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Crimes Cibernéticos: Desafios e Prevenção

O documento aborda a crescente ameaça dos crimes cibernéticos na era digital, destacando a importância de compreender suas motivações e impactos. A análise inclui a teoria da anomia de Durkheim, que sugere que a falta de normas claras contribui para comportamentos desviantes online. Além disso, discute a ineficácia da legislação atual e a necessidade de uma abordagem global para enfrentar esses desafios.

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Bárbara Maciel
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Crimes Cibernéticos: Desafios e Prevenção

O documento aborda a crescente ameaça dos crimes cibernéticos na era digital, destacando a importância de compreender suas motivações e impactos. A análise inclui a teoria da anomia de Durkheim, que sugere que a falta de normas claras contribui para comportamentos desviantes online. Além disso, discute a ineficácia da legislação atual e a necessidade de uma abordagem global para enfrentar esses desafios.

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ

CÂMPUS LONDRINA

BÁRBARA ISABELI CARVALHEIRO MACIEL


NATHALIA GIMENEZ
LAVÍNIA HESKO
MARIA EDUARDA MENDES
NICOLAS MOACIR PRISON STORTI

CRIMES CIBERNÉTICOS

LONDRINA
2023
BÁRBARA ISABELI CARVALHEIRO MACIEL
NATHALIA GIMENEZ
LAVÍNIA HESKO
MARIA EDUARDA MENDES
NICOLAS MOACIR PRISON STORTI

CRIMES CIBERNÉTICOS

Trabalho de Conclusão da Disciplina


Leitura e Escrita Acadêmica da Pontifícia
Universidade Católica do Paraná, como
requisito parcial para aprovação.

Professora-tutora Waleria Adriana


Gonçalves Cecilio

LONDRINA
2023
2

1 INTRODUÇÃO
A revolução digital das últimas décadas tem trazido consigo inúmeras
oportunidades e avanços para a sociedade, transformando a maneira como
interagimos, trabalhamos, e compartilhamos informações. No entanto, essa
crescente evolução da tecnologia também deu origem a uma nova categoria de
ameaças que transcende as fronteiras físicas: os crimes cibernéticos. Diante dessa
realidade, torna-se imperativo aprofundar nossa compreensão sobre os crimes
cibernéticos, suas motivações e impactos. Esta revisão de literatura visa explorar e
analisar as tendências, desafios e estratégias de prevenção no contexto dos crimes
cibernéticos, fornecendo um quadro abrangente para o entendimento deste
fenômeno em constante evolução.

2 DESENVOLVIMENTO

Há de se falar dos crimes cibernéticos, conectados com a teoria do sociólogo


Émile Durkheim, a teoria da anomia, desenvolvida para entender e analisar esse
fenômeno.
Para se estudar a aplicação da teoria da anomia, deve-se delimitar de forma
epistemológica o que se entende por crimes cibernéticos. A própria categorização de
crimes nessa modalidade já recebe algumas críticas. A forma que o crime se deu,
por meio de dispositivo eletrônico telemático, pode não ser suficiente para justificar o
agrupamento desses crimes em um mesmo contexto, recebendo bastante críticas
sob o argumento de que o uso de computadores para o cometimento do crime não
exige maiores atenções da legislação penal. (BURSTEIN, 2003). Assim podemos
entender o fenômeno do anonimato por um viés sociológico e criminológico, visto
que é uma das características que incentivam os crimes cibernéticos.
A teoria da anomia postula que a falta de normas e valores claros na
sociedade pode acarretar no surgimento de comportamentos desviantes, e nos
crimes cibernéticos essa falta de norma é ainda mais evidente. A dissociação entre
personalidades é um ponto muito importante para a análise. A partir do conceito de
anomia como desvinculação entre o indivíduo e a sociedade, especialmente no
contexto do consumo e da identidade social, o anonimato relativo proporcionado
pela internet impulsiona esse fenômeno. No ambiente virtual, ocorre a perda da
identidade física, diminuição dos valores éticos e uma sensação de impunidade.
3

Desse modo, a tentativa de esconder quem você é e sua identidade física e sem
nenhuma regulamentação, gera os crimes cibernéticos. Indivíduos com propensão
para comportamentos criminosos encontram uma oportunidade tentadora, a
anonimidade proporcionada pela internet e uma sensação de impunidade pode levar
ao surgimento de uma cultura de transgressão online. Dessa forma, a teoria da
anomia vem propor que a falta de normas sociais e de regulamentação adequada no
ambiente virtual podem acarretar nos crimes cibernéticos. (MARIA EDUARDA
MENDES)

O uso livre da internet em constante evolução gerou perplexidade nas


pessoas, que ainda não sabem ao certo como comportar-se nessa "terceira esfera
de ação humana", de forma equivocada chamada de "ciberespaço". Diante da nova
realidade, os Códigos Penais e as suas legislações especiais também encontram-se
afetados, pois por sua forte ligação à soberania nacional, percebeu-se a deficiência
no combate à criminalidade virtual, visto que a internet não conhece Estados, sendo
a manifestação de uma verdadeira aldeia global. Com o "Marco Civil da internet",
legislação sancionada em 2014 que estabelece princípios, garantias, direitos e
deveres para o uso da Internet no Brasil, por ser a primeira lei no mundo a disciplinar
os direitos e deveres dos usuários da rede, surgiram expectativas mas não se
perceberam mudanças substanciais, visto que esta não acrescentou nada à lei
vigente. percebe-se a ingenuidade do legislador brasileiro de, por meio de uma lei
nacional, oferecer a pretensão de solução de problemas mundiais, com efeitos
extraterritoriais. Frente a isso, são poucos os aspectos positivos trazidos por este
marco, mas há alguns pontos a serem considerados, como a imposição de
mecanismos de censura, bloqueio, monitoramento filtragem e análise de dados,
previstos no artigo 9º par. 3º, que afastaram a possível implantação de mecanismos
de controle estatal por meio de firewalls. Importante ressaltar também, a
regulamentação dos procedimentos judiciais específicos para obter registros de
navegação para fins de instrução processual civil e penal. Por fim, destaca-se
também a disciplina de cookies, arquivos que registram informações e as
preferências dos usuários quando acessam determinado site. (FILHO, 2016)
(NATHALIA GIMENEZ)
4

Além dos progressos tecnológicos e da importância da internet como meio


de comunicação e comércio, o cenário brasileiro revela que 36,8 milhões de
domicílios estão conectados à rede e os dispositivos móveis se tornaram a opção
número um de acesso, colocando o país na 78ª posição. de 202 em termos de
cobertura de rede. No entanto, o uso generalizado da internet levou a um aumento
de atividades ilegais. O fácil acesso à internet juntamente com a falta de
sensibilização e regulamentação, criou um ambiente propício para indivíduos
mal-intencionados comportar-se de má-fé e cometer crimes. A ignorância de muitos
usuários é a força motriz do aumento alarmante da criminalidade cibernética e da
violência digital, incluindo o cyberbullying. O ambiente digital conhecido como
ciberespaço é uma realidade virtual em constante expansão que transcende as
fronteiras físicas e cria um “espaço público global”. No entanto, o lado negro desta
área também aparece na forma do crime cibernético. Estas atividades criminosas
aproveitam a falta de regulamentações específicas para o ambiente digital para criar
uma sensação de impunidade. O aumento dos crimes virtuais reflecte a falta de
sensibilização e educação sobre o uso responsável da internet Portanto, embora
não exista legislação dedicada exclusivamente aos crimes digitais no Brasil, a
legislação penal existente pode ser aplicada a esses crimes, prevendo sanções aos
autores.
(Nicolas Moacir Prison Storti)

Visto isso, as emoções desempenham um papel fundamental na resposta a crimes


cibernéticos devido às interações digitais afetarem as emoções das vítimas,
causando emoções negativas, como por exemplo, medo, raiva, ansiedade e tristeza.
Portanto, compreender as emoções humanas é essencial para enfrentar
preocupações de segurança digital e apoiar vítimas de crimes cibernéticos.
(Bárbara Isabeli Carvalheiro Maciel)
Conforme Aldemario Araujo Castro:

[..] são denominados de "crimes de informática" as condutas descritas em


tipos penais realizadas através de computadores ou voltadas contra
computadores, sistemas de informática ou os dados e as informações neles
utilizados (armazenados ou processados). (CASTRO, 2003, p.I).

(BÁRBARA ISABELI CARVALHEIRO MACIEL)


5

“Os crimes virtuais denominados impróprios são aqueles realizados com a utilização
do computador, ou seja, por meio da máquina que é utilizada como instrumento para
realização de condutas ilícitas que atinge todo o bem jurídico já tutelado, crimes,
portanto que já tipificados que são realizados agora com a utilização do computador
e da rede, utilizando o sistema da informática seus componentes como mais um
meio para realização do crime, e se difere quanto a não essencialidade do
computador para concretização do ato ilícito que pode se dar de outras formas e não
necessariamente pela informática para chegar ao fim desejado como no caso de
crimes como: pedofilia.” (ALMEIDA, 2015)

Sendo assim, os crimes virtuais impróprios são aqueles cometidos usando um


computador como ferramenta para atividades ilegais que prejudicam bens jurídicos
já protegidos por lei. Isso significa que são delitos já definidos por lei, mas agora
estão sendo realizados com a ajuda de computadores e da internet, tornando a
informática apenas mais uma maneira de cometer o crime. O que os diferencia é
que o computador não é essencial para cometer o ato ilegal, que pode ocorrer de
outras maneiras, não necessariamente envolvendo tecnologia, como no caso da
pedofilia.

(LAVÍNIA HESKO)

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Portanto, como exposto anteriormente, os crimes cibernéticos representam


uma ameaça crescente na era digital. Com o avanço da tecnologia, surgem novas
formas de criminalidade que exploram as vulnerabilidades do ambiente virtual. É
possível analisar, também, a ineficácia da lei frente a aplicação de sanções aos
crimes virtuais, a impossibilidade jurídica de regulação de uma coletividade virtual,
por lei de um único país.
Diante disso, é fundamental reconhecer a urgência de lidar com os crimes
cibernéticos na era digital. Enfrentar esse desafio exige uma abordagem global,
promovendo a colaboração entre nações e a educação em segurança digital.
6

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Jéssica. Crimes Cibernéticos. Periódicos do Grupo Tiradentes,


Aracaju, v.2, n.3, p.215-236, mar. 2015. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 18 out. 2023.

BURSTEIN, Aaron. A Survey of Cybercrime in the United States. 18 ed.


Berkeley:BerkeleyTech, 2003. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 18 out. 2023.

JOÃO ADEMAR. Crimes Cibernéticos: Atipicidade dos delitos.


Disponível em: [Link]
Acesso em: 17 out. 2023.

SCIELO. A influência da injustiça organizacional na motivação para a prática


de crimes cibernéticos. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 17 out. 2023

REVISTA CIENTÍFICA. CRIMES CIBERNÉTICOS E A FALSA SENSAÇÃO DE


IMPUNIDADE. Disponível em:
[Link]
[Link] Acesso em: 18 out. 2023

SCIELO. Marco Civil da Internet: uma lei sem conteúdo normativo. Disponível
em: [Link] Acesso
em: 17 out. 2023

UFSM. Os crimes cibernéticos e o direito a segurança jurídica: Uma análise da


legislação vigente no cenário brasileiro contemporâneo. Disponível em:
[Link] Acesso em: 18 out 2023

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