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A Torre da Alteza Scarlet

A protagonista, Scarlet, se sente presa em uma torre por seu pai, o rei, que a força a participar de uma competição para escolher um pretendente. Ela é visitada por um soldado que se oferece para ajudá-la a conhecer os competidores, mas a situação se complica quando um duque tenta forçá-la. Após ser resgatada pelo soldado, Scarlet começa a desenvolver sentimentos por ele enquanto lida com sua nova realidade.

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A Torre da Alteza Scarlet

A protagonista, Scarlet, se sente presa em uma torre por seu pai, o rei, que a força a participar de uma competição para escolher um pretendente. Ela é visitada por um soldado que se oferece para ajudá-la a conhecer os competidores, mas a situação se complica quando um duque tenta forçá-la. Após ser resgatada pelo soldado, Scarlet começa a desenvolver sentimentos por ele enquanto lida com sua nova realidade.

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Eu tenho quase certeza que nasci na época errada, pois minha inteligência

sobrepassa sobre muitos dos homens aqui inclusive meu próprio pai "o rei", sei
que é besteira e não posso odiá-lo, mas ainda assim não posso crer que ele me
está vendendo, bem não exatamente me vendendo mas está vendendo minha
mão, ele acha que não sou capaz de governar sozinha. Ele inventou está dita
competição na qual centenas de homens competiram arriscaram suas vidas
para se mostrar digno de mim, ou melhor dito da coroa. Meu pai como sempre
sem me perguntar me prendeu nesta maldita torre na qual só tem duas
escapatória; a primeira que está na minha frente, uma janela na qual que se eu
pulasse meus ossos se desintegrariam sem mesmo encostar no chão, e a
segunda que ainda é pior e a porta a minha esquerda que além de estar
cadeado por mil cadeados ainda está sendo protegida por um soldado ( sim
também achei meio humilhante ter só um soldado, bem eu escutei apenas
passos de uma pessoa e sempre é o mesmo som, no dia leves e
despreocupados más pela noite e como um estrondo até mesmo imaginei ter
um monstro ali, más quase sempre o sono me trai para escutar ) já estou aqui
exatamente 62 horas e estou pensando que a ideia da janela não é tão má
assim, mas antes q' posso pensar mais sou tirada dos meus pensamentos por
uma batida na porta, ele nunca bate na porta e ainda não está na hora da
comida, bem eu acho, essas paredes estão me deixando louca aqui.

— Senhorita Scarlet — o estranho soldado entra com uma postura até que
adequada, mas ainda estou com vontade de voar no pescoço dele para eu sair
daqui — vim ver como está, e se a senhorita precise de algo

— Em primeiro lugar soldado, pode me chamar de alteza — quase bufei, ao ver


o pequeno sorriso formando na cara dele "arrogante" — é em segundo você
acha que estou bem, meu pai me trancou nessa horrível torre tenho que
esperar um homem imprestável vir me "resgatar" e estou usando o mesmo
vestindo a 62 horas e este espartilho está me matando, sem contar com a
comida desagradável daqui.

— Perdoe-me "alteza" — agora com certeza ele está sorrindo, e isso só me dá


mais vontade de jogar uma cadeira em sua cara. — sobre a estadia não tem
muito a fazer, e fique feliz em ter comida pois eles não mandam comida para a
senhorita, eu estou dividindo minha refeição com você todo dia, e sobre suas
roupas a única coisa que posso fazer é te emprestar minhas roupas, mas acho
que ficaria um tanto grande mas ao menos você teria uma bela visão por um
tempo.

Acho que estou ficando vermelha de vergonha ou ódio não sei distinguir qual
neste momento. Virei a cara e voltei a olhar a janela na qual posso ver muitos
minis acampamentos ali, e talvez meu futuro esposo ali, ao pensar nisso engulo
o enjoo que sobe minha garganta.
Posso sentir uma forma muito maior que eu se aproximar da janela, ele coloca
os braços na janela ficando uns dedos só mais alto que eu. Acho que ele não
gosta muito do silencio porquê foi ele quem o quebrou

— Você já se interessou por alguns deles.

1
— Como vou me interessar se nem mesmo os conheço — tentei não soar
melancólica, mas falhei miseravelmente

— Sei que não tenho permissão más — ele passou a mão por seus cabelos
pretos bagunçando-os más — Você quer conhecê-los?

Arregalei meus olhos com a pergunta, isso não está fazendo sentindo, acho que
ele leu a duvidas nos meus olhos porque esclareceu

— Digo se a alteza desejar é claro, eu... digo eu posso trazer as... as papelada
deles e você pode... podemos averiguar o que estiver mais aceitável e eu o
trago aqui pela noite.

Não sei bem se entendi, mas se eu pudesse escolher acho que isso terminaria
muito melhor, mas ainda assim.

— Como você os trará, digo não tem mais guardas nesta torre? Como você
passara por eles? É que papelada e essa que você sugeriu?

— Na verdade sou o único que a protege — cada vez fazia menos sentindo, ele
é forte sim, mas não acho que aguentaria centenas de soldados de uma vez,
mas ainda assim, ele continuou — e a papelada seria como uma descrição geral
dos oponentes, suas forças fraquezas e tal

— Mas o que aconteceria se eu não gostar deles — indaguei e realmente estou


com medo da resposta.

— Ele será desclassificado. — Simples assim, sei que ele não me dará, mas
respostas, mas ainda assim eu tento

— Mas...

— Olha princesa — ele me interrompeu, fazendo eu o odiar mais — não precisa


responder agora, amanhã na hora do café li trago a papelada e resolvermos
isso, está bem?

Nem mesmo respondi, e ele já estava saindo pela porta.


Então pude ficar sozinha com meus pensamentos, e não eram poucos.

Eu só quero sair daqui


Será q' ele me ajudará
Eu não preciso de ajuda, eu sou forte, certo?

Antes q' eu possa pensar, mas algo a exaustão me pega, não sei porque nem
como só sei q' não importa se estou desperta ou querendo adormecer quando
olho para a lua pela noite meu corpo cede e eu só acordo ao amanhecer.

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— Bom dia Raio de Sol, tá na hora de acordar!!

Resmunguei em meio do meu travesseiro duro e o olhei com um olhar de morte

— Não me olhe assim, eu estou aqui para ajudar — ele se senta no chão sem se
importar, jogou um monte de papel pelo chão e me entregou uma xícara com
um líquido escuro que ele chama de café pelo incrível que pareça não é tão
ruim — bem senhorita alteza, por quem você quer começar?

Levantei e peguei a xícara de café meio duvidosa e me agachei ao lado dos


papéis.

Sei que não devo presumir pela beleza de alguém, mas uma imagem me
chamou mais a atenção que a dos outros, apontei com o dedo a imagem e
perguntei

— Quem é ele? — tenho quase certeza que pelo canto dos meus olhos que ele
revirou os dele.

— Ele é o duque Marques terceiro — já ouvi falar dele, mas nunca presumi q'
sua beleza era... diferente posso dizer. Não sei porque me interessei talvez eu
só estivesse louca

— Ele tem uma beleza única posso dizer.

A com certeza eu o irritei porque pude ver ele bufar quase uma risada e revirar
os olhos antes de esclarecer

— Nem sei se ele sabe usar uma espada do jeito correto — ele olha para mim e
eu não pude conter o minúsculo sorriso que cresceu em meus lábios, ele
respirou fundo e assentiu — está bem, se prepare alteza porque esta noite a
senhorita terá um visitante.
*

Acho que não aguentarei a ansiedade até o anoitecer, depois de discutirmos um


tanto, voltei para minha solidão, não é que eu não goste dela, mas as vezes
queria alguém para conversar. Olhei mais uma vez para a janela e falta
exatamente uns 2 dedos até o sol se esconder. Não pude me arrumar muito,
bem eu nem tinha como arrumar, eu alisei meu cabelo mais uma vez com as
mãos. Acho que passou uma eternidade, mas finalmente eu escutei uma batida
similar na porta só consegui ver um par de olhos muito mais verdes que o de
costume antes dele sumir na escuridão e uma nova sombra entrar. O tal Duque
Marques terceiro é bem mais alto do q' eu previa seus passos são elegantes, ele
vem até mim e se ajoelha

— Alteza — diz ele como se fosse normal, como se eu não estivesse em uma
torre por mais de 2 dias.

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— Duque — respondi tentando soar normal, mas eu senti um escalafrio e pude
escutar um sussurro muito perto do meu ouvido

— Você tem 40 minutos princesa.

Tentei me virar, mas não consegui, e em resposta ouvi outro sussurro

— Aproveite alteza

Fiquei mais tensa que o de costume. E então tomei consciência da figura a


minha frente. Assenti em direção a coisa que tenho dormido "que nem posso
chamar de cama"

— Sente-se Duque

— Eu realmente estou muito honrando por sua alteza ter me escolhido, você
mal tem ideia alteza.

Acho que minha cara está em um estado de choque porque ele me olha por um
segundo a mais do necessário e coloca a mão em meu ombro. Tentei me
afastar, mas foi em vão porque seu toque só se tornou mais forte. Agora dei um
tapa (que com certeza deixara marca por um tempo), não aguentei, mas o
toque físico, e me levantei

— Desculpe Duque, mas acho que ocorreu um mal entendimento aqui.

Ele se levantou tão brusco que nem poderia dizer que ele é um Duque agora.

— Pode repetir, alteza?

Cada palavra dele soou com tanta amargura que quase vomitei ali

— Você me ouviu bem, senhor Marques

Não devia usar minha arrogância, mas agora essa é minha única opção. Ele deu
mais um passo para perto de mim e antes que eu percebesse já estava contra a
parede e um homem realmente furioso em minha frente, não me encolhi
apenas encarei aqueles olhos sem compaixão.
Ele estava prestes a abrir a boca quando foi puxado e jogado com uma força
inumana contra a parede, e alguém (que conheço) rosnou na cara dele

— Não ouse encostar nela de novo ou você sofrerá muito ouviu, Duque

Ele não respondeu com palavras, mas sim com gemidos de dor então ele o
empurrou com mais força contra a parede e insistiu.

— VOCE OLVIU DUQUE

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Ele assentiu e resmungou um sim, então ele deu uma cabeçada nele e ele caiu
no chão, e então sua atenção caiu em mim. E eu não pude reconhecer sua voz
corretamente, porque não conseguia desviar o olhar dos seus olhos tão verdes
que nunca tinha percebido e me fizeram transpirar, ou do seu corpo tonificado,
cada musculo esbelto, seu cabelo castanho tão escuro caído nos olhos e as
orelhas... as orelhas pontiagudas. Acho que eu estava delirando porque ele veio
até mim segurando meu rosto e eu estava a mercê apenas consegui formular
uma frase antes de cair na exaustão

– Você e tão magnifico.


*
Não lembro muito da noite passada, lembro más o que senti; um medo e ira
ensurdecedora, mas logo depois era como se meu estômago estivesse cheio de
vento e eu senti algo que nunca pensei sentir "esperança".
Nesse momento posso sentir alguém acariciando minha cabeça e eu não quero
abrir os olhos por muitos motivos diferentes.

— Eu sei q' você está acordada princesa

Não respondi, nem me mexi direito. Então ele bufou

— Olha princesa, se você quiser atenção ou carinho e só pedir tá, não precisa
ficar fingindo estar adormecida.

Me levantei num pulo quase chocando nossas cabeças, e ao olhar para ele, ele
realmente parecia contente e não tem nem um único arranhão da noite
passada. Ao me virar para olhar para um certo ponto na parede uma rajada de
dor em meu ombro me venceu e me fez gemer de dor. Ele arregalou os olhos e
se levantou de imediato.

— Você está machucada – Não é bem uma pergunta

— Eu estou bem — menti — acho que a noite passada realmente foi — olhei
para ele para tentar encontrar algo mas falhei miseravelmente — um tanto
demais

— Sei que é bastante para assimilar — ele passa a mão nos cabelos castanhos
café — mas eu realmente queria li contar tudo, mas neste momento — ele olhou
meu ombro, e meu corpo sentiu um escalafrio "porque meu corpo reage assim
com uma maldita olhada" – o que mais me preocupa, e seu ombro alteza.

— Eu realmente acho que sobreviverei... soldado. — Não sei porque más eu


quase engasguei na última palavra, engolindo uma nova onda de dor no meu
ombro eu continuei — se você não percebeu ainda, eu li digo pois eu não sou
tão frágil assim.

E para minha surpresa ele sorriu, e por um meio segundo fiquei hipnotizada
esperando presas saírem dali.

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— Eu concordo plenamente princesa, a maioria das donzelas simplesmente teria
cedido — ele se aproximou seus olhos verdes me comendo viva — mas você
não é como elas. — Essas palavras fizeram algo no meu estômago despertar —
agora pare de ser cabeça dura e deixe-me fazer meu trabalho.

Sim senhor

Sentei na cama novamente revirando os olhos. Ele se ajoelhou para ver melhor
meu ombro e seus dedos começaram a roçar meu pescoço em busca de um
ferimento, este lugar com certeza está me deixando louca porque nem consigo
formular corretamente um pensamento, e os dedos dele não estão me ajudando
até que ele apertou em um lugar perto da minha clavícula e senti uma pontada
repentina de dor, eu devo ter feito uma careta porque ele logo se afastou. Sorri
de lado para tentar ignorar a dor em meu ombro e indaguei

— Qual o diagnóstico doutor?

— Eu realmente não tenho muito a fazer, seu osso levou uma pancada e tanto,
mas você ficará bem logo, nada que um banho quente e descanso não resolva.

Olhei ele com dúvida porque nesse quarto (cela) apenas tem uma minúscula
sala de banho e nem sequer banheira tem.

— Acho que será improvável este diagnóstico — digo olhando para mim mesma
e logo depois para a suposta sala de banho.

Ou eu estou delirando ou ele corou levemente as bochechas

— Meu quarto e equipado com uma banheira e água aceitável, pode olhar no
meu guarda roupa eu não tenho muito, mas vá servir até que eu lave sua
roupa. — Ok, se eu não estava corada antes agora sim estou, não sei o motivo
correto, mas posso sentir minhas bochechas queimarem.

— E... e claro — assenti ainda sem olhar diretamente seus olhos. Sorri com uma
ideia agora na cabeça — mas eu tenho um pedido a fazer.

Arqueado uma sobrancelha ele respondeu

— Eu vou me arrepender disso não vou?

— Ah com certeza vai — não pude conter o sorriso desta vez.


*
O quarto dele e como uma versão minha só que bem mais arrumado, as
paredes continuam do mesmo tom cinza morto, mas ele tem uma cama que e
até adequada e ao pé da cama a um baú onde supus que estariam suas roupas
me agachei para inspecionar, e realmente havia um tanto de roupas. Escolhi
uma camiseta branca com botões na frente e que com certeza serviria de
vestido, ao olhar as calças quase desisti no processo, elas seriam muito grandes
para mim, mas mesmo assim peguei uma que supus que era a mas pequena e

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me dirigi para a sala de banho. Ao entrar me encontrei com um cheiro tão doce,
como sol e canela e algo que não pude identificar, o quarto de banho dele é
realmente melhor que o meu poderia dizer isso só pelo fato de ele conter uma
banheira aqui. Depois de inspecionar tudo tranquei a porta como pude, me
despi e entrei no doce calor da água, eu poderia adormecer lá, e tão
confortável, mas então lembrei que ainda sou uma prisioneira, mesmo que meu
supostamente guarda me emprestou seu quarto de banho. Me levantei em um
pulo quando ouvi passos no quarto, me sequei o máximo possível e coloquei as
roupas quase grandes demais para pararem no meu pequeno corpo.

Dobrei minhas vestes original em um canto do banheiro e tomei muita coragem


para sair deste banheiro.

— Oi — sussurrei, e poderia jurar que ele tinha ficado petrificado, mas então ele
balançou a cabeça e voltou para a realidade

— Oi, digo olá — ele estava tropeçando as palavras até que ele focou em um
ponto na parede e continuou — eu lavarei suas vestes pela madrugada
seguramente se secaram em algumas horas.

Quase corei com a ideia de ele lavar minhas roupas, mas eu obviamente não
iria me oferecer, assenti com a cabeça, e me dirigi até a porta quando.

— Eu sei que a noite de ontem foi... bastante, e se realmente não quiser más eu
não a obrigarei e é claro que eu... — Ele estava tagarelando, eu sorri de lado um
mínimo sorriso, e olhei para ele. Eu realmente estou cansada, mas vê-lo tentar
me agradar me animou um pouco.

— Eu agradeço muito de verdade, mas tudo que eu quero agora e sair desta
gaiola e eu não me importo solda...

— Theo — me interrompeu — meu nome e Theo Morattini.


Se fosse qualquer outra pessoa eu ficaria brava, mas ele...

— Nos veremos pelo amanhecer Theo, — acrescentei o nome dele ganhando


um olhar de surpresa, enfim sai sussurrando um boa noite.

Está noite não foi diferente das outras eu estava observando o sol divagar pelo
horizonte quando uma mínima parcela da lua apareceu e eu apaguei em
exaustão.

Eu olhei nos olhos do meu pai e só encontrei escuridão eu queria fugir, mas não
conseguia eu estava amarrada com uns mil tipos de ferros diferentes uma
mulher estava chorando aos pés do meu pai, suplicando algo que não conseguia
ouvir com o som do sangue em minha cabeça. Então foi aí que eu vi, eu vi mais
do que senti uma espada vindo diretamente em minha garganta, mas antes q'
eu pudesse sentir meu sangue pingando pude ver meu reflexo e eu estava...

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Acordei em um pulo com as mãos em meu pescoço e a cara úmida, não
demorou nem, mas um segundo, Theo já estava arrombando minha porta e
correndo em minha direção.
Ele estava com uma espada nas mãos, e ele estava usando apenas uma calça
de coro. Eu realmente tenho que aprender a não corar nesses momentos.

Mas admito que a vista não e tão ruim

Não está ajudando muito.

Acho que fiquei encarando por muito tempo um peito musculoso e um


abdômen definido, quando ele pegou meu rosto e sussurrou, eu podia sentir seu
hálito.

— Alteza, olhe para mim, o que aconteceu, você está bem? O q' ocor... — ele
realmente parecia desesperado, e eu acho que não estava totalmente em si
porque eu me apeguei ao corpo dele, não percebi o quão gelada estava, até
sentir seu peito musculoso, ele estava queimando. Ele acariciou meus cabelos,
e com a outra mão nas minhas costas, de novo aquela voz que me fazia sentir
arrepios

— Em eu estou aqui, ok? Não vai acontecer nada de ruim com você, escutou eu
vou te proteger, Scarlet.

Ao ouvir meu nome eu me afastei em um pulo tomando um choque da


realidade. Limpei meus olhos, tentando encontrar a último fio de dignidade. Ele
se aproximou de novo e limpou uma lágrima solitária na minha bochecha.

— Está se sentindo melhor?

Assenti, sentindo a mão dele em minha bochecha respirei fundo e falei.

— Eu apenas tive um pesadelo, mas... — ao falar aquilo me senti uma criança,


impotente e mimada, mas ao olhar para ele percebi preocupação naqueles
olhos verdes, — eu vou ficar bem, só preciso ocupar a mente.

Ele acariciou más uma vez minha bochecha antes de abaixar as mãos, meus
olhos e minha mente estavam em uma luta neste momento para não desviar o
olhar dos olhos dele.

— Mas você... — sabia exatamente o q' ele iria pedir e por isso interrompi, mas
sabia que eu iria me arrepender dessa pergunta por mais de uma eternidade
— Onde está sua camisa? — Perguntei agora olhando diretamente para esse
peito moldado.

Eu queria muito tocar.

Não, eu não queria

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Se eu fizesse uma competição para ver quem estava, mais vermelho neste
momento, ele com certeza ganharia.

Ao escutar minhas palavras ele levantou de imediato da minha cama e estava


indo em direção a porta antes de informar de um jeito muito nervoso

— Eu vou... vou me vestir e logo... trago seu café da manhã.

Eu queria muito rir neste momento, mas eu só me joguei na cama e olhei o teto
com um sorriso bobo na cara.

— Eu preciso sair logo daqui este lugar com certeza está me enlouquecendo.

Não só o lugar eu diria

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• Theo Morattini

Depois desse dia vergonhoso não vi más ela. E nesse momento nem poderia
minha cabeça estava a mil, eu não conseguia me concentrar.

Ela não lembrava de mim.

Bem eu também não lembro bem, mas ainda assim eu lembro, eu devia ter
negado quando me mandaram aqui.
Em primeiro lugar nem tive escolha porque estamos em guerra, bem isso é o
que o comandante sempre fala. Mas desde que eu vim e abandonei a vila não
me sinto muito bem.

Ante que nada tenho que explicar, eu não sou humano.

Uma semana atrás

Eu tinha acabado de fazer meus exercícios rotineiros quando o general (ou seja,
meu padrasto) me chamou. Ele nunca me chamava no quartel dele se não fosse
muito importante, ou se eu tivesse feito alguma merda.

Que não e de duvidar.

Cheguei lá e bati na porta a qual fui correspondido de imediato.

— Entre meu filho. — Disse ele e só fez minha ansiedade piorar

— General — Falei com um aceno, (a muito tempo a gente tinha concordado


que quando estávamos aqui ele era apenas o general e eu um soldado ou quase
isso) — O senhor me solicitou, qual é a urgência? — Perguntei indo direto ao
ponto.

Ele passou uma mão pelos seus cabelos loiro dourado e suspirou, algo estava
muito errado.

— Olha Theo, não quero que você preocupe mais... — Oh não, não. — Eu sei
que você sabe qual é a situação atual da guerra nessa cidade é...

Odiava quando ele me tratava como se eu fosse de porcelana, como se um


pequeno sopro e eu desmoronaria. Eu já não era mais assim e tinha que
demonstrá-lo.

— Tenho em mente quão seria a situação e não quero apresa-lo, mas posso
saber onde eu me adapto nisso tudo.

De novo aquela expressão de medo e talvez um poco de horror.

10
— Você se lembra da Scarlet Duarte?

E como se esquecer dela, antes de toda essa merda acontecer eu a conheci ao


tentar fugir de uma reunião do concelho. Agente virou muito amigos (mesmo
ela quase sempre querer me matar) e ela não se importava nem sentia medo
pelo fato de eu não ser humano nem da minha família ser anormal. Eu fugia o
tempo todo apenas para ir poder conversar com ela, ela simplesmente e...
incrível, eu a amava muito, mas então esta merda de guerra começou e as
fronteiras foram fechadas e eu não pude mais vê-la.
Resumindo eu não estava de bom humor faz um bom tempo.

Quem mandou se apaixonar, imbecil

EU NÃO ME APAIXONEI.

Ela algum dia se tornara rainha e obviamente ela nunca iria querer ficar com
um elfo como eu.

Mas você nunca ousou perguntar.

E nem iria.

Percebi que meu padrasto esperava uma resposta então aclarei a garganta e
assenti

— É claro que me lembro.

— Bem você sabe que nós estamos em guerra com eles — E como esquecer —
mas tivemos uma ideia de acabar com ela.

Pera tivemos, como assim...

— Explique-se melhor, Senhor. — Minha paciência já estava se esgotando

— O rei deles não quer deixá-la governar sozinha e nós fizemos um acordo de
que se ele deixasse o trono a guerra acabaria, mas ele se nega a ela pegar a
coroa sem um marido...

Meu coração estava acelerando muito rápido

— Ele criou uma competição em menos de dos dias ele a trancara em uma torre
e convocara cem homens aquele que se mostrar más digno ganhara a mão dela

Meu sangue estava fervendo

— E qual seria o problema nisso. — Perguntei inocentemente

Ele se surpreendeu com minha calma fingida

11
— Ouvimos boatos que querem assassiná-la e que também...

— E que também... — Insisti mal escutando minha própria voz

— E que também está sob efeito de uma droga magica, não temos muita
certeza, mas não queremos arrisca-la.

— E qual é o plano.

Depois de ficar mais de três horas naquele quartel tínhamos decidido algo.
Primeiro eu iria salva-la, não bem salva-la, mas me assegurar de que ela não
morreria.
Segundo, tínhamos que parecer natural, então basicamente eles despistaram
fizeram sumir do mapa o suposto guarda, e eu entraria ali. Eu só precisava me
assegurar de que ninguém a fizesse dano, creio que esse não era o objetivo
central do meu padrasto, mas vou preferir ignorar

Como sempre

E por último e, mais importante, fazer com que ela não se lembre de mim, eles
meio que me apagaram contra minha vontade e não digo que apenas me
apagaram fisicamente senão mentalmente eu apenas lembro dela agora. E para
meu físico, ou seja, as orelhas eu tomei glamour não e muito convincente, mas
servira durante o dia até então.

Estava tudo pronto e ainda assim senti algo estranho ao me aproximar da torre.

Os primeiros dias nem me atrevi a olha-la apenas deixava a comida e


simplesmente sumia.

Mas até que eu tomei coragem e fui até ela. E ela estava...

Linda pra caralho

Isso foi meio estranho, mas as nossas conversas eram um tipo estranho de
relaxante, eu me sentia em casa com ela.

E então quando aquele merda do Duque não sei o que, quis machuca-la eu não
aguentei e pulei em cima dele, eu queria despedaça-lo apenas por olha-la torto.
Mas eu não podia fazer isso na frente dela.

E ao ver a cara de assustada meu mundo parou, eu queria apenas coloca-la no


meu colo e cuidar para ninguém fazer dano a ela

Quão brega nós viramos

E quando tentei chegar perto dela ela me olhou com aquele olhar brilhante e
falou que eu sou magnifico e simplesmente apagou.

12
Eu fiquei a noite inteira cuidando dela e claro logo depois de ter chutado o
traseiro do duque não sei o que para fora.

Não vou admitir em voz alta, mas eu senti saudade, mas o pior de tudo não era
isso e sim que ela não lembrava de mim, era como se eu nunca tivesse
acontecido ela também não tocou no assunto de ter me visto sem glamour.

Algo muito errado estava acontecendo

*
Eu estava deitado no pé de uma macieira enquanto Scarlet subia para pegar a
maçã más alta.

— Porquê o mundo tenque ser tão cruel — reclamou ela subindo mais alto

— Você está falando sobre o mundo ou está se referindo a um certo rei que não
te escuta. — perguntei curioso

Ela bufou e com certeza me lançou um olhar de desagradável

— Não sei do que você está tentando se referir, Lunita


Sorri ao escutar o apelido, no princípio eu odiava esse apelido, mas dito por ela
tudo ficava melhor.
E depois dela descobrir que eu era um feérico da lua ela, sempre que podia me
chamada de lunita.

Sim e bem original, mas eu acho fofo


Em compensação eu a chamava...

— Ay mi Solecito que haré contigo


(Ah meu pequeno sol o que farei com você)

Ela jogou uma maçã em mim e logo abaixou a cabeça da árvore

— Não comece com isso. — disse ela irritada

Eu sorri, ao ver ela com cara irritada.


Amava irrita-la porque depois ela sempre me dedicava um sorriso que fazia
meu mundo parar.

Me levantei e ergui os braços em um convite, ela entendeu em seguida e pulou


nos meus braços, ela estava centímetros da minha cara e eu não pude desviar o
olhar dos seus olhos café e então ela sussurrou

— Acho que devemos voltar, lunita

— Deixe-me aproveitar um pouquinho, solecito

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Então estava tão perto dela, nossos peitos colados e meu nariz roçou o dela.

Essa memória veio tão à tona que fiquei um pouco desnorteado e não percebi q'
tinha alguém batendo na minha porta.

Me levantei do chão que estava fazendo exercício e abri a porta lentamente,


encontrei a uma Scarlet meio nervosa estralando os dedos pelo nervosismo.

Ao menos alguns efeitos ainda tínhamos sobre ela

Mas eu não me importo mais

Minta o quanto quiser

EU NAO....

— Eu... desculpa vir aqui a está hora, sei que você só concordou com nosso
trato se eu realmente precisa-se de algo, mas eu....

Ey — interrompi ela, vendo o quão nervosa aparentava — não é que eu


estivesse fazendo a coisa mais importante do mundo. — Indiquei o quarto com
a cabeça — entre, sinta-se à vontade, eu tomarei um banho rápido e já volto —
disse me apressando

• Scarlet Duarte

Sabia que era uma péssima ideia, não sei o que estava na minha cabeça, bem...
Eu sei o que estava na minha cabeça. Hoje tive um sonho muito estranho com
um rapaz e uma macieira. E nesse exato momento percebi uma coisa, uma
ideia louca e provavelmente irresponsável surgiu em minha mente, eu lembrei
dele....
Não que eu ache que ele vai me ajudar, mas era alguma coisa, desde do
momento em que vi a cara dele em um documento não pude para de pensar na
hipótese perfeita para mim sair daqui.
Luan Torres ou melhor dito meu suposto melhor amigo ( em alguma época e
claro), fazia muito que eu não o via e então eu vi o rosto dele naquela papelada
e era inconfundível; os cabelos fogo dele um olhar castanho duvidoso olhando
para o nada, um queixo perfeitamente angulado, um pequeno risco em umas de
suas sobrancelhas vermelhas, neste momento ele era o melhor plano para mim
sair daqui. Mas o único que poderia acabar com meus planos está tomando
banho em quanto eu sento impacientemente na cama dele. Primeiro achei que
ele não iria me atender, mas depois quando ele abriu a porta e estava nu da
cintura para cima, eu não me orgulheço más eu paralisei

E que vista rapaces

Sabia que ele teria um aspecto digamos bruto?... Mas ele em pocas palavras
era...

14
O baque da porta interrompeu minha linha de pensamentos vergonhosos. E ele
saiu de lá ainda com uma toalha na cabeça para secar alguns fios rebeldes dos
seus cabelos castanho escuros demais.

Acho que eu o encarei por um curto tempo porque ele sorriu de lado, e por sorte
se sentou em um lado oposto da cama.

Sem graça

— Então... — Ele começou — Qual é o assunto urgente que tem a me dizer, para
invadir meu quarto

— Eu não o invadi — Disparei sem pensar, e quando olhei para ele de novo ele
estava arqueando uma sobrancelha, respirei fundo e aclarei — Eu bati na porta
e você me atendeu, más não e sobre isso exatamente que queria falar.

Queria ir direto ao objetivo, e eu nunca admitiria, mas a presença dele me deixa


levemente tensa

Aham claro

— Sou todos ouvidos, princesa

Revirei os olhos ignorando o tom de voz dele

— Quero que me trague Luan Torres esta noite.

Ele me olhou de um jeito que não pude decifrar a sua reação

— Tem certeza... digo você realmente quer que eu trague outro aqui

Senti uma pontada de dor e tristeza misturada, e ao falar evitei olhar seus olhos

— Meu objetivo ainda e sair daqui — Olhei para ele — Não importa como.

Não sei como ainda tenho unhas, ao sair do quarto do Theo a algumas horinhas
eu fiquei andando de um lado para o outro no meu quarto, e não aguento más a
ansiedade. Ele não protestou quando falei que queria me encontrar com o Luan,
mas a cara dele não dizia que amou a ideia. Mas agora eu estou aqui roendo
minhas unhas e olhando diversas vezes para uma janela, medi de novo os
dedos sobre o sol, e já estava quase na hora quando escutei um baque na
porta, mas era apenas ele.

— Queria avisá-la... vou ir buscá-lo — Não sei porque, mas eu podia sentir que
faltava alguma coisa, não era isso que veio falar.

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— Ok, está bem — Ele me olhou de novo e parecia decidido a falar alguma coisa
a mais, mas então ele desistiu, e ainda com os olhos em mim eu perguntei — Eu
estou bonita?

Me arrependi assim que as palavras saíram da minha boca, e claro que eu não
estava, estava presa numa torre por sei lá quantas horas, comendo restos e
meu cabelo já devia estar uns cinco dias sem lavar e também porque eu me
importava com a opinião dele

Mas ainda assim ele sorriu de lado e falou com uma voz que nunca tinha ouvido

— Você está mais bela que qualquer outra princesa ou duquesa riquinha que já
vi.

E depois disso ele simplesmente saiu, e eu obviamente como uma inútil fiquei
com o coração acelerado.

Na próxima vez que bateram na porta não encontrei um soldado orgulhoso, mas
senão meu amigo de infância. Ao me ver ele correu e me abraçou ao qual
correspondi imediatamente.

— Você não imagina o preocupado que eu estava sua...

Eu o interrompi dando um soco suave no braço dele

— Como se fosse minha escolha estar aqui.

Conversamos muito sobre tudo e nada também, mas a hora estava ao meu
contra e eu precisava pedir

— Eu sei que é besteira, mas preciso perguntar... — Olhei para ele e encontrei o
mesmo brilho um tanto apagado que o normal, mas ainda brilhava nos olhos
dele, — Você escolheu estar aqui?

Essa pergunta me apavorava porque eu não sabia qual resposta me apavoraria


mais.

Ele respirou fundo e me olhou com um sorriso triste na cara

— Olha Scar, não vou mentir porque amo muito você. — Ele olhou para mim em
busca de algum remordimento, mas não encontrou — Seu pai convocou uns 5
cavaleiros de cada reino, e bem eu não sou o melhor cavaleiro da história
mais... eu me preocupei com você. Você e minha melhor amiga nem que eu
precise me casar falsamente com você para te tirar daqui eu caso.

Não percebi que estava chorando ate sentir o gosto de lagrimas salgadas, e
então me joguei nos braços dele para um abraço

— Obrigado

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— Ei — disse ele acariciando meus cabelos — Eu nunca iria esquecer; um por
outro por cima do diamante.

Agora eu só fiquei com mas vontade de chorar, essa era uma promessa nossa
quando éramos pequenos prometemos que seriamos amigos não importasse o
peso da coroa.

— Eu... — Fui interrompida por uma porta se abrindo com uma força mais do
que o necessário

— A hora acabou — Disse Theo, mas eu quase não reconheci sua voz

— Voltarei em breve — sussurrou Luan e beijou minha cabeça e indo na direção


da porta junto com Theo

Olhei a porta se fechar, e percebi que hoje era um dia sem lua, olhei pela janela
as milhares de estrelas e percebi que fazia tempo que não as admirara.
Esperei por Theo aparecer, mas isso não aconteceu e então cai na exaustão.

Quando acordei apenas encontrei uma bandeja de café da manha junto com um
bilhete:

Fui patrulhar cedo, volto tarde.


Aproveite seu café da manhã
Bjs Theo

Fiquei encarando essas frases por um tempo até perceber que não o veria hoje.
Não sei porque, mas parte de mim ficou decepcionada.

Já era noite e ele não havia aparecido, eu já invadi seu quarto, mas ele também
não estava lá. Não sei que hora, mas deixou minha comida na mesa sem que
me dessa conta, mas ele tinha sumido e eu não entendia o porquê.

Eu não conseguia dormir ainda faltava muito para a lua sair e eu apagar na
exaustão, minha mente não parava.
Só conseguia pensar num maldito soldado orgulhoso. Mas então escutei um
barulho, era longe, mas nem tanto, abri a porta cuidadosamente para não fazer
barulho e aí que percebi que os ruídos (Que com certeza era alguém batendo
em algo) vinham do quarto do Theo. Eu não pensei muito nos atos a seguir.

Eu abri a porta e o vi: ele estava sem camisa todo suado, com o cabelo grudado
a testa e espancando um saco de couro, cada soco mais forte e eu podia ver
suas costas corrigindo seus músculos das costas se tencionarem mas, não
percebi que tinha ficado paralisada ate acidentalmente fechar a porta atrás de
mim com um baque sonoro, ele olhou para mim e seus olhos estavam cheios de
sentimentos indecifráveis.

— Você está bem? — Foi a primeira coisa que saiu da boca dele, e sua voz
estava rouca como se estivesse gritando por horas.

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Só com o som da sua voz me arrepiei inutilmente e foi aí que percebi, eu não
tinha notado, mas as costas dele, estavam repletas de cicatrizes de diversos
tamanhos, chicotadas.

— As suas... — Não consegui terminar, e então ele se adiantou colocando uma


camisa

— São repugnantes eu sei, mas você não me respondeu você está bem

Eu não conseguia parar de pensar o que ele fez para merecer aquilo quem foi o
monstro que o machucou e o mais importante onde este monstro estava para
mim acabar com a vida dele.

— Não — Disse, mas ele tinha entendido errado, então eu me aproximei — Elas
não são repugnantes — continuei me aproximar e ele não recuou ainda mas
quando coloquei a palma da mão no rosto dele — Elas são uma prova de que
você foi... e é valente.

Ele lambeu os lábios e não sei porque este ato fez meu coração acelerar.
Ele não respondeu, mas se encostou mais sobre minha mão.

— Onde você foi? — Perguntei num sussurro — Fiquei preocupada

Ele sorriu consigo mesmo e no mesmo tom que eu, respondeu

— Eu precisava resfriar a cabeça

— Porque? — Perguntei num suspiro

— Porque não gostei nem um pouco daquele Marquesinho te tocando ontem

— Você sabe que ele e minha melhor opção de sair daqui.

— Eu sei — Disse ele e se aproximou tanto que eu podia sentir a respiração dele
— Por isso que vou ser o maior egoísta ao fazer isso

Não tive tempo de perguntar ou simplesmente pensar porque ele agarrou


minha nuca e me puxou para um beijo apaixonado. E eu não sabia o quanto
precisava daquilo ele era novo e ao mesmo tempo familiar, o cheiro dele me
fazia ir as nuvens ele segurou minha cintura com mas força e eu coloquei meus
braços sobre o pescoço dele puxando-o mais para perto. Apenas nos separamos
para ter um bocado de ar.

Ele me olhou e pude ver um fogo naqueles olhos

— Isso e muito errado — Disse ele, mas também não me soltou

— Eu sei — Respondi sem sequer desviar o olhar

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— Mas eu quero tanto — Ele falou, mas consigo mesmo que para mim

— Eu também

Isso foi resposta o bastante para ele, porque ele me puxou para outro beijo
desta vez, mas necessitado, com mas intensidade como se fosse impossível nos
separar.

*
Essa foi a primeira noite que eu não apaguei pela exaustão da lua, eu ainda
podia sentir um braço ao redor da minha cintura.

Eu não podia acreditar ele... eu... Não sei porque, mas ele me fazia se sentir em
casa como se uma vez na vida eu estivesse protegida, amada...

Ao pensar nisso uma memória veio à tona mais uma vez;


Eu estava acorrentada com ferro meu pai segurava uma espada de aço de
carbono, uma mulher ainda suplicava aos seus pés a cara suplicando por algo
que não conseguia escutar, mas desta vez a espada não estava direcionada a
mim senão para a mulher mas ainda assim consegui ver meu reflexo na espada
e eu estava completamente...

Levantei com mas brutalidade que o normal, fazendo-me quase cair da cama.
Minha respiração estava alterada eu encostei rapidamente nas minhas orelhas e
só conseguia pensar na mulher cujos olhos eram do mesmo tom marrom café
que o meu e tinhas pedrinhas de enfeites em seu cabelo e uma lua em seu lado
esquerdo do rosto.

Theo se levantou e olhou para mim com uma expressão indecifrável colocou
uma mexa do meu cabelo atrás da orelha e falou com um tom, mais gentil que
já o tinha ouvida

— Ei, eu estou aqui — acariciou minha bochecha — O que aconteceu?

Ele me fez voltar para realidade, olhei seus olhos, verdes, quando criança era
fascinada por olhos verdes, como se as pessoas de olhos verdes nunca
revelassem tudo, escondendo trás daquela cor uma vida secreta, profunda,
como as dos gatos.
Percebi que ele tinha me pedido algo

— Sim, digo estou bem eu... eu só...

Ele beijou minha testa e sussurrou de um jeito muito familiar

— Tudo bem, não se preocupe, eu estou aqui, mi solecito

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• Theo Morattini

Eu simplesmente surtei, eu não conseguiria olhar para ela e não pensar naquele
marquesinho de cabelo vermelho sorrindo para ela e não quiser estrangula-lo.

Falei que iria patrulhar que em parte não era mentira, eu devia mesmo chegar
os arredores, mas a verdade e que eu apenas precisava de um ar.

Era como se eu gritasse para um buraco sem fundo esperando um eco


esperançoso voltar, mas nunca voltava, nunca devia ter aceitado isso.

Não estava preparado para voltar a torre ainda e vê-la, então fui para o terraço
essa era a única parte da torre que eu não detestava podia sentir o cheiro da
magia no ar, e a vista era... espetacular mesmo com as milhares de cabaninhas
ali ainda era linda a visão.

Quando finalmente me senti mais calmo, estava destinado a voltar ao meu


quarto, mas então algo me detém

Corvex o corvo correio do meu pai, era bem raro ele enviar esta ave, pois ela
era a sua preferida.

Ele amava mais ela do que eu

Fiz carinho no topo da cabeça de Corvex e peguei a carta que estava amarrada
em sua patinha.
Filho.

Tivemos pequenos contratempos preciso


de você aqui amanhã assim que puder.

C.T.M.

Li aquelas linhas repetidamente para tentar encontrar algum outro significado,


mas era impossível e mesmo assim a mensagem estava muito simples, não
parecia nada com meu pai.

Fui para o quarto para tentar assimilar o que o amanha me esperava, mas ainda
tinha muita energia então fui gasta-la com meu saco de areia.

Mas o que eu não esperava era que ela viesse bater na minha porta

Ver ela assim só fez um milhão de memorias voltarem para mim, o cheiro dela
me lembrava de casa, não, ela era minha casa.
Sabia que estava sendo um macho alfa possesivo, mas tudo que eu precisava
era dela. E a acordar e sentir o cheiro de cravos, e da dama-da-noite, podia
jurar que ainda sonhava, mas então ela levantou, com a respiração agitada e
podia jurar que ela estava prestes a gritar.

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Foi tarde de mas é eu já havia chamado de solecito, mas não sei se ela se
lembrou, sai do quarto prometendo um café da manha bom.

Voltando pro quarto podia sentir que algo havia mudado o ambiente estava
tenso e ela... ela não estava no quarto, corri para o banheiro e bati na porta
mas ninguém me respondeu e em resposta podia jurar que escutei um gemido
de agonia, abri a porta sem pensar nem duas vezes e a encontrei encolhida
perto da banheira escondida no próprio casulo.

*
• Scarlet Duarte
Algo estava muito errado, dps que Theo saiu para encontrar um café da manha
adequado, eu tive mais uma visão desta vez da minha mãe, nos estávamos no
jardim Leo tinha acabo de sair deixando-nos a sós, e minha mãe sentou na
grama me convidando para se sentar ao seu lado.
-- Meu pequeno raio de sol – Dizia ela, me sentei ao seu lado os olhos brilhando
com admiração – Sei que você não vai entender muito menos se lembrar desta
conversa, mas sei que quando precisar realmente de mim você vai se lembrar

Ela respirou fundo como se contendo para não chorar quis questionar mas ela
não deixou

-- Eu a amo muito – Lagrimas já brotavam nos meus olhos – Vai haver um dia
que eu não vou estar aqui, e eu quero que você saiba, eu fiz algo muito mal,
mas não me arrependo disso porque foi necessário – ela acariciou minha
bochecha – Eu não sou aquilo que muitos pensam e quando descobrirem vão vir
atrás de mim, e eu preciso que você seja forte ok

Não conseguia respirar, tbn não estava entendendo nada, ela beijou minha
testa e pediu
-- Voce vai ser forte? – Assenti com a cabeça – Ok muito bem... eu qro que
quando vc esteja pronta, vc se levante – sabia que ela não estava se referindo
do chão – Levantese meu raio de sol e brilhe

Isso foi como um soco na minha realidade, tbm me lembrei da noite do


assassinato dela, quatros feéricos da lua vieram e a... e a mataram e as
mesmas palavras brotaram em sua boca
-- Levantese e brilhe, raio de sol

• Theo Morattini
Eu não sabia oque fazer a torre estava desabando Scay gritava tanto e uma luz
uma luz tao forte vinha dela era impossível eu chegar perto. Mas... barulhos, eu
ouvi barulhos porra não posso deixala sozinha mas tbm nn posso deixar ningue,
chegar perto desta torre.
Fui ate a porta quando percebi, soldados não, não soldados nomais e sim
feéricos, eles entravam por todos os lados, eran soldados do meu padrasto. Ele
nos traiu... E meu pai tentou avisar...

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Merda Scay voltei o mas rápido que pude agr não tinha mas tanta luz e pude
ver seu rosto seus olhos estavam dourados, dourados demais e nas suas costas
havia uma marca de sol uma Elfa do Sol. Isso era impossível.
Ela me olhou e falou ola Lunita
Ela se lembrou de tudo.

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