais para inspiração catecumenal da catequese de crianças e adolescentes (cruz, bíblia
e a oração do Pai Nosso) podem e devem ser realizadas na Missa com a presença da
comunidade e das famílias. Para isso precisamos da atuação da Comissão paroquial de
iniciação à vida cristã, sobretudo da Pastoral da Liturgia para uma boa preparação.
As entregas são:
Entrega da Cruz e da Bíblia: A entrega da Cruz e da Bíblia deve acontecer no
tempo da evangelização, inclusive sugerimos a entrega no Início das atividades da
Catequese, excepcionalmente para as turmas iniciantes, motivando-os a participarem dos
encontros carregando a cruz em vosso peito e se aprofundando na Palavra de Deus desde
o início do tempo da catequese. A sugestão é: primeiro encontro do ano, dentro da Santa
Missa.
É de suma importância o catequista trabalhar durante todo ano o sentido da cruz,
pedindo que venham com sua cruz para o encontro, nas missas, para uma profunda
experiência com o sinal da nossa salvação. É fundamental essa evangelização. Após todo
percurso durante o ano, a criança no ano seguinte dá continuidade no processo catequético
na segunda etapa.
Entrega da Oração do Senhor: A entrega da Oração do Senhor pode ser feita na
conclusão do ano, propriamente no primeiro domingo do Advento. No início da
catequese, devemos aprofundar a espiritualidade cristã e a importância da vida de oração,
preparando para a entrega da oração do Pai Nosso, modelo para uma vida de oração
pessoal e comunitária. Jesus, em vários momentos, parou para rezar e ensinou a rezar: a
Oração do Pai Nosso é resposta do pedido dos discípulos, quer observando o testemunho
de Jesus em oração, pede que os ensinem a rezar. Essa oração fundamental recebida do
Senhor, é transmitida com o convite para meditação e reflexão, depois entregue para ser
rezada junto com a comunidade dos fiéis.
Estando próximos para receberem o Sacramento da Eucaristia, as crianças e
adolescentes obrigatoriamente se preparam para o Sacramento da Penitência. Para este
momento, deve-se haver uma boa preparação para a Confissão, através de celebrações

67
Se completar 09 anos até metade do ano, pode-se ingressar na Catequese.

40
penitenciais, maior proximidade do padre com as turmas com a sua presença de bom
pastor. Contudo, adentra-se nos ritos penitenciais, compostos pelo tempo de Purificação
e Iluminação.

9.2 Etapa da Perseverança

Tendo em vista o tempo mistagógico, deve vivenciar sobretudo o tempo pascal,


promovendo uma peregrinação que pode ser a um santuário ou de uma paróquia a outra
vizinha, deve promover um dia social aproximando os adolescentes de uma prática
caritativa e de realizar um retiro de profunda espiritualidade Mariana suscitando uma
devoção autêntica sobre o mistério da intercessão da Virgem Maria superando um
devocionismo e amadurecendo a fé olhando Maria como modelo de discípula missionária.

9.3 Catequese de Crisma

O jovem a partir dos seus 13 anos de idade, dará início a Catequese de Crisma
com duração de exata de dois anos, com encontros semanais. Nesta etapa, é preciso
aprofundar cada uma das verdades da nossa fé contida no Creio, assim, entregando a mais
antiga entrega que conhecemos: Profissão de fé. Tal entrega tem um sentido muito
importante dentro da iniciação à vida cristã: é necessário manifestar publicamente a fé,
assumindo e proclamando com os fiéis a síntese de nossas verdades, não cometendo o
erro de considerar o Creio como simples enumerado de proposições que devem ser aceitas
pelos fiéis. É preciso adesão, aceitação ativa e dinâmica para uma fecunda experiência de
fé. Sugere-se a entrega da Profissão de fé na conclusão do semestre.
Dentro do período do Crisma o jovem deve ser levado a um discernimento
vocacional, conhecendo mais de perto as pastorais com seus dons e carismas, de forma
que isso suscite no crismando um aprofundamento nessas pastorais e movimentos para
um engrandecimento e continuidade da vida de fé, após o tempo de catequese de Crisma.
Motivar a participação em feiras vocacionais, no Comvocação ou outros eventos que
demonstre para ele cada vocação particular que nossa igreja oferece.
Sobre a escolha dos escolha dos padrinhos o Diretório dos Sacramentos da
Diocese de Osasco, pede:

● Tenha dezesseis anos completos, a não ser que outra idade seja
determinada pelo bispo diocesano (cân. 874, § 1,2o) (137).

● “Os padrinhos e/ou madrinhas devem ser significativos na vida dos seus
afilhados pelo testemunho de vivência cristã que devem dar a eles. Os
41
padrinhos e madrinhas representam a própria comunidade e assumem o
compromisso de acompanhá-los na sua caminhada de fé” (141).

● Para ser padrinho ou madrinha é aconselhável que tenha as seguintes


condições: a) ser católico e ter recebido os Sacramentos da Iniciação
Cristã; b) ter pelo menos dezesseis anos; c) se for casado, tenham recebido
o sacramento do matrimônio (cân. 893 e 874); d) se for divorciado, que
não esteja com um novo relacionamento; e) se for desquitado, que não
esteja com um novo relacionamento (142).

10. RITOS DE ENTREGA DOS SÍMBOLOS

Conforme orientado no capítulo 9, as entregas dos símbolos são separadas por etapas, sendo:
Pré-catequese; Catequese de 1ª Eucaristia e de Crisma.

10.1 ENTREGA DA ORAÇÃO DO ANJO DA GUARDA

No inicio do ano, realiza-se a entrega da oração do anjo da guarda para as crianças da pré-
catequese. Como forma de acolhida, o sacerdote realiza a benção das crianças e entrega-lhes a oração
para que seja proferida em voz alta. É de suma importância, o sacerdote orientar as crianças e seus
familiares sobre a importância da vida de oração diária.
Após a homilia, o sacerdote convida as crianças à frente e o sacerdote estende as mãos e o rito
prossegue-se da seguinte forma:
Oremos: Senhor nosso Deus, que da boca das crianças recebestes o louvor do vosso nome, olhai
benignamente para estas crianças que a fé da Igreja recomenda à vossa imensa piedade; e assim como o
vosso Filho, nascido da Virgem Maria, recebia de boa vontade as crianças, as abençoava e abraçava e
as propunha a todos como exemplo a imitar, assim também, Pai santo, derramai sobre elas a vossa
bênção, para que, à medida que vão crescendo, por meio da sã convivência com as pessoas maiores e
com a assistência do Espírito Santo, se tornem testemunhas de Cristo no mundo e sejam mensageiras e
defensoras da fé que professam. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Asperge-se as crianças e logo em seguida, entrega-lhes a Oração do Anjo da Guarda e todas crianças
rezam juntos a Oração. Fica a critério de cada comunidade planejar a arte e imprimir para entregar a
oração para as crianças.

10.2 ENTREGA DO TERÇO PARA PRÉ-CATEQUESE

No encerramento do 1º semestre, as crianças da pré-catequese são convidadas à receberem o


santo terço. É de suma importância a catequese e orientação do sacerdote em relação à vida de oração e
42
de modo especial, a oração do terço todos os dias com a família.
Após a homilia, o sacerdote convida as crianças à frente e realiza a benção e entrega do terço às
crianças.
O rito prossegue-se da seguinte forma:
Pe.: Ó Deus de toda perfeição fonte de toda graça e prêmio dos santos, concedei-nos por
intercessão de (inserir o santo padroeiro), usar esse terço que trazemos para abençoardes com intenção
de imitar os santos que celebramos, para que possamos obter sua proteção na terra e participar de sua
glória no céu. Por Cristo nosso Senhor. Amém.
Logo após, asperge-se os terços.
Em seguida, os catequistas organizam a fila com suas respectivas turmas e uma criança por vez
se aproxima do sacerdote na qual o mesmo entrega para a criança o terço. A criança beija o terço, e em
seguida, retorna ao lugar. Enquanto isso, canta-se.

10.3 ENTREGA DO MENINO JESUS

Encerrando o ano, preparando-se assim para o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, realiza-se a
entrega do Menino Jesus para as crianças da pré-catequese, contemplando todo o tempo do Advento e
o mistério do Natal no qual meditamos os sagrados evangelhos da infância de Jesus.
O Sacerdote, após a homilia, prossegue com a benção:

Deus, nosso Pai: de tal modo amaste os homens, que nos enviaste o teu Único Filho, Jesus, nascido da
Virgem Maria, para nos salvar e reconduzir a Ti.
Nós te pedimos, que, pela tua bênção, esta imagem que trazemos conosco, seja em nossas casas, o sinal
da tua presença e do teu amor.
Pai Bom: dá também a tua bênção, aos nossos pais, aos nossos familiares e amigos.
Abre o nosso coração, para que saibamos receber Jesus, na alegria, fazer sempre aquilo que Ele pede,
vê-lo em todos os que têm necessidade do nosso amor.
Nós to pedimos, em nome de Jesus, Teu amado filho, que veio para dar ao mundo a Paz. Ele que vive e
reina pelos séculos dos séculos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Asperge-se as Imagens do Menino Jesus e entrega para cada criança. O Catequista organiza a fila para
a entrega da imagem do Menino Jesus. Enquanto isso, canta-se.

10.4 ENTREGA DA CRUZ E DA PALAVRA

A benção e entrega do Crucifixo e da Palavra é realizada no primeiro encontro do ano, sendo a


Missa de Abertura da Catequese na Paróquia. A Entrega do Crucifixo e da Palavra de Deus é feita a
todas as crianças da 1ª etapa que iniciam neste dia seu processo catequético. Ambos são indispensáveis
43
nos encontros da Catequese durante todo o processo. As crianças da 2ª etapa já receberam no ano
anterior, portanto, não é necessário receber novamente.
O rito prossegue-se da seguinte forma:
Reserva-se os bancos antes da Missa para todas as crianças da 1ª Etapa.
Organiza-se também uma mesa com toalha branca no presbitério onde ficam as Bíblias e os
crucifixos.
Inicia-se a missa como de costume. Após as preces, o Sacerdote à frente da mesa do altar, diz
algumas palavras de boas vindas aos catequizandos e logo em seguida, inicia o rito da benção.
Pe.: Deus, Pai de misericórdia, que enviou ao mundo a sua Palavra e pelo seu Espírito nos conduz à
verdade plena, faça de nós mensageiros do Evangelho e testemunhas do seu amor no mundo.
Ao procedermos à bênção solene destes crucifixos e dessas bíblias, queridos irmãos caríssimos,
veneremos com fé o eterno desígnio de Deus, que fez do mistério da cruz o sinal admirável da
misericórdia divina. Sempre que olhamos para a cruz, recordemos que nela se consumou o mistério de
amor com que Cristo amou a sua Igreja. Cristo suprimiu com o seu sangue toda a divisão entre os
homens e de todos os povos fez um só povo, o povo de Deus.
Sempre que veneramos a cruz, tomemos consciência de que somos e nos declaramos discípulos de Cristo
e, tomando cada um a sua própria cruz, sigamo-lo fiel e generosamente. Esforcemo-nos por participar
atentamente nesta celebração, para que brilhe para nós o mistério da cruz com novo fulgor e possamos
sentir mais eficazmente o seu poder vivificante.

Oremos: O sacerdote de braços abertos

Deus de misericórdia infinita, cujo Filho Unigenito, ao passar deste mundo para Vós, pregado no
madeiro da cruz, reconciliou convosco a família humana, olhai para os vossos servos que levantaram
este sinal de salvação e concedei que, protegidos pelo seu poder, tomando sobre si a sua cruz e seguindo
os caminhos do Evangelho, alcancem a felicidade celeste.
Humildemente imploramos da vossa bondade que, tendo-nos reunido para estudar as Escrituras,
alcancemos o conhecimento perfeito da vossa vontade, para que, fazendo sempre o que é do vosso
agrado, dêmos frutos abundantes em toda a espécie de boas obras.
Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

O Sacerdote asperge os Crucifixos e as Bíblias. Em seguida, os catequistas organizam a fila com suas
respectivas turmas e uma criança por vez se aproxima do sacerdote na qual o mesmo impõe o crucifixo
na criança e logo após, lhe entrega a Palavra de Deus. A criança beija o crucifixo e a palavra de Deus.
Em seguida, retorna ao lugar. Enquanto isso, canta-se.
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10.5 ENTREGA DO TERÇO PARA CATEQUESE DE 1ª EUCARÍSTIA

A Benção e Entrega do terço é realizada no Encerramento do 1º Semestre, final de junho à todas


as crianças da 1ª etapa que encerram neste dia o 1º Semestre. As crianças da 2ª etapa já receberam no
ano anterior, portanto, não é necessário receber novamente.
Reserva-se os bancos antes da Missa para todas as crianças da 1ª Etapa.
Organiza-se antes da Missa, no presbitério, uma mesa com toalha branca onde coloca-se os
terços.
Inicia-se a missa como de costume. Após as preces, o Sacerdote à frente da mesa do altar, diz
algumas palavras sobre a importância da Oração aos catequizandos e logo em seguida, inicia o rito da
benção.

Pe.: Ó Deus de toda perfeição fonte de toda graça e prêmio dos santos, concedei-nos por intercessão de
(inserir o santo padroeiro), usar esse terço que trazemos para abençoardes com intenção de imitar os
santos que celebramos, para que possamos obter sua proteção na terra e participar de sua glória no céu.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.
Logo após, asperge-se os terços.
Em seguida, os catequistas organizam a fila com suas respectivas turmas e uma criança por vez
se aproxima do sacerdote na qual o mesmo entrega para a criança o terço. A criança beija o terço, e em
seguida, retorna ao lugar. Enquanto isso, canta-se.

10.6 ENTREGA DA ORAÇÃO DO SENHOR

A Entrega da Oração do Senhor é realizada na missa de encerramento da catequese no final do


ano à todas as crianças da primeira etapa que encerram neste dia o 2º Semestre.

Reserva-se os bancos antes da Missa para todas as crianças da 1ª Etapa.


Organiza-se antes da Missa, no presbitério, uma mesa com toalha branca onde coloca-se as
orações. Fica a critério da paróquia digitar e criar a arte com a oração para ser entregue aos
catequizandos.
Inicia-se a missa como de costume. Após a Doxologia final, no momento do Rito da Comunhão,
os catequistas organizam a fila com suas respectivas turmas e o sacerdote à frente do altar, dirá algumas
palavras sobre a importância da Igreja, da Oração e entregará a cada criança a Oração do Pai-nosso. Ao
receber, a criança retorna ao lugar e logo em seguida, os fiéis juntamente com os catequizandos recitam
juntos à Oração do Senhor.
Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a
vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas
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ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas
livrai-nos do mal.

10.7 ENTREGA DA PROFISSÃO DE FÉ – CRISMA

A Entrega da Profissão de fé e da Oração do Senhor é feita a todos os jovens da 1ª etapa da


Catequese de Crisma que encerram neste dia o 2º Semestre.

Reserva-se os bancos antes da Missa para todas os jovens da 1ª Etapa.


Organiza-se antes da Missa, no presbitério, uma mesa com toalha branca onde coloca-se as orações.
Fica a critério de cada comunidade organizar e preparar a folha com a oração.

Inicia-se a missa como de costume. Após a homilia, os catequistas organizam a fila com suas respectivas
turmas e o sacerdote à frente do altar, dirá algumas palavras sobre a importância da Igreja, da Profissão
de fé, da Oração e entregará a cada criança a Profissão de fé. Ao receber, a criança retorna ao lugar e
logo em seguida, todos professarão a fé.
Após a entrega para a última criança, o Sacerdote convida a todos ficarem de pé e professarem juntos a
fé com toda a assembleia:
Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e
invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos
os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado,
consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação,
desceu dos céus: e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também
por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua
glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que
dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou pelos
profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para remissão dos
pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

11. SOBRE A ACOLHIDA E AS INSCRIÇÕES NA CATEQUESE

É de suma importância a catequese paroquial ser marcada por um bom acolhimento, e um


método que pode ser realizado para esse acolhimento á a realização da Festa das Inscrições. Esse é um
dia em que os catequistas, párocos e comunidades acolhem os pais para efetuarem a inscrição dos filhos,
ou mesmo o adulto sua própria inscrição para o processo de iniciação à vida cristã, além de serem tiradas
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dúvidas do próprio processo de catequese em cada uma etapa. Dessa forma tornando o processo mais
acolhedor e com diálogo entre familiares e catequistas, superando a burocracia da matrícula nas
secretarias paroquiais ou inscrições online.
Importante também será a primeira conversa do catequista com a pessoa que deseja fazer a
caminhada. Deve ser marcada para uma ocasião e lugar que possibilitem um verdadeiro encontro
pessoal. Nada de “matrícula”. Deve ser uma entrevista de acolhida, de diálogo, de respeito e liberdade,
de esclarecimento de intenções, de ocasião para o conhecimento de sua situação de vida e de fé..., na
qual se suscitem a confiança e a boa disposição.
Sugerimos que aconteçam em horários acessíveis aos pais, que haja uma acolhida, abertura para
diálogo ou esclarecimento de dúvidas, podendo ser inclusive nas salas de catequese, que já poderiam
estar preparadas para os encontros.

11.1 Festa da Acolhida

A Festa da Acolhida ou encontro de abertura é o próximo passo após as inscrições. É momento


do primeiro encontro das novas turmas para o início da catequese, com oração, partilha, orientações,
tudo com a presença dos catequizandos/ catecúmenos e familiares.
Sugerimos para o momento, que aos pais ou responsáveis, seja apresentado o processo de
iniciação à vida cristã, não por idades ou ano letivo, nem quanto tempo cada fase, mas o processo, de
modo claro a compreenderem nossa organização para formar discípulos missionários. Façam o caminho
contendo os tempos e entregas; preparem as salas de encontro e apresente aos pais ou responsáveis;
façam um momento orante e celebrativo, podendo inclusive ser concluído com uma simples
confraternização.

12. ORIENTAÇÕES PARA CRIANÇAS EM IDADE DE CATEQUESE QUE SÃO


CATECÚMENAS (NÃO BATIZADAS) – (RICA 306-369)

A) SOBRE O PROCESSO E OS RITOS: O Processo pode acontecer em turmas


mistas (catequizandos e catecúmenos) e a iniciação se faz progressivamente
baseada no grupo catequético. A opção das celebrações como entrada no
catecumenato, os escrutínios e o próprio batismo, podem ser realizados somente
com a presença dos pais, familiares, a turma de catequizandos, sem a necessidade
da presença da comunidade. (RICA n. 310 - 311)

B) PARTICIPAÇÃO NA CATEQUESE: Para um entendimento mais profundo a


respeito do Sacramento do Batismo é necessário que o catequizando seja
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evangelizado a respeito da importância do sacramento, por isso a celebração do
Sacramento do Batismo não deve acontecer logo no início da catequese, mas sim
após um período em que ela já esteja participando da vida da comunidade e nos
encontros catequéticos. Se a criança ainda está na idade da catequese para a
primeira comunhão, o ideal é que a celebração do sacramento ocorra após o 2º
Tempo – CONHECENDO A FÉ da catequese eucarística.

C) ESCRUTÍNIOS OU RITOS PENITENCIAIS (RICA 330-342): devem


acontecer próximo ao dia do batismo, com a presença dos catecúmenos,
padrinhos, catequistas e turma de catequese, tornando-se uma celebração
penitencial para os que não são catecúmenos. Haja pelo menos um rito com preces
e oração de exorcismos.

D) CELEBRAÇÃO DO BATISMO (RICA 347-360): A celebração do sacramento


do Batismo pode preferencialmente ser realizada na vigília pascal ou ao longo do

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tempo pascal, ou dentro de outro período de acordo com a realidade local. Uma
sugestão apresentada pelo material diocesano para as crianças que estão em busca
da primeira comunhão é que aconteça no final do 2º Tempo – CONHECENDO A
FÉ da catequese de iniciação eucarística.

13. FORMAÇÃO DO CATEQUISTA NA DIOCESE DE OSASCO

Todo catequista, chamado à catequese, deve responder prontamente a sua vocação por meio de
um processo formativo. Todos os catequistas devem participar das formações paroquiais, regionais e
diocesanas através da Escola Catequética Discípulos de Emaús, e demais formações paroquiais tendo
assim uma formação contínua. As datas destes módulos são estipuladas pela comissão de catequese

13.1 Formação paroquial

Cada paróquia com o seu pároco organiza a formação de novos catequistas, gozando da
autonomia de formar esses novos catequistas; durante esse processo formativo o novo catequista deveria
atuar como auxiliar das turmas de catequese já em andamento nas comunidades.
A formação do novo catequista deve ser com base no Catecismo de Igreja Católica ou de seu
compêndio, e referências eclesiais notas da Igreja, no período de formação que achar determinado e
suficiente pelo Pároco.

13.2 Formação diocesana

A Diocese juntamente com as suas 9 regiões pastorais realiza sempre no primeiro domingo de
fevereiro, o Congresso Catequético, com o mesmo tema destinado às 9 regiões pastorais em comunhão
com a Diocese. Por conta da extensão da Diocese, é preferível cada região pastoral escolher uma Matriz
ou Comunidade para sediar o Congresso na sua região.
A escola catequética discípulos de Emaús é um serviço prestado pela comissão diocesana, todos
os catequistas mesmo os que estão em início de formação necessariamente devem participar mantendo
a comunhão regional e diocesana com o bispo primeira referência da catequese.
A comissão diocesana determinará os temas tratados em 4 módulos dividido em período de 2
anos e cada módulo deverá respeitar a uma carga horário total de 10 a 08 horas semestrais, que serão
abordados na escola catequética, sendo uma formação permanente revisitando as notas da igreja e as
urgências da ação evangelizadora.

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13.3 Semana bíblico-catequética

A Semana Bíblico-Catequética é uma realidade que faz parte da história da Diocese de Osasco,
ela acontece sempre no mês de julho, dividido pelas 9 regiões pastorais de nossa Diocese, envolvendo
não somente os catequistas, como todos os agentes de pastorais. Os temas são escolhidos conforme a
necessidade pastoral, tratando na maioria das vezes de documentos da igreja, formações no âmbito
bíblico, catequético, litúrgico e eclesiológico. Essas formações são de suma importância para caminhada
diocesana e deve ser bem participada pelas paróquias e comunidades de nossa Diocese.

14. CONCLUSÃO

O presente Diretório Diocesano de Catequese foi elaborado pela Comissão Diocesana de


Iniciação à Vida Cristã para uso de experimento durante o ano de 2024. A partir de 2025, este Diretório
deverá ser seguido obrigatoriamente por todas as paróquias. Assim, com base nas avaliações e frutos de
sua aplicabilidade, a comissão estará acompanhando cada passo deste processo para que este diretório
seja promulgado definitivamente no encerramento do Ano Santo de 2025.

Osasco, 06 de dezembro de 2024.


Dom João Bosco Barbosa de Sousa

Bispo Diocesano de Osasco.

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