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HIV
AIDS
HIV
Família dos lentivírus (infecção demora a
instalar-se);
Retrovírus esférico (80-130nm);
Duas fitas RNA, transcriptase reversa;
Envelope: bicamada lipídica com duas
glicoproteínas (gp120/41 e gp130/41);
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HIV
p24: antígeno viral mais facilmente detectado, sendo por isso, alvo dos
anticorpos usados para o diagnóstico da infecção (baixa sensibilidade);
Matriz protéica (core): p17 e capsídeo p24.
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HIV-1 E HIV-2
• HIV-1: mais comum nos EUA, Europa e África Central;
• HIV-2: principalmente na África Ocidental;
• Ambos compartilham alguns antígenos;
• O HIV-1 é mais “agressivo”, sendo mais rápido na destruição do
sistema de defesa do organismo humano:
▫ Proteínas do capsídeo p24;
▫ Proteínas do núcleocapsídeo p7/p9;
▫ Duas cópias de RNA genômico;
▫ Enzimas virais.
HIV-1 E HIV-2
• A evolução da doença é mais rápida nos doentes com HIV-1,
comparativamente aos doentes com HIV-2;
• O período assintomático de infecção é, em média, de 10 anos para o
HIV-1 e de 30 anos para o HIV-2;
• No mundo, existem muito mais pessoas infectadas pelo HIV-1 do
que pelo HIV-2.
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TRANSMISSÃO
Contato sexual
Sangue contaminado
Agulhas ou seringas contaminadas
Transmissão da mãe para o filho
Outros: órgão transplantado, inseminação artificial ou por
equipamentos cirúrgicos ou odontológicos não esterilizados
TRANSMISSÃO MÃE-BEBÊ
In utero ou congênita;
Durante o nascimento (canal do parto);
Após o nascimento (aleitamento materno).
Depende da carga viral materna e da
quantidade de linfócitos T CD4.
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INFECÇÃO PELO HIV
IMUNOPATOGENIA
Imunossupressão profunda a partir da imunidade celular.
Células T CD4 - tropismo seletivo;
Macrófagos e células dendríticas também são afetados;
Apenas a ligação do vírus às células T CD4 não é suficiente para
infecção;
Proteína gp120 deve se ligar a outros co-receptores para que o
vírus consiga infectar a célula.
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DA INTERNALIZAÇÃO AO BROTAMENTO DO VÍRUS HIV
O início da transcrição ocorre
quando a célula infectada é
ativada por exposição a
antígenos ou citocinas.
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IMUNOPATOGENIA
Colonização de órgãos linfóides secundários (reservatórios de células
infectadas);
Hipóteses da perda de células T CD4:
Perda de precursores imaturos de células T CD4;
Formação de células gigantes (fusão de células infectadas com não-infectadas);
Apoptose de células T CD4 não-infectadas (ligação de gp120 solúvel).
A redução acentuada de linfócitos T CD4 se torna uma marca da AIDS, daí a
questão de HIV+ e Aidético.
HIV EM MACRÓFAGOS
Tanto monócitos quanto macrófagos se tornam verdadeiras fábricas e
reservatórios de vírus (escape do SI);
Macrófagos transportam o vírus para diferentes partes no corpo
(cérebro);
Na infecção avançada com a queda de T CD4, o vírus utiliza os
macrófagos para replicação.
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Infecção crônica ou latente em baixos níveis de
células T e macrófagos
Característica significativa da infecção por HIV.
Sangue: pouquíssimos linfócitos T CD4;
Linfonodos (30%) - esconderijo por meses ou anos.
Múltiplas infecções;
Maior produção de citocinas pró-inflamatórias;
Estimulam mais produção de HIV - maior perda celular.
AS TRÊS FASES DA DOENÇA
Inicial ou aguda: alto nível de produção viral, viremia e acometimento de órgão
linfóides secundários (sintomas não específicos);
Crônica intermediária: latente - replicação viral nos órgãos linfóides
(assintomáticos - linfadenopatia) / infecções oportunistas leves (candidíase,
herpes);
Fase de crise final: desintegração da defesa do hospedeiro, aumento abrupto da
carga viral e doença clínica (febre por mais de 1 mês, queda das células T CD4 <
500 células/μl, infecções oportunistas graves).
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HIV - CARGA VIRAL
Infecção aguda (sem Ac): elevação rápida (3 a 7 semanas: 105 a 106
cópias/mL).
Aparecimento de Ac e LT CD8+ específicos: queda da viremia, os níveis de
T CD4 se restabelecem.
Fase de latência pode durar anos.
Elevação da carga viral e queda progressiva de LT CD4+: evolução para
AIDS (neste caso a carga viral serve para prognóstico).
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O QUE DEVE SER LEMBRADO
Em todas as fases da doença ocorre replicação viral;
Fase de latência: o vírus replica com menos intensidade;
Anti-retroviral deve ser administrado o quanto antes para melhorar a
qualidade de vida do paciente.
PRINCIPAIS PATÓGENOS E DOENÇAS RELACIONADAS AO PACIENTE
COM AIDS
Candidíase; Criptococose;
Pneumocisti carinii; Herpes;
Histoplasmose;
Citomegalovírus;
Sarcoma de Kaposi ...
Toxoplasmose;
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Sarcoma de kaposi Herpes Zoster
Sarcoma de Kaposi: lesão de conjuntivas oculares e língua, além de molusco contagioso de região
periocular. Paciente HIV positivo. MARQUES, B. P.; SANTOS, L.A.V.; FOCACCIA, R. Miscelânea. In
Atlas de DST: Guia Prático e Dificuldades no Diagnóstico . Editora Atheneu. 2001.
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Alopécia Difusa Psoríase
Candidíase oral Leucoplasia pilosa (EBV)
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Estomatite angular Ulceração aftosa
DIAGNÓSTICO
LABORATORIAL
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DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• Pesquisa de Ag:
▫ ELISA - p24 (acompanhar pacientes em tratamento antiviral)
• Pesquisa de Ac:
▫ ELISA ;
▫ Testes rápidos;
▫ Imunofluorescência Indireta;
▫ Western blot;
▫ Crianças com até 2 anos de idade - reação em cadeia da
polimerase (PCR) para a pesquisa do cDNA-HIV.
MÉTODO ELISA (PESQUISA DE AC)
gp41 e p24
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SEGUNDO O ANTÍGENO EMPREGADO
ELISA de 1ª geração: Imunoenzimáticos / “princípio do sanduíche”;
ELISA de 2ª geração: Imunoenzimáticos / proteínas recombinantes;
ELISA de 3ª geração: ELFA (ELISA + Fluorescência) e quimioluminescência;
ELISA de 4ª geração: teste combinado Ag + Anticorpo.
TESTES RÁPIDOS
Profilaxia para prevenção da transmissão vertical do HIV:
Parturientes sem resultado de anti-HIV no 3º trimestre;
Parturientes sem resultado de anti-HIV no pré-natal.
Acidentes com exposição ocupacional de risco para HIV;
Violência sexual;
Diagnóstico do HIV em população de difícil acesso.
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TESTES RÁPIDOS
• Ensaios imunocromatográfico: Método do Dipstick.
• Detecção de Ag e Ac em várias infecções.
• Amostras:
• Soro (Ac).
• Soro, sangue lisado, fezes e urina (Ag).
• Resultado:
• Qualitativo;
• Rápido;
• Barato.
RESULTADOS TESTES RÁPIDOS -
IMUNOCROMATOGRAFIA
POSITIVO NEGATIVO
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WESTERN BLOTTING
• Identificação de ácidos nucléicos;
▫ Proteínas são separadas, de acordo com o seu tamanho, em gel de
poliacrilamida, contendo SDS-PAGE (detergente aniônico);
▫ Após a separação eletroforética, são transferidas do gel para uma
membrana de nitrocelulose, onde ficam imobilizadas;
▫ Faz-se a imersão da membrana em solução contendo os anticorpos
específicos para as frações;
▫ Ac se ligam aos Ag imobilizados;
▫ São revelados, adicionando um conjugado com anti-imunoglobulina
associado a enzima – cor.
WESTERN BLOTTING
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WESTERN BLOTTING
Teste Confirmatório para HIV
Interpretação do Western blotting
• CDC: 2 das seguintes bandas p24; gp41; gp120/160
• OMS: gp41 e gp120/160
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Interpretação do Western blotting
PORTARIA SVS/MS Nº151, DE 14 DE OUTUBRO
DE 2009.
Art. 1º Aprovar, na forma dos Anexos a esta Portaria, etapas sequenciadas e o
Fluxograma Mínimo para o Diagnóstico Laboratorial da Infecção pelo HIV em
indivíduos com idade acima de 18 (dezoito) meses, de uso obrigatório pelas
instituições de saúde públicas e privadas.
Art. 2º Determinar o uso do teste rápido para o diagnóstico da infecção pelo
HIV em situações especiais, conforme disposto no Anexo II a esta portaria.
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PORTARIA SVS/MS Nº29, DE 17 DE DEZEMBRO
DE 2013.
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