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Enfermagem Psiquiátrica Assistencial

O documento aborda a prática da enfermagem psiquiátrica no contexto assistencial, enfatizando a importância do cuidado humanizado e da inclusão social dos pacientes. Destaca-se o papel do enfermeiro em promover a saúde mental, a autonomia do paciente e a participação da família no tratamento. Além disso, menciona a necessidade de formação adequada para enfermeiros, visando uma abordagem integral e relacional no cuidado em saúde mental.

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Enfermagem Psiquiátrica Assistencial

O documento aborda a prática da enfermagem psiquiátrica no contexto assistencial, enfatizando a importância do cuidado humanizado e da inclusão social dos pacientes. Destaca-se o papel do enfermeiro em promover a saúde mental, a autonomia do paciente e a participação da família no tratamento. Além disso, menciona a necessidade de formação adequada para enfermeiros, visando uma abordagem integral e relacional no cuidado em saúde mental.

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CURSO DE ENFERMAGEM

DISCENTES:
Alessandra de Moura Pereira
Carla do Carmo Chaves

DOCENTE:
Mariana Botelho

A PRÁTICA DA ENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA NO CONTEXTO ASSISTENCIAL

CASTANHAL-PA
2025
DISCENTES:
Alessandra de Moura Pereira
Carla do Carmo Chaves

A PRÁTICA DA ENFERMAGEM PSIQUIÁTRICA NO CONTEXTO ASSISTENCIAL

Seminário referente a
disciplina de Enfermagem
dentro da psicologia. Docente:
Mariana Botelho

CASTANHAL-PA
2025
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Com o surgimento dos serviços abertos de saúde mental foi necessário reorganizar
os processos de trabalho e, consequentemente, o projeto terapêutico institucional. Nesse
sentido, coube também à Enfermagem assumir atitude terapêutica, crítico-reflexiva, numa
perspectiva humanista e de autonomia profissional, aprendendo a lidar com técnicas
grupais e valorizando o relacionamento interpessoal. (Sadigursky D,2022)
Neste cenário, a promoção da saúde mental, a prevenção da enfermidade, a ajuda
à pessoa no enfrentamento de pressões, adversidades, sofrimento e dificuldades do
cotidiano, passam a fazer parte da assistência de enfermagem, que estende seu olhar
para o sadio, junto à família e comunidade, ajudando-os a encontrarem um sentido para o
sofrimento mental. (Soares MH,2020)
A meta do cuidado de Enfermagem é maximizar as interações positivas da pessoa
com o ambiente, promover o bem- -estar e melhorar a percepção de si próprio,
valorizando-se o contexto da pessoa, com vistas a sua inclusão social. (Kantorski
LP,2019)
Os familiares e cuidadores devem ser incluídos no processo de tratamento e
reabilitação, assim como considerados uma unidade de cuidado. Vale ressaltar que o
enfermeiro, na construção do projeto terapêutico, pode incentivar a participação em
entrevistas individuais e em grupos de apoio para orientação e acolhimento de todos os
envolvidos no processo de adoecimento. (Oliveira FB,2019)
Neste contexto, o relacionamento terapêutico é uma importante tecnologia de
cuidado que possui um rol de saberes e práticas destinadas ao entendimento do ser
humano em sua totalidade, de suas limitações, possibilidades, necessidades imediatas e
potencialidades sendo, portanto um instrumento de cuidado que permite a reintegração e
reorganização da pessoa com transtorno mental. Há ainda outras importantes estratégias
de cuidado, como o acolhimento e o vínculo, que fortalecem a concepção ampliada do
processo saúde-doença. Neste sentido são desenvolvidas ações como as visitas
domiciliares, atendimento em grupo, sala de espera e palestras, reuniões de equipe,
participação em eventos festivos, os quais deslocam o olhar das tecnologias centradas na
doença para a valorização de contextos e temporalidades na complexidade do sujeito.
(Kantorski LP, Mielke FB, 2019).
Na prática da Enfermagem Psiquiátrica, destaca-se como ações exclusivas do
enfermeiro a consulta de enfermagem como um importante recurso junto à pessoa e sua
família, assim como a supervisão e capacitação da equipe de enfermagem. (Dias CB,
2021).
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Estudos afirmam que há uma convergência teórica em torno da compreensão de


que o papel do enfermeiro em serviços de saúde mental é o de oportunizar o usuário a se
reconhecer e a melhorar suas relações terapêuticas exigindo do profissional iniciativa,
criatividade e diferentes modos de assistir. No modelo asilar a assistência tendia a
focalizar a doença do sujeito, seus sinais e sintomas. Entretanto, no modelo proposto pela
Reforma Psiquiátrica, a assistência está voltada para a inclusão social da pessoa, no
desenvolvimento da autonomia do sujeito, a convivência e a comunicação com o outro e a
participação em grupo, indo além das funções de supervisão, administração de
medicamento, alimentação e higiene. (Monteiro CB, 2019).
Ações voltadas às atividades assistenciais de natureza técnica, tais como
verificação de sinais vitais, medidas de higiene e conforto, além da administração de
medicamentos ainda prevalecem entre os cuidados de enfermagem nos serviços
especializados em saúde mental, em detrimento das tecnologias relacionais. Há de se
mencionar, entretanto, avanços na prática da Enfermagem Psiquiátrica, que introduziu
algumas ações voltadas para o relacionamento terapêutico, educação e gerência. (Silva
GA,2020).
Vale lembrar que a concepção de Saúde Mental orienta a formação e prática
profissional. Saúde Mental é um campo de conhecimento e como tal é polissêmico,
sustentando-se em três dimensões: a) transversal à saúde – valoriza-se a subjetividade
de cada pessoa e família; b) é uma especificidade – a intervenção é junto à pessoa em
sofrimento psíquico; c) é uma especialidade – promove-se ações em saúde com pessoas
com transtornos mentais severos e graves. Tal contexto remete a necessidade da
formação do enfermeiro generalista num processo de ensino-aprendizagem baseado em
cuidados primários em saúde mental, que valoriza o processo subjetivo em qualquer ação
em saúde, com vistas ao desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes para
intervenções as pessoas em sofrimento psíquico, independente da presença de
transtornos mentais. ( Lucchese R,2019)
Portanto vale destacar, ainda, que o uso da SAE, como ferramenta de gestão da
assistência, evidencia não só a participação do enfermeiro na atenção à saúde da
população, mas também, contribuí para sua visibilidade e o reconhecimento profissional.
Tais considerações precisam estar bem fortalecidas no âmbito das instituições formadoras
para empreenderem a capacitação profissional em total equivalência às demandas
conceituais e da assistência psicológica, em razão das políticas públicas da saúde.
(Garcia TR, 2021)
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REFERÊNCIAS:

• Dias CB, Aranha e Silva AL. O perfil e a ação profissional da(o) enfermeira(o)
no Centro de Atenção Psicossocial. Rev Esc Enferm USP [periódico na internet].
2021; 44(2):469-75. Disponível em: www. [Link]/reeusp.

• Garcia TR, Nóbrega MML. Sistematização da assistência de enfermagem: há


acordo sobre o conceito? Rev Eletr Enf [periódico na internet]. 2021;11(2).
Disponível em: [Link]

• Kantorski LP, Mielke FB, Teixeira Júnior S. O trabalho do enfermeiro nos centros
de atenção psicossocial. Trab Educ Saúde 2019;6(1):87-105.

• Kantorski LP, Pinho LB, Saeki T, Souza MCBM. Relacionamento terapêutico e


ensino de enfermagem psiquiátrica e saúde mental: tendências no Estado de
São Paulo. Rev Esc Enferm USP 2020;39(3):317-24.

• Lucchese R. A enfermagem psiquiátrica e saúde mental: a necessária


constituição de competências na formação e na prática do enfermeiro. Rev
Eletr Enf [periódico na internet]. 2019];9(3):883-5. Disponível em:
[Link]

• Monteiro CB. O enfermeiro assistencial nos novos dispositivos assistenciais


em saúde mental. Esc Anna Nery Rev Enferm 2019;10(4):735-9.

• Oliveira FB, Silva KMD, Silva JCC. Percepção sobre a prática de enfermagem
em Centros de Atenção Psicossocial. Rev Gaúcha Enferm 2019;30(4):692-9.

• Sadigursky D. A enfermeira na equipe transdisciplinar de saúde mental. Rev


Baian Enferm 2022;17(3):45-53.

• Silva GA. Atuação dos profissionais da rede especializada em Saúde Mental


de Goiânia. Dissertação [Mestrado em Enfermagem] - Universidade Federal de
Goiás; 2020.

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