Diretrizes da Catequese na Diocese de Osasco
Diretrizes da Catequese na Diocese de Osasco
2024
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 4
6. Terceira Etapa: Celebração dos Sacramentos da Iniciação na Vigília Pascal (RICA p. 93 à 103)... 36
Com todo esse rico e maravilhoso tesouro do qual nos leva diretamente a
vivenciarmos a experiência de Jesus Cristo na vida de cada um de nós e que possamos
transmiti-Lo a tantos outros, para que essa experiência transformadora de amor possa
atingir o maior número de corações possíveis, desde a primeira infância até as idades mais
avançadas do homem, através do caminho que é utilizado desde os primeiros séculos
coma a igreja primitiva, o caminho de iniciação a vida cristã na imersão catecumenal, que
gera para o mundo autênticos e fiéis seguidores de Jesus Cristo, que se colocam no posto
de novos discípulos e anunciadores do Reino de Deus.
Com o diretório passamos a possuir uma fonte de consulta objetiva e clara quanto as
informações da catequese, colocando assim até o material que foi elaborado e fica a
disposição para utilização de todo catequista desde a etapa da pré catequese até a
4
catequese com adultos, formando um compêndio. Formamos assim uma fonte para
conceitos, diretrizes, apontamentos e informação da catequese diocesana.
Este documento também é fruto de um trabalho de várias mãos, que ao longo de todos
esses anos sabido de todos, tornou a catequese da Diocese de Osasco, referência em todo
o Brasil. Referência de textos, livros, edições, mas principalmente de catequistas que
dedicaram ou ainda dedicam as suas vidas a primeira evangelização das nossas crianças,
jovens e adolescentes, e que quer frutificar ainda mãe, evangelizando também nos seios
de cada família cristã que forma sua pequena igreja.
Com isso colocamos textos e documentos elaborados para que sejam a base de nossas
catequeses em cada uma das comunidades da amada e vasta Diocese de Osasco, como
dito por Pe. Dr. Gilvan Leite de Araujo na apresentação do livro Querigma e Mistagogia:
5
“Um dos grandes desafios da Igreja Católica na atualidade é apresentar Jesus Cristo a
partir dos meios disponíveis. Isso requer uma constante atualização, sem perder o foco
essencial do Anúncio, ou seja, “Jesus Cristo, o Crucificado que é o Ressuscitado”.”. O
que nos leva ao ponto de que o catequista precisa de uma continua busca pela atualização
de seu conhecimento para que apresentemos Jesus aos catequizandos, respeitando o
avanço do tempo que exige uma remodelação do catequista, contudo, a Boa Nova
não se modifica.
Enfim, o nosso Diretório, não podemos dizer que veio para ordenar algo, já que nossa
catequese não é uma catequese desordenada; mas ele veio para dar conhecimento, orientar
e dar linhas de ações à toda a nossa Diocese de como poderemos caminhar cada vez mais
em perfeita comunhão com a Igreja do Brasil, de como podemos trabalhar essas novas
realidades conforme colocamos no início dessa introdução, sempre para honra e glória de
Nosso Senhor Jesus Cristo.
Que com esse novo instrumento de evangelização em mãos, nós todos como
catequistas da Diocese de Osasco, possamos atingir todas aquelas pessoas que procuram
o Cristo verdadeiro, sejamos para elas instrumentos de Nosso Senhor Jesus Cristo para
que esse tão sublime desejo seja alcançado. Que Maria Santíssima como mãe de Deus e
nossa interceda e rogue pela vida de cada um que fez parte da elaboração desse Diretório.
6
2. O que é Catecumenato?
1
ALVES DE LIMA, Luiz. A catequese do Vaticano II aos nossos dias : a caminho de uma catequese a
serviço da Iniciação á Vida Cristã. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2020, p.27.
2
Cf. Idem, p. 27.
3
Cf. Idem, p. 28.
4
Idem, p. 30.
5
Cf. Idem p.30
7
comunidade cristã, através da escuta da Palavra de Deus, das celebrações e dos
testemunhos6.
6
RENOVADA, CATEQUESE. Documentos da CNBB 26. 1983, p.10.
7
Idem, p. 31.
8
LATINO-AMERICANO, Conselho Episcopal. Manual de Catequética. São Paulo: Paulus, 2007, p. 108.
9
CARVALHO, W.F.S; DANTAS, A.T. Iniciação à Vida Cristã: da intuição à decisão pastoral. Editora
e Livraria Nova Aliança, 2023, p.35.
10
Cf. VI PAULO, Evangelii Nuntiandi. São Paulo: Paulinas 21ª Edição, 2009, 1987– p. 13.
8
cristã dentro da comunidade de fé e da perseverança nela. Catequese e comunidade
caminhavam juntas11.
Observa-se a mudança no mundo, nas crianças e nas famílias. Deve-se entender que
quando se falamos em catequese, não se refere apenas às crianças. Quando uma criança
vem a catequese, antigamente, havia um certo embasamento e fundamentação cristã, já
havia uma certa experiência de Deus transmitida pela família no dia a dia e hoje não existe
mais. Na catequese é necessário propor uma experiência de Deus do zero. No Documento
11
RENOVADA, CATEQUESE. Documentos da CNBB 26. 1983, p.10.
12
LATINO-AMERICANO, Conselho Episcopal. Manual de Catequética. São Paulo: Paulus, 2007, p.
104.
13
NERY, Ir. Catequese com Adulto e Catecumenato. São Paulo: Paulus 2ª Edição, 2019, p. 297.
9
de Aparecida chama de “conversão pastoral”.14 É necessária uma igreja missionária que
sai e realiza. Essa catequese deve estar neste modelo de igreja missionária que sai e muda
os modelos de evangelização.
Contudo, a catequese deve levar o cristão ao amadurecimento da sua fé até que ele
chegue a configurar-se e agir como Jesus Cristo. E essa maturidade é percebida quando
ele é capaz de professar a fé, sendo essa a meta da catequese, explicitar o anúncio de Jesus
Cristo.
Isto posto, o segundo mandato do Vaticano II é esse instrumental que propõe a volta
clara e objetiva dessa catequese catecumenal. A Constituição Sacrossanctum Concilium
no capítulo III, estabelece: “Restaure-se o Catecumenato dos adultos dividido em diversas
etapas” (64).16 Com isso, em 1972 para restabelecer o catecumenato como itinerário e
ritual batismal, em 6 de janeiro de 1972, é publicado o Ritual de Iniciação Cristã de
Adultos (RICA).17
O Ritual de Iniciação Cristã (RICA) de 1972 é ele que vai marcar a base do processo
de Iniciação à Vida Cristã com inspiração catecumenal. Esse Rito é destinado a adultos
que, iluminados pelo Espírito Santo, ouviram o anúncio do Mistério de Cristo e,
14
DOCUMENTO DE APARECIDA: Texto Conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-
Americano e do Caribe, Edições CNBB, Paulinas, Paulus, 2007, n.368.
15
Cf. PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A NOVA EVANGELIZAÇÃO. Diretório para a Catequese.
São Paulo: Paulus, 2020, n.69.
16
Lima, L. A. Catequese. In: Dicionário do Concílio Vaticano II. São Paulo: Ed. Paulus, 2015, p. 89.
17
ALVES DE LIMA, Luiz. A catequese do Vaticano II aos nossos dias : a caminho de uma catequese a
serviço da Iniciação á Vida Cristã. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2020, p.135.
10
conscientes e livres, procuram o Deus vivo e encetam o caminho da fé e da conversão.
Por meio dele, serão fortalecidos espiritualmente e preparados para uma frutuosa
recepção dos sacramentos no tempo oportuno18. É um instrumental ritual e litúrgico que
ajuda os adultos a terem intimidade celebrativa quanto aos ritos que envolvem todo o
itinerário da iniciação cristã, sobretudo como parte do processo de crescimento na fé.
Tendo em vista isso, os ritos do processo iniciativo, contribuem para que a comunidade
reconheça por meio das celebrações o quantos os adultos podem sentir de sua caminhada
profética pelas intuições surgidas a partir dos ritos propostos, como também pelo sentido
de pertença a Jesus Cristo e à própria Igreja que os acolhe19.
O RICA lembra que, não basta as pessoas conhecerem os dogmas e preceitos, é
preciso vivenciar o mistério da salvação na qual desejam participar plenamente, o que é
facilitado pela vinculação dos conteúdos com o ano litúrgico e com uma maior
valorização das celebrações da palavra, na qual, as celebrações ajudam a assimilar os
conteúdos da catequese, ensinando as formas e os caminhos da oração, aproximam os
símbolos, ações e tempos do mistério litúrgico e introduzem gradativamente no culto toda
a comunidade. Ou seja, no processo catecumenal, a catequese está intimamente ligada à
liturgia20 e a Iniciação cristã não é apenas tarefa dos catequistas e sacerdotes, mas de toda
a comunidade dos fiéis, de modo especial, dos padrinhos21.
Tendo em vista isso, o intuito é proporcionar um mergulho e participação, de cada
detalhe das celebrações, como também, como também realizar em si as mudanças e
transformações que a iniciação motiva, orienta, ensina e faz realizar. Ademais, com isso,
observou-se um crescente número de adultos que necessitavam de uma atenção da
Igreja22.
18
SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO. Ritual de Iniciação Cristã de Adultos.
Paulus: São Paulo, 2004, n. 1, p.17.
19
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p. 42.
20
Idem, p. 136
21
Lima, L. A. Catequese. In: Dicionário do Concílio Vaticano II. São Paulo: Ed. Paulus, 2015, p. 89.
22
NERY, Ir. Catequese com Adulto e Catecumenato. São Paulo: Paulus 2ª Edição, 2019, p. 300.
11
2.3 A Pessoa do Introdutor
23
RICA, n. 71.
24
RICA, n. 77.
25
RICA, n. 83.
12
Contudo, observa-se que o introdutor entra em cena já no início do processo de
iniciação à vida cristã. Desse modo, o ideal é que cada iniciando tenha o seu introdutor e
cada introdutor acompanhe um iniciando. O Introdutor possivelmente será membro ativo
de alguma pastoral ou movimento na comunidade paroquial. Ele deverá ser alguém
acolhedor, acessível, capaz de linguagem simples e compreensiva. Conduzirá os
encontros de acompanhamento espiritual de maneira informal. Assim, a comunidade
paroquial inteira participa ativamente no processo de iniciação de novos discípulos
missionários de Jesus Cristo.
O Introdutor é aquele amigo que conversa particularmente com o iniciando,
escutará sua história de vida, seus anseios e projetos. Também vai ajudá-lo a dar os
primeiros passos na vida de comunidade e vai acompanha-lo no crescimento de sua vida
de oração. Fundamentalmente, é alguém próximo que escuta, acompanha e testemunha a
grandeza e a força da fé na vida de uma pessoa. O Catequista é aquele que fará a
transmissão da fé no processo de iniciação com encontros catequéticos, celebrações,
ensino e educação da fé.
Tendo em vista isso, é recomendado que os ministros e outros agentes de pastorais
“maduros” sejam os introdutores, sendo aqueles que possam dar testemunho de
acompanhar o catecúmeno neste processo. Além do mais, não somente os catecúmenos,
mas todos os adultos em fase de catequese que estão se preparando para o Sacramento do
Crisma.
Já na Catequese Infantil, não há necessidade de ter um introdutor.
26
RICA, n. 104.
27
RICA, n. 8.
13
da fé do candidato e, depois do batismo, cuidar de sua “perseverança na fé e na vida
cristã”.
Para a escolha dos padrinhos, o Diretório dos Sacramentos da Diocese de Osasco,
pede:
● Tenha dezesseis anos completos, a não ser que outra idade seja
determinada pelo bispo diocesano (cân. 874, § 1,2o) (137).
● “Os padrinhos e/ou madrinhas devem ser significativos na vida dos seus
afilhados pelo testemunho de vivência cristã que devem dar a eles. Os
padrinhos e madrinhas representam a própria comunidade e assumem o
compromisso de acompanhá-los na sua caminhada de fé” (141).
14
É de suma importância a atenção para não misturar ritos, que são diferentes para
catecúmenos e para os já batizados na CATEQUESE COM ADULTOS.
4. AS ETAPAS E OS TEMPOS
O caminho proposto para a IVC ao longo dos séculos IV e V contava com as etapas
essencialmente interligadas, que partiam da Acolhida da Igreja até o caminho
Mistagógico. O RICA propõe que neste itinerário, além do tempo de informação e
amadurecimento, haja as “etapas” que são passos pelas quais os catecúmenos, ao
caminhar, como que atravessa uma porta ou sobe um degrau28. Sendo um percurso
celebrativo, é necessário a participação dos catecúmenos em todas as etapas e celebrações
de entregas, ou ao menos justificado em 90% dos encontros e entregas.
Existem figuras centrais neste processo, sendo o primeiro deles, o catequista. Essa
figura deve ser muito bem preparada. O catequista que vai “encantar” o catequizando. É
importante também o introdutor. Contudo, esse período é dedicado para que se amadureça
a vontade sincera de seguir o Cristo e pedir o Batismo30.
4.1.1 O querigma
28
RICA, n. 6.
29
RICA ,n. 9.
30
RICA, n.10.
15
O querigma precisa ser uma apresentação que transforme a pessoa, que conduza
a uma experiencia de encontro; aquele que anuncia (todos nós) é necessária essa
consciência. O anúncio querigmático não é apresentação literária de um personagem;
mais é aquilo que conduziu a experiência de encontro. Contudo, o querigma é a
apresentação da pessoa de Jesus Cristo com concentração no Mistério Pascal.
Entre os séculos II e IV, o catecumenato era o itinerário utilizado pela Igreja, que
durava um longo período alicerçado pelo querigma e também por uma catequese que não
era somente doutrinaria, mas também transformadora da vida segundo as exigências do
Evangelho. A doutrina não deve ser a primeira preocupação de um anúncio querigmático,
mas a apresentação da pessoa de Jesus Cristo, de forma simples e direta31.
O querigma é o primeiro contato com Jesus, na qual faz a pessoa sentir esse desejo
por ele e permanecer. Os discípulos ouviram Jesus chamar e permaneceram no Ele.32 O
Anúncio querigmático já é o anúncio do Senhor, que da comunidade chama novos
discípulos. O querigma é o fogo do Espírito que se dá sob a forma de línguas e nos faz
crer em Jesus Cristo, que, com a sua morte e ressurreição, nos revela e comunica a
misericórdia infinita do Pai33. No querigma, o sujeito que age é o Senhor Jesus que se
manifesta no testemunho daqueles que o anunciam34.
Para a comunidade, o anúncio do querigma também é uma experiência. De fato,
transforma a pessoa, proporciona o encontro com Jesus, mais para a comunidade, o
anúncio do querigma também tem um significado, pois é o próprio Jesus que vem e
chama. Por meio do anúncio da Igreja, Cristo continua a chamar ao discipulado e enviar.
Portanto, o querigma leva aos sacramentos da iniciação cristã, mas estes não
devem ser os principais objetivos, mas sim o anúncio de Jesus Cristo e, como resultado,
31
DE OSASCO, CENTRO CATEQUÉTICO DIOCESANO–Diocese. Querigma e Mistagogia:
Caminhos à Iniciação Cristã. Paulus 3ª Edição,2011, p.47.
32
Cf. Jo 1,35-42
33
FRANCISCO. Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: sobre o anúncio do Evangelho no mundo
atual. São Paulo: Paulinas, 2013, n. 164.
34
Cf. PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A NOVA EVANGELIZAÇÃO. Diretório para a Catequese.
São Paulo: Paulus, 2020, n.58.
16
termos novas criaturas cheias do Espírito Santo. E essa é a grande diferença entre os que
estão ou não evangelizados35.
PRIMEIRA ADESÃO
35
DE OSASCO, CENTRO CATEQUÉTICO DIOCESANO–Diocese. Querigma e Mistagogia:
Caminhos à Iniciação Cristã. Paulus 3ª Edição,2011, p.48.
36
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p. 49.
37
RICA, n.14.
38
RICA, n.18.
39
RICA, n.71.
17
Presidente: A Vida eterna consiste em conhecermos o verdadeiro Deus e Jesus Cristo
que ele enviou. Ressuscitando dos mortos, Jesus foi constituído, por Deus, Senhor da
Vida e de todas as coisas, visíveis e invisíveis. Se vocês querem ser discípulos seus e
membros da Igreja, é preciso que vocês sejam instruídos em toda a verdade revelada por
ele; que aprendam a ter os mesmos sentimentos de Jesus Cristo e procurem viver segundo
os preceitos do Evangelho; e, portanto, que vocês amem o Senhor Deus e o próximo como
Cristo nos mandou fazer, dando-nos o exemplo. Cada um de vocês está de acordo com
tudo isso?
Candidatos: Estou.
Presidente: Vocês, introdutores, que nos apresentam agora estes candidatos e vocês,
nossos irmãos e irmãs aqui presentes, estão dispostos a ajuda-los a encontrar e seguir o
Cristo?
Todos: Estou.
Presidente: Pai de bondade, nós vos agradecemos por estes vossos servos e servas, que
de muitos modos inspirastes e atraístes. Eles vos procuram, e responderam na presença
desta assembleia ao chamado que hoje lhes dirigistes. Por isso, Senhor Deus, nós vos
louvamos e bendizemos.
Todos: Bendito seja Deus para sempre.
O Presidente se aproxima dos candidatos, um por vez, com seus padrinhos. O Presidente
traça o sinal da cruz na fronte de cada e logo após, imitando cada gesto, o introdutor repete
em seu afilhado (a). A fórmula é sempre pita por quem preside a celebração.
Presidente: N., recebe na fronte o sinal-da-cruz: o próprio Cristo te protege com o sinal
de seu amor. Aprende a conhecê-lo e segui-lo. (Padrinhos traçam o sinal da cruz na
fronte do afilhado).
18
Presidente: Recebam nos ouvidos o sinal-da-cruz, para que vocês ouçam a voz do
Senhor. (Padrinhos traçam o sinal da cruz no ouvido do afilhado).
Presidente: Recebam nos olhos o sinal-da-cruz, para que vocês vejam a glória de Deus.
(Padrinhos traçam o sinal da cruz nos olhos do afilhado).
Presidente: Recebam no peito o sinal-da-cruz, para que Cristo habite pela fé em seus
corações. (Padrinhos traçam o sinal da cruz no peito do afilhado).
Presidente: Recebam nos ombros o sinal-da-cruz, para que vocês carreguem o jugo suave
de Cristo. (Padrinhos traçam o sinal da cruz no ombro do afilhado)
Presidente: Oremos. Deus todo-poderoso, que pela cruz e ressureição de vosso Filho
destes a vida ao vosso povo, concedei que estes vossos servos e servas, marcados com
sinal-da-cruz, seguindo os passos de Cristo conservem em sua vida e graça da vitória da
cruz e a manifestem por palavras e gestos. Por Cristo, nosso Senhor.
RITOS AUXILIARES
(Podem-se dar crucifixos para pôr no pescoço, em recordação da assinalação. Ingresso na
Igreja. Abaixo, o Padre deve dizer o nome de todos e então prosseguir).
19
LITURGIA DA PALAVRA
(Homília)
Presidente: Recebe o livro da Palavra de Deus. Que ela seja luz para a tua vida.
Catecúmeno: Amém!
20
Oração conclusiva
Presidente: Oremos. Deus eterno e todo-poderoso, sois o Pai de todos e criastes o homem
e a mulher à vossa imagem. Acolhei com amor estes nossos queridos irmãos e irmãs e
concedei que eles, renovados pela força da palavra de Cristo, que ouviram nesta
assembleia, cheguem pela vossa graça à plena conformidade com vosso Filho Jesus. Que
vive e reina para sempre.
Todos: Amém.
O gesto de marcar a cruz sobre o corpo é o “primeiro sinal da ação de Cristo sobre
os catecúmenos”. A oração conclusiva diz que “a graça da vitória da cruz” está presente
na vida deles que seguem os passos de Cristo40. O gesto que vem a seguir é justamente
de caminhar até o lugar da Palavra.
Entrada na igreja e acolhida à mesa da Palavra de Deus: o rito de admissão
“termina com a entrada na igreja, como expressão da acolhida dos catecúmenos na ‘mesa
da Palavra de Deus’”. A partir desse momento eles passarão a ser alimentados pelo Senhor
na liturgia da Palavra, junto com a comunidade.
40
RICA, n. 87.
41
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p. 49.
42
Idem, p. 61.
43
RICA, n. 134.
21
para escreverem seus nomes durante o rito na frente do Presbitério. Após a Homília,
inicia-se o Rito.
Sacerdote: Aproximem-se, com seus padrinhos e madrinhas, os que vão ser eleitos.
Sacerdote: A Santa Igreja de Deus deseja certificar-se de que estes catecúmenos estão
em condições de ser admitidos entre os eleitos para a celebração das próximas solenidades
pascais. Peço, por isso, a vocês, padrinhos e madrinhas, darem testemunho a respeito da
conduta desses catecúmenos: Ouviram eles fielmente a palavra de Deus anunciada pela
Igreja?
Padrinhos: Ouviram.
Sacerdote: Estão vivendo na presença de Deus, de acordo com o que lhes foi ensinado?
Padrinhos: Estão.
22
Vocês, tendo ouvido a voz de Cristo, devem agora responder-lhe perante a Igreja,
manifestando a sua intenção. Vocês querem ser iniciados à vida cristã pelos sacramentos
do batismo, da confirmação e da Eucaristia?
Catecúmeno: Queremos.
(Na mesa preparada em frente ao presbitério, haverá uma folha na qual cada um deve
escrever o seu nome em letra legível e retornar ao seu lugar. Durante a inscrição do nome,
entoa-se um canto. Caso o número de catecúmenos seja grande, entrega-se uma folha ao
presidente e diz: são estes os nomes.
Sacerdote: Deus é sempre fiel ao seu chamado e nunca lhes negará a sua ajuda. Vocês
devem se esforçar para serem fiéis a ele e realizar plenamente o significado dessa eleição.
Padrinhos e madrinhas, estes catecúmenos de quem vocês deram testemunho, foram
confiados a vocês no Senhor. Acompanhem-nos com o auxílio e o exemplo fraterno até
os sacramentos da vida divina.
23
(O Catequista dirige-se ao ambão e inicia as preces)
Leitor: Nós vos rogamos Senhor, que por vossa graça estes eleitos encontrem alegria na
sua oração cotidiana e a vivam cada vez mais em união conosco, oremos:
Todos: Nós vos rogamos, Senhor.
Leitor: Alegrem-se de ler vossa palavra e meditá-la em seu coração, oremos:
Leitor: Reconheçam humildemente seus defeitos e comecem a corrigi-los com firmeza,
oremos:
Leitor: Transformem o trabalho cotidiano em oferenda que seja agradável, oremos:
Leitor: Tenham sempre alguma coisa a oferecer-vos em cada dia da quaresma, oremos:
Leitor: Abstenham-se corajosamente de tudo e o que possa manchar-lhes a pureza do
coração, oremos:
Leitor: Acostumem-se a amar e cultivar a virtude e a santidade de vida, oremos:
Leitor: Renunciando a si mesmos, busquem mais o bem do próximo do que o seu próprio
bem,oremos:
Leitor: Partilhem com os outros a alegria que lhes foi dada pela fé, oremos:
Leitor: Em vossa bondade, guardai e abençoai as suas famílias, oremos:
O Sacerdote estende as mãos sobre os eleitos e conclui as preces com esta oração:
Sacerdote: Pai amado e todo-poderoso, vós que quereis restaurar todas as coisas no
Cristo, a atraís toda a humanidade para ele. Guiai estes eleitos da vossa Igreja e concedei
que, fiéis à sua vocação, possam integrar-se no reino de vosso Filho, e ser assinalado com
o dom do Espírito Santo. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.
4.3 Rito de Escrutínio (RICA p. 70, p.74, p. 77) III Domingo da Quaresma
44
RICA, n.156 e 158.
24
indica a dupla finalidade colocada pelo ritual: “descobrir o que houver de imperfeito,
fraco e mal no coração dos eleitos, para curá-los; e o que houver de bom, forte, santo,
para consolidá-lo” 45. A comunidade, convida a participar, se beneficia com a celebração
e intercede pelos eleitos46. Os escrutínios, seguem a dinâmica bíblica da história da
salvação, sobretudo com destaque à mudança de vida para o recebimento dos sacramentos
de iniciação cristã. Os iluminados escutam os inúmeros apelos de Deus nas leituras
bíblicas e maturam sua mudança de vida47.
Em cada uma das Celebrações, depois da homilia, se faz um momento de silêncio
e oração em favor dos eleitos, na qual eles ficam de joelhos diante do celebrante, na qual
eles também são convidados a abaixarem a cabeça e se colocarem em oração. Em seguida,
os padrinhos colocam a mão sobre o ombro do eleito e a oração prossegue em forma de
preces. As preces são concluídas com a oração do exorcismo.
Os catecúmenos, junto aos seus padrinhos devem ter lugares reservados, e devem
ocupa-los antes da Missa. Após a Homília, inicia-se o rito. Os eleitos, com seus padrinhos
e madrinhas, põem-se diante do padre. O padre pede para que a comunidade em silêncio,
reze pelos eleitos, pedindo o espírito de penitência, a consciência do pecado e a verdadeira
liberdade dos filhos de Deus.
Nesse momento, os padrinhos devem colocar a mão direita sobre o ombro de cada eleito.
Sacerdote: Oremos por estes eleitos que a Igreja confiantemente escolheu após uma
longa caminhada, para que, concluída sua preparação, nestas festas pascais, encontrem o
Cristo nos seus sacramentos, dizendo: SENHOR, ATENDEI A NOSSA PRECE.
Catequista: Para que estes eleitos, a exemplo da samaritana, repassem suas vidas diante
do Cristo e reconheçam os próprios pecados, roguemos ao Senhor.
45
Idem, n. 25.
46
Idem, n.158.
47
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p. 63.
25
Catequista: Para que sejam libertados do espírito de descrença, que afasta a humanidade
do caminho de Cristo, roguemos ao Senhor.
Catequista: Para que, à espera do dom de Deus, cresça neles o desejo da água viva que
jorra para a vida eterna, roguemos ao Senhor.
Catequista: Para que, aceitando como mestre o Filho de Deus, sejam verdadeiros
adoradores do Pai, em espírito e em verdade, roguemos ao Senhor.
Catequista: Para que, todos os que sofrem no mundo pela pobreza e pela falta da Palavra
de Deus, tenham a vida em plenitude prometida pelo Evangelho de Cristo, roguemos ao
Senhor.
Catequista: Para que todos nós, acolhendo o ensinamento do Cristo e aceitando a vontade
do Pai, possamos realizar amorosamente a sua obra, roguemos ao Senhor.
EXORCISMO
Após as preces, de mãos unidas, voltado aos eleitos, o Sacerdote diz:
26
Sacerdote: Senhor Jesus, que em vossa admirável misericórdia convertestes a
samaritana, para que adorasse o pai em espírito e verdade, libertai agora das ciladas do
demônio estes eleitos que se aproximam das fontes da água viva; convertei seus corações
pela força do Espírito Santo, a fim de conhecerem o vosso Pai, pela fé sincera que se
manifesta na caridade. Vós que viveis e reinais para sempre.
Todos: Amém.
Os catecúmenos, junto aos seus padrinhos devem ter lugares reservados, e devem
ocupa-los antes da Missa. Após a Homília, inicia-se o rito. Os eleitos, com seus padrinhos
e madrinhas, põem-se diante do padre. O padre pede para que a comunidade em silêncio,
reze pelos eleitos, pedindo o espírito de penitência, a consciência do pecado e a verdadeira
liberdade dos filhos de Deus
Sacerdote: Oremos irmãos e irmãs, por estes eleitos chamados por Deus, para que,
permanecendo nele, dêem, por uma vida santa, testemunho do Evangelho, dizendo:
SENHOR, ATENDEI A NOSSA PRECE.
Leitor: Para que Deus dissipe as trevas, e a sua luz brilhe nos corações destes eleitos,
roguemos ao Senhor.
Leitor: Para que o Pai conduza esses eleitos a seu Cristo, luz do mundo, roguemos ao
Senhor.
Leitor: Para que Deus abra o coração desses eleitos, e eles proclamem a sua fé no Senhor
da luz e fonte da verdade, roguemos ao Senhor.
Leitor: Para que Deus preserve esses eleitos da incredulidade deste mundo, roguemos ao
Senhor.
27
Leitor: Para que, salvos por Aquele que tira o pecado do mundo, sejam libertados do
contágio e da influência do mal, roguemos ao Senhor.
Leitor: Para que, iluminados pelo Espírito Santo, sempre proclamem e comuniquem aos
outros o Evangelho da salvação, roguemos ao Senhor.
Leitor: Para que todos nós, pelo exemplo de nossa vida, sejamos em Cristo luz do mundo,
roguemos ao Senhor.
Leitor: Para que o mundo inteiro conheça o verdadeiro Deus, Criador de todos, que dá
aos seres humanos o espírito e a vida, roguemos ao Senhor.
EXORCISMO
Após as preces, de mãos unidas e, voltado aos eleitos, o Sacerdote diz:
Sacerdote: Oremos. Pai de bondade, que destes ao cego de nascença a graça de crer em
vosso Filho e de alcançar pela fé o vosso reino de luz, libertai estes eleitos dos erros que
cegam e concedei-lhes, de olhos fixos na verdade, tornarem-se para sempre filhos da luz.
Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.
Sacerdote: Senhor Jesus, luz verdadeira, que iluminais toda a humanidade, libertai, pelo
Espírito da verdade, os que se encontram oprimidos pelo pai da mentira, e despertai a boa
vontade dos que chamastes aos vossos sacramentos, para que na alegria da vossa luz,
tornem-se como o cego outrora iluminado, audazes testemunhas da fé. Vós que viveis e
reinais para sempre.
Todos: Amém.
Os catecúmenos, junto aos seus padrinhos devem ter lugares reservados, e devem
ocupa-los antes da Missa. Após a Homília, inicia-se o rito. Os eleitos, com seus padrinhos
e madrinhas, põem-se diante do padre. O padre pede para que a comunidade em silêncio,
28
reze pelos eleitos, pedindo o espírito de penitência, a consciência do pecado e a verdadeira
liberdade dos filhos de Deus.
Inicia-se as preces pelos Eleitos. Nesse momento, os padrinhos colocam a mão direita
sobre o ombro de cada eleito.
Sacerdote: Oremos, irmãos e irmãs, por estes escolhidos de Deus, para que, participando
da morte e ressurreição de Cristo, possam superar, pela graça dos sacramentos, o pecado
e a morte, dizendo: SENHOR, ATENDEI A NOSSA PRECE.
Leitor: Para que estes eleitos recebam o dom da fé, pela qual proclamem que o Cristo é
a ressurreição e a vida, roguemos o Senhor.
Leitor: Para que, livres de seus pecados, deem frutos de santidade para a vida eterna,
roguemos ao Senhor.
Leitor: Para que, rompidos pela penitência os laços do demônio, se tornem semelhantes
ao Cristo e, mortos para o pecado, vivam sempre para Deus, roguemos ao Senhor.
Leitor: Para que se unam ao próprio autor da vida e da ressurreição pelo alimento
eucarístico que vão receber em breve, roguemos ao Senhor.
Leitor: Para que todos nós, vivendo uma nova vida, manifestamos ao mundo o poder da
ressureição de Cristo, roguemos ao Senhor.
Leitor: Para que todos os habitantes da terra encontrem o Cristo, e saibam que só ele
possui as promessas da vida eterna, roguemos ao Senhor.
EXORCISMO
(Após as preces, de mãos unidas, voltado aos eleitos, o Sacerdote diz:)
29
Sacerdote: Oremos. Deus Pai, fonte da vida, vossa glória está na vida feliz dos seres
humanos e o vosso poder se revela na ressurreição dos mortos. Arrancai da morte os que
escolhestes e desejam receber a vida pelo Batismo. Livrai-os da escravidão do demônio,
que pelo pecado deu origem à morte e quis corromper o mundo que criastes bom.
Submetei-os ao poder do vosso Filho amado, para receberem dele a força da ressurreição
e testemunharem, diante de todos, a vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.
Sacerdote: Senhor Jesus Cristo, ordenastes a Lázaro sair vivo do túmulo e pela vossa
ressurreição libertastes da morte toda a humanidade, nós vos imploramos em favor de
vossos servos e servas, que acorrem às águas do novo nascimento e à ceia da vida; não
permitais que o poder da morte retenha aqueles que, por sua fé, vão participar da vitória
de vossa ressurreição. Vós que viveis e reinais para sempre.
Todos: Amém.
O RICA propõe, em primeiro lugar, que os eleitos façam do sábado santo um dia
de preparação pessoal para os sacramentos: “Exortem-se os eleitos a deixar o sábado
santo, o quanto possível, seus trabalhos habituais, reservar tempo para a oração e o
recolhimento e jejuar na medida de suas forças49”. Em segundo lugar, o ritual deixa a
48
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p. 64.
49
RICA, n. 26.
30
possibilidade de uma reunião dos eleitos no mesmo dia, pela manhã, que auxilie no
recolhimento e na oração50. Os iluminados quando recebem o Credo ao professarem
diante da comunidade, é notório que o Credo não se torna para eles um texto qualquer. É
a profissão de fé pública sendo assumida na vida de fé.51
Sacerdote: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do pai e a comunhão do espírito
santo estejam convosco.
Todos: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Sacerdote: Oremos. Pai amado e todo-poderoso, vós quereis restaurar todas as coisas em
Cristo a traís toda a humanidade para ele. Guiai estes eleitos da vossa Igreja e concedei
que, fiéis à sua vocação, possam integrar-se no reino de vosso Filho e ser assinalados com
o Espírito Santo, o vosso dom. por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses. Irmãos, também eu poderia pôr minha
confiança na carne, eu mais ainda. Fui circuncidado no oitavo dia, sou da raça de Israel,
da tribo de Benjamim, hebreu, filho de hebreus. Em relação à Lei, fariseu; pelo zelo,
50
Idem, n.193.
51
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p. 68.
31
perseguidor da Igreja de Deus; quanto à justiça que vem da Lei, sempre irrepreensível.
Mas essas coisas, que eram vantagens para mim, considerei-as como perda, por causa de
Cristo. Na verdade, considero tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste
em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor, por causa dele eu perdi tudo. Considero tudo
como lixo, para ganhar Cristo e ser encontrado unido a ele, não com minha justiça por
meio da fé em Cristo, a justiça que vem de Deus, na base da fé. Esta consiste em conhecer
a Cristo, experimentar a força da sua ressurreição, ficar em comunhão com os seus
sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na sua morte, para ver se alcanço a
ressurreição dentre os mortos. Não que já tenha recebido tudo isso, ou que já seja perfeito.
Mas corro para alcança-lo, visto que já fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, eu não
julgo já tê-lo alcançado. Uma coisa, porém, eu faço: esquecendo o que fica para trás, eu
me lanço para o que está na frente. Corro direto para a meta, rumo ao prêmio, que, do
alto, Deus me chama a receber em Cristo Jesus. É assim que, enquanto perfeitos, devemos
sentir e pensar. E se tiverdes um outro modo de sentir, Deus vos revelará o seu
pensamento a esse respeito. Palavra do Senhor.
32
Cantará a alegria em meus lábios,
Ao cantar para vós meu louvor!
Aclamação ao Evangelho
R: Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo, Palavra de Deus!
Tanto Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único;
Todo aquele que crer nele, há de ter a vida eterna.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. Naquele tempo, Jesus partiu
com seus discípulos para os povoados de Cesaréia de Filipe. No caminho perguntou aos
discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” Eles responderam: “Alguns dizem que
tu é João Batista; outros, que és Elias; outros ainda, que és um dos profetas”. Então ele
perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Messias”. Jesus
proibiu-lhes severamente de falar a alguém a seu respeito. Em seguida, começou a ensiná-
los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos
sumos sacerdotes e doutores da Lei, devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias.
Palavra da Salvação.
(Homilia)
RECITAÇÃO DO SÍMBOLO
Sacerdote: Queridos eleitos e eleitas, queiram aproximar-se para recitar as palavras de fé
que lhes foram entregues e vocês desejam guardar com pureza de coração. Elas são o
símbolo, isto é, um resumo de nossa fé. São poucas palavras, mas contêm grandes
mistérios.
33
O Sacerdote entrega a Oração do Credo aos eleitos.
(Breve silêncio)
Sacerdote: Concedei, Senhor, que estes eleitos, tendo acolhido o vosso plano de amor e
os mistérios da vida de vosso Cristo, possam sempre proclamá-los com palavras e vive-
los pela fé, cumprindo em ações a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.
Recitação do Símbolo
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas
visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de
Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram
feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos céus. E se encarnou pelo
Espírito Santo no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado
sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as
Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em
sua glória, para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito
Santo, Senhora que dá a vida e procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado
e glorificado: ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, uma, santa, católica e
apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados e espero a ressurreição
dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.
RITO DO “ÉFETA”
Naquele tempo, Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até
o mar da Galiléia, atravessando a região da Decápole. Trouxeram então um homem surdo,
que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. Jesus afastou-se
34
com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos,
cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. Olhando para o céu, suspirou e disse: “Éfeta!”,
que quer dizer: “Abre-te!” Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e
ele começou a falar sem dificuldade. Jesus recomendou com insistência que não o
contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. Muito
impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos
mudos falar”.
A seguir, quem preside, tocando com o polegar os ouvidos e os lábios de cada eleito, diz.:
Éfeta, isto é, abre-te, a fim de proclamardes o que ouviste, para louvor e glória de Deus.
RITO DA UNÇÃO
Sacerdote: Bendito sejais vós, Senhor Deus, porque, no vosso imenso amor, criastes o
mundo para nossa habitação.
Todos: Bendito seja Deus para sempre!
Sacerdote: Bendito sejais vós, Senhor Deus, porque criastes a oliveira, cujos ramos
anunciaram o final do dilúvio e o surgimento de uma nova humanidade.
Todos: Bendito seja Deus para sempre!
Sacerdote: Bendito sejais vós, Senhor Deus, porque, através do óleo, fruto da oliveira,
fortaleceis vosso povo para o combate da fé.
Todos: Bendito seja Deus para sempre!
Sacerdote: Ó Deus, proteção de vosso povo, que fizeste do óleo, vossa criatura, um sinal
de fortaleza: concedei a estes catecúmenos a força, a sabedoria e as virtudes divinas, para
que sigam o caminho do Evangelho de Jesus, tornem-se generosos no serviço do reino e,
dignos da adoção filial, alegrem-se por terem renascido e viverem em vossa Igreja. Por
Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.
Sacerdote: O Cristo Salvador lhes dê a sua força simbolizada por este óleo da salvação.
Com ele os ungimos no mesmo Cristo, Senhor nosso, que vive e reina pelos séculos.
35
Todos: Amém.
52
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p. 69.
53
RICA, n.27.
54
Idem, n.208.
55
RICA, n.58.
56
Idem, n. 55.
57
Idem, n.58.
58
Idem, n.59.
59
Idem, n.209.
36
Quanto à celebração da confirmação, a preferência do ritual é pela sua celebração
conjunta com o batismo. A tradição da Igreja e o próprio mistério celebrado sustentam
essa preferência do ritual60.
Quanto ao rito, é prosseguido após a homília com:
● Ladainha;
● Renúncia;
● Profissão de fé;
● Banho Batismal;
● Veste Batismal;
● Entrega da Luz;
60
Idem, n.34.
61
RICA, n.233.
62
Idem, n.234.
37
vem de “mistério”, e “aguéin” significa “conduzir”, “guiar”. A partir de sua origem
concluímos que a mistagogia é a ação de guiar para dentro do mistério63. Para o
desenvolvimento da mística e da inteireza nos mistérios litúrgicos, é preciso mergulhar
nesse mistério, que vem o grego “mystérion”, coisa secreta, tem relação com a ação de
calar a boca; o verbo é “myein”, fechar, se fechar, calar; “mystes”, que se fechado que
guarda segredo, o iniciado. Mistério é o desígnio divino da salvação, concentra-se na
pessoa de Jesus, sua vida, morte e ressurreição. É necessário descobrir o mistério da
pessoa de Jesus e os mistérios do Reino64.
A beleza desse tempo é a caminhada constante. Ninguém está totalmente pronto.
A comunidade fará a “ponte” dos neófitos e as respectivas demandas missionárias e
pastorais65.
A mistagogia não é apenas o último tempo, mais muitas pessoas que chegam às
nossas igrejas já fizeram todo processo mas não foram totalmente iniciadas. Portanto, não
deve ser somente último momento, mas deve marcar toda a atitude catequética de maneira
especial desde a acolhida das pessoas na igreja.
Mistagogia significa conduzir, guiar e introduzir ao mistério do amor divino. Para
que o foco do mistério apareça, é necessário silenciar-se totalmente, mas sabemos que a
mistagogia é essa condução. Somos convidados a levar as pessoas a fazer essa experiência
mais profunda do amor divino. E é importante, porque parte de algo que recebemos e
celebramos e que compreendemos intimamente onde unimos o celebrado e o vivenciado
através da vida diária e, somos chamados de cristãos desde então.
Contudo, o tempo da Mistagogia se vivencia durante todo o período pascal, no
coração da comunidade eclesial.
Portanto, o que está em jogo na mistagogia não é nada mais, nada menos que nossa
relação com o mistério de Deus, que é mistério de nossa própria vida e da história. É
necessário que sejamos “iniciados” no mistério, não somente com palavras, mas
principalmente através das ações simbólicas, de ritos. No sentido original, são os ritos (as
celebrações litúrgicas) que tem essa função mistagógico de nos conduzir para dentro do
63
DE OSASCO, CENTRO CATEQUÉTICO DIOCESANO–Diocese. Querigma e Mistagogia:
Caminhos à Iniciação Cristã. Paulus 3ª Edição,2011, p.73.
64
Idem, p.75.
65
ALVES, Gilberto Siqueira. Itinerário catecumenal e maturidade cristã. Petrópolis, Rio de Janeiro:
Vozes, 2015, p.73.
38
mistério. É o caminho para que se possa ir penetrando nesse mistério de Cristo. É preciso
conhecê-lo para amá-lo e querer ficar com ele.66
● A partir dos 13 anos: Crisma. A Catequese neste período deve durar dois
anos.
A pré-catequese se inicia com crianças a partir dos seus 7 anos de idade até os
seus 8 anos. O objetivo da fase de pré-catequese é o contato com a pessoa de Jesus e na
liturgia. Pode haver nessa parte do processo uma metodologia se utilizando dos álbuns
litúrgicos, para destacar o domingo, livros com parábolas, canções, ainda dinâmicas
dentro do tema do encontro.
Na pré-catequese podem ser feitas entregas no início de cada uma das fases,
podendo assim celebrar, com a presença dos pais:
Início do ano: Entrega da Oração do Anjo da Guarda;
Encerramento do Semestre: Entrega do Terço;
Encerramento do Ano: Entrega do Menino Jesus, contemplando todo o tempo do
Advento e o mistério do Natal no qual meditamos os sagrados evangelhos da infância de
Jesus.
66
DE OSASCO, CENTRO CATEQUÉTICO DIOCESANO–Diocese. Querigma e Mistagogia:
Caminhos à Iniciação Cristã. Paulus 3ª Edição,2011, p.74.
39
9.1 Catequese de Crianças e Adolescentes
67
Se completar 09 anos até metade do ano, pode-se ingressar na Catequese.
40
penitenciais, maior proximidade do padre com as turmas com a sua presença de bom
pastor. Contudo, adentra-se nos ritos penitenciais, compostos pelo tempo de Purificação
e Iluminação.
O jovem a partir dos seus 13 anos de idade, dará início a Catequese de Crisma
com duração de exata de dois anos, com encontros semanais. Nesta etapa, é preciso
aprofundar cada uma das verdades da nossa fé contida no Creio, assim, entregando a mais
antiga entrega que conhecemos: Profissão de fé. Tal entrega tem um sentido muito
importante dentro da iniciação à vida cristã: é necessário manifestar publicamente a fé,
assumindo e proclamando com os fiéis a síntese de nossas verdades, não cometendo o
erro de considerar o Creio como simples enumerado de proposições que devem ser aceitas
pelos fiéis. É preciso adesão, aceitação ativa e dinâmica para uma fecunda experiência de
fé. Sugere-se a entrega da Profissão de fé na conclusão do semestre.
Dentro do período do Crisma o jovem deve ser levado a um discernimento
vocacional, conhecendo mais de perto as pastorais com seus dons e carismas, de forma
que isso suscite no crismando um aprofundamento nessas pastorais e movimentos para
um engrandecimento e continuidade da vida de fé, após o tempo de catequese de Crisma.
Motivar a participação em feiras vocacionais, no Comvocação ou outros eventos que
demonstre para ele cada vocação particular que nossa igreja oferece.
Sobre a escolha dos escolha dos padrinhos o Diretório dos Sacramentos da
Diocese de Osasco, pede:
● Tenha dezesseis anos completos, a não ser que outra idade seja
determinada pelo bispo diocesano (cân. 874, § 1,2o) (137).
● “Os padrinhos e/ou madrinhas devem ser significativos na vida dos seus
afilhados pelo testemunho de vivência cristã que devem dar a eles. Os
41
padrinhos e madrinhas representam a própria comunidade e assumem o
compromisso de acompanhá-los na sua caminhada de fé” (141).
Conforme orientado no capítulo 9, as entregas dos símbolos são separadas por etapas, sendo:
Pré-catequese; Catequese de 1ª Eucaristia e de Crisma.
No inicio do ano, realiza-se a entrega da oração do anjo da guarda para as crianças da pré-
catequese. Como forma de acolhida, o sacerdote realiza a benção das crianças e entrega-lhes a oração
para que seja proferida em voz alta. É de suma importância, o sacerdote orientar as crianças e seus
familiares sobre a importância da vida de oração diária.
Após a homilia, o sacerdote convida as crianças à frente e o sacerdote estende as mãos e o rito
prossegue-se da seguinte forma:
Oremos: Senhor nosso Deus, que da boca das crianças recebestes o louvor do vosso nome, olhai
benignamente para estas crianças que a fé da Igreja recomenda à vossa imensa piedade; e assim como o
vosso Filho, nascido da Virgem Maria, recebia de boa vontade as crianças, as abençoava e abraçava e
as propunha a todos como exemplo a imitar, assim também, Pai santo, derramai sobre elas a vossa
bênção, para que, à medida que vão crescendo, por meio da sã convivência com as pessoas maiores e
com a assistência do Espírito Santo, se tornem testemunhas de Cristo no mundo e sejam mensageiras e
defensoras da fé que professam. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Asperge-se as crianças e logo em seguida, entrega-lhes a Oração do Anjo da Guarda e todas crianças
rezam juntos a Oração. Fica a critério de cada comunidade planejar a arte e imprimir para entregar a
oração para as crianças.
Encerrando o ano, preparando-se assim para o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, realiza-se a
entrega do Menino Jesus para as crianças da pré-catequese, contemplando todo o tempo do Advento e
o mistério do Natal no qual meditamos os sagrados evangelhos da infância de Jesus.
O Sacerdote, após a homilia, prossegue com a benção:
Deus, nosso Pai: de tal modo amaste os homens, que nos enviaste o teu Único Filho, Jesus, nascido da
Virgem Maria, para nos salvar e reconduzir a Ti.
Nós te pedimos, que, pela tua bênção, esta imagem que trazemos conosco, seja em nossas casas, o sinal
da tua presença e do teu amor.
Pai Bom: dá também a tua bênção, aos nossos pais, aos nossos familiares e amigos.
Abre o nosso coração, para que saibamos receber Jesus, na alegria, fazer sempre aquilo que Ele pede,
vê-lo em todos os que têm necessidade do nosso amor.
Nós to pedimos, em nome de Jesus, Teu amado filho, que veio para dar ao mundo a Paz. Ele que vive e
reina pelos séculos dos séculos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Asperge-se as Imagens do Menino Jesus e entrega para cada criança. O Catequista organiza a fila para
a entrega da imagem do Menino Jesus. Enquanto isso, canta-se.
Deus de misericórdia infinita, cujo Filho Unigenito, ao passar deste mundo para Vós, pregado no
madeiro da cruz, reconciliou convosco a família humana, olhai para os vossos servos que levantaram
este sinal de salvação e concedei que, protegidos pelo seu poder, tomando sobre si a sua cruz e seguindo
os caminhos do Evangelho, alcancem a felicidade celeste.
Humildemente imploramos da vossa bondade que, tendo-nos reunido para estudar as Escrituras,
alcancemos o conhecimento perfeito da vossa vontade, para que, fazendo sempre o que é do vosso
agrado, dêmos frutos abundantes em toda a espécie de boas obras.
Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
O Sacerdote asperge os Crucifixos e as Bíblias. Em seguida, os catequistas organizam a fila com suas
respectivas turmas e uma criança por vez se aproxima do sacerdote na qual o mesmo impõe o crucifixo
na criança e logo após, lhe entrega a Palavra de Deus. A criança beija o crucifixo e a palavra de Deus.
Em seguida, retorna ao lugar. Enquanto isso, canta-se.
44
10.5 ENTREGA DO TERÇO PARA CATEQUESE DE 1ª EUCARÍSTIA
Pe.: Ó Deus de toda perfeição fonte de toda graça e prêmio dos santos, concedei-nos por intercessão de
(inserir o santo padroeiro), usar esse terço que trazemos para abençoardes com intenção de imitar os
santos que celebramos, para que possamos obter sua proteção na terra e participar de sua glória no céu.
Por Cristo nosso Senhor. Amém.
Logo após, asperge-se os terços.
Em seguida, os catequistas organizam a fila com suas respectivas turmas e uma criança por vez
se aproxima do sacerdote na qual o mesmo entrega para a criança o terço. A criança beija o terço, e em
seguida, retorna ao lugar. Enquanto isso, canta-se.
Inicia-se a missa como de costume. Após a homilia, os catequistas organizam a fila com suas respectivas
turmas e o sacerdote à frente do altar, dirá algumas palavras sobre a importância da Igreja, da Profissão
de fé, da Oração e entregará a cada criança a Profissão de fé. Ao receber, a criança retorna ao lugar e
logo em seguida, todos professarão a fé.
Após a entrega para a última criança, o Sacerdote convida a todos ficarem de pé e professarem juntos a
fé com toda a assembleia:
Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e
invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos
os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado,
consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação,
desceu dos céus: e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também
por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua
glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que
dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou pelos
profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para remissão dos
pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.
48
tempo pascal, ou dentro de outro período de acordo com a realidade local. Uma
sugestão apresentada pelo material diocesano para as crianças que estão em busca
da primeira comunhão é que aconteça no final do 2º Tempo – CONHECENDO A
FÉ da catequese de iniciação eucarística.
Todo catequista, chamado à catequese, deve responder prontamente a sua vocação por meio de
um processo formativo. Todos os catequistas devem participar das formações paroquiais, regionais e
diocesanas através da Escola Catequética Discípulos de Emaús, e demais formações paroquiais tendo
assim uma formação contínua. As datas destes módulos são estipuladas pela comissão de catequese
Cada paróquia com o seu pároco organiza a formação de novos catequistas, gozando da
autonomia de formar esses novos catequistas; durante esse processo formativo o novo catequista deveria
atuar como auxiliar das turmas de catequese já em andamento nas comunidades.
A formação do novo catequista deve ser com base no Catecismo de Igreja Católica ou de seu
compêndio, e referências eclesiais notas da Igreja, no período de formação que achar determinado e
suficiente pelo Pároco.
A Diocese juntamente com as suas 9 regiões pastorais realiza sempre no primeiro domingo de
fevereiro, o Congresso Catequético, com o mesmo tema destinado às 9 regiões pastorais em comunhão
com a Diocese. Por conta da extensão da Diocese, é preferível cada região pastoral escolher uma Matriz
ou Comunidade para sediar o Congresso na sua região.
A escola catequética discípulos de Emaús é um serviço prestado pela comissão diocesana, todos
os catequistas mesmo os que estão em início de formação necessariamente devem participar mantendo
a comunhão regional e diocesana com o bispo primeira referência da catequese.
A comissão diocesana determinará os temas tratados em 4 módulos dividido em período de 2
anos e cada módulo deverá respeitar a uma carga horário total de 10 a 08 horas semestrais, que serão
abordados na escola catequética, sendo uma formação permanente revisitando as notas da igreja e as
urgências da ação evangelizadora.
49
13.3 Semana bíblico-catequética
A Semana Bíblico-Catequética é uma realidade que faz parte da história da Diocese de Osasco,
ela acontece sempre no mês de julho, dividido pelas 9 regiões pastorais de nossa Diocese, envolvendo
não somente os catequistas, como todos os agentes de pastorais. Os temas são escolhidos conforme a
necessidade pastoral, tratando na maioria das vezes de documentos da igreja, formações no âmbito
bíblico, catequético, litúrgico e eclesiológico. Essas formações são de suma importância para caminhada
diocesana e deve ser bem participada pelas paróquias e comunidades de nossa Diocese.
14. CONCLUSÃO
50