Administração da
Produção I
Aula 5
Funções dos Sistemas de
Produção
FUNÇÕES BÁSICAS SISTEMAS DE
PRODUÇÃO
FINANÇAS PRODUÇÃO MARKETING
PRODUÇÃO
FINANÇAS MARKETING
No projeto de um novo produto estas funções devem sentar junto com
fornecedores e clientes 2
Funções dos Sistemas de Produção
PRODUÇÃO
CONSISTE DE TODAS AS ATIVIDADES QUE DIRETAMENTE ESTÃO
RELACIONADAS COM A PRODUÇÃO DE BENS OU SERVIÇOS.
É o centro dos sistemas produtivos, sendo responsável por gerar os
bens ou serviços comercializados pelas empresas. Transforma
insumos em bens ou serviços através de um ou mais processos
organizados de conversão.
Sua essência consiste em adicionar valor aos bens ou serviços durante
o processo de transformação. Assim sendo, todas as atividades
produtivas que não adicionarem valor aos bens ou serviços devem ser
consideradas como perdas e eliminadas.
3
Funções dos Sistemas de Produção
PRODUÇÃO
TIPOS DE OPERAÇÕES SISTEMAS PRODUTIVOS
Produção de bens Manufatura, construção civil, estaleiros,
minerações, agropecuárias e outros
Movimentação e Correio, hotelaria, transportadora,
armazenagem aerolinhas, entrepostos e outros
Entretenimento e Estações de TV, Rádios, clubes, estúdios
comunicação de cinema, jornais e outros
Aluguel, permuta e Bancos, operadoras de leasing,
empréstimos seguradoras, locadoras e outros
4
Funções dos Sistemas de Produção
MARKETING
É ENCARREGADA DE VENDER E PROMOVER OS BENS E SERVIÇOS
PRODUZIDOS POR UMA EMPRESA, TOMANDO DECISÕES SOBRE
ESTRATÉGIAS DE PUBLICIDADE E ESTIMATIVAS DE PREÇOS PARA OS
MESMOS.
ESTÁ ENCARREGADA DE CONTATAR COM OS CLIENTES E SENTIR O
MERCADO, VISANDO:
✓ A MÉDIO E CURTO PRAZO ABASTECER A PRODUÇÃO COM
INFORMAÇÕES SOBRE A DEMANDA PELOS PRODUTOS ATUAIS,
PERMITINDO O PLANEJAMENTO E PROGRAMAÇÃO DA
PRODUÇÃO (estabilizar a demanda através de parcerias) e
✓ A LONGO PRAZO BUSCAR INFORMAÇÕES SOBRE POTENCIAIS
NECESSIDADES DOS CLIENTES VISANDO O PROJETO DE NOVOS
BENS OU SERVIÇOS A SEREM DESENVOLVIDOS (envolver os
clientes). 5
Funções dos Sistemas de Produção
FINANÇAS
É ENCARREGADA DE ADMINISTRAR OS RECURSOS FINANCEIROS
DA EMPRESA E ALOCÁ-LOS ONDE FOREM NECESSÁRIOS.
PROVIDENCIA A ORÇAMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DE RECEITAS
E DESPESAS, A PROVISÃO DE FUNDOS PARA ATENDER ESTE
ORÇAMENTO E A ANÁLISE ECONÔMICA DOS INVESTIMENTOS
PRODUTIVOS.
PERIODICAMENTE, EM CONJUNTO COM PRODUÇÃO E MARKETING,
PREPARA UM ORÇAMENTO DE LONGO PRAZO PREVENDO AS
RECEITAS E DESPESAS QUE OCORRERÃO PARA O PATAMAR DE
PRODUÇÃO PROJETADO DENTRO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
DA PRODUÇÃO.
6
Funções dos Sistemas de Produção
ENGENHARIA
RESPONSÁVEL PELAS FUNÇÕES TÉCNICAS DE PROJETO DOS
PRODUTOS E DOS PROCESSOS DE FABRICAÇÃO E MONTAGEM DOS
BENS OU SERVIÇOS. DIVIDE-SE EM:
ENGENHARIA DO PRODUTO: PROJETO DO PRODUTO COM DESENHOS,
PARÂMETROS DIMENSIONAIS, DEFINIÇÃO DE MATERIAIS, E OUTROS
ENGENHARIA DO PROCESSO: DEFINIÇÃO DO ROTEIRO DE FABRICAÇÃO
E MONTAGEM DOS PRODUTOS PROJETADOS.
ENGENHARIA SIMULTÂNEA: REDUÇÃO/MELHOR APROVEITAMENTO DE
RECURSOS
O PCP USA AS INFORMAÇÕES DA ENGENHARIA PARA IDENTIFICAR O
QUE E COMO PRODUZIR OS PRODUTOS SOLICITADOS PELOS CLIENTES
7
Funções dos Sistemas de Produção
COMPRAS/SUPRIMENTOS
TÊM POR RESPONSABILIDADE SUPRIR O SISTEMA PRODUTIVO
COM AS MATÉRIAS-PRIMAS, COMPONENTES, MATERIAIS INDIRETOS E
EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS À PRODUÇÃO DOS BENS OU
SERVIÇOS.
O PCP relaciona-se diretamente com compras, passando-lhe
informações sobre o planejamento das quantidades de materiais
e prazos necessários para o atendimento de um programa de
produção, solicitando-lhe a reposição dos materiais, e
acompanhando o desempenho dos fornecedores no atendimento
deste programa.
8
Funções dos Sistemas de Produção
MANUTENÇÃO
ENCARREGA-SE EM MANTER OS EQUIPAMENTOS E
INSTALAÇÕES DO SISTEMA DE PRODUÇÃO EM PERFEITO ESTADO
DE USO. PODE SER RESPONSÁVEL TAMBÉM PELA PRODUÇÃO DO
FERRAMENTAL, PELA PRODUÇÃO DE PEQUENAS MÁQUINAS, E
PELAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE SALUBRIDADE E SEGURANÇA.
MANUTENÇÃO PRODUTIVA TOTAL.
O PCP tem interesse imediato no bom andamento das atividades
de manutenção. A programação da produção exige o
conhecimento das condições físicas dos equipamentos e
instalações, e o replanejamento exige rapidez na troca de
informações sobre a mudança de estado dos mesmos.
9
Funções dos Sistemas de Produção
RECURSOS HUMANOS
É DE SUA RESPONSABILIDADE RECRUTAR E TREINAR OS
FUNCIONÁRIOS , ESTABELECER AS RELAÇÕES
TRABALHISTAS, A NEGOCIAÇÃO DE CONTRATOS , A
POLÍTICA SALARIAL E FAZER COM QUE OS MESMOS
SINTAM-SE PRESTIGIADOS E ENVOLVIDOS COM A
EFICIÊNCIA DO SISTEMA PRODUTIVO.
O PCP relaciona-se com Recursos Humanos no longo prazo,
definindo o patamar de produção necessário para atender a
previsão de demanda, base para uma política de recrutamento e
treinamento, e no curto prazo programando os recursos
produtivos onde os funcionários serão alocados.
10
PLANEJAMENTO E CONTROLE DA
PRODUÇÃO
Em um sistema produtivo ao serem definidas suas metas
estratégias, faz-se necessário:
✓ formular planos para atingí-las;
✓ administrar os recursos humanos e físicos com base nestes
planos;
✓ direcionar a ação dos recursos humanos sobre os físicos e
✓ acompanhar esta ação permitindo a correção de prováveis
desvios.
Como departamento de apoio, o PCP é responsável pela
coordenação e aplicação dos recursos produtivos de forma a
atender da melhor maneira possível os planos estabelecidos a
níveis estratégico, tático e operacional.
11
PLANEJAMENTO E CONTROLE DA
PRODUÇÃO
Engenharia de Produto Planejamento Estratégico
•lista de materiais
•desenhos da
Engenharia de Processo Produção
•roteiros de fabricação Planejamento Mestre
•leadtimes
da produção
Marketing
•plano de vendas Programação
•pedidos firmes
da Produção
Finanças •ordens de compra
•plano de investimentos •ordens de fabricação
•fluxo de caixa
•ordens de montagem
Recursos Humanos
•programa de treinamento
Manutenção Acompanhamento
•plano de manutenção da Produção
Compras
•entradas e saídas de materiais
12
Fluxo de Informações e PCP
Acompanhamento e Controle da Produção
Marketing Planejamento Estratégico da
Produção
Previsão de Plano de
Avaliação de Desempenho
Vendas Produção
Pedidos em
Carteira
Planejamento-mestre da
Produção
Plano-mestre
Engenharia de Produção
Estrutura do
Produto
Roteiro de Programação da Produção
Fabricação Administração dos Estoques
Seqüenciamento
Emissão e Liberação
Compras Ordens de Ordens de Ordens de
Compras Fabricação Montagem
Pedidos de
Compras
Fornecedores Estoques Fabricação e Montagem
Clientes
13
Planejamento e Controle da Produção
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA
PRODUÇÃO
CONSISTE EM ESTABELECER UM PLANO DE PRODUÇÃO
PARA DETERMINADO PERÍODO (LONGO PRAZO) SEGUNDO
AS ESTIMATIVAS DE VENDAS E A DISPONIBILIDADE DE
RECURSOS FINANCEIROS E PRODUTIVOS.
A estimativa de vendas serve para prever os tipos e quantidades
de produtos que espera-se vender no horizonte de planejamento
estabelecido.
A capacidade de produção é o fator físico limitante do processo
produtivo, e pode ser incrementada ou reduzida, desde que
planejada a tempo, pela adição de recursos financeiros.
14
Planejamento e Controle da Produção
PLANEJAMENTO MESTRE DE PRODUÇÃO
CONSISTE EM ESTABELECER UM PLANO MESTRE DE
PRODUÇÃO (PMP) DE PRODUTOS FINAIS, DETALHADO NO
MÉDIO PRAZO, PERÍODO A PERÍODO, A PARTIR DO PLANO
DE PRODUÇÃO, COM BASE NAS PREVISÕES DE VENDAS
DE MÉDIO PRAZO OU DOS PEDIDOS FIRMES JÁ
CONFIRMADOS.
Onde o plano de produção considera famílias de produtos, o Plano
Mestre especifica itens finais que fazem parte destas famílias.
A partir do estabelecimento do Plano Mestre, o sistema produtivo
passa a assumir compromissos de fabricação e montagem dos
bens ou serviços. (Identificar “gargalos”)
15
Planejamento e Controle da Produção
PROGRAMAÇÃO DA PRODUÇÃO
COM BASE NO PLANO MESTRE DE PRODUÇÃO E NOS
REGISTROS DE CONTROLE DE ESTOQUES , A
PROGRAMAÇÃO DA PRODUÇÃO ESTABELECE NO CURTO
PRAZO QUANTO E QUANDO COMPRAR, FABRICAR OU
MONTAR DE CADA ITEM NECESSÁRIO À COMPOSIÇÃO DOS
PRODUTOS FINAIS.
Para tanto, são emitidas ordens de compra para os itens
comprados, ordens de fabricação para os itens fabricados
internamente, e ordens de montagem para as submontagens
intermediárias e montagem final dos produtos definidos no Plano
Mestre de Produção. (Empurrado x Puxado)
16
Planejamento e Controle da Produção
ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DA
PRODUÇÃO
ATRAVÉS DA COLETA E ANÁLISE DOS DADOS, BUSCA
GARANTIR QUE O PROGRAMA DE PRODUÇÃO EMITIDO
SEJA EXECUTADO A CONTENTO.
Quanto mais rápido os problemas forem identificados, mais
efetivas serão as medidas corretivas visando o cumprimento do
programa de produção.
Os sistemas puxados de produção, baseados na filosofia Just-in-
Time, simplificam em muito a necessidade de acompanhamento
da produção pelo PCP, visto que os mesmos são auto reguláveis
e projetados para apontar de forma imediata quaisquer problemas
que ocorram.
17
Previsão da Demanda
✓ As previsões têm uma função muito importante nos
processos de planejamento dos sistemas de produção,
pois permite que os administradores destes sistemas
antevejam o futuro e planejem adequadamente suas
ações
✓ São usadas pelo PCP em dois momentos distintos
✓ para planejar o sistema produtivo,
✓ para planejar o uso deste sistema produtivo.
18
Previsão da Demanda
✓ A responsabilidade pela preparação da previsão da
demanda normalmente é do setor de Marketing ou
Vendas. Porém, existem dois bons motivos para que o
pessoal do PCP entenda como esta atividade é
realizada:
✓ A previsão da demanda é a principal informação empregada
pelo PCP na elaboração de suas atividades
✓ Em empresas de pequeno e médio porte cabe ao pessoal do
PCP (geralmente o mesmo de Vendas) elaborar estas
previsões
19
Previsão da Demanda
✓ A previsão da demanda dos produtos não é uma
ciência exata, envolve uma boa dose de experiência e
julgamento pessoal do planejador – sujeita a erros
✓ Será sempre mais vantajoso basear os planos de longo
e de médio prazo em informações confiáveis, vindo
diretamente dos clientes parceiros, do que fazer
previsões sujeita a erros (base da manufatura enxuta)
20
Modelo de Previsão da Demanda
Objetivo do Modelo
Coleta e Análise dos Dados
Seleção da Técnica de Previsão
Obtenção das Previsões
Monitoramento do Modelo
21
Objetivo do Modelo
Consiste em definir a razão pela qual se necessita de
previsões
Que produto (ou famílias de produtos) será previsto, com que
grau de acuracidade e detalhe a previsão trabalhará, e que
recursos estarão disponíveis para esta previsão
A sofisticação e o detalhamento do modelo dependem da
importância relativa do produto (ou família de produtos) a ser
previsto e do horizonte ao qual a previsão se destina
✓ Itens pouco significativos podem ser previstos com maior margem de
erro, empregando-se técnicas simples, assim como se admite margem
de erro maior para previsões de longo prazo, empregando-se dados
agregados de famílias de produtos
22
Coleta e Análise de Dados
Alguns cuidados básicos devem ser tomados na coleta
e análise dos dados, dentre eles os seguintes
✓ Quanto mais dados históricos forem coletados e analisados, mais
confiável a técnica de previsão será;
✓ Os dados devem buscar a caracterização da demanda pelos produtos
da empresa, que não é necessariamente igual as vendas passadas, pois
podem ter ocorrido falta de produtos, postergando as entregas ou
deixando de atendê-las;
✓ Variações extraordinárias da demanda, decorrentes de promoções
especiais, por exemplo, devem ser analisadas e substituídas por valores
médios, compatíveis com o comportamento normal da demanda
(será?!).
23
Coleta e Análise de Dados
O tamanho do período de consolidação dos dados (semanal,
mensal, trimestral, anual, etc.) tem influência direta na escolha
da técnica de previsão mais adequada, assim como na análise
das variações extraordinárias.
1.200
1.000
800
600
400
200
0
Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez.
A (mensal) B (trimestral)
sazonalidade média
24
Seleção da Técnica de Previsão
Uma vez coletados e analisados os dados passados,
pode-se decidir pela técnica de previsão mais
apropriada
✓ Existem técnicas qualitativas e quantitativas;
✓ Cada uma tendo o seu campo de ação e sua aplicabilidade;
✓ Não existe uma técnica que seja adequada a todas as
situações.
25
Seleção da Técnica de Previsão
Fatores que merecem destaque na escolha da técnica de
previsão são
✓ Custo e acuracidade;
✓ Disponibilidade de dados históricos;
✓ Experiência passada com a aplicação de determinada técnica;
✓ Disponibilidade de tempo para coletar, analisar e preparar os
dados e a previsão;
✓ Período de planejamento para o qual se necessita da previsão.
26
Obtenção das Previsões e Monitoramento do
Modelo
Com a definição da técnica de previsão e a aplicação dos dados
passados para obtenção dos parâmetros necessários, pode-se
obter as projeções futuras da demanda:
✓ Quanto maior for o horizonte pretendido, menor a
confiabilidade na demanda prevista
À medida que as previsões forem sendo alcançadas pela
demanda real, deve-se monitorar a extensão do erro entre a
demanda real e a prevista para verificar se a técnica e os
parâmetros empregados ainda são válidos
✓ Em situações normais, um ajuste nos parâmetros do
modelo
✓ Em situações críticas, um estudo desde o primeiro passo
27
Técnicas de Previsão
A definição da técnica de previsão que melhor se adapte a
uma situação específica é apenas um dos passos do modelo
de previsão, porém, sem dúvida, o mais importante
Existe uma série de técnicas disponíveis, com diferenças
substanciais entre elas
28
Técnicas de Previsão
As características gerais presentes em todas as
técnicas de previsão, que são:
✓ Supõe-se que as causas que influenciaram a demanda
passada continuarão a agir no futuro;
✓ As previsões não são perfeitas, pois não se é capaz de
prever todas as variações aleatórias que ocorrerão;
✓ A acuracidade das previsões diminui com o aumento da
abrangência de período de tempo;
✓ A previsão para grupos de produtos é mais precisa do
que para os produtos individualmente, visto que no grupo
os erros individuais de previsão se minimizam.
29
Técnicas de Previsão
As técnicas de previsão podem ser subdivididas em
dois grandes grupos:
✓ As técnicas qualitativas: privilegiam principalmente dados
subjetivos, os quais são difíceis de representar
numericamente
Baseadas na opinião de especialistas
✓ As técnicas quantitativas: envolvem a análise numérica
dos dados passados, isentando-se de opiniões pessoais
ou palpites.
Séries Temporais
Correlações
30
Técnicas de Previsão
CONCLUSÃO:
as empresas de bens ou serviços que não adaptarem seus
sistemas produtivos para a melhora contínua da produtividade,
não terão espaço no processo de globalização.
ASSIM:
✓ A velha estratégia da produção em massa, derivada da noção de
economia de escala, não é mais válida.
✓ As empresas devem possuir um sistema flexível de produção,
com rapidez no projeto e implantação de novos produtos, com
baixos leadtimes e estoques no atendimento das necessidades
dos clientes.
31
Consumo do processo cliente: Processo de
Nivelamento
O tamanho do lote causa problemas no balanceamento do fluxo de processo.
Takt time
Lotes de Produção
Sequência
Takt time
Nivelamento
Sequência
Consumo do processo cliente: Processo de
Nivelamento
...e o nível de inventário Estoque
nos almoxarifados Verde
Vermelho
Lotes de Produção Azul
tempo
Estoque
Verde
Vermelho
Nivelamento
Azul
tempo
Nivelamento de Produção – Redução do Lead
Time de Produto
Mapa de Fluxo de Valor – Produção em Lotes
Previsão 6
semanas Controle de Produção
Empresa Previsão 30/60/90 dias Empreendimentos
Guarany Fax Semanal Tabajara
MRP Pedido Diário 18400 pecas / mês
Bobinas 150m
12000 E
6400 D
2 Turnos
Programa Semanal
Programa diário Bandeja= 20 peças
Terças e de embarque
Quintas
Diário
E
Bobinas 5
dias
Estamparia E Solda I E Solda II E Montagem I E Montagem II E Expedição
[Link]=1s [Link]=39s 1100 E [Link]=46s 1600 E [Link]=62s 1200 E [Link]=40s
4600 E 2700 E
Setup = 1 h 2400 D Setup= 10m 600 D Setup=10m 850 D Setup = 0 640 D Setup = 0 1440 D
[Link]= [Link]= [Link]= [Link]= [Link]=
85% 100% 80% 100% 100%
Não Agrega Valor
5 7.6 dias 1.8 2.7 2 4.5 = 23.6 Dias
dias dias dias dias dias Agrega Valor
1s 39 s 46 s 62 s 40 s =188 s
Nivelamento de Volumes e o Efeito Chicote
Programação Tradicional Montagem final produz a demanda exata
Estoque
Final de Pacemaker
Produtos
[Link]
A variação na programação e o estoque aumenta em cada fase fluxo acima
Programação Nivelada Montagem final produz uma seqüência e quantidade repetitiva
Estoque
Final de Pacemaker
Produtos
A variação é absorvida
aqui
A variação na programação e o estoque permanecem baixos
A Previsão e os Sistemas Produtivos
DENTRO DESTE CONTEXTO:
A forma como planeja-se, programa-se e controla-se estes
sistemas produtivos tem função primordial.
A eficiência de qualquer sistema produtivo depende da forma
como os problemas são resolvidos, ou seja, do planejamento,
programação e controle do sistema.
NOTA:
A conceituação de sistemas produtivos abrange tanto a
produção de bens como a de serviços.
37
CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE
PRODUÇÃO
SÃO CLASSIFICADOS EM:
✓ pelo grau de padronização dos produtos;
✓ pelo tipo de operação que sofrem os produtos e
✓ pela natureza do produto.
A classificação dos sistemas produtivos tem por finalidade facilitar
o entendimento das características inerentes a cada sistema de
produção e sua relação com a complexidade das atividades de
planejamento e controle destes sistemas
38
Classificação dos Sistemas de Produção
POR GRAU DE PADRONIZAÇÃO DOS
PRODUTOS
PRODUTOS PADRONIZADOS
são aqueles bens ou serviços que apresentam alto grau de
uniformidade.
São produzidos em grande escala, os clientes esperam encontrá-los a
sua disposição no mercado.
Seus sistemas produtivos podem ser organizados de forma a padronizar
mais facilmente os recursos produtivos (máquinas, homens e materiais)
e os métodos de trabalho e controles, contribuindo para uma maior
eficiência do sistema, com conseqüente redução dos custos.
✓ bens: eletrodomésticos, combustível, automóveis, roupas, alimentos
industrializados e outros
✓ serviços: linhas aéreas, serviços bancários, fastfood e outros. 39
Classificação dos Sistemas de Produção
POR GRAU DE PADRONIZAÇÃO DOS
PRODUTOS
PRODUTOS SOB MEDIDA
São bens ou serviços customizados para um cliente em
específico.
Como o sistema produtivo espera a manifestação dos clientes para definir os
produtos, estes não são produzidos para estoque e os lotes normalmente são
unitários.
Devido ao fato do prazo de entrega ser um fator determinante no atendimento
ao cliente, os sistemas que trabalham sob encomenda possuem normalmente
grande capacidade ociosa, e dificuldade em padronizar os métodos de trabalho
e os recursos produtivos, gerando produtos mais caros do que os padronizados.
A automação dos processos é menos aplicável visto que a quantidade
produzida não justifica os investimentos.
✓ bens: fabricantes de máquinas-ferramentas, construção civil, alta costura, estaleiros
e outros
40
✓ serviços: restaurantes, táxis, projetos arquitetônicos, clínicas médicas e outros.
Classificação dos Sistemas de Produção
POR TIPO DE OPERAÇÕES
✓ PROCESSOS CONTÍNUOS envolvem a produção de bens ou
serviços que não podem ser identificados individualmente.
✓ PROCESSOS DISCRETOS envolvem a produção de bens ou
serviços que podem ser isolados, em lotes ou unidades,
particularizando-os uns dos outros.
✓ Os Processos Discretos podem ser subdivididos em
PROCESSOS REPETITIVOS EM MASSA, PROCESSOS
REPETITIVOS EM LOTES e PROCESSOS POR PROJETO.
41
Classificação dos Sistemas de Produção
POR TIPO DE OPERAÇÕES
PROCESSOS CONTÍNUOS
São empregados quando existe uma alta uniformidade na produção e demanda
de bens ou serviços, fazendo com que os produtos e os processos produtivos
sejam totalmente interdependentes, favorecendo a automatização
Não existe flexibilidade no sistema.
São necessários altos investimentos em equipamentos e instalações, a mão-de-
obra é empregada apenas para a condução e manutenção das instalações,
sendo seu custo insignificante em relação aos outros fatores produtivos.
✓ BENS: energia elétrica, petróleo e derivados, produtos químicos de uma forma geral
e outros.
✓ SERVIÇOS: serviços de aquecimento e ar condicionado, de limpeza contínua,
42
sistema de monitoramento por radar e outros.
Classificação dos Sistemas de Produção
POR TIPO DE OPERAÇÕES
PROCESSOS REPETITIVOS EM MASSA
São aqueles empregados na produção em grande escala de
produtos altamente padronizados.
Normalmente, a demanda pelos produtos são estáveis fazendo
com que seus projetos tenham pouca alteração no curto prazo,
possibilitando a montagem de uma estrutura produtiva altamente
especializada e pouco flexível, onde os altos investimentos
possam ser amortizados durante um longo prazo.
✓ BENS: automóveis, eletrodomésticos, produtos têxteis, produtos cerâmicos, abate e
beneficiamento de aves, suínos, gado e outros.
✓ SERVIÇOS: transporte aéreo, editoração de jornais e revistas e outros.
43
Classificação dos Sistemas de Produção
POR TIPO DE OPERAÇÕES
PROCESSOS REPETITIVOS EM LOTE
Caracterizam-se pela produção de um volume médio de bens ou serviços
padronizados em lotes, sendo que cada lote segue uma série de operações que
necessita ser programada a medida que as operações anteriores forem
realizadas.
O sistema produtivo deve ser relativamente flexível, empregando equipamentos
pouco especializados e mão-de-obra polivalente, visando atender diferentes
pedidos dos clientes e flutuações da demanda.
✓ BENS: produtos têxteis em pequena escala, sapatos, alimentos industrializados,
ferragens e outros.
✓ SERVIÇOS: oficinas de reparo de automóveis e aparelhos eletrônicos, laboratórios
de análises químicas, restaurantes e outros.
44
Classificação dos Sistemas de Produção
POR TIPO DE OPERAÇÕES
PROCESSOS POR PROJETO
Tem como finalidade o atendimento de uma necessidade específica dos
cliente, com todas as suas atividades voltadas para esta meta.
Os produtos têm uma data específica para serem concluídos e, uma vez
concluídos, o sistema produtivo se volta para um novo projeto. São
concebidos em estreita ligação com os clientes, de modo que suas
especificações impõem uma organização dedicada ao projeto. Exige-se
alta flexibilidade dos recursos produtivos.
✓ BENS: navios, aviões, usinas hidroelétricas e outros.
✓ SERVIÇOS: agências de propaganda, escritórios de advocacia, arquitetura e outros.
45
Classificação dos Sistemas de Produção
POR TIPO DE OPERAÇÕES
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
Contínuo Rep. em Massa Rep. em Lotes Projeto
Volume de produção Alto Alto Médio Baixo
Variedade de produtos Pequena Média Grande Pequena
Flexibilidade Baixa Média Alta Alta
Qualificação da MOD Baixa Média Alta Alta
Layout Por produto Por produto Por processo Por processo
Capacidade ociosa Baixa Baixa Média Alta
Leadtimes Baixo Baixo Médio Alto
Fluxo de informações Baixo Médio Alto Alto
Produtos Contínuos Em lotes Em lotes Unitário
46
Classificação dos Sistemas de Produção
PELA NATUREZA DO PRODUTO
Os sistemas de produção podem estar voltados para a geração de
bens ou de serviços.
MANUFATURA DE BENS
diz-se quando o produto fabricado é algo tangível, como por
exemplo um carro, uma geladeira ou uma bola, podendo ser
tocado e visto.
PRESTADOR DE SERVIÇOS
diz-se quando o produto gerado é intangível, podendo apenas
ser sentido, como por exemplo uma consulta médica, um filme
ou transporte de pessoas.
47
Classificação dos Sistemas de Produção
PELA NATUREZA DO PRODUTO
Os dois sistemas são similares sob o aspecto de transformar
insumos em produtos úteis aos clientes através da aplicação de
um sistema de produção.
Devem projetar seus produtos, prever sua demanda, balancear
seu sistema produtivo, treinar sua mão-de-obra, vender seus
produtos, alocar seus recursos e planejar e controlar suas
operações.
Dentre as diferenças existem entre estes sistemas, destaca-se o
fato de a Manufatura de Bens ser orientada ao produto e a
Prestação de Serviços orientada a ação.
48
Classificação dos Sistemas de Produção
IMPLICAÇÕES NO PCP (grau de padronização)
Planejar e controlar as atividades de uma empresa que
produz produtos padronizados para estoque é bastante
diferente de planejar e controlar produtos sob encomenda.
Com produtos padronizados, pode-se iniciar a produção em cima de
uma previsão de vendas e ir equilibrando-se as vendas realizadas com o
nível de estoque
Com produtos sob encomenda, o PCP espera a manifestação dos
clientes para agir.
Os produtos padronizados por se repetirem, assim como os processos
necessários a produção destes, são mais passíveis de controle e
acompanhamento.
49
Classificação dos Sistemas de Produção
IMPLICAÇÕES NO PCP (tipo de operação)
✓ O tipo de processo produtivo define a complexidade do
planejamento e controle das atividades.
✓ As atividades de planejamento e controle da produção são
simplificadas a medida que se reduz a variedade de produtos
concorrentes por uma mesma gama de recursos.
✓ Os processos contínuos e os processos intermitentes em
massa são mais fáceis de serem administrados do que os
processos repetitivos em lote e sob encomenda, pois a
variedade de produtos é pequena e o fluxo produtivo uniforme.
✓ Nos processos intermitentes em lote e sob encomenda, uma
alteração na composição da demanda exige o replanejamento
de todos os recursos produtivos.
50
Classificação dos Sistemas de Produção
IMPLICAÇÕES NO PCP (natureza do produto)
✓ O fato do produto ser um bem ou um serviço também tem seu
reflexo na complexidade do sistema de planejamento e controle
da produção.
✓ Bens são tangíveis, em grande parte fabricados por máquinas que
recebem matérias primas e as transformam em produtos acabados,
dentro de padrões previsíveis, consequentemente o seu
planejamento e controle é mais consistente.
✓ Já a produção de serviços envolve uma maior participação das
pessoas, por natureza mais difíceis de serem padronizadas, e a
necessidade da presença dos clientes no momento da produção,
tornando a colocação de estoques amortecedores entre os processos
uma tarefa complicada de difícil administração.
51
Classificação dos Sistemas de Produção
IMPLICAÇÕES NO PCP (comercialização)
Make to order: Processo de fabricação ou montagem voltada para satisfazer as
necessidades do cliente, somente ao receber pedido de um cliente. Ela pode
exigir a combinação de peças padrão e feitas sob medida. Se requer apenas
peças padrão é chamado de processo de montar sob encomenda.
Assembly to order (ATO): Um processo de fabricação em que os componentes
são montados de acordo com as ordens específicas, ao contrário de montagem
para encher um nível de estoque.
Make to stock: Estratégia de uma organização para a produção de produtos com
base na demanda prevista. Produzir para estoque é o oposto do make to order,
no qual os itens são produzidos com base na demanda real ou pedidos de
clientes. Quando uma previsão acurada da demanda é possível, esta estratégia
de ação pode ser muito rentável. A queda desta estratégia é possível sobre a
produção devido à previsão não realista da demanda. 52
Alocação dos Produtos
Que produtos colocar no Supermercado?
quantidade
• Identifique os itens de alta
frequência e alto volume (I)
II I
• Identifique os itens de alta
frequência e baixo volume (IV)
III IV • Identifique os itens de baixa
frequência (II e III)
frequência make to order
assembly to order
make to stok
SUPERMERCADO
53