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Chalcididae no Espírito Santo, Brasil

O artigo apresenta uma lista das espécies de Chalcididae (Hymenoptera, Insecta) do Estado do Espírito Santo, Brasil, com 37 espécies e 11 gêneros coletados em 22 localidades. Sete espécies e um gênero são novos registros para o Brasil, e duas espécies são novas para a região Neotropical. A distribuição geográfica e a composição da fauna são discutidas, destacando a riqueza de espécies no estado.

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Chalcididae no Espírito Santo, Brasil

O artigo apresenta uma lista das espécies de Chalcididae (Hymenoptera, Insecta) do Estado do Espírito Santo, Brasil, com 37 espécies e 11 gêneros coletados em 22 localidades. Sete espécies e um gênero são novos registros para o Brasil, e duas espécies são novas para a região Neotropical. A distribuição geográfica e a composição da fauna são discutidas, destacando a riqueza de espécies no estado.

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Espécies de Chalcididae (Hymenoptera, Insecta)

do Estado do Espírito Santo, Brasil


Tavares MT & Araujo BC

Biota Neotropica, Vol.7 (number 2): 2007; p. 213-220.

A versão on-line completa deste artigo está disponível em:


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Recebido em/ Data Received 01/09/06 -


Versão reformulada recebida em/ Revised 15/03/07 - Publicado em/ Accepted 04/06/07

ISSN 1676-0603 (on-line)

Biota Neotropica é uma revista do Programa BIOTA/FAPESP - O Instituto Virtual da Biodiversidade,


que publica resultados de pesquisa original, vinculada ou não ao programa, que abordem a temática
caracterização, conservação e uso sustentável da biodiversidade na região Neotropical.

Biota Neotropica is an electronic, peer-reviewed journal edited by the Program BIOTA/FAPESP:


The Virtual Institute of Biodiversity. This journal’s aim is to disseminate the results of original research work,
associated or not to the program, concerned with characterization, conservation and sustainable
use of biodiversity within the Neotropical region.

A Biota Neotropica é uma revista eletrônica e está integral e gratuitamente disponível no endereço
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Espécies de Chalcididae (Hymenoptera, Insecta)
do Estado do Espírito Santo, Brasil

Marcelo Teixeira Tavares & Bruno Cancian de Araujo

Biota Neotropica v7 (n2) – [Link]

Recebido em 01/09/06
Versão Reformulada recebida em 15/03/07
Publicado em 04/06/07

Departamento de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Espírito Santo – UFES,


Av. Marechal Campos, 1468, CEP 29.040-090, Vitória, ES, Brasil
Autor para correspondência: Marcelo Teixeira Tavares, e-mail: mtavares@[Link];
Bruno Cancian de Araujo, e-mail: cancianrally@[Link]

Abstract
Tavares, M.T. & Araújo, B.C. Chalcididae (Hymenoptera, Insecta) species from Espírito Santo State,
Brazil. Biota Neotrop. May/Aug 2007 vol. 7, no. 2. [Link]
ry+bn02207022007. ISSN 1676-0603.
A checklist of Chalcididae (Hymenoptera, Insecta) species is presented for the state of Espírito Santo,
Brazil. Specimens were collected in 22 localities and belong to 37 species and 11 genera. Only two species and
five genera have been previously recorded for the state. Seven species and one genus are recorded for the first
time for Brazil and two species are new records for the Neotropical region. The geographic distribution of these
species is discussed.
Keywords: checklist, parasitic wasps, geographic distribution, Neotropical.
Resumo
Tavares, M.T. & Araújo, B.C. Espécies de Chalcididae (Hymenoptera, Insecta) do Estado do Espírito
Santo, Brasil. Biota Neotrop. May/Aug 2007 vol. 7, no. 2. [Link]
inventory+bn02207022007. ISSN 1676-0603.
Uma lista das espécies de Chalcididae (Hymenoptera, Insecta) é apresentada para o Estado do Espírito Santo.
Os exemplares são procedentes de 22 localidades e pertencem a 37 espécies e 11 gêneros, sendo que somente
duas espécies e cinco gêneros já haviam sido registrados para o Estado. Sete espécies e um gênero são novos
registros para o Brasil e duas espécies são registradas pela primeira vez para a região Neotropical. A composição
desta fauna é discutida em relação à distribuição geográfica das espécies.
Palavras-chave: lista de espécies, vespas parasitóides, distribuição geográfica, Neotropical.

[Link]
214 Tavares MT & Araujo BC - Biota Neotropica, v7 (n2) - bn02207022007

Introdução Material e Métodos


As vespas da família Chalcididae são himenópteros parasitóides Foram estudados 507 exemplares procedentes de 22 localidades
bastante peculiares. O corpo apresenta cor e tamanho variáveis. Mui- do Espírito Santo e que estão depositados nas seguintes coleções:
tas espécies neotropicais apresentam o corpo amarelo (Figura 1), ver- CASC, California Academy of Sciences, São Francisco, EUA; IBGE,
melho ou castanho, freqüentemente manchado de negro. Outras têm o Coleção Zoológica da Reserva Ecológica do Instituto Brasileiro de
corpo castanho, marrom-avermelhado ou negro e, eventualmente, as Geografia e Estatística, Brasília, Brasil; IBSP, Instituto Biológico, São
formas negras podem apresentar manchas claras ou reflexos metálicos. Paulo, Brasil; INPA, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia,
O tamanho do corpo varia de cerca de 1,5 mm de comprimento (e.x. Manaus, Brasil; MBML, Museu de Biologia Professor Mello Leitão,
Notaspidium) até cerca de 23,0 mm (e.x. Acanthochalcis), estando Santa Teresa, Brasil; MCZH, Museum of Comparative Zoology,
entre os maiores calcidóideos conhecidos. As pernas posteriores são Cambridge, EUA; MNRJ, Museu Nacional do Rio de Janeiro, Rio
mais desenvolvidas que as outras, as coxas são espessas e os fêmu- de Janeiro, Brasil; MZSP, Museu de Zoologia da Universidade de
res dilatados com uma fileira de dentes ou um pente de dentículos São Paulo, São Paulo, Brasil; SEMC, Snow Entomological Museum,
ventrais, que se acopla à tíbia recurvada. Estas pernas são utilizadas Kansas, EUA; UFES, Coleção Entomológica do Departamento de
para sustentar o corpo da fêmea, segurar ou se defender do hospedeiro Ciências Biológicas da Universidade Federal do Espírito Santo,
durante a oviposição e, eventualmente, agredir fêmeas concorrentes Vitória, Brasil.
durante a disputa por hospedeiros (Cowan 1979). As distribuições geográficas das espécies estudadas e o núme-
Suas espécies atuam como parasitóides de diversas ordens de ro de espécies que ocorrem na região Neotropical foram obtidos,
holometábolos. A maioria é parasitóide primário de Lepidoptera, principalmente, a partir de Delvare (1992), De Santis (1979, 1980,
Diptera, Coleoptera ou Hymenoptera, e atacam seus hospedeiros 1983, 1989), De Santis & Fidalgo (1994), Noyes (2002) e Arias &
no estágio de larva madura ou de pupa. Algumas são hiperparasitói- Delvare (2003). Dados publicados posteriormente são citados opor-
des obrigatórios de Ichneumonoidea (Hymenoptera) e Tachinidae tunamente. A definição das regiões biogeográficas aqui utilizadas
(Diptera). Bouček (1988) menciona a ocorrência de parasitismo em segue Morrone (2002).
Strepsiptera de vida livre. Biologia peculiar é a de espécies de Chalcis A classificação supragenérica adotada segue Wijesekara
que se desenvolvem como parasitóides primários, solitários e ceno- (1997).
biontes de Stratiomyidae (Diptera), atacando o hospedeiro na fase de
ovo, ou larva jovem, e emergindo na fase de pupa (Cowan 1979). Resultados
Perioto & Tavares (1999) mencionam que, apesar da maioria de
seus gêneros estar restrita ao Velho Mundo, esta família apresenta Foram obtidas 149 espécies de Chalcididae pertencentes a
maior riqueza de espécies no Novo Mundo. A família conta com 11 gêneros (Tabela 1). Desse total, 37 espécies foram relacionadas a
86 gêneros e 1743 espécies nominais distribuídas ao redor do mundo nomes de espécies já descritas, que são listadas abaixo, juntamente
(Arias & Delvare 2003). com suas distribuições geográficas e novas ocorrências (localidades
O Estado do Espírito Santo apresenta áreas com alto índice marcadas com asterisco, *). Ao menos 48 espécies encontradas não
de riqueza já detectado para vários grupos biológicos (Thomaz são descritas (espécies novas) (Tabela 1) e parte dessas já está sendo
& Monteiro 1997, Brown Jr & Freitas 2000, Mendes & Padovan descrita em trabalhos específicos sobre os gêneros a que pertencem
2000, Azevedo & Santos 2000, Passamani et al. 2000), porém, (M.T. Tavares, comunicação pessoal).
apenas cinco gêneros (Azevedo et al. 2002) e duas espécies
(Halstead 1991) de Chalcididae foram registrados para o Estado Discussão
até o momento.
Até o momento, apenas duas espécies, Notaspidium acutum
Neste estudo novas ocorrências de gêneros e espécies de
e N. burdicki, tinham ocorrência conhecida para o Espírito Santo.
Chalcididae são registradas para a fauna do Estado do Espírito
Nove espécies são registradas aqui pela primeira vez para o Brasil.
Santo e a composição da fauna é comparada com a de outras
Arias & Delvare (2003) compilaram 200 espécies de Chalcididae
regiões.
ocorrentes no Brasil. Marchiori et al. (2003) registraram quatro ou-
tras ocorrências e Tavares et al. (2006) descreveram duas espécies,
totalizando 206 espécies para o país. Assim, o número de espécies
nominais válidas de Chalcididae que ocorrem no Brasil passa a ser
215. O número de espécies nominais registradas para o Espírito Santo
corresponde a 17% deste total, é superior as 28 espécies registradas
para o Estado de São Paulo (Perioto & Tavares 1999) e corresponde
a 42% das 89 de espécies nominais registradas para a Colômbia
(Arias & Delvare 2003).
Com relação aos gêneros (Tabela 1), Halsteadium é registrado
pela primeira vez para o Brasil, que passa a ter 18 gêneros, 61%
deles com ocorrência no Espírito Santo. Aspirrhina, Conura,
Epitranus, Stypiura e Zavoya também são novos registros para o
Espírito Santo.
O total de 149 espécies obtidas é consideravelmente elevado,
muito superior as 96 espécies registradas para a Colômbia (Arias &
Delvare 2003), as 96 registradas para a região Neártica e as 135 para
a Europa (Noyes 2002). Nesses dois últimos casos é importante con-
siderar que, apesar de se tratarem de espécies descritas, a fauna dessas
Figura 1. Adulto de Conura sp.
regiões foi bem mais estudada e esses números devem corresponder a
Figure 1. Conura sp., adult. valores mais aproximados do número total de espécies existentes.

[Link]
Chalcididae (Hymenoptera) do Estado do Espírito Santo - Biota Neotropica, v7 (n2) - bn02207022007 215

Tabela 1. Número de gêneros e espécies de Chalcididae registrados para o Estado do Espírito Santo, Brasil.
Table 1. Number of genera and species of Chalcididae recorded to State of Espírito Santo, Brasil.
Gênero Total Espécies Espécies novas Espécies válidas
identificadas (mínimo) Neotropical
Aspirrhina 2 2 0 7
Brachymeria 24 16 8 51
Conura 89 6 19 279
Dirhinus 1 1 0 13
Epitranus 1 1 0 2
Halsteadium 1 1 0 2
Haltichella 6 2 4 6
Melanosmicra 6 3 3 5
Notaspidium 10 3 7 13
Stypiura 7 1 6 6
Zavoya 2 1 1 3
Total 149 37 48 387

Os três gêneros que apresentaram maior número de espécies no Agradecimentos


Espírito Santo (Conura, Brachymeria e Notaspidium) (Tabela 1) são
aqueles considerados mais especiosos no Novo Mundo (Bouček 1992, Ao CNPq (proc. nº 400360/01-2) e à FAPESP (proc. nº 98/05083-0)
Delvare 1992). O gênero Conura é extremamente especioso e, apesar pelo apoio financeiro; ao FACITEC pela bolsa de iniciação científica
da valiosa contribuição de Delvare (1992), a maior parte das espécies concedida ao segundo autor. À Andrea Barbieri Navarro-Tavares pelo
descritas ainda não é passível de identificação por falta de descrições auxílio na identificação de parte das espécies de Melanosmicra. À
adequadas. Esse fato impossibilitou interpretar se 64 das 89 espécies Geane Oliveira Lannes pelo auxílio com a obtenção das coordena-
obtidas são descritas ou não. das das localidades. Ao Ricardo Kawada pela doação de muitos dos
Do total de espécies obtidas pelo menos um terço não está des- exemplares estudados. Ao Dr. Celso O. Azevedo e ao revisor anô-
crito. Para Notaspidium e Haltichella o número de espécies a serem nimo por sugestões e comentários. A Clarindo Krüger, José Carlos
descritas é superior a metade das espécies válidas para a região Lustoza, Juliberto Stur, Laerte Damasceno, Paulo Seick e Roberto
Neotropical. Para Stypiura, o número de espécies a serem descritas é Kautzky pela autorização de coleta em áreas de suas propriedades
igual ao de espécies válidas para a Neotropical. Esses valores mostram ou de sua responsabilidade. Aos curadores de coleções: E.C. Berg-
que o conhecimento da fauna de Chalcididae para o estado e para a mann (IBSP), Carlos R. F. Brandão (MZSP), [Link] (SEMC),
região Neotropical está longe de ser satisfatório. B. Dias (IBGE), [Link] (MCZH), C. Magalhães (INPA), W.
Com exceção de Conura, as espécies válidas registradas para Pulawsky (CASC).
cada gênero, no Espírito Santo, correspondem à cerca de um terço, ao
menos, das espécies da região Neotropical, sendo proporcionalmente Referências Bibliográficas
bem representativas. ARIAS, D.C. & DELVARE, G. 2003. Lista de los géneros y especies de la
A fauna do Espírito Santo é composta, em sua maior parte família Chalcididae (Hymenoptera: Chalcidoidea) de la región Neotropi-
(26 das 37 espécies nominais), por espécies tipicamente neotro- cal. Biota Colomb. 4(2):123-145.
picais, e destas, nove têm ocorrência restrita ao Brasil (vide lista AZEVEDO, C.O., KAWADA, R., TAVARES, M.T. & PERIOTO, N.W. 2002.
abaixo). Outras cinco espécies são predominantemente neotropicais, Perfil da Fauna de himenópteros parasitóides (Insecta, Hymenoptera) em
mas se estendem ao sul da região Neártica. Uma é tipicamente uma área de Mata Atlântica do Parque Estadual da Fonte Grande, Vitória,
neártica, Brachymeria aeca, sendo aqui constatada pela primeira ES, Brasil. Rev. Bras. Ent. 46(2):133-137.
vez fora desta região. Epitranus clavatus aparenta ser originária dos AZEVEDO, C.O. & SANTOS, E.S. 2000. Perfil da fauna de himenópteros
trópicos do Velho Mundo, tendo sido introduzida no Novo Mundo parasitoides (Insecta, Hymenoptera) em uma área de Mata Atlântica da
repetidamente (Bouček 1982). Dirrhinus anthracia apresenta dis- Reserva Biológica de Duas Bocas, Cariacica, ES, Brasil. Bol. Mus. Biol.
tribuição semelhante à espécie anterior e é constatada pela primeira Mello Leitão 11-12:117-126.
vez para o Novo Mundo. Brachymeria podagrica é a espécie com BOUČEK, Z. 1982. Oriental chalcid wasps of the genus Epitranus. J. Nat.
distribuição mais ampla e já foi registrada em grande parte das Hist., 16:577-622.
regiões temperadas e tropicais do mundo. Brachymeria cabira era BOUČEK, Z. 1988. Australasian Chalcidoidea (Hymenoptera): a biosystem-
registrada apenas para as ilhas Galápagos e aqui é registrada pela atic revision of the genera of fourteen families, with a reclassification of
primeira vez para o neotrópico continental. Até o momento, não species. Wallingford: CAB International. 832p.
foram constatadas espécies de Chalcididae endêmicas do Espírito BOUČEK, Z. 1992. The New World genera of Chalcididae. Mem. Am.
Santo. Entomol. Inst. 53:49-118.
Apesar de preliminares, os dados aqui apresentados mostram que BROWN JR., K.S. & FREITAS, A.V.L. 2000. Diversidade de Lepidoptera em
a fauna de Chalcididae do Espírito Santo é bastante rica e diversifi- Santa Teresa, Espírito Santo. Bol. Mus. Biol. Mello Leitão 11-12: 71-116.
cada quando comparada com outras áreas já estudadas e corrobora COWAN, D.P. 1979. The function of enlarged hind legs in oviposition and
com a riqueza já descrita para outros grupos de animais e plantas aggression by Chalcis canadensis (Hymenoptera: Chalcididae). The Great
na região. Lakes Entomol. 12:133-136.

[Link]
216 Tavares MT & Araujo BC - Biota Neotropica, v7 (n2) - bn02207022007

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yellow traps, in Itumbiara, Goiás, Brasil. Braz. J. Biol. 63(2):357-360.

[Link]
Chalcididae (Hymenoptera) do Estado do Espírito Santo - Biota Neotropica, v7 (n2) - bn02207022007 217

Anexo 1. Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 fêmea,


Pancas, Faz[enda]. Juliberto Stur, 19° 12’ 54” S 40° 47’ 52’’ W,
arm. Malaise B6, 24-31.I.2003, M. T. Tavares e equipe col. (UFES);
Lista de Espécies de Chalcididae do Espírito Santo 1 fêmea, Cariacica, Res[erva] Biol[ógica]. Duas Bocas, 20° 16’ S
* As localidades marcadas por asteriscos indicam novos e 40° 28’W, varredura de vegetação, [Link].1996, C. Azevedo e
H. Santos col. (UFES); 01 macho, Domingos Martins, Pico do
registros de ocorrência
Eldorado, 20° 22’ 17” S e 40° 39’ 29” W, [Link].2004, M. Tavares
Brachymerinae e equipe col (UFES); 1 fêmea, A[tylio]. Vivacqua, Faz[enda]. J. C.
Brachymeria (Brachymeria) aeca Burks, 1960 Lustosa, 20° 55’ 57’’ S e 41° 11’ 22’’ W, arm. Malaise B3, 20-27.
Distribuição: Neártica e Neotropical* (Brasil: Espírito Santo). II.2003, [Link], C. Azevedo e equipe col. (UFES).
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 fêmea,
Domingos Martins, P[arque]. Est[adual]. Pedra Azul, 20° 25’ 55” S Brachymeria (Brachymeria) flaviscapus (Girault, 1911)
e 41° 00’ 53” W, [Link].2004, C. Azevedo e equipe col. Distribuição: Brasil* (Espírito Santo) e Paraguai.
(UFES). Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 fêmea,
Domingos Martins, Pico do Eldorado, 20° 22’ 17” S e 40° 39’ 29” W,
Brachymeria (Brachymeria) annulata (Fabricius, 1793) [Link].2004, M. Tavares e equipe col (UFES).
Distribuição: Amplamente distribuídos na região Neotropical. Brachymeria (Brachymeria) koehleri Blanchard, 1935
No Brasil é registrada nos estados: São Paulo, Goiás (Marchiori Distribuição: Venezuela, Brasil e Argentina. No Brasil ocorre nos
et al. 2003) e Espírito Santo*. estados do Espírito Santo* e Rio de Janeiro (Tavares et al. 2006).
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 08 fêmeas, Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 01 fêmea,
1 macho, Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W, Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S 40° e 17’ 30” W, [Link].2004,
I.2001 (1), [Link].2003 (2), 22.I.2004 (1), [Link].2004 (1), 10- R. Kawada col. (UFES).
[Link].2004 (3), [Link].2004 (1), R. Kawada col. (UFES); 1 fêmea,
Domingos Martins, Pico do Eldorado, 20° 22’ 17” S e 40° 39’ 29” Brachymeria (Brachymeria) mnestor (Walker, 1841)
W, [Link].2004, M. Tavares e equipe col. (UFES). Distribuição: Neártica e Neotropical. No Brasil ela é registra-
da para os estados do Amazonas, Espírito Santo*, Rio de Janeiro
Brachymeria (Brachymeria) cabira (Walker, 1838) (Gil-Santana & Tavares 2006, Tavares et al. 2006) e São Paulo.
Comentários: Esta espécie foi descrita para o Arquipélago de Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 3 fêmeas,
Galápagos, onde ainda tem sido bastante amostrada. Alguns exem- 4 machos, Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W,
plares procedentes de outra áreas da região Neotropical tem sido [Link].2004 (2), [Link].2004 (1), [Link].2004 (1), XI.2004 (2),
estudados, inclusive do Espírito Santo. [sem data] (1), R. Kawada col. (UFES); 3 fêmeas, Vitória, P[arque].
Distribuição: Equador (Galápagos), Brasil* (Roraima, Distrito E[stadual]. da Fonte Grande, 20° 18’ S e 40° 20’ W, 29.I.2001 (1),
Federal, Espírito Santo, São Paulo), Bolívia e Argentina. [Link].2001 (2), C. Azevedo e R. Kawada col. (UFES); 3 fêmeas,
Material examinado: EQUADOR. Galápagos: 2 machos, Cariacica, Re[serva]. Bio[lógica] Duas Bocas, 20° 16’ S e 40° 28’ W,
Ilha Fernandina, Lado Oeste, 00° 30’ S e 90° 30’ W ii.1964, D.Q. [Link].1996 (1), [Link].1996 (1), 06.V.2000 (1), C. Azevedo e
Cavagnaro col. (CASC); 18 fêmeas, 4 machos, Ilha Santa Cruz, Esta- H. Santos col. (UFES); 1 macho, idem, [Link].1999 (1), W.P. Souza
ção de Pesq. Darwin, 00° 30’ S e 90° 30’ W, ii.1964 [Link] col.(UFES); 02 fêmeas, Domingos Martins, Pico do Eldorado,
& [Link] col. (CASC); 1 fêmea, idem, campo, D.Q. Cavagnaro 20° 22’ 17” S e 40° 39’ 29” W, [Link].2004, M. Tavares e
col. (CASC); 4 fêmeas, Idem, Monte Mesa, 00° 30’ S e 90° 30’ W, equipe col (UFES); 1 fêmea, Castelo, P[arque]. Est[adual]. Forno
[Link].1964, D.Q. Cavagnaro col. (CASC). BRASIL. Roraima: Grande, 20° 31’ S e 41° 02’ W, 13.X.2000, H. Santos col. (UFES);
1 fêmea, Rio Uraricoaera, Ilha de Maracá, 02-13.V.1987, Rafael e 1 fêmea, Guarapari, Enseada Azul, 20°40’S 40°30’W, [sem data], J.
equipe col. (INPA). Distrito Federal: 1 fêmea, Brasília, Reserva Gasparini col. (UFES).
Ecológica IBGE [=Roncador] [Link].1982 (IBGE). Espírito San-
to: 03 fêmeas, Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W, Brachymeria (Brachymeria) nigritibialis Tavares &
[Link].2000, [Link].2001, [Link].2002, R. Kawada col. (UFES). São Navarro-Tavares, 2006
Paulo: 1 fêmea, São Carlos, [Link].1956, [Link] col. (SEMC); Distribuição: Brasil (Espírito Santo* e Rio de Janeiro).
1 fêmea, Pariquera-açú, Bandeja Branca [= Moericke], 31.V.1986, Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 7 fêmeas,
Expedição Inst[tituto] Biol[ógico] (IBSP). BOLÍVIA. Santa Cruz: 1 macho, Domingos Martins, Pico do Eldorado, 20° 22’ 17” S e
1 fêmea, Sara, Steinbach col. (MCZH). ARGENTINA. Salta: 1 fê- 40° 39’ 29” W, [Link].2004, M. Tavares e equipe col (UFES).
mea, Cafayate, 5-6.I.1956, L.E. Peña col. (SEMC).
Brachymeria (Brachymeria) pandora (Crawford, 1914)
Brachymeria (Brachymeria) compacta (Walker, 1862) Distribuição: Venezuela, Guiana e Brasil [Goiás (Marchiori
Distribuição: México e Brasil* (Espírito Santo). et al. 2003), Espírito Santo*, Rio de Janeiro (Gil-Santana & Tavares
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 02 fêmeas, 2005)]
Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W, [Link].2001 Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 3 fêmeas,
e [Link].2004, R. Kawada col. (UFES). 6 machos, Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W,
[Link].2004 (1), [Link].2004 (3), 14 e [Link].2004 (2), [Link].2004
Brachymeria (Brachymeria) concitator (Walker, 1862) (2), [Link].2004 (1), R. Kawada col. (UFES); 02 fêmeas, Domingos
Comentários: Arias & Delvare (2003) citaram esta espécie ape- Martins, Pico do Eldorado, 20° 22’ 17” S e 40° 39’ 29” W, [Link]-10.
nas para o México, aparentemente com base na descrição original, XII.2004, M. Tavares e equipe col (UFES).
porém a localidade-tipo é Brasil (Pará: Santarém).
Distribuição: México (Arias & Delvare 2003) e Brasil (Pará, Brachymeria (Brachymeria) parvula (Walker, 1834)
Espírito Santo*).

[Link]
218 Tavares MT & Araujo BC - Biota Neotropica, v7 (n2) - bn02207022007

Distribuição: Estados Unidos, México, Colômbia (Arias & Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 5 fêmeas,
Delvare 2003) e Brasil* (Espírito Santo). Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W, 2001 (1),
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 3 fêmeas, [Link].2001 (1), [Link].2001 (1), 10-15.I.2005 (2), R. Ka-
Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W, [Link].2003, wada col. (UFES).
22.I.2004, III.2004, R. Kawada col. (UFES).
Conura (Conura) nigrifrons (Cameron, 1884)
Brachymeria (Brachymeria) podagrica (Fabricius, 1787) Distribuição: Neártica e Neotropical. No Brasil é registrada para
Distribuição: Esta espécie parece estar distribuída por todas os estados do espírito Santo* e São Paulo.
regiões tropicais e temperadas do mundo. Na região Neotropical Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 8 fêmeas, 1 ma-
ocorre no México, Cuba, Jamaica, Haiti, Venezuela e Brasil [Goiás, cho, Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W, 20.X-20.
Minas Gerais (Marchiori et al. 2002), Espírito Santo*]. XI.2001 (1), [Link].2003 (4), [Link].2004 (1), 22.I.2004 (3),
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 09 fêmeas, R. Kawada col. (UFES). 19 fêmeas, 2 machos, Baixo Guandu,
Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W, 2001 (1), 19° 30’S e 41° 00’W, VII.[19]71, [Link] col. (MZSP).
[Link].2001 (1), [Link].2001 (1), [Link].2002 (1), III.2004 (1), 3-5.
XII.2004 (2), 17.I.2005 (2), R. Kawada col. (UFES). Conura (Spilochalcis) femorata (Fabricius, 1775)
Comentários: Exemplares examinados foram criados de
Brachymeria (Pseudobrachymeria) annulipes (Costa Lima, Autophila sp. (Noctuidae).
1919) Distribuição: Neártica e Neotropical. No Brasil é registrada para
Distribuição: Brasil (Maranhão, Espírito Santo*) os estados do Amazonas, Pernambuco, Espírito Santo* e São Paulo.
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 2 fêmeas, 1 ma- Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 6 fêmeas, 7 ma-
cho, Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W, [Link].2004 chos, Baixo Guandu, 19° 30’ S e 41° 00’ W, VII.[19]71, [Link] col.
(1), [Link].2004 (2) R. Kawada col. (UFES). (MZSP); 3 fêmeas, 3 machos, Porto Cachoeira [=Santa Leopoldina],
20° 06’ S e 40° 31’ W, IV.1912, em Authophila [= Autoplila, Noc-
Brachymeria (Pseudobrachymeria) pedalis (Cresson, 1872) tuidae], E. Garbe col. (MZSP); 6 fêmeas, Vitória, área urbana,
Distribuição: Estados Unidos, México e Brasil* (Espírito 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W, [Link].2004 (2), [Link].2004 (1),
Santo). [Link].2004 (1), [Link].2004 (1), 17.I.2005 (1), R. Kawada col.
(UFES); 1 fêmea, Cariacica, Re[serva]. Bio[lógica] Duas Bocas,
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 11 fêmeas,
20° 16’ S e 40° 28’ W, [Link].[19]96, C. Azevedo e H. Santos col.
1 macho, Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W,
(UFES).
[Link].2001 (1), [Link].2001 (2), [Link].2003
(1), 20.I.2004 (4), IX.2004 (1), 10-15.X.2001 (1), [Link].2004 (1),
Conura (Spilochalcis) masus (Walker, 1841)
[Link].2004 (1), R. Kawada col. (UFES).
Comentários: O exemplar examinado é o primeiro registro
de hospedeiro para a espécie e foi criado de Mechanitis lysimnia
Brachymeria (Pseudobrachymeria) subconica Bouček, 1992
(Ithomiinae, Nymphalidae).
Distribuição: Regiões Neártica e Neotropical. No Brasil ocorre
Distribuição: De Cuba e Guatemala até Peru, Bolívia e Brasil,
nos estados do Pará, Minas Gerais e Espírito Santo*.
onde é registrada para os estados do Amazonas, Espírito Santo* e
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 2 fêmeas,
São Paulo.
Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W, [Link].2001, Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 macho,
[Link].2004, R. Kawada col. (UFES). Vitória, Centro de Estudo Ambinetais, Companhia Siderúrgica
de Tubarão, emergido de Mechanitis lysimnia (F.) [Ithomiinae,
Brachymeria (Pseudobrachymeria) vesparum Bouček, 1992 Nymphalidae] em Solanaceae, 20° 17’ S e 40° 17’ W, 11.I.2005, N.
Distribuição: Brasil (Pará, Espírito Santo*) e Argentina. Marchesi col. (UFES).
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 3 fêmeas,
Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W, [Link].2001, Conura (Spilochalcis) minuta Delvare, 1992
[Link].2004, [Link].2004, R. Kawada col. (UFES). Distribuição: Brasil (Paraíba, Espírito Santo*).
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 01 fêmea,
Stypiura condalus (Walker, 1841) Domingos Martins, Pico do Eldorado, 20° 22’ 17” S e 40° 39’ 29” W,
Distribuição: Brasil (Pará, Espírito Santo*). [Link].2004, M. Tavares e equipe col (UFES).
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 fêmea,
Cariacica, Re[serva]. Bio[lógica] Duas Bocas, 20° 16’ S e 40° 28’ W, Melanosmicra flavicollis (Cameron, 1904)
[Link].2001, [Link] col. (UFES); 1 fêmea, Corrego Itá, Distribuição: Neártica e Neotropical. No Brasil só é registrado
XI.1956, W. Zikás [=Zikán] col. (MNRJ). para o estado do Espírito Santo*.
Material examinado: Santo: BRASIL. Espírito Santo:
Chalcidinae 1 fêmea, Linhares, Fazenda Maria Bonita, 19° 25’ 50” S e
Conura (Ceratosmicra) dema (Burks, 1940) 39° 29’ 40” W, varredura de vegetação, [Link].2000, C.O.
Distribuição: México e Brasil* (Espírito Santo). Azevedo e G. Schiffler col. (UFES); 2 fêmeas, Cariacica, Reserva
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 2 fêmeas, Biológica de Duas Bocas, [Link].1996, C. Azevedo & H. Santos
Linhares, Pontal do Ipiranga, 19° 12’ S e 39° 12’ W, [Link].2000, col. (UFES); 9 fêmeas, idem, [Link].1996 (1), [Link].1996 (3),
C. Azevedo e G. Schiffler col. (UFES). [Link].1997 (2), 01.V.1997 (1), 22.X.1997 (1), [Link].1997 (1), H.
Santos col. (UFES).
Conura (Conura) maculata (Fabricius, 1787)
Distribuição: Neártica e Neotropical. No Brasil é registrada para os Melanosmicra gracilis (Kirby, 1889)
estados do Amazonas, Espírito Santo*, Rio de Janeiro e São Paulo. Distribuição: Brasil (Espírito Santo*, Rio de Janeiro).

[Link]
Chalcididae (Hymenoptera) do Estado do Espírito Santo - Biota Neotropica, v7 (n2) - bn02207022007 219

Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 macho, Aspirrhina remotor (Walker, 1862)
Santa Teresa, Est[ação]. Bio[lógica] Santa Lúcia, 19° 58’ 18” S Comentários: Bouček (1992) sugeriu que Aspirhina [=Aspirrhina]
e 40° 32’ 07” W, arm. Malaise, [Link].2001, C. O. Azevedo e deceptor Halstead, 1991 pode ser um sinônimo de A. remotor e não
eq[uipe]. col. (MZSP); 1 macho, idem, varredura de vegetação, propôs formalmente tal sinonímia. Assim, como ainda não foi con-
[Link].2001, C. Azevedo e R. Kawada col. (UFES); 2 macho, firmada, essa sinonímia não é considerada aqui.
Domingos Martins, Mata Pico do Eldorado, 20° 22’17” S e Distribuição: Brasil (Pará, Espírito Santo*) e Argentina.
40° 39’ 29” W, arm. Malaise, [Link].2004 e [Link].2004, Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 fêmea,
[Link] e eq[uipe]. Col. (UFES). Domingos Martins, Pico do Eldorado, 20° 22’ 17” S e 40° 39’ 29”
W, [Link].2004, M. Tavares e equipe col (UFES).
Melanosmicra immaculata Ashmead, 1904
Distribuição: Brasil (Mato Grosso, Espírito Santo*). Halsteadium petiolatum Bouček, 1992
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 fêmea, Distribuição: Guatemala, Costa rica, Colômbia, Trinidad e
Vitória, P[arque] Est[adual] Fonte Grande, varredura de vegetação, Tobago, e Brasil* (Espírito Santo).
[Link].2001, C. Azevedo e R. Kawada col. (UFES); 1 fêmea, Cariacica, Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 fêmea,
Reserva Biológica de Duas Bocas, varredura vegetação, [Link].1997, Castelo, P[arque]. E[stadual]. Forno Grande, 20° 31’S e 41° 02’ W,
C. Azevedo e H. Santos col. (UFES); 1 fêmea, idem, [Link].2005, 15.X.2000, C. Azevedo col. (UFES); 2 fêmeas, Santa Maria Jetibá,
C. Azevedo e eq[uipe]. col. (UFES); 1 fêmea, Alegre, P[arque] F[azenda] Clarindo Krüger, 20° 04’ 27” S e 40° 44’ 51” W, Malaise
Est[adual] Cachoeira da Fumaça, 12.X.2000, Santos Sá col. (UFES); [Link].2002, MTavares, [Link] e equipe col. (UFES).
2 fêmeas, Domingos Martins, Mata Pico do Eldorado, 20° 22’17” S
e 40° 39’29” W, arm. Malaise, [Link].2004, M. T. Tavares e Haltichella hydara (Walker, 1842)
eq[uipe]. col. (UFES). Distribuição: Venezuela (Arias & Delvare 2003) e Brasil
(Espírito Santo*).
Dirhininae Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 fêmea, Santa
Dirhinus anthracia Walker, 1846 Tersa, Museu Mello Leitão, 19° 35’ S e 40° 36’ W, [Link].1988, A.P.
Comentários: Da mesma forma que B. pandora, que ataca dípte- Aguiar col. (MBML); 1 macho, Castelo, P[arque]. Est[adual]. Forno
ros sinantrópicos, esta espécie está distribuída em muitas regiões do Grande, 20° 31’ S e 41° 02’ W, varredura, 13.X.2000, H. Santos col.
mundo e é possível que ocorra em outras localidades neotropicais. (UFES); 1 macho, Alegre P[arque] Est[adual] C[achoeira] da Fumaça,
Distribuição: Oriental, Afrotropical, Afrotemperada, Neotropi- varredura, 20° 37’ 41° 36’ W, 12.X.2000, H.S. Santos col. (UFES).
cal, Neoguineana, Australotropical e Australotemperada. Na região
Neotropical é registrado apenas para o Brasil* (Espírito Santo). Haltichella ornaticornis Cameron, 1884
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 fêmea, Distribuição: Neártica e Neotropical. No Brasil é registrada para
Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W, [Link].2004, os estados de Goiás (Marchiori et al. 2003) e Espírito Santo*.
R. Kawada col. (UFES). Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 3 ma-
chos, Linhares [=Sooretama], Res[erva] Biol[ógica] Sooretama,
Epitraninae 19° 00’ 11” S e 40° 07’ 08” W, varredura, [Link].2002 (2), [Link].2002
Epitranus clavatus (Fabricius, 1804) (1), C.O. Azevedo col. (MZSP); 1 macho, Linhares, R.B. [= Floresta
Comentários: Bouček (1992) discute a ocorrência desta espécie Nacional] Goytacazes, 19° 26’ S e 40° 04’ W, rede [varredura],
nas Américas e afirma que a mesma é associada a microlepidópteros, 06-08.X.2000 (UFES); 1 macho, Pancas, Faz[enda] Juliberto Stur,
inclusive Àqueles se desenvolvendo em produtos estocados (p.e. 19° 13’ 10” S e 40° 46’ 23” W, Malaise, 24-31.I.[20]03, M Tavares
grãos armazenados). Todos os exemplares procedentes do Brasil e e eq[uipe] col. (UFES); 2 machos, Linhares, Povoação, Fazenda
analisados por nós advêm de localidades com atividades portuárias e Benesforte, restinga arbórea, varredura, 08-10.X.2000, [Link] e
parecem ser esporadicamente amostrados. Isso sugere que a espécie [Link] col. (UFES); 1 macho, Santa Teresa, Est[ação] Biol[ógica]
não deve ter se estabelecido no país e os exemplares coletados advém Santa Lúcia, 19° 59’ S e 40° 20’ W, varredura, [Link].2001, C. Azevedo
diretamente de hospedeiros de produtos importados. e R. Kawada col. (UFES); 3 machos, Vitória, P[arque]. E[stadual].
Distribuição: Neártica, Oriental, Afrotropical e Neotropical. Fonte Grande, 20° 18’ S e 40° 20’ W, [Link].2000 e [Link].2001,
No Brasil é registrada para os estados de Espírito Santo*, Rio de C. Azevedo e R. Kawada col. (UFES); 6 fêmeas, 5 machos, Cariacica,
Janeiro* e São Paulo*. R[eserva]. B[iológica] Duas Bocas, 20° 16’ S e 40° 28’ W, varredura,
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 fêmea, [Link].1996 (1), [Link].1996 (3), 22.X.1996 (2), [Link].1996 (3),
Vitória, área urbana, 20° 17’ 27” S e 40° 17’ 30” W, 2001, R. Kawada 29.I.1997 (1), [Link].1997 (1), C. Azevedo e H. Santos col. (UFES);
col. (UFES). Rio de Janeiro: 2 fêmeas, Rio de Janeiro, III.1925, 1 fêmea, Alegre P[arque] Est[adual] C[achoeira] da Fumaça, varre-
D. Mendes col. (MNRJ); 2 machos, Rio de Janeiro, Praia Vermelha, dura, 20° 37’ 41°36’ W, 12.X.2000, H.S. Santos col. (UFES).
22° 56’ S e 43° 09’ W, 18 e 20.X.1930 (MNRJ); 1 fêmea, Estrada
Rio Santo km 47 [=Mangaratiba], 22° 47’ S e 44° 02’ W, [Link].1948, Notaspidium acutum Halstead, 1991
[Link] col. (MNRJ). Distribuição: Colômbia, Brasil (Amazonas, Mato Grosso,
Espírito Santo) e Equador.
Haltichellinae Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 macho,
Aspirrhina dubitator (Walker, 1862) Santa Teresa, Est[ação]. Bio[lógica]. Santa Lúcia, 19° 58’ 18”
Distribuição: Brasil (Roraima, Amazonas, Pará, Mato Grosso, S e 40° 32’ 07” W, varredura, [Link].2002, C. Azeve-
Espírito Santo). do e R. Kawada col. (UFES); 1 macho, Santa Maria de Jetibá,
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 2 machos, Faz[enda] Paulo Seick, 20º02’31”S 40º41’51”W, arm. Malaise,
Conceição da Barra, P[arque]. Est[adual]. Itaúnas, 18° 20’ S e [Link].2002, M. [Link] e eq[uipe]. col. (UFES); 1 macho,
39° 40’ W, 10-15.I.2005, R. Kawada col. (UFES). Santa Maria de Jetibá, Faz[enda] Clarindo Krüger, 20° 04’ 27” S e
40° 44’ 51” W, arm. Malaise, [Link].2002, M. T. Tavares, C.

[Link]
220 Tavares MT & Araujo BC - Biota Neotropica, v7 (n2) - bn02207022007

O. Azevedo e eq[uipe]. col. (UFES); 2 macho, Cariacica, Re[serva] Notaspidium giganteum Halstead, 1991
Bio[lógica] Duas Bocas, 20° 16’ S e 40° 28’ W, varredura, 04.X.1996 Distribuição: Neotropical. No Brasil é registrada para os estados:
e 16.I.1997, Santos Sá col. (UFES); idem, 1 fêmea, [Link].1996, C. Espírito Santo* e São Paulo.
Azevedo e Santos col. (UFES). Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 macho, Vila
Velha, Área Urbana, [Link].1989, A.P. Aguiar col. (MBML).
Notaspidium burdicki Halstead, 1991
Distribuição: Brasil (Mato Grosso, Espírito Santo, Rio de Zavoya cooperi Bouček, 1992
Janeiro). Distribuição: Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela (Arias
Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 macho, & Delvare 2003), Trinidad & Tobago e Brasil (Bahia, Minas Gerais,
Santa Teresa, Est[ação]. Bio[lógica]. Santa Lúcia, 19° 58’ 25” S e Espírito Santo*).
40° 31’ 44” W, varredura, [Link].2001, C. Azevedo e eq[uipe]. col. Material examinado: BRASIL. Espírito Santo: 1 fêmea, Santa
(MZSP); 1 macho, Vitória, P[arque]. Est[adual]. Fonte Grande, Teresa, Est[ação] Biol[ógica] Santa Lúcia, 19° 59’ S e 40° 20’ W,
20° 18’ S e 40° 20’ W, varredura, [Link].2001, C. Azevedo e R. Ka- Moericke, [Link].2001, C. Azevedo e eq[uipe] col. (MZSP); idem,
wada col. (UFES); 1 macho, Domingos Martins, Pico do Eldorado, 1 fêmea, Moericke, [Link].2004, [Link] col (UFES); 1 fêmea,
20° 22’ 17” S e 40° 39’ 29” W, arm. Malaise, [Link].2004, Vitória, P[arque]. E[stadual]. Fonte Grande, 20° 18’ S e 40° 20’ W,
M. T. Tavares e eq. col. (UFES). varredura, [Link].2000 C. Azevedo e R. Kawada col. (UFES); idem,
1 fêmea, 04.I.2001, [Link], R. Kawada e [Link] col. (UFES);
1 fêmea, Cariacica, R[eserva]. B[iológica] Duas Bocas, 20° 16’ S, e
40° 28’W, varredura, [Link].1996, Santos Sá col. (UFES).

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