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Atabaque na Umbanda: Função e Significado

O atabaque é um instrumento sagrado da Umbanda, essencial para chamar os Orixás e conectar o mundo espiritual com os médiuns. Existem três tipos de atabaques (Rum, Rumpi e Lê), cada um com funções específicas durante as giras. O Ogã, responsável pelo toque, desempenha um papel crucial na manutenção da energia e vibração durante os rituais.

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Atabaque na Umbanda: Função e Significado

O atabaque é um instrumento sagrado da Umbanda, essencial para chamar os Orixás e conectar o mundo espiritual com os médiuns. Existem três tipos de atabaques (Rum, Rumpi e Lê), cada um com funções específicas durante as giras. O Ogã, responsável pelo toque, desempenha um papel crucial na manutenção da energia e vibração durante os rituais.

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O Atabaque, Ogãs, Espírito do Atabaque, Curimba e os Pontos Cantados na Umbanda

O Atabaque

Atabaque é um instrumento musical de percussão afro-brasileiro. O nome se originou do


termo árabe al-Tabaq, que significa "prato". Constitui-se de um tambor cilíndrico ou
ligeiramente cônico, com uma das bocas coberta de couro de boi ou bode.

As três principais formas de apertar o couro no atabaque para que seja extraído o melhor som
são: Afinação por Corda, Birros ou Porcas.

O atabaque é tocado principalmente com as mãos, mas pode ser tocado também com duas
baquetas, ou por vezes com uma mão e uma baqueta, dependendo do ritmo e do tambor que
está sendo tocado.

Para nós, representa muito mais, os atabaques são instrumentos sagrados. Para eles, fazemos
reverencia, nosso respeito e amor.

A função primordial do atabaque é chamar os Orixás.

Outros instrumentos podem agregar mais e trazer ainda mais Axé para as casas. Os seguintes
instrumentos de percussão: atabaques, agogôs, cabaças e chocalhos.

O Atabaque é vivo, deve sempre ser reverenciado pelo povo de santo. Esse instrumento passa
pelo ritual da consagração, pois o atabaque é uma fonte de ligação entre os orixás e os seres
humanos, assim sendo, ele abre o portal de ligação entre o Orún (céu) e o Aiyê (Terra).

Os tipos de atabaques (Rum, Rumpi e Lê)

No terreiro ficam três, e cada um tem a sua importância, o maior é o Rum, o médio é o Rumpi
e o menor chamamos de Lê.

O Rumpi tem a função de responder ao Rum, normalmente tocados por Ogans já iniciados, e o
Lê acompanha o Rumpi e normalmente é tocado por um Ogan aprendiz. O Rum também é
responsável para dobrar ou repicar o toque para que não fique um toque repetitivo.
Resumindo, o Rum, o maior de todos, possui o registro grave; o do meio, Rumpi, possui um
registro médio; o Lê, o menor, possui o registro agudo.

Na Umbanda

Inicialmente, quando a Umbanda foi anunciada como religião, pelo Caboclo Sete Encruzilhadas,
os atabaques não eram utilizados nas giras de atendimento. Alguns cânticos tinham o ritmo
marcado por palmas ou o bater dos pés no chão.
Após a fundação das primeiras casas de Umbanda, alguns líderes religiosos e intelectuais foram
para a África no intuito de pesquisar as origens da ancestralidade africana da Umbanda e
trouxeram para a nova religião práticas utilizadas apenas em cultos de origem africana, como o
uso dos atabaques.

Aos poucos, o uso dos atabaques, foram sendo introduzidos os terreiros de Umbanda. Esse
instrumento dá ritmo e axé as giras, possibilitando uma melhor incorporação e dando maior
energia aos trabalhos.
Introduzido em algumas Casas de Umbanda, o uso dos atabaques foi se tornando mais
frequente. Para utilizá-los, foram criados rituais específicos.

O atabaque é um instrumento Sagrado, Consagrado e Firmado por Orixás e Guias e tem uma
força poderosa, que em uma gira faz toda a diferença.

Há todo um preparo para a consagração desses tambores. Só depois desses rituais específicos,
é que os atabaques terão as funções sagradas autorizadas, como acontece com os Ogans, os
responsáveis pelos toques.

Quando fora de uso, os atabaques, devem ser cobertos com pano próprio, de cor branca, e só
podem ser retirados pelos responsáveis de cada instrumento, ou por pessoa autorizada pelo
Ogan Chefe ou pelo Zelador Casa.

Em nossa Casa, o Ritual de Consagração dos atabaques é um momento muito especial,


normalmente realizado pelo Mentor da Casa – Pai Joaquim das Almas com a presença dos
dirigentes e os Ogans.

É pelo toque dos atabaques e pelos pontos cantados que fazemos a conexão com o Mundo
Espiritual, permitindo assim que os Guias realizem seus trabalhos nos templos de Umbanda,
por meio dos médiuns ali presentes.

Mas afinal, o que é o Ogã?

Ogan ou Ogã (do iorubá -gã: “Pessoa superior, Chefe”). É o sacerdote escolhido pelos orixás, e
entidades para estar lúcido e atento durante todos os trabalhos. Ele não entra em transe, mas
mesmo assim não deixa de ter a intuição espiritual. O Ogã tem por responsabilidade , vigiar a
gira, mater as vibrações dos pontos cantados, zelar pela segurançã das entidades, zelar pela
segurançã das pessoas participantes da gira e acima de tudo, transmitir o amor atravez do
toque.

Quando o terreiro tem mais de uma pessoa na curimba para tocar atabaque os mesmos são
intitulados pelos seus instrumentos.

Ogã Alabê É o grau máximo outorgado a um ogã de atabaque. Titulo que credencia a exercer
função de coordenador dos demais ogans. Profundo conhecedor da filosofia contida na
música, nos ritmos sagrados e leis do tempo.

Ogã de Rum É o Ogã responsável em puxar o toque do ponto que está sendo cantado,
responsável pelos cuidados harmonicos, O rum também é responsável para dobrar ou repicar o
toque, com isso movimentando as energias e auxiliando as entidades. Na ausência do Alabê, o
Ogã de Rum é o responsável pelos demais Ogãs durante a gira.

Ogã de Rumpi O ogã de rumpi tem como responsabilidade responder ao cântico entoado pelo
Ogã de Rum, fazendo assim o complemento das rezas e ou a segunda voz das harmonias e
pontos cantados.

O Ogã de Lê ou Beré que está iniciando seu aprendizado nos toques e pontos cantados têm
como responsabilidade acompanhar e auxiliar o Ogã de Rumpi. O Ogã de Lê é responsável
também por tocar os Aguidavi quando solicitado pelo Babalorixá ou o Ogã Alabê.
Ser Ogã é mais do que simplesmente bater, tocar no instrumento, atabaque. É sentir o toque
dentro de você e doar sua energia para a realização dos trabalhos das entidades sem esperar
nada em troca, apenas pelo amor e pela vontade de tocar. O ogã que toca usando sua essência
e inspiração, sempre realizará um trabalho excepcional junto ao plano espiritual e
consequentemente se sentirá bem e com a sensação de dever cumprido.

O espírito do atabaque

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