Cryptococcus sp.
Gabriela Stein Reis, Maria Eduarda Weber, Wilmar
Daronco.
O QUE É?
É uma levedura que afeta seres humanos e animais
É encontrada principalmente em solo contaminado
com fezes de pombos
Fungo com cápsula polissacarídica oval que o
protege do sistema imunológico do hospedeiro
É considerada grave em seres humanos
imunocomprometidos
Introdução
A criptococose, é uma micose sistêmica causada por fungos do
gênero Cryptococcus, principalmente Cryptococcus neoformans
e Cryptococcus gattii. Fungo com cápsula polissacarídica oval que
o protege do sistema imunológico do hospedeiro. Afeta seres
humanos e animais, sendo mais comum em gatos, possivelmente
devido ao seu hábito de se lamber, o que favorece a entrada do
fungo pelas vias nasais.
O fungo está presente em diversos ambientes, como
solo, madeira em decomposição e especialmente em
locais com fezes de aves, onde pode permanecer
viável por mais de dois anos. A doença é mais
prevalente em organismos imunossuprimidos e pode
se manifestar com síndromes respiratória,
neurológica, ocular e cutânea, isoladas ou
combinadas.
Resumo
O caso descrito é de um felino doméstico de 4 anos
de idades que apresentou sintomas de infecção por
Cryptococcus sp.
Os sintomas apresentados incluiam aumento de
volume nasal, úlceras multifocais e alterações
respiratórias.
Relato de caso
Felino macho não vacinado, 4 anos e com acesso a
rua, apresentou uma lesão ulcerada de cor
avermelhada no plano nasal com aumento de
volume subcutâneo.
Primeiros sintomas ocorreram 10 dias antes da
consulta ao médico veterinário e evoluiram
rapidamente.
Diagnóstico
Para confirmar o diagnóstico, foi realizada biópsia de pele com
exame histopatológico. Os resultados revelaram dermatite
moderada com presença de leveduras sugestivas de
Cryptococcus sp.
Além disso, uma cultura fúngica, feita a partir de swab da região
nasal, confirmou o diagnóstico ao mostrar estruturas
leveduriformes características do fungo.
Tratamento e evolução do caso
O tratamento foi iniciado com antifúngico Itraconazol (90 dias),
além de medicamentos de suporte: Dipirona, Cetoprofeno,
Amoxicilina e Ômega 3. No retorno após 30 dias, o gato
apresentava apatia e perda de peso, mas com parâmetros
fisiológicos normais. O tutor informou ter administrado apenas
o antibiótico corretamente, negligenciando o antifúngico.
Diante do agravamento do quadro, foi recomendada a internação
para exames e reinício do tratamento. No entanto, o tutor autorizou
apenas hemograma. Os exames revelaram leucocitose intensa,
iniciando nova terapia antimicrobiana com Ceftriaxona e
Metronidazol.
Após 16 dias de internação e retomada do tratamento antifúngico, o
animal teve alta hospitalar com orientações para o tratamento
domiciliar e retornos mensais. No entanto, o tutor novamente
enfrentou dificuldades para administrar a medicação, e o animal
faleceu 20 dias após a alta.
Conclusão do caso
O diagnóstico citopatológico inicial foi essencial para
iniciar rapidamente a terapia antifúngica. A
confirmação se deu por meio da cultura do patógeno,
considerada o padrão-ouro, além da análise
histopatológica. A realização de exames
complementares (não autorizado pelo tutor) é
fundamental para um tratamento eficaz, e o
diagnóstico precoce aumenta significativamente as
chances de cura do paciente.
Como o fungo afeta o organismo
Entrada do fungo: Inalação de esporos presentes no ambiente
contaminado (principalmente fezes de pombos e solo).
Infecção nasal: Atinge inicialmente a cavidade nasal, causando
espirros, secreção e deformação facial.
Comprometimento cutâneo: Formação de nódulos e úlceras na
pele, especialmente na face.
Disseminação sistêmica: Pode atingir pulmões,
olhos e sistema nervoso central.
Sinais clínicos sistêmicos: Prostração, perda de
apetite, dificuldade respiratória e, em casos
graves, sintomas neurológicos.
Características da reprodução do fungo
Reprodução assexuada: não há troca de
material genético.
Rápida multiplicação: a reprodução por
brotamento permite que o fungo se multiplique
rapidamente em condições favoráveis.
PREVENÇÃO
1. Controle ambiental: Principais Características
Evitar contato com solo contaminado,
fezes de aves (como pombos) e matéria
orgânica em decomposição. PSEUDOHIFAS VACUOLO
Ambientes úmidos e mal ventilados
devem ser evitados. Permite o crescimento por Armazena nutrientes e
brotamento, formando auxilia na regulação
estruturas alongadas osmótica
2. Manejo e higiene dos pets:
Limpeza frequente dos locais onde vivem
os animais.
Restringir o acesso à rua para diminuir o NÚCLEO
risco de exposição ao fungo. Contém o material
genético
3. Saúde preventiva: organizado
Manter as vacinas em dia e realizar Faça um breve resumo sobre
(carioteca
exames regulares, principalmente para presente)
FIV e FELV. o que você quer discutir.
4. Conscientização dos tutores: MEMBRANA PLASMÁTICA PAREDE CELULAR
Informar sobre os riscos da doença, a Presente e envolvida por Composta por quitina e
importância da higiene e da adesão ao parede celular rica em glicanas, dá forma e
tratamento completo. quitina proteção à célula
Obrigada pela
atenção!
Referências
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