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Vascularização e Drenagem Venosa Cardíaca

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ANATOMIA

RESUMOS DE MEDICINA
@gabrielamedicina & @anac_natali
Ei, Futuro(a) Médico (a)!
Enquanto estiver estudando,
poste uma foto com nosso resumo e nos marque!
Vamos adorar acompanhar a sua jornada de perto.
Bons estudos!
@gabrielamedicina & @anac_natali
ANATOMIA sumário

1. Introdução Anatomia __________________________________________ 04


2. Planos e Eixos _________________________________________________ 05
3. Articular Generalidades ________________________________________ 11
4. Esquelético Generalidades ______________________________________ 20
5. Muscular Generalidades ________________________________________ 27
6. Nervoso Generalidades _________________________________________ 38

7. ABDOME
7.1 Intestino Delgado e Grosso ______________________________________ 48
7.2 Paredes do Abdome ____________________________________________ 52
7.3 Região Inguinal _________________________________________________ 55

8. PELVE
8.1 Orgãos Genitais Masculinos e Femininos __________________________ 58
8.2 Pelve e Períneo _________________________________________________ 68

9. TÓRAX
9.1 Cardiovascular _________________________________________________ 75
9.2 Coração ______________________________________________________ 85
9.3 Parede Torácica ________________________________________________ 95
05/03/21 – Priscila e Tose

Introdução Anatomia

- Sistema: conjunto de órgãos ▪ Fenícios – colocavam os corpos em grandes jarras e


- Especificidades: cada detalhe da generalização em grutas com alimentos (crença)
- Sequência de estudos: esquelético, articular, muscular, ▪ Hititas e Huritas – consumiam os músculos e os ossos
nervoso e cardiocirculatório (veias, artérias, coração e eram ungidos
linfático) ▪ Magos – não enterravam, expunham os mortos às
aves
HISTÓRIA DA MEDICINA ▪ Romanos –o sepultamento era obrigatório e a medicina
era serviço servil; escravos
- Nicolaes Tulp, 1632 – ▪ Leis Judaicas – era sacrilégio tocar em cadáveres;
somente o prof. usa chapéu sepulturas grandes e demarcadas para ninguém
(respeito) tocar/esbarrar
- Peças não eram tocadas, ▪ Herófilo (320 a.C.) – descreveu o duodeno e associou a
só observadas pulsação arterial ao coração
▪ Erasistrato (310-250 a.C.) – dissecou corpos humanos;
dizia que as artérias caminham ar (nome até hoje)
- Homem Vitruviano de ▪ Galeno (129-199 d.C.) – príncipe dos médicos; escreveu
Leonardo da Vinci, 1490 – duas 131 obras médico biológicas; enviava seus discípulos
figuras nuas sobrepostas com para a Alemanha para colher dados anatômicos dos
os braços inscritos num círculo soldados mortos nas guerras; escreveu sobre a mão
e num quadroumano masculino sobre a qual a alma interpreta sua vontade
(1 palmo = 4 dedos) ▪ André Versalius (1514-1564 d.C.) – destronou Galeno
depois que descobriu que a mandíbula era um osso só e
o homem não tem uma costela a menos; foi acusado
de dissecar um vivo
- Conceito: ANA (separar); TOMIA (partes) ▪ Harvey (1628) – pai da fisiologia
- Trajetória dos personagens marcantes: a
▪ Hipócrates de Cós (460 a.C.) – pai da medicina; dizia NOMECLATURA E TERMINOLOGIA ANATÔMICA
que o fígado era o órgão preparador do sangue e que - Nervus Opticus = Nervo Óptico
os vasos partiam dele e do baço; o ar (pneuma) - Aorta = levantar (Aristóteles)
chegaria ao coração esquerdo através da traqueia e - Artéria = condutora de ar (Erasistrato)
dos pulmões - Veia cava = oca
▪ Aristóteles (384-322 a.C.) – o cérebro era o agente - Coracoide = forma de corvo pousado em um galho seco
de resfriamento do coração; o coração era a sede da - Cóccix = parece um bico de cuco (Herófilo)
lama; considerava os nervos ocos a fim de espalhar - Veia cefálica = a sangria dessa veia curava cefaleia
pelo corpo o espírito da vida regado no cérebro - Hímen = membrana (Himeneia era a deusa do casamento na
▪ Susruta (600 a.C.) – a bile produz sangue -> carne -> Grécia)
gordura -> ossos -> medula óssea -> sêmen - Pênis = rabo/cauda, espada
▪ Confúcio – o corpo humano era sagrado; na orelha - Sacro-sagrado = quando desenterrada um esqueleto menos
direita penetra o sopro da vida e na esquerda o da destruído
morte; ia um nervo fino do coração até o quarto dedo - Testículo = testamento
da mão (anel de casamento hoje) - Vagina = bainha
▪ Gregos – sepultavam os cadáveres

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Ana Clara Natali – Turma 72
5/03/2021

Planos e Eixos

DIVISÃO DA ANATOMIA - Anatomia Segmentar: organização do corpo humano em


segmentos das principais partes
- Anatomia Sistêmica: estudo macroscópico e analítico dos
- Anatomia Topográfica/Regional: estudo da anatomia a partir
sistemas orgânicos que atuam em conjunto
da divisão do corpo humanoem partes principais cabeça,
pescoço, tronco (tórax, abdome, dorso e pelve), dois
Sistema Tegumentar pele, anexos e tela subcutânea.
membros superiores e dois membros inferiores.
Sistema Esquelético ossos e cartilagens.
Sistema Articular articulações e ligamentos. - Anatomia Do Desenvolvimento: embriologia

Sistema Muscular músculos esquelético, liso e cardíaco. - Anatomia Microscópica: histologia e citologia

sistema nervoso central(encéfalo e - Anatomia Comparada: estudo comparadodos órgãos de


medula espinal) e sistema nervoso espécies diferentes (zoologia)
Sistema Nervoso periférico
(nervos e gânglios). - Anatomia Constirucional: se ocupa dos tipos morfológicos
constitucionais, ou seja, dos biotipos
é parte do sistema nervoso,
responsável pelo processamento e
Sistema Sensorial percepção da
informação sensorial.

sistema cardiovascular(coração e
vasos sanguíneos) e sistema linfático
Sistema Circulatório (rede de vasos
linfáticos).

Sistema Digestório tubo digestório e órgãose glândulas


associados. Brevilíneo Mediolíneo Longilíneo
Sistema Respiratório vias respiratórias e pulmões.
▪ Longilíneo: magros, altos, pescoço longo, tórax achatado,
Sistema Urinário rins, ureteres, bexiga urinária e membros longos em relação ao tronco – mais fácil
uretra. visualizar
Sistema Genital gônadas, ductos que transportam ▪ Mediolíneo: caracteres intermediário
os gametas ▪ Brevilíneo: baixos, pescoço curto, tórax de grande
e órgãos genitais.
diâmetro ântero-posterior e membros curtos em
Sistema Endócrino estruturas
especializadas na secreção de relação ao tronco
hormônios.
- Anatomia Imaginológica: obtida por meio de exames de imagens
- Aparelho = junção de dois sistemas (raios – X, ultrassom)
▪ Aparelho locomotor: sistema esquelético + articular +
muscular + nervoso (interpreta e envia estímulos) + - Anatomia Antropológica: tipos raciais
circulatório (nutrição dos tecidos)
▪ Aparelho Urogenital: sistema urinário + genital - Anatomia Aplicada: estudo focado emdiversos campos, como
as atividades médicas, cirúrgicas etc.
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Ana Clara Natali – Turma 72
5/03/2021

- Anatomia De Superficie: estudo dos relevos morfológicos na


superfície do corpo

DIVISÃO DO CORPO HUMANO


- Cabeça: crânio e face
- Pescoço: pescoço
- Tronco: tórax, abdome e pelve
- Membro Superior: ombro, braço, antebraço e mão
- Membro Inferior: quadril, coxa, perna e pé

CONCEITOS GERAIS
- Normal: é o que ocorre com maior frequência – ex. ter cinco
dedos em cada mão.
- Variação Anatômica: é uma variação da normalidade sem
prejuízo da função – ex. ausência da veia intermédia do
cotovelo.
- Anomalia: é uma variação da normalidade que, mesmo sendo
compatível à vida, acarreta prejuízo da função – ex.
polidactilia
- Monstruosidade/Teratologia: deformidade incompatívelcom a
vida – ex. Anencefalia (morte)

FATORES GERAIS DA VARIAÇÃO

CAVIDADES DO CORPO HUMANO - Idade – ex. crianças têm mais ossos que adultos; recém-
- Cavidade do Crânio: contém o encéfalo nascidos têm cabeças maiores
- Cavidade Torácica: contém os pulmões (alojados na pleura) e
o coração (alojados nopericárdio)
- Cavidade Abdominopélvica: contém estômago, baço, fígado,
vesícula biliar, intestino delgado, intestino grosso, bexiga e
órgãos internos do sistema genital

- Sexo: homem e mulher – ex. a pelve da mulher é mais larga.

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Ana Clara Natali – Turma 72
5/03/2021
▪ Membros inferiores estendidos e próximos, com os pés
paralelos e ponta dos dedos voltada anteriormente

- Grupo étnico: negros, brancos, amarelos e suas mestiçagens PLANOS DE DELIMITAÇÃO DO CORPO HUMANO
– ex. queloide é mais comum em negros e câncer de pele em - Anterior ou Ventral:
brancos - Posterior ou Dorsal
- Superior (cefálico, cranial)
- Biotipo: brevilíneo, mediolíneo, longilíneo – ex. longilíneos têm - Inferior (podálico, caudal – só coluna)
ossos mais compridos - Lateral Direito
- Lateral Esquerdo

- Evolução/Ambiente: hábitos de vida – ex. sedentários têm


mais chance de desenvolverdoenças cardiovasculares PLANO DE SECÇÃO
- Plano Mediano (membros) ou Sagital (em forma de seta – só
se usa para crânio) – ex. Cranio do bebe (fontanela – tecido
POSIÇÃO ANATÔMICA fibroso)
- É uma posição dotada mundialmente para descrições - Plano Para-mediano ou Para-sagital
anatômicas, de forma a evitar ambiguidades - Plano Coronal ou Frontal ou Ventral
- Descrição: - Plano Transversal ou Horizontal
▪ Posição ortostática
▪ Cabeça erguida voltada anteriormente e olhar para o
horizonte (infinito)
▪ Membros superiores estendidos ao longo do corpo, com
as palmas das mãos voltadas anteriormente
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Ana Clara Natali – Turma 72
5/03/2021

EIXOS DO CORPO HUMANO


- Eixo Longitudinal (Supero-inferior) ou Crânio-caudal ou Crânio- ▪ Anterior/Ventral: mais próximo da região ventral.
podálico – heteropolar ▪ Médio: está entre uma estrutura anterior e outra
- Eixo Sagital (Antero-posterior) – heteropolar posterior
▪ Posterior/Dorsal: mais próximo da região dorsal.
- Eixo Transversal (Látero-lateral) – homopolar
- Superior, médio e inferior:

conchas nasais

▪ Superior (cefálico, cranial): mais perto em relação ao


crânio.
▪ Médio: entre estruturas superior e inferior.
TERMOS DE POSIÇAO E DIREÇÃO ▪ Inferior (caudal ou podálico): mais distante em relação ao
crânio
- Medial, intermédio e lateral:
- Proximal, médio e distal: usados somente em relaçao aos
membros

▪ Mediana: linha que corta o tronco ao meio


▪ Medial: está mais próximo da linha mediana ▪ Proximal: está mais próximo ao tronco.
▪ Intermédio: está entre uma estrutura medial e outra ▪ Médio: está entre estruturas distais e proximais.
lateral ▪ Distal: está mais distante em relação ao tronco
▪ Lateral: está mais afastado da linha mediana
- Superficial, médio e profundo:
- Anterior, médio e posterior:

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Ana Clara Natali – Turma 72
5/03/2021

PLANOS DE CONSTRUÇÃO
▪ Superfície: mais próximo da superfície.
▪ Médio: entre estruturas superficiais e profundas. - Metameria: é uma superposição de estruturas no sentido
▪ Profundo: mais distante da superfície.
craniocaudal
OBS.:
o Lesão Superficial: expira menos cuidados, atinge a
epiderme, derme e tela subcutânea.
o Lesão Profunda: expira mais cuidados, atinge a fáscia
muscular e, consequentemente, o músculo, uma vez que
aquela é muito fina. Pode até atingir ascamadas ósseas.

- Externo, médio e interno: são iguais a superficial e profundo,


porem são usados para cavidades naturais do corpo (ossos
longos são cavidades)

- Antimeria/Anisometria: é o plano que divide o corpo humano


em duas metades, antímero direto e antímero esquerdo, que
são semelhantes, mas não são iguais.

OBS.: há assimetrias morfológicas (coração desocado para a


esquerda, figado esta quase todo na direita, baço esta quase
todo na esquerda) e funcionais (predominio do uso do membro
Exemplo: superior direito, em destros)

- Paquimetria: é o princípio no qual o corpo é constituído por


dois tubos, o anterior/ventral (visceral ou esplâncnico) e
xy – Estrutura mediana outro posterior/dorsal (neural ou nervoso)
b – Mediano
d – Lateral
e – Intermedial
f – Medial
g – Dorsal superior
h – Ventral inferior
i – Média

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Ana Clara Natali – Turma 72
5/03/2021

- Segmentação dos órgãos: território de um órgão com


irrigação sanguínea independente, separado, identificável do
ponto de vista morfológico

- Estratigrafia: é o princípio segundo o qual ocorpo humano é


constituído por camadas

▪ Camada Superficial: pele + derme


▪ Tela Subcutânea: formada pela camada areolar
(células redondas, gordura), face superficial (meio),
camada lamelar (células achatadas, tecido fibroso) –
tronco e raiz dos membros
▪ Face Muscular: músculos (corte profundo)

OBS.: podem ocorrer vasos e nervos ao nível da tela subcutânea


e dos músculos

ABREVIATURAS OFICIAIS

a. ou aa. -- artéria ou artérias;

v. ou vv. -- veia ou veias;

n. ou nn. -- nervo ou nervos;

r. ou rr. -- ramo ou ramos;

m. ou mm. -- músculo ou músculos;

lig. ou ligg -- ligamento ou ligamentos.


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Ana Clara Natali – Turma 72
26/03/21 – prof. Tose (Dangelo e Fattini, pág. 45 e Tortora, pág. 376)

Sistema Articular

INTRODUÇÃO
- Importante para a locomoção, procriação e sobrevida
- É feito para aguentar uma determinada quantidade de peso
– a cartilagem desgasta com o tempo e não aguenta
- Cartilagem: é avascular e se nutre pelo líquido sinovial
- Ao tocar o solo, é deixado o dobro do peso em cima do
joelho com o pé que se pisou ▪ Esquindilese: entre uma superfície em forma de crista
- Artrologia: estudo das articulações (grego e latim) de um osso, a qual se aloja em uma superfície em
- Articulação: é a conexão entre duas partes rígidas forma de uma fenda de outro osso – ex. entre o
componentes do esqueleto como ossos e cartilagens vômer e o esfenoide (é única)
- Aparelho Locomotor: sistema muscular + esquelético +
articular
- É caracterizada pela natureza do tecido
- Classificação das articulações: 3 tipos

FIBROSAS OU SINARTROSES
- Articulações nas quais o elemento que se interpõe e às
▪ Suturas: com menos tecido conjuntivo do que as
peças que se articulam é o tecido conjuntivo fibroso –
sindesmoses e são encontradas principalmente entre
grande maioria no crânio
os ossos do crânio; são divididas pela maneira como as
- Mobilidade: extremamente reduzida, embora o tecido
bordas dos ossos articulados entram em contato:
conjuntivo interposto confira certa elasticidade ao crânio –
➢ Suturas planas: união retilínea – ex. entre os ossos
depende do comprimento das fibras
nasais
- Há três tipos de articulações fibrosas:

▪ Sindesmoses: possuem uma grande quantidade de


tecido conjuntivo que pode formar ligamento
interósseo ou membrana interóssea – ex. tíbio fibular
e radio ulnar

➢ Suturas serrátil ou denteadas: união em linha


dentada – ex. sutura coronal do crânio

▪ Gonfose ou dentoalveolar: entre os dentes e os


alvéolos dentários da maxila e da mandíbula para
amortecer

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Ana Clara Natali – Turma 72
26/03/21 – prof. Tose (Dangelo e Fattini, pág. 45 e Tortora, pág. 376)
▪ Sínfise ou Articulação Cartilagínea Secundária:
➢ Suturas escamosas: união em bisel; lembra uma formadas de fibrocartilagem; quando as superfícies
escama de peixe – ex. no osso temporal (muito ósseas, revestidas por fina camada de cartilagem
importante, pois durante uma pancada na abobada hialina se articulam pela interposição de uma
craniana ela amortece de um lado e de outro fibrocartilagem espessa – em ambas a mobilidade é
durante a queda) reduzida – ex. sínfise púbica (os diâmetros da pelve
aumentam em latero-lateral e antero-posterior para
facilitar no parto - ação hormonal) e disco
intervertebral (os movimentos entre as vertebras
adjacentes ocorrem nos núcleos pulposos e nas
articulações dos processos articulares)

OBS.: Fontículos ou fontanela: no crânio do feto e do recém-


nascido, onde a ossificação ainda é incompleta, a quantidade de
tecido conjuntivo fibroso interposto é muito maior, explicando a
grande separação entre os ossos e uma maior mobilidade
o Permitir o crescimento do encéfalo e do crânio – se bater a
cabeça não tem fratura OBS.: pessoas idosas reduzem de tamanho em razão da perda de
o Permitir a passagem do bebê durante o parto elasticidade desses pulpos -- com a idade, os núcleos pulposos
o Avaliação da criança (dilatação e desidratação) desidratam, perdem elasticidade e ganham colágeno
o Na sinostose forma-se o ptério, a lambda e o bregma o Disco intervertebral: nas vértebras isoladas o disco tem
duas partes principais -> anel fibroso por fora e o núcleo
pulposo por dentro (possui alto teor de água, que perde com
CARTILAGINOSAS OU ANFIARTROSES os anos, e é mais cartilaginoso do que fibroso - gelatinoso)
- Articulações nas quais o elemento que se interpõe entre os o Hérnia de disco: o centro pulposo extravasa,
ossos é a cartilagem (avascular e não inervada) preferencialmente na direção póstero-lateralmente -- dor
- Podem ser divididas em três tipos: aguda resulta da pressão sobre os ligamentos longitudinais e
a periferia do anel fibroso, devido à inflamação local causada
▪ Sincondroses ou Articulação Cartilagínea Primária: por irritação química, por substância do núcleo pulposo roto;
primária pois existe em apenas uma fase da vida; já a dor crônica é em decorrência da compressão das
presença de cartilagem hialina, pouca mobilidade e são raízes dos nervos; as espículas ósseas comprimem o nervo
raras; geralmente são temporárias e substituídas isquiático que passa pelos forames intervertebrais (paciente
durante o crescimento longitudinal dos ossos longos, no com dor que reflete na planta do pé)
disco epifisário – ex. sincondrose esfeno-occipital
(vista na base do crânio), disco epifisário e a
articulação costocondrais (entre a costela e a
cartilagem costal)

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Ana Clara Natali – Turma 72
26/03/21 – prof. Tose (Dangelo e Fattini, pág. 45 e Tortora, pág. 376)
em planos indesejáveis, limitando a amplitude dos
movimentos rotineiros, e por manter a união dos
SINOVIAIS OU DIARTROSES
ossos; apresenta duas camadas:
- Articulações nas quais o elemento que se interpõe entre as
➢ Externa: apresenta membrana fibrosa, é mais
peças que se articulam é o líquido sinovial ou sinóvia
resistente e composta por tecido conjuntivo
- O principal meio de união é a capsula articular (une os ossos),
fibroso – origem e inserção a ligamentos
que possui uma cavidade articular, que contém o líquido
capsulares e músculos
sinovial (secretado por uma das membranas da cápsula)
➢ Interna: apresenta a membrana sinovial (serosa),
- São junturas que possuem um grau maior de mobilidade e
produz líquido sinovial e é composta por tecido
assim constituem articulações que contém um grau maior de
conjuntivo frouxo, bem vascularizado e inervado
movimento -- cavidade natural do corpo
- São o tipo mais comum de articulação, auxiliando na
locomoção, são típicas de quase todas as articulações dos
membros
- Em um corte frontal, é possível ver a cavidade articular,
onde está presente o líquido sinovial
- Articulação sinovial: cavidade articular + capsula articular +
líquido sinovial – superfície lisa, polida e esbranquiçada
- Indicações de uma articulação sinovial:
▪ Líquido sinovial: não se sabe se é um ultrafiltrado do
sangue ou uma verdadeira secreção; é rico em ácido
hialurônico (viscosidade), responsável pela lubrificação
da superfície articular – aspecto de clara de ovo
▪ Membrana sinovial: produz a sinóvia OBS.: a cartilagem articular é revestida pela sinóvia e reveste o
periósteo facilitando a movimentação e recobre a superfície
articular
OBS.: Futebol americano: joelho é afetado, pois a superfície
articular - platô tibial é muito raso (articulação lesionada)
OBS.: Sinal da Gaveta: pode ser anterior e posterior, que é uma
lesão dos ligamentos cruzados – quando você traciona o joelho no
sentido do médico e dá um estalinho significa que é um sinal da
gaveta anterior positivo (lesão no ligamento cruzado anterior), já
quando o joelho é tracionado na direção do paciente e dá um
estalinho significa que ocorreu um sinal da gaveta posterior (lesão
▪ Face articular: estruturas que entram em contato com no ligamento cruzado posterior)
as articulações e são superfícies de movimento;
revestida por cartilagem hialina e, por isso, se
apresentam lisas, polidas e esbranquiçadas; avascular e
não inervada (nutrição precária) e, portanto, tem
regeneração lenta e difícil
▪ Cavidade articular: onde se encontra o líquido sinovial
▪ Articulações Sinoviais: cobertas por cartilagem hialina,
tem cavidade articular, membrana sinovial e cápsula
articular (principal meio de união) – cartilagem articular
(facilita os movimentos; anquilose: perda da mobilidade)
▪ Cápsula articular: formada por ligamentos e membrana
conjuntiva que envolve a articulação sinovial; é
responsável por evitar a movimentação da estrutura
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Ana Clara Natali – Turma 72
26/03/21 – prof. Tose (Dangelo e Fattini, pág. 45 e Tortora, pág. 376)
durante a cirurgia (médicos colhem uma amostra do sangue e
triplicam a sua quantidade de plaquetas por meio de
- Meniscos e discos: formações fibrocartilagíneas que tem
centrifugação) para acelerar a cicatrização e a coagulação
como função fornecer uma adaptação melhor das
superfícies as quais elas articulam e amortecer pressões ▪ Disco: formação fibrocartilagínea; divide a cavidade
▪ Meniscos: formações fibrocartilagíneas em forma de articular totalmente
meia lua e são frequentemente lesados; está presente
no joelho; divide a cavidade articular parcialmente;
aumenta a congruência da articulação do joelho e
amortece impactos; é nutrido pelo líquido sinovial e
irrigado por vasos lateralmente -- sua retirada
cirúrgica é comum, mas frequentemente forma-se um
novo menisco em seu lugar, não de fibrocartilagem,
mas de tecido conjuntivo fibroso
OBS.: Uma lesão no ligamento colateral tibial, normalmente o
menisco é lesionado

- Lábios: contorna uma cavidade, aumentando a congruência


- Bolsas sinoviais: são externamente fibrosas e internamente
revestidas por membrana sinovial e sinóvia; em locais onde
as articulações têm amplitude no movimento, facilitam o
movimento da articulação e diminuem o atrito
▪ Bursite = inflamação na bolsa sinovial no ombro e
joelho; em casos de lesão, ela fica cheia de líquido –
derrame articula (olhar pelo ultrassom); para
diagnostico, o paciente nem deixa tocar no ombro
devido a dor (suspeitar por isso) – dificuldade de
pentear o cabelo, pode ter certeza!!

- Movimentos da articulação sinovial: página 50 Moore


▪ Passivos: realizados por uma força externa – ex.
gravidade ou um examinador (obter uma amplitude
OBS.: quanto mais longe da cápsula articular, pior é a maior do que a do movimento ativo normal)
regeneração do disco ou do menisco ▪ Acessórios: por meio de um examinador, por
manipulação cuidadosa
OBS.: recentemente, a fim de reduzir os pós-operatório dos
pacientes, uma técnica simples passou a ser utilizada -- injeção
de plasma rico em plaquetas, extraído do próprio paciente
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Ana Clara Natali – Turma 72
26/03/21 – prof. Tose (Dangelo e Fattini, pág. 45 e Tortora, pág. 376)
corpo do segmento, um cone, cujo vértice é
representado pela articulação que se movimenta
▪ Ativos: de resvalo ou deslizamento, angulares e de
rotação
1. Inversão: borda medial do pé se eleva
➢ Deslizamento: superfícies planas ou ligeiramente
2. Eversão: borda lateral do pé se eleva
curvadas – articulações Inter cuneiformes, no

➢ Angulares: ocorre diminuição do ângulo (flexão) ou
aumento do ângulo (extensão) -- eixo laterolateral
de movimento; aproximação do plano mediano
(adução) ou afastamento do plano mediano
(abdução) -- eixo anteroposterior de movimento
– flexão dorsal e plantar do pé

3. Flexão: diminui o ângulo


4. Extensão: aumenta o ângulo

5. Abdução: afasta o membro (abdicar)


6. Adução: aproxima

➢ Rotação: gira em torno de um eixo longitudinal,


podendo ser rotação medial (face anterior gira
em direção ao plano mediano) ou rotação lateral
(faz o movimento oposto) -- é feita em plano
horizontal e o eixo de movimento, perpendicular a
este plano, é vertical

➢ Circundação: movimento que inclui flexão,


extensão, adução e abdução – a extremidade
distal do segmento descreve um círculo e o
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Ana Clara Natali – Turma 72
26/03/21 – prof. Tose (Dangelo e Fattini, pág. 45 e Tortora, pág. 376)
- Classificação das junturas sinoviais quanto ao critério
morfológico (forma):
▪ Plana: não existe um eixo de movimento; permitem o
deslizamento de uma superfície sobre a outra em
qualquer direção no plano das faces articulares, mas
de forma discreta, movimento mínimo – ex. entre os
ossos do carpo e entre os metacarpos, entre os
ossos do metatarso e tarso - com exceção do
navicular, articulação acromioclavicular e articulação
intercarpal

- Classificação das junturas sinoviais quanto aos eixos de


movimento:
▪ Não-axial: realiza movimento de deslizamento
▪ Monoxial/uniaxial: um eixo -- articulação úmero ulnar,
como flexão e extensão
▪ Biaxial: dois eixos, como flexão, extensão, adução e
abdução -- articulação do punho ou rádio cárpica ▪ Gínglimo: tipo dobradiça; realizam movimentos de flexão
▪ Triaxial: três eixos -- ombro e quadril, coxofemoral, e extensão e são monoaxiais; correm no plano sagital e
como flexão e extensão, adução e abdução e rotação ao redor do eixo transversal – ex. cotovelo, entre as
- Classificação das junturas sinoviais quanto ao número de falanges proximal e média e proximal e distal
superfícies articulares:
▪ Simples: dois ossos, um par -- ombro, sínfise púbica
▪ Composta: três ossos – cotovelo, joelho
▪ Complexa: quando se liga a mais de um par de
superfícies ósseas e uma outra estrutura possui disco
ou menisco -- joelho, que é composto e complexo

▪ Trocoide ou Pivô: as superfícies articulares são


cilíndricas, giro longitudinal (movimento de supinação e
pronação); permitem movimento de rotação e seu eixo
possui movimento vertical – ex. ligação entre rádio e
ulna = radio-ulnar proximal e distal, articulação
atlantoaxial mediana - une a atlas ao dentre do axis

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Ana Clara Natali – Turma 72
26/03/21 – prof. Tose (Dangelo e Fattini, pág. 45 e Tortora, pág. 376)
LIGAMENTOS
▪ Condilar: dois eixos (graus) de movimento mais definido - Servem para gerar estabilidade no movimento e são
em um sentido e menos definido em outro; são de classificados como sindesmoses
forma arredondada em pares, em que uma porção - Tecido conjuntivo denso modelado fibroso
possui maior convexidade que outra (convexidade maior - São divididos em:
no sentido anteroposterior do que no laterolateral); ▪ Capsulares (articulares): feixes de fibras colágenas
realizam movimentos de flexão e extensão e abdução elásticas que reforçam a capsula -- coxo-femural
e adução, portanto são biaxiais – ex. entre metacarpo ▪ Intra-capsulares (intra-articulares): existem dentro das
e falange proximal, articulação temporomandibular, articulações, estando envolvidos pela membrana sinovial
articulação do joelho = bicondilar, atlanto-occipital -- ligamentos cruzados do joelho
▪ Selar: dois graus de movimento bem definidos; tem ▪ Extra-capsulares (extra-articulares): também
forma de sela, apresentando uma face côncava e uma chamados de periarticulares, estão fora da capsula –
convexa; realiza movimentos de abdução e adução, joelho
extensão e flexão e rotação; é classificada como
biaxial, pois a rotação não pode ser feita isolada e sim
somente com a combinação de outros movimentos –
ex. articulação metacárpica do polegar
(carpometacarpal)
▪ Elipsoide: movimento de flexão, extensão, adução e
abdução (biaxiais); conjugação de dois movimentos,
forma uma elipse – ex. radio cárpica e mediocárpica

MÉTODOS DE ESTUDO E EXAME


- Raio-X: melhor para observar a articulação; a cartilagem não
é visível (radio transparente) -- fica com uma falha
- Ressonância magnética: estuda bem as partes moles
▪ Esferoide: grau mais evoluído; três eixos de movimento - Artroscopia: procedimento cirúrgico que permite olhar para
– flexão, extensão, abdução, adução, rotação lateral e o interior de uma articulação em seu corpo -- geralmente
rotação medial; geralmente essas articulações unem a realizado no joelho, quadril, tornozelo, ombro, cotovelo ou
superfície esférica de um osso com a cavidade de pulso
outro, descreve um cone – ex. ombro e coxo femoral
– tem estabilidade: a cabeça é uma esfera e consegue
encaixar, ao contrário do úmero que se encaixa no
lábio glenoidal

- Ultrassonografia: exame de imagem diagnóstico para


visualizar qualquer órgão ou tecido do corpo

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26/03/21 – prof. Tose (Dangelo e Fattini, pág. 45 e Tortora, pág. 376)
que asseguram a irrigação das articulações nas várias
posições as quais ela pode assumir)
MECÂNICA ARTICULAR - Os vasos linfáticos acompanham os sanguíneos
- Coeficiente de atrito: é baixo nas articulações
- Lubrificação hidrodinâmica: óleo é despejado sobre pressão, INERVAÇÃO
forma uma camada espessa entre as superfícies -- uma
camada lubrificante se interpõe entre as superfícies de - Segue a lei de Hilton: os mesmos troncos nervosos cujos
fricção moveis e as chumaceiras ou bronzes de uma ramos suprem os grupos musculares que movem uma
máquina; resistência ao movimento dependera da viscosidade articulação, também fornecem uma distribuição de nervos
do lubrificante para a pele sobre as inserções dos mesmos músculos
- Os nervos articulares contêm fibras sensitivas e autônomas
- As fibras sensitivas formam terminações proprioceptivas
nas capsulas e ligamentos

CONSIDERAÇÕES CLÍNICAS
- Artrite Gotosa/Gota: deposição de cristais de monourato de
sódio devido ao aumento dos níveis de ácido úrico nas
articulações, nos tecidos periarticulares, no tecido
- Lubrificação limite: as superfícies articulares são cobertas subcutâneo e nos rins
por uma camada de lubrificantes muito fina (chega a ser
monomolecular); força que imprime o movimento deve
vencer a atração das moléculas entre as superfícies -- há
uma afinidade físico-química entre as superfícies articulares,
com isso uma película monomolecular de lubrificante adere
às superfícies de escorregamento, anulando nas superfícies
em presença, o livre jogo das moléculas, impedindo a atração
intermolecular - Artroscopia de uma articulação patológica:

- Artrite Reumatoide: doença inflamatória crônica, autoimune,


que afeta as membranas sinoviais de múltiplas articulações
(mãos, punhos, cotovelos, joelhos, tornozelos, pés, ombros,
IRRIGAÇÃO coluna cervical) e órgãos internos
- Os vasos articulares e epifisiais originam-se mais ou menos
em comum
- A maioria dos vasos epifisiais penetram, em um osso longo,
próximo ou na linha de inserção capsular, formando
importante rede arterial em volta da juntura (irrigação feita
pelas artérias articulares ao redor da articulação; essas
artérias comumente sofrem anastomose e formam redes,
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Ana Clara Natali – Turma 72
26/03/21 – prof. Tose (Dangelo e Fattini, pág. 45 e Tortora, pág. 376)

- Artrose: maior desgaste especialmente nas articulações das


pernas ou da coluna pelo excesso de peso; traumatismos
como fraturas, torções ou pancadas que afetem a
articulação; na ultrassonografia, o preto é líquido sinovial pelo
rompimento do tendão supra espinhal esquerdo

OBS.: Acetábulo: encaixa a cabeça do fêmur – fica no osso do


quadril e significa azedo/amargo, pois na antiguidade não tinha
unidade de medida, aí usavam a medida de azeite e vinagre dos
ossos do quadril de camelo e elefante

OBS.: Ite: inflamação; Ose: doença em geral (não se sabe


exatamente)

- Próteses Articulares: técnica cirúrgica denominada


artroplastia, que consiste na substituição de uma articulação OBS.: O frio meio que engrossa o líquido sinovial o que dificulta a
por uma prótese artificial locomoção em pessoas idosas

- Luxação: perda da congruência articular -- quando um osso


sai por completo de sua posição anatômica correta; pode
acontecer com qualquer articulação do corpo; perguntar se
tem frequentemente, se está doendo muito levar para o
hospital, mas quem tem rotineiramente, não tem problema;
técnica: colocar uma toalha na axila (ponto de apoio) para
fazer um movimento brusco para baixo (colocar de volta na
articulação)

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Sistema Esquelético – Generalidades

INTRODUÇÃO
- Esqueleto: constituído por cartilagens e ossos
▪ Cartilagem – forma semirrígida de tecido conjuntivo;
garante flexibilidade
▪ Ossos – forma rígita e altamente especializada de
tecido conjuntivo; depósito de sais minerais
- Número de ossos na criança é maior – fontanela divide o
crânio em mais partes - Ocorrem variações de acordo com:
- Tipos de esqueleto: ▪ Idade -> o jovem tem mais ossos
▪ Endoesqueleto – interno, coberto (humanos) ▪ Sexo -> peso, acidente ósseo, forma
▪ Exoesqueleto – externo (artrópodes) ▪ Dieta -> raquitismo
▪ Misto – endo + exo (tatu) ▪ Raça -> negro tem nariz mais aberto
▪ Características físicas (hábitos) e genéticas
- Sinostose: fusão de ossos com o avanço da idade – ex.
DIVISÕES DO ESQUELETO sacro e crânio

Apendicular: membros superiores e REMODELAÇÃO ÓSSEA


inferiores - Cerca de 5% da massa óssea total do osso estão sendo
❖ Cíngulos: ossos que remodelados
permitem a união entre membros - A parte distal do fêmur é substituída a cada 4 meses e
do esqueleto axial e apendicular –
outras não variam
escápula, clavícula e o osso do - O ponto secundário do osso ilíaco aparece na crista ilíaca
quadril (fusão dos ossos ílio, ísquio e
púbis)
Axial: porção mediana do esqueleto MÉTODO DE ESTUDO DOS OSSOS
que forma o eixo do corpo – - Raios X: clássico e antigo (não sabiam na época o raio
cabeça (crânio), pescoço (hioide e utilizado durante o exame, “X”); a cartilagem não é visível
vértebras cervicais) e tronco (radio transparência), mas o osso sim (sais minerais
(coluna vertebral e caixa torácica – absorvem radiação)
costela esterno)
❖ Sacro: osso cíngulo que faz parte do esqueleto axial OBS.: quanto menos ossos aparentes, mais jovem o organismo –
a criança apresenta o disco epifisário (cartilagem de crescimento
OBS.: Costelas – 12 pares (falsas, verdadeiras e flutuantes) – falha visível no exame), mas o adulto a perde na forma de linha
Vértebras – 33 ou 34 (7 - cervicais, 12 - torácicas, 5 - epifisária
lombares, 4 ou 5 sacrais, 3 ou 4 - coccígeas)

TIPOS DE OSSOS
- São diferenciados pela quantidade de material sólido e pelo
número de espaços que contém; podem ser:
▪ Esponjoso: mole, aspecto de esponja (amortecedor)
▪ Compacto: duro, externo (resistência) – ossos longos
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- Ressonância Magnética (MRI): deve ser em presença de


água, pois ocorre a desorganização dos íons hidrogênio
(imagem); sem radiação; investigação bem detalhada
- Tomografia (CT): alternativa caso o Raio X não funcione, pois
é mais detalhado, mas também mais perigoso (muita
radiação) e mais caro; utilização de contraste iodado;
avaliação de casos mais simples que a MRI

CLASSIFICAÇÃO
- Longos: o comprimento excede a largura e a espessura;
rígidos e locais de fixação e músculos e ligamentos;
apresenta cavidade medular (medula
amarela/gordura/tutano reserva energética); tem diáfise
(corpo) e a epífise (extremidade) – ex. bigorna, fêmur
(tabulares)
- Cintilografia: pontos aparentes de captação dos isótopos
para análise de tecidos e órgãos OBS.: na cavidade medular dos ossos de adultos e entre as
trabéculas (“buraquinhos”) dos ossos esponjosos há medula óssea
vermelha, amarela ou ambas; canal medular é na coluna vertebral

- Curtos: comprimento, largura e espessura se equivalem –


ex. carpo e tarso (cuboides)
- Chato ou plano: largura e comprimento se equivalem em
detrimento da espessura; função protetora; 2 lâminas de
osso compacto com tecido ósseo esponjoso no meio – ex.
frontal
- Densitometria: diagnóstico de osteoporose e osteopenia com
uso de iodeto de sódio ou gadolínio; avalia coluna lombar,
OBS.: Osso Heterotópico: aparece onde geralmente não existem;
região proximal do fêmur e terço distal do rádio – áreas normalmente nos tecidos moles – ex. parede abdominal pós
sujeitas a fraturas cirurgia e esqueleto fibroso do coração (tecido fibroso virou osso)
▪ Ossos de Jóquei – nas coxas a sobrecarga muscular
FUNÇÃO DOS OSSOS crônica causa pequenas hemorragias que se calcificam
- Proteção: da caixa torácica (costelas e esterno) e das e depois sofrem ossificação
vísceras (pulmão, coração), que em muitos casos são
agredidos por acidentes - Irregular: são ossos que, de sua forma peculiar, não podem
- Sustentação: colunas sustentadas pelos músculos e ser agrupados; tem várias formas – base do crânio, face e
articulações vertebra
- Atividade Hematopoiética: produção de células sanguíneas - Pneumático: apresenta cavidade para diminuir o peso; com a
- Depósito: sais de Ca, Mg e P – rigidez; em solução acida inspiração o ar preenche as cavidades dotadas de células
sofre descalcificação e sobra somente a parte orgânica caliciformes - muco – ex. seios paranasais (sinusite –
(colágeno) inflamação da mucosa)
- Alavancas: torque na física - Sesamoide: incluídos nos tendões para proteção do atrito
- Extração: punção da medula óssea vermelha – em bebês excessivo e alongam o braço da alavanca, economizando a
são retiradas de qualquer lugar, mas a partir dos 7 anos de força muscular – ex. patela
idade somente do esterno (fácil por ser superficial), colo do
fêmur, crista ilíaca, costelas e corpo das vertebras (L3 e
L4 ou L4 e L5)

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- Acessório: quando existem centros de ossificação


suplementares, as vezes as partes separas não se fundem ACIDENTES ÓSSEOS
ao osso principal, levando ao aparecimento de um osso
- Função: fixação de ossos, músculos e ligamentos
extra; comuns no pé, para evitar confundi-los com
- Linha: elevação linear não muito acentuada
fragmentos ósseos em radiografias e outras técnicas de
- Crista: borda mais proeminente
imagem – ex. processo posterior do talus
- Espinha: elevação aguda
- Incisura: corte em V
OBS.: Osso Supranumerário Acessório: uma variação anatômica
- Tuberosidade: área irregular
em que a quantidade normal é excedida sem causar prejuízo –
- Face: grande superfície
ex. costela supranumerária e polidactilia; já o Extranumerário
- Borda: saliência linear um pouco mais acentuada que a Linha;
causa prejuízo encontro de duas Faces
- Cabeça: área articular arredondada
- Trocanter: grande elevação cega
- Fossa: pequena depressão
- Côndilo: área articular não muito arredondada
- Epicôndilo: acima do côndilo
- Tubérculo: pequena elevação
- Maléolo: elevação em forma de martelo
- Forame: orifício no osso
- Sulco: depressão longa e estreita
- Meato: abertura de um canal
- Protuberância: inchaço ou nódulo
- Processo: que vai para frente
- Fóvea: pequena fossa
- Canal: orifício mais longo que um forame

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TIPOS DE CÉLULAS ÓSSEAS ▪ Osteoclasto: atua na reabsorção/decomposição da


- As células osteogênicas sofrem divisão celular e se matriz óssea
desenvolvem nos osteoblastos, que secretam matriz
intracelular óssea OSSIFICAÇÃO
- Periósteo: tecido conjuntivo fibroso que circunda os ossos,
menos nas superfícies articulares (cartilagem articular - Intramembranosa: formação de osso membranoso
hialina); função de nutrição, fixação de tendões e ligamentos diretamente do mesênquima; não passa pelo estágio de
e remodelamento ósseo cartilagem; se forma em cima de um modelo fibroso – ex.
▪ Camada profunda/Osteogênica: células osso chato do crânio (parietal e occipital) e mandíbula
osteoprogenitoras que se transformam em células 1- Diferenciação de células osteoprogenitoras em
ósseas – espessura osteoblastos (criam uma rede de trabéculas e espículas)
▪ Camada superficial/Fibrosa: tecido conjuntivo denso 2- Osteblastos sintetizam a matriz óssea que logo se
não modelado (ligamentos) calcifica, os aprisionando, sendo chamados agora de
osteócitos, formando assim lâminas ósseas irregulares
que gradativamente crescem e se fundem
3- Na face interna dos ossos cranianos, tem-se a
atividade de osteoclastos, que reabsorvem a matriz
óssea, permitindo o crescimento do cérebro. Ao mesmo
tempo, na face externa, os osteoblastos produzem
matriz óssea calcificada, mantendo a espessura do osso

- Células: OBS.: Ossos da abóbada/calvária craniana (frontal, parietal e


▪ Osteoblasto: forma a matriz óssea occipital) – o estágio intramembranoso é mais rápido, logo esse
▪ Osteócito: mantem o tecido ósseo processo é seguro para proteger o encéfalo
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da cartilagem no corpo principal do modelo ósseo
OBS.: Fontanela – permite o crescimento do encéfalo; (diáfise)
importância clínica para verificação do estado de hidratação e 5- Centros de ossificação secundários – surge após o
avaliação do desenvolvimento do crânio para evitar a fusão nascimento; as partes ossificadas são as epífises;
precoce (hipertensão intracraniana) condrócitos situados no meio da epífise sofrem
hipertrofia, e a matriz óssea (substância extracelular)
- Endocondral: formação de osso cartilaginoso; modelo entre eles se calcifica
cartilagíneo (hialina) com o aparecimento do pericôndrio e do 6- Artérias epifisiais crescem para o interior das
periósteo cavidades em desenvolvimento com células osteogênicas
1- Células mesenquimais se condensam e diferenciam em associadas
condroblastos, que se multiplicam e formam o modelo 7- Para que o crescimento continue, o osso formado a
cartilaginoso partir do centro primário na diáfise não se funde
2- Na região intermediária do modelo, a cartilagem calcifica àquele formado a partir dos centros secundários.
e há crescimento de capilares periosteais (irrigação) Assim, durante o crescimento de um osso longo, as
3- Formação do broto periosteal – vasos sanguíneos + lâminas epifisiais acabam sendo substituídas por osso
células osteogênicas 8- Disco/Lâmina epifisária -> Linha epifisária (crescimento
4- Centros de ossificação primário – iniciado pelos longitudinal com a modificação das células ósseas -- GH);
capilares no período embrionário, assim denominado a fusão epifisial ocorre entre a puberdade e a
porque o tecido ósseo formado substitui a maior parte maturidade

OBS.: a ossificação dos ossos curtos é semelhante àquela do OBS.: Fratura de Colles -> lesão no disco epifisário da extremidade
centro de ossificação primário dos ossos longos, e apenas um distal do rádio da criança ou idoso (osteoporose), logo essa parte
osso curto, o calcâneo, desenvolve um centro de ossificação da mão para de crescer e fica torta
secundário.

OBS.: Lei da Alternância ou de Godin -> durante o crescimento


longitudinal o crescimento em espessura entra em repouso, e
vice-versa

OBS.: parar de crescer = aparecimento da linha epifisária, ou


seja, toda a cartilagem foi substituída por osso
VASCULARIZAÇÃO ÓSSEA
OBS.: Metáfise -> parte alargada da diáfise mais próxima da - Os vasos sanguíneos que irrigam esse tecido se originam do
epífise; faz parte do disco epifisário; sofre ossificação periósteo (membrana que reveste o osso externamente);
dentro do osso os vasos se ramificam e ocupam canais
dentro da matriz óssea

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- Artérias nutrícias: uma ou mais por osso que surgem como Fratura em Galho Verde: comum em crianças
ramos independentes de artérias adjacentes fora do pela maior elasticidade; um lado do osso é
periósteo e seguem através do osso compacto da diáfise trincado e a outra parte permanece íntegra
pelos forames nutrícios (cavidades)
▪ Divide-se em ramos, irrigando a medula óssea, o osso
esponjoso e as partes mais profundas do osso
compacto; um osso cujo periósteo é removido morre
- O sangue chega aos osteócitos no osso compacto por meio
de Sistemas Haversianos ou Ósteons (sistemas de canais
microscópicos) que abrigam pequenos vasos sanguíneos
- Nervos Vasomotores: dentro dos ossos, causam constrição
ou dilatação dos vasos sanguíneos, controlando o fluxo - Avaliação da idade óssea: surgimento de material calcificado
sanguíneo através da medula óssea na diáfise e/ou nas epífises e o desaparecimento da linha
radio transparente (escura) que representa a lâmina epifisial
OBS.: já que a cartilagem (a ausência dessa linha indica que houve fusão das epífises)
é avascular, em uma ▪ Útil para prever a altura na vida adulta em
fratura deve descobrir o adolescentes com amadurecimento precoce ou tardio
forame nutrício e e ajuda a determinar a idade aproximada de restos
estancar; o periósteo é ósseos humanos em situações médico-legais
inervado (nervos - Necrose avascular: a perda do suprimento arterial de uma
periosteais) e sensível, epífise ou de outras partes de um osso resulta na morte do
logo a dor não acontece tecido ósseo
no osso
TIPOS DE FRATURAS
- As fraturas ósseas sempre deixam uma borda afiada,
frequentemente irregular, de osso – o conhecimento da
idade do paciente e da localização das epífises evita esses
APLICAÇÕES CLÍNICAS erros anatômicos
- Traumáticas: acidentes em que há aplicação de uma força ou
- Osteomalácia: inadequada calcificação por defeitos na movimentos repetitivos que lesionam o osso aos poucos
mineralização da matriz do osso; relacionado à Vit. D (induz a - Patológicas: sem explicação ou devido a pequenas pancadas -
- osteoporose ou em tumores ósseos
absorção de Ca no intestino)
- Simples: apenas o osso é atingido
- Raquitismo: em crianças, anormalidade na formação da placa
- Expostas: a pele é perfurada, havendo a visualização do osso
epifisiária, com áreas não mineralizadas e retardo da -- lesão aberta (susceptível a infecções; uso de antibióticos
maturação óssea profiláticos)
- Osteopenia: início da perda da densidade óssea - Complicadas: afetam outras estruturas além do osso
- Osteoporose: durante o envelhecimento há diminuição da (nervos, músculos ou vasos sanguíneos)
matéria orgânica e inorgânica, ocorrendo redução da - Incompletas: não geram quebra, mas resultam nos sintomas
densidade óssea ou atrofia do tecido – fratura ocorre de de fratura
forma espontânea pela perde de elasticidade - Cominutiva: resulta em vários fragmentos; comum em osso
irregular (vértebra)
- Espiral: torção excessiva do osso

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OBS.: Fratura por stress -- se a pessoa apontar o dedo, pode


afirmar que tem lesão

OBS.: Durante a consolidação óssea, os fibroblastos (células de


tecido conjuntivo) adjacentes proliferam e secretam colágeno,
com formação de um calo ósseo para manter os ossos unidos; há
remodelagem óssea na área de fratura e o calo se calcifica para
ser reabsorvido e substituído por osso. Depois de alguns meses,
restam poucos sinais da fratura, principalmente em jovens

OBS.: nos ossos em crescimento, a consolidação das fraturas é


mais rápida do que nos ossos de adultos.

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Sistema Muscular

INTRODUÇÃO - Durante uma aula de Pitágoras, o teto desabou e ele


sustentou com uma das mãos
- Miologia: estudo dos músculos - Quando um bezerro nascia, ele carregava-o no colo todos os
- Esplancnologia: estudo das vísceras – há músculos envolvidos dias, e conforme o bezerro crescia, ele aumentava sua
- Movimentos, peristaltismo – contração e relaxamento massa muscular com o exercício
- Aparelho locomotor: sistema muscular, articular, esquelético ▪ Base do treinamento com peso na musculação, no
e cardiovascular fisiculturismo e no halterofilismo
- Número de músculos estriados esqueléticos → 327 pares e ▪ Para manter o trofismo muscular é necessário
2 ímpares exercício contínuo
- Número de músculos lisos → 47 pares e 2 ímpares - Trofismo muscular, trabalho continuado e trofismo físico
- Miosite: inflamação dos músculos OBS.: as células musculares não se multiplicam e sim suas
- Ao contrair, o músculo aumenta de volume – “sensação de organelas, chamadas de miofibrilas – actina e miosina
um ratinho andando”
- Estado de vigor físico FUNÇÃO
▪ Estética – harmonia e proporção dos segmentos - Força muscular – seleção e sobrevivência dos animais
▪ Silhueta corpórea - Movimentação do dia a dia
- Há uma desproporção muscular nos fisiculturistas – - Peristaltismo no trato digestório
provavelmente ingerem bomba - Movimentos cardíacos e do diafragma (respiração = vida)
- Os movimentos produzidos por um músculo longo é mais - Contração materna durante o parto
amplo do que o produzido por um músculo curto - Postura, locomoção e movimentos segmentares
- A célula muscular está normalmente sob o controle do - Irritabilidade, condutividade, extensibilidade e elasticidade
sistema nervoso – cada músculo possui o seu nervo motor,
o qual se divide em muitos ramos para poder controlar todas
as células do músculo FIBRA MUSCULAR
- Placa motora: é a região da membrana plasmática de uma
fibra muscular (sarcolema) onde se dá o encontro entre o - Fibras: são células alongadas e fusiformes
nervo e o músculo -- quando o impulso nervoso passa
através do nervo, a placa motora transmite o impulso às
células musculares determinando a sua contração
▪ Músculo voluntário: quando o impulso para contração
resulta de um ato de vontade
▪ Músculo involuntário: quando o impulso para contração
parte de uma região do sistema nervoso
OBS.: há músculos estriados, voluntários, esqueléticos, e que só
estão sob o controle da vontade parcialmente – ex. diafragma e
os músculos da respiração

▪ Endomísio: delgado tecido conjuntivo que envolve cada


HISTÓRIA DO FISICULTURISMO fibra muscular
- Milton de Crotona (510 a.C), filho de Diotimus, foi um célebre ▪ Perimísio: delgado tecido conjuntivo que envolve muitas
atleta grego destacando-se na luta e foi o iniciador do fibras musculares, agrupadas em fascículos
fisiculturismo
- Ganhou 12 competições e 6 olimpíadas e jogos píticos

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▪ Tipo II x: tipo mais rápido – mais ricas em glicogênio,
pois é miosina de explosão (corredores de 100m
▪ Epimísio: a bainha conjuntiva que envolve grupos de
rasos); pouca resistência e muita força
fascículos, que por sua vez formam um músculo
- A unidade funcional do músculo é a célula, que contêm
miofibrilas
- Miofibrilas: são organelas que formam o sarcômero –
aumento do volume muscular
- Sarcômero: é a unidade contrátil

OBS.: os exercícios diminuem o tipo II x e aumentam o tipo I; no


idoso há menos do tipo II x e mais do tipo I

FIBRAS BRANCAS E VERMELHAS


- O que diferem é a quantidade de mioglobina
- Carne vermelha tem mais mioglobina
- Quanto maior for o número de fibras, mais forte será o
- Fibras vermelhas: conhecidas como tipo I, são mais
músculo, do mesmo modo, quanto maior for o comprimento
comumente usadas em atividades que demandem intensidade
da fibra muscular, maior será a capacidade de contração
baixa à moderada, com longa duração, e de forma lenta –
- Um dos componentes da molécula de miosina (de cadeia
necessitam de um maior fornecimento sanguíneo; seu
pesada), determina as características da fibra:
metabolismo é o aeróbico, o qual permite que o músculo seja
▪ Tipo I: é lento – existe nos maratonistas (resistência)
utilizado para trabalhos de resistência
- Fibras brancas: de contração rápida, as fibras do tipo II têm
maior diâmetro quando comparadas as fibras vermelhas –
possuem um metabolismo anaeróbico, elas são mais usadas
quando o indivíduo exerce atividades de curta duração e com
alta intensidade, velocidade e força
- As aves de voo longo (migração) apresentam na musculatura
do peito vermelha – precisam de muito O2 nos voos de
longa distancia
- Variedade musculares: músculos estriados esqueléticos,
▪ Tipo II a: tipo intermediário – oxidativa-glicolítica-rápida estriados cardíacos e músculos lisos
(andar e corrida)
MÚSCULOS LISOS

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OBS.: musculatura da mímica: no homo sapiens a musculatura
- Possui contração involuntária e lenta e pode ser encontrado estriada esquelética ficou restrita a face e ao pescoço
na parede de órgãos ocos como o sistema digestório, bexiga OBS.: platisma: é um músculo superficial e - ao contrário de
e artéria outros músculos - diretamente conectado à pele – lamina de
- Diferentemente do músculo cardíaco, esse músculo não musculatura achatado
apresenta estrias e, por isso, recebe a denominação de liso o Há 3 camadas de estratificação, visualizada no tronco e
- Encontrado nas vísceras e na pele (ereção dos pelos) – é raízes dos membros, camada areolar, fáscia superficial
controlada pelo sistema nervoso autônomo (platisma, bacon do porco) e camada lamelar (tem vasos
sanguíneos) – importante na expressão facial
MÚSCULOS ESTRIADOS CARDÍACOS

- Estriado: formadas pela disposição paralela e regular das


miofibrilas no citoplasma
- Também chamado de miocárdio, é o músculo que recobre o - Tônus muscular: certo grau de contração reflexa
coração e permite os movimentos desse órgão, favorecendo - Tendões: é uma fita ou cordão fibroso, formado por tecido
o transporte de sangue e oxigênio para outros órgãos e conjuntivo denso, graças ao qual os músculos se inserem nos
tecidos do corpo, mantendo o bom funcionamento do corpo ossos ou nos outros órgãos (cartilagem, cápsulas articulares,
- Esse músculo é classificado como involuntário, pois a sua septos intermusculares, derme, tendão de outro músculo, . . )
função é desempenhada independente do desejo da pessoa – manter o equilíbrio estático e dinâmico do corpo
- Apresenta estriações, podendo também ser chamado de
▪ Em uns poucos músculos, aparecem tendões
estriado cardíaco, e é constituído por células alongadas e
interpostos a ventres de um mesmo músculo, e esses
ramificadas que contraem de forma vigorosa e rítmica
tendões não servem para fixação no esqueleto
▪ Tendão de origem: extremidade do músculo presa à
MÚSCULOS ESTRIADOS ESQUELÉTICOS peça óssea que não se desloca – ponto fixo, parte
proximal ou medial; sempre o movimento é feito no
sentido da origem
▪ Tendão de inserção: extremidade do músculo presa à
peça óssea que se desloca – parte distal, lateral ou
ponto móvel (faz o movimento)
▪ Um músculo pode alterar seus pontos de origem e
inserção em determinados movimentos – quando um
atleta eleva seu corpo numa barra, é o braço que se
flete sobre o antebraço e a peça óssea em
- Um músculo esquelético típico possui uma porção média e deslocamento é o úmero (extremidade ulnar será a
extremidades origem, ponto fixo, e a extremidade umeral será a
▪ A porção média é carnosa, vermelha no vivente inserção, ponto móvel
(vulgarmente chamada "carne") e recebe o nome de ▪ O músculo braquial prende-se na face anterior do
ventre muscular – predominam as fibras musculares; úmero e da ulna, atravessando a articulação do
é, portanto, a parte ativa do músculo (parte contrátil) cotovelo, Ao contrair-se, executa a flexão do
antebraço e consideramos sua extremidade umeral
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- Fáscia muscular: é uma lâmina de tecido conjuntivo que
(proximal) como origem e sua extremidade ulnar (distal) envolve cada músculo, sua espessura varia
como inserção ▪ Às vezes, a fáscia muscular é muito espessada e pode
contribuir para prender o músculo ao esqueleto
▪ Permite o fácil deslizamento os músculos entre si
▪ Servem como origem ou inserção para os músculos,
constituem retináculos e fitas especializadas para os
tendões e são vias de passagem para vasos e nervos

▪ Septos intermusculares: são prolongamentos que


partem das fáscias musculares, quando espessadas,
que terminam se fixando no osso – separam grupos
musculares em compartimentos (membros)

- Aponeuroses: é qualquer uma das fáscias mais profundas e


mais grossas que prendem os músculos aos ossos;
assemelham-se a tendões achatados – geralmente diferem
dos tendões apenas por serem planos e finos

- Movimento de barra – inverte, o ponto que era de origem


fica a inserção – origem tuberosidade do rádio e a inserção
no tubérculo supraglenoidal e no processo coracoide

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- Tendão não se contrai – fibra colágena e elástica – tecido


conjuntivo denso modelado
- Meso = meio ou ligamento – mesotendão
- Bainhas ou bolsas sinoviais – diminuir o atrito e envolvem o
tendão

OBS.: órgãos acessórios: fáscias, aponeuroses, bainhas fibrosas e


sinoviais dos tendões e as bolsas sinoviais
o Bainhas fibrosas: constituídas de conjuntivo denso, são
forradas por bainhas sinoviais e estão inseridas nos ossos
formando canais osteofibrosos; cada bainha sinovial forma
dois cilindros concêntricos, entre os quais existe líquido
sinovial, cilindro interno aloja o tendão envolvido por seu
peritendão – tendões dos músculos flexores dos dedos
✓ Bolsa e bainhas sinoviais diferem no formato, são OBS.: injeções intramusculares -> usadas quando existe o desejo
revestidas internamente pela membrana sinovial para da pronta absorção, quando há indicação de doses maiores que
facilitar nos movimentos corporais – bursite não dá aquelas que podem ser fornecidas por via subcutânea ou quando
nem para pentear o cabelo o medicamento é muito irritante para ser administrado por via SC
o Mesotendão: são as pregas da sinovial que conserva os o Os locais comuns das injeções IM são a nádega na área do
tendões nas respectivas bainhas – vasos sanguíneos músculo glúteo médio, a região lateral da coxa na parte
chegam ou partem do tendão (tendões se nutrem por ele) média do músculo vasto lateral e o músculo deltoide do
o Nas cirurgias sobre os tendões é fundamental. manter-se a ombro
integridade do mesotendão – isto que previne a formação o Os músculos dessas áreas, especialmente os glúteos nas
de aderências fibróticas capazes de dificultar movimentos nádegas, são bem mais espessos e a absorção é propiciada
pela signiͅcativa irrigação sanguínea.
o Para evitar lesão, as injeções IM são aplicadas
profundamente, longe dos principais nervos e vasos
sanguíneos
o As injeções IM são absorvidas mais rapidamente eu os
medicamentos orais, porém mais lentamente que as infusões
intravenosas

CLASSIFICAÇÃO
- Quanto à forma do músculo e ao arranjo de suas fibras: os
músculos têm as fibras dispostas paralelas, oblíquas ou
circulares
▪ Disposição paralela das fibras: pode ser encontrada
tanto em músculos nos quais predomina o comprimento
(músculos longos), quanto em músculos nos quais
comprimento e largura se equivalem (músculos largos)
– levantamento de peso de longa distancia
➢ Músculos longos: muito comum notar-se uma
convergência das fibras musculares em direção
aos tendões de origem e inserção – podem ser
fusiformes, cônicos ou cilindros (redondos)

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▪ Disposição circular das fibras: são músculos circulares,
que rodeiam orifícios e canais, como os músculos
➢ Músculos largos: as fibras podem convergir para
orbiculares (esfíncter reduzir o calibre de algo)
um tendão em uma das extremidades, tomando o
aspecto de leque – podem ser triangulares
(leque), quadrangulares ou romboide (diamante)

OBS.: os músculos fusiformes se encontram em locais onde


requerem a execução de movimentos rápidos e amplos; os
músculos penados se encontram em locais onde requerem
movimentos de pequena amplitude, porém enérgicos

▪ Disposição obliqua das fibras: músculos cujas fibras são


oblíquas em relação aos tendões, porque lembra a das - Quanto a origem: quando os músculos se originam por mais
barbas de uma pena – músculos peniformes (são de de um tendão, diz-se que apresentam mais de uma cabeça
força – quadríceps) ou origem – são classificados como músculos bíceps, tríceps
❖ Unipenados: se os feixes musculares se prendem ou quadríceps
numa só borda do tendão – ex. extensor comum ▪ m. bíceps braquia, m. tríceps sural, m. quadríceps
dos dedos dos pés femoral
❖ Bipenados: se os feixes se prendem nas duas
bordas do tendão – músculos da coxa (reto
femural)
❖ Multipenado: caso o tendão se ramifique dentro
do músculo penado -- músculos do ombro
❖ Circumpenado: -- músculo da perna

- Quanto a inserção: os músculos podem inserir-se por mais


de um tendão. quando há dois tendões são bicaudados, três
ou mais, policaudados
▪ m. extensor longo dos dedos do pé, músculos flexores
e extensores dos dedos da mão

Circumpenado
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- O indivíduo que se abaixa para apanhar um objeto caído
- Quanto ao ventre muscular: alguns músculos apresentam no chão, os músculos que não estão diretamente
mais de um ventre muscular, com tendões intermediários relacionados com o movimento principal (apreensão do
situados entre eles objeto), mas que estabilizam as diversas partes do
▪ Digástricos: músculos que apresentam dois ventres corpo para tornar possível a ação principal, denominam-
▪ Poligástricos: músculos que apresentam mais de dois se fixadores ou posturais
ventres – m. reto do abdome ▪ Seguram a extremidade proximal de um membro
enquanto os movimentos ocorrem na extremidade
distal
- Músculos sinergistas e fixadores não têm conceituação
unânime entre os anatomistas
OBS.: importância do alongamento -> alcançar o arco de
movimento normal das articulações e a mobilidade dos tecidos
moles ao redor delas – os músculos devem ser alongados até
surgir discreto desconforto (não dor), devendo ser mantidos
- Quanto a ação: dependendo da ação principal resultante da assim por 30s; deve ser feito depois do aquecimento a fim de
contração do músculo, o mesmo pode ser classificado como aumentar mais efetivamente a amplitude de movimento
flexor, extensor, adutor, abdutor, rotador medial, rotador o Melhora o desempenho físico, diminui o risco de lesão, reduz
lateral, pronador, supinador, flexor planear, flexor dorsal, a dor muscular e melhora a postura
depressores ou abaixadores, levantadores ou elevadores, o Antes da atividade física deve alongar 30s – movimentos de
orbiculares, esfíncteres, dilatadores, tensores, retratores aquecimento do ombro para evitar as dores de estudo e
ou protratores após dirigir (famoso nó, caroço – carga no elevador da
escápula, que fica contraído constantemente) – calor e
massagem melhora
CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL
- Agonista: quando um músculo é o agente principal na ELEMENTOS CONJUNTIVOS
execução de um movimento – contrai para causar uma ação - Tendão, aponeuroses, fáscia, septo, rafe, retináculo,
- Antagonista: quando um músculo se opõe ao trabalho de um epimísio, perimísio e endomísio
agonista, seja para regular a rapidez ou a potência de ação - Septo: divide o musculo (fáscia muscular) em
– se alonga e sede aos efeitos do agonista compartimentos, é importante, pois em casos de infecção
- O agonista e o antagonista estão normalmente localizados eles ajudam para que ela não se propague para outros
em lados opostos do osso ou articulação compartimentos – septos e fáscia servem como barreiras
- Sinergista: para evitar movimentos indesejados nas - A fáscia mergulha até atingir o musculo – formando um
articulações intermediárias ou para auxiliar o movimento do septo
agonista, estes músculos se contraem e estabilizam as - Rafe escrotal: do pênis, escroto, períneo – quando dois
articulações intermediárias antimeros se fundem = rafe na parte medial
- Aponeurose: ventres musculares que se sobressaem
- Retináculo: ajuda a manter os tendões no seu sítio normal
para não estourarem – é a mesma coisa que fáscia, porém
ele é um espessamento localizado da fáscia muscular

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2. Os nervos motores se conectam aos músculos através


das placas motoras
3. Com a chegada do impulso nervoso, as terminações
axônicas do nervo motor lançam sobre suas fibras
musculares a acetilcolina, uma substância
neurotransmissora
4. A acetilcolina liga-se aos receptores da membrana da
fibra muscular, desencadeando um potencial de ação
5. Os filamentos de actina e miosina se contraem, levando
à diminuição do sarcômero e consequentemente
- Epimísio e fáscia muscular: difícil saber por que conjuntivo provocando a contração muscular
com conjuntivo se fundem 6. A contração muscular segue a "lei do tudo ou nada" – a
fibra muscular se contrai totalmente ou não se contrai;
OBS.: o periósteo tem a camada externa para a origem e se o estímulo não for suficiente, nada acontece
inserção de músculos, ligamentos e tendões e a interna, que é - A contração muscular pode ser de dois tipos:
osteogênica (remodelação de fraturas) ▪ Contração isométrica: quando o músculo se contrai,
sem encurtar o seu tamanho, ou seja, a tensão
gerada não é suficiente para superar a resistência
do objeto – ex. a manutenção da postura, segurar
CONTRAÇÃO MUSCULAR um peso mantendo-o imóvel usando um braço
estendido; essa contração é importante para
estabilizar articulações
▪ Contração isotônica: quando a contração promove o
encurtamento do músculo, ou seja, a força de
contração é quase constante enquanto ele muda de
comprimento – ex. movimento dos membros
inferiores; movimentos corporais e mover objetos
- Movimentos repetitivos: os tendões cansam com os
movimentos constantes e afetam a bainha sinovial, é o caso
de tenossinovite (inflamação da sinovial que envolve o tendão)

MECÂNICA MUSCULAR
- Actina mais fina e miosina mais grossas
- Contração é o deslizamento das miofibrilas uma sobre a - Um músculo pode desenvolver força máxima de 50N/cm2
outra - As células musculares esqueléticas não se multiplicam com o
- Sarcômero: unidade contrátil, entre duas linhas Z – treinamento, o que aumenta é o número de filamentos finos
composto por actina e miosina e grossos
- Para que ocorra a contração muscular são necessários três - Movimentos do olho e da mão são muito precisos
elementos: - A contração do ventre muscular vai produzir um trabalho
▪ Estímulo do sistema nervoso; mecânico
▪ As proteínas contráteis, actina e miosina; - Ao contrair o ventre muscular, há um encurtamento do
▪ Energia para contração, fornecida pelo ATP comprimento do músculo e consequente deslocamento da
- Mecanismo de contração: peça esquelética
1. O cérebro envia sinais, através do sistema nervoso, - O trabalho (T) realizado por um músculo depende da potência
para o neurônio motor que está em contato com as (F) do músculo e da amplitude de contração (E) do mesmo:
fibras musculares

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T=FxE

▪ A potência (ou força) do músculo está diretamente


relacionada com o número de fibras do ventre muscular
e a amplitude de contração depende de seu grau de
encurtamento
▪ O aumento prolongado da intensidade do trabalho, como
ocorre, por exemplo, com atletas ou trabalhadores
braçais, produz aumento de volume das fibras,
hipertrofia, nunca aumento do número delas
(hiperplasia) - Fuso neuromuscular: é um receptor sensorial composto por
- Ponto motor: local onde o nervo penetra no músculo fibras/feixes musculares – sua principal função é sinalizar
- Unidade motora: é a relação entre um axônio e o número de mudanças de comprimento do músculo o qual se encontra
fibrocélulas inervadas por ele - No reflexo patelar durante o exame com o neurologista
- Placa motora: é a junção entre a parte terminal de um deve sempre ficar de lado para o paciente não chutar
axónio motor com uma placa motora (ou sinapse
neuromuscular) onde se dá o encontro entre o nervo e o
músculo permitindo desencadear a contração muscular
▪ Poliarterite nodosa (PAN): conhecida como VASOS E NERVOS DOS MÚSCULOS
panarterite nodosa, periarterite nodosa ou doença de
Kussmaul-Meier é uma inflamação que danifica artérias - A atividade muscular é controlada pelo sistema nervoso --
medianas e pequenas (vasculite) causado pelas células nenhum músculo pode contrair-se se não receber estímulo
autoimunes (sistema de defesa se agride), levando a através de um nervo
formação de aneurismas nodulares nestes vasos que - Se acaso o nervo for seccionado, o músculo deixa de
podem romper e sangrar – se chegar na placa funcionar e, por esta razão, entra em atrofia
motora não tem mais jeito (cadeira de rodas); ▪ A imobilização prolongada, por exemplo, por
detectada pelo exame eletromiografia (choques engessamento, no caso de tratamento de fratura,
elétricos) também pode levar a atrofia, inclusive porque, além de
impedir o movimento, também reduz o suprimento
sanguíneo na musculatura
▪ Se o nervo se regenerar é possível a recuperação da
função muscular dentro de prazos variáveis,
geralmente não inferiores a um ano – a avaliação e o
reconhecimento da sequência e cronologia da
recuperação da função muscular podem ser
acompanhados pelo reaparecimento dos movimentos
- Os músculos recebem eficiente suprimento sanguíneo
através de uma ou mais artérias, que neles penetram por
uma das extremidades ou pelo meio de seu ventre – energia
para o trabalho mecânico
- As artérias dividem-se em ramos cada vez menos
calibrosos, dispondo-se no sentido das fibras musculares, e
se ramificam intensamente, formando um extenso leito
capilar

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MÉTODO DE ESTUDO
- A contração muscular é um fator preponderante para - Eletromiografia: é o método utilizado para registrar os tipos
impulsionar o sangue e a linfa, pelas veias e pelos vasos de atividade elétrica muscular – os eletrodos são colocados
linfáticos, em direção ao coração no interior do músculo ou sobre a pele que os recobre
- Cada musculo é inervado por um ou mais nervos que contêm
fibras motoras, sensitivas, simpáticas e parassimpáticas
▪ O impulso nervoso é transmitido pelas fibras motoras
▪ As fibras sensitivas servem à sensibilidade muscular,
ao passo que as fibras simpáticas e parassimpáticas
respondem apenas pela vasomotricidade
- Unidade motora: a estrutura que compreende um neurônio
(dendritos, com pericárdio e seu axônio) e as fibras
musculares inervadas – a força de um músculo depende da
- Ressonância Magnética: para detectar tecidos moles, pois já
quantidade de unidades motoras em ação, quanto mais
que tem muita água, ela desorganiza os íons hidrogênios e
precisos os movimentos de um músculo, menor é o número
quando ocorre a organização a imagem é produzida
de fibras inervadas pelo neurônio
▪ Permite uma avaliação mais completa das lesões
- Nervos e artérias sempre penetram pela face mais musculares – conseguem mostrar, de forma mais
profunda do músculo, pois estão mais protegidos
clara, as inflamações em grandes áreas musculares
- O conhecimento dos pontos de origem e a penetração dos
ramos musculares de um nervo são importantes nos casos
de fratura, para maior precisão do diagnóstico da lesão,
para escolha da melhor abordagem cirúrgica e para melhor
previsão da recuperação e reabilitação

CRITÉRIO DE NOMENCLATURA - Anatômico: analisa a composição do corpo humano em


partes e seus segmentos
- Penado e bipenado
- Quanto ao arranjo das fibras:
▪ Fibras paralelas: longos e largos
▪ Fibras obliquas: unipenados, bipenados, circumpenados
e multipenados
- Quanto ao número de origens: bíceps, tríceps e quadríceps
- Quanto ao número de inserções: bicaudados e policaudados
- Quanto ao número de ventres: digástricos e poligástricos
- Quanto a ação: flexão, extensão, adução, abdução, pronação, - Palpação: consiste em usar as pontas dos dedos ou as
supinação, elevação, abaixamento, ação esfincteriana e palmas das mãos para examinar o corpo, geralmente quando
peristáltica se suspeita de uma doença – permite avaliar o tamanho,
- Quanto à forma geométrica: forma, firmeza, mobilidade ou localização de determinado
▪ Fusiformes, cônicos e cilíndricos – disposição paralela órgão ou estrutura
do tipo longo - Clínico: permite a abordagem do outro, nas relações
▪ Triangulares, quadrangulares e romboides – paralelas interindividuais e nas relações sociais
do tipo largas
▪ Circular
- Quanto a função: agonista, sinergista, antagonista e
fixadores

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TERMINOLOGIAS
- Ultrassonografia: também conhecida por ecografia e - Hipertrofia: aumento do tamanho do músculo
ultrassom, é um exame de imagem diagnóstico que serve - Hipotrofia: diminuição do tamanho do músculo
para visualizar em tempo real qualquer órgão ou tecido do - Atonia: ausência de tônus
corpo – quando o exame é realizado com Doppler, o médico - Hipotonia: diminuição do tônus muscular
consegue observar o fluxo sanguíneo dessa região - Hipertonia: aumento do tônus muscular
▪ É possível avaliar as articulações, tendões, músculos, - Paresia: dificuldade de contração muscular
fáscias, ligamentos, derrames articulares, cistos, - Paralisia: ausência de movimentos
nodulações e coleções líquidas - Discinesia: todo movimento involuntário
- Ataxia: incoordenação dos movimentos

OBS.: com a idade perdemos até 10% do peso

CONSIDERAÇÕES CLÍNICAS
- Manguito Rotador: é formado por um conjunto de quatro
- Tomografia: é um exame médico radiológico que permite músculos responsáveis por movimentar e dar estabilidade ao
visualizar as estruturas anatômicas na forma de cortes ombro, que são o infraespinhal, o supraespinhal, o redondo
▪ Fornece imagens mais precisas do que as de uma menor e o subescapular, junto com seus tendões e
radiografia e consegue detectar alterações muito ligamentos
sutis em tecidos, ossos, órgãos e outras estruturas
do tórax, abdômen, coluna e cérebro

- Eletrocardiograma: conhecido como ECG ou eletro, é feito


com um aparelhinho ligado a eletrodos que avalia o ritmo dos
batimentos cardíacos em repouso

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Sistema Nervoso

INTRODUÇÃO - SNC é contido no esqueleto axial


- O sistema nervoso é um sistema especialmente complexo, - Nervos: são cordões esbranquiçados que unem a PCSN aos
responsável pelo controle, integração e coordenação de órgãos periféricos – conjunto de axônios com seus
todas as funções orgânicas respectivos envoltórios de tecido conjuntivo
- Ao receber estímulos aplicados à superfície ou no interior do ▪ Nervos espinais: comunicam a periferia com a medula
corpo, é capaz de interpretá-los e de desencadear espinal e vice versa – 31 nervos
respostas adequadas a esses estímulos, permitindo ao corpo ➢ O nervo espinal é formado pela fusão de duas
reagir a mudanças contínuas, respondendo rapidamente raízes: uma ventral e outra dorsal
através de impulsos nervosos ➢ A raiz anterior possui apenas fibras motoras
- O SN também é responsável por nossas percepções, (eferentes), cujos corpos celulares estão
comportamento e memória situados na coluna anterior da substância
- Na medida em que se sobe na escala zoológica, é maior a cinzenta da medula
complexidade do SN, apresentando seu desenvolvimento ➢ A raiz posterior possui fibras sensitivas
máximo no homem, respondendo também por fenômenos (aferentes) cujos corpos celulares estão situados
psíquicos altamente elaborados no gânglio sensitivo da raiz posterior, que se
- A importância do sistema nervoso é tamanha, que seu apresenta como uma porção dilatada da própria
estudo constitui uma disciplina ou conteúdo à parte no raiz
currículo dos cursos da área da saúde, a Neuroanatomia ➢ A fusão das raízes sensitiva e motora resulta no
nervo espinal – significa que o nervo espinal é
sempre misto, isto é, está constituído de fibras
aferentes e eferentes
➢ Distribuição dos nervos espinais: logo após a
fusão das raízes anterior e posterior o nervo
espinal divide-se em dois ramos: anterior (mais
calibroso) e posterior (menos calibroso); os ramos
posteriores inervam a pele e os músculos do
dorso; os ramos anteriores são responsáveis
pela inervação dos membros e da porção ântero-
lateral do tronco
➢ Formação dos plexos nervosos: os ramos
anteriores que inervam a parede torácica e
abdominal permanecem relativamente isolados ao
longo de todo o seu trajeto – nas regiões
- O SN pode ser dividido em: cervical (pescoço) e lombossacral, porém, os
▪ Parte central do sistema nervoso (PCSN): se localiza ramos anteriores entremeiam-se para formar
dentro do esqueleto axial e é responsável por receber os chamados plexos nervosos, dos quais
estímulos, gerar comandos e desencadear respostas emergem nervos terminais
– consiste no encéfalo (dentro da cavidade craniana) e
na medula espinal (dentro do canal vertebral)
▪ Parte periférica do sistema nervoso (PPSN): é
responsável por conduzir os estímulos até a PCSN ou
levar os comandos da PCSN até os órgãos efetuadores
– inclui os nervos cranianos, os nervos espinais, os
gânglios e as terminações nervosas
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OBS.: os nervos oculomotor, troclear e abducente inervam
músculos que movimentam o olho, e o 3º par é também
▪ Nervos cranianos: comunicam a periferia com o
responsável pela inervação de músculos chamados intrínsecos do
encéfalo e vice versa – 12 pares:
olho, como o músculo esfíncter da íris (que fecha a pupila) e o
➢ I – Olfatório: sensitivo e ligado à olfação, como o
músculo ciliar (que controla a forma da lente)
nome indica, iniciando-se em terminações
nervosas situadas na mucosa nasal o Os nervos facial, glossofaríngeo e vago são altamente
➢ II – Óptico: sensitivo, origina-se na retina e está complexos no que se refere aos componentes funcionais, e
relacionado com a percepção visual estão relacionados à sensibilidade gustativa e de vísceras,
➢ III – Oculomotor além de inervar glândulas, musculatura lisa e esquelética. O
➢ IV – Troclear nervo vago é um dos nervos cranianos mais importantes,
➢ V - Trigêmeo: predominantemente sensitivo, e é pois inerva todas as vísceras torácicas e a maioria das
responsável pela sensibilidade somática de quase abdominais
toda a cabeça – um pequeno contingente de
fibras é motor, inervando a musculatura - Gânglios: são dilatações relacionadas (próximas) a alguns
mastigadora, isto é, músculos que movimentam a nervos, constituídas principalmente de corpos de neurônios,
mandíbula na PPSN – aglomerado de corpos celulares de neurônios
➢ VI – Abducente fora do SNC
➢ VII – Facial: - O tecido nervoso é formado por dois tipos de células:
➢ VIII – Vestibulococlear: é puramente sensitivo, ▪ Neurônios: unidade morfofuncional especializado na
constituído de duas porções: a porção coclear comunicação rápida – caracteriza o formato e função
está relacionada com os fenômenos da audição e ▪ Neuroglia: conjunto de células mais abundantes do
a porção vestibular, com o equilíbrio tecido nervoso e fica entre neurônios
➢ IX – Glossofaríngeo:
➢ X - Vago: NEURÔNIOS
➢ XI – Acessório: inerva músculos esqueléticos,
porém parte de suas fibras acola-se ao vago e
- Aspecto estrelar – são células altamente excitáveis que se
com ele é distribuída. comunicam entre si ou com células efetuadoras (células
➢ XII – Hipoglosso: inerva os músculos que musculares e glândulas); apresenta 3 regiões:
movimentam a língua, e, por isso, é considerado ▪ Corpo celular: centro metabólico do neurônio, contém
como o nervo motor da língua
núcleo, citoplasma (pericário) e organelas
citoplasmáticas – responsável pela síntese de todas as
proteínas neuronais e da maioria dos processos de
degradação e renovação celulares
▪ Dendritos: do grego, déndron = árvore; são curtos, de
contorno irregular, e ramificam-se originando dendritos
de menor diâmetro, como galhos de uma árvore –
especializados em receber estímulos.
▪ Axônios: do grego, áxon = eixo; é um prolongamento
longo que se origina do corpo celular ou de um dendrito
principal, na região denominada cone de implantação –
tem a capacidade de promover alteração do potencial
de membrana (potencial de ação ou impulso nervoso); o
axônio é capaz de gerar e conduzir o potencial de ação

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- Sentido da informação:
NEURÓGLIA
Dendrito -> corpo celular -> axônio
- Compreende as células mais frequentes do tecido nervoso,
não-excitáveis, e formam o arcabouço deste tecido
- Impulso nervoso: gradiente eletroquímico entre o interior e - Possuem funções de sustentação, nutrição, revestimento e
exterior da célula – potencial de ação isolamento dos neurônios – parte central do SN
- Sinapse neuronal: comunicação entre dois neurônios (pode - Na PCSN, a neuroglia inclui:
encostar) – os neurônios entram em contato com outros ▪ Oligodendrócitos: poucos dendritos e forma a bainha de
neurônios principalmente através de suas terminações mielina do SNC
axônicas, passando-lhes as informações ▪ Artrocitos: formato de estrela e são responsáveis por
- Sinapses neuroefetuadoras: na PPSN, terminações axônicas impedir a entrada de microrganismo pela barreira
podem relacionar-se também com células não neuronais hematoencefálica
(células efetuadoras), como as musculares e as secretoras, ▪ Micróglia: fagocita corpo estranho
controlando suas funções ▪ Células Ependimárias: revestem os ventrículos e forma
- Os neurônios podem ser do tipo aferente, eferente ou de o liquor (líquido cerebrospinal)
associação: ▪ Neurolemócito ou Células de Schamm: formam a bainha
▪ Aferente ou sensitivo: sensação; levam informações de mielina e de neurilema em torno das fibras
sobre as modificações ocorridas no meio externo ou nervosas do SNP
interno, para a PCSN – ex. informação da mão para o
cérebro captar a informação
➢ mão -> braço -> parte posterior da medula ->
neurônio associativo -> córtex cerebral no
cérebro
▪ Associativo: se liga ao neurônio motor para levar a
informação da medula ao cérebro – fazem conexão
entre os neurônios
▪ Eferente ou motor: comando/contração; conduzem o
impulso nervoso da PCSN ao órgão efetor (músculo ou
glândulas), determinando, portanto, uma contração
muscular ou uma secreção glandular – ex. informação
para um músculo ou glândula contrair

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BAINHA DE MIELINA
- A mielina é uma camada de lipídeo e proteínas que forma a
bainha de mielina em torno de alguns axônios, aumentando
muito a velocidade de condução do impulso nervoso
- A bainha de mielina funciona como isolante elétrico, sendo
interrompida a intervalos chamados de nódulos de Ranvier
- É importante ressaltar que a PPSN possui maior capacidade
de regeneração que a PCSN pois a neuroglia da PP possui
maior capacidade de secretar fatores tróficos que a PC
- Quando envolvidos por bainha de mielina os axônios são
denominados fibras nervosas mielínicas e na ausência dela DIVISÃO DO SN
denominam-se fibras nervosas amielinicas – ambos os tipos
- O SN pode ser dividido conforme critérios anatômicos,
ocorrem tanto na PCSN quanto na PPSN
embriológicos e funcionais e em relação à segmentação
OBS.: substâncias branca e cinzenta na Parte Central do SN: - A divisão autônoma do SN é importante para a manutenção
o Substância branca: no centro/medula – é composta da vida, pois atua na motricidade visceral e glandular dos
basicamente por fibras nervosas mielínicas e neuróglia diversos órgãos do corpo
o Substância cinzenta: na periferia/córtex – é composta dos - As partes simpática e parassimpática atuam no sentido de
corpos dos neurônios, fibras amielinicas e neuróglia regular da contração da musculatura lisa dos órgãos, tais
o Na medula espinal é ao contrário – substância central em como coração e vasos sanguíneos – regular o aporte
forma de H é a cinzenta sanguíneo da maioria das regiões do corpo
- Critérios anatômicos:

FIBRAS NERVOSAS
- Na PCSN as fibras nervosas reúnem-se em feixes
denominados tratos ou fascículos - Critérios funcionais:
- Na PPSN também se agrupam em feixes formando os ▪ Parte somática (ou de vida de relação): relacionar o
nervos organismo com o meio externo
- Grandes nervos são mielínicos e apresentam um envoltório ➢ Componente aferente: conduz impulsos
de tecido conjuntivo, denominado epineuro – no seu interior, originados em terminações nervosas, informando
colocam-se fibras nervosas organizadas em fascículos a PCSN sobre o ambiente externo
- Cada fascículo, por sua vez, é delimitado pelo perineuro ➢ Componente eferente: conduz o comando dos
- Dentro de cada fascículo, delicadas fibrilas colágenas centros nervosos aos músculos esqueléticos,
também formam o endoneuro – este envoltório envolve geralmente resultando em movimentos
cada fibra nervosa voluntários

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Ana Clara Natali – Turma 72
04/06/2021 – profa. Priscila; Dangelo e Fattini pág. 66

▪ Parte visceral (ou de vida vegetativa): inervação e


controle das estruturas viscerais
➢ Componente aferente: conduz impulsos
originados em receptores das vísceras à PCSN
➢ Componente eferente: leva impulsos da PCSN às
vísceras: glândulas, m. liso e m. cardíaco

- Critérios com base na segmentação: m

- Critérios embriológicos:
▪ A célula-ovo, após sucessivas mitoses, dá origem a
duas massas celulares, sendo que a massa externa
origina a placenta, enquanto a massa interna irá
originar o embrião
▪ Desta massa, originam-se 3 camadas: endoderma,
mesoderma e ectoderma, sendo as célula
ectodérmicas que caminham para a linha mediana, da
qual origina-se um espessamento anterior, a placa
neural
▪ Esta placa formará a goteira neural, que por sua vez
formará o tubo neural, que originará a PCSN e a crista
neural, que dará origem a PPSN
▪ O tubo neural dará origem às vesículas primordiais e,
sua porção terminal restante, formará a medula
espinal
▪ As partes do sistema nervoso recebem o nome da
vesícula primordial que lhes deu origem, sendo elas:
➢ Prosencéfalo: compreende o telencéfalo e o
diencéfalo que, juntos, constituem o cérebro – o
telencéfalo cresce enormemente no sentido
lateral e posterior para constituir os hemisférios
cerebrais encobrindo quase que completamente
o diencéfalo
➢ Mesencéfalo: estrutura que se une
gradualmente inferiormente ao diencéfalo – é
continuado inferiormente com a ponte
➢ Rombencéfalo: compreende o metencéfalo
(cerebelo e ponte) e o mielencéfalo (bulbo)

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Ana Clara Natali – Turma 72
04/06/2021 – profa. Priscila; Dangelo e Fattini pág. 66
- Os locais de produção do LCS são os plexos corioideos, que
consistem nas redes de capilares das paredes dos
MENINGES ventrículos, recobertas por células ependimárias
- Envolvem, sustentam e protegem a parte central do SN,
pois é frágil e pouco resistente
▪ Paquimeninge: dura-máter – mais espessa e extensa
▪ Aracnoidemáter: aracnoide – não penetra nos sulcos e
giros
▪ Pia-mater: meninge intimamente aplicada ao encéfalo e
à medula espinal – é a mais fina e interna e penetra
nos sulcos e giros
▪ Leptomeninge: espaço subaracnóideo (com trabéculas
- O LCS é gradualmente absorvido pelo sangue por meio das
aracnoideas) + LCS (circulação do liquor) = espaço
granulações aracnoideas, que são extensões digitiformes da
leptomeningeo
aracnoide-máter, que se projetam nos seios venosos da
dura-máter
OBS.: trabéculas aracnoideas: constituem uma rede de fibras
semelhante a uma teia de aranha entre a pia-máter e a
aracnoide-máter

- Trajeto e produção:
1. O LCS formado nos plexos corioides de cada ventrículo
- Espaços potenciais: existem somente como resultado de lateral flui para o III ventrículo por meio dos forames
processos patológicos que separam essas interfaces, como interventriculares
traumas e hematomas 2. Mais LCS é adicionado pelo plexo corioide no teto do III
▪ Espaço epidural ou extradural: entra a dura-máter e ventrículo
periósteo 3. O líquido, então, flui pelo aqueduto do mesencéfalo, que
▪ Espaço subdural: entre a dura-máter e aracnoide- passa pelo mesencéfalo em direção ao IV ventrículo – o
máter – hematoma subdural é o extravasamento de plexo corioide do IV ventrículo contribui com mais líquido
sangue 4. O LCS entra no espaço subaracnoideo por meio de 3
aberturas no teto do IV ventrículo: uma abertura
LÍQUIDO CEREBROESPINAL mediana e um par de aberturas laterais
- Tem a função primordial de proteger mecanicamente a 5. Então o LCS circula no canal central da medula espinal e
PCSN, pois a barreira de líquido forma um eficiente no espaço subaracnoideo, em torno da superfície do
mecanismo amortecedor de choques, além de transportar encéfalo e da medula
O2, glicose e outras substâncias do sangue para os - Hidrocefalia: aumento da PIC (pressão intracraniana) e do
neurônios e neuróglia ventrículo lateral – aumento de liquor; drenagem +
- O LCS circula continuamente em torno do encéfalo e da monitoração
medula espinal, no espaço subaracnóideo, e pelas cavidades
existentes no encéfalo e medula espinal, os ventrículos
- Os ventrículos são dilatações da luz do tubo neural primitivo,
comunicantes entre si, que permaneceram após as
transformações sofridas pelas vesículas primordiais
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Ana Clara Natali – Turma 72
04/06/2021 – profa. Priscila; Dangelo e Fattini pág. 66
- Se estende do bulbo ao cone medular (L2)
- A superfície da medula apresenta os seguintes sulcos
MEDULA ESPINAL
longitudinais, que percorrem em toda extensão: fissura
- É uma massa cilíndrica de tecido nervoso situada dentro do
mediana anterior, sulco ântero-lateral, sulco póstero-lateral
canal vertebral, de aproximadamente 45 cm de
e sulco mediano posterior
comprimento e cerca de 2 cm de diâmetro, com variações
- Na medula cervical existe ainda o sulco intermédio posterior,
entre as regiões da coluna vertebral
situado entre o mediano posterior e o póstero-lateral
- Estende-se do bulbo até a margem superior da 2ª vértebra
- Nos sulcos ântero-lateral e póstero-lateral fazem conexão,
lombar (L2)
respectivamente, as raízes anteriores e posteriores dos
nervos espinais, motoras e sensitivas, respectivamente

- A medula termina afilando-se para formar o cone medular


- Abaixo de L2, o canal medular contém apenas as meninges e - Na medula, a substância cinzenta localiza-se dentro da
as raízes nervosas dos últimos nervos espinais, que se substância branca e apresenta a forma de H ou borboleta
dispõem em torno do cone medular e do filamento terminal ▪ Substância cinzenta: são distinguidos de cada lado:
(uma extensão da pia-máter), formando, em conjunto, a ➢ 3 colunas: anterior, posterior e intermédia
cauda equina, por assemelhar-se à cauda de um cavalo (substâncias cinzentas intermédia central e
- Quando vista externamente, a medula apresenta duas intermédia lateral)
intumescências
➢ 3 cornos: anterior, posterior e lateral
▪ Intumescência cervical: superior, de onde se originam
➢ No centro da substância cinzenta localiza-se o
os nervos que entram e saem dos MMSS canal central da medula, que se estende por toda
▪ Intumescência lombossacral: inferior, de onde se a extensão da medula espinal e contém o LCS
originam os nervos que entram e saem dos MMII ▪ Substância branca: pode ser agrupada de cada lado em
3 funículos:
➢ Funículo anterior: situado entre a fissura mediana
anterior e o sulco ântero-lateral
➢ Funículo lateral: situado entre os sulcos ântero-
lateral e póstero-lateral
➢ Funículo posterior: entre o sulco póstero-lateral
e o sulco mediano posterior – na parte cervical
da medula, o funículo posterior é dividido pelo
sulco intermédio posterior em fascículos grácil e
cuneiforme

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Ana Clara Natali – Turma 72
04/06/2021 – profa. Priscila; Dangelo e Fattini pág. 66

- É constituído por: cérebro, cerebelo e tronco encefálico


- Cérebro: diencéfalo + telencéfalo
▪ Diencéfalo tem relações com o III ventrículo – tálamo e
metatálamo + hipotálamo + epitálamo + subtálamo (sem
relação)

- A medula espinal possui duas funções principais na


manutenção da homeostasia: propagação do impulso nervoso
e integração da informação – ao longo dos tratos da
substância branca, impulsos sensitivos provenientes dos
receptores fluem em direção ao encéfalo, e os impulsos OBS.: III ventrículo é uma estreita fenda na cavidade do
motores fluem do encéfalo para os mm. esqueléticos e para diencéfalo, que se comunica com o IV ventrículo pelo aqueduto do
outros tecidos efetores mesencéfalo e com os ventrículos laterais pelos respectivos
- A substância cinzenta da medula espinal recebe e integra a forames interventriculares
informação que entra e que sai o A parede anterior do III ventrículo é formada por estruturas
- Outro modo pelo qual a medula espinal promove a pertencentes ao telencéfalo
homeostasia é atuando como um centro de integração para o Quando o cérebro é seccionado no plano sagital mediano, as
alguns reflexos paredes laterais do III ventrículo são expostas amplamente e
- Um reflexo é uma sequência rápida, involuntária, e previsível verifica-se a existência de uma depressão, o sulco
de ações que ocorre em resposta a um estímulo específico hipotalâmico
- Quando a integração ocorre na substância cinzenta da o As estruturas situadas acima deste sulco pertencem ao
medula espinal, o reflexo é espinal (ex.: reflexo patelar) tálamo e as situadas abaixo, ao hipotálamo
- Arco reflexo: é a via percorrida pelos impulsos nervosos que
produzem um reflexo é o e os componentes básicos são: ▪ Telencéfalo: compreende os dois hemisférios
receptores sensitivos, neurônio sensitivo, centro de cerebrais, direito e esquerdo, e uma pequena parte
integração, neurônio motor e efetor – propagação do mediana situada na porção anterior do III ventrículo;
impulso nervoso, integração da informação e centro de ➢ Os dois hemisférios cerebrais são
integração de reflexos incompletamente separados pela fissura
longitudinal do cérebro
ENCÉFALO ➢ Os hemisférios cerebrais consistem em uma
margem externa de substância cinzenta
cerebral, o córtex cerebral, que envolve a
substância branca
➢ Os hemisférios cerebrais também apresentam
núcleos de substância cinzenta profundos, no
interior da substância branca cerebral
➢ Cada hemisfério possui 3 polos (frontal, occipital
e temporal) e 3 faces (súperolateral - convexa,
medial - plana e inferior - muito irregular)
repousando anteriormente na base do crânio e
posteriormente no tentório do cerebelo

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Ana Clara Natali – Turma 72
04/06/2021 – profa. Priscila; Dangelo e Fattini pág. 66
o O lobo posterior e o lóbulo flóculo-nodular são separados pela
➢ Sulcos: permite considerável aumento da fissura póstero-lateral.
superfície sem grande aumento do volume
cerebral – lateral, parietooccipital, central e
calcarino
➢ Lobos: delimitados pelos sulcos cerebrais e
recebem sua denominação de acordo com os
ossos do crânio – frontal (motricidade), parietal
(área somestésica), occipital (visão), temporal
(audição), insular e límbico (emoções)
- Cerebelo: é a segunda maior parte do encéfalo, difere
fisiologicamente do cérebro porque funciona em nível
involuntário e inconsciente, com função exclusivamente ▪ O cerebelo é constituído de um centro de substância
motora branca, o corpo medular do cerebelo, de onde irradiam
▪ Postura, equilíbrio, tônus muscular (consistência as lâminas brancas, revestidas por uma fina camada
durante a contração) e controle dos movimentos de substância cinzenta, o córtex cerebelar
▪ Fica situado dorsalmente ao bulbo e à ponte, ▪ Através de um corte sagital do cerebelo, observa-se
contribuindo para a formação do teto do IV ventrículo que sua morfologia interna lembra uma árvore –
▪ Liga-se à medula e ao bulbo pelo pedúnculo cerebelar árvore da vida, como é conhecido
inferior e à ponte e ao mesencéfalo pelos pedúnculos ▪ No interior do corpo medular existem 4 pares de
cerebelares médio e superior, respectivamente núcleos de substância cinzenta, os núcleos do cerebelo:
denteado, emboliforme, globoso e núcleo do fastígio
OBS.: distingue-se no cerebelo uma porção ímpar e mediana ▪ Lesões cerebelares cursam por sintomatologia
denominada verme do cerebelo que está ligado a duas grandes relacionadas ao prejuízo das funções, como marcha
massas laterais, os hemisférios do cerebelo atáxica, dismetria, tremor, disdiadococinesia
o Na superfície do cerebelo, portanto, observam-se sulcos de (incapacidade de realizar movimentos rápidos e
direção predominantemente transversal, que delimitam alternados)
lâminas finas denominadas folhas do cerebelo
o Sulcos mais pronunciados, as fissuras do cerebelo, delimitam
lóbulos, os quais podem conter várias folhas
o Os lóbulos, por sua vez, formam os lobos
o O corpo do cerebelo é, portanto, formado pelos lobos
anterior e posterior do cerebelo, além do lóbulo flóculo-
nodular (corresponde ao arquicerebelo, desenvolvido
primeiramente na evolução do cerebelo, cuja função está
relacionada ao equilíbrio)
✓ Na 2ª fase da evolução, formou-se o paleocerebelo,
constituído pelo lobo anterior e parte do posterior,
responsável por movimentos das partes proximais dos
membros e locomoção
✓ Na 3ª fase, desenvolveu-se, nos mamíferos, o
neocerebelo, formado pelo restante dos hemisférios OBS.: núcleo -> aglomerados de neurônios dentro da substância
branca – cérebro e cerebelo
cerebelares e está envolvido com aprendizado e
memória motoras, além de movimentos mais precisos - Tronco encefálico: mesencéfalo, ponte e bulbo
e coordenados.
o Os lobos anterior e posterior são separados pela fissura
primária
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Ana Clara Natali – Turma 72
04/06/2021 – profa. Priscila; Dangelo e Fattini pág. 66
neuromusculares (estiramento muscular) e
OBS.: córtex cerebral: é a camada de substância cinzenta que órgãos neurotendinosos (contração muscular)
cobre os hemisférios cerebrais ▪ Terminações nervosas motoras: existem na porção
o Área primaria: ligadas diretamente à sensibilidade e à terminal das fibras eferentes e são os elementos de
motricidade – áreas de projeção ligação entre as fibras e os órgãos efetuadores
o Área secundaria e terciaria: associação (músculos ou glândula)
✓ Áreas secundárias: estão relacionadas indiretamente - Nervo espinal: são aqueles que emergem da medula espinal e
com uma determinada modalidade sensorial ou com a promovem a inervação do tronco, dos membros e de partes
motricidade da cabeça
✓ Áreas terciárias: não se ocupam mais do ▪ Existem 31 pares de nervos espinais aos quais
processamento motor ou sensitivo, mas estão correspondem 31 segmentos medulares distribuídos da
envolvidas com atividades psíquicas superiores, como a seguinte forma: parte cervical (1-8), parte torácica (1-
memória 12), parte lombar (1-5), parte sacral (1-5) e parte
coccígea (1-3)
PARTE PERIFÉRICA DO SN ▪ Junção das raízes anteriores (motora) e posteriores
(sensitiva) que saem do forame intervertebral (incisura
vertebral superior e inferior) – tem ramos anteriores
e posteriores que podem ser motores, sensitivos ou
mistos
▪ A medula espinal, nos adultos, é menor do que a coluna
vertebral; por essa razão há uma obliquidade
progressiva das raízes dos nervos espinais
- Os corpos celulares das raízes anteriores estão no corno
anterior da medula espinal, enquanto os corpos celulares das
raízes posteriores estão fora da medula espinal, nos gânglios
- Terminações nervosas podem ser de dois tipos: sensitivos dos nn. espinais
▪ Terminações nervosas sensitivas: estruturas
especializadas em transformar estímulos físicos ou
químicos em impulsos nervosos, os quais serão
conduzidos à PCSN, onde será interpretado
➢ Os receptores sensoriais podem ser especiais
(órgãos especiais do sentido, como visão, audição
e equilíbrio, gustação e olfação, todos localizados
na cabeça) ou gerais (ocorrem em todo o corpo)
➢ Estes receptores gerais podem ser livres ou
encapsulados, sendo os livres os mais
frequentes, conhecidos como terminações
nervosas livres (em toda a pele) – ao se
transformarem em terminações livres, as fibras
nervosas perdem sua bainha de mielina,
mantendo seu envoltório de neurolemócitos
➢ Além das funções de tato, as terminações livres
são também responsáveis pela sensibilidade
térmica e dolorosa
➢ Os receptores encapsulados são os corpúsculos
de Meissner (tato e pressão), corpúsculos de
Ruffini (tato e pressão), corpúsculos de Vater-
Paccini (sensibilidade vibratória), fusos
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Ana Clara Natali – Turma 72
07/10/2021 – prof. Tose

Intestinos Delgado e Grosso

INTRODUÇÃO ANATOMIA DE SUPERFÍCIE


- Em caso de pessoas obesas, o ideal é pedir um ultrassom
- Divisão em 9 regiões – cada víscera pode refletir em uma
abdominal, pois a anatomia superficial e palpatória é
das regiões; plano subcostal e intertubercular
comprometida
- Suspeita de lipoma ou hernia – pedir parede abdominal ou
partes moles

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Ana Clara Natali – Turma 72
07/10/2021 – prof. Tose

INTESTINOS ➢ Parte cervical e torácica do esôfago sofrem


mais, pois não tem a serosa
- Omento maior: reserva energética
▪ Vai da curvatura maior do estomago e da parte
proximal do duodeno, desce e volta para o colo ORGANOGÊNESE
transverso e seu mesentério - Coração com automatismo próprio, pois forma antes do
▪ Separar o peritônio visceral do parietal sistema nervoso
▪ Isola/circunscreve a infecção do abdômen, evitando - Estruturas tendem a sair da cavidade abdominal
que as bactérias se propaguem para o resto da - A partir da 10ª semana as estruturas do saco vitelínico
cavidade peritoneal – é rico em macrófagos voltam para a cavidade abdominal – diagnostico de onfalocele
▪ Pode ser rebatido cranialmente em uma laparotomia – errado !
visualização das vísceras
DUODENO
▪ Imagem de ultrassom:
➢ Imagem ecogênica = com eco (imagem branca em - Razão do nome →12 dedos de largura
ultrassom, ou seja, osso, cartilagem, gordura, - Parte superior, descendente, transversa e descendente
gases) - Ampola duodenal: parte superior móvel e praticamente não
➢ Imagem mista = liquido + sólido tem mucosa em seu interior
➢ Imagem anecoica = sem eco (imagem preta, ou - Parte transversa/inferior: local onde desembocam-se os
seja, com presença de liquido, pois é bem visível ductos pancreáticos e biliares
no ultrassom) - Papila duodenal maior: observar uma estrutura em forma de
- Omento menor: relação com o ligamento hepatoduodenal e capuz e uma prega longitudinal – sede de impacto de câncer
hepatogastrico – fixa o fígado na curvatura menor do e cálculos
estomago e na parte proximal do duodeno - Manobra de Kocher-Viard: acessar a parte posterior do
- Meso. = ligamento → mesentério que liga o intestino delgado duodeno e observar a cabeça do pâncreas (verificar
na parede do abdômen (formado por duas lâminas de patologias)
peritônio – visceral e parietal) - Primeira parte do duodeno é peritonizada
- Segunda, terceira e quarta parte do duodeno: são fixas e
retroperitoneais
- Ligamento suspensor do duodeno: mantem a angulação da
flexora duodeno jejunal – facilita a transito intestinal
- Cada paciente tem seu duodeno: longo, curto, . .

JEJUNO E ÍLEO
- Limite histológico entre jejuno e íleo → onde acaba o
preguemento mucoso, pois o íleo praticamente não tem
- Jejuno: é mais calibroso, avermelhado, as arcadas intestinais
- Jejuno: superiormente são maiores, as artérias que saem das arcadas (retas) e
- Íleo: inferiormente mais longas, o preguemaento mucoso é acentuado e o
- Túnicas concêntricas: serosa, muscular, submucosa, mucosa, mesentério tem menos gordura, presença de folículos
... – formação de uma estratigrafia linfáticos (não tem vasos eferentes) esparsos e em menor
▪ Mucosa: muito pregueada, pois aumenta a superfície quantidade
de contato e consequentemente a área de absorção – - O jejuno absorve mais, mas o íleo é mais seletivo (absorve
jejuno absorve mais que o íleo (não está presente em AA essenciais) – nunca pode retirar o íleo todo, mas o
toda a extensão) jejuno sim, para evitar que o paciente use medicamento a
▪ Serosa: lâmina fina de peritônio parietal, importante no vida inteira
esôfago abdominal, pois evita que os pontos soltem – - Diverticulite de Meckel: anomalia na parte terminal do íleo –
ponto de ancoragem é a mais frequente do trato digestório
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Ana Clara Natali – Turma 72
07/10/2021 – prof. Tose

▪ Crise de apendicite em caso de apêndice retrocólico,


dói na região lombar (difícil diagnostico) – esse
apêndice vai superiormente em direção a flexura
hepática ou direita do colo
▪ Na normalidade, não vê o apêndice no ultrassom,
somente caso inflamado
▪ Dói quando soltar bruscamente e não quando apertar,
pois as vísceras são inervados pelo SNA simpático e
parassimpático e não se sabe especificar, pois a dor é
generalizada (se cortar uma víscera não dói, mas se
- Intuscepção: uma víscera entra dentro da outra distender dói)
- Ulcera duodenal: é um problema quando ela é na parede - Mesentério em uma disposição obliqua, da esquerda para a
posterior, pois ela perfura para o retroperitônio – fazer a direita
manobra e rebater o duodeno e cortar o peritônio para
entrar na parede posterior – dói e sangra muito IRRIGAÇÃO DAS VÍSCERAS
- Pelos ramos da artéria aorta abdominal: tronco celíaco,
INTESTINO GROSSO artéria mesentérica superior e inferior
- É calibroso e apresenta saculações (haustro) ▪ Intestino anterior: tronco celíaco
- Presença de apêndices epiploides: reserva energética ▪ Intestino médio: artéria mesentérica superior
- 3 fibras de músculo longitudinal situadas em 3 pontos ▪ Intestino posterior: artéria mesentérica inferior
específicos (tênias) – confluem para o apêndice vermiforme - Ramos jejunais são maiores e em menor quantidade em
- Região ileocecal: pode ser mais móvel ou mais fixo relação ao íleo
- Síndrome de Wilkie: pinçamento aórtico mesentérico –
síndrome vascular do duodeno com compressão do duodeno
e bloqueio do transito intestinal
- Artéria mesentérica inferior termina como artéria retal
inferior
- Segmento de alça do colón para substituir o esôfago em
caso de atresia
- Veia porta: formada pela veia mesentérica superior e pela
veia esplênica
- Ovos do Schistosoma deposita no intestino grosso e pode ir
para o lobo esquerdo do fígado – vômitos com sangue
- Esôfago:
- Papila ileal: íleo terminal se projeta e abre para dentro do
▪ Veias esofágicas → veia ázigo → veia cava superior
cólon
▪ Veia gástrica esquerda → veia porta
- Apêndice vermiforme: geralmente na fossa ilíaca direita,
- Cisterna do quilo: é uma dilatação atrás do pilar direito do
pois pode ocorre situs inversus – retrocólico e pélvico (mais
diafragma
comum, hoje)
▪ Tem um lúmen em corte transversal e histológico –
presença de folículos linfáticos INERVAÇÃO
▪ Órgão de defesa, logo não deve ser retirado caso não - Plexo mioentérico e submucoso das vísceras
esteja infeccionado - Plexo sacral: intestino posterior
▪ Indicação de apendicectomia é em astronautas
▪ Apendicite ocorre mais em adolescentes/jovens – no
adulto ocorre quando tem massa fecal acumulada e no
jovem tem proliferação dos folículos linfáticos

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Ana Clara Natali – Turma 72
07/10/2021 – prof. Tose

CASOS CLÍNICOS - Esfíncter anal externo: formado por musculo estriado


- A endoscopia não pega o íleo nem o jejuno, pois para no esquelético
duodeno e a colonoscopia é referente ao intestino grosso – - Esfíncter anal interno: musculo liso
a verificação se dá por uma capsula e o acompanhamento é - Comunicação com o sistema porta e o sistema cava –
por vídeo anastomose porto-cava
- Placas de ateroma na parte abdominal da aorta, que apesar - Seio anal: é um espaço situado na válvula anal
de ter elasticidade, com a idade ela se perde – pode ocorre - Fissura anal no adulto pode ser consequência de constipação
rompimento da aorta com mais facilidade (sangramento intestinal – laceração das válvulas
violento) - Musculatura anorretal: as tênias do intestino grosso formam
- Clister opaco: contraste para visualização do intestino grosso uma amada homogênea no reto
– substituído pela colonoscopia - Irrigação: artéria ilíaca interna
- Criança até 2 anos não tem controle dos esfíncteres –
plexo hemorroidário na criança não esta completo
- Hemorroida:
▪ Interna: não dói devido a inervação do SNA, descobre-
se pelo sangramento
▪ Externa: dói mais, devido a inervação ser de nervo
espinhal, pois está no esfíncter externo do anus –
alivio imediato “rabo de molho”
- Prolapso retal e uterino
- Rubor/vermelhidão: sinais de inflamação – hiperemia
- Peritonite + presença de pus – lavagem com soro fisiológico
- Segmento de íleo dilatado: pode ser causado por
brida/aderência (micro lacerações) pós operatória –
iatrogenia
- Curetagem em útero gravídico: em caso de mão pesada,
pode sair o intestino
- Obstrução em alça fechada do intestino grosso: esfíncter
anal hipertônico e papila ileocecal continente – excesso de
ar

RETO E CANAL ANAL


- Reto: final do intestino grosso – 3ª vertebra sacral
- Canal anal cirúrgico e anatômico

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Ana Clara Natali – Turma 72
16/09/2021 – prof. Maurício

Paredes do Abdome

INTRODUÇÃO - A mão do examinador influência nos achados do exame físico


- Etimologia incerta – a mão deve estar mais aquecida (no frio a parede do
- Latim, abdo ou abdere; esconder, ocultar; omen; augúrio, abdômen contrai, o que confunde com dor)
pressagio - Exame clínico: mostrar a aplicabilidade clínica da anatomia da
- Termo correlacionado a prática antiga de examinar vísceras parede abdominal
abdominais de animais para predizer o futuro, elucidar ▪ Hernia umbilical: abaulamento na região umbilical
acontecimentos ocultos e incertos ▪ Ausculta abdominal: movimentos peristálticos
- Descrição do termo: abdome ou abdômen (musculatura das vísceras com luz que contraem)
▪ Percussão: sons timpânicos (gases) ou maciços (massa
abdominal)
PAREDE DO ABDOME ▪ Palpação: intuito de perceber anomalias intra-
- Ausência de arcabouço osteo cartilaginoso – parede mais abdominais
vulnerável aos trauma → a presença de músculos ▪ Procedimentos cirúrgicos ou diagnósticos
aponeuróticos protege a região - Desde o nascimento a parede deve ser examinada, pois
- Região dinâmica, flexível, elástica e distensível com função de defeitos congênitos podem aparecer
contenção - Como saber se tem hérnia? Ao fazer o sopro no dorso da
- Distensão extrema do abdome: reflexo do estado metabólico mão ou no antebraço (Manobra de Valsalva) a pressão
e nutricional/consequências intra-abdominal aumenta – verificar abaulamentos na
▪ Obesidade: tórax diminui, mas o volume abdominal superfície da parede abdominal para comprovar a presença
aumenta – exame físico, higiene, dermatite, infecções de uma hérnia
fúngicas, laparoscopia, . . - Cicatriz em toda a linha medial do abdômen: pode levar a
▪ Caquexia: anorexia nervosa uma obstrução intestinal, pois ao retirar a vísceras, nessa
- A forma do abdome facilita ou dificulta o exame físico, a local leva a uma processo inflamatório – aderência dos
abordagem cirúrgica e a realização de exames – “O médico intestinos que causa a obstrução
não escolhe o paciente” - Massa abdominal sem cicatriz = suspeita de tumor/câncer

DIÂMETRO x RISCO CARDIOVACULAR ABDOME AGUDO


- Ao ultrapassar o limite de referência os riscos de doença - Toda dor abdominal que acomete um paciente que estava
cardiovascular aumentam bem anteriormente e que dura mais de 6h
- Derme: fibras colágenas e elásticas, resistentes e flexíveis - Sinais de gravidade/exame físico do abdome
- Distensão rápida → estiramento e lesão das fibras - Se der analgésico, deve verificar cuidadosamente, pois pode
colágenas → resposta inflamatória com cicatrização e “camuflar” os sintomas de uma apendicite, por exemplo
linhas de pele fina e enrugada – gravidas devem cuidar da - Palpação no local de menos para mais dor – verificar
pele com tratamento dermatológico irritação peritoneal
- Obesos e estrias: fáscia muscular frouxa, menor adesão das - Os achados no exame clínico relacionados ao abdome e
fibras colágenas parede abdominal devem ser registrados no prontuário
médico – tipo de abdome, local da dor, cicatriz, massa
ASPECOS SEMIOLÓGICOS palpável e diâmetro
- É possível palpar vísceras abdominais pelo exame físico da
parede do abdômen

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Ana Clara Natali – Turma 72
16/09/2021 – prof. Maurício

DIVISÃO EM QUADRANTES ▪ Caminho mais rápido para chegar na parede do


abdome
- Estoma = boca - Não é possível diferenciar muito bem o abdome masculino do
▪ Colostomia: comunicação do cólon com o meio externo feminino, como no tórax que tem as mamas
– localizado no quadrante inferior esquerdo ▪ Pilificação na mulher é mais triangular e no homem
▪ Iliostomia: localizada no quadrante inferior direito mais em losango
- Vesícula biliar: víscera que mais inflama no quadrante ▪ Tricotomia na hora da cirurgia e na menor área
superior direito possível, para evitar infecção
- Apêndice: quadrante inferior direito - Reflete o estado de vigor físico, estética e objetos
- Diverticulite: é uma doença intestinal marcada pela ornamentais
inflamação na parede interna do intestino – quadrante
inferior esquerdo ANATOMIA DE SUPERFÍCIE
- Divisão em 9 regiões para especificidade da descrição dos - Abdômen definido é mais fácil de realizar a anatomia de
achados superfície
▪ 2 planos verticais: linhas medioclaviculares D e E ▪ Linha semilunar: sulco
▪ 2 planos horizontais: plano subcostal e intertubercular ▪ Espinha ilíaca
- Com grande quantidade de tecido adiposo é difícil palpar as
OBS.: plano transpilórico -> atravessa diversas regiões em vários vísceras, somente o umbigo
níveis – fundo da vesícula biliar, colo do pâncreas, origem da - Variação anatômica: biótipo, gravidez, idade, profissão ou
artéria mesentérica e veia porta, raiz do mesocolo transverso, atividade física, doença (obstrução intestinal)
flexura duodeno jejunal e hilo renal - Tipos de abdome:
▪ Globoso: volumoso
PARTICULARIDADES ▪ Avental: volumoso
- Umbigo tem formas diferentes em diversas pessoas – é a ▪ Escavado
marca de cada um – dermatomo T10 (nervo = ramo ▪ Atípico
anterior do 10º nervo toracoabdominal D ou E)
▪ Não acumula tecido adiposo SECÇÃO TRANSVERSAL

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- Paredes anterolateral do abdome: não há limites entre elas, - Fibras perpendiculares = aumento da força e resistência do
pois são contínuas local – flexibilidade, distensibilidade e elasticidade
- É impossível contrair os músculos do antimero esquerdo sem - Fibras não se fixam na linha medial, mas cruzam de um lado
contrair os do direito para o outro – por isso que quando um músculo contrai em
- A bainha do musculo reto do abdome é formada por: 2/3 um antímero, o outro também contrai
superior (acima da linha arqueada) e 1/3 inferior (abaixo da - Aponeurose do musculo obliquo externo do abdome: relação
linha arqueada) com a formação do canal inguinal – limite anterior
▪ Lâmina anterior da bainha do m. Reto do abdome - Linha alba: desde o processo xifoide até o umbigo (mais
➢ Lamina anterior da aponeurose do m. Obliquo larga)
interno do abdome ▪ Orifícios por onde passam vasos e nervos
➢ Aponeurose do m. Obliquo externo do abdome ▪ Hernias epigástricas: protusões que ocorrem ao longo
▪ Lâmina posterior da bainha do m. Reto do abdome da linha alba desde o umbigo até o processo xifoide
➢ Lamina posterior da aponeurose do m. Obliquo ▪ Retináculo cútis: ajuda para o cirurgião – prende a
interno do abdome linha alba na pele
➢ Formação de um sulco
➢ Aponeurose no m. transverso do abdome

OBS.: linha arqueada -> parte fina e posterior da lamina da CAVIDADE PERITONEAL
bainha do musculo reto do abdômen – na linha da EIAS e a - Presença das vísceras
- Compartimento supracólico e infracólico – separados pelo
bainha do musculo reto do abdômen apresenta somente
mesocólon transverso
lamina anterior
- Laparotomia: abertura da parede do abdome
- Videolaparoscopia: visualização das vísceras por meio de
ARCABOUÇO OSTEOCARTILAGINOSO E vídeos
MUSCULOS APONEURÓTICOS
IRRIGAÇÃO
- Musculo obliquo externo do abdome: tração superior e - Superficial e profunda, tanto no quadrante superior quanto
diagonal – direção inferomedial no inferior
- Musculo obliquo interno: tração inferior e na diagonal – - Artéria femoral – ramo da artéria ilíaca externa
direção superomedial - Artéria ilíaca externa
- Musculo transverso do abdome: tração lateral e transversal - Artéria epigástrica superior e artéria muscolofrenica –
– direção transversal ramos da artéria torácica interna
- Musculo reto do abdome: tração superior e inferior na - Veia tóracoepigástrica: obstrução da veia cava inferior, que
vertical precisa desviar o sangue em direção à veia cava superior
▪ Desvio para a veia tóracoepigástrica e veia epigástrica
superficial
DERMÁTOMOS
- Espaço nervo vascular: nervos cutâneos anteriores e
- Quando o paciente para de sentir a gaze, é nesse local em laterais (7º,8º,9º,10º,11º,12º nervos toracoabdominais)
que houve lesão no segmento medular - A parede abdominal reage diversos jeitos após cirurgias
- Dermatomo T10: umbigo ▪ Hernia incisional: em casos de má recuperação pós
- Dermatomo L1: prega inguinal cirurgia – tecido fibroso
▪ Granuloma de corpo estranho: em casos de fio na
região intra-abdominal

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Região Inguinal

INTRODUÇÃO ▪ Limite inferior: ligamento inguinal


- Noção de geometria espacial – modelos tridimensionais ▪ Limite lateral: borda lateral
- Presença de fáscias, ligamentos, epônimos, . . ▪ Limite medial: linha imaginaria
- Região de difícil anatomia – presença de duvidas até hoje - Peculiaridades no homem: presença do escroto auxilia no
sobre mecanismos funcionais diagnostico de uma hernia – mais fácil de palpação
- Importante principalmente no homem – local de descida do ▪ Empurra o escroto de baixo para cima como se o
funículo espermático escroto envolvesse o dedo e depois pede a pessoa
▪ Homens costumam ter mais hernias inguinais que nas fazer um esforço para aumentar a pressão intra
mulheres – migração do testículo da cavidade abdominal
abdominal para o escroto ▪ Já que a mulher não tem escroto, é difícil alcançar o
▪ Vários tipos de hernias – presença de abaulamento na canal inguinal
região inguinal . . - Somente tem hernia quem pode ter – há vários motivos
▪ Hernial inguinal indireta é a mais propicia para ir ao para o aparecimento (desencadeantes e predisponentes –
escroto – passa lateralmente aos vasos epigástricos trígono de Hasselbach fraco)
inferiores e entra no anel inguinal profundo e sai no - Estratificação da parede do abdome: proteção natural do
anel inguinal superficial corpo contra o aparecimento de hernias – conjunto de
músculos protege contra a migração das vísceras para
OBS.: punção da cavidade peritoneal e injeção de ar para dentro do escroto
aumentar seu volume devido o tamanho da hernia inguinal
masculina – Síndrome Abdominal Compartimental CANAL INGUINAL
- Formado pela migração testicular ou pelo ligamento redondo
ANATOMIA DE SUPERFICIE do útero da mulher
- Anel inguinal profundo (entrada) e superficial (saída):
- Limites: a ▪ Superficial: é palpável para verificar se há hernias

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- Vai da EIAS até o tubérculo púbico – é uma passagem - Teto: m. obliquo interno + o transverso do abdome que se
obliqua (3-5 cm de comprimento) inserem no tubérculo púbico – foice inguinal
- A identificação das hernias se dá procurando um - Parede posterior: fáscias transversais – tecido conjuntivo
abaulamento pelo aumento da pressão intra abdominal denso e frouxo com fibras colágenas; se suportar a pressão
- Incisão cirúrgica: abertura da pele ao longo da linha imaginaria NÃO há o aparecimento de hernias
▪ Atravessa a tela subcutânea e chega na aponeurose - Preservar o nervo ilioinguinal – ramo terminal inferior do
m. obliquo externo do abdome ramo anterior do nervo espinal L1
- Ao abrir a aponeurose do m. obliquo externo o canal inguinal - Vasos epigástricos inferiores ou profundos (ramos da
é aparente artéria ilíaca externa) – limite anatômico entre o anel inguinal
- Assoalho: ligamento inguinal profundo e o trígono inguinal (aparecimento da hernia inguinal
- Parede anterior: aponeurose do m. obliquo externo do direta)
abdome

VISÃO INTERNA DA PAREDE ABDOMINAL


- Arco mais alto do triangulo: região mais frágil, pois deixa os - Artéria e veia epigástrica inferior: medialmente há um
músculos mais expostos orifício na fáscia transversal (migração de vísceras e
- Aumento de pressão intra-abdominal: o m. cremaster puxa o formação da hernia inguinal direta) – vídeo da aula
testículo e o funículo espermático para o anel inguinal - Pregas peritoneais: pareadas até a cicatriz umbilical
profundo – intuito é fechar o canal inguinal evitando a ▪ Ponto de referência na região posterior é a bexiga e a
migração visceral (aparecimento de hernias) prega umbilical mediana avançando até o umbigo
- Conteúdo das hérnias: intestino delgado, ceco, apêndice, ílio ▪ Prega umbilical mediana: remanescente do úraco
terminal e colo sigmoide ▪ Prega umbilical mediana: formados por partes ocluídas
das artérias umbilicais

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▪ Prega umbilical lateral: peritônio comprime/cobre os - Fossas inguinais: fossa supravesical, fossa inguinal medial e
vasos epigástricos inferiores lateral
- Hernias femorais: comuns em mulheres, pois o anel femoral - Triangulo do desastre/da morte/de Doom: A → em seu
é fechado – pode comprimir a veia femoral interior tem a artéria e veia ilíaca externa (“da morte” em
- Hernia recidivada: após operar, ela volta novamente caso de rompimento)
▪ Mesmo se for na mesma região, deve observar se é ▪ Vasos espermáticos internos
direta ou indireta novamente (se repetir é recidiva) - Triangulo da dor ou Zona Elétrica: B → nervo femoral,
cutâneo femoral lateral, cutâneo femoral medial

OBS.: em casos de risco de operação o ideal é uma funda – evita


que a hernia apareça

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Órgãos Genitais Masculinos e Femininos

INTRODUÇÃO ▪ Secreção retida na vagina

- Formação da genitália interna: no embrião de 4 a 6 semana


o mesonefro é uma estrutura secretora proeminente e
importante que começa a aparecer
▪ Esses túbulos logo se conectam com os ductos de
Wolf que se estendem até a porção cloacal do
intestino posterior
▪ Os ductos mesonéfricos vão terminar no seio
urogenital – em ambos os sexos esta prega separa a
cloaca primitiva em uma secção urogenital anterior e
outra intestinal posterior - Musculo bulbo-esponjoso:
▪ No embrião feminino, os túbulos mesonéfricos se
degeneram e se tornam os epóoforos e paraóforos
(cistos de Gartner)
▪ Os ductos mesonéfricos formam as tubas uterinas, o
útero e os 4/5 proximais da vagina
▪ O 1/3 ou 1/5 inferior da vagina deriva da cloaca
▪ No homem, os ductos mesonéfricos degeneram,
exceto a parte proximal e distal que se tornam o
apêndice do testículo e o utrículo prostático
- Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (SMRKH):
- Bartolinite: inflamação da glândula vestibular maior – andar
consiste na agenesia ou disgenesia da porção mülleriana da de marreco ou de pato
vagina e do útero, determinada durante o processo de
- Vaginismo: algumas pessoas não conseguem ter relações
embriogênese dos órgãos genitais femininos – os genitais
sexuais e nem realizar ultrassom transvaginal
externos e o hímen são normais ▪ Inferior: musculo bulbo-esponjoso
▪ Superior: musculo esfíncter da uretra
ORGÃOS GENITAIS FEMININOS EXTERNOS
- Monte do púbis (ou de Vênus), lábios maiores e menores
(sem gordura), vestíbulo da vagina (abertura da uretra e da
vagina), clitóris, bulbo do vestíbulo e glândulas vestibulares
maiores (lubrificação)
▪ Frenulo do clitóris: junção dos lábios maiores
▪ Dor da primeira relação é mais devido o incomodo
devido a distensão da parede da vagina do que pelo
rompimento do hímen em si (pouco vascularizado e
pouco inervado)
- Inervação: nervo pudendo
- Verificar o hímen imperfurado da criança neonatal – na
época da menstruação deve ocorrer a abertura do hímen
para exteriorização do conteúdo (pode acumular e ocorrer
peritonite)
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ORGÃOS GENITAIS FEMININOS INTERNOS - Útero:


▪ Óstio externo do útero
- Vagina:

Escavação
retouterina Escavação
vesicouterina

▪ Ao retirar o útero, verificar a relação do ureter e da


bexiga – artéria uterina cruza medialmente o ureter,
logo durante uma cirurgia deve ter cuidado para não
bloquear o ureter (acumulo de urina)
▪ Óstio anatômico interno do útero: corresponde ao
istmo – a transição entre o corpo e o cérvice
Vagina ▪ Tipos de útero com o avançar da idade:
▪ Útero infantil: o corte transversal do corpo tem o
▪ Revestimento mucoso e muito pregueada (maior atrito mesmo diâmetro do colo do útero
com o pênis durante a relação sexual)
▪ Fórnice da vagina: fundo da vagina que contorna o
útero – anterior, posterior, lateral D e E
▪ Fórnice posterior: punção para coleta de material para
exame – foi extinto com a presença dos exames de
ultrassom
▪ Anteriormente: bexiga e uretra
▪ Posteriormente: canal anal, reto e escavação
retouterina
▪ Uretra feminina muito curta (4-5cm): aparecimento de
bactérias → cistite/infecção urinaria
▪ Escavação retouterina e vesicouterina – acumulo de
liquido quando em posição ortostática
▪ Prolapso uterino: herniação do útero – feridas em
contato com a calcinha
▪ Pregas palmadas: dificultam a penetração dos Sptz –
é uma barreira
▪ Óstio interno: medir durante uma gravidez para
verificar uma incompetência istimocervical – se tiver,
deve fechá-lo até o final da gravidez
▪ Anteflertido e antevertido: não impede a gravidez

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▪ Presença de miomas: submucoso, intramural e


pediculado Mioma
Intramural

Mioma
Pediculado
Mioma
Submucoso

- Ovários:
▪ Suspenso pelo ligamento largo – são moveis por isso
▪ Média de 2 milhões de óvulos na puberdade
▪ Ovário policístico: distúrbio hormonal que causa um
▪ Útero gravídico: chega até o epigástrico aumento no tamanho dos ovários, com pequenos cistos
▪ Queixa de azia e queimação: efeito da progesterona – na parte externa deles.
▪ Folículos crescem durante o ciclo menstrual até chegar
atua no esfíncter esofágico inferior, o que faz o suco
no folículo (maduro → depois da liberação vira corpo
gástrico subir para o esôfago com o aumento da
pressão lúteo → corpo albicans
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▪ Se houver fecundação, o corpo lúteo produz ▪ Alguns abortos antes da 12º semana pode ser por
progesterona até a 12º semana → depois é pela causa do corpo lúteo – Doppler de Corpo Lúteo
placenta

▪ Útero bicorno: é uma malformação que separa


o útero em duas partes de forma total ou parcial
▪ Fecundação principalmente na ampola uterina
através de um tecido
▪ Endometriose: distúrbio em que o tecido que
normalmente reveste o útero cresce fora do útero –
importância da anamnese

▪ Útero unicorno: é raro, em que o tecido que forma


o útero não se desenvolve direito na mulher, e o órgão
tem apenas metade do tamanho do normal – só há
uma tuba uterina, em vez de duas

▪ O útero se prepara para receber o embrião, mas caso


não tenha fecundação o endométrio sai (menstruação)
▪ Único órgão intraperitoneal
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- Tubas uterinas:
▪ Fimbrias, infundíbulo, ampola, istmo e parte uterina
▪ Comunicação do meio interno com o externo –
infecção por bactérias, pode causar peritonite
▪ Hidrossalpinge: acumulo de liquido na tuba uterina

DRENAGEM LINFÁTICA
- Linfonodos inguinais superficiais: períneo, abaixo da linha ORGÃOS GENITAIS MASCULINOS EXTERNOS
pectínea e 1/5 inferior da vagina e vestíbulo - A Pilificação da região da genitália no homem tem a forma
- Linfonodos inguinais profundos: clitóris, bulbo do vestíbulo e losângica e na mulher é triangular
lábios menores - Escroto:
- Câncer de bexiga no trígono vesical – disseminou para o ▪ Chamado de bolsa testicular
períneo e se instalou num linfonodo na região da vulva ▪ Região escuro e coberta – muita pilificação e enrugado
- Drenagem linfática do útero: (musculatura dardos na tela subcutânea)
▪ Os linfáticos do corpo drenam para os ilíacos ▪ Camada superficial e profunda
▪ Os do fundo acompanham os vasos ovarianos e daí vai ▪ Sem gordura na tela subcutânea
para os lombares ▪ 2 bolsas (direita e esquerda)
▪ Os do cérvice drenam para os ilíacos externos, - Pênis:
hipogástricos e sacrais laterais ▪ Sem gordura na posição anatômica
▪ Em corte transversa: 2 corpos cavernosos e 1 corpo
esponjoso (passagem da uretra) – funcionam como
MAMAS uma esponja durante a ereção (enchem de sangue)
▪ Bulbo do pênis: no corpo esponjoso, onde penetra a
uretra

- Seio = espaço entre as duas mamas


- Estroma: tecido de sustentação
- Parênquima: parte funcionante
- Polimastia: presença das glândulas mamárias em outros ▪ Duas raízes que forma o corpo do pênis
lugares no corpo que não as mamas ▪ Glande: região distal do corpo esponjoso

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Glande do
pênis Raízes do
▪ Ligamento suspensor do pênis: sem função específica,
pênis D e E
mas pode ser cortado para tracionar o pênis e
aumentar seu tamanho

▪ Músculo bulbo esponjoso: expelir urina e ejaculação


▪ Prepúcio: pele que recobre a glande
➢ Redundante: risco de fimose – infecção, pois a
temperatura é ótima para proliferação de
bactérias
➢ Parafimose: edema em volta da glande
- Uretra masculina é maior – de 20 a 25 cm → sistema
urinário + genital
- Glândulas bulbouretrais: secreção para lubrificar a uretra –
importante durante a excitação sexual
- Mecanismo da ereção:

▪ Veia dorsal do pênis: encostada entre a túnica


albugínea e a fáscia dorsal do pênis – conecta com o
corpos cavernosos pelas veias emissárias
▪ Atuação do parassimpático: preenchimento dos
c=corpos cavernosos – compressão e fechamento
das veias emissárias, para não sair o sangue e
permanecer com a ereção
▪ Após o efeito parassimpática → relaxamento e ação
do simpático
Frenulo do
prepúcio

Túnica
albugínea

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11/11/2021 – prof. Tose

- Em casos de dúvida no diagnostico, realizar o teste de ORGÃOS GENITAIS MASCULINOS INTERNOS


cromatina sexual
- Traumatismo:
- Testículo:
▪ Fratura membranácea da uretra – sangramento para
▪ Formado no abdômen atrás do peritônio, e depois
a cavidade abdominal
descem até a bolsa testicular pelo anel inguinal
▪ Fratura de pênis
profundo e superficial

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Ana Clara Natali – Turma 72
11/11/2021 – prof. Tose

▪ Célula de Sertoli: espermatogênese – concentrando


testosterona no interior dos túbulos seminíferos
▪ Testículo ectópico: fora do trajeto normal (bolsa
▪ Células de Leydig: localizam no estroma que circundam
testicular)
os túbulos seminíferos – produção de testosterona
▪ Testículo criptorquídico: está no trajeto normal, mas
▪ Varicocele: alargamento das veias dentro do escroto
parou no meio (escondido)
➢ Veia testicular esquerda desemboca na veia renal
▪ Cremaster = puxador – função é aproximar o testículo
esquerda, por isso é mais frequente
do corpo quando esta frio, por exemplo
▪ Pediatra deve verificar se o testículo esta na bolsa
testicular ou não – deve estar até o 7º ano de idade
(pode ser falta de testosterona, por exemplo)
➢ Índice de ter câncer torna-se maior

▪ Hidrocele:

- Ducto deferente:
▪ Passa pelo anel inguinal e acompanha o funículo
espermático, até a próstata

Epidídimo

Rede testicular – no
mediastino testicular

Septo

Lóbulos com
túbulos
seminíferos
Túnica albugínea

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Ana Clara Natali – Turma 72
11/11/2021 – prof. Tose

- Próstata:
▪ Posteriormente a bexiga urinaria
▪ Uretra passa dentro da prostática – parte prostática
da uretra
▪ Divisão da próstata: nódulo na zona periférica tem
muita chance de ser maligno

▪ Aumento de volume: o mediano aumenta primeiro


▪ Toque retal:

- Epidídimo:
▪ Cabeça, corpo e cauda

➢ Via de acesso supra púbica: pelo recesso retro


púbico e entra na parede da bexiga – sem
entrar na parede peritoneal

- Uretra masculina:

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Ana Clara Natali – Turma 72
11/11/2021 – prof. Tose

- Vasos do testículo, epidídimo e funículo espermático:

- Inervação: nervo ilioinguinal e nervo dorsal do pênis (do nervo


pudendo)
▪ Nervos esplâncnicos pélvicos – ereção

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Ana Clara Natali – Turma 72
19/11/2021 – prof. Hidelgardo

Pelve e Períneo

INTRODUÇÃO
- Períneo: é um conjunto de partes moles que fecham a
abertura inferior da pelve – pele, tela subcutânea, fáscia
superficial do períneo, musculo isquiocavernoso e bulbo
esponjoso
▪ Situado abaixo da fáscia inferior da abertura da pelve
▪ Situa-se inferiormente ao diafragma da pelve Tecido adiposo da
fossa isquioanal

Diafragma
urogenital

- Abertura inferior da pelve:


▪ Estruturas ósseas complementadas com um conjunto
de ligamentos – sínfise púbica, ligamento arqueado, ligg.
sacrotuberal e espinal (formação do forame isquiático
maior e menor – passagem de vasos e nervos)
▪ Maior no sexo feminino – passagem da cabeça do
feto

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Ana Clara Natali – Turma 72
19/11/2021 – prof. Hidelgardo

- O períneo é uma fenda interposta entre a região púbica,


obturatória e femorais e tem continuação com a fenda
glútea da região direita e esquerda

TRÍGONO ANAL E UROGENITAL (anterior)


- A abertura do trígono anal feminino é maior
- Cóccix, tuberosidades isquiáticas, ramos isquiopúbicos e a
sínfise púbica são palpáveis no vivente
- Posição ginecológica para visualizar a região perineal:

▪ Tegumento: há mais melanina e com pelos


▪ Rafe do períneo: entre a comissura posterior e o ânus

OBS.: onde há mais pregas, soa encontradas mais células e


secreções – propicio para o aparecimento de micoses

REGIÃO PERINEAL
- Cirurgião plástico: lábios menores desproporcionais
- Vista posterior:

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Ana Clara Natali – Turma 72
19/11/2021 – prof. Hidelgardo

- Presença de pelos: processos inflamatório de glândulas


sebáceas e sudoríparas
- Tribos/cultura: retirada do clitóris com instrumentos
indesejáveis para que a mulher não tenha excitação
- Hermafroditismo: cirurgias para correção de deformidades,
por exemplo

DIAFRAGMA DA PELVE

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Ana Clara Natali – Turma 72
19/11/2021 – prof. Hidelgardo

- Dois músculos principais: levantador do ânus (puborretal,


pubococcígeo e iliococcigeo) e isquiococcigeo
- Musculo piriforme: liga o sacro ao fêmur – não pertence ao
Lig. Sacrotuberal
diafragma
- Hiato urogenital ou hiato do musculo levantador do anus:
- Arco tendineo do musculo levantador do anus: fixação e
apoio do musculo levantador do anus
- Vista inferior:

Lig. Sacroespinal

OBS.: as fibras musculares do diagrama urogenital oclui o hiato


urogenital – passagem da uretra e vagina

- Diafragma urogenital masculino: a parte esponjosa da uretra


atravessa-o
▪ Ao retirar a membrana do períneo (fáscia inferior do
diafragma urogenital) é possível ver a parte
membranácea da uretra
Parte membranácea da
- Musculo puborretal: transição entre reto e canal anal –
uretra
contenção do bolo fecal
- Períneo feminino: pelve maior M. Puborretal

M. Pubococcígeo
Membrana do
M. Iliococcigeo períneo
M. Puborretal

- Região urogenital feminina:


M. Isquiococcigeo ▪ Bartolinite: inflamação das glândulas vestibulares
maiores
▪ Fáscia superficial do períneo acima da membrana do
períneo
▪ Fossa isquioanal: com gordura (apoio para o diafragma
da pelve) e tecido conjuntivo frouxo

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Ana Clara Natali – Turma 72
19/11/2021 – prof. Hidelgardo

Bulbo do
vestíbulo

- Contrações rítmicas da mulher se dá pela continuação das


fibras musculares dos músculos bulbo esponjoso e
transverso profundo e superficial do períneo com o musculo
esfíncter externo do anus – durante o orgasmo e exames
retais
- Membrana do períneo: separa as partes superficial e
profunda

- Centro tendineo do períneo ou corpo do períneo:


intercruzamento de fibras musculares
▪ Contração do musculo bulbo esponjoso: eliminação do
sêmen e da urina
▪ Musculo isquiocavernoso: manutenção da ereção
masculina

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Ana Clara Natali – Turma 72
19/11/2021 – prof. Hidelgardo

VASOS E NERVOS

para inervação das vísceras pélvicas; além dos nervos


- Artéria pudenda interna: passa pelo forame isquiático menor sacrais que originam o nervo pudendo
– ramo da divisão anterior da artéria ilíaca interna; ramos: ▪ Nervo anal/retal inferior
▪ Artéria anal inferior ▪ Nervo perineal → Ramos superficiais (nervo labial e
▪ Artéria perineal escrotal posteriores) e profundos
▪ Artéria dorsal do pênis e do clitóris ▪ Nervo dorsal do pênis e do clitóris
- Artéria pudenda externa: irriga a genitália externa – ramo
da artéria femoral
- Nervo pudendo
- Estruturas encontradas na tuberosidade isquiática
- Drenagem linfática: os vasos linfáticos da camada profunda
seguem em direção aos linfonodos inguinais superficiais –
linfa da parede do abdome, do membro inferior, região
glútea e da genitália externa
▪ Essencial para entender a fisiopatologia das IST’s
▪ Metástase para os linfonodos inguinais – pode ser
tumor da genitália externa
▪ Dos testículos: feita para linfonodos situados dentro do
abdome, pois é formado lá e migra para o escroto
- Inervação: nervos originados no 2º,3º e 4º segmentos
sacrais – saída de fibras pré-ganglionares parassimpáticas

6
Ana Clara Natali – Turma 72
19/11/2021 – prof. Hidelgardo

CASOS CLÍNICOS
- Episiotomia: facilitar a passagem do feto – a mediana é de
risco
▪ Pode ocorre ruptura de fibras musculas – puborretal
e vaginal

- Prolapso uterino:

- Vaginismo: distensão inicial dos músculos bulbo esponjoso e


transverso do períneo deflagra os espasmos involuntários
dos músculos perivaginais e levantadores do anus – distúrbio
ginecológico vaginal

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Ana Clara Natali – Turma 72
25/06/2021 – prof. Tose; Dangelo e Fattini, pág. 135

Sistema Cardiovascular

INTRODUÇÃO PERICÁRDIO
- É um sistema de órgãos fechados, sem comunicação com o
exterior, constituído por tubos, no interior dos quais circulam
humores
▪ Os tubos são chamados vasos e os humores são o
sangue e a linfa
▪ Para que estes humores possam circular através dos
vasos, há um órgão central, o coração, que funciona
como uma bomba contrátil-propulsora
- Compreende coração, artérias, arteríolas, veias, capilares,
vênulas e órgãos hematopoiéticos
▪ Capilares: apresentam um calibre reduzido onde ocorre
a troca de substâncias entre o sangue e os tecidos
circundantes – material nutritivo e O2 passam dos
capilares para os tecidos, e produtos do resíduo
metabólico, inclusive C02 , passam dos tecidos para o - É um saco fibro-seroso que envolve o coração, separando-o
interior dos capilares dos outros órgãos do mediastino e limitando sua expansão
- Órgãos hematopoiéticos: produzem os componentes do durante a diástole ventricular
sangue e da linfa - Pericárdio fibroso: uma camada externa fibrosa
- O corpo de um indivíduo adulto tem, em média, 5 L de - Pericárdio seroso: uma camada interna serosa
sangue, circulando continuamente ▪ Possui uma lâmina parietal, aderente ao pericárdio
- A função básica do sistema circulatório é a de levar material fibroso, e uma lâmina visceral, aderente ao miocárdio e
nutritivo e oxigênio às células – o sangue circulante também chamada epicárdio
transporta material nutritivo absorvido pela digestão dos ▪ Entre as duas lâminas do pericárdio seroso existe uma
alimentos cavidade virtual, a cavidade do pericárdio, ocupada por
- Além disso, o sangue circulante transporta também os camada líquida de espessura capilar, que permite o
produtos residuais do metabolismo celular, desde os locais deslizamento de uma lâmina contra a outra durante as
onde foram produzidos até os órgãos encarregados de os mudanças de volume do coração
eliminar
- Divisão:
▪ Sistema sanguífero: “levar ferro”, cujos componentes CORAÇÃO
são os vasos condutores do sangue (artérias, veias e
capilares) e o coração (que pode ser considerado um
vaso modificado)
▪ Sistema linfático: formado pelos vasos condutores da
linfa ( capilares linfáticos, vasos linfáticos e troncos
linfáticos) e por órgãos linfoides (linfonodos e tonsilas)
▪ Órgãos hematopoiéticos: representados pelos órgãos
linfáticos primários (medula óssea e timo) e pelo baço,
órgão linfático secundário

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- É um órgão muscular, oco, que funciona como uma bomba


contrátil-propulsora
- Embora seu peso oscile entre 280 e 340 g, pode pesar
muito mais quando exigido continuamente, como em atletas e
trabalhadores que exercem intensa atividade física – nestes
casos não há aumento do número de fibras musculares
cardíacas (hiperplasia), mas sim uma hipertrofia
- É um órgão tetra cavitário formado por 2 átrios e 2
ventrículos (ventrículo direito é mais perto do tórax)
▪ Valvas: orifícios entre os átrios e ventrículos com
dispositivos orientadores da corrente sanguínea
- O tecido muscular que forma o coração é o tecido muscular
estriado cardíaco, e constitui sua camada média ou miocárdio.
- Mediastinites: infecções nos mediastinos – são muito graves
▪ Endotélio: forra internamente o miocárdio e é contínuo
- Fossa oval: comunicação entre o átrio direito e esquerdo –
com a camada íntima dos vasos que chegam ou saem
no feto é chamado de forame oval
do coração
- Septos: subdivide a cavidade cardíaca em 4 câmaras, quando
▪ Epicárdio: é uma serosa revestindo externamente o
as paredes do coração são abertas
miocárdio
▪ Septo atrioventricular: septo horizontal, divide o
- O coração possui uma contratilidade própria ou inerente de
coração em duas porções (superior e inferior) – a
modo que, quando removido de um animal e perfundido em
porção superior apresenta um septo sagital, o septo
uma solução salina aquosa isotônica ou soro fisiológico,
interatrial, que a divide em duas câmaras: átrios direito
continua a bater ritmicamente – é altamente especializado e
e esquerdo; cada átrio possui um apêndice, o qual, visto
consiste em fibras que se ramificam e se unem por seus
na superfície externa do coração, se assemelha a uma
ramos com fibras adjacentes
orelha de animal e recebe, por isso, o nome de aurícula
- Compreende-se que o coração, que começa a bater no feto
▪ Septo interventricular: parte carnosa e membranosa
no 7°mês de vida intrauterina, necessita de grande
(onde ocorre as grandes anomalias da embriologia);
quantidade de O2, garantido pelo suprimento sanguíneo
divide o coração em duas câmaras, ventrículos direito
fornecido pelas artérias coronárias que o irrigam
e esquerdo – possui dois orifícios, os óstios
- Forma: aproximada de um cone truncado, apresentando uma
atrioventriculares direito e esquerdo, assim, possibilita
base, um ápice e faces (esternocostal, diafragmática e
a comunicação do átrio direito com o ventrículo direito
pulmonar) → a base do coração não tem uma-delimitação
e do átrio esquerdo com o ventrículo esquerdo
nítida, porque corresponde à área ocupada pelas raízes dos
➢ Os óstios atrioventriculares apresentam
grandes vasos da base do coração, isto é, vasos através dos
dispositivos, as valvas atrioventriculares, que
quais o sangue chega ou sai do coração
permitem a passagem do sangue somente do
- Local: na cavidade torácica atrás do esterno, acima do
átrio para o ventrículo
músculo diafragma, sobre o qual em parte repousa, no
espaço compreendido entre os dois sacos pleurais, mais
especificamente no mediastino médio – sua maior porção se
encontra à esquerda do plano mediano e fica disposto
obliquamente, de tal forma que a base é medial e o ápice,
lateral → mediastino anterior, médio e posterior

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atrioventriculares e os óstios do tronco pulmonar e da aorta;
formado por trígonos fibrosos direito e esquerdo, anéis
fibrosos, valvas atrioventriculares direita e esquerda e anéis
fibrosos das valvas aórtica e pulmonar – dá origem e
inserção aos músculos e funciona como isolante térmico
- Complexo estimulante cardíaco: formado por nó sinusal,
feixes intermodais, nó atrioventricular, feixe atrioventricular
e ramos direito e esquerdo – tem automatismo próprio, por
meio do nervo vago (inibindo) e do simpático (estimulando),
que agem no nó sinusal (na parede do átrio direito, é o
marcapasso do coração)
▪ O impulso espalha-se ao miocárdio, resultando
contração – esse impulso chega ao nó atrioventricular,
localizado na porção inferior do septo interatrial, e se
propaga aos ventrículos através do fascículo
atrioventricular, este, ao nível da porção superior do
septo interventricular, emite os ramos direito e
- Valvas cardíacas: é formada por uma lâmina de tecido
esquerdo, e, assim, o estímulo alcança o miocárdio dos
conjuntivo denso, recoberta em ambas as faces pelo
ventrículos
endocárdio, esta lâmina é descontínua, apresentando
▪ Lesões deste sistema interferem na transmissão do
subdivisões incompletas, as quais recebem o nome de
estímulo e, consequentemente, alteram o ritmo e o
válvulas ou cúspides – atrioventricular e semilunares (aórtica
trabalho do coração – na miocardite chagásica (doença
e pulmonar), impedem o refluxo do sangue
de Chagas) ocorre com frequência lesão do fascículo
▪ Valva atrioventricular direita ou tricúspide: possui três
atrioventricular ou de seus ramos
válvulas
▪ Valva atrioventricular esquerda ou mitral: apresenta
duas válvulas
▪ Cordas tendineas: prendem a valva a músculos
papilares, que são projeções do miocárdio nas paredes
internas do ventrículo
▪ Valva do tronco pulmonar e valva aórtica: impedem o
retorno do sangue por ocasião do enchimento dos
ventrículos (diástole ventricular) – cada uma destas
valvas está constituída por três válvulas semilunares,
lâminas de tecido conjuntivo forradas de endotélio, em
forma de bolso, com o fundo voltado para o ventrículo
e a porção aberta voltada para a luz da artéria
- Vasos da base: os vasos através dos quais o sangue chega
ou sai do coração têm suas raízes situadas na base deste
órgão, razão pela qual esta área não tem delimitação nítida
▪ Veia cava superior e inferior: desembocam no átrio
direito
▪ Veias pulmonares: 4 veias desembocam no átrio
esquerdo (2 de cada pulmão)
▪ Tronco pulmonar: sai do ventrículo direito, que após
curto trajeto bifurca-se em artérias pulmonares
direita e esquerda, para os respectivos pulmões
- Coração se nutre na diástole
- Esqueleto fibroso cardíaco: consiste em uma massa contínua
de tecido conjuntivo fibroso que circunda os óstios
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relativamente calibroso, que desemboca no átrio
direito; no seu trajeto ele recebe as seguintes
▪ Do ventrículo esquerdo sai a artéria aorta, que se
tributárias: veia cardíaca magna (que recebe, por sua
dirige inicialmente para cima e depois para trás e para
vez, a veia marginal esquerda), veia cardíaca média e
a esquerda, formando assim o arco aórtico
veia cardíaca pequena
▪ Duas ou três vv. cardíacas anteriores, que drenam a
parede do ventrículo direito, desembocam diretamente
no átrio direito

CIRCULAÇÃO DO SANGUE
- A circulação é a passagem do sangue através do coração e
dos vasos
- A circulação se faz por meio de duas correntes sanguíneas,
as quais partem ao mesmo tempo do coração
▪ A lª corrente sai do ventrículo direito através do
- Irrigação do coração: 2 artérias coronárias, direita e tronco pulmonar e se dirige aos capilares pulmonares,
esquerda, são responsáveis pela irrigação do coração, elas onde se processa a hematose, ou seja, a troca de
correm no seio coronário, que separa os átrios dos CO2 por O2
ventrículos ▪ O sangue oxigenado resultante é levado pelas veias
▪ Usualmente a coronária esquerda é mais calibrosa que pulmonares e lançado no átrio esquerdo, de onde
a direita e sua área de distribuição é maior passará para o ventrículo esquerdo
▪ A a. coronária esquerda fornece o ramo ▪ A outra corrente sanguínea sai do ventrículo esquerdo,
interventricular anterior e o ramo circunflexo, este pela artéria aorta, a qual se vai ramificando
último anastomosa-se com a artéria coronária direita sucessivamente e chega a todos os tecidos do
▪ A a. coronária direita origina o ramo marginal e o ramo organismo, onde existem extensas redes de vasos
interventricular posterior que se anastomosa com o capilares nos quais se processam as trocas entre o
ramo interventricular anterior da coronária esquerda sangue e os tecidos
▪ Após as trocas, o sangue carregado de resíduos e de
CO2 retorna ao coração através de numerosas veias,
as quais, em última instância, são tributárias (ou
afluentes) de dois grandes troncos venosos (veia cava
inferior e veia cava superior), que desembocam no
átrio direito, de onde o sangue passará para o
ventrículo direito

- Drenagem do coração: e o leito capilar do miocárdio tem


duas vias de drenagem: uma através do sistema venoso, o
que é usual e outra através de pequenos canais, as veias
cardíacas mínimas, que drenam o leito capilar diretamente
para as câmaras cardíacas
▪ O seio coronário é a principal estrutura de drenagem
do coração – situa-se no sulco coronário, entre o átrio
e o ventrículo esquerdos e é um tronco curto, mas
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- Sistema Porta: é um sistema venoso interposto entre
capilares venosos
CIRCULAÇÃO SISTÊMICA - Veia porta hepática: joga o sangue para dentro do fígado –
- De alta pressão ou grande circulação – 120/80 PA capilares formam veias hepáticas
- Tem início no ventrículo esquerdo, de onde o sangue é - Sistema porta hipofisário: ocorre na hipófise
bombeado para a rede capilar dos tecidos de todo o
organismo OBS.: outros tipos de circulação:
- Após as trocas, o sangue retorna pelas veias ao átrio direito o Circulação cardíaca: as artérias irrigam o coração e o sangue
- Em resumo, é uma circulação coração-tecidos-coração é drenado pelas veias cardíacas
o Circulação fetal: fase da vida passageira, em que o melhor
sangue irriga a cabeça, pescoço e membros superiores –
CIRCULAÇÃO PULMONAR mais desenvolvidos nos RN
- De baixa pressão ou pequena circulação
o Circulação vertebral: vertebral interno (dentro do canal
- Tem início no ventrículo direito, de onde o sangue é
vertebral) e externo (fora da vértebra)
bombeado para a rede capilar dos pulmões
❖ Veia vertebro basilar: comunica o interno com o
- Depois de sofrer a hematose, o sangue oxigenado retorna
externo
ao átrio esquerdo
❖ Há uma rica rede venosa no sistema vertebral
- Em síntese, é uma circulação coração-pulmão-coração
❖ Anus -> sistema cava, porta hepático e ázigo ->
- Pressão na artéria pulmonar: 25-35 mmHg
sistema cava inferior e superior
❖ As interconexões geram as metástases que chegam
CIRCULAÇÃO COLATERAL ao cérebro
- Normalmente, existem anastomoses (comunicações) entre
ramos de artérias ou de veias entre si – são em maior ou ARTÉRIAS
menor número, dependendo da região do corpo
- Definida por Aristóteles, a etimologia diz que “conduz ar”,
- Em condições normais, não há muita passagem de sangue
apesar de conduzir sangue – antigamente ao dissecar era
através destas comunicações, mas, no caso de haver uma
visto ar
obstrução (parcial ou total) de um vaso mais calibroso que
- São tubos cilindroides, elásticos, nos quais o sangue circula
participe da rede anastomótica, o sangue passa a circular
centrifugamente em relação ao coração
ativamente por estas variantes, estabelecendo-se uma
- No cadáver apresentam-se com a cor branca-amarelada e
efetiva circulação colateral
no vivente nem sempre é fácil distingui-las, pois sua
- É provável que a circulação colateral possa estabelecer-se a
coloração se confunde com a dos tecidos vizinhos e seus
partir de capilares, pela adição de tecidos às suas paredes,
batimentos às vezes são notados apenas pela palpação
convertendo-se em artéria ou veia
- Apresenta calibre preservado, mais arredondada e
- Pelo exposto, conclui-se que a circulação colateral é um
amarelada (não tem sangue dentro) – diâmetro maior pelas
mecanismo de defesa do organismo, para irrigar ou drenar
túnicas
determinado território quando há obstrução de artérias ou
- Grande calibre: mais fibras elásticas e colágenas para
veias de relativo calibre
suportar as altas pressões – tem mais camada muscular
- Artérias e veias são vascularizadas e inervadas
CIRCULAÇÃO PORTAL histologicamente – PAN é a inflamação de artéria e nervos
- Neste tipo de circulação, uma veia interpõe-se entre duas (vasovasório e nervonervório)
redes de capilares, sem passar por um órgão intermediário - Estrutura dos vasos sanguíneos: esquema de vasos
- Isto acontece na circulação portal-hepática, provida de uma fechados
rede capilar no intestino ( onde há absorção dos alimentos) e
outra rede de capilares sinusóides no fígado (onde ocorrem
complexos processos metabólicos), ficando a veia porta
interposta entre as duas redes
- Porta: levar ou trazer em latim – sistema porta, aquele que
leva ou traz
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- Possuem elasticidade a fim de manter o fluxo sanguíneo
constante
- A dilatação das artérias em razão da onda sanguínea
bombeada na sístole ventricular forma energia potencial que
mantém até certo grau a tensão durante a diástole
(dilatação) ventricular
- As artérias podem dilatar-se no sentido transversal para
conter maior volume de sangue; podem, também, distender-
se no sentido longitudinal, atendendo aos deslocamentos dos
segmentos corpóreos
▪ Em geral, as artérias se encontram em estado de
- Aterosclerose: luz do vaso é diminuída pela presença de tensão no sentido longitudinal, o que explica a retração
placas de gordura – giros encefálicos ficam “inchados” e das duas extremidades do vaso quando seccionado
artérias tortuosas transversalmente
- Nas secções transversais incompletas, esta mesma tensão
longitudinal força esta abertura e pode levar a artéria à
secção completa.
- Aparelho glômico: é formado por uma arteríola aferente e
uma veia eferente e células glômicas – nessa transição
existem células mioepiteliais que controlam essa passagem
▪ O corpo glômico é um receptor neuromiioarterial
contrátil que controla a temperatura e a pressão
sanguínea, através do fluxo periférico
▪ É mais frequente nas extremidades digitais

- Classificação das artérias:


▪ Grande calibre ou elásticas: entre 20 e 30 mm –
aorta, tronco pulmonar, tronco braquicefálico,
subclávias, ilíacas comuns, ilíacas internas e externar e
carótidas comuns
▪ Médio calibre ou musculares ou distribuidoras: entre 5 - As artérias emitem ramos terminais e ramos colaterais:
e 20 mm – femorais, poplíteas, carótidas internas e ▪ Ramos terminais: quando a artéria dá ramos e o
externar, axilares e braquiais tronco principal deixa de existir por causa desta divisão
▪ Arteríolas: são os menores ramos das artérias e (em geral bifurcação) diz-se que os ramos são
oferecem maior resistência ao fluxo sanguíneo; terminais – artéria braquial que ao nível do cotovelo
contribuem, assim, para reduzir a tensão do sangue bifurca-se em duas outras: artérias radial e ulnar,
antes de sua passagem pelos capilares; menor que ramos terminais da a. braquial
100 u – levando-se em conta a considerável ▪ Ramos colaterais: são assim classificados quando a
espessura das paredes das arteríolas com relação à artéria emite ramos e o tronco de origem continua a
sua luz, a relação entre espessura da parede e luz da existir – entre eles situa-se a grande maioria dos
arteríola foi fixada por alguns autores na proporção ramos arteriais
média de 1:2
▪ Capilares: entre 8 e 10 u

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aplicações práticas – a a. radial é superficial ao nível da
extremidade distal do antebraço, do que se vale o médico
➢ Os ramos colaterais saem das artérias sob
para comprimi-la contra o rádio e pesquisar a pulsação;
ângulos diversos
também a a. femoral (na raiz da coxa), a a. temporal
➢ O ramo colateral pode formar um ângulo reto
superficial e a. dorsal do pé possuem trechos superficiais
com a artéria tronco e, neste caso, ocorre
- Nomenclatura: entre os critérios utilizados para designar as
diminuição na velocidade de circulação do sangue
artérias, os mais comuns são: situação (a. braquial), direção
➢ Quando o ramo colateral forma com a artéria
(a. circunflexa da escápula), órgão irrigado (a. renal), peça
tronco um ângulo obtuso, recebe o nome de
óssea contígua (a. femoral)
recorrente, e, neste caso, o sangue circula em
- Tipos de ramificações e terminações: arcada, recorrente,
direção oposta àquela da artéria de origem
terminal (se lesionar já era – artéria central da retina, se
lesionar gera cegueira), bissetriz e colateral
- Arteriografia: método de estudo das artérias – método mais
antigo
- Ultrassonografia: pode ser feito várias vezes, pois não tem
radiação – método mais moderno
▪ Anecoico: preto – sem eco
▪ Hiperecoico: branco – muito eco
▪ Hipoecoico: baixos ecos
- Injeção e corrosão: método de estudo das artérias

VEIAS
- São tubos nos quais o sangue circula centripetamente em
relação ao coração
- Geralmente um órgão ou uma estrutura recebe sangue de - As veias fazem sequência aos capilares e transportam o
mais de uma artéria, embora haja exceções, como é o caso sangue que já sofreu trocas com os tecidos, da periferia
dos rins e do baço para o centro do sistema circulatório que é o coração
- As artérias podem ser superficiais ou profundas. - No vivente, as veias superficiais têm coloração azul-escura
▪ Artérias superficiais: em geral são oriundas de porque suas finas paredes deixam transparecer o sangue
artérias musculares e se destinam à pele; por isso que nelas circula
mesmo, são de calibre reduzido e distribuição irregular - É mais escura, pois tem sangue nas peças anatômicas –
▪ Artérias profundas: representam quase a maioria, e camada mais fina
isto é funcional, pois nesta situação as artérias - Forma: é variável de acordo com a quantidade de sangue em
encontram-se protegidas – são acompanhadas por seu interior – quando cheias de sangue, as veias são mais ou
uma ou duas veias (são chamadas de veias satélites), menos cilíndricas; quando pouco cheias ou mesmo vazias, são
em geral apresentam mesmo trajeto, calibre achatadas, de secção elíptica; fortemente distendidas
semelhante e o mesmo nome da artéria que apresentam-se moniliformes ou nodosas devido à presença
acompanham das válvulas
- Feixe vasculonervoso: nome do conjunto dado quando - Como para as artérias, as veias podem ser classificadas em
decorrem juntos artéria, veia(s) e nervo(s) veias de grande, médio e pequeno calibre e vénulas, estas
- As artérias têm "filia” pelos ossos e "fobia” pela pele – às últimas seguem-se aos capilares
vezes, a contiguidade entre artéria e osso é tão acentuada - As veias em geral têm maior calibre que as artérias
que ela faz sulcos nos ossos correspondentes
- Ao nível das articulações, as artérias principais ficam na - Em virtude da menor tensão do sangue no seu interior e de
face de flexão, onde são mais protegidas contra as trações possuir paredes mais delgadas, as veias são muito
- Alguns pequenos trechos de artérias profundas apresentam depressíveis, e suas paredes podem entrar em contato
trajetos superficiais, e disto se aproveitam os médicos para (colabamento) e assim permanecer por algum tempo

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- As veias da cabeça e do tronco podem ser classificadas em
viscerais, quando drenam as vísceras ou órgãos, e em
- O poder de distensão das veias no sentido transversal é tão
parietais, quando drenam as paredes daqueles segmentos
acentuado, que elas podem, segundo alguns autores,
- A presença de válvulas é uma das principais características
quintuplicar o seu diâmetro
das veias, embora haja exceções, pois estão ausentes nas
- A formação das veias lembra de perto a formação dos rios:
veias do cérebro e em algumas veias do tronco e do
▪ Afluentes vão confluindo no leito principal e o caudal
pescoço
deste torna-se progressivamente mais volumoso
- As válvulas são pregas membranosas da camada interna da
▪ As veias recebem numerosas tributárias e seu calibre
veia, em forma de bolso – possuem uma borda aderente à
aumenta à medida que se aproximam do coração,
parede do vaso e uma borda livre, voltada sempre para a
exatamente o oposto do que ocorre com as artérias,
direção do coração
nas quais o calibre vai diminuindo à medida que emitem
- Seio da válvula: é o espaço delimitado pela borda aderente e
ramos e se afastam do coração
situado entre a válvula e a parede da veia – comparando-a
- O número de veias é maior do que o das artérias, não só
com um bolso de vestuário, a costura do bolso corresponde
porque é muito frequente a existência de duas veias
à borda aderente; a parte sem costura, à borda livre e a
satélites acompanhando uma artéria, como também pela
cavidade do bolso, ao seio da válvula
existência de um sistema de veias superficiais às quais não
correspondem artérias
▪ A velocidade do sangue é menor nas veias que nas
artérias e que as veias têm de transportar o mesmo
volume de sangue num determinado tempo
- Em geral há duas veias acompanhando uma artéria, mas há
exceções: por exemplo, na porção proximal dos membros há
uma veia satélite; no pênis e no cordão umbilical, há duas
artérias e uma veia
- Pode-se dizer que o leito venoso (soma dos volumes internos)
é praticamente o dobro do leito arterial
- As veias são classificadas em superficiais e profundas:
▪ Veias superficiais: são subcutâneas, com frequência - Quando o sangue contido na veia é impulsionado, ele empurra
visíveis por transparência na pele, mais calibrosas nos a válvula de encontro à parede do vaso, circulando assim
membros e no pescoço livremente em direção ao coração
➢ Drenam o sangue da circulação cutânea e - Como a progressão da corrente sanguínea venosa não é
servem também como via de descarga auxiliar da contínua, cessada a força que o impulsiona, tende o sangue
circulação profunda a retornar pela ação da gravidade – tal fato, entretanto,
➢ Permitem o esvaziamento rápido de veias dos não ocorre porque o sangue se insinua no seio da válvula,
músculos durante a contração dos mesmos e ocupando-o integralmente e fazendo com que a borda livre
assim diminuem o retorno pela circulação se encoste na parede do vaso
profunda - Desta forma, a luz da veia é temporariamente obliterada,
➢ São volumosas e facilmente visíveis nos indivíduos até que novo impulso faça o sangue progredir em direção ao
musculosos e menos nítidas no sexo feminino coração
➢ Não acompanham artérias - Fatores que influenciam o retorno venoso: vis a tergo,
➢ Devido à sua situação subcutânea, é nestas veias contração muscular e fáscia muscular
que se faz aplicação de injeções endovenosas - Pode haver mais de uma válvula em um mesmo ponto da
▪ Veias profundas: podem ser solitárias, isto é, não veia, é frequente encontrar duas e, mais raramente, três
acompanham artérias (vv. cavas, v. ázigos, v. porta - Insuficiência de uma válvula é a impossibilidade de impedir
etc.) ou satélites das artérias completamente o refluxo do sangue
- Veias comunicantes: são numerosas veias que comunicam ▪ A insuficiência de muitas válvulas de uma mesma veia
veias superficiais com veias profundas provoca sua dilatação e consequente estase sanguínea:
tal estado é conhecido pelo nome de varizes
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- Anastomose longitudinal: é a que se estabelece pela
- A força do bombeamento cardíaco diminui à medida que o bifurcação de uma artéria, cujos ramos se mantêm
sangue passa por vasos de calibre cada vez menores, independentes por um determinado trecho e voltam a se
sobretudo nos capilares reunir e formar o tronco principal
- Nas veias, tensão e velocidade do sangue são menores que - Anastomose plexiforme: é a que se estabelece entre os
nas artérias ramúsculos de ramos colaterais ou de ramos terminais,
- Um dos mais importantes fatores do retorno do sangue originados pela mesma artéria ou por artérias vizinhas – a
venoso ao coração é a contração muscular, que comprime disposição resultante permite uma distribuição uniforme de
as veias e impulsiona o sangue nelas contido sangue no território em que se encontra
- Anastomoses venosas: também apresentam os 5 tipos
OBS.: capilares sanguíneos -> são vasos microscópicos,
descritos para as arteriais, mas são mais frequentes,
interpostos entre artérias e veias; neles se processam as trocas
maiores e mais irregulares do que elas; é difícil delimitar o
entre o sangue e os tecidos e sua distribuição é quase universal
exato território de drenagem de uma veia – mesmo a
no corpo humano – sua ausência em tecidos ou órgãos é rara
distribuição de uma veia é extremamente variável, o que
como é o caso da epiderme, da cartilagem hialina, da córnea e da
torna difícil fixar o padrão normal de distribuição
lente
▪ Têm sido descritas também anastomoses
arteríolovenulares, cujo desenvolvimento e funções
não são bem conhecidos
▪ Trata-se de um curto-circuito da rede capilar, ou seja,
estas anastomoses estabelecem uma comunicação
direta entre arteríolas e vênulas sem interposição,
portanto, da rede capilar
▪ Têm sido descritas em muitas partes do corpo e sabe-
se que, na pele, são importantes fatores de
termorregulação, ao passo que no estômago estão
abertas na fase de repouso do órgão, mas fechadas
ANASTOMOSES na fase de absorção, quando então o sangue circula
- As artérias comunicam-se entre si por meio das através do leito capilar
anastomoses ▪ Isso proporciona uma área de superfície muito maior
- Existem nos glomérulos, hipófise, seios cavernosos dos para a absorção dos produtos da digestão
felinos e das girafas
- As anastomoses arteriais são conexões entre duas ou mais
artérias que favorecem a irrigação dos órgãos
SISTEMA LINFÁTICO
- Embora existam em todas as partes do corpo humano, são
importantes no cérebro e no coração e predominantes ao
redor das articulações
- A importância desta disposição é que, se uma das artérias é
obstruída, a outra pode ser uma via alternativa (anastomose)
para irrigar o órgão suprido
- Há pelo menos cinco tipos de anastomoses arteriais
- Anastomose arterial: como o nome indica, é uma anastomose
perpendicular às duas artérias paralelas que ela une. A
disposição assemelha-se a um H
- Anastomose por inosculação: é a anastomose que se faz
entre duas artérias que se dirigem uma para a outra e se - É um sistema formado por vasos e órgãos linfoides e nele
unem “boca a boca" circula a linfa – é basicamente um sistema auxiliar de
- Anastomose por convergência: é a que se faz entre duas drenagem, ou seja, auxiliar do sistema venoso
artérias que se unem em ângulo agudo, num tronco único
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conjuntivo que os reveste) e em estruturas avasculares
- Funções: (córnea, cartilagem, unhas e pelos)
▪ Drenar o excesso de liquido intersticial - O sistema linfático não possui um órgão central bombeador,
▪ Transportar lipídeos do trato gastrointestinal para o apenas conduz a linfa para vasos mais calibrosos que
sangue desembocam principalmente em veias do pescoço
▪ Proteger contra invasão por meio das respostas - Linfonodos: estão interpostos no trajeto dos vasos linfáticos
imunes e agem como uma barreira ou filtro contra a penetração na
- Consiste em capilares, vasos coletores e tronco corrente circulatória de microrganismos, toxinas ou
▪ Capilares linfáticos são maiores e mais irregulares que substâncias estranhas ao organismo
os sanguíneos e são muito anastomosados – onde ▪ São elementos de defesa para o organismo e
ocorre a absorção do líquido tecidual, mas estes produzem glóbulos brancos, principalmente linfócitos, a
capilares são tubos de fundo cego partir de um centro germinativo, além de produzirem
- Está presente nos intestinos, timo, baço e forma linfonodos anticorpos por intermédio de suas células reticulares –
- Órgãos linfoides se dividem em: os linfócitos entram nos linfonodos pelo sangue e saem
▪ Primários: timo e parte da medula óssea pelos vasos linfáticos eferentes
▪ Secundários: baço, tonsilas e linfonodos, folículos ▪ Variam muito em forma, tamanho e coloração;
linfáticos solitários e isolados ocorrem geralmente em grupos embora possam
- São abundantes na cútis e membranas mucosas, sendo apresentar-se isolados
numerosos nos orifícios naturais ▪ Um linfonodo típico é ovoide, comparável a um grão de
- As moléculas de grande tamanho são recolhidas em capilares feijão – através de sua margem côncava, penetra
especiais, os capilares linfáticos, de onde a linfa segue para uma artéria e saem veias e um dueto linfático
vasos linfáticos, e destes para troncos linfáticos, os mais eferente, numa área conhecida como hilo
volumosos, que por sua vez lançam a linfa em veias de médio ▪ Frequentemente, os linfonodos estão localizados ao
ou grande calibre longo do trajeto de vasos sanguíneos, como ocorre no
▪ A formação da linfa depende do aumento da pressão pescoço e nas cavidades torácica, abdominal e pélvica.
hidrostática, diminuição da pressão coloidosmótica do ▪ Na axila e na região inguinal (palpável) – como reação a
plasma (hipoproteinemia) uma inflamação, pode intumescer-se e tornar-se
- Os capilares linfáticos são mais calibrosos e mais irregulares doloroso, fenômeno conhecido com o nome vulgar de
que os sanguíneos, e terminam em fundo cego – geralmente íngua.
são encontrados na maioria das áreas onde estão situados - Fluxo da linfa: é relativamente lento durante os períodos de
os capilares sanguíneos inatividade de uma área ou de um órgão – a atividade
- São extremamente abundantes junto aos grandes vasos do muscular provoca o aparecimento de fluxo mais rápido e
tórax, do abdome e da pelve, e ao longo dos ramos de regular (caminhar ajuda no retorno)
artérias que irrigam órgãos viscerais ▪ A circulação da linfa aumenta durante o peristaltismo e
- Os vasos linfáticos possuem válvulas em forma de bolso, também com o aumento dos movimentos respiratórios
como as das veias, e elas asseguram o fluxo da linfa numa e contração da musculatura lisa da parede dos troncos
só direção, ou seja, para o coração – poucas válvulas linfáticos
- O maior tronco linfático recebe o nome de dueto torácico, e - Baço: é um órgão linfoide, situado no lado esquerdo da
geralmente desemboca na junção da v. jugular interna com a cavidade abdominal, junto ao diafragma, ao nível das 9ª, 10ª
v. subclávia, do lado esquerdo – drena a linfa de quase todo e 11 ª costelas
o corpo, enquanto um outro dueto importante, o dueto ▪ Apresenta duas faces distintas, uma relacionada com
linfático direito, drena a linfa da metade direita da cabeça, o diafragma, a face diafragmática, e outra voltada
do pescoço e do tórax, do pulmão direito, do lado direito do para as vísceras abdominais, a face visceral (presença
coração, da face diafragmática do fígado e do membro de uma fenda, o hilo do baço, onde penetram vasos e
superior direito, desembocando na origem da veia nervos)
braquiocefálica direita ▪ O baço é drenado pela veia esplênica, tributária da veia
- Estão ausentes no sistema nervoso central (SNC), na medula porta
óssea, nos músculos esqueléticos (mas não no tecido
10
Ana Clara Natali – Turma 72
25/06/2021 – prof. Tose; Dangelo e Fattini, pág. 135

▪ Responsável por filtrar o sangue para remover


microrganismos, além de produzir linfócitos, destruir
hemácias velhas e realizar a maturação de linfócitos B
▪ Produz linfócito T4 (imunossupressor) – locais onde
ocorre resposta imune

- Timo: órgão linfoide formado por massa irregular, situado em


parte no tórax e em parte na porção inferior do pescoço
▪ A porção torácica fica atrás do esterno e a porção
cervical, anteriormente e dos lados da traqueia
▪ O timo cresce após o nascimento até atingir seu maior
tamanho na puberdade
▪ A seguir, começa a regredir, e grande parte de sua
substância é substituída por tecido adiposo e fibroso;
entretanto, não desaparece rodo o tecido tímico
▪ Local onde ocorre o amadurecimento dos linfócitos T

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Ana Clara Natali – Turma 72
20/08/2021 – prof. Maurício; Moore pág. 184

Coração e Pericárdio

INTRODUÇÃO
- Resposta fisiológica: aumento do trabalho cardíaco
▪ Doença coronariana
▪ Consequência: angina/IAM e óbito
- Precórdio: região acima do estômago ou do coração

- Relação e esqueletopia: entre o 4º-9º corpo vertebral –


aumento da área cardíaca pode comprimir o esôfago
(disfagia: dificuldade de deglutir)
- Coração tetra cavitário composto por 2 átrios (receptoras)
e ventrículos (ejetoras) – fluxo unidirecional controlado pelas
válvulas arteriais e atrioventriculares
▪ Sangue flui de trás para frente
- Cardiômetro: informa o número de mortes pode doenças ▪ Septo interventricular: parte muscular e
cardiovasculares no BR por ano, mês e dia membranácea – separa o VE e VD
▪ VE com espessura maior – diferença de pressão
durante a ejeção das câmaras durante a sístole
CORAÇÃO ventricular
▪ Composição: endocárdio (endotélio), miocárdio (musculo)
- Latim: cor e grego: kardia – cardiologia, cardiologista e e epicárdico (adiposidade variável por onde caminha
discórdio (coração de Deus) vasos arteriais e venosos do coração)
- Peso médio: 280-300g – até 500g em atletas e por ▪ Pleura parietal direita e esquerda avançam em direção
atividade física intensa a linha mediana mas não ultrapassam ela
- Batimentos cardíacos: início com 4 semanas de vida ▪ Seio obliquo do pericárdio: relação com o esôfago
intrauterina
▪ Ejeção de 5-6L/min – 72bpm (ritmo coordenado e
involuntário)
▪ Trabalho na vigia: 7x (repouso)
▪ 70 anos: 1 bi e 280 mi de BC
- Localização: compartimento médio do mediastino inferior
acima do musculo diafragma interposto entre o esterno e a
coluna vertebral (massagem cardíaca)
▪ Levocardia: anomalia congénita, muito rara, em que
todos os órgãos, com exceção do coração, estão
invertidos – o coração, apesar da sua posição normal,
apresenta malformações

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Ana Clara Natali – Turma 72
20/08/2021 – prof. Maurício; Moore pág. 184

- Artérias pericardicofrênicas
PERICÁRDIO - Inervado pelo nervo frênico – sensitivo e somático (origem
- Reveste o coração no 3 e 4 segmentos medulares)
- Pericárdio fibroso e centro tendineo do diafragma – difícil
de separar
- Para acessar os vasos deve abrir o pericárdio
- Abertura do pericárdio: dá para ver o epicárdico que
reveste o coração
- Lâmina parietal do pericárdio seroso: delimita a cavidade
pericárdica de 4-5 mL – movimentos com zero de atrito
- Tamponamento cardíaco: acumulo de liquido na cavidade
pericárdica – levar ao óbito pela insuficiência de contração
- Seios do pericárdio: espaços delimitados por vasos
sanguíneos

- Vulnerável as lesões: contusão e tamponamento cardíaco


▪ Tríade de Beck: com liquido ao redor não ocorre
contração adequada – veias do pescoço dilata
(turgência jugular)
▪ Agulha em direção ao mamilo esquerdo – atravessa a
parede do abdômen, a área do mediastino livre de
pleura parietal e o pericárdio até chegar ao coração –
o mínimo de retirada de liquido já ajuda

▪ Transverso: clampe – controlar o fluxo de sangue

- Pericardiotomia: representa a abertura do pericárdio, para


▪ Obliquo: conhecido como seio intervenoso – relação retirada de líquido acumulado, frequentemente com
realização de biópsia e coleta do líquido para exames
com o esôfago, que permite a entrada de um aparelho
diagnósticos
de ultrassonografia no interior no esôfago para avaliar
o coração (ecocardiografia transesofágica)

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Ana Clara Natali – Turma 72
20/08/2021 – prof. Maurício; Moore pág. 184

- Retirada do coração pela secção dos 8 vasos da base –


estudo da morfologia externa
- Movimentos respiratórios → o coração acompanha os
movimentos de subida e descida do músculo diafragma
- Radiografia de tórax: inspiração para abaixar as cúpulas
diafragmáticas – coração em uma posição mais vertical

- Vasos interventriculares direito e esquerdo: limite entre VD


- Silhueta cardíaca: forma e posição – quanto maior a e VE
inspiração melhor para ver a VCS (veia cava superior) - Vasos interventriculares posteriores: delimitação posterior
▪ Biótipo, morfologia, idade, postura, respiração e estado - Diferença entre região rugosa (músculos pectíneos) e lisa
funcional interferem na silhueta cardíaca (chega sangue da VCS, VCI e seio coronário) é pela
embriologia

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Ana Clara Natali – Turma 72
20/08/2021 – prof. Maurício; Moore pág. 184

SILHUETAS CARDÍACAS VALVAS CARDÍACAS


- Brevilineo, gravidez, obesidade, lactentes, infância e
expiração forçada

- A: diástole – entrada de sangue nos ventrículos; artérias


- Magro/longilíneo e inspiração profunda coronárias D e E recebem sangue para suprir o coração
- B: sístole – saída de sangue dos ventrículos

- Valva cardíaca: conjunto de válvulas


▪ Bicúspide ou mitral: lado esquerdo
▪ Tricúspide: lado direito (válvula atrioventricular direita)
- Válvula cardíaca: parte da valva
- Sopro cardíaco: escape do sangue durante o fechamento
das valvas, mas também em uma estenose valvar
(estreitamento)
- Seio da aorta: é qualquer uma das dilatações anatómicas
da aorta ascendente imediatamente por cima da válvula
aórtica
- Intermediário

- Músculos papilares e cordas tendineas sempre tracionando


as válvulas

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Ana Clara Natali – Turma 72
20/08/2021 – prof. Maurício; Moore pág. 184

- Esqueleto fibroso: armação de tecido conjuntivo fibroso


denso com arquitetura complexa e 8 componentes
interligados – isolante elétrico
▪ Retarda a condução do impulso cardíaco dos átrios
para os ventrículos, por isso o átrio contrai primeiro e
o ventrículo depois
▪ Função:
➢ Fixar válvulas
➢ Oferecer estabilidade mecânica dos músculos
➢ Manter permeável os orifícios valvares e impedir
a distensão excessiva durante a ejeção do
- Ausculta: fechamento das válvulas – escuta na parede
sangue
anterior do tórax; valva aórtica, pulmonar, tricúspide e mitral
➢ Fixar feixes musculares
▪ Mais fácil ouvir sentado, mas pode ser em decúbito
dorsal ou lateral

- Transplante de valva: uso valva de porco ou metálica deve


tomar anticoagulante, pois não estão revestidas por
endotélio humano – coagulação pelo mecanismo de defesa
humana

TIPOS DE CÉLULAS E FIBRAS CARDÍACAS


- Fibras musculares cardíacas → trabalho
- Células de Purkinje: condução
- Células P: transmissão – geradores de estímulos
- Cardiomiócitos: fator natriurético atrial
- Autonomia funcional, marcapasso próprio
- Auto excitação rítmica
- Ciclo cardíaco coordenado e rítmico
- Ausência de coordenação – arritmia
- Fibras do complexo estimulador → gerar, coordenar e
conduzir os impulsos cardíacos

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Ana Clara Natali – Turma 72
20/08/2021 – prof. Maurício; Moore pág. 184

- Fibras musculares de trabalho:


▪ Classificação: atriais e ventriculares
▪ Isoladas anatomicamente e funcionalmente
▪ Arquitetura muscular ventricular complexa com
aspecto morfológico helicoidal em dupla espiral
organizada em 3 camadas no VE – inserção no
esqueleto fibroso
▪ Não suportam a falta de O2

- Fibras musculares especializadas: fibras de maior diâmetro,


maior quantidade de sarcoplasma e miofibrilas e alto teor de
glicogênio (aspecto histoquímico) – por isso bate fora do
corpo

COMPLEXO ESTIMULADOR DO CORAÇÃO


- Coração bate como se estivesse comprimindo e torcendo a
mão
- Linhas de cor vermelha: trajeto da fibras musculares no VE
e VD
▪ Vórtice cardíaco associada à Doença de Chagas –
coração dilata e forma a cardiopatia da doença
➢ Lesão vorticilar (LV) prevalece no ventrículo
esquerdo, é menos frequente na fase aguda da
moléstia e possui maior incidência no sexo
masculino
➢ A gênese da LV se baseiam em fatores
inflamatórios e mecânicos
➢ Compromete a função ventricular na
dependência do tamanho da área discinética ou
acinética –responsável por eventos
arritmogênicos e tromboembólicos
- Parte geradora e condutora de estimulo
- No sinoatrial: marcapasso natural do coração
- Condução:
1. No sinoatrial
2. Feixes intermodais
3. Nó atrioventricular
4. Fascículo atrioventricular → ramo direito e esquerdo
5. Chegada nos ventrículos

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Ana Clara Natali – Turma 72
20/08/2021 – prof. Maurício; Moore pág. 184

- Bloqueio de ramo direito: ausência de condução do impulso


elétrico cardíaco pela fiação do lado direito do coração
- ECG: registro da atividade elétrica do coração na forma de
gráfico – impressa na forma de papel, mas hoje é possível
ver nos monitores ou nos aparelhos portáteis
▪ Ondas em P, T e complexo QRS
- Marcapasso cardíaco artificial: quando os batimentos são
inferiores a 40 bpm – não pode fazer ressonância
magnética, pois pode ser tracionados na pele e parar de
funcionar - Suprem o coração
- Cardioversão elétrica em casos de arritmia: reajuste do - Ramos:
controle da frequência dos impulsos ▪ Atriais: muito finos – difícil de ver na dissecção
anatomia
▪ Ventricular: grandes – isquemia quando obstruídos
(IAM)
- Superfícies: irrigam o epicárdico
- Profundos: irrigam o endocárdio
- Endocárdio: difusão ou micro vascularização direitas das
câmara cardíacas
- Artéria coronária direita: nó sinoatrial responsável pela
irrigação em 60% das pessoas
- Em casos de parada cardíaca → reanimação - Caminham sobre a superfície cardíaca, mas o miocárdio as
vezes faz uma ponte – trajeto intramural da artéria
cardiopulmonar – evitar respiração boca a boca devido as
doença infectocontagiosas coronária (obstrução parcial do fluxo e diminuindo nas áreas
mais distais – responsáveis pelas anginas)
- Padrão de distribuição das artérias coronárias: balanceado de
ARTÉRIAS CORONÁRIAS 30-33%
▪ Predomínio pelo ramo atrioventricular posterior

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Ana Clara Natali – Turma 72
20/08/2021 – prof. Maurício; Moore pág. 184

▪ Cateterismo coronariano: procedimento que pode ser


utilizado para diagnosticar ou tratar doenças cardíacas,
- Métodos de estudos das artérias coronárias
que consiste na introdução de um cateter, que é um
▪ Injeção de látex azul
tubo flexível extremamente fino, na artéria do braço,
▪ Técnica de repleção e corrosão com resina vinílica
ou da perna, até o coração – também pode ser
▪ Angiotomografia
conhecido como angiografia coronária
▪ Técnica de repleção e corrosão com resina vinílica

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Ana Clara Natali – Turma 72
20/08/2021 – prof. Maurício; Moore pág. 184

- Angioplastia coronariana transluminal percutânea:


tratamento não cirúrgico das obstruções das artérias
coronárias por meio de cateter balão, com o objetivo de
aumentar o fluxo de sangue para o coração

- Avanço tecnológico para retirar trombos dos vasos


sanguíneos sem cirurgia cardíaca – atravessa o coágulo e
consegue aspirar todo o conteúdo
- Tomografia computadorizada: Angiotomografia

- Dor referida cardíaca: o coração é insensível ao toque, frio,


calor e corte
▪ Metabolismo anaeróbico: cardiomiócitos e terminações
nervosas aferentes simpáticas para dor no miocárdio,
que seguem nos ramos cardíacos cervicais e torácicos
(T1-T5)
▪ Zona de Head: áreas de reação autônoma à isquemia
de miocárdio
- Transplante cardíaco: átrio é do receptor e o restante é do
doador – mesmo assim funciona
- Hipertensão → fatores de risco são cigarro, sedentarismo,
obesidade, má alimentação e álcool

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Ana Clara Natali – Turma 72
12/08/2021 – prof. Mauricio; Moore, pág. 124-184

Parede Torácica

CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE O TÓRAX o Cada nervo que sai da coluna é responsável por conferir
sensibilidade e força numa determinada área do corpo – é
possível identificar qual parte da medula espinhal foi afetada
o Ao todo existem 31 dermátomos que são divididos como que
em forma de 'fatias'
o Os dermátomos se referem a alterações sensitivas da pele,
enquanto os miótomos são responsáveis pelos movimentos
dos músculos dessa mesma região

- A porção superior é mais estreita devido as estruturas


tubulares que transportam sangue, alimentos e um conjunto
de nervos – abertura pequena = comprime as estruturas
quando aparece tumores ou alterações anatômicas nessas
regiões
- A circunferência aumenta inferiormente (artéria aorta, veia
cava inferior e esôfago), alcançando o diâmetro máximo na
junção com a parte abdominal do tronco
- Funções:
▪ Fixação e suporte que suporte o peso dos mm que
atuarão nos membros superiores
▪ Resistir à pressão negativa intratorácica - A parede torácica verdadeira inclui a caixa torácica, os
▪ Ter flexibilidade músculos que se estendem entre as costelas, a pele, a tela
▪ Apresenta ossos hematopoiéticos subcutânea, os músculos e a fáscia que revestem a face
- É mais fácil de ser palpável, além da percussão e ausculta – anterolateral – essas mesmas estruturas, quando cobrem a
baço ou alguma víscera aumentada face posterior, são consideradas pertencentes ao dorso
▪ Toracocentese: punção da cavidade torácica ▪ Conjunto de elementos que vão delimitar a cavidade
➢ Drenos torácicos na cavidade peritoneal, pois torácica – formada por duas cavidades pleurais e uma
pode perfurar o músculo diafragma (mecanismo central, o mediastino
de pressão e volume torácico na respiração) - A forma do tórax é variada:
➢ Agulha no meio do espaço intercostal ▪ Longilíneo, brevilineo, . .
▪ Pericardiocentese: punção da cavidade pericárdica ▪ Modificada conforma a profissão, atividade física,
▪ Herpes zoster: lesão da cavidade torácica, em que o doença (tórax em barril), estado nutricional, . .
vírus segue o nervo – visível, primeiro aparecimento ➢ Tórax em barril: volume maior em decorrência
de bolhas e depois some das crises asmáticas e por enfisema – o ar
OBS.: dermatomo -> faixa de pele que recebe um segmento entra, mas tem dificuldade em sair devido a
medular – determinadas áreas do corpo inervados por um bronquioconstricção (inspira mais que expira)
nervo que sai da coluna vertebral ▪ O tórax não é uma estrutura rígida – deforma e tem
mobilidade

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Ana Clara Natali – Turma 72
12/08/2021 – prof. Mauricio; Moore, pág. 124-184

- Tomografia computadorizada: corte transversal e coronal – - Dimorfismo sexual: peculiaridades quanto ao gênero – em
visualização das paredes anterior e posterior comum são as mamas, que na mulher é evoluída, logo
▪ Partes pretas significam cavidades ocas (com ar) – permite a diferenciação do tórax masculino e feminino
pulmão e vísceras abdominais ▪ Volume mamário interfere na ausculta cardíaca – deve
➢ Em casos de pneumotórax hipertensivo aparece afastá-las
uma região mais preta ainda, pois é ▪ Tórax masculino com uma musculatura mais evoluída –
caracterizada por acúmulo de liquido no espaço presença de pelos (tricotomia peitoral – secção dos
pleural, e já que a maior parte está com liquido, pelos do tórax) e a retirada deve ser a menor possível
onde não está fica escuro (proteção da pele), principalmente antes da cirurgia
para evitar infecções

ESQUELETO DA PAREDE TORÁCICA

▪ Paralisia diafragmática: cúpula diafragmática direita


mais elevada (fígado) e na esquerda tem o estômago
(quando mais liquido “mais bonito”)
- As costelas e as cartilagens costais formam a maior parte
➢ Cúpula diafragmática – sentido crânio caudal; a
da caixa torácica – ambas são identificadas por números, da
direita é maior que a esquerda
superior (1ª costela ou cartilagem costal) para a inferior
➢ Na radiográfica deve inspirar profundo e
(12ª)
segurar o ar (para o diafragma ficar para baixo
▪ Juntas permitem a expansão do tórax, pois sozinhas
= maior numero de costelas e espaços
realizam apenas deslizamento
intercostais visíveis)
▪ Alavanca de bomba: articulação da cabeça da costela –
movimento anteroposterior
▪ Alça de balde: articulação costotransversal –
deslizamento que amplia lateralmente
- Sintopia: relação entre ossos
- Esqueletopia: relação entre ossos e vísceras
- Prótese de titânio: substituir a parede anterior do tórax

▪ Radiográfica de tórax: lesão do nervo direito (quando


mais elevado na imagem) – movimento paradoxal do
músculo diafragma
▪ Permite ver as paredes e as costelas

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Ana Clara Natali – Turma 72
12/08/2021 – prof. Mauricio; Moore, pág. 124-184

- Costelas, cartilagens costais e espaços intercostais:


▪ Parte posterior da costela (ângulo) aparece mais na
imagem, pois tem maior quantidade de tecido ósseo, já
que as cartilagens são radio transparentes
▪ Punção venosa profunda: primeira costela – artéria e
veia subclávia (pode ser puncionada para acesso
venoso); se perfurar a cavidade pleural pode causar
pneumotórax
▪ Umbigo no 10° segmento torácico (se não sentir =
lesão no 10° segmento medular)
▪ Mamilo no 4° -- são pontos de referência
▪ Ortostase, decúbito dorsal (deitado, vertebras T5-T9), ▪ Massagem cardíaca: relação do coração, esterno e
... coluna vertebral -- compressão acima do processo
xifoide; comprime num espaço rígido; pode
quebrar/fraturar a costela

ABERTURAS DO TÓRAX
- Pectus escavado: tórax para dentro

- Pectus escarinatus: tórax para frente

▪ Gravidade faz as vísceras deslocarem no sentido


inferior, mas não os ossos
▪ Região torácico abdominal: traumas são perigosos
(toracotomia e abertura do musculo do diafragma)
▪ Mamilo no homem geralmente é no 4 espaço
intercostal (T4) – fica embaixo da costela com o
mesmo número
▪ Ponto de ausculta: ocorre nos espaços intercostais e - Cavidade hermética: cavidade fechada, sem comunicação
não em cima dos ossos –ausculta pulmonar (nos ápices com o meio externo
e nas bases, e não na região do coração para não ter - Toracotomia: abertura da cavidade torácica
interferência dos batimentos) - Toracoscopia: operações podem ser abertas ou por vídeo,
- Esterno: nesse caso é uma operação por vídeo – visualização da
▪ O ângulo do manúbrio é o principal ponto de referência cavidade
para contar as costelas e os espaços intercostais –
no nível da 2° costela (vertebra T4-T5) – plano
transverso do tórax (mediastino superior e inferior)

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Ana Clara Natali – Turma 72
12/08/2021 – prof. Mauricio; Moore, pág. 124-184

MÚSCULOS E FÁSCIA DA PAREDE TORÁCICA - Nervo intercostal (ramo anterior do nervo torácico, pois
- Entender a posição da inclinação das fibras musculares com está entre as costelas; ramo colateral – nível da linha axilar
a posição das costelas media com ramo posterior e anterior)
▪ Mesma angulação: obliquo externo, elevação, - O nervo para/termina no músculo obliquo externo e não
inspiratório chega no esterno, pois as costelas são arqueadas (7º nervo
▪ Intercostal do musculo obliquo interno, perpendicular as torácico para baixo são chamados de nervos
costelas, abaixando, expiratório toracoabdominais)
▪ Intercondral do musculo obliquo interno paralelo as
cartilagens, musculo inspiratório VASCULATURA DA PAREDE TORÁCICA
- Origem (ponto fixo) e inserção (ponto móvel) – são
permutáveis - Coarctação da aorta: obstrução parcial na parte distal ou
parte torácica descendente do arco da aorta
NERVOS DA PAREDE TORÁCICA ▪ RN podem ser diagnosticados pela avaliação do fluxo
sanguíneo (segue um caminho alternativo)
- Nervo torácico: formado no segmento medular torácico por
uma raiz ventral e dorsal que se unem e o formam -- ramo
posterior pequeno (dorso, perto do processo espinhoso e
lateral ao processo transverso) e longo (anterior, até a linha
mediana anterior)

- Veias da cavidade torácica tem o mesmo nome das artérias


que irrigam o local

- Sistema ázigos é composto por três veias: a veia ázigo (VA),


hemiázigo (VH) e hemiázigo acessória (VHA) – elas drenam
parte do sangue da parede torácica e abdominal

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Ana Clara Natali – Turma 72
12/08/2021 – prof. Mauricio; Moore, pág. 124-184

ANATOMIA DE SUPERFÍCIE DA PAREDE TORÁCICA


- A gordura somente aumenta a espessura da parede
torácica – atrapalha no exame físico, mas não tem relação
com a força (função do musculo)
- Trauma contuso: lesão de artéria aorta, por exemplo

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Ana Clara Natali – Turma 72
JÁ DEU CERTO
RESUMOS DE MEDICINA
@gabrielamedicina & @anac_natali

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