Constância Elias Matimbe
Delça Dimas
Gerssica Domingos Langa
Rosa Hilario Nhaca
Anatomia do fruto
Licenciatura em Biologia
Univercidade Save
Chongoene
2025
Constância Elias Matimbe
Delça Dimas
Gerssica Domingos Langa
Rosa Hilario Nhaca
Anatomia do fruto
Trabalho a ser entregue na Faculdade de
Ciências Naturais e Exacta de carácter
avaliativo na cadeira de Botanica Geral,
sob a orientação do Dr. Confucio Matsena.
Univercidade Save
Chongoene
2025
Índice
1.0. Introdução...............................................................................................................4
2.0. Estudo do fruto...........................................................................................................5
2.1. Formação do fruto...............................................................................................5
3. Estrutura do fruto....................................................................................................6
4. Adaptações morfológicas.......................................................................................7
4.1. Frutos com estruturas para dispersão pelo vento (anemocoria)......................7
4.2. Frutos com estruturas para dispersão por água (hidrocoria)...........................8
4.3. Frutos com estruturas para dispersão por animais (zoocoria).........................8
4.4. Frutos com casca espessa ou espinhosa..........................................................9
5. Classificação do fruto.............................................................................................9
5.1. Quanto a consistência (pericarpo).................................................................10
5.2. Quanto à abertura..........................................................................................10
6. Importância do fruto.............................................................................................12
7. Conclusao.............................................................................................................13
8. Referências bibliográficas....................................................................................14
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1.0. Introdução
O fruto é uma estrutura formada a partir do ovário da flor após a fecundação. Sua
principal função é proteger as sementes e ajudar na sua dispersão. Ele é composto por
três camadas chamadas de pericarpo: epicarpo (externa), mesocarpo (intermediária) e
endocarpo (interna). Essas partes variam conforme o tipo de fruto e influenciam sua
forma, textura e modo de dispersão. Estudar a anatomia do fruto é importante para
entender sua função biológica e seu valor ecológico e alimentar.
1.1. Objectivos
1.1.1. Geral
Compreender a anatomia do fruto;
1.1.2. Especifco
Identificar as principais partes anatômicas do fruto, como epicarpo, mesocarpo e
endocarpo;
Diferenciar os tipos de frutos quanto à origem, consistência e formação;
Compreender o processo de formação do fruto a partir do ovário da flor;
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2.0. Estudo do fruto
O fruto é uma estrutura que se desenvolve a partir de um só ovário e de uma flor após a
fertilização. Ele é exclusivo das plantas angiospermas (plantas com flores) e a sua
principal função é proteger e auxiliar na dispersão das sementes.
2.1. Formação do fruto
A formação do fruto ocorre após o processo de fertilização nas angiospermas.
Polinização: os grãos de pólen chegam ao estigma da flor e iniciam o processo de
germinação.
Fertilizacao: os grãos de pólen formam tubos polínicos que transportam os gametas
masculinos até o óvulo, onde ocorre a fecundação. Essa união forma o zigoto, que dará
origem à semente.
Transformação do ovário: após a fecundação, o ovário da flor começa a se transformar
no fruto. Suas paredes se desenvolvem para formar o pericarpo, que envolve e protege a
semente.
Desenvolvimento do fruto: o fruto cresce e amadurece, muitas vezes alterando sua
textura, cor, sabor e tamanho para atrair dispersores de sementes, como animais.
Vale ressaltar que nem todos os frutos contêm sementes (frutos partenocárpicos, como a
banana, podem se formar sem fertilização).
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3. Estrutura do fruto
A estrutura do fruto depende da estrutura do gineceu, da anatomia da parede do fruto e
do comportamento da abertura do fruto quando maduro. Os frutos secos desenvolvem a
partir do único carpelo, o resultado são frutos unicarpelares. Os frutos caricárpicos
de vários carpelos de um gineceu caricárpico. De gineceus sincárpicos podem surgir
diferentes tipos de frutos sincárpicos. No fruto maduro, o pericarpo é formado pela
epiderme externa e suas descendentes (epicarpo), epiderme interna e suas descendentes
( endocarpo) e as camadas celulares intermediárias em número variado (mesocarpo).
O fruto divide-se em duas partes fundamentais: o pericarpo e a semente.
O pericarpo é a parte do fruto que envolve as sementes e é formado a partir das paredes
do ovário da flor após a fecundação. E semente armazena e protege o embrião.
O pericarpo subdivide em três camadas distintas:
Epicarpo: é a camada mais externa do fruto, que corresponde a sua pele ou casca. Ele
pode ser:
Epicarpo Liso: Geralmente encontrado em frutos como maçãs, uvas e mangas. A
superfície é uniforme e pode ter um brilho natural devido à presença de ceras.
Epicarpo Rugoso: Típico em frutos como abacaxis e lichias. Apresenta uma textura
irregular, por vezes com relevos ou escamas.
Frutos Coloridos: Muitas vezes, são vivos e chamativos para atrair animais
polinizadores ou dispersores de sementes. Exemplos incluem mangas, morangos e
tomates. A cor vibrante indica a presença de compostos saudáveis como carotenoides e
antocianinas.
Frutos Neutros: Apresentam cores mais sutis, como bege, marrom ou verde claro. Eles
geralmente possuem estratégias de dispersão diferentes, como o vento ou água.
Exemplos: cocos e nozes.
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Impermeável: Algumas frutas possuem um epicarpo com revestimento cerosa que evita
a perda de água. Ex: a maçã e uva
Mesocarpo:é a parte intermedia entre epicarpo e o endocarpo, ele varia muito em
textura e funcionalidade:
Carnoso e suculento: frutas como manga e pêssego, a parte que consumimos, rica em
nutrientes e açúcares.
Fibroso: possuem mesocarpo fibroso que ajuda na proteção da semente. Ex: coco
Espessura variável: pode ser espesso em frutos drupáceos ou quase inexistentes em
frutos secos.
Endocarpo: é a camada que envolve a semente. Que poder duro ou membranosa:
Duro: o endocarpo é lignificado e forma o “caroço”. Ex: pêssego, ameixa, etc.
Membranosa: o endocarpo é mais macio e menos definido . Ex: limão
Função protetora: serve como um escudo para a semente contra predadores e
condições adversas.
4. Adaptações morfológicas
As adaptações morfológicas dos frutos são características que evoluíram ao longo do
tempo para otimizar a reprodução e a dispersão das sementes. Essas adaptações
dependem de fatores como o ambiente em que a planta vive, os tipos de dispersores
(como vento, animais, água), e as estratégias de sobrevivência da planta
4.1. Frutos com estruturas para dispersão pelo vento (anemocoria)
Alguns frutos apresentam características que os tornam aptos a serem dispersos pelo
vento. Essas características incluem estruturas leves e arejadas, como penas ou pêlos,
que aumentam a superfície do fruto e favorecem sua flutuação.
Frutos com penachos ou asas, como os do dente-de-leão (Taraxacum officinale), são
adaptados à dispersão pelo vento, permitindo que as sementes se espalhem por grandes
distâncias
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4.2. Frutos com estruturas para dispersão por água (hidrocoria)
Frutos que são dispersos por água possuem adaptações para flutuar, como uma casca
espessa ou cheia de ar. Um exemplo clássico é o coco.
Frutos como o coco (Cocos nucifera) possuem uma casca fibrosa e impermeável que
facilita a flutuação na água, permitindo sua dispersão ao longo das costas ou através de
correntes marítimas
4.3. Frutos com estruturas para dispersão por animais (zoocoria)
Muitos frutos são adaptados para atrair animais, oferecendo polpa carnosa e sementes
protegidas. Esses frutos frequentemente apresentam cores vibrantes e cheiros doces para
atrair os dispersores. A maçã (Malus domestica), por exemplo, é um fruto carnoso e
atraente para os animais, que consomem a parte comestível e dispersam as sementes
pelo ambiente.
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Alguns frutos se abrem de maneira explosiva, lançando suas sementes a distâncias
consideráveis. Esse tipo de adaptação é observado em frutos como vagens de ervilha. A
vagem de ervilha (Pisum sativum) é um exemplo claro de fruto com dispersão por
explosão, onde a tensão interna causa a abertura rápida e o lançamento das sementes
para longe da planta-mãe.
4.4. Frutos com casca espessa ou espinhosa
Alguns frutos desenvolvem cascas espessas, espinhosas ou endurecidas para proteger as
sementes de predadores.
O cacto, por exemplo, desenvolve frutos com cascas espessas e espinhosas, uma
adaptação para proteger as sementes contra a ação de herbívoros.
5. Classificação do fruto
A classificação dos frutos pode ser feita de diferentes formas, geralmente com base em
sua origem (a partir do ovário ou outras partes da flor), estrutura, consistência, e modo
de dispersão das sementes.
Quanto á origem ela pode ser:
Simples: se desenvolvem a partir de um carpelo ou de vários carpelos fundidos. Ex:
maçã, tomate, laranja.
Agregados:se originam de uma flor com vários carpelos livres cada carpelo se torna um
fruto seco ou levemente carnoso, desenvolvendo-se juntamente com outros, ou seja,
agregado na recepteeulo. Ex: morango framboesa.
Múltiplos: se desenvolvem a partir de carpelos de várias flores que formam uma
inflorescência, como o abacaxi e fige, frutos múltiplos podem ser suculentos ou secos
na maturidade.
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5.1. Quanto a consistência (pericarpo)
Frutos simples carnosos: são aqueles que se originam de um único ovário e possuem
uma parte carnosa ao redor da semente ou sementes. Esses frutos geralmente sao
suculentos e podem ser classificados com a sua estrutura:
Drupos: é um fruto carnoso com uma característica única, o endocarpo, camada interna
que envolve a semente, é rígida e duro. Geralmente possui uma única semente. Ex:
pêssego, a manga, cereja, ameixa, etc.
Bagas: é um fruto carnoso onde todas as partes da parede do ovário (epicarpo,
mesocarpo e endocarpo) são suculentas ou macias. Contém várias sementes. Ex: tomate,
uva, banana e melacia
Frutos simples secos: são aqueles que derivam de um único ovário e, quando maduros
possuem uma estrutura seca ao em vez de carnosa. Eles não contém e geralmente tem
como principal função a proteção das sementes e a sua dispersão. Podem ser
classificados como descentes e indescentes. Ex: amêndoa, nozes e feijão.
5.2. Quanto à abertura
Frutos secos deiscentes: são aqueles que se abrem naturalmente quando amadurecem
para deixar sair as sementes. Conforme a posição das linhas de abertura, podem ser
distinguidas várias formas de frutos deiscentes.
Os folículos são formados a partir de um único carpelo, que se abre através de uma
fenda longitudinal em um de seus lados. Podem apresentar uma ou mais sementes. Por
exemplo, os frutos de asclépia, aquilégia, espirradeira e magnólia. Os frutos de
magnólia são formados por um conjunto de magnólia, cada um contendo uma semente,
ligados ao mesmo receptáculo floral.
Os legumes são frutos secos e formados a partir de um carpelo, mas se abrem nas faces
ventral e dorsal. Nas leguminosas, encontra-se apenas um legume por flor, já em
magnólia são encontrados vários.
Ex: feijão, vagens secam e se abrem para liberar as sementes.
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Cápsula: são frutos secos, que desenvolvem a partir de gineceu sincárpicos. Segundo o
número e tipos de aberturas (por exemplo, ao longo de todo o comprimento, apenas
apical ou basal, septicida ou dorcicida, poros ou opérculos) distinguem- se várias
formas de cápsula. Entre as cápsulas está a síliqua das Brassicaceae, que consiste em
dois carpelos concrescidos que se separam em calças das margens com as placentas,
entre as quais se estende um falso-septo.
Ex: Papoula: abre-se por pequenos poros na parte superior do fruto.
Algodão: libera as sementes cobertas por fibras.
Frutos secos indeiscentes: não se abrem para liberar sementes. As sementes
permanecem dentro do fruto, sendo liberados somente por decomposição ou intervenção
externa. Um exemplo de frutos indeiscentes com parede homogénea seca são as nozes.
Na maturação, os frutos indeiscentes também podem desagregar em partes que
permanecem fechados.
Este tipo de fruto protege as sementes até que factores externos facilitem sua dispersão
ou liberação, como a acção dos animais, condições climáticas.
Geralmente, possuem uma parede do fruto chamado pericarpo, que se mantém rígida e
envolvente, protegendo as sementes. Muitos animais se alimentam do fruto e acabam
espalhando as sementes, seja ao descartá-las ou através de fezes.
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Em caso de frutos leves, o vento e a água podem transportar sementes encapsuladas.
Ex: Nozes, avelãs, girassol, castanha-do-pará, etc.
6. Importância do fruto
A importância do fruto é multifacetada, abrangendo aspectos biológicos, ecológicos,
nutricionais e econômicos.
Disseminação das sementes: A principal função do fruto na natureza é garantir a
dispersão das sementes. O fruto protege as sementes e facilita sua dispersão, seja através
do vento, da água, ou com a ajuda de animais, que podem comer o fruto e depois
espalhar as sementes.
Fonte de nutrição: Os frutos são ricos em vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes,
essenciais para a saúde humana. Eles desempenham um papel crucial na alimentação,
ajudando na prevenção de doenças e contribuindo para uma dieta equilibrada.
Equilíbrio ecológico: Os frutos fornecem alimento para muitos animais, incluindo
pássaros, mamíferos e insetos, desempenhando um papel vital nas cadeias alimentares.
Sua produção e consumo contribuem para a manutenção de ecossistemas saudáveis.
Relação com a planta: O fruto é o resultado da reprodução das plantas. Ele se
desenvolve a partir do ovário da flor após a fertilização e contém as sementes, que,
quando germinadas, darão origem a novas plantas.
Importância econômica: Muitos frutos são cultivados em grande escala para consumo
humano e animal, sendo uma parte vital da economia agrícola global. Exemplos
incluem frutas como maçã, banana, laranja e tomate, que são importantes tanto para o
consumo local quanto para exportação.
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7. Conclusao
O estudo da anatomia do fruto é essencial para entender como as plantas garantem a
proteção e a dispersão de suas sementes. Através da análise de suas estruturas como
epicarpo, mesocarpo e endocarpo.
É possível compreender a diversidade de formas e funções que os frutos apresentam.
Além de seu papel biológico, os frutos também são fundamentais para a alimentação
humana e para o equilíbrio dos ecossistemas. Assim, conhecer sua anatomia contribui
não só para o aprendizado botânico, mas também para a valorização da natureza e da
biodiversidade.
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8. Referências bibliográficas
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Universitária.
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Editora Verde.
OLIVEIRA, M. A. (2018). Ecologia Vegetal e Adaptações Funcionais. Rio de Janeiro:
Editora Científica.
SILVA, A. R., et al. (2016). Botânica: Processos e Adaptações de Plantas. São Paulo:
Editora Acadêmica.
TAIZ, L., & ZEIGER, E. (2017). Fisiologia Vegetal. 6ª ed. São Paulo: Artmed.
Raven, P. H.; Evert, R. F.; Eichhorn, S. E.
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Fahn, A.
Anatomia Vegetal. 4. ed. São Paulo: Atheneu, 1990.
Taiz, L.; Zeiger, E.
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Biologia dos Organismos. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2010.
Reiss, M.; Taylor, D.
Introdução à Biologia das Plantas. 1. ed. São Paulo: Manole, 2000.