Camila da Silva Nº 716531
Eliana Maza Nº 714774
Rubia Florentino Nº 714781
Profª Marli Vizim
INCLUSÃO SOCIAL
Introdução
Algumas barreiras necessitam ser quebradas neste processo de inclusão de
pessoas com deficiência. As barreiras são desde físicas, de atitude e até preconceito das
pessoas. Não podemos dizer que os deficientes são tratados com igualdade em nossa
sociedade, as diferenças estão presentes na saúde, na educação e no ambiente de
trabalho. A inclusão do deficiente é um direito muito importante que através de muita luta
vem sendo atingido. Nos últimos anos o Brasil tem dado importantes passos na inclusão
social dos deficientes, isto é graças à família e seu engajamento para cobrar das
autoridades os direitos humanos dos deficientes. A família é uma peça importante tanto
para inclusão como reabilitação de pessoas com deficiência na sociedade.
DEFICIÊNCIA FÍSICA
Percebemos que a falta de informação é uma das grandes causas do preconceito
e um dos principais fatores que impede a inclusão social. É muito importante
conhecermos o “mundo” das pessoas com deficiência, pois isto nos auxilia no
relacionamento com eles e também facilita a inserção deles na sociedade. O direito de ir
e vir, de estudar e também de trabalhar são as bases da inclusão de qualquer cidadão. É
obrigação de o Estado construir uma sociedade livre, justa e solidária (art.3º da
Constituição Federal), por meio da implantação de políticas públicas compensatórias e
eficazes. Percebe-se que a baixa escolaridade das pessoas deficientes no Brasil reflete
na dificuldade de inserção social.
Dados da FEBRABAN de 2010 apontam que o Brasil é um dos campeões em
acidentes de trânsito e acidentes de trabalho, exibindo, ainda, índices crescentes de
violência urbana. Um fator que aumenta, devido à violência nas grandes metrópoles do
país, são as ocorrências com armas de fogo, o que ocasiona grande parte das
deficiências adquiridas. Constatou-se que principalmente, no grupo de pessoas com
deficiência física, que apresenta o maior índice (77,7%) de aquisição de deficiência ao
longo da vida. Já no grupo de pessoas surdas a situação é inversa, já que 60,9%
possuem deficiência congênita.
A alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano,
acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de
paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia,
triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro,
paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as
deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de
funções (Decreto nº 5.296/04, art. 5º, §1º, I, ”a”, c/c Decreto nº 3.298/99, art. 4º,I).
Tipo Definição
Paraplegia Perda total das funções motoras dos membros inferiores.
Paraparesia Perda parcial das funções motoras dos membros inferiores.
Monoplegia
Perda total das funções motoras de um só membro (inferior ou posterior)
Monoparesia Perda parcial das funções motoras de um só membro (inferior ou posterior)
Tetraplegia
Perda total das funções motoras dos membros inferiores e superiores.
Tetraparesia Perda parcial das funções motoras dos membros inferiores e superiores.
Triplegia Perda total das funções motoras em três membros.
Triparesia Perda parcial das funções motoras em três membros.
Hemiplegia Perda total das funções motoras de um hemisfério do corpo (direito ou
esquerdo).
Hemiparesia Perda parcial das funções motoras de um hemisfério do corpo (direito ou
esquerdo).
Amputação
Perda total ou parcial de um determinado membro ou segmento de membro.
Paralisia Lesão de uma ou mais áreas do sistema nervoso central, tendo como
Cerebral consequência alterações psicomotoras, podendo ou não causar deficiência
mental.
Ostomia Intervenção cirúrgica que cria um ostoma (abertura, ostio) na parede
abdominal para adaptação de bolsa de fezes e ou/ urina; processo cirúrgico
que visa à construção de um caminho alternativo e novo na eliminação de
fezes e urina para o exterior do corpo humano (colostomia: ostoma intestinal;
urostomia: desvio urinário).
6. Educação
De acordo com os dados do Censo de 2010, o número total de pessoas de 15
anos ou mais de idade com Deficiência, no Brasil é de 42.146.647 pessoas. Desse total,
61% não possuem instrução e apresentam fundamental incompleto; apenas 14%
apresentam fundamental completo e médio incompleto; 17% apresentam médio completo
e superior incompleto e 6% apresentam superior completo.
Segundo Mantoan (1997), a inclusão "questiona não somente as políticas e a
organização da educação especial e regular, mas tão conceito de mainstreaming. A
noção de inclusão institui a inserção de uma forma mais radical, completa e sistemática.
O vocábulo integração é abandonado, uma vez que o objetivo é incluir um aluno ou um
grupo de alunos que já foram anteriormente excluídos; a meta primordial da inclusão é a
de não deixar ninguém no exterior do ensino regular, desde o começo. As escolas
inclusivas propõem um modo de se constituir o sistema educacional que considera as
necessidades de todos os alunos e que e estruturado em virtude dessas necessidades. A
inclusão causa uma mudança de perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar
somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apóia a todos:
professores, alunos, pessoal administrativo, para que obtenham sucesso na corrente
educativa geral." (p. 145).
A Lei e Políticas Inclusivas
Em todos os países, a legislação tem sido vista como o meio mais importante para
acabar com a discriminação da sociedade, de um modo geral, e das empresas, em particular,
contra a inserção de pessoas portadoras de deficiência (Gil e Bengoechea, 1991).A Lei de
Cotas – 8.213/91, implantada em 1999 pelo Decreto 3.298 – atualmente, um dos mais
importantes mecanismos de inclusão social desta parcela da população.
A mesma estabelece a reserva de vagas de emprego para pessoas com deficiência
(habilitadas) ou para aquelas que sofreram acidentes de trabalho, beneficiárias da Previdência
Social (reabilitadas). O cumprimento lei vale para empresas com 100 ou mais funcionários e
as cotas variam entre 2% e 5% dos postos de trabalho. O percentual a ser aplicado varia de
acordo com o número total de empregados das corporações:
I – de 100 a 200 empregados: 2%.
II – de 201 a 500: 3%.
III – de 501 a 1000: 4%.
IV – de 1001 em diante: 5%