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Impacto do SAEB no Desempenho Escolar

O documento analisa o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), abordando sua origem histórica, objetivos e resultados nas provas de Língua Portuguesa para alunos da 3ª série do ensino médio no Amapá. A pesquisa revela que o baixo desempenho das escolas rurais é atribuído à falta de investimento, refletindo uma tendência nacional de priorização das áreas urbanas. O SAEB, que é realizado a cada dois anos, fornece dados essenciais para a formulação de políticas públicas educacionais.

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Noêmia Silva
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Impacto do SAEB no Desempenho Escolar

O documento analisa o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), abordando sua origem histórica, objetivos e resultados nas provas de Língua Portuguesa para alunos da 3ª série do ensino médio no Amapá. A pesquisa revela que o baixo desempenho das escolas rurais é atribuído à falta de investimento, refletindo uma tendência nacional de priorização das áreas urbanas. O SAEB, que é realizado a cada dois anos, fornece dados essenciais para a formulação de políticas públicas educacionais.

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Sistema de Avaliação da Educação Básica – SAEB: Apresentação

Histórica e o impacto na implementação de políticas públicas


estaduais percebido no desempenho dos alunos de 3º anos do
Ensino Médio nas provas de Língua Portuguesa1

GEISIANY CRISTINI REGO DE SOUZA2


JAMILY EVELLEN DA SILVA PASSOS AMORIM3
LUIZ FELIPE NUNES DE OLIVEIRA4
NOÊMIA SILVA DA SILVA5
REBECA DA SILVA. MARTINS6

RESUMO

O presente trabalho objetiva dissertar sobre o Sistema de Avaliação da Educação


Básica – SAEB, pontuando sua origem histórica, caracterização, objetivos,
instrumentos utilizados e a descrição e análise dos resultados nas provas de língua
portuguesa para alunos da 3ª série do ensino médio de escolas públicas urbanas e
rurais e privadas do amapá, ao longo de sua existência. Quanto a abordagem, trata-
se de uma pesquisa qualitativa. Quanto a natureza, trata-se de uma pesquisa
básica. Quanto aos objetivos, descritiva e exploratória. Quanto ao tipo, trata-se de
uma pesquisa bibliográfica e documental. Os documentos que utilizamos foram os
disponíveis no site do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira), na aba do SAEB, nossa análise teórica está assentada em Gomes
(2019), Guimarães (2022) e Sá e Ferreira (2022). E conseguimos detectar que a
principal causa do baixo desempenho das escolas Rurais do Amapá nas provas de

1
Artigo solicitado como requisito avaliativo parcial da disciplina de Avaliação Educativa dos Curso do
Letras / Francês e Letras Libras da Universidade Federal do Amapá - UNIFAP, orientado pela
professora Maria Nazaré do Nascimento Guimarães.
2
Acadêmica do CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS – PORTUGUÊS / LIBRAS da
Universidade Federal do Amapá – UNIFAP.
3
Acadêmica do CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS – PORTUGUÊS / LIBRAS da
Universidade Federal do Amapá – UNIFAP.
4
Acadêmico do CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS – PORTUGUÊS / LIBRAS da
Universidade Federal do Amapá – UNIFAP.
5
Acadêmica do CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS – PORTUGUÊS / FRANCÊS da
Universidade Federal do Amapá – UNIFAP.
6
Acadêmico do CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS – PORTUGUÊS / LIBRAS da
Universidade Federal do Amapá – UNIFAP.
1
Língua Portuguesa do SAEB é o baixo investimento nessas escolas o que é uma
tendência nacional: investir mais nas áreas urbanas em detrimento das áreas rurais.
PALAVRAS-CHAVE: SAEB, resultados, objetivos, educação e Amapá.

INTRODUÇÃO

O presente trabalho, fruto de uma pesquisa para fins avaliativos, tornou-se ao


longo do processo de elaboração, objeto de reflexão por parte da equipe discente.
Reflexão, porque nos fez ampliar ainda mais nossos horizontes de análise e sobre
os mecanismos de aferição de informações sobre o rendimento escolar dos alunos
da Educação Básica, de onde viemos. E muitos da rede pública.
Nossas reflexões iniciaram quando nos deparamos com a necessidade de
condensar as ricas e complexas (no sentido de amplas) informações disponíveis
dobre o Sistema de Avaliação da Educação Básica – SAEB, sistema que nos foi
proposto.
Ao fim de longas análises decidimos por bem redigir sobre a historiografia do
SAEB, pois entendemos que conhecer o passado também nos ajuda a perceber o
presente e buscar melhorias para o futuro. Sendo assim, o trabalho está divido em
duas partes. No primeiro tópico, iniciaremos falando sobre a origem histórica e a
caracterização do SAEB. No segundo momento, falaremos sobre os objetivos e os
instrumentos utilizadas pelo SAEB ao longo de sua existência.

ORIGEM HISTÓRICA E CARACTERIZAÇÃO DO SAEB

Em pesquisa ao site [Link], na aba do Sistema de Avaliação da


Educação Básica – SAEB, há muitas informações sobre esta avaliação que serviram
de base para a construção do presente artigo. A primeira delas é sobre a origem do
SAEB: iniciou com a Pesquisa Alfabetiza Brasil realizada pelo Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, em 1990. Foi
reestruturado em 2005 e 2017.
Segundo o referido site, tais mudanças representaram o aprimoramento
teórico e metodológico do referido sistema. E Gomes (2019) relata ratifica essa
avaliação do site oficial do Governo Federal e vai além, vejamos:

2
[...] segundo Alves e Soares (2013), os resultados do sistema, divulgados
bianualmente até 2005, proporcionaram a produção de um diagnóstico
sobre a qualidade da educação ofertada pelas escolas brasileiras segundo
as grandes unidades amostrais, como: regiões, estados e redes de ensino,
com suas dependências administrativas e suas localizações urbanas ou
rurais.

Esses resultados também têm subsidiado o desenvolvimento de pesquisas


sobre os feitos desses dados na tradução de políticas públicas que venham
beneficiar os sistemas de ensino. No entanto, tem-se notado uma grande
repercussão do Saeb nos municípios e nas escolas que têm fornecido as
informações primárias por meio do desempenho dos seus alunos, pois não
são representados como unidades isoladas na avaliação nacional (Cotta,
2001 apud Alves; Soares, 2013).

Entretanto, tal cenário, segundo os autores, vem mudando radicalmente


com a reestruturação do Saeb a partir de 2005, quando o sistema passou a
ser composto por duas avaliações externas: a Avaliação Nacional da
Educação Básica (Aneb), que manteve as características da avaliação
amostral realizada em 2003; e a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar
(Anresc), também conhecida como Prova Brasil, que avalia as escolas
públicas de forma censitária.

Em 2007, introduziu-se uma novidade importante no uso das avaliações


externas no país: os resultados do Saeb e da Prova Brasil, juntamente com
os dados do censo escolar, foram utilizados na criação de um novo
indicador de rendimento escolar, o Ideb, que pretende medir de forma
objetiva a qualidade da Educação Básica.7

Os Fatores que dimensionam a qualidade da educação básica são:


Atendimento escolar, Ensino e Aprendizagem, Investimento, Os Profissionais da
educação, Gestão, Equidade, Cidadania, Direitos Humanos e valores. Para avaliar
todas essas dimensões, são aplicados questionários para os alunos, professores,
diretores escolares e gestores municipais de educação, além de testes de Língua
Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais e Ciências Humanas. As aplicações do
SAEB acontecem a cada dois anos.8 Portanto:

O Sistema de Avaliação da Educação Básica é um processo de avaliação


somativa em larga escala realizada periodicamente [a cada dois anos] pelo
INEP. Oferece subsídios para elaboração, monitoramento e aprimoramento
de políticas públicas com base em evidências, permitindo que os diversos
níveis governamentais avaliem a qualidade da Educação Básica existente
em nosso país. Segundo o Inep, por meio de testes e questionários, o SAEB
reflete os níveis de aprendizagem demonstrados pelo conjunto dos
estudantes avaliados. Esses níveis de aprendizagem estão descritos e
organizados de modo crescente em escalas de proficiência de Língua
Portuguesa e Matemática para cada uma das etapas avaliadas.9

7
GOMES, 2019, P. 01.
8
BRASIL, 2015, P. 04.
9
GOMES, 2019, P. 01. Grifos nossos.
3
Ainda segundo este mesmo autor:

Na atualidade, o Saeb é formado por três avaliações de desempenho


escolar: Avaliação Nacional do Rendimento escolar, a ANRESC (Prova
Brasil), que é uma avaliação censitária bianual envolvendo alunos do 5º e 9º
anos do Ensino Fundamental das escolas públicas que possuem, no
mínimo, 20 alunos matriculados nas séries/anos avaliados. [...] Apresenta,
ainda, indicadores contextuais sobre as condições extra e intraescolares em
que ocorre o trabalho da escola.

A Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb) utiliza os mesmos


instrumentos da Prova Brasil/ANRESC e é aplicada com a mesma
periodicidade. Diferencia-se apenas por abranger, de forma amostral,
escolas e alunos das redes públicas e privadas do país que, segundo o
Inep, não atendem aos critérios de participação da ANRESC/Prova Brasil e
que pertencem às etapas finais dos três últimos ciclos da Educação Básica
em áreas urbanas e rurais: alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e
3º ano do Ensino Médio regular.10

ANRESC (Prova Brasil): Seu objetivo principal é mensurar a qualidade do


ensino ministrado nas escolas das redes públicas, produzindo informações
sobre os níveis de aprendizagem em Língua Portuguesa (Leitura) e em
Matemática e fornecendo resultados para cada unidade escolar participante
e para as redes de ensino em geral.

A Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) é uma avaliação externa que


tem por objetivo aferir os níveis de alfabetização e letramento em Língua
Portuguesa (leitura e escrita) e Matemática dos estudantes do 3º ano do
Ensino Fundamental das escolas públicas. As provas aplicadas aos alunos
fornecem três resultados: desempenho em leitura, desempenho em
Matemática e desempenho em escrita. [...].

A ANA é também uma avaliação censitária; portanto, será aplicada a todos


os alunos matriculados no 3º ano do Ensino Fundamental. No caso de
escolas multisseriadas, será aplicada a uma amostra. A aplicação e a
correção são feitas pelo Inep. Considera-se apropriado que o professor
regente da classe esteja presente à sua aplicação. Os estudantes com
deficiência, transtornos globais ou específicos do desenvolvimento,
síndromes ou outras necessidades especiais devidamente registrados no
Sistema Educacenso, participam da aplicação da ANA.

OBJETIVOS E INSTRUMENTOS UTILIZADAS AO LONGO DA


EXISTENCIA DO SAEB

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, nº 9.394/96),


expressa no seu artigo 9º versa sobre as Atribuições do Governo Federal a saber:
Autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar os cursos das instituições
de ensino superior; autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar os
estabelecimentos do sistema de ensino; analisar os requisitos necessários ao
10
Idem, pp. 01 – 02.
4
reconhecimento de determinado curso. E isso já vem ocorrendo desde a Pesquisa
Alfabetiza Brasil realizada em 1990, como já foi aqui pontuado.
Segundo as Diretrizes da Edição de 2023 do SAEB, Disponível no site Oficial
do Ministério da Educação, os objetivos do SAEB são: Avaliar a qualidade da
educação, saber se todos têm condições iguais de acesso à escola e de
permanência nela, e investigar a qualidade do ensino no país. Estimular que mais
pessoas conheçam a área de avaliação e façam pesquisas sobre o tema. Traduzir
seus dados em forma de indicadores que auxiliem a entender a educação brasileira
e. Fornecer dados e evidências para que o governo crie políticas públicas a fim de
melhorar a educação.11
Para tanto, as metodologias utilizadas são: uso de matrizes de referência do
elaboradas pelo Inep, uso de questionários elaborados a partir da Matriz Mestre da
12
avaliação e estabelecimento de eixos, temas e tópicos pela Matriz.
Os eixos da Matriz Mestre do Saeb são: Equidade, Direitos Humanos e
Cidadania, Ensino-Aprendizagem, Investimento, Atendimento Escolar, Gestão e
Profissionais Docentes13. Entretanto, cada prova que compõe o SAEB possui seus
objetivos próprios que serão descritos nas linhas que seguem:
Avaliação Nacional do Rendimento escolar, a Anresc (Prova Brasil) objetiva
possibilitar aos “professores condições de verificar as habilidades e deficiências de
seus alunos para que venham interferir positivamente no processo de
alfabetização”.14
A Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb) objetiva “avaliar a
qualidade, a equidade e a eficiência da Educação Básica em nosso país”.15
A Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) objetiva aferir os níveis de
alfabetização e letramento em Língua Portuguesa (leitura e escrita) e Matemática
dos estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas. A partir
avaliação do nível de alfabetização dos educandos no 3º ano do Ensino
Fundamental, produzindo indicadores sobre as condições de oferta de ensino e
concorrendo para a melhoria da qualidade do ensino e redução das desigualdades,

11
[Link]
edicoes-antigas. Acesso em: 04/04/2025.
12
Idem.
13
Ibidem.
14
GOMES, 2019, P. 02.
15
IDEM.
5
em consonância com as metas e políticas estabelecidas pelas diretrizes da
educação nacional.16
A partir de 2019 todos esses instrumentos foram chamados SAEB e divididos
por etapas de ensino.
Entretanto, entre 1990 e 1995, forma aplicados seis questionários:
Questionário 1: Dados da Escola e do Alunado; Questionário 2: Custo-Aluno Direto;
Questionário 3: Custo-Aluno Indireto (Estado e Município); Questionário 4: Custo-
Aluno Indireto (Município de Pequeno Porte); Questionário 5: Gestão Escolar
Questionário e; 6: Professor. Depois foram aplicados dez testes, a saber: Teste de
Português para 1ª; Série Teste de Matemática para 1ª Série; Teste de Português
para 3ª Série; Teste de Matemática para 3ª Série; Teste de Português para 5ª Série;
Teste de Matemática para 5ª Série; Teste de Ciências para 5ª Série; Teste de
Português para 7ª Série; Teste de Matemática para 7ª Série; Teste de Ciências para
7ª Série; Manual do Coordenador/Supervisor; Manual do Aplicador Manual de
Processamento - Parte I; Manual de Processamento - Parte II; Procedimentos de
Validação dos Testes de Rendimento do Aluno; Critérios de Avaliação da Produção
Textual; Instrumento de Controle 1: Levantamento na Escola; Instrumento de
Controle 2: Levantamento nos Órgãos da Administração; Instrumento de
Amostragem 1: Lista de Turmas; Instrumento de Amostragem 2: Quantidade de
Alunos; Instrumento de Amostragem 3: Lista de Alunos; Tabela de Sorteio de
Municípios e Escolas; Tabela de Sorteio 1: Turmas; Tabela de Sorteio 2: Alunos e;
Lista de Órgãos Estaduais e Municipais de Educação Selecionados.17
Em 1997, o SAEB utilizou os seguintes instrumentos: Cadernos de prova de
Ciências 8ª série E.F; Cadernos de provas de Português 3ª série E.M.; Cadernos de
provas de Biologia 3ª série E.M.; Cadernos de provas de Matemática 8ª série do
E.F.; Análise clássica e TRI de Física 3ª série E.M.; Itens âncora e quase âncora de
Física 3ª série e; Itens de Física 3ª série E.M. Segundo Brasil (2008):

Em 1997, foram desenvolvidas as Matrizes de Referência com a descrição


das competências e habilidades que os alunos deveriam dominar em cada
série avaliada, permitindo uma maior precisão técnica tanto na construção
dos itens do teste, como na análise dos resultados da avaliação. A
construção dessas matrizes, como não poderia deixar de ser, não foi feita
16
IBDEM.
17
[Link]
saeb_1990_anexo_manuais_e_instrumentos_relatorio_preliminar_do_sistema_de_avaliacao_do_ensi
no_publico_de_primeiro_grau.pdf. Acesso em: 04/04/2025.
6
de maneira arbitrária. Foi realizada uma consulta nacional sobre os
conteúdos praticados nas escolas de ensino fundamental e médio,
incorporando a análise de professores, pesquisadores e especialistas sobre
a produção científica em cada área que seria objeto de avaliação escolar e
utilizando como referência as secretarias de educação estaduais e das
capitais que apresentaram ao Inep os currículos que estavam sendo
praticados em suas escolas.18

Em 1999, o SAEB utilizou os Cadernos de Português A e B para o 3º Ano do


Ensino Médio - EM; Caderno de Biologia 3ª ano do E.M. - outros itens (incluindo
abandonados na análise da Teoria de Resposta ao Item - TRI); Caderno de Língua
portuguesa 3ª série para E.M. – análises clássicas e TRI; Cadernos de| Língua
portuguesa 4ª Série E.F. – itens âncora e Caderno de Português 3ª série com itens
âncora; Relatório da análise de comportamento diferencial dos itens – (Differential
Item Functioning - DIF) entre regiões e As escalas de desempenho (dezembro
2000).
TRI é a sigla para Teoria de Resposta ao Item, método estatístico usado no
SAEB desde 1995, é um algoritmo que avalia as questões de provas e
questionários. A TRI considera o grau de dificuldade das questões, a considera a
coerência nas respostas dos candidatos, avalia a probabilidade de um participante
acertar a questão no "chute" e diferencia participantes que dominam a habilidade
avaliada daqueles que não dominam. O objetivo dela é Avaliar de forma justa as
habilidades e conhecimentos, Legitimar a prova e os conhecimentos dos alunos,
impedir o chute, garantir uma avaliação mais justa e oferecer uma análise mais
detalhada do conhecimento dos candidatos.19
A TRI também é usada nas provas do Enem, Encceja, e Exame TOEFL nos
Estados Unidos.
Em 2001, o SAEB utilizou o Caderno de Pré-Teste de Matemática para 4ª
série do Ensino Fundamental (com anotações); o Caderno de Pré-Teste de Língua
Portuguesa para a 4ª série do Ensino Fundamental (com anotações) e o Caderno de
Pré-Teste de Língua Portuguesa para a 8ª série do Ensino Fundamental (com
anotações).
Em 2003, o SAEB divulgou a Análise Qualitativa dos Itens de Língua
Portuguesa (Fundação Cesgranrio), os Itens Comuns; o Painel de Interpretação de

18
Brasil (2008, p. 09).
19
[Link]
%20item%20permite%20prova%20em%20outra%20data&text=A%20mudan%C3%A7a%20de
%20data%20para,o%20mesmo%20grau%20de%20dificuldade. Acesso em: 06/04/2025.
7
Matemática da 3ª série do Ensino Médio e utilizou os Pré-Teste de Blocos de Itens
de Matemática e Língua Portuguesa.
Em 2005, o SAEB utilizou o Caderno de Prova com Parâmetros de
Matemática da 4ª série do Ensino Fundamental; Caderno de Prova com Parâmetros
de Matemática da 8ª série do Ensino Fundamental; Caderno de Prova com
Parâmetros de Língua Portuguesa da 4ª série do Ensino Fundamental e o Caderno
de Prova com Parâmetros de Língua Portuguesa da 8ª série do Ensino
Fundamental.
Em 2007, o SAEB utilizou o Cadernos de Prova com Parâmetros de
Matemática da 4ª série do Ensino Fundamental; Cadernos de Prova com
Parâmetros de Matemática da 8ª série do Ensino Fundamental; Cadernos de Prova
com Parâmetros de Matemática da 3ª série do Ensino Médio; Cadernos de Prova
com Parâmetros de Língua Portuguesa da 4ª série do Ensino Fundamental;
Cadernos de Prova com Parâmetros de Língua Portuguesa 8ª série do Ensino
Fundamental e o Cadernos de Prova com Parâmetros de Língua Portuguesa da 3ª
série do Ensino Médio.
Em 2009, o SAEB utilizou o Cadernos de Prova com Parâmetros de
Matemática da 4ª série do Ensino Fundamental; Cadernos de Prova com
Parâmetros de Matemática da 8ª série do Ensino Fundamental; Cadernos de Prova
com Parâmetros de Matemática da 3ª série do Ensino Médio; Cadernos de Prova
com Parâmetros de Língua Portuguesa da 4ª série do Ensino Fundamental;
Cadernos de Prova com Parâmetros de Língua Portuguesa da 8ª série do Ensino
Fundamental e o Cadernos de Prova com Parâmetros de Língua Portuguesa da 3ª
série do Ensino Médio.
Em 2011. O Governo Federal divulgou o documento PDE/SAEB: Plano de
Desenvolvimento Sustentável. Cuja apresentação expressa entre outras coisas os
objetivos do Governo com esse Plano:

A fim de mobilizar e impulsionar a sociedade para efetivar o PDE, foi criado


o Plano de Metas que estabelece um conjunto de diretrizes para que a
União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, em regime de
colaboração, conjuguem esforços para superar a extrema desigualdade de
oportunidades existente em nosso país. O Plano tem por objetivo criar
condições para que cada brasileiro tenha acesso a uma educação de
qualidade e seja capaz de atuar crítica e reflexivamente no contexto em que

8
se insere, como cidadão cônscio de seu papel num mundo cada vez mais
globalizado.20

Esse documento foi criado a partir das informações levantadas nas aplicações
do sistema dos anos anteriores e significou uma mudança técnica significativa para
a aferição da qualidade da educação no país continental que é o Brasil. Sendo
assim, a partir de 2011, o SAEB para a realizar os seguintes testes: Testes de
Matemática, com foco na resolução de problemas; Testes de Língua Portuguesa,
com foco na leitura; Testes de Ciências Naturais; Testes de Ciências Humanas.
Passou a utilizar também questionários contextuais.
Todos os testes, são obrigatoriamente alinhados as Matrizes de Referência.
Há as Matrizes de referências de Língua Portuguesa e de Matemática para o 3º, 9º
anos do Ensino Fundamental e para o 3º do Ensino Médio.
Num intervalo de no máximo oito meses de aplicação dos testes e
questionários, é divulgada a Escala de Proficiência. Essa escala descreve os
conhecimentos e as habilidades que os estudantes demonstram ter desenvolvido em
cada nível da escala (3º, 9º anos do Ensino Fundamental e para o 3º do Ensino
Médio).21

A descrição pedagógica da escala indica o que os alunos que se encontram


em determinado nível sabem ou são capazes de fazer. A partir dessa
descrição, a escola consegue pensar, planejar e executar intervenções que
os levem a avançar um ou mais níveis.22

Por outro lado, a partir de 2019, o sistema está sendo reformulado. Vejamos o
que o site do INEP no sítio de escalas e testes tem a nos dizer:

Desde 2019, o Saeb passa por um momento de transição no qual as


matrizes utilizadas desde 2001 estão sendo progressivamente substituídas
por aquelas elaboradas em conformidade com a BNCC. Procurando garantir
a comparabilidade com a edição de 2021, cujos resultados foram fortemente
marcados pelo fim da pandemia, [...].23

20
BARSIL, 2008, p. 04.
21
[Link]
utm_source=adwords&utm_medium=ppc&utm_network=x&utm_campaign=trafegopago_grants_srj&ut
m_content=&utm_term=_&gad_source=1&gclid=CjwKCAjwzMi_BhACEiwAX4YZUCITzFd3jqPdPrJK4
8k28U1-568-ll13vr_Z0NesXsSb0HPBEyI7oRoCxpMQAvD_BwE. Acesso em: 06/04/2025.
22
Idem.
23
[Link]
escalas. Acesso em: 06/04/2025.
9
Em 2023, ainda foi utilizada a antiga matriz para as áreas de Língua
Portuguesa e Matemática no 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio
mas para 2025 as aplicações já deverão está alinhadas a Base Nacional Comum
Curricular – BNCC.

DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS NAS PROVAS DE LÍNGUA


PORTUGUESA PARA ALUNOS DA 3ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO DE ESCOLAS
PÚBLICAS URBANAS E RURAIS E PRIVADAS DO AMAPÁ.

A partir de 1995, o desempenho dos alunos avaliados passou a ser exibidos


em gráficos (1995 a 2003) e depois em planilhas. Desde 2005, municípios e escolas
também têm seus resultados divulgados. A disponibilização dos resultados varia ao
longo das edições, com relatórios consolidados, sistemas de acesso a resultados ou
boletins de desempenho.24
Optamos por analisar os resultados dos alunos do 3º ano do Ensino Médio
da disciplina de Língua Portuguesa porque, com exceção das disciplinas de
Línguas Estrangeiras, todas as demais disciplinas são em Língua Portuguesa
e conhecer suas regras de uso segundo o padrão da Norma Culta é um dos
pilares para a compreensão dos conteúdos da demais.
Assim, a primeira divulgação apresentou os resultados por região
administrativa. Segue o gráfico da média de proficiência em leitura na 3ª série do
ensino médio abaixo:

24
[Link]
Acesso em 12/04/2025.
10
FONTE: MEC/INEP – SAEB: 2003.

Nota-se que o desempenho dos alunos da 3ª Série do, na época 3 º ano do


Ensino Médio fui muito baixo. Na tabela abaixo consta a distribuição de alunos
por níveis de acordo com a proficiência em Português.

Distribuição de alunos por níveis de acordo com a proficiência em Português (3ª série do EM) –
urbanas sem federais 1995 - 2005.
Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível
Ano
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
1995 0,00% 0,63% 0,63% 2,77% 9,61% 15,96% 20,04% 12,86% 13,97% 12,52% 8,39% 2,62%
1997 0,00% 0,00% 1,91% 5,69% 9,04% 30,06% 17,15% 21,96% 8,44% 5,29% 0,00% 0,44%
AP
1999 0,00% 0,00% 0,00% 8,92% 20,20% 25,52% 17,92% 12,37% 7,19% 6,39% 1,48% 0,00%
2001 0,00% 1,02% 5,30% 9,20% 17,34% 15,06% 19,25% 14,37% 11,39% 4,75% 2,14% 0,19%
2003 0,00% 0,54% 2,01% 9,99% 14,43% 15,35% 22,84% 13,66% 9,59% 8,56% 2,59% 0,46%
2005 0,00% 0,95% 3,77% 11,11% 16,01% 15,20% 16,66% 16,50% 13,83% 4,49% 0,70% 0,78%

FONTE: MEC/INEP – SAEB: 2003.

Quando comparamos os resultados das escolas públicas com as


escolas privadas logo percebemos o quão insipientes são as habilidades,
competências e capacidades dos alunos das escolas públicas do Amapá.

Distribuição de alunos da rede pública por níveis de acordo com a proficiência em Português (3ª série do EM) –
urbanas sem federais 1995 - 2005.
Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível
Ano
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
1995 0,00% 0,00% 0,00% 3,51% 12,19% 16,19% 23,83% 13,05% 12,81% 11,82% 5,67% 0,92%
AP 1997 0,00% 0,00% 2,07% 5,67% 9,30% 32,52% 18,07% 22,31% 6,73% 3,32% 0,00% 0,00%
1999 0,00% 0,00% 0,00% 10,00% 21,69% 27,65% 18,41% 11,79% 4,48% 5,63% 0,36% 0,00%
2001 0,00% 1,09% 5,63% 9,73% 18,14% 15,23% 19,46% 14,01% 10,65% 4,18% 1,80% 0,08%
2003 0,00% 0,00% 2,05% 11,82% 17,40% 17,17% 25,98% 13,65% 6,67% 4,83% 0,43% 0,00%
11
2005 0,00% 0,48% 4,60% 12,61% 19,28% 16,92% 18,20% 14,86% 10,38% 2,51% 0,17% 0,00%

FONTE: MEC/INEP – SAEB: 2007.

Distribuição de alunos da rede privada por níveis de acordo com a proficiência em Português (3ª série do EM) –
urbanas sem federais 1995 - 2005.
Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível Nível
Ano
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
1995 0,00% 2,97% 2,97% 0,00% 0,00% 15,10% 5,95% 12,13% 18,31% 15,10% 18,54% 8,92%
1997 0,00% 0,00% 0,00% 5,88% 5,88% 0,00% 5,88% 17,65% 29,41% 29,41% 0,00% 5,88%
AP
1999 0,00% 0,00% 0,00% 1,61% 10,16% 11,17% 14,67% 16,29% 25,49% 11,55% 9,06% 0,00%
2001 0,00% 0,00% 0,00% 0,65% 4,58% 12,32% 15,81% 20,07% 23,23% 13,85% 7,52% 1,96%
2003 0,00% 1,90% 1,90% 5,40% 6,99% 10,79% 14,98% 13,69% 16,88% 17,88% 7,99% 1,60%
2005 0,00% 3,10% 0,00% 4,31% 1,21% 7,41% 9,67% 23,96% 29,48% 13,45% 3,10% 4,31%

FONTE: MEC/INEP – SAEB: 2007.

Entre os anos de 1991 e 2003, os documentos norteadores das ações do


poder executivo do Estado do Amapá estão o Plano Decenal de Educação do
Estado do Amapá (PDEEA) e o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Amapá
(PDSA). Segundo SÁ e FERREIRA (2020):

Os planejamentos estaduais de educação foram utilizados para embasar a


análise descritiva do que foi planejado na educação básica no Amapá,
enquanto a análise do que foi efetuado segue os parâmetros dos cinco
Indicadores de Qualidade na Educação estabelecidos pela Unicef (Fundo
das Nações Unidas para Infância), PNUD (Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento) e INEP Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira) (BRASIL; INEP; MEC, 2004). Os Indicadores
são: número de escolas (públicas e privadas); número de profissionais da
educação (e respectiva formação); matrículas; taxas de alfabetização,
analfabetismo e conclusão da educação básica; acesso à educação
especial e de jovens e adultos. Para verificar os índices de sucesso e
insucesso do processo educativo, a educação básica é analisada por
rendimento – aprovação, reprovação e evasão.25

No âmbito Federal:

[...] destacam-se alguns planos e novas regulações com vistas a desenvolver a


educação nacional: o Plano Decenal de Educação para Todos (PDET), de 1993
(BRASIL; MEC, 1993); a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), de 1996 (BRASIL, 2010); o
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização
do Magistério (Fundef), instituído pela Lei Nº 9.424, de 24 de dezembro de 1996,
com início em 1997, e o Plano Nacional de Educação, aprovado pela Lei nº 10.172,
de 9 de janeiro de 2001 (BRASIL, 2001).

25
SÁ e FERREIRA, 2020, P. 04.
12
Todas essas políticas públicas são reflexos dos índices apresentados pelo
Estado do Amapá e consequentemente refletem os dados que serão apresentados a
seguir relativos aos resultados das provas Língua Portuguesa para alunos do 3º ano
do Ensino Médio:

Resultados do SAEB de 2007:


Escolas Estaduais: 244,58 pontos;
Escolas Privadas: 298,80 pontos;
Total das Escolas Estaduais e Privadas: 249,01 pontos.

Resultados do SAEB de 2009:


Escolas Estaduais: 254,93 pontos;
Escolas Privadas: os dados não foram divulgados
Total das Escolas Estaduais e Privadas é de 254,93 pontos.

Resultados do SAEB de 2011:


Escolas Estaduais: 263,59 pontos;
Escolas Privadas: 249,83 pontos;
Total das Escolas Estaduais e Privadas é de 257,92 pontos.

Até 2011, havia apenas os resultados das escolas públicas e privadas.


Mesmo já era notória a disparidade do desempenho entre elas. Os resultados das
avaliações são um indicativo da qualidade do ensino amapaense e oferece
subsídios para a elaboração, o monitoramento e o aprimoramento de políticas
educacionais com base em evidências. O resultado é a contribuição para o
estabelecimento de metas e iniciativas da área educacional. Avancemos para os
resultados a partir de 2013:

Resultados do SAEB de 2013:


Escolas Estaduais Rurais: 229,7 pontos;
Escolas Estaduais Urbanas: 247,25 pontos;
Escolas Privadas Rurais: 235,75 pontos;
Escolas Privadas Urbanas: 290,85 pontos;

13
Total das Escolas Estaduais: 249,59 pontos
Total das Escolas Privadas: 285,04 pontos;

Percebe-se a tendencia crescente ao detalhamento das informações. Até


2005 os resultados eram aferidos em porcentagem. Após, passou a pontuar em uma
escala de 0 a 300 pontos distinguindo apenas das escolas públicas das privadas.
Entretanto, a partir de 2013 passou-se a registras os resultados não somente entre
as escolas estaduais e privadas, mas também das escolas estaduais urbanas e
rurais e das escolas privadas urbanas e rurais.

Resultados do SAEB de 2015:


Escolas Estaduais Rurais: 240,26 pontos;
Escolas Estaduais Urbanas: 253,15 pontos;
Escolas Privadas Rurais; 246,7 pontos;
Escolas Privadas Urbanas: 296,06 pontos
Total das Escolas Estaduais: 251,31 pontos;
Total das Escolas das Privada: 293,14 pontos;

Os resultados do SAEB de 2017 foram:


Escolas Estaduais Rurais da Capital: 238,75 pontos;
Escolas Estaduais Rurais dos Interiores: 232,83 pontos;
Total das Escolas Estaduais Rurais da Capital e dos Interiores: 234,97
pontos;
Escolas Estaduais Urbanas da Capital: 250,58 pontos;
Escolas Estaduais Urbanas dos Interiores: 242,5 pontos;
Total das Escolas Urbanas da Capital e dos Interiores: 247,58 pontos.

Resultados do SAEB de 2019:


Escolas Estaduais Rurais: 238,76 pontos;
Escolas Estaduais Urbanas: 254,47 pontos;
Escolas Privadas Rurais: 226,06 pontos;
Escolas Privadas Urbanas: 299,51 pontos;
Total das Escolas Estaduais: 254,47 pontos

14
Total das Escolas Privadas: 297,9 pontos;

Resultados do SAEB de 2021:


Não há dados divulgados nos documentos disponíveis no site do INEP
referentes aos resultados do Amapá.

Resultados do SAEB de 2023:


Não há dados divulgados nos documentos disponíveis no site do INEP
referentes aos resultados do Amapá.

Os resultados descritos mostram a importância do Saeb para a elaboração de


políticas eficientes para a educação pública. E isso pode ser observado por um dos
seus indicadores que unem fluxo escolar e médias de desempenho: a ampla
abrangência geográfica que abarca o país como um todo, considerando suas
grandes regiões, unidades da federação e municípios.
Por outro lado, revelam a ineficácia das Políticas Públicas implementadas
para a melhora do rendimento dos alunos da escola pública em comparação com a
privada. Ao mesmo tempo que servem de mecanismo de promoção propagandística
do ensino privado em face do público. Sobre esta última, considera-se importante
refletir sobra a fala de Reis e Barleta, 2022:

A melhoria dos resultados figurou como fundamento para implementação de


novos modelos nos sistemas educacionais. Para materializar os ideais
dominantes, as políticas propostas assumem, sobretudo em países
periféricos, a face de tendências a serem inseridas na educação e no setor
de serviços públicos, gerando uma corrida e concorrência entre as
instituições.26

26
REIS, Jaqueline Nascimento da Silva e BARLETA, Ilma de Andrade. DISCURSOS GLOBAIS E A
GESTÃO DOS ESPAÇOS LINGUÍSTICOS: influências de organismos na política educacional e
na educação da Amazônia Amapaense. In.: GUIMARÃES, André Rodrigues, ANDRADE, Antônia
Costa, FIGUEIRÊDO, Arthâne Menezes (ORGs). Política e Gestão da Educação Amapaense:
diagnóstico e desafios. Brasília, ANPAE, 2022. Disponível em: [Link]
ANPAE/2-Anais/pdfAnais/2022/[Link]. Acesso em: 13/04/2025, p. 25.

15
Sabe-se que, oficialmente, as informações obtidas a partir dos levantamentos
do Saeb também permitem acompanhar a evolução da qualidade da educação ao
longo dos anos, sendo utilizadas principalmente pelo Ministério da Educação e
secretarias estaduais e municipais de educação na definição de ações voltadas para
a solução dos problemas identificados, assim como no direcionamento dos seus
recursos técnicos e financeiros às áreas prioritárias, visando ao desenvolvimento do
Sistema Educacional Brasileiro e à redução das desigualdades nele existentes.

Ademais, SOUZA e MACHADO 2022 objetivaram:

[...] evidenciar alguns elementos sobre as desigualdades educacionais


identificadas nas escolas da zona rural do Estado do Amapá, quando
comparadas com as escolas instaladas em área urbana, além de averiguar
de que forma a implementação de políticas públicas de gestão efetivas
podem contribuir para a redução dos desníveis estruturais e pedagógicos
que estas apresentam em relação as da zona urbana.27

E o que foi encontrado, está descrito abaixo:


De acordo com dados obtidos do Censo Escolar de 2018 (INEP, 2018),
foram registradas no país 48,5 milhões de matrículas na Educação Básica.
Desse total, aproximadamente 11,3% representam matrículas em escolas
localizadas na área rural. No âmbito do Estado do Amapá, o Relatório de
Gestão da SEED de 2019, informa que existem 394 unidades escolares
pertencentes à rede pública estadual de ensino, destas 150 são urbanas e
244 rurais, representando uma média de 62%.
Apesar de representarem a maioria das Instituições de Ensino, observa-se o
predomínio de políticas educacionais que favorecem as escolas
urbanizadas, tal como ocorre com os demais campos de políticas públicas
adotadas local e nacionalmente.28

E essa com certeza é a principal causa do baixo desempenho das escolas


Rurais do Amapá nas provas de Língua Portuguesa no SAEB.

27
SOUZA, Jamile Cantuária de e MACHADO, Tadeu Lopes. DESNÍVEIS ESTRUTURAIS E
PEDAGÓGICOS ENTRE AS ESCOLAS RURAIS E URBANAS NO ESTADO DO AMAPÁ: a
importância da implementação de políticas de gestão efetivas para a redução das
desigualdades. In.: GUIMARÃES, André Rodrigues, ANDRADE, Antônia Costa, FIGUEIRÊDO,
Arthâne Menezes (ORGs). Política e Gestão da Educação Amapaense: diagnóstico e desafios.
Brasília, ANPAE, 2022. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 13/04/2025, p. 38.
28
Idem, p.42.
16
CONSIDERAÇÕES FINAIS

A descrição histórica do SAEB aqui exposta, não pretende ser algo que
esgote a pesquisa e a produção sobre este tema. Ao mesmo tempo, não invalida a
necessidade de se explorar detidamente outras abordagens igualmente importantes
sobre o referido sistema.
Entretanto, permite conhecer o percurso histórico de uma Política Pública que
se pretende ser mensuradora, analisadora e reestruturadora do sistema de ensino
brasileiro para possibilitar a equidade de acesso e permanência na escola. Reduzir
os fatores estruturais e conjunturais que obstaculizam o bom desempenho do
estudante brasileiro é uma tarefa desafiadora para um país com as dimensões
territoriais que o Brasil possui. Por isso, a adoção do SAEB é muito importante e
necessária. Bem como sua análise e reestruturação constante.

REFERENCIAS

BRASIL, A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, nº 9.394/96).

BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira


(INEP). Escalas de proficiência do SAEB. Brasília, DF: INEP, 2020.

BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira


(Inep). Escalas de proficiência do Saeb: 2° ano, 5° ano e 9° ano do Ensino
Fundamental. Brasília, DF: Inep, 2023.

BRASIL. Ministério da Educação. PDE: Plano de Desenvolvimento da Educação:


SAEB: ensino médio: matrizes de referência, tópicos e descritores. Brasília:
MEC, SEB; Inep, 2008. 127 p.

BRASIL, RELATÓRIO SAEB (ANEB E ANRESC) 2005 – 2015: Panorama da


Década. Disponível em:
[Link]
livro_saeb_2005_2015_completo.pdf. Acesso em 01/04/25.

17
GOMES, Manoel Messias. Saeb: definição, características e perspectivas.
Revista Educação Pública, v. 19, nº 6, 26 de março de 2019. Disponível
em:[Link]
caracteristicas-e-perspectivas Acesso em: 03/04/2025.

GUIMARÃES, André Rodrigues, ANDRADE, Antônia Costa, FIGUEIRÊDO, Arthâne


Menezes (ORGs). Política e Gestão da Educação Amapaense: diagnóstico e
desafios. Brasília, ANPAE, 2022. Disponível em: [Link]
ANPAE/2-Anais/pdfAnais/2022/[Link]. Acesso em:
13/04/2025.

Liliane Afonso de, OLIVEIRA, CRUZ, Alini do Socorro Pinheiro, CARDOSO, Cintia
Maria. Regime De Inclusão Na Prova Brasil: Fronteiras Linguísticas na Análise
do Desempenho de Leitura.
[Link]
4_MD5_ID10317_TB1819_26072022121447.pdf. Acesso em 07/04/2025.

[Link]
[Link]. Acesso em 01/04/2025.

[Link]
saeb/documentos-edicoes-antigas. Acesso em: 04/04/2025.

SÁ, Antônia Deusa e FERREIRA, José Francisco de Carvalho. O desenvolvimento


da educação básica no Amapá de 1991 a 2003: da retórica à prática. In.: Educ.
Pesqui., São Paulo, v. 46, e217318, 2020. Disponível em:
[Link] Acesso em:
12/04/2025.

[Link]
saeb_1990_anexo_manuais_e_instrumentos_relatorio_preliminar_do_sistema_de_a
valiacao_do_ensino_publico_de_primeiro_grau.pdf. Acesso em: 04/04/2025.

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