Filosofia da Arte: Uma Introdução
Filosofia da Arte: Uma Introdução
FICHA CATALOGRÁFICA
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AUTOR
Professor Mestre
Jorge Alberto de
Figueiredo
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APRESENTAÇÃO
É uma imensa satisfação poder contar com sua participação em nossos
estudos, o conhecimento é significativo para nossos crescimentos não apenas
profissional, mas intelectualmente somos envolvidos a melhorar a cada instante de
nossas vivências, quebrando barreiras, vencendo obstáculos e inovando em nossas
atitudes. Apenas nos sentimos capazes de evoluir quando temos embasamento
teórico para dar os primeiros passos. Esse é o nosso intuito de forma muito didática
entender a disciplina filosofia da arte e poder vislumbrar em nosso cotidiano.
Na unidade I vamos aprender a definir o que é arte, para assim adentrar a sua
historicidade, aprendendo sobre a Semana da Arte Moderna, pois, foi um grande marco
para a arte contemporânea. A arte caminhou a passos construídos com muita influência
europeia, mas em alguns momentos a brasilidade despontou, isso visivelmente descrito
nos movimentos vanguardistas e contemporâneos.
Na unidade II você irá ampliar seus conhecimentos sobre filosofia. Entender
o que é filosofia e como se aplica em nossas vidas, pois, a colocamos em prática
diariamente, e nem nos damos conta. As correntes filosóficas existentes são de
grande monta, iremos refletir sobre algumas que dão suporte ao que iremos estudar.
Na sequência, na unidade III falaremos a respeito da filosofia da arte e
a importância dos cinco sentidos, as inovações nas artes pós-modernas, traz
conceitos inovadores que permitem o envolvimento das pessoas com as obras
de forma mais interativa. Aprofundar sobre as teorias e seus filósofos, também
são cruciais para entendermos a evolução da arte, da filosofia e filosofia da arte.
Em nossa unidade IV, vamos finalizar o conteúdo dessa disciplina evidenciando
as obras de arte, não apenas na forma tradicional que refletimos quando pensamos em
expressões artísticas. Arte é tudo que está a nossa volta, a filosofia está presente em nosso
diálogo diário, nesta unidade entenderemos a filosofia da arte, como ela está interligada a
moda, ao cinema, a música, a arte cênica, a arquitetura, cerâmica, a fotografia e esculturas.
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SUMÁRIO
UNIDADE 1
Arte
UNIDADE 2
Filosofia
UNIDADE 3
O Nascimento da Estética
UNIDADE 4
Estética Contemporânea
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1
UNIDADE
ARTE
UNIDADE 1 ARTE 7
INTRODUÇÃO
A arte nos acompanha desde nossa tenra idade, tanto referindo ao contexto
histórico quanto a nossa vida diária. Mas qual a utilidade dela em nosso cotidiano?
Todos somos dotados de habilidades artísticas? A arte tem influência no setor
econômico? Você em algum momento refletiu sobre essas questões. Não precisamos
ser artistas para apreciar a arte. Mas a sensibilidade para analisá-la é crucial.
Compreender cada qual de acordo com cada momento dentro de sua historicidade.
A Arte moderna brasileira teve grande influência europeia, mas trilhou seu
caminho, com traços e expressões singulares, destacando as obras de muitos
artistas que até os dias atuais exercem grande influência. Iremos aprender o que são
movimentos vanguardistas e como esses movimentos influenciaram as obras e quais
as temáticas eram utilizadas para as devidas produções. Cada um dos movimentos
tinham suas formas e expressões, mas as temáticas sempre tinham o cunho de protesto.
Você verá que tudo está muito interligado a I Guerra Mundial e a Revolução Industrial,
impactando também no meio artístico, o movimento vanguardista, deu espaço para os
movimentos artísticos contemporâneos ou pós-moderno, momento em que a criatividade
artística possibilita suas demonstrações, em lugares públicos ou reservados, expondo
sentimentos de leveza com traços geométricos ou com valorização do corpo humano,
algumas que atraem pela beleza e outras nos atraem mas nos conduz a um choque de
realidade. Mas para principiar nossos estudos, vamos entender o que é arte?
UNIDADE 1 ARTE 8
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TÓPICO
A ARTE
Quando pensamos em arte, temos muitas ideias referindo-se à imagem acima. Arte
e pintura, até porque em tempos escolares, quando se falava em arte, o que fazíamos era
“pintar”. Conforme Fischer (1987, p. 45):
Nos alvores da humanidade a arte pouco tinha a ver com “beleza” e nada
tinha a ver com a contemplação estética: era um instrumento mágico, uma
arma da coletividade humana em sua luta pela sobrevivência.
Talvez essa seja uma das grandes verdades que faz com que a arte seja
tão pouco apreciada ou entendida, por faltar o contexto histórico, a análise de
movimentos artísticos e as mais variadas expressões de arte. Você deve ter ouvido
que “viver é uma arte”, isso porque ela se define de acordo com o dicionário “Oxford
Language” como uma habilidade ou disposição dirigida para a execução de uma
finalidade prática ou teoria, realizada de forma consciente, controlada e racional.
UNIDADE 1 ARTE 9
Nossa vida é prática constante e precisamos agir sempre de forma racionalizada
para vivenciá-la. Assim esta expressão condiz com o que vivenciamos. Temos que nos
expressar de várias formas para mantermos nossa sobrevivência, a arte é isso, uma maneira
do indivíduo expressar, seus sentimos, opiniões. O homem, desde a época da caverna,
apresenta sua arte por meio das pinturas rupestres, segundo Fischer (1987, p.20), “A arte é
quase tão antiga quanto o homem.” Hoje a arte é apresentada pelas danças, moda, teatro,
música, pinturas, arquitetura, cerâmica, escultura, fotografia entre outros. Tudo se adapta
conforme a evolução da humanidade, assim, como as historinhas em quadrinhos, jogos
eletrônicos e arte digital, fazem parte da arte. De acordo com Buoro:
UNIDADE 1 ARTE 10
Perceber é captar o estímulo, introjetá-lo, associando-o como as vivências
e experiências, elaborando o percebido e projetando a sua interpretação
por meio da expressão (p. 29). [...] Um ato perceptivo envolve a associação
e projeção de lembranças, isto é, sempre se identifica um fenômeno como
relacionado a outro já vivido (RIBEIRO, 2000, p. 29-33) .
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2
TÓPICO
ARTE MODERNA
BRASILEIRA E SEUS
ARTISTAS
1979, p. 15).
UNIDADE 1 ARTE 12
denominação de Antropofagia, visto como um dos movimentos mais radicais do momento,
o objetivo era ter temas com peculiaridade brasileira, afastando a temática europeia. A
metáfora utilizada cercava a ideia de “comer”, “deglutinar”, que remete ao ato de engolir a
cultura européia e regurgitar a ascensão da cultura brasileira. Um quadro que simboliza as
pinturas com características da antrofagia de Tarsila do Amaral, sendo ela uma das mais
conhecidas é o “Abaporu” (1928).
Sinto-me cada vez mais brasileira: quero ser a pintora da minha terra.
Como agradeço poder ter passado na fazenda minha infância toda. As
reminiscências desse tempo vão se tornando preciosas para mim. Quero, na
arte, ser a caipirinha [da fazenda] de São Bernardo, brincando com bonecas
de mato, como no último quadro que estou pintado – carta de Tarsila do
Amaral a família, quando da sua estada em Paris, em 1924 (AMARAL, 1984,
p. 84).
Suas obras de arte cerca de duzentos e setenta foram divididas de acordo com cada
momento histórico a pintora vivenciava, a fase Pau Brasil que tinha como detalhe o uso de
paleta de cores fortes e com temáticas brasileira e tropicais, surgindo os “bichos nacionais”,
que são mencionados nos poemas de Carlos Drummond de Andrade, denotando a beleza
da fauna e flora brasileiras, as máquinas, trilhos, símbolos da urbanidade. Toda a trajetória
estética de Tarsila do Amaral refletia sua busca pela brasilidade: “(...) Não pensem que essa
tendência brasileira na arte é mal vista aqui [Europa]. Pelo contrário. O que se quer aqui
é que cada um traga contribuição de seu próprio país (...)” (SEVCENKO, 1992, p. 283).
A fase antropofágica que tinha como base destacar as características do Brasil,
que bela idealização do Abaporu (homem que come carne humana), esta imagem era
derivada de suas histórias de infância tão guardada em seu inconsciente, que estes
monstros comiam gente negras, desta forma fez uso desta narrativa para elaboração de
sua obra conceituando no momento como devorador de estrangeirismo, assim absorve
suas potencialidades e as transforma, essa seria a simbologia desta fase. Por último a
fase da pintura social que tinha vínculo com os temas atuais que a sociedade presenciava
cotidianamente. Os quadros que retratam esta fase são “Os Operários” e “Segunda Classe”.
Mário de Andrade buscou estimular o nascimento ao que corresponde ao sentimento
de identidade nacional, com seus textos ricos de elementos brasileiros, vários livros ficaram
conhecidos como o Macunaíma, Paulicéia Desvairada, Amar verbo Intransitivo, há uma
gota de sangue em cada poema, O turista Aprendiz, A Escrava que não é Isaura entre
outros e seus poemas Na rua Aurora eu nasci, Inspiração, o Trovador, ode ao Burguês entre
tantos outros. Este autor é conhecido como um dos maiores escritores que o Brasil já teve,
UNIDADE 1 ARTE 13
era também poeta, romancista, estudioso da música e do folclore brasileito. Suas escritas
eram compostas em duas linhas de pensamento: a urbana e depois de cunho folclórico.
Candido Portinari tinha como objetividade destacar em suas obras a realidade que
os brasileiros vivenciavam, não apenas as questões econômicas, mas as festas populares,
trabalho na zona rural, infância entre outras. Suas pinturas tinham influência surrealistas
e do cubismo, sua técnica mais utilizada era a tinta a óleo sobre a tela. Um de suas obras
mais significativa foi Retirantes (1944), mas produziu O Mestiço (1934), O Lavrador de Café
(1934), Criança Morta (1944), Meninos Soltando Pipa (1947), Menina Sentada (1943). Suas
obras tiveram grande potência artísticas internacionalmente principalmente com o painel
Guerra e Paz na sede da ONU (Organizações das Nações Unidas.
UNIDADE 1 ARTE 14
3
TÓPICO
MOVIMENTOS
VANGUARDISTAS
UNIDADE 1 ARTE 15
correntes vanguardistas eram: futurismo, cubismo, dadaísmo, expressionismo e
surrealismo, explicaremos sequencialmente as peculiaridades de cada uma delas.
Este concepção principiou no início do século XX, a partir da publicação
do Manifesto Futurista, escrito por Filippo Tommaso Marinetti, que tinha como
singularidade o prazer em cultuar a violência e a guerra, um momento de grande
tensão política entre as grandes potências mundiais, derivada pela primeira guerra
mundial sua característica está envolta sobre o antitradicionalismo e o culto à
guerra e a velocidade principalmente, que era inserida na produção artística.
Esta proposta era de extrema radicalidade pois propunha a destruição do passado,
pois entendia que para construir o futuro era necessário apagar todo o passado. Neste
contexto, houve uma evolução grandiosa no campo da tecnologia, oferecendo amplitude
nos setores da comunicação, industrialização e transporte, encurtando distâncias. Assim
podemos dizer que a tecnologia e a velocidade foram características básicas e cruciais no
movimento futurista, considerado radical ultrapassando os limites estéticos da agressividade.
Não é difícil identificar obras futuristas, pois, explicitam a velocidade, publicidade, faz
ligações com o fascimo, usa onomatopeias e as pinturas têm cores vivas. De certo modo:
UNIDADE 1 ARTE 16
dentre eles Tarsila do Amaral (1886-1973), Candido Portinari (1903-1934) e Anita Malfatti
(1889-1964). No cenário brasileiro:
Dadaísmo traz uma descontinuidade dos demais movimentos, pois, suas propostas
são mais descontraídas, leves, espontâneas sempre alicerçada por intermédio da ironia,
liberdade, absurdo, na irracionalidade, a proposta era chocar a burguesia e dimensionar
críticas a arte que mantinha seus padrões tradicionais e ao sistema. Seu objetivo era protestar,
que tinha como lema “a destruição também é criação”, porque buscava nas expressões
artísticas, enfatizar as consequências e ocorrências nefastas da Primeira Guerra Mundial.
As manifestações artísticas do dadaísmo tinha um viés de improviso e
irreverência, rodeava o caos e a desordem, seu teor não tinha lógica ou racionalidade,
pois propunha o radicalismo, a destruição, a agressividade e pessimismo, demonstrando
claramente sua discordância a guerra e aos comportamentos burgueses, rejeitando
também o nacionalismo e ao materialismo e de forma contínua crítica sobre o
consumismo e ao capitalismo. Nesta premissa foi considerada como um movimento
antiartístico, por ser questionadora da arte e enfatiza o caos e a imperfeição.
O Expressionismo teve suas características voltadas ao uso de cores fortes e
contrastantes, apresentação das figuras deformadas, grossas camadas de tintas, temas muito
sombrios, o que deixa claro o nome dado ao movimento devido as “expressões” das imagens,
demonstrando suas formas peculiares de conceber o mundo. A forma como as obras artísticas
são criadas, transbordam a sensação de emoção ao extremo que transpassa para quem vê.
No Brasil, em específico na literatura, nas escritas de Raul Pompéia, na obra “O
Ateneu”, deixa configurar as características desse movimento expressivo. Surgido na
Alemanha, esta tendência imbuia da necessidade de retratar a realidade humana, de forma
subjetiva, importando muito com o sentimento qual o mundo estava envolto, tanto é, que as
temáticas mais comuns, condizia com a realidade vivenciada, miséria, solidão e loucura.
E finalizando o Surrealismo, tem a objetividade valorizar a loucura e a fantasia,
suas ações artísticas são realizadas por impulso sem se preocupar com ideias, regras e
normas. Ou seja, representar o sonho era a principal característica. Todos os artistas que
UNIDADE 1 ARTE 17
tinham essa concepção eram influenciados por Freud, em suas afirmativas sobre o sonho,
como mediador de realidades ocultas no inconsciente.
Essa conexão entre a realidade e o sonho, para os artistas surrealistas, era uma
realidade alternativa. Suas peculiaridades são singulares como a ausência da lógica, o
resgate das emoções, a exaltação da liberdade de criação, do impulso humano, a adoção
de uma realidade maior. Tudo evolui e se adapta conforme as mudanças históricas, os
movimentos artísticos não são diferentes, vamos compreender como são as propostas
artísticas na contemporaneidade.
UNIDADE 1 ARTE 18
4
TÓPICO
MOVIMENTOS ARTÍSTICOS
CONTEMPORÂNEOS
UNIDADE 1 ARTE 19
Na cultura contemporânea sobrepõem-se linguagens, paradigmas e
projetos. Uma trama plural com múltiplos eixos e muitas questões. Neste
cenário, considerado como o do fim da modernidade, a forma original da
sobrevivência, da vida na Terra se coloca de maneira diferente, mais atual e
original. Em termos ambientais, no sentido da necessidade da manutenção e
implemento do equilíbrio de toda a vida; em termos éticos, face às grandes e
imponderáveis desigualdades entre diversos grupos humanos; e existenciais,
considerando-se a felicidade e o conhecimento, e a busca de novos termos
para a sua frutificação, fora do âmbito restrito do consumo e da sobrevivência
material (MATOSO, 2012).
UNIDADE 1 ARTE 20
todas manifestações de cunho artístico que são produzidas por intermédio do computador,
sendo utilizados softwares e demanda processualidade digitais. É um movimento acessível
e com grandes diversidades, tendo como características a interatividade, virtualidade,
funcionalidade, o enlace entre a arte e a tecnologia, ferramentas diversificadas, acesso
visual para uma vasta gama de pessoas, produções tridimensionais e o uso de diversas
formas de linguagens visuais. Portanto:
Arte Urbana ou Street Art, tem a diferenciação por ser movimentos artísticos
que ocorrem nas ruas independentemente de quais sejam: pinturas, grafites, esculturas,
estátuas vivas e sempre de forma objetiva e pacífica. O público são os que habitualmente
transitam no local e os que são chamados pela curiosidade. As criações são peculiares,
pois estão sempre relacionadas com o espaço que estão sendo utilizadas. Esta forma de
produção contribuiu para que a cidade esteja sempre com aspecto atrativo, o que não
distancia as artes contemporâneas são os enredos que são oriundos em críticas em todos
seus aspectos. Eles veem nesses espaços os suportes necessários para suas criações. Um
espaço móvel, fluido, sempre em constante transformação, que traz em si várias relações,
como aponta Pallamin:
UNIDADE 1 ARTE 21
SAIBA
MAIS
A arte body art utiliza o próprio corpo como ferramenta de composição para a obra de arte, dando
vivacidade à expressão artística. Atrai o espectador por suas performances e a forma com que destaca seus
temas, sejam eles por meio de maquiagem, mutilações, queimaduras, ferimentos entre outros que possam
causar impacto visual. Objetivando conduzir o espectador a refletir sobre a temática exibida.
REFLITA
“Considero o sobre surrealismo a consequência lógica de arte dum país que nem a França. No
Brasil acho que no momento atual, pros que estão de deveras acomodados dentro da nossa realidade, ele
não adianta nada. Não adianta porque não ajuda. Todas as questões que são de vida ou de morte para
organização definitiva da realidade brasileira(...) nos levam para uma arte de caráter interessado que como
todas as artes de fixação nacional só pode ser essencialmente religiosa (no sentido mais largo da palavra: fé
para a união nacional, psicológica familiar social religiosa sexual)”
Fonte: VIRAVA, Thiago Gil de Oliveira. Surrealismo e Modernismo: experiências surrealistas na arte
brasileira 1920-1940. VI EHA - Encontro de História da Arte - UNICAMP, p. 8. 2010.
UNIDADE 1 ARTE 22
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O conhecimento sobre arte, filosofia que temos em nossa aprendizagem acadêmica
muitas vezes são muito vagas e quando aprimoramos entendemos o quanto estão ligados a
fatores históricos e a cada desenvolvimento ambos acompanham. A base dessa construção
teve seu principiar com a Revolução Industrial e I Guerra Mundial dois grandes fatores
que trouxeram temáticas quais as pessoas foram obrigadas a refletir para uma melhor
existência, as evoluções tecnológicas foram cada vez potencializando a teoria do sistema
capitalista e fortalecendo as desigualdades sociais até o presente momento.
A arte passou a ser uma forma de expressar sentimentos de contradição ao sistema,
o que não podia ser dito, poderia sim ser retratado. A arte e a filosofia estão interligadas
porque ambas necessitam de argumentação e tentam chamar atenção dos olhos que
observam atentamente.
Aguçando todos os sentidos que o ser humano é capaz de sentir, embora os utilize
muito pouco em paralelo do que se pode alcançar. Aprendemos que toda teoria construída
é fundamental para o crescimento histórico-cultural, não se despreza os conhecimentos
para adquirir algo novo, mas sim, é preciso aprender a transformar o que sabemos,
nossas experiências anteriores com o intuito de aprimorar para enxergamos as novas
vivências com um propósito mais significativo. Independente da arte, todas são formas de
manifestações e todas as manifestações são inquietações populares as quais a sociedade
precisa compreender e a filosofia oferece esta grande possibilidade.
UNIDADE 1 ARTE 23
LEITURA COMPLEMENTAR
RESUMO: O presente artigo nos leva a viajar pelo incrível mundo da arte
contemporânea, e assim a um imenso mergulho na mente humana, buscando inúmeros
questionamentos sobre a vida e a maneira que vivemos. A arte contemporânea permite
que o artista se expresse através das mais variadas formas; com o uso de materiais do
cotidiano a arte passou então a interagir com as pessoas, saindo de museus e indo ao
encontro da população, com o objetivo de fazer pensar e fazer com que as pessoas reflitam
sobre a arte e consequentemente sobre a vida.
Fonte: SEIDEL, Marisa Frohlich. Arte Contemporânea: Arte e Vida. Revista Científica
Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, Ano 01, Vol. 07, p. 52-62. Agosto de 2016. ISSN:2448-0959.
23 jun. 2022.
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MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
• Título: Vanguarda Europeia & Modernismo Brasileiro
• Autor: Gilberto Mendonça Teles.
• Editora: José Olympio.
•Sinopse: Gilberto Mendonça Teles (Bela Vista de Goiás/GO,
1931) é professor emérito de Literatura Brasileira e Teoria da Lite-
ratura na PUC-Rio. Teve diversas passagens, como poeta e críti-
co literário, por instituições nos Estados Unidos e na Europa. Em
1989, recebeu da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de
sua obra, o Prêmio Machado de Assis, a mais importante distinção
literária do Brasil.
FILME/VÍDEO
● Título: Soundtrack
● Ano: 2017
● Sinopse: Um filme brasileiro que retrata a relação entre a ciência
e a arte, a explicativa sobre ambas é sistêmica, mostrando pontos
de vista por intermédio de diálogos reflexivos e construtivos.
UNIDADE 1 ARTE 25
2
UNIDADE
FILOSOFIA
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar e contextualizar Filosofia;
• Compreender o que é filosofia e a necessidade de aplicá-la em dias atuais;
• Estabelecer o surgimento de novas dialéticas oriundas das mudanças sociais.
UNIDADE 2 FILOSOFIA 27
INTRODUÇÃO
Todos os dias enfrentamos obstáculos e consequentemente os superamos, uma luta
diária e buscamos sempre as razões para cada entrave proporcionado pela vida. Não somos
únicos, essa luta é de todos, cada qual com sua singularidade. Mas sempre pensamos a
razão para cada momento vivenciado. Pensar! Isso é importante antes e depois, analisar. De
uma maneira simplista para sintetizar, será que estamos filosofando? Então o que é filosofia?
Aprender sobre algumas correntes filosóficas e identificar suas didáticas são
importantes para a compressão do pensamento dos estudiosos bem como o contexto
em que toda a produção literária estava envolvida. A cada mudança social efetiva,
refletida por todos outros setores religioso, cultural, econômico, se estabelece outras
teorias. E as anteriores são descartadas? Como ocorre este processo de novas teorias,
que visivelmente parte das experiências e tem-se como base as teorias antigas.
Muitos pensadores, muitas reflexões a proposta da filosofia da arte é justamente
uma análise de forma a entender o que as obras retratam e permitir ao telespectador a
ampliação de seus conceitos, embora qual um traz suas peculiaridades, assim aprende
e assimila diferentemente um do outro. Os sentidos dão uma amplitude para interagir
com as obras e subentender significativamente as mensagens implícitas e explícitas.
A arte não tem suas limitações apenas em quadros, se faz ainda muito mais
contextualizada, dinâmica e globalizada, apresentando por meio da moda, das danças,
música, cerâmica, arquitetura, cerâmica, fotografia e escultura, qual a proposta da filosofia
da arte sobre elas é o que propomos a aprender.
UNIDADE 2 FILOSOFIA 28
1
TÓPICO
FILOSOFIA
A Filosofia tem como primazia de dar sentido às coisas, tendo como foco de estudo
a humanidade, haja vista que estudar a humanidade é sobretudo um grande desafio,
pois, exige neutralidade para evidenciar as visões diversas sobre a realidade, dentro de
cada perspectiva almejada. mas o ato de filosofar é necessário com o intuito de alcançar
respostas para viver de forma melhor.
Surgiu na Grécia em meados do século VI a.C, como uma forma racional de
pensamento, tudo porque era preciso explicar as precisões do mundo, porque até o momento
tudo era visto como mito, pois, não havia explicações científicas que as comprovem. Mitos
UNIDADE 2 FILOSOFIA 29
eram histórias fantasiosas e místicas, eram muito frequentes a volúpias menções de deuses
e semideuses.
Mas ao passar do tempo as explicações míticas, não faziam mais sentido, a
racionalidade era necessária, a filosofia, claro, em paralelo com outras ciências foram
explicando os acontecimentos de forma filosófica. Tudo surge conforme as necessidades
da formação das cidades estados na Grécia, sua estruturação demandou a necessidade
dos estudos como se daria esse processo de agrupamentos.
Tales de Mileto foi o primeiro filósofo, no século VI a.C, mas também possui outras
habilidades: matemático, engenheiro, astrônomo entre outros. Inclusive na matemática
deixou seu legado “Teorema de Tales de Mileto”. Dentre suas ideias, enfatizava que tudo
que temos conhecimento é produzido de água, tudo ao nosso redor estão contempladas
por vida e que as alterações são intermediadas pelo processo de condensação e rarefação.
Ou seja, todo que está envolvido pelo calor, necessita de umidade para ter vida.
Há filosofia tem formas de pensar que são delineadas em linhas de pensamento
e correntes filosóficas, tais como: idealismo, materialismo, escolástica, racionalismo,
fenomenológica, empirismo, pragmatismo, existencialismo, pós-modernismo, psicologismo,
neocriticismo, justamente por não conceber o conhecimento como algo que não pode ser
mudado, as diversas correntes dão esta dinâmica de construção do conhecimento cada
qual em seu contexto analítico.
Assim, é sabido que colocar o bom senso em prática é uma forma filosófica é
imprescindível na atualidade pois:
UNIDADE 2 FILOSOFIA 30
[...] regras fáceis e corretas graças às quais todos os que as observam com
exatidão nunca suportam verdade o que é falso, e chegarão, sem se cansar
com esforços inúteis, mas aumentando progressivamente sua ciência, ao
conhecimento verdadeiro de tudo o que pode alcançar (DESCARTES, 1973,
p. 67).
UNIDADE 2 FILOSOFIA 31
2
TÓPICO
CORRENTES
FILOSÓFICAS I
Você sabe o que são correntes filosóficas e quais suas utilidades? Correntes
filosóficas são grupos de filósofos que se reuniram com o intuito de definir peculiaridades
acerca da filosofia, formalizando características para cada uma delas. A objetividade é propor
discussão entre eles, para de certa forma buscar a verdade, assim compartilhar ideias e
conceitos sempre relacionamos a humanidade e toda a complexidade que a envolve.
É importante lembrar que cada corrente filosófica está expondo a necessidade
vigente, entretanto, muitos conhecimentos são muito atuais, porque mesmo a sociedade
tendo evoluído, há algumas temáticas que ainda precisam ser transformadas em suas
praticidades e não apenas na teorização. Cortella (2002) retoma Albert Camus (1913-1960)
dizendo que “o homem é a única criatura que se recusa a ser o que ela é”. Isso explica,
porque o homem está sempre buscando e inventando, construindo e desenvolvendo
projetos, desejoso de transformar e transformar-se.
Materialismo histórico, uma corrente filosófica que teve como fundamentação
compreender as relações sobre trabalho e a produção de bens materiais no decorrer
da evolução do homem. Pois, entende-se que o homem vive socialmente, da forma que
ele pode economicamente, não tendo autonomia em suas escolhas. Para Hegel, filósofo
alemão do século XIX, explica o materialismo dialético, afirmando que o processo dialético
impulsiona o desenvolvimento da ideia absoluta pela sucessão de momentos de afirmação
(tese) de negação (antítese) e de negação da negação (síntese).
Ou seja, é a aplicação da teoria de Karl Marx ao estudo da evolução histórica das
sociedades humanas, pelas quais o modo de produção dos bens materiais condiciona a vida
UNIDADE 2 FILOSOFIA 32
social, política e intelectual que, por sua vez, interage com a base material. Marx e Engels
afirmam que a história de todas as sociedades do passado é a história da luta de classes.
Nesse sentido, no decorrer do processo histórico, as relações econômicas evoluíram
segundo uma contínua luta dialética entre os proprietários dos meios de produção e os
trabalhadores espoliados e explorados. Mas o que é o materialismo histórico?
É notório que a temática, sobre a luta de classes é constante nas teorias, pois, são
os conflitos que fazem a movimentação conceitual do povo, que por sua vez, ainda não
compreendeu a devida importância que tem para lutar pela garantia de seus direitos. A
filosofia escolástica trouxe no contexto muitas produções, pois, vertiam em muitas leituras,
uma ampliação dos conhecimentos científicos, sua peculiaridade era a junção do saber da fé
consolidada na bíblia e da razão com base romana. Até na contemporaneidade, vemos como
a igreja se apresenta de forma contundente na defesa de alguns valores, porém, a sociedade
se transforma e alguns preceitos religiosos permanecem na antiguidade, causando de certa
forma muitos pré-conceitos estabelecidos, o rompimento deste paradigma é moroso, mas
possível. São Tomás de Aquino, filósofo e teólogo, foi o precursor desta corrente que para
muitos é um método de pensamento. Mas a fé sempre deveria ser superior à razão, até
porque o interesse era que os textos sagrados da doutrina cristã notoriamente estudados e
apreciado escreve Aquino, na Suma teológica:
Os erros e desvios serão atribuídos aos vícios, pois o mal, que segundo Aquino
não é inerente ao homem, é um acidente, um desvio, é a ausência de bem que pode ser
reposta, ou ensinada, ou verificada pelo projeto. Podemos compreender que para Tomás
de Aquino, o homem nasce bom, mas ao decorrer de sua construção intelectual perde ou
ganha atributos morais. “O homem tem de bondade tanto quanto tem de Ser, e faltando-
UNIDADE 2 FILOSOFIA 33
lhe plenitude de seu Ser, falta-lhe bondade, o que é chamado de mal”, escreve Aquino,
demonstrando que a razão sempre encaminha para o bem.
É interessante refletir que as correntes se diferenciam, mas entre si possuem
semelhanças que impulsionam as novas teorias até os dias atuais. O racionalismo foi um
pensamento que teve como o principal influente René Descartes, a base de sua concepção
é a razão. Sob essa perspectiva, a obra de Descartes, ao contrário do que sempre se
pensou, estabelece as necessidades e os limites da própria razão; estabelece aquilo de
que para nós é impossível duvidar. Para citar um exemplo: se recorrermos, nas Meditações,
à demonstração da veracidade divina, que refuta a hipótese do Deus enganador, que se
trata tão-somente de uma demonstração racional, isto é, coerente com os princípios inatos
à razão humana, não possuindo qualquer estatuto superior de verdade absoluta. Explica
Frankfurt:
UNIDADE 2 FILOSOFIA 34
3
TÓPICO
CORRENTES
FILOSÓFICAS II
UNIDADE 2 FILOSOFIA 35
Quer na filosofia, com o platonismo e o neoplatonismo, quer na esfera religiosa,
com o judaísmo e o cristianismo, a luz é sempre imagem ou símbolo que
significa verdade ou conhecimento verdadeiro. A iluminação mística cristão,
baseada na revelação divina, foi relida e secularizada pelo pensamento das
“Luzes”.
Sabemos agora que o Iluminismo tanto pode significar a doutrina dos que
acreditam na “iluminação interior” ou mística, a qual para outros constituía uma
espécie de manifestação “irracionalista”, quanto, justo o oposto, Iluminismo
é sinônimo de “filosofia das luzes”, isto é, da chamada “iluminação racional”.
(FALCON, 2009, p.15-17)
UNIDADE 2 FILOSOFIA 36
Augusto Comte, desenvolveu a corrente metodológica positivista, bem como foi
fundador da sociologia, no século XIX. Teve como referências para sua produção dialéticas,
Bacon, Hobbes e Hume. Triviños (2009) considera acerca do fato de que a origem do
positivismo foi pertinente aos autores:
UNIDADE 2 FILOSOFIA 37
No Brasil, o positivismo consolidou um enorme desenvolvimento ideológico, político
e social, esta visão adentrou em nosso território ainda no século XIX, muitas características
desse movimento se encontram evidente em nossos dias, devendo claro aprimorar e aplicar
em sua totalidade para de fato gerar a “ordem e o progresso”.
UNIDADE 2 FILOSOFIA 38
4
TÓPICO
CORRENTES
FILOSÓFICAS III
Tudo tem uma razão para existir. Não há acaso, sociologicamente falando. Hoje
temos muitas facilidades e conforto, sempre foi assim? Sabemos que toda a evolução,
foram pautadas em transformações, veja, há em média quatro milhões de anos, o
Homo Habilis alcançou a postura vertical. Essa alteração, possibilitou que os membros
anteriores, ocasionando consequências boas e ruins para os hominídeos. Mas vamos
destacar a posição corporal das fêmeas, pois os filhotes começaram a nascer de forma
prematura e assim houve uma necessidade maior de cuidado por parte das mães.
Entretanto essa fragilidade passou a ser predominante para atentar-se a
necessidade de formação de grupos coesos, permanecendo mais tempos juntos,
tornando um aprendizado enriquecido pelas experiências da coletividade, sendo
necessário manter a organização do grupo, foram então se instituindo regras, normas e
padrões. Partindo deste princípio, você irá observar como o ser humano foi adquirindo a
capacidade de transformar a si mesma e todos ao seu redor, por meio das necessidades.
Você já observou que mudamos apenas quando algo nos tira da zona de conforto?
Você já deve ter lido ou obtido alguma informação sobre o poder após o descobrimento
do fogo para a vida em sociedade. Mas de fato, analisou como esse elemento realmente foi
crucial para a espécie humana? Os alimentos antes que só eram comidos cru, passaram
a ser cozidos, melhorando não apenas o sabor, mas facilitando o processo digestivo.
Nas cavernas úmidas e frias, a iluminação e o aquecimento foram proeminentes, o que
propiciava melhoria do sono, mantendo uma qualidade nestes momentos e afugentando os
animais ferozes e peçonhentos. A elaboração dos instrumentos de caça e pesca, tornando-
UNIDADE 2 FILOSOFIA 39
os resistentes e mais eficientes. O fogo fez de forma significativa alterar as questões
demográficas e sociais na vida de nossos ancestrais. De acordo com o autor:
UNIDADE 2 FILOSOFIA 40
até os dias atuais, mas com as inovações necessárias, como o primeiro computador (1947),
o primeiro aparelho celular (1973) e a engenharia espacial ( 1926). Como descreve o autor:
UNIDADE 2 FILOSOFIA 41
(2017), Demônio de Néon (2016), O Olmo e a Gaivota (2014), Interestelar (2014). Na música
temos essas singularidades também, você deve ter percebido como as músicas gospel
mudaram, porque as características dos grupos religiosos também modificaram, estilos pós
modernistas. Observe ao seu redor e verás o quanto de pós-moderno te envolve em seu
contexto diário. É satisfatório saber que ainda há muitas correntes filosóficas para existir.
SAIBA
MAIS
A fenomenologia se baseia na intencionalidade, isto é, não existe objeto sem a presença do
sujeito, pois o objeto depende da intencionalidade e da consciência do mesmo, portanto ela é o “estudo
das ciências e todos os problemas, segundo ela, se tornam a definir essências: a essência da percepção, a
essência da consciência, por exemplo.”
REFLITA
O professor é entendido como o ser que conhece e, a partir disso, deve valorizar e analisar,
juntamente com o estudante, o seu contexto a fim de questionar as contradições e buscar transformações
da sociedade em que estão inseridos, transformando sua práxis em um objeto cognoscível teoricamente,
relacionando assim, teoria e prática tornando o processo educacional dialógico e conscientizador.
Fonte: KLIEMANN, Claudia Regina Machado, SGARIONI, Priscila Daga Moreira, STRIEDER, Dulce
Maria. GUERRA, Rodrigo. Comparando as correntes metodológicas: positivismo, fenomenologia e materialismo
histórico dialético. In: V SIMPÓSIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E XXVI SEMANA DE PEDAGOGIA,
2016, Cascavel. Unioeste. p. 1 - 10. Disponível em:
[Link]
[Link].
Acesso em: 03 jul. 2022.
UNIDADE 2 FILOSOFIA 42
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Quanto mais aprendemos, mais significativo fica a elaboração de nossos conceitos,
pois, compreendemos que todas nossas convicções, todas as nossas verdades em algum
momento se depara com novas teorias que lapidam nosso pensar, nosso agir. Nem sempre
conseguimos expor nossos sentimentos, nossas idealizações e de alguma forma nos
transformamos em arte reflexiva. Generalizo porque embora talvez nem todos tenhamos o
dom da arte em si, mas sabemos que viver é uma arte.
Mas aqueles que podem esboçar seus ideais, seus repúdios utilizam a arte para tal
fim, sempre de forma pacífica, mas que destaque na sociedade as convicções, essa conduta
é abrangente e sistêmica, abrange variados público, nas modas estilando as roupas, as
produções cinematográficas, a musicalidade, as alterações das paisagens urbanas por
meios de projetos arquitetônicos, a cerâmica que molda os pensamentos do escultor, a
fotografia que retrata mais que o momento, mas o sentimento a lembrança assim como as
esculturas.
Todos os processos de criação fazem parte do contexto histórico-cultural, porque
trazem história que serão estudadas num futuro próximo, conseguimos entender esse fato,
quando estudamos as correntes filosóficas os pensadores e desde a antiguidade vem se
consolidando com seus pensamentos que ao aprimorarem estruturou pensamento científico,
para assim entendermos que não existe verdade absoluta.
Isso vale muito para nós sempre nos avaliarmos e nunca nos sentirmos superior
a ninguém, porque não há verdades, ou seja, ninguém tem total conhecimento de tudo.
Somos conduzidos por nossas experiências de vida a enfrentarmos nossas hipóteses,
testá-las e recomeçar se for preciso. Agindo tal a proposta da filosofia da arte nos oferece,
aprimorar nossos sentidos e estar disposto a aprender, sem julgamentos estereotipados.
UNIDADE 2 FILOSOFIA 43
LEITURA COMPLEMENTAR
Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Ouro Preto. Instituto de Filosofia,
Arte e Cultura. Departamento de Filosofia. Programa de Pós-Graduação em Estética e
Filosofia da Arte.
Fonte: LEONEL, Wesley Faria de. O Papel de Estética na Teoria - Estatuto da estética filosófica após
o fim da arte. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Filosofia) - Universidade Federal de Ouro Preto
Instituto de Filosofia, Artes e Cultura. Ouro Preto - SP, p. 239. 2017. Disponível em: [Link]
[Link]/bitstream/123456789/9642/1/DISSERTA%C3%87%C3%83O_PapelEst%C3%[Link].
UNIDADE 2 FILOSOFIA 44
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
• Título: Filósofos e Correntes Filosóficas em gráficos e diagramas
• Autor: Milton Hunnex.
• Editora: Vida.
• Sinopse: O livro retrata a historicidade, dialética de alguns filó-
sofos demostrando suas contribuições até dias atuais, explicando
alguns conceitos filosóficos de forma didática e enriquecedora.
FILME/VÍDEO
• Título: Cartesio
• Ano: 1974.
• Sinopse: No filme contém trechos inteiros de algumas das obras
fundamentais do pensador, que visa a autonomia do pensamento
racional diante da fé. Descartes precisa provar que a razão é sus-
tentável por si só.
UNIDADE 2 FILOSOFIA 45
3
UNIDADE
O NASCIMENTO
DA ESTÉTICA
Professor Mestre Jorge Alberto de Figueiredo
PLANO DE ESTUDO
Plano de Estudos
• Filosofia da Arte e os Cinco Sentidos;
• Sócrates, Platão e Aristóteles;
• Descarte, Locke e Kant;
• Hegel e Karl Marx.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar e contextualizar a filosofia da arte bem como os sentidos que
complementam a aprendizagem sobre nosso meio;
• Compreender as concepções dos filósofos clássicos;
• Estabelecer a singularidade entre alguns pensadores sobre a construção do
saber, arte e filosofia.
FILOSOFIA DA ARTE E OS
CINCO SENTIDOS
Impossível falarmos sobre os cinco sentidos sem falar daquele que comanda
todos eles, o “cérebro”, mas precisamente o sistema nervoso. Você já ouviu falar sobre
ele funciona? Bem, o sistema nervoso é a parte do organismo que integra, através da
transmissão/recepção de sinais, suas diferentes estruturas-funções, coordenando as ações
voluntárias e involuntárias do organismo. Sendo ele constituído em 2 grandes sistemas: O
Sistema Nervoso Central (SNC) e o Sistema Nervoso Periférico (SNP).
O Sistema Nervoso Central é constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal. O
encéfalo é formado pelo cérebro, cerebelo e tronco encefálico possuindo em torno de 35
bilhões de neurônios. O cérebro é responsável por comandar as ações motoras, estímulos
sensoriais e atividades neurológicas, assim a memória, aprendizagem, pensamento e a
fala e no hemisfério direito suas funções estão relacionadas a interpretação de imagem,
habilidades manuais não verbais, intuições, espaços em três dimensões, percepções em
músicas. O hemisfério esquerdo está focado na linguagem, processamento de cálculos,
memórias, resolução de problemas e fala. Segundo Damásio (1996, p.116), o funcionamento
do cérebro pode ser assim resumido:
[...] a função global do cérebro é estar bem informado sobre o que se passa
no resto do corpo (o corpo propriamente dito), sobre o que se passa em si
próprio, e sobre o meio ambiente que rodeia o organismo, de modo que se
obtenha acomodações de sobrevivência adequada entre organismo e meio.
Sem a participação, a obra é somente objeto, uma vez que, não se mostra
na contemplação mas na relação com o participante. A cor e a forma estão
no espaço e seus tempos são percebidos na interação com o tempo interior
daquele que vê, se movimenta, toca e percebe com todos os sentidos (SILVA,
2006, p. 42)
Assim a forma de compreensão das obras são mais percebidas e entendidas, pois
o telespectador faz parte dela e cada um tem a possibilidade de significá-la conforme seu
entendimento intelectual, tudo é bem pensado pelo autor da obra desde cores, formatos e
todos os demais artifícios que a tecnologia pode oferecer. Para que compreendamos melhor
podemos entender que a estética é uma campo de estudo da filosofia que se desdobra em
estudar e investigar a essência da beleza. De forma singular busca conceituar sempre tendo
a razão como base para compreender o que é belo e consequentemente o sentimento que
potencializa nas pessoas.
Desta forma a estética em filosofia enfatiza um olhar reflexivo e construtivo sobre
o que é beleza por intermédio das sensações proporcionadas pelos sentidos, denotando a
sensibilidade que cada ser humano possui. É importante considerar que entender a estética
enquanto filosofia é também compreender o processo construtivo da arte, valorizando a
ideia e não se distanciando da relação social que a arte promove entre ética e política.
Estamos habituados e condicionados a realizar nossas considerações esteticamente
falando, em tudo em que está ao nosso redor, sejam evidenciadas nos vestuários, viagens,
alimentação e sempre temos as preferências pautadas com base de nossa vivência,
ou seja, a filosofia em pauta, pois, evidencia tudo o que sabemos, o que foi construído
dinamicamente e nos direciona para novas verdades, que nos propicia enxergar a vida
sempre diferente.
SÓCRATES, PLATÃO E
ARISTÓTELES
Podeis reconhecer que sou um homem bom, um homem dado pelo deus à
cidade por esta reflexão: não é conforme à natureza do homem que eu tenho
negligenciado todos os meus interesses, sofrendo a anos, as consequências
desse abandono do que é meu, para me ocupar do que diz respeito a vós,
dirigindo-me sem cessar a cada um em particular, como um pai ou um irmão
mais velho, para persuadir a cuidar da virtude (XENOFONTE, 1972, p. 56).
O objetivo do filósofo de cuidar da alma humana tinha uma relação com o seu
compromisso assumido com o deus de Delfos. “Mas, repito, faço por uma determinação
divina, vinda não só através do oráculo, mas também de sonhos e de todas as vias pelas
quais o homem recebe ordens dos deuses”.
A ironia, do grego: eironeia: dissimulação, socrática era evidenciada pelo não saber.
Seu intuito é fazer com que o homem reflita sobre sua fragilidade frente ao que pensa
que sabe. Por isso, Sócrates interrogava todos os seus interlocutores com a intenção de
Para Platão, o achar nem sempre é o que de fato significa, porque estamos sempre
em busca de novas oportunidades de conhecimento. E então para ele existem duas formas
Muito que aprender com Aristóteles, quando afirma que a justiça é uma virtude, uma
prática moral, complementa sua teoria dando ênfase em dois tipos de justiça: a universal
e particular. Bem como a justiça subjetiva aquela eu trago com meus princípios e a justiça
objetiva que afeta nossa moralidade. Enfim, a palavra justiça e injustiça são necessárias
deste a antiguidade, mas o mais importante que a mesma deve estar presente em nós, para
cobrarmos dos outros ao nosso redor.
DESCARTE,
LOCKE E KANT
René Descartes (1596 - 1650), sua concepção filosófica, fazendo uso de seu
pensamento cartesiano, originou-se a filosofia moderna, escreveu uma obra muito importante
“O Discurso sobre o Método”, (1637) ideias sobre o racionalismo que para ele seria a única
fonte de conhecimento. Uma frase utilizada por ele muito conhecida é “ Penso, logo existo”.
Sempre muito estudioso além de filósofo era matemático, nunca se deu por satisfeito
com os conhecimentos adquiridos no decorrer de sua escolaridade, decepcionado, busco
aprimorar no que era preciso. Ainda jovem formulou a geometria analítica.
A filosofia, que foi “cultivada pelos mais excelentes espíritos” e tem por
essência a discussão em busca de uma verdade cada vez mais sólida, traz
desconfiança ao filósofo no que diz respeito a solidez de suas teorias; a ciência,
por ser fundamentada pela filosofia, trouxe certa incerteza ao filósofo francês
justamente por ter esses princípios fundamentados em bases pouco firmes
onde não há nada que não possa ser colocado em dúvida (DESCARTES,
2001, p. 8-13).
Para ele não existia uma verdade absoluta, tudo deveria ser contestável, criando
o método da dúvida. A princípio tem suas inquietações sobre os sentidos, pois acredita
que os mesmo poderiam oferecer dados contraditórios nas construções teóricas. Para
Descarte a estética não há enquanto sistema, pois, o cartesianismo não explica porquê
de determinadas sensações diante da obra. Na seção intitulada “A gênese da autonomia
estética”, do livro “O que é estética?”, Jimenez discorre sobre a influência do cartesianismo
para a formação da estética enquanto estudo sobre o belo. Segundo o autor:
Um dos sistemas mais ambiciosos dos tempos modernos não pode explicar
o comportamento do homem diante da arte. Não existe, neste sentido, uma
estética cartesiana. Porém, se insistirmos sobre o lugar do sistema cartesiano
numa discussão consagrada à estética, não o fazemos para concluir por
uma negação. Pelo contrário. De fato, a filosofia de Descartes não cessa
de desempenhar um papel maior nas numerosas controvérsias artísticas do
século clássico, sobretudo quando se trata das noções de sentimento, de
gosto ou de gênio (JIMENEZ, 1999, p. 54).
A arte muda conforme o contexto, assim como tudo ao nosso redor. Falamos então
sobre John Locke (1632 - 1704), sua corrente filosófica era o empirismo, portanto, defendia
a ideia que todo conhecimento era proveniente das experiências, independentes de quais
fossem, de origem interna que seriam as reflexões ou externa permitidas pelas sensações.
Segundo ele, nossa mente é uma folha em branco, mas não é passiva, pois, busca a todo
tempo aprender e com o passar do tempo, vamos dando cor, vida e voz a ela, conforme
vamos adquirindo mais conhecimentos, resultam em reflexões e consequentemente nossa
personalidade também se consolida.
No contexto político defende sempre a ideia de liberdade intelectual e tolerância,muito
difundida no iluminismo, assim a soberania deveria residir no povo e não no Estado. Sua
Do que ficou dito é evidente que a monarquia absoluta, que alguns consideram
o único governo no mundo, é, de fato, incompatível com a sociedade civil, não
podendo por isso ser uma forma qualquer de governo civil, porque o objetivo
da sociedade civil consiste em evitar e remediar os inconvenientes do estado
de natureza que resultam necessariamente de poder cada homem ser juiz
em seu próprio caso, estabelecendo-se uma autoridade conhecida para a
qual todos os membros dessa sociedade podem apelar por qualquer dano
que lhe causem ou controvérsia que possa surgir, e à qual todos os membros
dessa sociedade terão de obedecer (LOCKE, 1983, p. 68).
Immanuel Kant (1724-1804), um filósofo moderno, uma das suas principais obras
de cunho filosófico foram “Modernidades”, fundou uma teoria de conhecimento denominada
idealismo transcendental e de acordo com sua proposta fundou o criticismo que tinha como
premissa dar limites ao conhecimento humano. Outra obra que teve grande notoriedade
foi “Teoria do Conhecimento e Ética e Filosofia Moral”. Kant era muito metódico, assim
promoveu a revolução copernicana da filosofia, que contribui para resolver os impasses de
filósofos e correntes filosóficas surgidas anteriormente às quais ele não concordava em sua
totalidade ou em alguns [Link] palavras de Höffe:
HEGEL E KARL
MARX
Quando Hegel discute sobre dialética, expõe seu conceito filosófico pois entende
que toda teoria (tesis) pode ser contestada a partir de outra teoria (antítese) está discussão
entre ambas consolida a dialética. Logo ambas aprimoraram uma nova teoria, por meio de
um processo de pesquisa. Em suas obras “Propedêutica Filosófica” e “Ciências da Lógica”
esta teoria é evidenciada. Para Hegel, tudo é possível ser estudo, pensado ou criado, pois,
para ela o real é racional e o racional é real, não tem como separar um mundo qual o sujeito
se encontra do objeto e do conhecimento.
A concepção hegeliana conduz que a filosofia tem como objetividade a mesma coisa
que a religião, encontrar o absoluto em Deus. Diferenciando apenas que na religião todo
conhecimento se dá pelos sentimentos, pela representatividade das imagens, e a filosofia
aprendemos teorizando seus conceitos. Assim a filosofia tem um papel fundamental para
o homem, sobre tudo o que a vida lhe impõe como conflito diário. O filósofo em questão
também faz considerações sobre questões educacionais pois, comunga com as diversas
tendências pedagógicas o fato de que todas afirmam o homem, mas ele se dissocia daquelas
que situam o homem demasiadamente no âmbito da natureza:
Muito estudado Karl Marx (1818-1833), por ser revolucionário, suas bases são
de constituições da doutrina comunistas que tinha como críticas severas ao sistema
capitalista, seu conhecimento filosófico adentrou em várias áreas como sociologia, política,
direito e economia. Talvez sua motivação em suas teorias estava implicita por seu pai ser
descendete de judeu e ter sifo perseguido pelo governo absolutista da época. Marx escreve
o, “Manifesto Comunista” nesta escrita faz um violento protesto com críticas ao sistema
capitalista, deixando claro todas as questões que envolviam o movimento operário. Neste
manifesto ela ao final afirma necessidade da união dos operários do mundo inteiro para que
lutasse para a garantia de seus direitos. Portanto configura que:
Outra obra de Karl Marx “O Capital”, nesta obra destacam-se três grandes elementos
de suas discussões, mercadoria, trabalho e valor, assim remete ao valor de uso e valor de
troca. Um exemplo é o valor (salário) dado ao trabalho e quanto a classe burguesa ganha
sobre a mão de obra barata. Assim as denúncias são contra as desigualdades sociais às
quais ele fazia duras críticas, para ele os homens de maneira geral têm direitos de justiça
e liberdade e deveriam ter acesso a riqueza que a burguesia tinha. Para Marx, tudo é
inconstante, as mudanças são contínuas e as mesmas são originárias das lutas de classes,
sendo o conflito necessário para estas transformações. O Capital, começa por analisar a o
conceito de mercadoria alegando que:
SAIBA
MAIS
Sobre o belo e o sublime: gosto é a “faculdade de julgar o belo”. É um julgamento. Para estudá-
lo, Kant, com um grande espírito de sistema, segue a tabela de julgamentos que organizou na analítica
transcendental dos conceitos da Crítica da razão pura, embora os julgamentos estéticos sejam precisamente
irredutíveis aos julgamentos lógicos. Os quatro aspectos do julgamento que ele retoma (a qualidade, a
quantidade, a relação, a modalidade) vão, entretanto, levar a quatro definições complementares do belo.
Fonte: LACOSTE, Jean. A Filosofia da Arte. Trad., Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Ed., 1986.
REFLITA
Acredita-se que é simular um paradoxo supor, por um só instante, o que poderiam ser o mundo,
o pensamento e a verdade se o homem não existisse. É que estamos tão ofuscados pela recente evidência
do homem que sequer guardamos em nossa lembrança o tempo, todavia pouco distante, em que existia o
mundo, sua ordem, os seres humanos, mas não o homem. Compreende-se o poder de abalo que pôde ter e
que conserva ainda o pensamento de Nietzsche, quando anunciou, sob a forma do acontecimento iminente,
da Promessa-Ameaça, que, bem logo, o homem não seria mais - mas, sim, o super-homem; o que, numa
filosofia do Retorno, queria dizer que o homem, já desde muito tempo, havia desaparecido e não cessava de
desaparecer, e que nosso pensamento moderno do homem, nossa solicitude para com ele, nosso humanismo
dormiam serenamente sobre sua retumbante inexistência. A nós, que nós acreditamos ligados a uma finitude
que só a nós pertence e que nos abre, pelo conhecer, a verdade do mundo, não deveria ser lembrado que
estamos presos ao dorso de um tigre?“ — Michel Foucault, livro As palavras e as coisas
Fonte: [Link]
paradoxo-supor-por-u/ Acesso em: 04 jun. 2022.
FILME/VÍDEO
• Título: Soundtrack
• Ano: 2017.
• Sinopse: Cris um fotógrafo, apaixonado pela sua arte, viaja para
um pesquisa em um estação polar, com intuito de fotografar para
uma exposição, onde a música será a inspiração vigente. Junta-
mente com seus companheiros de trabalho Cao e Mark, desco-
brem outras formas de olhar a vida e consequentemente a arte.
Objetivos da Aprendizagem
• Conceituar a filosofia da arte nas diversas expressões artísticas;
• Compreender a influência da arte em nosso cotidiano;
• Estabelecer a importância da filosofia para entender a proposta da arte.
MODA E CINEMA
Você tem o hábito de rever fotos da família? Acredito que sim, é uma forma saudável
de formalizar lembranças entre familiares, destacando os melhores e piores momentos, os
entes que amamos e os que desejamos bem (mas se possível longe) e assim por diante. Mas
o que nos induz a questionar é para conduzi-lo a experiências às quais não vivenciamos, “a
moda”. Rimos de gargalhar quando vemos as vestimentas dos novos avós e pais, mas você
já observou que muitas modas vão e voltam? E existem outras que nunca saem de moda?
Para ficar bem mais simples de compreender sem perder a essência, vamos definir
o que é moda. Moda é a forma como as pessoas se vestem e cada grupo, em momentos
da historicidade se vestem. Sua característica é que geralmente é algo comum e muitas
pessoas apreciam, temos como exemplo a calça jeans. Entretanto, é muito importante dizer
que a moda, não é para todos, não apenas em seu aspecto econômico, para você estar na
moda, precisa ter condições para isso e muitas roupas da moda, são para padrões estéticos
constituídos. O que muitas vezes vemos na roupa, gera uma expectativa e quando usamos
percebemos que a realidade é totalmente frustrante. Outras pessoas se vestem como
tendência modista, apenas com o intuito de obter status.
A moda tem seus estilos e todas elas retratam por meio visual, o que muitos querem
expressar verbalmente e muitas vezes não conseguem, umas retratam formas de protesto,
outras apenas retratam o perfil de quem as usa. A moda surgiu em meados do século XV
com o início do renascimento Europeu. O artesão que abriu seu primeiro ateliê de alta
costura e ficou eternizado como “pai da alta costura” foi Charles Frederick Worth, em Paris
em 1558.
A arte inspira a moda, isso, desde o processo de criação como produção. E a moda
entrelaça a arte, cores, formas. A moda deve ser vista com grande parcimônia por parte do
consumidor, porque ela se renova com grande dinamismo, se o impulso tomar conta vira
um acumulador. O cinema também é um grande suporte para alavancar o modismo. Quem
nunca observou, se apaixonou ou comprou objetos por ter visto nas telas cinematográficas?
Um exemplo são os filmes do 007, quais os produtos usados por ele são formas de marketing
para as vendas.
O cinema também traduz sentimentos, por meio da arte em movimento, ou retrata
situações de épocas passadas com intuito de mostrar a real história, expor sentimentos,
de certa mostra uma realidade que todos nós sabemos que existe e nem sempre nos
chocamos, nos lembramos e o cinema tem a arte de nos fazer chorar, relembrar, nos
motivar de alguma forma. Claro que com o impulso das mídias, dos meios de comunicação,
o cinema também tem o cuidado de enfatizar questões que permeiam a minoria, dando
recados para as necessidades de mudança. Concluímos que:
Assistir filmes é não apenas uma forma de lazer, mas de aprimorar nossos
conhecimentos, pois, trazem informações significativas para os temas que pretendem
atingir, gerando expectativas de muitos em esperar o lançamento dos filmes, das trilogias
O cinema, assim como a filosofia, tem como premissa fazer com que as pessoas se
emocionem e principalmente reflitam sobre a mensagem a ser transmitida e que a incorpore
em seu dia a dia, na grande maioria os temas são de relevância para a sociedade. No século
XX, o cinema passou a ser considerado arte por intermédio do crítico Ricciotto Canudo,
quando teorizou um artigo denominado “Manifesto das Sete Artes”, sendo assim o cinema
considerado a 7ª arte.
De forma filosófica o cinema contribui na produção de conceitos, ideias concebidas
pela filosofia e transmitida de forma escrita e o cinema que dá movimento e ação às
ideias existentes. Filosoficamente, as verdades pré-concebidas estão construídas, já
cinematograficamente temos a oportunidade de nos sentirmos inseridos no contexto, ter
cada qual sua experiência e construir seus pré-conceitos.
O cinema brasileiro nas últimas décadas tem evoluído de forma incontestável,
retratando temas aos quais a sociedade precisa se inteirar, envolver e lutar pelos direitos
existentes, mas não garantidos, tais como: Cidade de Deus (2002), Central do Brasil (1998),
O Auto da Compadecida (2000), Tropa de Elite (2007), Macunaíma (1969), Que horas ela
volta? (2015), Nise (2016) entre outras. Bem como arte cinematográfica fazendo resgates
históricos como: Hans Staden (1999), Anchieta, José Brasil (1977), Desmundo (2003),
Ganga Zumba (1963), Quilombo (1984), Xica da Silva (1976), os Inconfidentes (1972),
Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995) entre outros.
MÚSICA E ARTE
CÊNICA
A música é tão motivadora de emoções que alguns estudos apontam que ela
auxilia em ambientes comerciais por exemplo, que as pessoas consumam mais, pois, o
Na mitologia grega, Dionísio significa “aquele que nasce duas vezes”. Zeus
teria arrancado Dionísio do ventre de sua mãe e o colocado na sua perna,
até o seu nascimento. Essa história é bastante emblemática, pois o teatro é
sempre uma arte que fala de dualidades e contradições. No festival dedicado
à adoração de Dionísio havia um coro de homens que cantava e dançava em
torno de um altar, como um canto coral lírico que contava a vida de um Deus.
(DORIA, 2012, p. 25).
ARQUITETURA E
CERÂMICA
Não temos a exata noção das grandiosidades arquitetônicas, apenas o que nos é
oferecido através das gravuras, ou pelas mídias, mas quando nos deparamos a algumas
estruturas pensamos na grandiosidade do conhecimento humano em adaptar-se, inventar-se
mediante a cada necessidade. É prazeroso pensar como homens a milhares de anos, já tinham
noções para construir tão grandes projetos e sim as modernidades que temos na atualidade.
Para Francisco Marshall (2000), a cidade, na Antiguidade, deve ser descrita não
apenas por seus princípios e eventos, mas também como “manifestação de códigos
culturais muito densos, característicos do mundo antigo e transmitidos desde então, através
dos tempos e à atualidade” (p.113). A questão do poder, também é muito explícito, quanto
mais rico, mais interesse em se fixar em residências luxuosas, como forma de reafirmar.
Podemos, então, afirmar que:
FOTOGRAFIA E
ESCULTURA
Você já observou como é quase impossível, ler o tema, olhar a ilustração e não
pensarmos em progresso. E quando pensamos em evoluir, progredir, remetemos a
historicidade dos fatos isso se procede muito bem quando revivemos como era o ato de
fotografar nos primórdios dessa arte e como é na atualidade. Sintetizamos que não apenas
os equipamentos evoluíram, mas a exigência das pessoas querendo melhor qualidade
visual. Mais uma vez a tecnologia proporciona o desenvolvimento tão necessário que hoje
estamos habituados a fazer uso. Assim, já podemos imaginar o quanto ainda há de evoluir.
O que é preciso entre técnica e liberdade:
[...] para o bem ou para o mal, o mundo da Web 3.0 [...] das informações
pessoais disseminadas, essa internet de pessoas, está se tornando um lar
para todos nós. E é esse exatamente o “conhecimento essencial” que eu
gostaria que vocês aprendessem nesse retrato da vertigem digital em nossa
era de grande exibicionismo. (KEEN, 2012, p. 201).
Fonte: AVC - Ouvir música ajuda na recuperação?. CLÍNICA CAUCHIOLI. Disponível em: https://
[Link]/noticias/ouvir-musica-ajuda-na-recuperacao-do-avc/#:~:text=De%20acordo%20com%20
uma%20pesquisa,abordagem%20complementar%20aos%20tratamentos%20convencionais. Acesso em: 14 jul. 2022.
REFLITA
“Há uma fração criativa de segundo quando você está tirando uma foto. Seu olho deve ver uma
composição ou uma expressão da vida que se oferece para você, e você deve saber com intuição quando
clicar com a câmera. Esse é o momento em que o fotógrafo é criativo. Oop! O Momento! Uma vez que você
o perde, ele se foi para sempre”
FILME/VÍDEO
• Título: Íris. Uma Vida de Estilo
• Ano: 2014
• Sinopse: O documentário conta a história de Iris Apfel, uma
mulher além do seu tempo que ama a moda e a arte, e encontra
em ambas motivações para criar mesmo em uma época difícil.
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REFERÊNCIAS
ALEXANDRIAN, Sarane. O Surrealismo. São Paulo: Verbo, Editora da Universidade de
São Paulo, 1976.
AMARAL, Aracy. Arte para quê? A preocupação social na arte brasileira/ 1930-1970. São
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As correntes filosóficas influenciam a arte ao oferecer diversas perspectivas e entendimentos sobre a realidade e a experiência humana. Materialismo histórico, por exemplo, analisa a arte sob o prisma das condições materiais e sociais . Enquanto a filosofia da arte questiona a essência e o propósito do belo, as correntes filosóficas mais amplas oferecem um quadro teórico para interpretar a intenção e o contexto das obras . Artistas, inspirados por essas ideias, podem desafiar e redefinir a estética convencional, refletindo as preocupações e experiências humanas contemporâneas .
A estética se relaciona com a investigação filosófica do gosto pessoal ao analisar como as percepções sensoriais e os julgamentos estéticos são formados e influenciados por contextos culturais e experiências individuais . O gosto pessoal é um reflexo da estética individual, frequentemente influenciado por fatores como formação cultural, experiências passadas e contextos sociais . Filósofos tentam entender como o gosto se desenvolve e se manifesta, indagando a natureza subjetiva da beleza e como ela se alinharia ou estaria em conflito com ideais estéticos mais amplos .
Artistas contemporâneos têm utilizado tecnologias como realidade virtual, instalações interativas, e multissensoriais para criar experiências estéticas mais imersivas. Esses recursos permitem que os espectadores interajam ativamente com as obras, promovendo uma conexão pessoal e emocional mais intensa . As tecnologias ampliam as possibilidades artísticas, permitindo que elementos como movimento, som, e até participação física dos espectadores sejam incorporados ao conceito e significado da obra .
Um dos principais desafios na definição do que é considerado belo na filosofia da arte é a subjetividade envolvida na percepção estética. Cada indivíduo, baseado na sua sensibilidade e experiências prévias, pode interpretar a beleza de forma diferente . Além disso, as características do que é belo podem mudar com o tempo e o contexto cultural, tornando difícil estabelecer um padrão universal . A filosofia da arte tenta abordar essa complexidade ao analisar não apenas o belo, mas também o que é considerado feio, e entender como essas classificações podem ser influenciadas por fatores sociais, culturais e filosóficos .
A filosofia da arte influencia a percepção social entre ética e política ao promover uma reflexão crítica sobre a realidade e ao questionar normas culturais e sociais através de expressões estéticas . A arte pode servir como um meio para explorar e desafiar conceitos éticos e políticos, oferecendo novos entendimentos e perspectivas sobre esses temas. Artistas frequentemente usam suas obras para refletir sobre questões sociais, estimulando o público a considerar as implicações mais amplas dessas questões em suas próprias vidas e na sociedade .
A dialética de Hegel, que envolve a sucessão de tese, antítese e síntese, oferece um método para compreender as transformações na arte como um reflexo do processo histórico contínuo . A arte, ao ser criada e interpretada, evolui através de confrontos e integrações de ideias opostas, transformando e renovando suas expressões e significados . Esta perspectiva permite entender a arte não como estática, mas como um diálogo contínuo entre conceitos estéticos e realidades sociais, resultando em novas formas e entendimentos .
A arte contemporânea utiliza os cinco sentidos para aumentar o engajamento do espectador com a obra, permitindo uma experiência multissensorial. Artistas introduzem elementos como som, tato, e até paladar, para que o espectador perceba e interaja com a arte de forma mais imersiva e pessoal . Isso desloca a arte de uma mera observação passiva para uma experiência participativa, onde o espectador se torna parte integrante da obra .
A filosofia da arte, ou estética, se propõe a investigar a essência da beleza e questionar se há padrões definidos do que é considerado belo . A estética envolve uma compreensão racional do que é belo, enfatizando um olhar reflexivo sobre as sensações proporcionadas pelos sentidos . Através dessas sensações, desenvolve-se uma sensibilidade que permite a apreciação do belo, destacando a interação entre sujeito e objeto artístico .
As correntes filosóficas desempenham um papel crucial na busca pela verdade ao propor discussões e diferentes perspectivas filosóficas, que tentam formalizar e definir aspectos do conhecimento humano . Elas estimulam a evolução das ideias ao desafiar conceitos existentes e ao introduzir novas visões de mundo, que por sua vez influenciam transformações sociais e culturais . Essa dinâmica está presente na forma como as ideias filosóficas influenciam ideais sociais, como o materialismo histórico, que relaciona a verdade e a realidade material às condições sociais e econômicas .
O materialismo dialético, desenvolvido por Karl Marx, pode ser aplicado na análise histórica das sociedades ao entender o desenvolvimento das ideias e a evolução social através da interação de teses, antíteses e sínteses. Esta perspectiva analisa como as condições materiais e as relações de produção influenciam a estrutura social e a evolução das sociedades humanas . Ele fornece uma visão dinâmica da história, onde os conflitos entre forças opostas (teses e antíteses) se resolvem em sínteses, promovendo a mudança e desenvolvimento social .