TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DE
ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL E
RESPECTIVO RELATÓRIO DE IMPACTO
AMBIENTAL (EIA/RIMA)
1
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
1.1. Identificação do Empreendimento
1.2. Empreendedor
1.3. Empresa Responsável pela Elaboração do EIA/RIMA
1.4. Objetivos e Justificativa do Projeto
2. ÁREA DE INFLUÊNCIA
3. O EMPREENDIMENTO
3.1. Informações Gerais
3.2. Descrição Técnica
3.2.1. Implantação
3.2.2. Operação e Manutenção
4. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA ÁREA
4.1. Qualidade Ambiental
4.2. Meio Físico
4.2.1. Clima e Condições Meteorológicas
4.2.2. Geologia
4.2.3. Geomorfologia
4.2.4. Solo
4.2.5. Recursos Hídricos
4.3. Meio Biológico
4.3.1. Ecossistemas Terrestres
4.3.2. Ecossistemas Aquáticos
4.4. Meio Antrópico
5. ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS
6. PROPOSIÇÃO DE MEDIDAS MITIGADORAS
7. PROGRAMAS DE ACOMPANHAMENTO E MONITORAGEM DOS
IMPACTOS AMBIENTAIS
8. CONCLUSÕES
9. EQUIPE TÉCNICA
10. BIBLIOGRAFIA
11. RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL – RIMA
2
ROTEIRO BÁSICO PARA ELABORAÇÃO DO EIA/RIMA
1. INTRODUÇÃO
1.1. Identificação do Empreendimento
• Nome e localização;
• Histórico do empreendimento;
• Informações gerais que identifiquem o projeto do empreendimento;
• Mapa na escala 1:10.000, especificando inclusive a localização da obra com
relação às áreas circunvizinhas, distâncias e pontos referenciais conhecidos,
incluindo bacia hidrográfica, estado e município.
1.2. Empreendedor
Nome e razão social, CGC e inscrição estadual, endereço para correspondência
e localização (distrito, município e estado).
1.3. Empresa Responsável pela Elaboração do EIA/RIMA
Endereço para correspondência e nome de pessoas para contatos relativos ao
EIA/RIMA.
1.4. Objetivos e Justificativa do Projeto
Descrição dos objetivos gerais e específicos do empreendimento e sua
justificativa em termos de importância técnica, econômica, social e ambiental no
contexto da cidade e do município, enfocando os seguintes pontos:
• Apresentação dos estudos que resultaram nas opções locacionais e tecnológicas
propostas para o empreendimento, incluindo as vias internas e de acesso, assim
como as propostas alternativas e tecnológicas do saneamento (sistema de
esgotamento sanitário, sistema de drenagem de águas pluviais, sistema de
abastecimento d’água e sistema de coleta, tratamento e destino final dos
resíduos sólidos);
• Deverá analisar a compatibilidade da implantação do empreendimento com os
planos e programas governamentais previstos ou em execução na área de
influência, em especial com o Plano Diretor Municipal, com demais planos
setoriais de saneamento básico (abastecimento de água, esgotamento sanitário,
drenagem, tratamento de disposição de resíduos) e com o plano de uso dos
recursos hídricos, quando houver, de modo a estimular a implementação de
usos múltiplos da água na bacia hidrográfica;
• Apresentação do alcance sócio-econômico do projeto;
• Previsão da evolução de atividades direta ou indiretamente ligadas ao
empreendimento;
3
• Nível de participação da comunidade local no planejamento e desenvolvimento
do projeto; e,
• Deverá ser explicitado o atendimento à legislação federal, estadual e municipal
incidente sobre o empreendimento e sua área de influência direta, a qualidade
ambiental e relacionar as áreas com restrições ambientais contidas na
Legislação Ambiental vigente no âmbito da área do projeto e de seu entorno
imediato a uma distância com raio de 500 metros, medidos horizontalmente.
2. ÁREA DE INFLUÊNCIA
Definição, justificativa e mapeamento em escala de 1:20.000 dos limites da
área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos do projeto,
bem como a área de incidência dos mesmos. A área deve englobar o ambiente
susceptível de sofrer, diretamente ou indiretamente, efeitos significativos da
implantação e operação do projeto.
Deverá conter, na área de influência, as diferentes áreas de incidência dos
impactos, que poderão ter contornos distintos para as diversas variáveis enfocadas.
3. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO
Apresentação detalhada de dados e informações relacionadas ao projeto em
suas diversas fases de implantação e operação, ilustrada por mapas, plantas,
diagramas e quadros, contendo no mínimo os tópicos a seguir:
3.1. Memorial Descritivo do Empreendimento
• Deverá ser caracterizado o empreendimento na sua totalidade, inclusive
relacionando as fases de planejamento, construção e operação, contendo no
mínimo, as seguintes informações:
• Detalhamento do Máster Plan, identificando cada uso proposto e suas
prescrições urbanísticas, assim como as ações em cada etapa de implantação do
projeto, incluindo o cronograma previsto nas execuções dos usos propostos, com
também os sistemas de saneamento a serem adotados ou ampliações dos
sistemas existentes;
• Concepção, dimensionamentos e características técnicas dos elementos
componentes do sistema de saneamento;
Deverão ser apresentadas, no mínimo, as seguintes representações gráficas:
• Mapa de Localização da área do empreendimento, em escala 1:10.000,
especificando as suas coordenadas geográficas no Sistema DATUM SAD 69, o
seu posicionamento frente à divisão político-administrativa, assinalando os
seguintes pontos relevantes: a) Estradas de rodagem, redes de água e esgoto,
energia elétrica, linhas telefônicas; b) Cursos d’água e mananciais; c) Áreas de
interesse especial enfatizando relevo, fauna e flora.
4
• “Lay-out” das ocupações do empreendimento (Máster Plan), em escala de
1:10.000, com distribuição das áreas destinadas aos diferentes usos propostos e
existentes, identificando ainda, os corpos d’água, os tipos de cobertura vegetal,
os núcleos populacionais, os equipamentos urbanos e de lazer e as vias de acesso
atuais e projetadas, além dos sistemas de saneamento a serem adotados;
3.2. Descrição Técnica
3.2.1. Implantação
• Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização do projeto,
confrontando-as com as hipóteses da não execução do mesmo, devendo-se,
inclusive, considerar planos e programas governamentais propostos e em
implantação na área de influência da obra, e sua compatibilidade com o
mesmo;
• Apresentar a descrição detalhada (memorial descritivo) das obras (limpeza do
terreno, movimento de terra, cortes, aterros, áreas de empréstimo, áreas de
bota-fora), vias de acesso para construção e vias de acesso ao
empreendimento, instalação de canteiros, obras de construção civil, e outras
informações consideradas importantes;
• Apresentar as obras indispensáveis ao dimensionamento adequado do sistema
de drenagem, do esgotamento sanitário, do abastecimento d’água e da coleta e
disposição final dos resíduos sólidos;
• Dados relativos à mão-de-obra a ser utilizada na etapa de implantação do
empreendimento, especificando procedência, quantidade e qualificação;
• Dados relativos à demanda de água e energia elétrica;
• Concepção do sistema de esgotamento sanitário, de drenagem pluvial e de
abastecimento d’água;
• Descrição detalhada dos materiais que serão empregados, especificando a
origem, tipo e estocagem;
• Identificar alternativas de processos construtivos menos impactantes.
• Tipo de abastecimento de água. Caso seja pela rede pública local, apresentar
declaração da concessionária responsável pela viabilidade do atendimento.
• O abastecimento através de poço tubular do empreendimento deverá ser
respaldado por estudo hidrogeológico quanto à capacidade de suporte da
unidade aqüífera diretamente envolvida.
• Custo total da implantação do empreendimento.
OBS.: Todas as demandas requeridas pelo empreendimento, notadamente
quanto ao esgotamento sanitário, resíduos sólidos, energia elétrica e
telefonia, deverão ser quantificadas e justificadas, quando couber através de
estudos específicos.
3.2.2. Operação e Manutenção
• Apresentar as principais características da operação e manutenção do
empreendimento;
5
• Dados relativos à mão-de-obra a ser absorvida na etapa de operação,
especificando procedência, quantidade e qualificação;
• Dados relativos à quantidade (total) de pessoas que ocupará o
empreendimento na sua fase de operação;
• Descrição dos sistemas de manutenção e conservação;
• Aspectos institucionais da operação (responsabilidades administrativas,
financeiras e técnicas);
• Fiscalização da operação e manutenção;
4. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA ÁREA
Descrição e análise dos fatores ambientais e das interações, de modo a
caracterizar a situação ambiental da área de influência, antes da implantação do
empreendimento. O diagnóstico deverá englobar os fatores susceptíveis de sofrer,
direta e/ou indiretamente, efeitos significativos das ações nas fases de
planejamento, implantação e operação do empreendimento.
Deverão ser apresentadas informações cartográficas em que a área de
influência seja devidamente caracterizada.
4.2. Meio Físico
4.2.1. Clima e Condições Meteorológicas
a) Precipitação:
• Chuvas mínimas, média e máxima mensal e anual;
• Delimitação do período seco e chuvoso.
b) Ventos:
• Direção, sentido e velocidade média mensal e anual.
c) Temperatura do Ar:
• Temperatura mínima, média e máxima mensal e anual.
d) Umidade relativa do Ar:
• Mínima, média e máxima mensal e anual.
4.2.2. Geologia
Característica geológica e mapeamento da área potencialmente atingida pelo
empreendimento na escala 1:10.000, devendo incluir a coluna estratigráfica com
descrição das litologias presentes.
4.2.3. Geomorfologia
6
Caracterizar a geomorfologia geral, devendo incluir:
• Classificação das formas de relevo da área de influência;
• Características do relevo quanto à sua estabilidade geotécnica e potenciais
áreas de riscos para erosão pluvial, eólica e marinha, além de riscos de
inundações e afloramento do lençol freático.
4.2.4. Solo
Caracterizar os solos da região diretamente atingida pelo empreendimento,
mapeados em escala 1:10.000, devendo incluir uma estimativa das taxas de
absorção do solo.
4.2.5. Recursos Hídricos
Caracterizar os recursos hídricos na área atingida pelo empreendimento
segundo os itens a seguir:
a) Águas Superficiais:
• Bacias hidrográficas com seus mananciais;
• Mapa em escala 1:10.000;
• Tipos de usos da água;
• Balneabilidade dos corpos de água.
b) Hidrogeologia:
• Caracterizar os aqüíferos, considerando:
- Mapa potenciométrico da área de influência do empreendimento;
- Localização, natureza, geometria, litologia e profundidade do nível da
água;
- Áreas de recarga e descarga assinalando no mapa potencimétrico;
- Tipos de captação, utilização prevista;
• Descrever o quadro de abastecimento do empreendimento:
OBS.: Dar ênfase, principalmente, á importância da área como zona de recarga
dos aqüíferos, bem como sua importância para o abastecimento da região.
c) Qualidade das águas:
Apresentar as características físico-químicas e bacteriológicas das águas
superficiais e subterrâneas da área potencialmente atingida. Os pontos d’água
amostrados deverão ser plotados em mapa. É imprescindível o comprovante do
laboratório responsável pelas análises.
d) Uso das Águas:
7
Caracterizar os principais usos das águas potencialmente atingidas pelo
empreendimento.
Deverão ser identificados os usos, tais como:
• Abastecimento doméstico e industrial;
• Preservação da fauna e flora;
• Irrigação;
• Lazer e turismo.
4.3. Meio Biológico
4.3.1. Ecossistemas Terrestres
A caracterização e a análise dos ecossistemas terrestres incluem:
• Cobertura Vegetal: Mapeamento da área inscrita no universo do estudo, na
escala 1:10.000, informando o uso da vegetação potencialmente fixadora de
dunas, e diferentes estratos vegetais; Mapeamento da densidade da vegetação;
Levantamento florístico da área; identificação das espécies raras ameaçadas de
extinção e descrição da vegetação integrante da mata ciliar.
• Levantamento e Caracterização ecológica da fauna, com identificação dos
grupos de maior interesse, inclusive distinguindo aqueles ameaçados de
extinção.
4.3.2. Ecossistemas Aquáticos
Levantamento e Caracterização ecológica do ecossistema hídrico existente na área
do empreendimento quanto à ocorrência das seguintes comunidades: bentos (fito e
zoobentos), nécton, plâncton (fito e zooplâncton) e macrófitas aquáticas flutuantes.
OBS1 – Todas as informações referentes ao mapeamento florístico e ao
levantamento faunístico e do meio aquático devem considerar a realidade atual da área.
OBS2 – A caracterização ecológica deve abordar de forma sucinta, mas com
suficiência de detalhes, informações sobre o habitat, o nicho, a adaptabilidade ao
ambiente físico, e os hábitos de vida das espécies mais representativas, ou seja, das mais
abundantes na região.
4.4. Meio Antrópico
• Caracterização sócio-econômica da área de influência do empreendimento,
considerando os seguintes aspectos:
- Dinâmica Populacional da área, inclusive enfocando o crescimento da
população rural e urbana, por faixa etária e sexo, a densidade demográfica,
grau de urbanização, considerando no mínimo os dois últimos censos.
8
- Nível de Vida: analisar a realidade da área no que se refere às condições de
saúde, educação, segurança social, lazer, cultura e organização social.
- Patrimônio Histórico, Cultural e Arqueológico: Identificar e relacionar as
áreas de valor histórico, cultural e arqueológico, porventura existente na
área do empreendimento e em seu entorno num raio de 1.000 metros;
- Infra-estrutura Urbana: Analisar a realidade da área no que se refere às
condições de infra-estrutura de saneamento básico, viária, transporte e
comunicação.
- Estrutura Produtiva e de Serviços: Identificar as atividades econômicas
existentes na área do empreendimento e no seu entorno num raio de 1.000
metros, inclusive sua relação com a sobrevivência da população residente.
Caracterizar o setor primário, secundário e terciário, enfocando as principais
atividades econômicas, incluindo a atividade pesqueira, o artesanato, a
agricultura e pecuária, industrial, turismo e serviços, informando sua
importância e contribuição para a economia local e regional.
• Caracterizar e mapear na escala 1:10.000 o uso e ocupação do solo da área de
influência do empreendimento, considerando:
- As áreas urbanas e de expansão urbanas;
- Empreendimentos imobiliários;
- Áreas de domínio público e de preservação.
OBS.: As informações secundárias relativas à caracterização sócio-econômica do
meio antrópico da área de influência do empreendimento deverão ser apresentadas
mediante a identificação do ano de sua verificação, bem como o nome das
respectivas instituições de onde os dados foram obtidos. No caso da pesquisa
relativa a dados primários deverão ser anexados ao estudo os respectivos
formulários da entrevista, bem como informado a metodologia aplicada.
5. ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS
Apresentação da análise (identificação, valoração e interpretação) dos
prováveis impactos ambientais nas fases de planejamento, implantação e operação
do empreendimento sobre o meio físico, biológico e antrópico, identificando:
• Impactos positivos e negativos;
• Impactos diretos e indiretos;
• Impactos reversíveis e irreversíveis;
• Impactos imediatos, a médio e longo prazo;
• Impactos temporários, permanentes e cíclicos;
• Impactos locais, regionais e estratégicos.
Previsão da magnitude, considerando graus de intensidade e duração dos
impactos identificados, especificando os indicadores de impacto, métodos e
técnicas de previsão utilizadas, bem como critérios adotados para a interpretação e
análise de suas interações.
9
Os níveis de magnitude deverão ter uma correlação com intervalos numéricos
devidamente justificados.
A análise e avaliação dos impactos ambientais deverão ser apresentadas para
cada uma das atividades e alternativas de localização e tecnológicas do
empreendimento, inclusive dos projetos complementares.
• Uma síntese conclusiva dos impactos relevantes de cada fase prevista para o
empreendimento – planejamento, implantação, operação, acompanhada da
análise (identificação, previsão da magnitude e interpretação) de suas
interações;
• Uma descrição detalhada dos impactos sobre cada fator ambiental relevante
considerado no diagnóstico ambiental, a saber:
- Sobre o meio físico;
- Sobre o meio biológico;
- Sobre o meio antrópico.
• A avaliação dos impactos ambientais deverá ser analisada para cada uma das
alternativas de localização definidas no estudo.
OBS.: Os impactos ambientais deverão ser avaliados sem e com a adoção
das medidas mitigadoras. Também deverá ser apresentado um balanço
entre os impactos positivos e negativos, levando em consideração as
características e importância dos impactos, de modo a definir claramente a
viabilidade ambiental do empreendimento.
6. PROPOSIÇÃO DE MEDIDAS MITIGADORAS
Apresentação de medidas que visem minimizar os impactos adversos
identificados e quantificados, com o detalhamento de processos, métodos,
tecnologias e ações que conduzam à eliminação, redução ou compensação dos
danos ambientais, justificando inclusive os impactos que não podem ser evitados ou
mitigados. Essas medidas deverão ser apresentadas e classificadas quanto:
• A sua natureza preventiva ou corretiva, avaliando, inclusive, a eficiência dos
equipamentos de controle de poluição em relação aos padrões de disposição de
fluentes líquidos, emissões atmosféricas e resíduos sólidos;
• À fase do empreendimento em que deverão ser adotadas: Planejamento,
implantação, operação;
• Ao fator ambiental a que se destinam: Físico, biológico e sócio-econômico;
• Ao prazo de permanência de suas aplicações: Curto, médio ou longo;
• A responsabilidade pela sua implementação: Empreendedor, poder público ou
outros;
• Ao seu custo.
10
7. PROGRAMAS DE ACOMPANHAMENTO E MONITORAGEM DOS
IMPACTOS AMBIENTAIS
Deverão ser apresentados os programas detalhados de acompanhamento da
evolução dos impactos ambientais positivos e negativos causados pelo
empreendimento, considerando-se as fases de implantação, operação e em caso de
acidentes. Deverão ser incluídos:
• Indicação e justificativa dos parâmetros selecionados para a avaliação dos
impactos sobre cada um dos fatores ambientais considerados;
• Indicação e justificativa da periodicidade de amostragem para cada parâmetro
(caso seja necessário), segundo os diversos fatores ambientais;
• Indicação e justificativa dos métodos a serem empregados no processamento
das informações levantadas, visando a retratar o quadro da evolução dos
impactos ambientais causados pelo empreendimento.
8. CONCLUSÕES
Apresentação das conclusões sobre os resultados na Avaliação do Estudo de
Impacto – EIA e do RIMA – Relatório de Impacto Meio Ambiente, enfocando os
seguintes pontos:
• Avaliação do prognóstico realizado na área de estudo quanto à viabilidade do
empreendimento;
• Modificações ambientais (naturais, sociais e econômicas) decorrentes das
alternativas tecnológicas sugeridas nas localizações propostas;
• Os benefícios sócio-econômicos ambientais decorrentes da implantação e
operação do empreendimento.
9. EQUIPE TÉCNICA
Apresentação da equipe técnica responsável pela elaboração do Estudo e
Relatório de Impacto Ambiental, indicando a área profissional e o número do registro
no respectivo conselho de classe, com a discriminação de sua participação, inclusive
a carga horária individual, inclusive o registro no Cadastro Técnico Federal ou
Estadual de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental.
O Estudo deverá conter a assinatura original de todos os técnicos envolvidos,
indicando qual a parte do mesmo que esteve sob sua responsabilidade direta.
10. BIBLIOGRAFIA
Conforme normas da ABNT vigentes.
11
11. RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL – RIMA
O Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, refletirá as conclusões do Estudo
de impacto Ambiental – EIA. Suas informações técnicas devem ser expressas em
linguagem acessível ao público, ilustradas por mapas em escalas adequadas,
quadros, gráficos e demais técnicas de comunicação visual, de modo que se possa
entender claramente as possíveis conseqüências ambientais do projeto e suas
alternativas, comparando as vantagens e desvantagens de cada uma delas.
Em linhas gerais, ele deverá conter:
• Os objetivos e justificativas do projeto/empreendimento, bem como sua relação
e compatibilidade com as políticas setoriais, planos e programas
governamentais;
• Descrição do projeto e suas alternativas tecnológicas, especificando para cada
uma delas, nas fases de construção e operação, área de influência, matérias-
primas, fontes de energia, processos e técnicas operacionais, efluentes, emissões
e resíduos, perdas de energia, empregos diretos e indiretos a serem gerados,
relação custo/beneficio dos ônus e benefícios sociais/ambientais;
• Síntese do diagnóstico ambiental da área de influência do projeto;
• Descrição dos impactos ambientais, considerando o projeto, as suas
alternativas, os horizontes de tempo de incidência dos impactos e indicando os
métodos, técnicas e critérios adotados para sua identificação, quantificação e
interpretação;
• Caracterização da qualidade ambiental futura da área de influência, comparando
as diferentes situações da adoção do projeto e de suas alternativas, bem como
com a hipótese de sua não realização;
• Descrição do efeito esperado das medidas mitigadoras previstas em relação aos
impactos negativos, mencionando aquelas que não puderam ser evitadas, e o
grau de alteração esperado;
• Programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos;
• Recomendação quanto à alternativa mais favorável (conclusão e comentário de
ordem geral).
No RIMA deverá constar o nome e o número do registro na entidade de classe
competente de cada um dos profissionais integrantes da equipe técnica que o
elaborar, assim como o registro no Cadastro Técnico Federal ou Estadual de
Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental.
12