EMPREGADO DOMÉSTICO
Direto ao Ponto 12 Dezembro 2022 Última Atualização: 09 Janeiro 2023
Aqui abordaremos direto ao ponto questões sobre férias individuais como forma
de perguntas e respostas. Para se interar mais sobre o assunto, veja nossas
publicações abaixo:
QUANTOS DIAS DE TRABALHO
CARACTERIZARÃO O VÍNCULO EMPREGATÍCIO
PARA O EMPREGADO DOMÉSTICO?
Nos termos da LC n° 150/2015, artigo 1°, ao empregado doméstico, assim
considerado aquele que presta serviços de forma contínua, subordinada,
onerosa e pessoal e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito
residencial destas, por mais de dois dias.
É ADMITIDA A CELEBRAÇÃO DE CONTRATO DE
EXPERIÊNCIA PARA O EMPREGADO
DOMÉSTICO?
Sim. Os artigos 4° até 8° da LC n° 150/2015 autorizam a realização de contrato
de experiência para o empregado doméstico.
Quando for realizado o contrato de experiência, este não poderá exceder 90
dias, e poderá ser prorrogado uma única vez dentro desse período. Caso
ultrapasse os 90 dias, passará a vigorar como contrato de trabalho por prazo
indeterminado.
PODERÁ SER REALIZADO CONTRATO POR
PRAZO DETERMINADO COM O EMPREGADO
DOMÉSTICO?
Sim. A Lei Complementar n° 150/2015 no artigo 4°, inciso I e no parágrafo
único, possibilitou a adoção de contrato por e prazo determinado com a
finalidade de substituição temporária de empregado doméstico que esteja com
contrato de trabalho interrompido ou suspenso.
A duração deste vínculo é limitada ao término do evento que motivou a
contratação, obedecido o limite máximo de dois anos.
MENOR DE IDADE, EMANCIPADO OU NÃO,
PODERÁ SER CONTRATADO COMO
EMPREGADO DOMÉSTICO?
Mesmo que se trate de menor emancipado, a legislação veda esta contratação.
Em conformidade com o parágrafo único do artigo 1° da LC n° 150/2015, não
poderá ser contratado o menor de 18 anos para desempenho de trabalho
doméstico, de acordo com a Convenção n° 182/99, da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) e com o Decreto n° 6.481/2008.
COMO FICOU DEFINIDO A JORNADA DE
TRABALHO E A REALIZAÇÃO DAS HORAS
EXTRAS DO EMPREGADO DOMÉSTICO APÓS A
PUBLICAÇÃO DA LC N° 150/2015?
Nada mudou. A partir da publicação da Emenda Constitucional n° 72/2013, a
jornada de trabalho para o empregado doméstico já era garantida, bem como
o adicional de hora extras no percentual de 50%.
A LC n° 150/2015, nos termos do artigo 2°, apenas ratificou que a duração
normal do trabalho doméstico não excederá oito horas diárias (44 horas
semanais).
A remuneração da hora extraordinária será, no mínimo, 50% superior ao valor
da hora normal.
COMO SERÁ CALCULADO O VALOR DO
SALÁRIO-HORA NORMAL DO EMPREGADO
MENSALISTA?
Conforme preconiza os §2° do artigo 2° da LC n° 150/2015, o salário-hora
normal, em caso de empregado mensalista, será obtido dividindo-se o salário
mensal por 220 horas, salvo se o contrato estipular jornada mensal inferior que
resulte em divisor diverso.
COMO SERÁ CALCULADO O VALOR DO
SALÁRIO-DIA NORMAL DO EMPREGADO
MENSALISTA?
O salário-dia normal, em caso de empregado mensalista, será obtido dividindo-
se o salário mensal por 30 (§ 3° do artigo 2° da LC 150/2015).
O EMPREGADOR DOMÉSTICO, ATRAVÉS DE
ACORDO FIRMADO COM O EMPREGADO,
PODERÁ ADOTAR REGIME DE COMPENSAÇÃO
DE HORAS?
O §4° do artigo 2° da LC 150/2015 determina a possibilidade de realização do
regime de compensação de horas, sem o acréscimo salarial, desde que o
excesso de horas de um dia seja compensado em outro. Para tanto, deve haver
um acordo por escrito firmado entre empregador e empregado, não havendo a
necessidade de homologação do acordo no Sindicato ou no Ministério do
Trabalho.
O acordo de compensação somente será aplicado em relação às horas
extraordinárias que excederam as 40 horas mensais excedentes ao horário
normal de trabalho. As primeiras 40 horas devem ser pagas como horas extras
a 50%, conforme visto acima - observando-se que, dentro do mês em que foram
executadas, poderão ser deduzidas das 40 primeiras horas, sem o
correspondente pagamento, as horas não trabalhadas em função de redução
do horário normal de trabalho ou de dia útil não trabalhado.
O saldo de horas que exceder as 40 primeiras horas mensais, e que, portanto,
seja incluído no banco de horas, devem ser compensados no período máximo
de um ano.
EXISTINDO REGIME DE COMPENSAÇÃO DE
HORAS, NA OCORRÊNCIA DE RESCISÃO DE
CONTRATO DE TRABALHO, COMO SERÃO
PAGAS AS HORAS INCLUÍDAS NESTE BANCO
DE HORAS?
Ocorrendo a rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a
compensação integral da jornada extraordinária, o empregado fará jus ao
pagamento das horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor da
remuneração na data de rescisão (§ 6° do artigo 2°, da LC 150/2015).
O EMPREGADO DOMÉSTICO TEM DIREITO AO
ADICIONAL NOTURNO?
Sim. Fará jus ao adicional noturno o empregado doméstico com jornada de
trabalho executada entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte.
A hora de trabalho terá duração de 52 minutos e 30 segundos.
Haverá um acréscimo de, no mínimo, 20% sobre o valor da hora diurna, nos
termos do § 4° do artigo 14 da LC 150/2015.
O assunto encontra-se disciplinado no artigo 14 da Lei Complementar n°
150/2015.
COMO DEVE SER FEITA A CONVERSÃO DE
HORA DIURNA PARA HORA NOTURNA?
A hora de trabalho noturno terá duração de 52 minutos e 30 segundos, no
período de 22h00 às 05h00, diferente da diurna que equivale a 60 minutos.
Para transformar a hora diurna em hora noturna deve-se dividir a quantidade
de horas normais no relógio por 52,5. O resultado deverá ser multiplicado por
60.
Exemplo
Período trabalhado (noturno) = 7 horas
Dividindo 7 horas por 52,5, e multiplicando o resultado por 60, chega-se a 7,99
(ou seja, 8 horas noturnas).
Os números após a vírgula estão em sistema centesimal (método adotado
pelas calculadoras). Para saber a quantos minutos equivalem, multiplica-se o
resultado por 60.
Exemplo
Período trabalhado (noturno) = 7 horas
Dividindo 6 horas por 52,5, e multiplicando o resultado por 60, chega-se a
6,857142 horas noturnas.
Multiplicando o que está após a vírgula por 60, tem-se: 0,857142 x 60 =
51,42852
O resultado será, então, de 6 horas, 51 minutos e 43 segundos (resultado
arredondado em relação aos segundos).
COMO DEVE SER FEITO O CÁLCULO DO
ADICIONAL NOTURNO COM BASE NO SALÁRIO
DO EMPREGADO DOMÉSTICO?
Para o cálculo do adicional noturno, deve-se ter conhecimento do valor do
salário-normal hora. Ao salário-normal hora, será acrescido o adicional de 20%,
em relação às horas trabalhadas que enquadrem como horas noturnas.
Exemplo
Empregado recebe salário de R$ 1.000,00, correspondente a uma jornada de
trabalho de 220 horas mensais.
A atividade noturna corresponde a 50 horas.
Para o cálculo do salário-normal hora, será dividido o salário por 220:
Salário-normal hora = R$ 1.000,00 / 220 = R$ 4,55
O valor do adicional noturno, por hora, será o valor do salário-normal hora,
multiplicado por 20%:
Adicional noturno (por hora) = R$ 4,55 * 20% = R$ 0,91
Para chegar ao valor a ser pago a título de adicional noturno por mês, basta
multiplicar este valor pelo número de horas trabalhadas:
Adicional noturno (total) = R$ 0,91 x 50 = R$ 45,50
Neste exemplo, caberá o pagamento de R$ 45,50 a título de adicional noturno,
valor este que que deve ser acrescido à remuneração mensal do empregado.
13. Sobre a jornada noturna, é devido o cálculo do descanso semanal
remunerado?
Sim, considerando que para o contrato de trabalho do doméstico serão
aplicadas as regras trazidas na Lei n° 605/49, conforme orienta o artigo
16 da Lei Complementar n° 150/2015.
COMO DEVE SER FEITO O CÁLCULO DO
DESCANSO SEMANAL REMUNERADO SOBRE O
ADICIONAL NOTURNO?
O pagamento do adicional noturno sobre as horas laboradas no período
noturno, gera o direito a remuneração do reflexo sobre o DSR (descanso
semanal remunerado). Para efetuar o cálculo, cabe a multiplicação do valor do
adicional noturno pela quantidade de domingos e feriados no mês em questão,
e após deve-se dividir pelo número de dias úteis (incluindo sábados).
Exemplo
Empregado que trabalhou 160 horas noturnas em determinado mês,
considerando que o valor da hora normal é R$ 4,00 e que o adicional noturno
é de 20%.
Adicional noturno (por hora) = R$ 4,00 * 20% = R$ 0,80
Adicional noturno (total) = R$ 0,80 * 160 = R$ 128,00
A quantidade de domingos e feriados no mês citado corresponde a 5. O mês
em questão contém 25 dias úteis.
DSR = valor do adicional noturno x n° de domingos e feriados / n° dias úteis
DSR = R$ 128,00 x 5 / 25 = R$ 25,60
Neste exemplo, sobre a remuneração de R$ 128,00 de adicional noturno,
caberá ainda o pagamento do reflexo de R$ 25,60 a título de DSR.
O EMPREGADO DOMÉSTICO PODE EXERCER
UMA JORNADA DE TRABALHO INFERIOR A
OITO HORAS DIÁRIAS E 44 HORAS SEMANAIS?
Sim. A Lei Complementar n° 150/2015 (artigo 3°) estabelece a possibilidade do
trabalho em regime de tempo parcial, desde que a duração não exceda 25
horas semanais.
Nesse caso, o salário deve ser pago ao empregado de forma proporcional à
sua jornada - considerando para o cálculo o divisor de 220 horas para o
mensalista.
É POSSÍVEL FIRMAR CONTRATO DE TRABALHO
EM REGIME DE TEMPO PARCIAL PARA O
TRABALHO DOMÉSTICO?
Sim. A Lei Complementar n° 150/2015 (artigo 3°) estabelece a possibilidade do
trabalho em regime de tempo parcial, desde que a duração não exceda 25
horas semanais.
Importante observar que, diferentemente do que previsto para o trabalhador
urbano celetista, a duração normal do trabalho do empregado doméstico em
regime de tempo parcial poderá ser acrescida de horas extraordinárias não
excedentes a uma hora diária, desde que mediante acordo escrito entre
empregador e empregado.
EM SE TRATANDO DE UMA JORNADA PARCIAL,
COMO SERÁ TRATADO O PERÍODO DE FÉRIAS,
INCLUSIVE O DESCANSO?
Quanto às férias na modalidade do regime de tempo parcial (§ 3° do artigo 3°
da LC 150/2015), após cada período de 12 meses de vigência do contrato de
trabalho, serão concedidas conforme indicado no quadro abaixo:
Jornada de Trabalho Semanal
Superior a 22 horas até 25 horas
Superior a 20 horas até 22 horas
Superior a 15 horas até 20 horas
Superior a 10 horas até 15 horas
Superior a cinco horas até 10 horas
Igual ou inferior a cinco horas
AS HORAS EXTRAS DO DOMÉSTICO
CONTINUAM TENDO PAGAMENTO LIMITADO AO
PERCENTUAL DE 50%?
Não. Em se tratando de trabalho prestado em domingos e feriados, desde que
não compensado, deve ser pago em dobro, sem prejuízo da remuneração
relativa ao repouso semanal. (§ 8° do artigo 2° da LC 150/2015).
O EMPREGADO DOMÉSTICO QUE VIAJA COM A
FAMÍLIA DO EMPREGADOR FAZ JUS A ALGUM
ADICIONAL?
O acompanhamento do empregador pelo empregado em viagem será
condicionado à prévia existência de acordo escrito entre as partes, e a
remuneração-hora do serviço será, no mínimo, 25% superior ao valor do
salário-hora normal. No caso de acompanhamento em viagem, as despesas
quanto a alimentação, vestuário, higiene, moradia, transporte, hospedagem
serão por conta do empregador, não podendo ser descontadas do empregado
(artigo 18 da LC 150/2015).
O FGTS PASSOU A SER OBRIGATÓRIO?
Sim. Nos termos do artigo 21 da LC n° 150/2015, é devida a inclusão do
empregado doméstico no FGTS.
QUANDO INICIA-SE O RECOLHIMENTO DO
FGTS?
O prazo para obrigatoriedade das regras do FGTS inicia-se após a
regulamentação a ser elaborada pelo Conselho Curador e CAIXA Econômica
Federal (LC 150/2015, artigo 21).
Especificamente quanto ao recolhimento, será efetuado dentro do sistema
Simples Doméstico (LC 150/2015, artigos 31 e seguintes), que também
dependerá de regulamentação, sendo que esta deverá ocorrer até 30.09.2015
(120 dias após a publicação da LC 150/2015).
DO QUE SE TRATA O RECOLHIMENTO DE 3,2%?
Tem a finalidade de garantir o pagamento da indenização pela rescisão de
contrato pelo empregador doméstico. Assim, haverá o depósito de 3,2% sobre
a remuneração devida no mês anterior,a cada empregado, conforme artigo
22 da LC n° 150/2015.
Esta indenização compensatória visa substituir o pagamento da multa de 40%
sobre montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada durante a
vigência do contrato de trabalho na hipótese de despedida pelo empregador
sem justa causa e demais casos trazidos pelo artigo 18 da Lei 8.036/1990.
O QUE É SIMPLES DOMÉSTICO?
O Simples Doméstico, instituído pela Lei Complementar 150/2015, é um regime
unificado de pagamento de tributos, contribuições e demais encargos do
empregador doméstico, mediante documento único de arrecadação.
O regime será regulamentado até 30.09.2015 (120 dias a contar da data da
publicação da LC n° 150/2015).
QUAIS ENCARGOS SERÃO RECOLHIDOS NA
GUIA UNIFICADA?
Conforme previsto no artigo 34 da LC n° 150/2015, o Simples Doméstico
assegurará o recolhimento mensal, mediante documento único de
arrecadação, dos seguintes percentuais:
VALORES A CARGO DO EMPREGADO
Percentual
8%, 9% ou 11%* contribuição previdenciária (INSS)
* A alíquota da contribuição previdenciária do INSS a ser paga pelo empregado doméstico, que será retida
de contribuição.
De 0% a 27,5%** IRPF - imposto de renda retido na fonte
** Quanto à retenção do imposto de renda na fonte, para fins de análise do cabimento ou não da retenção,
a faixa de renda do empregado doméstico.
VALORES A CARGO DO EMPREGADO
Percentual
8% contribuição previdenciária (INSS)
0,8% Seguro Acidente do Trabalho
8% FGTS
3,2% FGTS - indenização rescisória
QUAL O PRAZO DE RECOLHIMENTO DA GUIA
DE ARRECADAÇÃO UNIFICADA?
A responsabilidade do recolhimento das obrigações do Simples Doméstico será
do empregador doméstico, até o dia 7 do mês seguinte ao da competência.
A Lei n° 14.438/2022, a qual converteu a MP n° 1.107/2022 alterou a regra do
recolhimento da guia DAE, instituindo que, a partir da implementação do FGTS
Digital, o empregador doméstico deverá efetuar, até o dia 7 do mês seguinte, o
pagamento dos salários de seu empregado, e até o dia 20 do mês seguinte, o
recolhimento do INSS retido, CPP, FGTS, IR.
O empregador deverá fornecer ao empregado doméstico, mensalmente, cópia
do documento do recolhimento citado acima.
A CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PREVIDENCIÁRIA DO
EMPREGADOR DOMÉSTICO PERMANECE
SENDO DE 12%?
Não. A contribuição previdenciária patronal será reduzida para 8%, o
recolhimento será procedido na guia unificada que compõe o regime.
Permanecerá a alíquota de 12% até que haja a regulamentação do Simples
Doméstico, que ocorrerá até 30.09.2015 (120 dias a contar da data da
publicação da LC n° 150/2015).
O EMPREGADO DOMÉSTICO TEM DIREITO AO
SALÁRIO-FAMÍLIA?
Sim. Nos moldes do artigo 65 da Lei n° 8.213/91, o empregado doméstico tem
direito ao recebimento do salário-família, fazendo jus as mesmas cotas dos
demais empregados beneficiários, consulte tabela:
Tabela do salário família
A PARTIR DE QUANDO O EMPREGADOR
DOMÉSTICO PASSA A SER OBRIGADO A FAZER
OS PAGAMENTOS DO SALÁRIO FAMÍLIA?
A legislação não estabelece um prazo para regulamentação em relação ao
pagamento do salário-família. Logo, o seu pagamento deverá ser efetuado a
partir da publicação da Lei Complementar n° 150/2015, ou seja, a partir de
02.06.2015, salvo se houver entendimento diverso entendimento trazido pela
Previdência Social.
O único trecho da lei que carece de regulamentação, em relação ao pagamento
do salário família, é a forma que o empregador doméstico efetuará as
compensações com o valor da contribuição previdenciária devida (artigo 37 da
Lei Complementar 150/2015 ao alterar o artigo 62 da Lei n° 8.213/91).
QUAIS OS DOCUMENTOS QUE O EMPREGADO
DOMÉSTICO DEVE APRESENTAR PARA FAZER
JUS AO SALÁRIO-FAMÍLIA?
Respostas: Diferente dos demais empregados beneficiários, o único
documento que o empregado doméstico deve apresentar será a certidão de
nascimento do filho ou equiparado. (artigo 67 da Lei n° 8.213/91)
O AUXÍLIO-DOENÇA, O AUXÍLIO-DOENÇA
DECORRENTE DE ACIDENTE DE TRABALHO E O
AUXÍLIO-ACIDENTE TÊM O MESMO
SIGNIFICADO?
Não. Tratam-se de benefícios previdenciários distintos:
- o auxílio-doença será devido ao segurado que ficar incapacitado para seu
trabalho ou sua atividade habitual (artigo 60 da Lei n° 8.213/91);
- o auxílio-doença decorrente de acidente de trabalho é aquele em que, em
decorrência de acidente ocorrido pelo exercício do trabalho, o segurado passa
a fazer jus ao auxílio-doença. Passou a ser devido ao empregado doméstico
por inovação da LC n° 150/2015 (artigo 19 da Lei n° 8.213/91).
- o auxílio-acidente consiste em uma indenização, concedida ao segurado que,
após sofrer acidente de qualquer natureza, ficou com sequelas que impliquem
na redução de sua capacidade para o trabalho (artigo 18, § 1°, e artigo 86, da
Lei n° 8.213/91).
PARA O EMPREGADO DOMÉSTICO QUE SOFRE
ACIDENTE DE TRABALHO, É DEVIDO O
PREENCHIMENTO DE CAT (COMUNICAÇÃO DE
ACIDENTE DO TRABALHO)?
Sim, nos termos do artigo 22 da Lei n° 8.213/91 o empregador doméstico
deverá comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro
dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à
autoridade competente.
O EMPREGADO DOMÉSTICO TEM DIREITO A
ESTABILIDADE DE EMPREGO DECORRENTE DO
ACIDENTE DE TRABALHO?
Sim. O empregado doméstico terá direito à estabilidade provisória pelo prazo
de 12 meses em caso de acidente de trabalho, com base no artigo 118 da Lei
n° 8.213/91.
QUAIS SÃO OS NOVOS BENEFÍCIOS
PREVIDENCIÁRIOS QUE O EMPREGADO
DOMÉSTICO FAZ JUS?
A LC n° 150/2015, no artigo 37, determinou que o empregado doméstico
passou a ter acesso ao auxílio-acidente, ao auxílio-doença decorrente de
acidente de trabalho e ao salário-família.
O EMPREGADOR DOMÉSTICO PODERÁ
SOLICITAR O PARCELAMENTO DOS DÉBITOS
DE INSS?
Para débitos com vencimento até 30.04.2013, será concedido ao empregador
doméstico a possibilidade de parcelar os débitos com o INSS relativos à
contribuição de que tratam os artigos 20 e 24 da Lei n° 8.212/1991, quais
sejam:
- contribuição previdenciária sobre o salário-de-contribuição descontada e
recolhida em favor do empregado a seu serviço (8%, 9% e 11%);
- contribuição previdenciária patronal de 12% sobre o salário-de-contribuição
do empregado doméstico a seu serviço.
O parcelamento deverá ser requerido até 30.09.2015 (120 dias após a entrada
em vigor da LC n° 150/2015).