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Fortalecimento de Vínculos para Adultos e Idosos

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para adultos de 30 a 59 anos e para pessoas idosas visa fortalecer vínculos familiares e comunitários, promovendo autonomia e protagonismo social através de atividades grupais e culturais. As intervenções são pautadas nas necessidades e interesses dos usuários, buscando prevenir riscos sociais e garantir a inclusão no sistema educacional e no mercado de trabalho. O serviço é estruturado em eixos que enfatizam convivência social, envelhecimento ativo e saudável, e a promoção da autonomia dos participantes.
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Fortalecimento de Vínculos para Adultos e Idosos

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para adultos de 30 a 59 anos e para pessoas idosas visa fortalecer vínculos familiares e comunitários, promovendo autonomia e protagonismo social através de atividades grupais e culturais. As intervenções são pautadas nas necessidades e interesses dos usuários, buscando prevenir riscos sociais e garantir a inclusão no sistema educacional e no mercado de trabalho. O serviço é estruturado em eixos que enfatizam convivência social, envelhecimento ativo e saudável, e a promoção da autonomia dos participantes.
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SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E

FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS
PARA ADULTOS DE 30 A 59 ANOS
Segundo a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (2009/reimpressão 2014 p.17), o
Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para adultos de 30 a 59 anos tem por foco o
fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, desenvolvendo ações complementares
assegurando espaços de referência para o convívio grupal, comunitário e social e o desenvolvimento
de relaçõesde afetividade, solidariedade e encontros intergeracionais de modo a desenvolver a sua
convivência familiar e comunitária. Contribuir para a ampliação do universo informacional, artístico e
cultural, bem como estimular o desenvolvimento de potencialidades para novos projetos de vida,
propiciarsua formação cidadã e detectar necessidades e motivações, habilidades e talentos,
propiciando vivências para o alcance de autonomia e protagonismo social, estimulando a participação
na vida públicano território, além de desenvolver competências para a compreensão crítica da
realidade social e do mundo contemporâneo. As atividades devem possibilitar o reconhecimento do
trabalho e daformação profissional como direito de cidadania e desenvolver conhecimentos sobre o
mundo do trabalho e competências específicas básicas e contribuir para a inserção, reinserção e
permanênciados adultos no sistema educacional, no mundo do trabalho e no sistema de saúde básica
e complementar,quando for o caso, além de propiciar vivências que valorizam as experiências que
estimulem e potencializem a condição de escolher e decidir, contribuindo para o desenvolvimento da
autonomiae protagonismo social, ampliando seu espaço de atuação para além do território.

1. Objetivos específicos para o SCFV para Jovens de 30 a 59 anos


Complementar as ações da família e comunidade na proteção e no fortalecimento dos vínculos
familiares e sociais;

Assegurar espaços de referência para o convívio grupal, comunitário e social e o desenvolvimento


de relações de afetividade, solidariedade e encontros intergeracionais de modo a desenvolver a sua
convivência familiar e comunitária;

Possibilitar a ampliação do universo informacional, artístico e cultural, bem como estimular o


desenvolvimento de potencialidades para novos projetos de vida, propiciar sua formação cidadã e
detectar necessidades e motivações, habilidades e talentos;

Propiciar vivências para o alcance de autonomia e protagonismo social, estimulando a participação


na vida pública no território, além de desenvolver competências para a compreensão crítica da
realidade social e do mundo contemporâneo;

Possibilitar o reconhecimento do trabalho e da formação profissional como direito de cidadania e


desenvolver conhecimentos sobre o mundo do trabalho e competências específicas básicas;
Contribuir para a inserção, reinserção e permanência dos adultos no sistema educacional, no
mundo do trabalho e no sistema de saúde básica e complementar, quando for o caso;

Propiciar vivências que valorizam as experiências que estimulem e potencializem a condição de


escolher e decidir, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia e protagonismo social,
ampliando seu espaço de atuação para além do território.
SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E
FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS
PARA PESSOAS IDOSAS
Segundo a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (2009/reimpressão 2014 p.18), o
Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Pessoas Idosas tem por foco o
desenvolvimento de atividades que contribuam no processo de envelhecimento saudável, no
desenvolvimento da autonomia e desociabilidades, no fortalecimento dos vínculos familiares e do
convívio comunitário e na prevençãode situações de risco social. A intervenção social deve estar
pautada nas características, interessese demandas dessa faixa etária e considerar que a vivência em
grupo, as experimentações artísticas, culturais, esportivas e de lazer e a valorização das experiências
vividas constituem formas privilegiadas de expressão, interação e proteção social. Devem incluir
vivências que valorizam suas experiênciase que estimulem e potencialize a condição de escolher e
decidir.

1. Formação dos Grupos de Pessoas Idosas


O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Pessoas Idosas compõe a política
pública de assistência social, sendo, assim, destinado à população que dela necessita. Está constituído
como um serviço de proteção social básica que visa à prevenção de riscos sociais e à universalização de
acesso para toda a população potencialmente usuária.

A inserção dos usuários no SCFV deverá, sempre que possível, ser realizada por meio de
encaminhamento do CRAS, ainda que o acesso se dê por demanda espontânea, por ação de busca ativa
do PAIF, encaminhamento da rede socioassistencial ou das demais políticas entre outros.

Sugere-se que os grupos sejam compostos por cerca de 30 pessoas idosas, com uma variação de 15
a 30 participantes, sendo flexível para se adequar às condições de espaço físico, recursos humanos e
demanda de usuários. Os grupos devem ser constituídos com transparência e ampla divulgação dos
critérios adotados para a inserção dos usuários.

Quando a demanda de usuários for maior do que 30 pessoas idosas, o ideal é constituir dois grupos.
Deverá ser considerada, entre outros aspectos, demanda dos usuários, disponibilidade de equipe
técnica e de espaço físico para oferta dos grupos.

A participação das pessoas idosas no Serviço é livre, não se constituindo em condição ou obrigação,
mas ao aceitar participar, a pessoa idosa assume um compromisso com o grupo e com o serviço, em
uma relação recíproca de direitos e deveres. Assim, é uma participação orientada pelo interesse das
pessoas idosas, pelo contato com os pares, cujo compromisso é gerado pelos acordos de convivência
estabelecidos pelo grupo, fortalecidos por uma motivação que deve ser cultivada a cada encontro, por
princípios éticos e de respeito à diferença.
A construção coletiva de um acordo de convivência possibilita a definição de horários a serem
cumpridos pelos integrantes do grupo, reconhecimento das suas expectativas em relação ao serviço e à
sua participação na família e sociedade, dentre outras questões que podem contribuir com o
andamento das atividades. Deve ser considerada a possibilidade de uma conversa sobre os conteúdos
já trabalhados pelo grupo de modo a facilitar o ingresso da pessoa idosa e evitar perda de informações
importantes, como o acesso a direitos e a serviços.

2. Proposta de Desenho do SCFV para Pessoas Idosas

2.1. Grupos
Abordaremos o grupo como principal recurso metodológico do Serviço de Convivência e
Fortalecimento de Vínculos para Pessoas Idosas. Algumas questões nortearão nossas reflexões, tais
como: o que constitui um grupo? Qual a importância do grupo? Como trabalhar em grupo?

Quando tratamos do grupo como instrumento metodológico, nos referimos a um grupo que não é
espontâneo, mas um grupo criado para um determinado fim, que não faz parte da rotina diária, e, no
nosso caso, que se constitui em principal ferramenta para um serviço de convivência e fortalecimento
de vínculos. Desse modo, é um grupo com um objetivo específico e para que seja cumprido é
necessário que estes objetivos estejam claros e que os meios para alcançá-los sejam possíveis e viáveis.

Ainda que seja um grupo criado, ele não deixa de ter as características gerais de qualquer grupo
que, entre outras coisas, é permeado de tensões, relações de poder, conflitos comuns a qualquer
relação de convivência, presentes na sociedade como um todo. Mais do que evitar os conflitos e
tensões é interessante que o grupo possa constituir-se em espaço de acolhimento, reflexão e debate.
Afinal, as diferenças e divergências são forças criativas e produtoras de movimento e necessárias para
a vida social, democrática e plural e para o desenvolvimento do indivíduo. Dessa forma, é necessário
haver no grupo abertura para as discordâncias e conflitos, para que possam ser expressos, gerando
transformações, afirmando identidades, potencializando a participação e produzindo uma convivência
mais plena e plural.

O grupo do serviço de convivência e fortalecimento de vínculos é de livre participação, desde que


seus usuários atendam aos critérios definidos para a inserção, conforme já apresentado na Parte II
deste documento. Ou seja, não há obrigatoriedade para que os usuários participem do grupo ofertado
por este serviço, mas ao aceitar essa participação gera um compromisso com o grupo.
O grupo proposto como recurso metodológico é compreendido como uma criação coletiva em que
seus membros possam se encontrar, participar de suas atividades e se fazer presentes não como mero
espectadores, mas como principais agentes. Assim, o grupo tem que fazer sentido para cada um de
seus integrantes e o melhor modo para isso é constituindo-se em um lugar de troca, de
compartilhamento de experiências, de histórias e vivências significativas. No grupo, cada um de seus
integrantes é parte importante; traz contribuições para o coletivo do grupo e também aprende com
esse, com as experiências trazidas por cada um de seus membros. Essa troca consiste em uma vivência
rica, característica da experiência de grupo. Compartilhar experiências possibilita amparo, proteção, e
tem a capacidade de gerar uma multiplicidade de outras vivências em cada um dos participantes do
grupo.

Cada grupo tem suas regras, formas de convívio e padrões de relacionamento. Algumas destas
regras são claras e definidas pelos próprios integrantes desde o início do grupo, outras são formadas
gradativamente na convivência e muitas vezes não são expressas abertamente, mas exercem, às vezes,
mais influência do que aquelas que são conhecidas de forma direta. É importante que os integrantes
do grupo participem da definição das regras desde seu início e que, quando necessário, haja espaços
de reflexão sobre os acordos estabelecidos, as combinações implícitas e possibilidades de se fazer os
ajustes necessários.

A vivência em grupo é bastante rica, diversa, e expressa a variedade de situações vividas


socialmente e a abundância de possibilidades das relações humanas. Contudo, o trabalho com grupos
no contexto do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos deve se fundamentar no diálogo,
no respeito e na valorização do conhecimento, experiências e interesses dos participantes.

3. Eixos Norteadores
Com o objetivo de nortear a proposta de metodologia do Serviço de Convivência e Fortalecimento
de Vínculos para Pessoas Idosas propomos que este seja desenvolvido com base em três eixos
estruturantes:

1) Convivência Social e Intergeracionalidade;

2) Envelhecimento Ativo e Saudável; e

3) Autonomia e Protagonismo.
Estes eixos visam planejar e organizar o serviço de modo que as atividades sejam desenvolvidas de
maneira integrada e orgânica e se constituam em situações criativas e desafiadoras, visando alcançar
os objetivos do Serviço.

Eixo Convivência Social e Intergeracionalidade

O Eixo Convivência Social e Intergeracionalidade agrega elementos ao longo do Serviço que visam
o desenvolvimento de sociabilidades, estimulem vivências coletivas, o estar em grupo em relação com
o outro, privilegiando a convivência intergeracional, de modo a fortalecer os vínculosfamiliares e
comunitários e prevenirriscossociais como a segregação e o isolamento. Esse eixo tem importância
central para o serviço, pois serve de base para todas as atividades a seremdesenvolvidas.

Além de ser uma característica da vida em sociedade, a convivência social é uma necessidade do
ser humano e pensando no público a que se destina este serviço, é importante destacar alguns
estudos, como o de Neri (2008), que apontam que a convivência social e, em especial, a amizade com
pessoas da mesma geração, promove qualidade de vida para pessoas idosas, amplia seu bem-estar,
fortalece a autoestima, a identidade, a sensação de liberdade e poder de escolha, influencia na
sensação de sentir-se integrado em seu meio, desenvolve o sentimento de pertença, de fazer parte, e
contribui para participação social e construção de novos projetos de vida.

A convivência intergeracional proporciona ganhos para pessoas de mais de uma geração, seja a
pessoa idosa, a criança, o adolescente, o jovem ou o adulto. Permite a troca e a solidariedade entre as
gerações, à mediação de conflitos, fortalece os laços e promove proteção social, principalmente, para
os indivíduos que apresentam alguma vulnerabilidade em decorrência do ciclo de vida em que se
encontram, como por exemplo, a criança pequena ou a pessoa idosa com idade avançada.

Do ponto de vista da pessoa idosa, alguns estudos, têm apontado que além de produzir bem-estar,
a convivência intergeracional favorece uma melhor percepção de saúde pela pessoa idosa,
principalmente, para os que convivem com pessoas menores de 18 anos, indicando que este arranjo
familiar proporciona maior proteção social. No entanto, a intergeracionalidade deve ser pensada não
só na perspectiva familiar, mas também da comunidade. A convivência intergeracional valoriza a
contribuição da pessoa idosa para sociedade, reduz os preconceitos, produz novos sentidos e papéis
sociais para as pessoas idosas, promove trocas afetivas e culturais, fortalece o sentimento de utilidade
e enriquece o aprendizado das novas gerações com a vivência e experiências de pessoas mais velhas.

A intergeracionalidade é a convivência social privilegiada do Serviço de Convivência e


Fortalecimento de Vínculos para Pessoas Idosas por ser capaz de produzir interações sociais mais ricas
entre os participantes, proporcionando, além de outros sentimentos, a alegria do compartilhar, do
aprendizado mútuo e da vivência coletiva, reinventando novas formas de contribuir com a “construção
de um mundo para todas as idades”.

Eixo Envelhecimento Ativo e Saudável

O Eixo Envelhecimento Ativo e Saudável repercute o lema de conferências internacionais na área


do envelhecimento, como a II Conferência Mundial do Envelhecimento, realizada em Madri em 2002,
que resultou na elaboração do Plano de Ação Internacional para o Envelhecimento (ONU, 2007), em
assembleias posteriores, como a realizada em Brasília, em 2007, conhecida como Madri + 5, e em
pactos nacionais assumidos pelo governo brasileiro, como o Compromisso Nacional pelo
Envelhecimento Ativo e Saudável, traduzindo o esforço da intersetorialidade entre as políticas públicas
e a constituição de redes de proteção com a participação de governos, sociedade e usuários.

Este eixo traduz a concepção do direito ao processo de envelhecer com dignidade e congrega uma
visão de velhice ativa e saudável. Desta maneira, é por meio deste eixo que o Serviço de Convivência e
Fortalecimento de Vínculos para Pessoas Idosas é estruturado de modo a proporcionar entre os
participantes uma vivência da velhice de maneira integrada, ativa e saudável com a orientação sobre
práticas de autocuidado.

Por meio deste eixo, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Pessoas Idosas
tem como objetivo a realização de atividades que tratem do processo de envelhecimento, de ser
pessoa idosa, das perdas e ganhos advindos com a idade, produzindo espaços de reflexão, debate e
vivências que permitam ressignificar experiências, desenvolver habilidades, capacidades, novas
motivações e possibilitem a construção de projetos de vida.

Eixo Autonomia e Protagonismo

O terceiro eixo estruturante do Serviço, denominado de Autonomia e Protagonismo, objetiva


fortalecer o processo de autonomia e independência da pessoa idosa e seu protagonismo social. É com
base nesse eixo que o Serviço busca desenvolver a autonomia da pessoa idosa, por meio de situações
que proporcionem a realização de atividades que potencializem sua capacidade pessoal de produção,
de escolha e decisão, valorizando experiências de independência, fortalecendo a autoestima, a
identidade, o sentimento de liberdade e a sensação de domínio e controle sobre a própria vida.

É também por meio deste eixo que se pretende abordar no Serviço de Convivência e
Fortalecimento de Vínculos para Pessoa Idosa o protagonismo e a participação social das pessoas
idosas, tendo como referência a participação de sua geração na construção da sociedade atual e as
possibilidades presentes e futuras de contribuição social da pessoa idosa. Pretende-se, assim, propiciar
vivências estimulantes e desafiadoras de participação social e espaço para exercício de sua cidadania e
de suas possibilidades, capacidades e interesses de contribuir socialmente.

4. Temas Transversais
Além dos três eixos estruturantes propostos para o Serviço de Convivência e Fortalecimento de
Vínculos para Pessoas Idosas, apresentamos seis propostas de temas transversais a serem trabalhadas
com os grupos em atividades planejadas, de acordo com os objetivos do Serviço.

Envelhecimento e Direitos Humanos e Socioassistenciais

O tema transversal Envelhecimento e Direitos Humanos e Socioassistenciais abordará a concepção


da pessoa idosa como sujeito de direitos, cidadã, participante ativa da sociedade, com direitos e
deveres. Desta maneira, as atividades do serviço tratarão de conteúdos referentes aos direitos
humanos e socioassistenciais da pessoa idosa, baseado na Política Nacional de Assistência Social, no
Estatuto do Idoso e na Política Nacional do Idoso, além de outros documentos de referência. Este tema
também contemplará informações sobre participação em conselhos e outras instâncias de controle
social, como, por exemplo, conselhos de defesa dos direitos dos idosos, conferências da pessoa idosa.
Informações sobre os programas sociais de proteção a pessoa idosa também serão apresentados neste
tema transversal, incluindo conteúdos que tratem da prevenção de riscos sociais, como a violência
contra a pessoa idosa, entre outros.

Envelhecimento Ativo e Saudável

Envelhecimento Ativo e Saudável é o tema transversal que abordará conteúdos sobre o processo
de envelhecimento e as características biológicas, psicológicas, emocionais, espirituais e sociais da
pessoa idosa. A concepção da velhice como uma fase do desenvolvimento humano, com suas perdas e
ganhos, influenciados por aspectos culturais e sociais, constituirá na base para o debate e reflexão.
Neste tema, também serão abordados conteúdos referentes à sexualidade, finitude humana, e aberto
espaço para reflexões dos participantes sobre a questão da espiritualidade. Serão propostas atividades
físicas, de esporte, integração, lazer e oficinas, envolvendo conteúdos sobre práticas de autocuidado e
sobre outros conteúdos relacionados à visão de uma vida ativa e saudável na velhice, podendo utilizar
recursos pedagógicos, lúdicos, esportivos e recreativos.

Memória, Arte e Cultura


Memória, Arte e Cultura é o tema transversal que versará sobre a importância da memória na vida
da pessoa idosa, a arte e a cultura enquanto manifestação individual e coletiva. Serão propostas
atividades práticas que envolvam rodas de conversa sobre histórias de vida e da comunidade,
desenvolvimento de habilidades artísticas e culturais, utilizando recursos lúdicos e pedagógicos, e
realização de oficinas artísticas e culturais, como dança, trabalhos manuais, etc. Será privilegiada a
expressão artística e cultural das pessoas idosas, a partir de seus interesses, experiências e
conhecimentos, sendo valorizado a contribuição das pessoas idosas nas atividades, fortalecendo sua
participação, capacidade de escolha e decisão. Serão criadas oportunidades de interação com a
comunidade, incluindo a participação de pessoas de outras gerações nos encontros, como forma de
promover a convivência intergeracional e comunitária.

Pessoa Idosa, Família e Gênero

O tema transversal Pessoa Idosa, Família e Gênero abordarão a temática da família na


contemporaneidade e a relação com a pessoa idosa, visando o fortalecimento de vínculos familiares e
incentivando a convivência familiar. A questão da feminilidade da velhice também será tema de
reflexão, abrangendo as diferenças de gênero nesta etapa da vida, abordando a atribuição social e
cultural da mulher, inclusive a idosa, nas atividades de cuidado. Como atividade prática deste tema
transversal, serão privilegiadas atividades intergeracionais compostas por pessoas de mesma família,
incluindo a utilização de recursos audiovisuais, lúdicos e pedagógicos.

Envelhecimento e Participação Social

O tema Envelhecimento e Participação Social objetiva suscitar o debate e a reflexão sobre o papel
e o lugar da pessoa idosa na sociedade e suas possibilidades de contribuição. Desta maneira, abordará
conteúdos que possibilitem o exercício da cidadania, estimulem o protagonismo, a participação social
da pessoa idosa, desenvolvendo autonomia, habilidades e capacidades, fortalecendo, assim, sua
identidade, seu autocontrole e seu sentimento de sentir-se útil e capaz. Serão propostas atividades que
proporcionem à pessoa idosa uma ampliação do conhecimento sobre a localidade em que mora, de
modo a fortalecer vínculos comunitários, estimular trocas e interação social, e instigar a construção de
novos projetos de vida e a participação cidadã.

Envelhecimento e Temas da Atualidade

O tema transversal Envelhecimento e Temas da Atualidade irão propor conteúdos e atividades


relacionados à contemporaneidade, assuntos inovadores e característicos da sociedade atual, tais
como o uso da tecnologia, meios de comunicação, meio ambiente e desenvolvimento sustentável,
entre outros. Desta maneira, além de trazer informações sobre assuntos recentes, proporá atividades
práticas como de inclusão digital, uso de novas tecnologias como cartão de banco e caixa automático,
além de oficinas sobre temasrelacionados ao meio ambiente como a relação com a natureza,
reciclagem de lixo, produtos orgânicos e sustentáveis. Todos os temas transversais pretendem ter uma
centralidade que os caracterizem, mas de modo aberto e processual que permitam uma contínua
construção. O tema transversal Envelhecimento e Temas da Atualidade, por estar em sintonia com as
inovações e assuntos da contemporaneidade, tem uma ênfase maior neste processo de construção
conjunta e coletiva em que o papel do facilitador do grupo e a participação das pessoas idosas, com
seus interesses, são fundamentais.

5. Traçado Metodológico

Da Organização das Atividades e Prazo de Duração

A Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais define que o Serviço de Convivência e


Fortalecimento de Vínculos deverá ser organizado em percursos de forma planejada para “garantir
aquisições progressivas” às pessoas idosas.

Para alcançar essa finalidade, propomos que o Serviço de Convivência e Fortalecimento de


Vínculos seja organizado em grupos de pessoas idosas, com carga horária definida em um único ciclo
composto por cinco percursos.

Encontros Regulares

Os encontros regulares são constituídos por atividades reflexivas e vivenciais realizadas com
periodicidade semanal, com a participação das pessoas idosas que integram o mesmo grupo. As
atividades a serem desenvolvidas estão propostas em um ciclo organizado em percursos, devendo ser
planejadas, sistematizadas e avaliadas de forma contínua, com a participação das pessoas idosas. No
próximo tópico, apresentaremos uma sugestão de atividades teóricas e práticas para cada percurso,
baseada nos três eixos estruturantes e seis temas transversais propostos anteriormente.

Encontros Mensais

Os encontros mensais caracterizam-se por momentos comemorativos que servem para realizar o
fechamento de uma atividade. Constituem-se numa síntese de um tema trabalhado, que geralmente é
apresentada para o próprio grupo de pessoas idosas, e também para outras pessoas, como familiares e
comunidade. Além de atividade síntese e integradora, visa também favorecer o convívio, sendo
comum envolver recursos lúdicos, culturais e recreativos.

Por exemplo, o grupo trabalhou o tema da memória e decidiu realizar como atividade síntese um
encontro no mês. Nesse encontro cada um trouxe um álbum contando sua história, utilizando figuras e
fotos da época, como também algumas fotos pessoais. Neste momento, participaram apenas as
pessoas idosas do mesmo grupo com o objetivo de fortalecer os laços entre eles e promover um
espaço de troca de experiências e vivências pessoais. No mês seguinte, resolvem ampliar o tema e
realizam uma exposição para comunidade, contando o modo de vida da geração da qual fazem parte,
os momentos históricos que participaram, apresentando histórias do lugar onde vivem, curiosidades,
gracejos, conquistas, lutas e dificuldades. Desta maneira, além de favorecer os vínculos comunitários, o
encontro proporciona o convívio comunitário, familiar e intergeracional, fortalece a identidade e
autoestima das pessoas idosas, ao constituir-se em oportunidade de valorização de suas histórias e
experiências.

Atividades de Convívio

Consistem em atividades livres, recreativas, esportivas, culturais e de lazer, que visam à interação
social das pessoas idosas e destas com a comunidade, como também o desenvolvimento de práticas de
vida saudáveis, por meio da realização de atividades físicas e culturais. Deverá ser ofertada ao menos
uma atividade, com duração de duas horas semanais. Podem ser desenvolvidas várias atividades de
convívio, de acordo com as possibilidades profissionais e de infraestrutura da unidade onde o Serviço é
ofertado e, é claro, do interesse das pessoas idosas. As atividades de convívio podem ser ofertadas por
unidades de outras políticas públicas, tais como cultura, esporte e lazer; por organizações não
governamentais; pessoas da comunidade; voluntários; familiares; ou mesmo pelas próprias pessoas
idosas. Assim, se apresentam como possibilidade de parceria, articulação em rede e de integração
entre políticas públicas, além de constituir em rica oportunidade de interação com a comunidade e de
convivência intergeracional, com a possibilidade de participação de pessoas da comunidade.

Como exemplo, podem ser realizadas sessões de filmes com debates; cafés da manhã com
alongamento, prosa e poesia; exposições de artistas locais organizados por entidade que trabalhe com
cultura popular; encontros organizados pelas próprias pessoas idosas para conversas informais; uma
série de atividades que tenha como objetivo principal a convivência e a interação social de forma livre
e espontânea.

Oficinas
As oficinas visam aprofundar um tema desenvolvido no grupo, preferencialmente de maneira
prática, utilizando uma carga horária igual a dos encontros semanais, por exemplo, de ate duas hora,
abrangendo atividades de um a tres meses periodo matutino ou vespetino. As oficinas devem abordar
um tema específico e ser organizadas e planejadas para atingir objetivos determinados. Elas podem
envolver apenas os participantes do grupo ou, dependendo de seus propósitos, pode ter a participação
de outras pessoas.

Pode-se realizar uma oficina intergeracional de confecção de brinquedos com a participação de


netos dos idosos de um mesmo grupo. Uma oficina como esta é uma atividade que necessita uma
carga horária maior, requer planejamento, estrutura e materiais pedagógicos, artísticos e culturais.
Tem a possibilidade de atuar em várias direções: seja desenvolvendo capacidades e habilidades dos
idosos na produção de brinquedos, que podem se basear nas brincadeiras de infância, nas aptidões,
experiências e interesses em confeccionar objetos como bonecas de pano, carros de madeira, etc.,
trabalhando a criatividade, o lúdico, valorizando o conhecimento dos idosos e seu potencial de
aprendizado; como também, atua no fortalecimento de vínculos familiares, favorecendo a convivência
familiar e intergeracional, o respeito, o aprendizado e a troca entre as gerações. Entre as atividades
que serão propostas neste documento, há outras sugestões de oficinas.

Em relação à duração, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos pode ser organizado


da seguinte maneira:

1. Duração regular de doze meses com atividades distribuídas em cinco percursos temáticos.

2. Cada percurso terá duração aproximada de dois meses.

3. Os doze meses compreendem o período preparatório de planejamento das atividades e


organização do serviço.

5.1. Percursos do SCFV para Pessoa Idosa


Percurso I: O grupo criou vida!

Percurso II: O grupo se viu!

Percurso III: O grupo olhou o mundo!

Percurso IV: O grupo reinventou sua casa!

Percurso V: E o grupo voou...


Os percursos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Pessoa Idosa foram
desenhados para compor um ciclo com duração de um ano. O ciclo objetiva dar sentido de movimento
ao serviço, buscando um modo integrado e orgânico de funcionar, reproduzindo três etapas: o início
do Serviço com o Percurso I, que objetiva constituir o grupo; o desenvolvimento do Serviço com os
Percursos II, III e IV, que objetiva aprofundar os temas transversais propostos; e a conclusão do Serviço
com o Percurso V, que objetiva encerrar o grupo e criar outras possibilidades de convívio e de projetos
pessoais para as pessoas idosas.

Assim, a ideia é que o serviço expresse este movimento cíclico, mas que ao final do último
percurso, este se abra para outras possibilidades, representando um movimento que seria mais
próximo de um espiral do que de um círculo (o gráfico abaixo é limitado para representar esta ideia).
Busca Ativa: operacionaliza-se por meio de atividades que têm por objetivo aidentificação de situações
vulnerabilidade e risco social, bem como das potencialidadesda família e da comunidade, contribuindo
“para o conhecimento da dinâmica do cotidiano das populações (a realidade vivida pela família, sua
cultura e valores, as relações que estabelece no território e fora dele); os apoios e recursos existentes
e, seus vínculos sociais”. (MDS, 2009)

CADÚNICO (Cadastro Único): é um instrumento de identificação e caracterizaçãosocioeconômica das


famílias brasileiras de renda mensal de até meio salário mínimo porpessoa ou renda familiar mensal de
até três salários mínimos. Além de servir comoreferência para diversos programas sociais de concessão
de benefícios, o CADÚNICO permite que os Municípios e os Estados conheçam melhor os riscos e
vulnerabilidades aos quais a sua população está exposta.

Demanda: É aquilo que é requisitado ou solicitado.

Dinâmica Familiar: compreende as características subjetivas referentes à maneira comoos membros


familiares se relacionam como estabelecem e mantém vínculos, como lidam com problemas e
conflitos, os rituais que cultivam a qualidade das regras familiares, adefinição de sua hierarquia e o
delineamento dos papéis assumidos pelos membros da família. (PEDRO, 2007)

Encaminhamentos: consistem na indicação de caminhos e acessos das famílias eindivíduos para o


efetivo atendimento de suas demandas, por meio de articulação comoutras unidades da rede de
serviços socioassistenciais e demais políticas públicas. (MDS,2012)

Entrevista social: é um procedimento técnico que serve para acolher, conhecer, coletardados, orientar,
acompanhar, avaliar e indicar elementos para trabalhar com a família eavaliar junto com ela as
situações de riscos de violação de direitos. Deve ser realizada emlocal que assegure a privacidade das
pessoas entrevistadas e deixar clara ao entrevistado a questão de sigilo ético envolvida neste
momento.

Exploração sexual comercial de crianças e adolescentes: compreende o abuso sexual por adultos e a
remuneração em espécie ao menino ou menina e uma terceira pessoa ou várias. A criança é tratada
como objeto sexual e mercadoria. A exploração sexual comercial de crianças constitui uma forma de
coerção e violência contra crianças, que pode implicar o trabalho forçado e formas contemporâneas de
escravidão. (...) tem relação direta com a categoria abuso sexual (intrafamiliar e extrafamiliar), com a
pornografia, o turismo sexual, a prostituição e o tráfico para fins sexuais.
Família: segundo a Constituição da República Federativa do Brasil (BRASIL, 1988), oconceito de família
foi ampliado, passando a ser intitulada base da sociedade e definidacomo a união estável entre homem
e mulher ou qualquer dos pais e seus descendentes.

Família Natural: O Estatuto da Criança e do Adolescente/ECA em seu Art. 25 define como família
natural “a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes”. (BRASIL, 1990)

Família Nuclear: consiste num homem, numa mulher e nos seus filhos, biológicos ou adotados,
habitando num ambiente familiar comum. A estrutura nuclear tem uma grande capacidade de
adaptação, reformulando a sua constituição, quando necessário.

Família Monoparental: Família constituída por um de seus genitores e filho, ou seja, pormãe e filho, ou
pai e filho, decorrente de produção independente, separação dos cônjuges, morte, abandono,
podendo ser biologicamente constituída e por adoção. Reconhecida como entidade familiar na Carta
Magna, artigo 226, §4º: “comunidadeformada por qualquer dos pais e seus descendentes”. (Mota,
Rocha e Mota, 2011)

Família Ampliada ou Extensa: “Entende-se por família extensa ou ampliada aquela quese estende para
além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a
criança ou o adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade”. (Mota, Rocha e Mota,
2011)

Família Unipessoal: pessoa morando sozinha em uma casa.


[Link]/ibgeteen/glossario/familia_definicao.html

Família Reconstituída: é a estrutura familiar originada do casamento ou da união estável de um casal,


na qual um ou ambos de seus membros têm filho ou filhos de um vínculo anterior. Em uma formulação
mais sintética, é a família na qual ao menos um dos adultos é um padrasto ou uma madrasta. Nesta
categoria entram tanto as novas núpcias de pais viúvos ou mães viúvas como de pais divorciados e de
mães divorciadas e pais e mães solteiras. Alude, assim, não só a reconstituição como o
estabelecimento de um novo relacionamento, no qual circulam crianças de outro precedente.

Família Convivente: “São famílias compostas de duas ou mais unidades nucleares, parentes ou não
parentes, que residem em um mesmo domicílio, mas não compartilham rendas e despesas. As famílias
conviventes podem dividir as despesas habituais da casa: aluguel, água e luz, mas não compartilham
outros gastos nem dividem os rendimentos.”(Manual do entrevistador CadÚnico,)
Família Homo afetiva/Homo parental: consiste na união entre duas pessoas do mesmo sexo e seus
filhos. De acordo com Maria Berenice Dias “passando duas pessoas ligadas por um vínculo afetivo a
manter relação duradoura, pública e contínua, como se casadas fossem, elas formam um núcleo
familiar à semelhança do casamento, independentemente do sexo a que pertencem.” (DIAS, 2009)

Jurídico: não se deve confundir jurídico com judicial ou judiciário. JURÍDICO é tudo o que tem a ver
com a garantia de direitos e deveres. JUDICIAL é tudo que se trata no âmbito do Poder Judiciário.

Movimento Transgeracional: “representativo dos processos que são transmitidos pelafamília de uma
geração a outra e se mantem ao longo da história familiar” (FALCKE EWAGNER, 2005)

Maus Tratos: é uma violência praticada por alguém contra pessoa que esteja sob os cuidados da
mesma. É expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade. ex.: criança totalmente
dependente dentro do carro fechado exposta ao sol forte.

Negligência: é uma forma de violência caracterizada por ato de omissão do responsável pela criança ou
adolescente em prover as necessidades básicas para o seu desenvolvimento sadio. Omissão, em
termos de cuidados diários básicos, como alimentação, cuidados médicos, vacinas, roupas adequadas,
higiene, educação e/ou falta de apoio psicológico e emocional. Ex.: falta de vacinas básicas.

Rede social: é um sistema composto por pessoas, funções e situações dentro de um contexto, que
oferece apoio instrumental e emocional à pessoa, em suas diferentesnecessidades. Apoio instrumental
é entendido como ajuda financeira, ajuda na divisão de responsabilidades, em geral. Apoio emocional,
por sua vez, refere-se à afeição, aprovação, simpatia e preocupação com o outro e, também, diversas
ações que levam ao sentimento de pertencer ao grupo. (DESSEN e BRAZ, 2000)

Rede Socioassistencial: a NOB – SUAS define como aquela composta pelo “conjunto integrado de
ações de iniciativa pública e a sociedade, que ofertam e operam benefícios, serviços, programas e
projetos, o que supõe a articulação entre todas estas unidades deprovisão de proteção social, sob a
hierarquia de básica e especial e ainda por níveis de complexidade”. (MDS, 2005)

Rede de Proteção Social: envolve um conjunto articulado de ações governamentais e não


governamentais que visam às garantias de direitos humanos, econômicos, culturais e sociais e o acesso
às políticas públicas Intersetoriais.

Rede Intersetorial: rede articulada entre as organizações afins e em torno de interesses comuns, que
atua através de ações integradas entre as diferentes políticas setoriais, as quais compartilham
conhecimentos e superam a fragmentação do atendimento, considerando o cidadão na sua totalidade,
nas suas necessidades individuais e coletivas.

Rede Local: compreende todos os serviços de um determinado território, para atendimento às famílias
em situação de risco e vulnerabilidade social.

Requerimento: documento, com suposto apoio legal, específico para fazer um pedido ou solicitação a
uma autoridade competente. A pessoa, através dele, tem como intencionalidade comunicativa a
solicitação de algo a que tem ou pressupõe direito. Pedido à autoridade superior que dê o que a lei
concede ou autoriza enquanto direito.

Referência e contra referência: entende-se por referência os encaminhamentos feitospelo serviço a


quaisquer serviços socioassistencial ou para outra política setorial, enquanto que a contra referência
seria o retorno sobre o resultado do atendimento nestasoutras unidades e sua informação ao serviço
de origem. (MDS, 2009)

Serviços Socioassistenciais: atividades continuadas que visam à melhoria da vida da população, por
meio do desenvolvimento de ações direcionadas para as suas necessidades básicas. (Capacitação para
Implementação do Sistema Único de Assistência Social-SUAS e do Programa Bolsa Família - PBF, 2008,
pág. 266)

Síndrome de Alienação Parental (SAP): conceito criado pelo psiquiatra infantil estadunidense Richard
Gardner, em 1985, costuma ser considerado como uma das consequências provocadas na criança que
é exposta a atos de alienação por um dos pais.

Sistema de Garantia de Direitos (SGD): Conjunto de órgãos, entidades, autoridades, programas e


serviços de atendimento a crianças, adolescentes e suas respectivas famílias, que devem atuar de
forma articulada e integrada, na busca de sua proteção integral, nos moldes do previsto pelo Estatuto
da Criança e do Adolescente/ECA e pela Constituição Federal, no campo da defesa e promoção dos
direitos. (...) Suas ações são promovidas pelo Poder Público (em suas esferas – União, Estado, DF e
municípios – e poderes do Executivo, Legislativo e Judiciário) e pela sociedade civil, sob três eixos
Promoção, Defesa e Controle Social. (CONANDA, 2006)

Solicitação: é um cuidado, uma preocupação. Refere-se ao verbo pedir (querer ou procurar algo). É
pedir com empenho, trabalho, inquietação.

Trabalho infantil: forma de trabalho exercido por crianças e abaixo da idade mínima legal permitida
para o trabalho. É qualquer forma de trabalho abaixo dos 12 anos de idade, em
qualquer atividade econômica (que gera recebimento em espécie). Também é
qualquer trabalho entre 12 e 14 anos que seja trabalho duro e todo tipo de
trabalho enquadrado pela Organização Internacional do Trabalho nas “piores
formas de trabalho infantil”. A Constituição Federal de 1988 admite o trabalho a
partir dos 14 anos na modalidade APRENDIZ. Decreto 6.481 de 12/06/2008.

Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes: é todo ato ou omissão


praticado por pais, parentes ou responsáveis contra criança e/ou adolescente
que, sendo capaz de causar à vítima dor ou dano de natureza física, sexual e/ou
psicológica. Implica, de um lado, uma transgressão do poder/dever de proteção
do adulto. De outro, leva a coisificação da infância, isto é, uma negação do direito
que a criança e adolescente têm de serem tratados como sujeitos e pessoas em
condição peculiar de desenvolvimento (Azevedo: Guerra, 1998 apud GUIA
ESCOLAR, 2004, p. 35).

Visita social domiciliar: é um instrumento que possibilita avaliar a dinâmica do


grupo familiar e as mudanças ocorridas a partir da intervenção da rede de
serviços, além de buscar prevenir outras situações de violação de direitos.

Violência psicológica: é um conjunto de atitudes, palavras e ações para


envergonhar, censurar e pressionar a criança de modo permanente. Ela ocorre
quando falamos mal, rejeitamos, isolamos, aterrorizamos, exigimos demais das
crianças e adolescentes, ou mesmo os utilizamos para atender a necessidades dos
adultos. Apesar de ser extremamente frequente, essa modalidade de violência é
uma das mais difíceis de serem identificadas e podem trazer graves danos ao
desenvolvimento emocional, físico, sexual e social da criança.
Violência física: é o uso da força física de forma intencional, não acidental, por
um agente agressor adulto (ou mais velho que a criança ou o adolescente). (...)
pode deixar o não marcas evidentes e nos casos extremos pode causar a morte.
Violência sexual: consiste não só numa violência à liberdade sexual do outro, mas
também numa violação dos direitos humanos. É praticada sem consentimento da
pessoa vitimizada. Quando acometida contra a criança, constitui crime ainda mais
grave. Pode ser classificada como intrafamiliar, extrafamiliar e exploração
comercial sexual.

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