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Interpretação do Sonho de Nabucodonosor

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• O sonho esquecido (v.

1-13)
• Oração de Daniel (v.14-23)
• Sonho revelado (v.24-45)

• Oração de Nabucodonosor
(v.46-49)
Panorama geral
Depois de três anos desde a chegada dos cativos de Jerusalém, o ano aqui é
603 a.C. Daniel e seus amigos já tinham se graduado na escola babilônica,
quando, então, ocorre a misteriosa visão dada ao rei Nabucodonosor II.
Panorama geral
A sociedade da época costumava ver com bons olhos os sonhos como
mensagens divinas. Nabucodonosor estava interessado não apenas pelo
significado do sonho e seu conteúdo.
Panorama geral
Doukhan comenta que Deus mesmo pode ter dado uma certa amnésia ao rei
para que ele não lembrasse do sonho. Todos concordaram, no entanto, que
apenas algo sobrenatural poderia revelar o que havia sido sonhado.
1“No segundo ano do seu reinado, Nabucodonosor teve uns sonhos que o
deixaram perturbado e sem poder dormir.
2Então o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os

caldeus, para que lhe dissessem o que ele havia sonhado. Eles vieram e se
apresentaram diante do rei.
3Ele lhes disse: — Tive um sonho e fiquei perturbado, querendo saber que

sonho foi esse.


4Os caldeus disseram ao rei em aramaico: — Que o rei viva eternamente!

Conte o sonho a estes seus servos, e daremos a interpretação.


Daniel 2:1-4
5 Mas o rei respondeu aos caldeus: — Uma coisa é certa: se não me contarem
o sonho e a sua interpretação, vocês serão despedaçados, e as casas de vocês
serão reduzidas a ruínas.
6 Mas, se me contarem o sonho e a sua interpretação, vocês receberão de mim

dádivas, prêmios e grandes honras. Portanto, contem-me o sonho e a sua


interpretação.
7 Os caldeus responderam pela segunda vez: — Que o rei conte o sonho a estes

seus servos, e nós lhe daremos a interpretação.


8 O rei respondeu: — Bem percebo que vocês estão querendo ganhar tempo,

porque sabem que o que eu disse está resolvido,


Daniel 2:5-8
9 isto é, se não me contarem o sonho, todos vocês receberão a mesma
sentença. Vocês combinaram dizer palavras mentirosas e perversas na minha
presença, esperando que a situação mude. Portanto, contem-me o sonho, e
saberei que vocês podem me dar a interpretação.
10 Os caldeus responderam na presença do rei: — Não há nenhum mortal

sobre a face da terra que possa fazer o que o rei exige. Nunca houve um rei,
por maior e mais poderoso que fosse, que tenha exigido semelhante coisa de
um mago, encantador ou caldeu.
Daniel 2:9,10
11 Isso que o rei exige é difícil, e não há ninguém que o possa revelar diante do
rei, a não ser os deuses, e estes não moram entre os mortais.
12 Ao ouvir isto, o rei ficou tão irado e furioso, que mandou matar todos os

sábios da Babilônia.
13 Saiu o decreto, segundo o qual os sábios deviam ser mortos. Foram buscar

também Daniel e os seus companheiros, para que fossem mortos”.


Daniel 2:11-13
Versos 1-13
O sonho perturbou tanto o rei que ele resolveu punir a todos com morte e
destruição de suas casas, caso não houvesse uma revelação e interpretação.
Ninguém se deu conta do fato. Nem magos, encantadores, feiticeiros e os
caldeus, considerados peritos nas artes mágicas.
Versos 1-13
Estes peritos trabalhavam sempre a partir de alguns dados sonhados para
fornecer uma explicação, o que evidentemente ali não era o caso.
Do versículo 4 até o final do capítulo 7, o registro do livro está em aramaico
e não em hebraico.
Versos 1-13
O rei suspeita da intenção de os sábios desejarem ganhar tempo por não
terem ideia do que significava o sonho.

Uma coisa era certa: o sonho só poderia ser revelado pela divindade. Daniel
e seus amigos foram procurados, pois já faziam parte do grupo dos sábios.
14“Então Daniel, com cautela e prudência, foi falar com Arioque, chefe da
guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios da Babilônia. 15 Daniel
perguntou a Arioque, encarregado do rei: — Por que esse decreto do rei é
tão urgente? Então Arioque explicou o caso a Daniel.
16 Daniel foi falar com o rei, para pedir que lhe desse tempo, e ele revelaria

ao rei a interpretação.
17 Então Daniel foi para casa e explicou a situação a Hananias, Misael e

Azarias, seus companheiros, 18 para que pedissem misericórdia ao Deus do


céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e os seus companheiros não
fossem mortos com o resto dos sábios da Babilônia.
Daniel 2:14-18
Versos 14-18
Daniel foi prudente e isso fala muito sobre a importância de, em um
ambiente hostil, o verdadeiro sábio ter habilidade para se portar.

Daniel pediu tempo a Arioque, mas assegurou que a interpretação seria


dada. Com seus amigos, orou e pediu a Deus a revelação do que
Nabucodonosor havia sonhado.
Para refletir
• A quem buscamos diante
de um desafio tremendo?

• Deus poupou a todos da


morte por conta da atitude
de alguém piedoso.
19 “Então o mistério foi revelado a Daniel numa visão de noite. Daniel
bendisse o Deus do céu, 20 dizendo: “Bendito seja o nome de Deus, de
eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder!
21 É ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis;

ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes.


22 Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e

com ele mora a luz.


23 Ó Deus de meus pais, eu te agradeço e te louvo, porque me deste

sabedoria e poder, e agora me revelaste o que te pedimos, porque nos


fizeste saber este caso do rei.”
Daniel 2:19-23
Versos 19-23
Daniel louvou a Deus e deu o devido crédito a quem possibilitou a
interpretação do sonho.

“O Deus de Daniel, como oposto àquele dos caldeus, não fica isolado ou
indiferente aos eventos humanos. Particularmente, o Deus do Céu não
apenas controla a história, mas também revela segredos. Ele é o Deus que
se comunica com seu povo”. Doukhan
Versos 19-23
Importante que, em sua oração, Daniel frisa o caráter e poder de Deus
como Aquele que muda tempo, estações, remove reis e dá sabedoria.

Imediatamente, ao voltar até Arioque, Daniel se preocupou com os sábios.


Isso fala, também, do caráter do então jovem profeta.
24 “Por isso, Daniel foi falar com Arioque, a quem o rei tinha encarregado
de exterminar os sábios da Babilônia. Daniel entrou e lhe disse: — Não
mate os sábios da Babilônia! Leve-me à presença do rei, e revelarei ao rei
a interpretação.
25 Então Arioque depressa levou Daniel à presença do rei e lhe disse: —

Achei um dos filhos dos exilados de Judá, que revelará ao rei a


interpretação.
26 O rei perguntou a Daniel, cujo nome era Beltessazar: — Você é capaz de

me contar o que vi no sonho e qual é a sua interpretação?


Daniel 2:24-26
27 Danielrespondeu na presença do
rei: — O mistério que o rei exige,
nem sábios, nem magos nem
encantadores o podem revelar. 28 Mas
há um Deus no céu, que revela os
mistérios, pois fez saber ao rei
Nabucodonosor o que vai acontecer
nos últimos dias. O sonho e as visões
que o senhor teve, quando estava em
sua cama, são estes:

Daniel 2:27-30
29 — Quando o senhor, ó rei, estava
na sua cama, surgiram em sua mente
pensamentos a respeito do que vai
acontecer no futuro. Deus, que revela
os mistérios, revelou ao senhor o que
vai acontecer.
30 Quanto a mim, este mistério me foi

revelado, não porque exista em mim


mais sabedoria do que em todos os
outros homens, mas para que a
interpretação fosse revelada ao rei, e
para que ele entenda o que passou
pela sua mente”.

Daniel 2:27-30
Versos 24-30
No testemunho dado ao rei, Daniel reafirma que foi Deus quem lhe deu a
capacidade de revelar e interpretar o sonho.

A expressão usada nos últimos dias mostra que o sonho do rei iria além do
seu reinado, estendendo-se até o fim dos tempos.
31 “O senhor, ó rei, estava olhando e
viu uma grande estátua. Esta, que era
imensa e de extraordinário esplendor,
estava em pé, bem na sua frente; e a
aparência dela era terrível.
32 A cabeça era de ouro puro, o peito

e os braços eram de prata, o ventre e


os quadris eram de bronze; 33 as
pernas eram de ferro, e os pés eram
em parte de ferro e em parte de barro.
Daniel 2:31-33
34
Enquanto o senhor
estava olhando, um
pedra foi cortada s a
em auxílio de mão
humanas, atingiu a s
estátua nos pés de
e de barro e os des fe rro
35 pedaçou.
O ferro, o barro, o
bronze, a prata e o
ouro foram desped
açados no mesmo
instante, e se fizera
m como a palha da
eiras no verão. O v s
ento os levou,
e deles não se viu m
ais nenhum vestígi
Mas a pedra que at o.
ingiu a estátua se t
uma grande monta ornou
nha, que encheu to
terra. da a
36
— Este é o sonho;
e também a sua
interpretação direm
os ao rei”.

Daniel 2:31-33
Versos 31-36
A ideia de uma estátua era comum no antigo Oriente Médio. Costumava
significar a representação do destino do mundo. O número quatro (partes
da estátua) tem relação com as dimensões gerais da Terra.

A ênfase no fato de ser uma estátua sugere que os quatro impérios


retratados constituem, de certa maneira, uma unidade. São impérios que
atuaram do mesmo lado, contudo finalmente passarão.
Babilônia
605 a.C – 539 a.C
Medo-Pérsia
539 a.C – 331 a.C
Grécia
331 a.C – 168 a.C
Roma
168 a.C – 476 d.C
10 Reinos
476 d.C – XX
37 “O senhor, ó rei, que é rei de reis, a quem o Deus do céu conferiu o reino,
o poder, a força e a glória; 38 em cujas mãos foram entregues os filhos dos
homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves do
céu, para que dominasse sobre todos eles, o senhor, ó rei, é a cabeça de ouro.
39 — Depois do senhor, se levantará outro reino, inferior ao seu; e um

terceiro reino, de bronze, que terá domínio sobre toda a terra.


Daniel 2:37-39
40 O quarto reino será forte como o ferro; pois o ferro quebra e despedaça
tudo; como o ferro quebra todas as coisas, assim esse reino fará em pedaços
e destruirá todos os outros.
41 — Quanto aos pés e aos dedos dos pés que o senhor viu, que eram em

parte de barro de oleiro e em parte de ferro, isto significa que esse será um
reino dividido. Contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro,
porque o senhor viu o ferro misturado com barro. 42 Como os dedos dos pés
eram em parte de ferro e em parte de barro, assim, por um lado, o reino será
forte e, por outro, será frágil.
Daniel 2:40-42
43 Quanto ao ferro misturado com o barro que o senhor viu, isto significa que
procurarão se misturar por meio de casamentos, mas não se ligarão um ao
outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.44 Mas, nos dias desses
reis, o Deus do céu levantará um reino que jamais será destruído e que não
passará a outro povo. Esse reino despedaçará e consumirá todos esses outros
reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre,45 assim como o rei viu que do
monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos humanas, e ela despedaçou
o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus revelou ao rei o
que vai acontecer no futuro. Certo é o sonho, e fiel é a sua interpretação.
Daniel 2:43-45
Versos 37-45 Babilônia
A cabeça de ouro é claramente identificada como o Império
Neobabilônico. A raiz da palavra cabeça, em hebraico, significa início.

Interessante notar que Daniel se dirige a Nabucodonosor na condição de


alguém a quem Deus permitiu reinar sobre todas as pessoas e coisas.
Versos 37-45 Babilônia
O profeta Jeremias comparou Babilônia a uma taça de ouro. Já, em
Ezequiel, há uma indicação do título rei dos reis. O poder que
Nabucodonosor tinha, e havia sido concedido por Deus, implicava em
responsabilidade.
Versos 37-45 Babilônia
“A Babilônia era um copo de ouro na mão do Senhor. Esse copo
embriagava toda a terra, e do seu vinho beberam as nações; por isso,
enlouqueceram”.
Jeremias 51:7

“Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que trarei contra Tiro o rei
Nabucodonosor, que virá da Babilônia, do Norte, e que é o rei dos reis.
Ele virá com cavalos e carros de guerra, com cavaleiros e com um
enorme exército”.

Ezequiel 26:7
Versos 37-45
Medo-Pérsia
Depois de Babilônia,
dominaria um outro reino,
inferior, assim como a prata é
inferior ao ouro. A Média foi
conquistada por Ciro, o persa,
antes da queda da Babilônia.
Em Daniel 5, é dito que Dario,
o medo, governou Babilônia
com permissão do verdadeiro
conquistador, Ciro.
Versos 37-45 Medo-Pérsia
Por inspiração divina, Isaías descreveu a obra de Ciro. Ele derrotou as tribos
vizinhas e e governo desde Ararate, ao norte, até sudeste da Babilônia e Golfo
Pérsico, no sul. Ele tomou Babilônia em 539 a.C, invadindo a cidade enquanto
Belsazar, neto de Nabucodonosor, dava uma festa.
Versos 37-45
Medo-Pérsia
“Assim diz o Senhor ao seu
ungido, a Ciro, a quem tomo pela
mão direita, para submeter as
nações diante dele, para desarmar
os reis, e para abrir diante dele os
portões, que não se fecharão”.

Isaías 45:1
Versos 37-45 Gré
cia
O sucessor do Imp
ério Medo-Persa f
Grécia, também co oi a
nhecido como Imp
Macedônico ou H é r io
elenístico, de Alex
Grande. andre, o
Versos 37-45 Gré
cia
Aqui a referência
não é às cidades-a
da Grécia clássica utônomas
, mas ao reino ma
Alexandre conqui cedônico.
stou a Grécia depo
herdado do seu pa is de ter
i, Filipe II, o recém
expandido império -
.
Versos 37-45
Grécia
O último rei persa foi Dario III,
derrotado por Alexandre, o
Grande, em várias batalhas, sendo
a última a de Gaugamela, em 331
a.C. O bronze na estátua é
associado à Grécia. Capacetes,
escudos e machadinhas dos
soldados eram feitos de bronze,
algo referido por historiadores
como Heródoto.
Versos 37-45
Roma
O quarto reino descrito não é
exatamente a etapa posterior
ao fim do Império Grego.
Esta sucessão é ampliada na
explicação de Daniel 7,
dentro da ideia de paralelismo
progressivo.
Versos 37-45
Roma
O quarto animal se trata do
império que substituiu o
domínio macedônico. Era a
chamada “monarquia de
ferro”, embora não fosse
uma monarquia na época
em que se tornou principal
poder do mundo.
Versos 37-45
Roma
Roma foi fundada em 753 a.C.,
em 500 a.C. se tornou
república e permaneceu assim
por aproximadamente 500
anos. Por volta de 200 a.C.,
Roma saiu vitoriosa contra
Cartago e, desde então,
absorveu os reinos que
restaram dos sucessores de
Alexandre, o Grande.
Versos 37-45
Roma
Em 168 a.C. Roma dominou a
Macedônia e o império a
anexou em 142 a.C. Assim,
Roma quebrava e esmiuçava.
Versos 37-45 Roma
Doukhan diz, falando de Roma, que “ela teve um sofisticado sistema
administrativo que permitia controlar, a distância, até os povos mais
diversos. Esse governo manteve a unidade do império e salvaguardou a paz
mundial, então conhecida como Pax Romana”.
Versos 37-45 Roma
O Império Romano Ocidental durou 500 anos, caindo somente em 476 d.C.
com as invasões bárbaras.
Versos 37-45 Nações divididas
Finalmente, os dedos da estátua mostram um enfraquecimento imperial e
uma divisão em partes menores. Os dedos, no entanto, possuem parte de
ferro e de barro, ou seja, há uma derivação clara do Império Romano como
referido nas pernas de ferro.
Versos 37-45 Nações divididas
Esta subdivisão em 10 reinos seria forte por um lado (ferro), mas frágil por
outro lado (parte de barro). Haveria uma tentativa de essas nações se
tornarem um novo grande império, inclusive por meio de casamentos, porém
isso não ocorreu.
6. Germanos
Alemanha
7. Burgundos
1. Anglos Suíça
Inglaterra
Versos 37-45
Nações divididas
8. Ostrogodos
2. Francos
Áustria
França Alguns compreendem
que essas dez nações,
oriundas de Roma
3. Visigodos Ocidental fragmentada,
Norte Espanha
poderiam ser:

Alamos – futura
Alemanha
Hérulos – extintos
Francos – futura França
4. Suevos 5. Vândalos 10. Hérulos Vândalos - extintos
Portugal Sul Espanha Sul Itália
9. Lombardos
Norte Itália
6. Germanos
Alemanha
7. Burgundos
1. Anglos Suíça
Inglaterra
Versos 37-45
Nações divididas
8. Ostrogodos
2. Francos
Áustria
França Burgundos – futura Suíça
Ostrogodos - extintos
3. Visigodos Suevos – futuramente
Norte Espanha Portugal
Visigodos – futura
Espanha
Saxões – futura Inglaterra
Lombardos – futura
Itália

4. Suevos 5. Vândalos 10. Hérulos


Portugal Sul Espanha Sul Itália
9. Lombardos
Norte Itália
Versos 37-45
Pedra não cortada
por mãos

A parte final do capítulo é


considerada a mais
importante. Aqui é dito que
um reino unido só ocorrerá a
partir da intervenção do Deus
do Céu. Na primeira parte do
sonho, reinos tinham sido
entregues à humanidade, mas
agora fala do reino de Deus.
Versos 37-45
Pedra não cortada por mãos

O reino da pedra é diferente dos reinos da estátua porque vem do alto. Daniel
vê a pedra como uma montanha, historicamente entendida como morada de
divindades. Nabucodonosor, ao ouvir isso, compreendeu que este último reino
seria divino.
Versos 37-45
Pedra não cortada por mãos

O reino jamais será destruído, não passará a outros povos e ainda irá esmiuçar
a todos os demais reinos. Doukhan diz que “o novo reino nada tem a ver com
os seus predecessores, e até o barro é destruído juntamente com o ferro”.
Versos 37-45
Pedra não cortada por mãos

Vários textos associam Deus e Sua confiabilidade à pedra ou rocha. Isaías


26:4 fala de Deus como rocha eterna. No NT, Jesus é identificado como rocha
ou pedra (Lucas 20:17,18; I Pedro 2:4).
46 “Então o rei Nabucodonosor se inclinou e se prostrou com rosto em terra
diante de Daniel. Ordenou que oferecessem a Daniel uma oferta de cereais e
incenso.
47 O rei disse a Daniel: — Certamente o Deus que vocês adoram é o Deus

dos deuses e o Senhor dos reis. Ele é quem revela os mistérios, pois você foi
capaz de revelar este mistério.
Daniel 2:46,47
48 Então o rei engrandeceu Daniel e lhe deu muitos e grandes presentes. Ele
o pôs como governador de toda a província da Babilônia. Também o fez
chefe supremo de todos os sábios da Babilônia.
49 A pedido de Daniel, o rei pôs Sadraque, Mesaque e Abede-Nego como

administradores da província da Babilônia; mas Daniel permaneceu na corte


do rei”.
Daniel 2:48,49
Versos 46-49
Conclusão do capítulo

O rei babilônico se inclinou diante de Daniel, ou seja, a interpretação surtiu


forte efeito sobre o monarca. Provavelmente o rei tinha em mente adoração
a Deus e não a Daniel, um mero instrumento usado pelo Senhor.
Versos 46-49
Conclusão do capítulo

Há um reconhecimento de que Deus é soberano sobre todas as outras


divindades. Daniel foi altamente promovido e lembrou de seus amigos. O
jovem temente a Deus permaneceu na corte do rei, onde teve possibilidades
de testemunhar a homens de grande influência.
Bibliografia
consultada:
• Comentário Bíblico Adventista
• Segredos de Daniel – Jacques
Doukhan
• Daniel – Introdução e Comentário
– Joyce Baldwin
• Daniel – Wisdow to the wise –
Zdravko Stefanovic

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