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Fundamentos da Didática na Educação

O documento explora a pedagogia e os fundamentos humanos da didática, destacando sua importância no ambiente escolar e sua evolução histórica. A didática é apresentada como um campo de estudo que investiga a relação entre ensino e aprendizagem, enfatizando a necessidade de uma prática docente reflexiva. Além disso, discute as diferentes tendências pedagógicas, como a pedagogia tradicional e renovada, e suas implicações na prática educativa.
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Fundamentos da Didática na Educação

O documento explora a pedagogia e os fundamentos humanos da didática, destacando sua importância no ambiente escolar e sua evolução histórica. A didática é apresentada como um campo de estudo que investiga a relação entre ensino e aprendizagem, enfatizando a necessidade de uma prática docente reflexiva. Além disso, discute as diferentes tendências pedagógicas, como a pedagogia tradicional e renovada, e suas implicações na prática educativa.
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CAPA

CONTRA CAPA
ÍNDICE ..........................................................................................................................................................3
INTRODUÇÃO .............................................................................................................................................4
PEDAGOGIA E OS FUNDAMETOS HUMANOS DA DIDATICA...........................................................5
DIDADITICA ................................................................................................................................................6
COMÊNIO E A DIDÁTICA MAGNA .........................................................................................................6
A DIDÁTICA E AS TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS ................................................................................7
PEDAGOGIA TRADICIONAL ....................................................................................................................8
PEDAGOGIA RENOVADA .........................................................................................................................8
PEDAGOGIA TECNICISTA ........................................................................................................................9
CONCEPÇÃO DA EDUCAÇÃO ................................................................................................................10
PAPEL DA ESCOLA ..................................................................................................................................11
CONCEPÇÃO DE ESTUDANTE ...............................................................................................................12
CONCEPÇÃO DE DOCENTE....................................................................................................................12
CONCEPÇÃO DE ENSINO E APRENDIZAGEM ....................................................................................13
CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM .......................................................................14
CONCLUSÃO .............................................................................................................................................16
BIBLIOGRAFIA..........................................................................................................................................17
INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como tema a pedagogia e os fundamentos humanos da didáctica, No


universo da educação, especialmente no ambiente escolar a palavra didáctica está presente de
forma imperativa, afinal são componentes fundamentais do quotidiano escolar os materiais
didácticos, livros didácticos, projectos didácticos e a própria didáctica como um instrumento
qualificador do trabalho do professor em sala de aula. Afinal, a partir do significado atribuído à
didáctica no campo educacional, é comum ouvir que o professor x ou y é um bom professor
porque tem didáctica. Para as teorias da educação, porém, a didáctica é mais do que um termo
utilizado para representar a dicotomia entre o bom e o mal professor ou para designar os
materiais utilizados no ambiente escolar. Termo de origem grega (didaktiké), a didáctica foi
instituído no século XVI como ciência reguladora do ensino. Mais tarde Cominuis atribuiu seu
carácter pedagógico ao defini-la como a arte de ensinar.

Objectivos

Gerais: compreender a pedagogia e os fundamentos humanos da didáctica

Específicos:

Analisar a pedagogia e os fundamentos humanos da didáctica


Descrever a pedagogia e os fundamentos humanos da didáctica
Identificar a pedagogia e os fundamentos humanos da didáctica

Metodologia
Esta pesquisa foi feita na base de um método de pesquisa bibliográfico no qual e feita sub-base de
obras, artigos dissertações, manuais já publicados
5

PEDAGOGIA E OS FUNDAMETOS HUMANOS DA DIDATICA

No universo da educação, especialmente no ambiente escolar a palavra didáctica está presente de


forma imperativa, afinal são componentes fundamentais do quotidiano escolar os materiais
didácticos, livros didácticos, projectos didácticos e a própria didáctica como um instrumento
qualificador do trabalho do professor em sala de aula. Afinal, a partir do significado atribuído à
didáctica no campo educacional, é comum ouvir que o professor x ou y é um bom professor
porque tem didáctica.

Para as teorias da educação, porém, a didáctica é mais do que um termo utilizado para representar
a dicotomia entre o bom e o mal professor ou para designar os materiais utilizados no ambiente
escolar. Termo de origem grega (didaktiké), a didáctica foi instituído no século XVI como ciência
reguladora do ensino. Mais tarde Comenius atribuiu seu carácter pedagógico ao defini-la como a
arte de ensinar.

Nos dias atuais, a definição de didáctica ganhou contornos mais amplos e deve ser compreendida
enquanto um campo de estudo que discute as questões que envolvem os processos de ensino.
Nessa perspectiva a didáctica pode ser definida como um ramo da ciência pedagógica voltada
para a formação do aluno em função de finalidades educativas e que tem como objecto de estudo
os processos de ensino e aprendizagem e as relações que se estabelecem entre o ato de ensinar
(professor) e o ato de aprender (aluno). Nesta perspectiva a didáctica passa a abordar o ensino ou
a arte de ensinar como um trabalho de mediação de acções pré-definidas destinadas à
aprendizagem, criando condições e estratégias que assegurem a construção do conhecimento.

Nesse contexto, a Didáctica enquanto campo de estudo visa propor princípios, formas e
directrizes que são comuns ao ensino de todas as áreas de conhecimento. Não se restringe a uma
prática de ensino, mas se propõe a compreender a relação que se estabelece entre três elementos:
professor, aluno e a matéria a ser ensinada. Ao investigar as relações entre o ensino e a
aprendizagem mediadas por um ato didáctico, procura compreender também as relações que o
aluno estabelece com os objectos do conhecimento. Para isso privilegia a análise das condições
de ensino e suas relações com os objectivos, conteúdos, métodos e procedimentos de ensino.

Entretanto, postular que o campo de estudo da Didáctica é responsável por produzir


conhecimentos sobre modos de transmissão de conteúdos curriculares através de métodos e
conhecimentos não deve reduzir a Didáctica a visão de estudo meramente tecnicista. Ao
contrário, a produção de conhecimentos sobre as técnicas de ensino oriundos desse campo de
estudo tem por objectivo tornar a pratica docente reflexiva, para que a acção do professor não
seja uma mera reprodução de estratégias presentes em livros didácticos ou manuais de ensino.
Não basta ao professor reproduzir pressupostos teóricos ou programas disciplinares pré-
estabelecidos, as informações acumuladas na prática ao longo do processo ensino-aprendizagem
devem despertar a capacidade crítica capaz de proporcionar questionamentos e reflexões sobre
essas informações a fim de garantir uma transformação na prática. Como um processo em
constante transformação, a formação do educador exige esta interligação entre a teoria e a prática
como forma de desenvolvimento da capacidade crítica profissional.
6

DIDADITICA

Segundo OLIVEIRA, (1995). Conceitua a Didáctica sob duas perspectivas: como um saber, um
ramo do conhecimento e, portanto, uma ciência com seu próprio objecto, e como uma disciplina
dos cursos de formação de professores. Ela é uma disciplina integradora que faz a ligação entre a
teoria e a prática. Ordena e estrutura teorias e práticas em função do ensino. Um professor que
pretende realizar com sucesso o seu trabalho, vendo acontecer justamente o objectivo do ensino,
que é proporcionar a aprendizagem ao seu aluno, certamente não dispensará o conhecimento de
toda a teoria que dá suporte ao fazer pedagógico consciente.

A Didáctica tem seu corpo teórico fundamentado nas contribuições da Psicologia, da


Filosofia e da Sociologia que são áreas do conhecimento que lançam luz sobre a complexidade da
prática pedagógica.

Os objectivos da Didáctica são: reflectir sobre o papel sociopolítico da educação, da escola e


do ensino; compreender o processo de ensino e suas múltiplas determinações; instrumentalizar
teórica e praticamente, o futuro professor para captar e resolver os problemas postos pela prática
pedagógica; redimensionar a prática pedagógica através da elaboração da proposta de ensino
numa perspectiva crítica de educação

COMÊNIO E A DIDÁTICA MAGNA

O maior expoente desse pensamento é João Amós Compêndio que, em pleno


século XVII, elabora uma proposta pedagógica que atinge tanto uma reforma da escola, quanto a
forma de ensinar baseada na apreensão das contradições e das novas necessidades humanas
surgidas das transformações profundas a se adequar à nova sociedade capitalista. Até esse
tempo, a natureza e o saber eram considerados como dons de Deus.

Assim, a Igreja e o Estado lutavam pelo controle do ensino, até que a Reforma estabeleceu
o predomínio do segundo sobre o direito de ensinar, o que durou pouco tempo, haja vista o
movimento da Contra-Reforma capitaneado pelos intelectuais católicos, em especial os jesuítas,
Que retomou a teoria do mando indirecto sobre o Estado e assumiu radicalmente o monopólio do
ensino (CUNHA, 1986).

Comênio valorizava a melhoria da vida social do homem a partir da educação quando ele
tivesse um melhor conhecimento dele próprio e o desenvolvimento de sua capacidade de
autocrítica, que teria como consequência uma maior solidez moral. A Didáctica seria tanto o ato
de ensinar como a arte de ensinar. E ensinar aquilo que a natureza social indicava com relação à
instrução, à moral e à religião. Estes três aspectos seriam trabalhados de forma integrada, uma
vez que, através da instrução, o homem conseguiria enxergar sua vida além das limitações do
tempo.
7

É, pois, em Comênio que encontramos uma proposta metodológica de como ensinar tudo
a todos, distanciada da prática da época na qual o ensino era para poucos privilegiados. As
descobertas, assim como o comércio em grande escala, as novas invenções, os avanços da
ciência, a produção visando compra e venda, tudo fazia parte de uma revolução em todos os
aspectos da vida do homem.

O seu livro Didáctica Magna contém uma concepção educativa baseada numa perspectiva
religiosa, a tal ponto que ao se eliminar o aspecto didáctico, prejudica de forma total o primeiro.
Ele
começou a ser escrito em 1627 e foi concluído cinco anos depois, quando se encontrava exilado
em outro país por causa de perseguições religiosas, no entanto o original manuscrito só foi
encontrado duzentos anos depois de sua morte e publicado após quase dez anos.
Ele contém quatro partes: a primeira, apresenta o homem como a criatura mais perfeita
que existe na face da terra e inclui, também, os fundamentos teológicos e filosóficos da educação;
a segunda, apresenta os princípios da didáctica geral baseados nas leis da natureza; a terceira,
Voltada à didáctica especial, apresenta os métodos para ensinar letras, ciências, artes mecânicas,
Moral e piedade; e a quarta, apresenta um plano orgânico de estudo para os quatro graus da
escola de acordo com as características gerais do desenvolvimento da criança e do jovem.
O método comeniano baseia-se nos seguintes princípios: aquilo que o aluno deve saber,
Deve ser ensinado; o que é ensinado dever ter aplicação prática; a explicação do que se está
ensinando deve ocorrer da forma mais clara possível; e ensinar de acordo com as necessidades e
no seu devido tempo.

A DIDÁTICA E AS TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS

A Didáctica surgiu a partir da sistematização das actividades nas instituições que ofereciam
um ensino para crianças e jovens, através da direcção planejada conforme níveis adequados às
possibilidades dos alunos, às idades e ritmos de aprendizagem.
Como vimos no início do nosso estudo, a formação da teoria didáctica para investigar a
relação existente entre o ensino e a aprendizagem ocorre no séc. XVII, quando Comênio registra
sua ideias na primeira obra clássica, chamada Didática Magna. Os demais pensadores e teóricos
como Rousseau, Pestalozzi e Herbart formaram as bases do pensamento pedagógico europeu,
bases estas que demarcaram as concepções pedagógicas chamadas de Pedagogia Tradicional e
Pedagogia Renovada (LIBÂNEO, 2008).

A primeira caracteriza as concepções de educação onde prepondera a acção de agentes


externos na formação do aluno, com ênfase na transmissão do saber e a concepção de ensino
como impressão de imagens a partir da palavra do professor ou pela observação sensorial.
A segunda, opõe-se à primeira na medida em que valoriza a criança, que tem liberdade, Iniciativa
e interesses próprios, sendo sujeito da sua aprendizagem; dá tratamento científico ao
processo educacional considerando as etapas sucessivas do desenvolvimento biológico e
psicológico; respeita as capacidades individuais; e rejeita os modelos adultos, mudando o foco
para a actividade da criança. Este movimento de renovação da educação, também chamado de
educação nova, de escola nova, de pedagogia activa desenvolveu-se só a partir do séc. XX,
embora as ideias tenham sido divulgadas desde o séc XVII. A mais importante corrente deste
movimento escolanovista, a Pedagogia Progressista, desenvolveu-se nos Estados Unidos
influenciando os educadores
8

do mundo inteiro. Seu maior expoente foi John Dewey (1859 – 1952), cujas ideias influenciaram
na formulação da política educacional, na legislação, na investigação académica e na prática
escolar do sistema educacional no mundo inteiro.

Para Dewey, o foco da educação pela instrução é substituído pela acção. A escola é
considerada a própria vida e a educação é o resultado da interacção entre o organismo e o meio.
Por isso, a escola deve estimular o aluno a participar de actividades próprias do organismo para
que ele cresça e se desenvolva.

Em Moçambique, as tendências pedagógicas estão classificadas em dois grupos: as de cunho


liberal e as de cunho progressista. A primeira engloba a Pedagogia Tradicional, a Pedagogia
Renovada e a Pedagogia Tecnicista. A segunda, a Pedagogia Libertadora e a Pedagogia Crítico-
Social dos Conteúdos.

PEDAGOGIA TRADICIONAL

Caracteriza-se por considerar que o ensino consiste na transmissão de conteúdos e que a


capacidade de aprender da criança é igual à do adulto, sem considerar as características próprias
de cada idade.
O professor tem poder decisório quanto à metodologia, conteúdo e avaliação. Procura a
retenção das informações e conceitos através da repetição de exercícios sistemáticos (tarefas).
Há a tendência de tratar a todos os alunos igualmente: todos deverão seguir o mesmo ritmo de
trabalho, estudar os mesmos livros-texto, no mesmo material didáctico e adquirir os mesmos.
Conhecimentos. Aqui, a concepção de educação é caracterizada como produto, já que estão pré-
Estabelecidos os modelos a serem alcançados. Não se destaca, portanto, o processo. São
privilegiadas as actividades intelectuais. O ensino é centrado no professor, que usa a aula
expositiva como a única forma de ser
passado o conteúdo a ser aprendido. Após exercícios de repetição, os alunos reproduzem-no
através de provas orais e escritas.

O modelo de homem ideal é o que sustenta os objectivos do ensino, o que se configura


como um modelo desvinculado da realidade dos alunos. O que se ensina é tratado de forma
isolada, fora dos reais problemas da sociedade e dos interesses de quem aprende.
O uso de recursos de ensino como objectos, figuras, ilustrações etc., serve para formar as
imagens na mente através dos sentidos, mas não leva a sua reelaboração porque a
aprendizagem é apenas receptiva, automática, dispensando qualquer actividade do próprio
pensamento.
Mas não é isto que se vê ainda hoje? O ensino tradicional ainda prevalece no quotidiano
escolar: as aulas são expositivas, no sentido da transmissão de conhecimentos, os assuntos são
ministrados sem questionamento, sem significado, sem vinculação com a realidade e o que se
espera do aluno é que memorize sem compreendê-los

PEDAGOGIA RENOVADA

Caracteriza-se por considerar que o ensino consiste no estímulo que é dado ao aluno para
buscar, por si mesmo, conhecimentos e experiências, partindo dos seus interesses e
necessidades. Muda-se o foco do processo de ensino: em vez de centrar-se no professor, agora
9

tem o aluno como eixo para o qual convergem todas as actividades facilitadoras da
aprendizagem.
Passa-se a ideia de que o aluno aprende fazendo, e não, só ouvindo e vendo. O professor é quem
promove as situações de aprendizagem capazes de atender às individualidades dos alunos.
As primeiras manifestações desse movimento se deram com crianças excepcionais e
deficientes mentais, fora da instituição escolar. Lembremo-nos, por exemplo, da pediatra Maria
Montessori e do médico Ovíde Decroly. Ambos preocupados com a individualização do ensino,
com a estimulação às actividades livres concentradas, baseados no princípio da auto-educação. A
partir dessas experiências, generalizam-se os procedimentos pedagógicos para todo o sistema
educacional. A escola montessoriana, pois, valoriza a aprendizagem de coisas úteis e o professor
é aquele que auxilia o aluno e não faz por ele.

Surge, então, a valorização de métodos e técnicas de ensino, como o trabalho em grupo, o


estudo dirigido, as pesquisas etc., sempre oportunizando o aluno a reflectir sobre o que está
aprendendo, como forma de exercitar a autonomia de pensamento.
Ressaltamos que, embora os métodos variem, eles partem sempre de actividades
adequadas à natureza do aluno e às etapas do seu desenvolvimento. Os passos básicos para a
efetivação do processo de ensino são: primeiro, o professor apresente um problema interessante
para chamar a atenção; segundo, o problema deve ser desafiante, levando à reflexão; terceiro,
deve-se dar condições para uma descoberta de soluções; quarto, através da mediação do
professor, as prováveis soluções vai surgindo; e quinto, a garantia da comprovação das soluções.
A educação atingirá seu objectivo - corrigir o desvio da marginalidade -, se incutir nos
alunos o sentido de aceitação dos demais e pelos demais. Contribui, assim, para construir uma
sociedade em que seus membros se aceitem e se respeitem em suas diferenças. Esta nova forma
de entender a Educação, como já dissemos, leva necessariamente a uma mudança, por
contraposição à Pedagogia Tradicional, nos elementos constitutivos da prática pedagógica.

PEDAGOGIA TECNICISTA

Assim é que o professor deixa de ser o centro do processo, dando o lugar ao aluno. O
professor deixa de ser o transmissor dos conteúdos, passando a facilitador da aprendizagem. Os
conteúdos programáticos passam a ser seleccionados a partir dos interesses dos alunos. As
técnicas pedagógicas da exposição, marca principal da Pedagogia Tradicional, cedem lugar aos
trabalhos em grupo, dinâmicas grupais, pesquisa, jogos de criatividade.
A avaliação deixa de valorizar os aspectos cognitivos, com ênfase na memorização, passando a
valorizar os aspectos afectivos (atitudes) com ênfase na auto-avaliação.
A tendência tecnicista firma-se nos anos 70, alicerçada no princípio da otimização:
Racionalidade, eficiência e produtividade. Com sua organização racional e mecânica, visava
corresponder aos interesses da sociedade industrial. A semelhança com o processo industrial não
ocorre por acaso, pois tal proposição atinge seu apogeu nos anos 70, período de forte presença
do autoritarismo do Estado e do regime militar. É nesse período que o espírito crítico e reflexivo
é banido das escolas.

Caracteriza-se por considerar que o ensino consiste em um processo de condicionamento.


O comportamento aprendido é uma resposta a estímulos externos. O aluno aprende quando muda
10

de comportamento. Para tal, a ênfase recai sobre técnicas específicas para que ocorra esta
mudança. Tudo isso voltado para atender a ordem social vigente, o sistema capitalista, que vê a
escola como uma produtora de indivíduos competentes para o mercado de trabalho.
Na "Pedagogia Tecnicista", o aluno e o professor ocupam uma posição secundária, porque, o
elemento principal é o sistema técnico de organização da aula e do curso. Orientados
por uma concepção mais mecanicista, os professores brasileiros entendiam seus planejamento e
planos de aulas centrados apenas nos objectivos que eram operacionalizados de forma minuciosa.
Faz parte ainda desse contexto tecnicista o uso abundante de recursos tecnológicos e
audiovisuais, sugerindo uma "modernização" do ensino.

O ensino é, pois, transmitido seguindo uma ordem lógica e psicológica, cujos conteúdos
são reduzidos ao conhecimento observável e mensurável, onde a ênfase recai sobre o material
instrucional usado nas aulas: os livros didácticos trazendo os exercícios para serem resolvidos
neles próprios e os módulos de ensino como garantia da objectividade da prática escolar.
É através da tecnologia educacional que os princípios científicos comportamentais e
tecnológicos garantem o comportamento adequado pelo controle do ensino. As etapas do
processo de ensino e aprendizagem se reduzem ao estabelecimento de comportamentos finais
por meio de objectivos chamados de instrucionais, em seguida, o professor faz a análise do que
foi solicitado para ter elementos que indiquem qual a sequência dos passos da aula e, por fim, a
execução dos conteúdos pré-estabelecidos, direccionando as respostas corretas voltadas para o
alcance dos objectivos

CONCEPÇÃO DA EDUCAÇÃO

Desde a década de 1990 ocorrem discussões nacionais e internacionais sobre a educação para o
século XXI e o engajamento com a aprendizagem dos estudantes, compreendida como o processo
de desenvolvimento de competências para fazer frente aos desafios do mundo contemporâneo.
Em termos gerais, com base nos pilares delineados pela Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, do inglês United Nations Educational, Scientific and
Cultural Organization) para a educação do século XXI, pode-se considerar que tais competências
incluem, de forma não exclusiva, a capacidade do estudante de (DELORS et al., 2000):

Aprender a conhecer: inclui as capacidades de formular problemas, definir objectivos e


especificar e aplicar metodologias, técnicas e ferramentas na solução de problemas;
Aprender a fazer: implica ser capaz de empregar conceitos, métodos, técnicas e
ferramentas próprios de determinado campo profissional;
Aprender a conviver: abrange a capacidade de se comunicar de forma eficaz, trabalhar em
equipa, respeitar as normas de convívio social levando em conta os direitos e deveres
individuais e colectivos;
Aprender a ser: diz respeito a ser capaz de agir eticamente e comprometido com o respeito
aos direitos humanos.

Entendendo que a educação precisa contribuir para a formação integral do estudante e para a
prática de sua cidadania, os Colégios contemplam uma visão de educação dentro da dimensão
sócio ambiental comprometida com o processo de construção do conhecimento, respeitando o ser
humano com suas diferenças, limitações, possibilidades individuais e sociais e seu modo de
11

inserção, considerando o espaço colectivo, familiar, comunitário e ambiental. Fundamenta-se no


ensino, na pesquisa e na extensão, incentivando o estudante a buscar conhecimentos múltiplos,
necessários para o seu desenvolvimento integral, tornando-se capaz de evoluir no seu modo de
pensar, sentir, agir e interagir na sociedade como um ser crítico, ético, criativo, aberto a
mudanças e capaz de modificar sua própria história.

PAPEL DA ESCOLA

Considerando as directrizes estabelecidas pela Resolução n.º 17/99 do CEE/SC, o Colégio


Univille SFS ofertará turmas de ensino fundamental anos finais e de ensino médio, pautando-se
nos pressupostos da Lei de Directrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), Lei n.º
9.394/96, conforme manifestado em seu artigo 2º.

A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de
solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo
para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL, 1996).

Sob o ponto de vista institucional, conforme preconiza o PDI 2017-2021, “a Univille promove a
educação básica por meio de seus Colégios” onde se busca “[...] articular as experiências e os
saberes dos estudantes com os conhecimentos que fazem parte do património cultural, ambiental,
científico e tecnológico da humanidade” (UNIVILLE, 2016, p. 84).

No Colégio Univille SFS entende-se que o currículo, além de se constituir em documentos que
contemplam os conteúdos a serem estudados, pode ser entendido como “as experiências escolares
que se desdobram em torno do conhecimento, em meio a relações sociais, e que contribuem para
a construção das identidades de nossos/as estudantes” (MOREIRA; CANDAU, 2007, p. 18).

No Colégio Univille SFS as práticas educativas, fomentadas pelo currículo, são voltadas para a
ampliação do universo cultural e socioambiental do estudante, para que ele possa conhecer o
mundo e interagir intelectual e socialmente com sua realidade no mundo contemporâneo.

Assim, reitera-se que:

“A escola é o lugar institucional de um projecto


educacional. Isso quer dizer que ela deve instaurar-se como
espaço-tempo, como instância social que sirva de base
mediadora e articuladora dos outros dois projectos que a ver
com o agir humano: de um lado o projecto político da
sociedade e, de outro, os projectos pessoais dos sujeitos
envolvidos na educação” (SEVERINO, 2006, p. 212).

Considera-se que as acções no ambiente escolar devam representar o compromisso da instituição


com o fortalecimento da cidadania e intencionalidade educacional, fomentando o estabelecimento
de um diálogo colectivo. Conforme preconiza a LDBEN, o trabalho pedagógico precisa
desenvolver, de forma equilibrada, processos educacionais de informação e formação para
12

estimular o exercício da cidadania, da actuação do indivíduo na sociedade, com senso crítico,


iniciativa, criatividade, autonomia e responsabilidade cultural e sócio ambiental.

No Colégio Univille SFS acredita-se que é necessário aproximar o estudante e suas famílias do
ambiente escolar na busca de uma educação integral. Considera-se que a escola contribui para
que o indivíduo construa uma clara compreensão da sociedade e de suas transformações culturais,
políticas e sócio ambientais.

Assim, defende-se, também, a ideia de que a escola é um lugar em que a educação é considerada
em seus múltiplos sentidos, repletos de histórias e significados, considerando a importância de a
escola abarcar a bagagem pessoal do estudante.

Compreende-se que a função da escola é promover experiências e vivências, mediante as quais


crianças e jovens possam se apropriar de conhecimentos científicos, desenvolver suas
capacidades e habilidades intelectuais, desenvolver sensibilidades e aprender valores culturais,
éticos, estéticos e ambientais. Nesse sentido, a educação é construída e compartilhada e a
formação de cidadãos é uma responsabilidade conjunta da escola, da família e da sociedade.

CONCEPÇÃO DE ESTUDANTE

Em consonância com o PPI da Univille (UNIVILLE, 2016), o estudante está no centro do


processo de ensino e aprendizagem. Para que ele desenvolva um conjunto de competências
previamente definido como objetivo de aprendizagem, enquanto alguém inserido na sociedade,
ele é considerado um sujeito social com saberes e competências que devem ser levados em conta
no processo de ensino.

CONCEPÇÃO DE DOCENTE

O professor é um ser social e histórico, sempre em movimento, pois constrói valores e atitudes,
agindo com um modo próprio de estar no mundo e de ver as coisas. Cada professor tem sua
identidade, uma forma pessoal que o distingue dos outros, fruto das interações sociais complexas
nas sociedades contemporâneas e que define um modo de ser no mundo, num dado momento,
numa dada cultura, numa história (GATTI, 1996).

Para Roldão (2006), o que distingue o professor de outros profissionais é o saber necessário à
função de ensinar, que se situa em um duplo referencial: ensinar como professar um saber e
ensinar como fazer para que o outro seja conduzido a aprender/apreender. O primeiro referencial
de ensinar foi importante em um contexto histórico que já passou. Nos dias atuais, as
necessidades da sociedade, cujo acesso à informação é facilitado, são outras, e por isso o
profissional de ensino torna-se um facilitador que instiga o estudante a aprender e
consequentemente apreender.

Dessa forma, o professor torna-se indispensável, com o compromisso de auxiliar seus estudantes
a “tornarem-se sujeitos pensantes, capazes de construir elementos categoriais de compreensão e
apropriação crítica da realidade” (LIBÂNEO, 2011, p. 11).
13

Para conduzir o processo de ensino e aprendizagem no Colégio Univille SFS, o docente tem
como responsabilidades a definição, o planejamento, a execução, o acompanhamento e a
avaliação de situações que promovam a aprendizagem, atividades essas norteadas pelas
concepções e pelos princípios previstos no PPP do Colégio, assim como nos objetivos da
educação básica conforme legislação vigente.

Em consonância com o PPI da Univille, é fundamental que o professor desenvolva as seguintes


competências:

Competência técnico-científica: ser capaz de se manter actualizado e de abordar os


conteúdos em relação a sua área de conhecimento;

Competência pedagógica: saber organizar e dirigir situações de aprendizagem em que


atue como orientador e mediador, empregar metodologias de aprendizagem inovadoras e
novas tecnologias de informação e comunicação em situações de aprendizagem e
acompanhar e avaliar a efectividade das situações de aprendizagem;
Competência relacional: ser capaz de agir e de orientar os estudantes quanto ao respeito à
vida, à dignidade, à liberdade, à democracia, à diversidade, ao meio ambiente, às relações
humanas, levando em conta valores e atitudes éticas por meio do diálogo e do respeito ao
outro;
Competência organizacional: agir em conformidade com o estatuto, os regimentos e as
resoluções da Instituição, bem como actuar de forma comprometida com as concepções,
com a missão e com e as directrizes institucionais.

As competências supradestacadas são relevantes para que o professor possa exercer a tarefa de
ensinar, pois ele necessita conhecer muito bem o conteúdo da disciplina que lecciona, além de
dominar os saberes do campo da educação. Esses saberes permitem desenvolver sua actividade,
proporcionando a aprendizagem do estudante e não simplesmente a transmissão do conteúdo. É
importante ressaltar que ensinar é uma acção do professor para mobilizar e mediar a
aprendizagem de um conteúdo do qual o estudante necessita apropriar-se (VOIGT; PESCE;
GARCIA, 2016).

CONCEPÇÃO DE ENSINO E APRENDIZAGEM

No Colégio Univille SFS, alinhado ao que preconiza o PPI da Universidade (UNIVILLE, 2016,
p. 69), “o processo de ensino e aprendizagem acontece sobremaneira na interação dialógica entre
estudantes e professores” e, por essa razão, está em contínua construção e aperfeiçoamento.

Nessa perspectiva, a aprendizagem é compreendida como uma construção do sujeito que se dá


por meio do desenvolvimento de competências que possibilitem uma atuação cidadã, consciente,
crítica, solidária, criativa e autônoma diante das exigências e necessidades da sociedade.

Sob a ótica do ensino, considerado como uma ação intencional, o processo engloba o domínio
dos conteúdos, o planejamento, a execução, o acompanhamento e a avaliação das situações que
promovam a aprendizagem e a construção de um ambiente de interação que favoreça o diálogo e
14

o respeito mútuo, além da responsabilidade e do comprometimento com os objetivos do ensinar e


do aprender.

CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

Em consonância com o PPI da Univille (UNIVILLE, 2016, p. 71), no Colégio Univille SFS
compreende-se que a “avaliação da aprendizagem é um ato necessário” e que abriga “uma crítica
pedagógica que inclui desempenho e posturas docentes e discentes”. É realizada de forma
contínua, cumulativa e sistemática com o objectivo de diagnosticar a situação de aprendizagem
de cada estudante em relação à proposta curricular e pedagógica. A avaliação não pode priorizar
apenas o resultado ou o processo, mas precisa, como prática de investigação, interrogar a relação
ensino e aprendizagem, possibilitando a identificação dos conhecimentos construídos e das
dificuldades existentes, sempre privilegiando a forma dialógica e a busca por melhorias.

No Colégio Univille SFS entende-se que a avaliação deva ser um processo para construir uma
reflexão crítica sobre a prática, tanto por parte dos professores quanto dos estudantes. Para
Lowman (2004), examinar tem um efeito poderoso sobre as atitudes dos estudantes, sobre o
modo como estudam e sobre o que aprendem. Para os professores, possibilita identificar os
avanços e as dificuldades e o que fazer para superar os obstáculos.

Com base em Lowman (2004), Hoffmann (2000) e Romão (1998), o Colégio Univille SFS
desenvolve seu processo de avaliação nas seguintes dimensões:

Diagnóstica: possibilita a sondagem inicial de competências, habilidades e conhecimentos


do estudante em determinada área, identificando o nível de aprendizagem de conteúdo. É
utilizada para estimar possíveis dificuldades de aprendizagem, possibilitando a adequação
dos instrumentos pedagógicos às necessidades de aprendizagem do estudante;
Formativa: é usada no percurso do processo de ensino e aprendizagem como forma de
monitoramento do rendimento do estudante, das deficiências das metodologias de ensino
e sobre a necessidade de possíveis alinhamentos de curso do planejamento de ensino. A
preocupação central é colectar dados para reorientar o processo de ensino-aprendizagem,
tendo como objectivo verificar se o que foi proposto pelo professor em relação aos
conteúdos está sendo atingido;
Cumulativa: identifica aquilo que o estudante vai aprendendo no decorrer das aulas,
permitindo ao professor um acompanhamento individualizado;
Sumativa: tem como objectivo traduzir de forma quantitativa os resultados objectivos no
processo educativo com a atribuição de notas e/ou conceitos que permitam verificar se o
estudante pode ser promovido ou não de uma série para outra;
Emancipadora: promovendo a autocrítica, essa avaliação pode ser realizada
individualmente ou em grupo e permite ao estudante tomar consciência do que aprendeu,
da forma como estudou e do que pode ser melhorado. Também o professor pode
empregar esse tipo de avaliação para reflectir sobre sua prática e as melhorias possíveis.

A avaliação constitui um momento reflexivo sobre teoria e prática no processo de ensino-


aprendizagem. Ao avaliar, o professor estará constatando as condições de aprendizagem dos
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estudantes, para, a partir daí, prover meios para sua recuperação. Portanto, avaliação não é um
ato, é um processo, solicitando intenso envolvimento dos seus protagonistas.
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CONCLUSÃO

Bom depois de muita pesquisa deu para concluir que os fundamentos pedagógicos são
necessários e fundamentais no que diz respeito ao aprendizado e o ensino. Nesse contexto, a
Didáctica enquanto campo de estudo visa propor princípios, formas e directrizes que são comuns
ao ensino de todas as áreas de conhecimento. Não se restringe a uma prática de ensino, mas se
propõe a compreender a relação que se estabelece entre três elementos: professor, aluno e a
matéria a ser ensinada. Ao investigar as relações entre o ensino e a aprendizagem mediadas por
um ato didáctico, procura compreender também as relações que o aluno estabelece com os
objectos do conhecimento. Para isso privilegia a análise das condições de ensino e suas relações
com os objectivos, conteúdos, métodos e procedimentos de ensino. Entretanto, postular que o
campo de estudo da Didáctica é responsável por produzir conhecimentos sobre modos de
transmissão de conteúdos curriculares através de métodos e conhecimentos não deve reduzir a
Didáctica a visão de estudo meramente tecnicista. Ao contrário, a produção de conhecimentos
sobre as técnicas de ensino oriundos desse campo de estudo tem por objectivo tornar a prática
docente reflexiva, para que a acção do professor não seja uma mera reprodução de estratégias
presentes em livros didácticos ou manuais de ensino. Não basta ao professor reproduzir
pressupostos teóricos ou programas disciplinares pré-estabelecidos, as informações acumuladas
na prática ao longo do processo ensino-aprendizagem devem despertar a capacidade crítica capaz
de proporcionar questionamentos e reflexões sobre essas informações a fim de garantir uma
transformação na prática. Como um processo em constante transformação, a formação do
educador exige esta interligação entre a teoria e a prática como forma de desenvolvimento da
capacidade crítica profissional.
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BIBLIOGRAFIA

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pedagógicas diversas. 2 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

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Contribuição no Processo de Formação do Professor. Disponível em:
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Common questions

Com tecnologia de IA

Contemporary educational philosophies challenge and expand traditional didactic theories by emphasizing the role of the student as an active participant in their learning rather than a passive recipient of information. This shift highlights the importance of critical thinking, problem-solving, and the integration of technology in the learning process. These philosophies encourage educators to move away from rote memorization and standard assessments, focusing instead on competencies that support real-world applications and encourage continuous learning and adaptability .

Educational strategies in contemporary pedagogy contribute to preparing students for societal roles by focusing on developing critical, ethical, and creative thinking skills necessary for navigating complex social landscapes. Strategies such as collaborative learning, project-based learning, and experiential learning enable students to make connections between academic concepts and real-world applications, facilitating their ability to act as informed, responsible citizens. Additionally, these strategies encourage students to understand and appreciate diversity, foster tolerance, and engage in collective problem-solving .

Methodological approaches critical for transforming teaching practices include the integration of reflective practice, where educators continuously evaluate and adjust their teaching strategies based on student feedback and learning outcomes. This aligns with transformative teaching by encouraging educators to go beyond traditional methods and innovate using student-centered approaches, collaborative learning, and technology integration. A reflective practice empowers teachers to adapt to evolving educational needs and facilitates lifelong learning, not just for students but for educators as well .

The modern educational paradigm shifts from traditional teaching, which focused heavily on content delivery, to a facilitative approach where educators act as guides. With readily available information, teachers become facilitators who encourage students to learn how to learn, fostering their critical thinking and problem-solving skills. This shift reflects the need for students to become critical thinkers, capable of integrating and critically assessing information, and is facilitated by the development of competences such as technological aptitude, relational skills, and flexible, responsive teaching methods, all aimed at preparing students for a fast-changing world .

The concept of a 'learning community' in schools contributes to a student's holistic development by creating an environment where both social and academic learning occurs. Such communities emphasize collaboration, respect, and communication among students, which are critical for developing social skills. They also integrate academic content with the development of personal and civic responsibility, aligning learning with real-world issues and aiding students in becoming socially responsible citizens. This approach ensures that education is not isolated to academic achievement alone but complements personal growth and societal interaction .

The critical elements of the didactic process include the teacher, the student, and the content or material to be taught. These elements interact within the educational context as the teacher (professor) mediates the process, creating strategies that ensure knowledge construction. The didactic process seeks to understand not only the direct teaching and learning interactions but also the relationships students establish with the knowledge objects. It involves analyzing teaching conditions, objectives, and methods to foster effective learning, ensuring the process is not just a reproduction of strategies but encourages critical thinking and reflection on the part of the teacher .

The role of the teacher is evolving to meet the needs of contemporary students by transitioning from being the sole source of knowledge to becoming facilitators and guides in their learning process. This entails supporting students in developing their critical thinking and problem-solving skills, fostering autonomy and responsibility. The modern teacher must also stay abreast of technological advancements and adapt their teaching methods to include innovative learning strategies that accommodate diverse learning preferences and needs .

Didactic principles can be applied to foster inclusion and diversity in the classroom by developing curricula that recognize and respect the diverse backgrounds of all students. This involves adapting teaching methods to accommodate different learning styles and creating an environment where all students feel valued and able to participate fully. Teachers are encouraged to engage in culturally responsive teaching and practice differentiating instruction to meet the varied needs of students, ensuring equitable access to learning opportunities .

Reflective evaluation of teaching practices plays a pivotal role in advancing educational methodologies by allowing educators to assess the effectiveness of their approaches and identify areas for improvement. This continuous process leads to the refinement of teaching strategies, ensuring they are aligned with the latest educational research and the evolving needs of students. Reflective practice also fosters a culture of lifelong learning among educators, encouraging them to be adaptive and responsive to both technological advancements and pedagogical innovations .

Aligning educational curricula with socio-environmental goals influences student learning outcomes by embedding real-world issues into the learning process, which heightens student engagement and relevance of the material. It encourages students to think critically about their role in society and the environment, fostering a sense of responsibility and action towards sustainable practices. This alignment not only enhances environmental awareness but also equips students with skills necessary for solving complex problems and contributing positively to their communities .

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