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Impacto dos Projetos em Chimbunila

O documento aborda o impacto socioeconômico dos projetos de desenvolvimento comunitário no distrito de Chimbunila, Moçambique, destacando a importância da agricultura e os desafios enfrentados pelas comunidades locais. A pesquisa visa entender como esses projetos afetam as condições de vida e a participação da população, além de identificar os benefícios e limitações das iniciativas implementadas. O estudo busca fornecer dados relevantes para a formulação de políticas e estratégias de desenvolvimento mais eficazes na região.

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Impacto dos Projetos em Chimbunila

O documento aborda o impacto socioeconômico dos projetos de desenvolvimento comunitário no distrito de Chimbunila, Moçambique, destacando a importância da agricultura e os desafios enfrentados pelas comunidades locais. A pesquisa visa entender como esses projetos afetam as condições de vida e a participação da população, além de identificar os benefícios e limitações das iniciativas implementadas. O estudo busca fornecer dados relevantes para a formulação de políticas e estratégias de desenvolvimento mais eficazes na região.

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UNIVERSIDADE LÚRIO

FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

IMPACTO SOCIOECONÓMICO DOS PROJETOS DE


DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO NO DISTRITO DE
CHIMBUNILA, NORTE DE MOÇAMBIQUE
Protocolo de trabalho de conclusão de curso de Licenciatura em Engenharia florestal

Autora:

Martelda Mateus

Supervisor:
Engo. Valério Pedro

Unango, 2023
Índice
I. INTRODUÇÃO......................................................................................................................3

1.1. Problematização..........................................................................................................4

1.2. Justificativa..................................................................................................................4

1.3. Objetivos..................................................................................................................5

1.3.1. Geral.....................................................................................................................5

1.3.2. Específicos...........................................................................................................5

1.3.3. Questões de pesquisa............................................................................................5

II. MATERIAIS E MÉTODOS..................................................................................................7

2.1. Discrição da área de estudo.............................................................................................7

2.1.1. Precipitação..........................................................................................................7

2.1.2. Geologia....................................................................................................................7

2.1.3. Geomorlogia.............................................................................................................7

2.1.4. Solos..........................................................................................................................8

2.1.5. Hidrologia.................................................................................................................9

2.1.6. Vegetação e florestas................................................................................................9

2.1.7. População..................................................................................................................9

2.2. Materiais........................................................................................................................10

2.3. Métodos.........................................................................................................................10

2.3.1. Amostragem............................................................................................................10

[Link]. Determinação do tamanho da amostra.................................................................11

2.3.2. Recolha de dados....................................................................................................11

[Link]. Entrevistas semiestruturadas................................................................................11

[Link]. Conversa Informal...............................................................................................12

[Link]. Observação direta no campo................................................................................12

2.4. Análise de dados............................................................................................................12

III. RESULTADOS ESPERADOS..........................................................................................13


3.1. Projetos implementados no distrito de Chimbunila.......................................................13

3.2. Constrangimento dos projetos implementados em Chimbunila....................................13

3.3. Nível de satisfação das famílias abrangidas pelos projetos...........................................13

3.4. Benefícios diretos e indiretos dos projetos....................................................................13

3.5. Impacto dos Projectos na Melhoria de Condições de Vida...........................................13

V. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................15

VI. ANEXOS...........................................................................................................................17

6.1. Guião de Entrevista ao Chefe do Departamento de Planificação do Governo do distrito


de Chimbunila e ao Diretor do SDAE..................................................................................17

6.2. Guião de entrevista para informantes chaves (Líderes comunitários)...........................18

6.3. Guião de entrevista para pessoas singulares (Os membros da comunidade)................20


I. INTRODUÇÃO
Moçambique possui uma população estimada em cerca de 28 milhões de habitantes, com as
zonas rurais apresentando 90% da população nacional, e as zonas rurais, acolhem cerca
66,6% da população total do país que para a sua subsistência depende da agricultura (INE,
2019).

Na África Subsaariana, cerca de 80% das famílias rurais consegue os seus rendimentos pela
prática da agricultura em pequenas parcelas de terra, em média inferior a 2 ha, com produção
voltada para o autoconsumo e o excedente comercializado (Marassiro et al., 2021). Em
Moçambique, a agricultura se destaca pela sua contribuição na economia (Chihanhe et al.,
2022), o país apresenta muitos recursos hídricos (rios, lagos e riachos) e condições
agroecológicas que propiciam a prática da atividade agrícola (Marassiro et al., 2021).
Existem extensas áreas aproximadamente 36 milhões de hectares de terra aráveis, dos quais
apenas 10% em uso. Como consequência de agricultura, cerca de 220 mil hectares de
florestas perdem-se anualmente pelo desmatamento, tornando Moçambique um dos países
com alta taxa de desmatamento, causado principalmente pela extração de madeira, lenha e
fabricação de carvão, queimadas descontroladas, agricultura itinerante ou abertura de
pequenas áreas de machambas dentro de floresta (Nube et al., 2016).

Para reduzir a pressão sobre a floresta nativa, o governo de Moçambique decidiu em meados
da década de 2000, através da apresentação do documento da Estratégia Nacional de
Reflorestamento, promover as plantações florestais com espécies de rápido crescimento. Esta
decisão começou a catalisar interesse das empresas privadas estrangeiras em investir em
silvicultura. O grande atrativo para as empresas são as condições edafoclimáticas favoráveis
para o desenvolvimento da silvicultura intensiva aliada à disponibilidade de terra. Estima-se
que existem aproximadamente 7 milhões de hectares de terra aptas para plantios florestais,
sendo a província do Niassa que detém maior área, com 2,4 milhões de hectares (Nube et al.,
2016).

O desenvolvimento comunitário é um tema desafiador para todos os atores devido a sua


diversidade e complexidade (Silva, 2014). De acordo com Castel-Branco (2008), o
desenvolvimento rural deve ser o conteúdo essencial e o centro de gravidade da estratégia de
desenvolvimento nacional. Para GM (2010), é nas zonas rurais onde se regista uma elevada
incidência de pobreza, onde a maioria da população e produtores encontra-se dispersa e

4
depende fundamentalmente de atividades agro-silvo-pecuárias e de outras praticáveis naquele
meio. No desenvolvimento comunitário é fundamental encarar com sensibilidade a pobreza
que se vive nas comunidades, e os agentes de desenvolvimento comunitário devem se
envolver com a questão em causa, um envolvimento que inclua o sentimento de mudança da
situação de vida de forma a abandonar - se, muitas das práticas que pelos resultados obtidos
por várias organizações, parecem estar a ser levadas a cabo nas comunidades e que tais
práticas parecem estar a ser tão repetitivas pois existem comunidades que se beneficiam de
tantos programas de desenvolvimento e com várias organizações mas no entanto os
indicadores de pobreza se mostram inalterados (pelo menos no que se refere a qualidade de
vida) (Silva, 1963).

1.1. Problematização

Moçambique é um dos países da África que tem se beneficiado de notáveis fluxos de ajuda
externa. Entretanto, esta ajuda não se reflete em termos de desenvolvimento do país.
Observa-se que, contrariamente ao que o bom senso permitia esperar, a pobreza teima em
persistir (Nipassa, 2009).

Em Moçambique as ajudas externas têm sido aplicadas para acelerar o Desenvolvimento de


diferentes formas, ou reforçam o Orçamento do Estado ou são aplicadas em forma de
Organizações não-governamentais (ONGs), entre outras. O número das Organizações não-
governamentais (ONGs) tem estado a aumentar; outras terminam suas missões e fecham os
escritórios (entre cinco a dez anos) sem, no entanto, ter alcançado os objetivos de
desenvolvimento preconizados, outras ainda mudam de nome e foco de intervenção como
estratégia para se manter no país (Nipassa, 2009).

O governo Moçambicano por seu lado, tem desenvolvido muitos programas de


desenvolvimento comunitário através de várias iniciativas tais como o Plano Estratégico de
Desenvolvimento Distrital, a Estratégia de Desenvolvimento Rural, o Desenvolvimento
Económico Local, entre outros.

Portanto, a questão que se coloca é: Qual é o impacto dos projectos de desenvolvimento


comunitário no distrito de Chimbunila para o bem-estar da população?

1.2. Justificativa

Os projectos de desenvolvimento comunitário devem trabalhar no sentido de melhorar as


habilidades na implementação das suas atividades de desenvolvimento com vista a melhorar

5
as condições de vida das comunidades locais de modo que seus habitantes se convertam em
habitantes ativos na sociedade (JICA, 2009).

O presente trabalho vai contribuir com a base de dados sobre impactos de projectos de
desenvolvimento comunitário no distrito de Chimbunila, o que vai apoiar o Governo local na
tomada de decisões e no desenho de políticas para a implementação de novos projectos no
mesmo distrito e no desenho de estratégias para melhorar a sua implementação reduzindo
deste modo a pobreza.

Este estudo poderá ainda contribuir para a revisão de projectos já implementados no distrito
de Chimbunila para futuros trabalhos, assim como fornecer informações relevantes sobre os
impactos dos projectos de desenvolvimento comunitário e suas respetivas atividades.

Outra importância de se implementar este estudo, é que poderá contribuir bastante na escolha
de áreas prioritárias por atuar nas comunidades do distrito de Chimbunila para futuros
projectos, tendo em consideração as áreas que já tiveram mais atenção nos últimos anos com
os projectos encontrados nesse estudo e projectos anteriores a esse, evitando desse modo
fazer trabalhos repetitivos nas mesmas comunidades.

1.3. Objetivos
1.3.1. Geral

Entender os impactos dos projectos de Desenvolvimento Comunitário implementados no


Distrito de Chimbunila para a melhoria das condições de vida das comunidades locais.

1.3.2. Específicos
 Caracterizar os projectos de desenvolvimento comunitário implementados no distrito de
Chimbunila;
 Descrever o processo de materialização dos objetivos traçados pelos projectos nas
comunidades;
 Comparar as condições socioeconómicas das famílias beneficiadas das não beneficiadas
pelos projectos;
 Identificar as vantagens e desvantagens de sua implementação e o estado actual de
comprometimento da comunidade local nos projectos em curso.

1.3.3. Questões de pesquisa

6
 Que impacto têm os projectos de desenvolvimento comunitário para a melhoria das
condições de vida da população do distrito de Chimbunila?
 Qual é o nível de envolvimento das comunidades na implementação desses Projectos?
 As comunidades existentes no distrito de Chimbunila estariam abertas para receber
novos projectos de desenvolvimento comunitário?
 Quais são as vantagens e desvantagens dos Projectos de Desenvolvimento
Comunitário?
 As comunidades locais conhecem ao todo todos projectos de desenvolvimento
comunitário implementados no distrito?

7
II. MATERIAIS E MÉTODOS
2.1. Discrição da área de estudo
O Distrito de Chimbunila é localizado a norte da cidade de Lichinga, a sul com Distrito de
Ngaúma, através do Chinenge, a oeste com a República do Malawi através da Localidade de
Chala Posto Administrativo de Lione e este com distrito de Majune através do rio Icuvi.
Chimbunila é composto por dois postos administrativos e cinco localidades numa superfície
de 5 422 km2 (GDC, 2013).

Figura 1. Mapa de localização da área de estudo

8
2.1.1. Precipitação
Chimbunila apresenta uma precipitação média 100-1400mm com uma altitude superior a
800m (GDC, 2013).

Em relação a evapotranspiração, a máxima tem sido em Dezembro – Janeiro (2.540mm), e o


mínimo em Junho (26 mm). Em Fevereiro e Março a precipitação tem demência de
diminuição em relação a vaporização. A evapotranspiração potencial de referência (ET) está
entre os 847mm e 104,2 mm (GDC, 2013).

2.1.2. Geologia
As condições geológicas do distrito de Chimbunila criam condições para a ocorrência de
vários recursos minerais. Embora ainda não se conhecendo o tamanho e as potencialidades
dos jazigos. Há evidências de ocorrências de minerais de várias espécies junto de caudal de
alguns, como rios tais como: Luchiringo, Luambala ou formações montanhosas como
Bauxites, Obsidiana, Calcário, Xistos cristalinas e rochas metassedimentos com anfibolitos e
milonitos (GDC, 2013).

2.1.3. Geomorlogia
O Distrito está integrado numa área ao longo da qual são encontrados vários inselbergs, que
indicam uma ação lenta e contínua de forças erosivas, operando ao longo dos tempos. Os
ganisses e granito emergem na maior parte da região, resultado do relevo acidentado. Parte
das grandes formações de Carro encontram-se apresentadas. No Distrito não há ocorrências
de pedras semipreciosas. E nos anos atrás houveram vários estudos de recursos naturais e que
não revelam resultados positivos. Os recursos minerais do Distrito são ainda pouco
explorados e não se conhecendo profundamente as suas reais potencialidades (GDC, 2013).

Em Chimbunila, ainda não existe uma cartografia geológica mineira atualizada que sirva de
consulta para os momentos atuais, porém tem evidências de ocorrências de minerais de várias
espécies junto de caudal de alguns rios ou formações montanhosas como Bauxites, Argila,
Obsidiana, Calcário, Xistos cristalinos e rochas metassedimentos com anfibolitos e milonitos
(GDC, 2013).

2.1.4. Solos
Na sua maioria os solos são argilosos, vermelhos profundos, de fertilidade intermédia,
considerados de baixa suscetibilidade da erosão. Estes solos, de coloração mais ou menos
intensa, constituem um tipo característico de regiões altas, com alturas pluviométricas

9
elevadas e temperaturas razoavelmente baixas (média anual inferior a 20°c) e são
caracteristicamente friáveis e ocorrem em todo o planalto de Lichinga (GDC, 2013).

Nas zonas mais baixas encontram-se solos hidromórficos cinzento-escuros, feralíticos de


espessura variável associados a manchas de solos vermelhos e alaranjados. Estes solos são
profundos, argilosos formando um relevo Plano e suave ondulado. Sofrendo considerável
influência de lençol freático, que normalmente se encontra entre 10 a 50 cm de profundidade
(GDC, 2013).

O material de origem é composto por depósitos colunais, originários das zonas inter-fluviais
ou montanhas. Os solos hidromorficos (dambos) situam-se nas zonas baixas dos vales. Estes
são geralmente ricos em argila e podem ser cultivados no tempo seco porque conservam
muita humidade residual (GDC, 2013).

A textura da superfície varia de franco-argiloso nas encostas mais altas à pesado no centro
das baixas. O subsolo é de textura argilosa. O teor da matéria orgânica é relativamente alto
(2-5%) e a cor vária de negro a cinzento-escuro (GDC, 2013).

Os solos feraliticos vermelho-alaranjados são profundos e argilosos, com drenagem


moderada à boa e com o relevo suave ondulado. A textura da superfície é franco-argilo-
arenosa, enquanto a textura do subsolo é argilosa. O teor da matéria orgânica é baixo e a cor
vária de pardo, pardo escuro à pardo avermelha do na superfície e pardo avermelhado a
laranja no subsolo (GDC, 2013).

A superfície mostra de forma leve e clara aspetos de erosão, tanto laminar como ravina e
contém relativamente muita área grossa. Solos aluvionares ocorrem nas bermas dos rios, em
faixas estreitas onde o declive é mais suave permitindo a acumulação deste tipo de solos
(GDC, 2013).

2.1.5. Hidrologia
O Distrito integra-se na bacia hidrográfica do rio Rovuma, sendo os seus cursos de água, em
geral, acidentados, particularmente aqueles com drenagem para o Lago Niassa. As áreas
pantanosas revestidas de vegetação predominantemente herbácea e das quais nascem cursos
permanentes de água que alimentam os riachos locais e, a partir destes os rios grandes. São
principais rios do Distrito: Chimbunila, Luangua, Luaisse, Luambala e Mumi (GDC, 2013).

10
Existem vários outros cursos de água de menor dimensão, a maioria dos quais tem como
característica comum um curso acidentado, formando em alguns locais pequenas quedas de
água. As condições de elevada pluviosidade concorrem para estabelecimento de um
complexo hidrográfico extenso, no qual os cursos de água são de leito profundo, uma vez que
os calhaus, o cascalho e outros materiais grosseiros decompõem-se com facilidade (GDC,
2013).

2.1.6. Vegetação e florestas


O Distrito de Chimbunila possui uma área de floresta artificial, localizada ao longo da EN14,
composta de floresta ou plantação de pinho e eucaliptos numa extensão mais considerável
praticada pelas empresas Florestais (Florestas do Niassa, Green Resoures e Florestas do
Planaltos do Niassa) totalizando 103.406 hectares concedidadas (GDC, 2013).

A vegetação é bastante diversificada e nota-se a predominância de floresta de miombo,


destacando-se a savana arbustiva, que varia de densidade entre si, e, por vezes intercalada por
pradarias com grande variedade de capim, geralmente de tamanho maior (GDC, 2013).

Nas florestas nativas, encontram-se várias espécies de árvores, tais como: Braquistégia
floribunda, localmente conhecida por "msumbuti"; Brachistegia apertifolia "Mjombo";
Uapaca kirkiana "msuco"; Combretum gueiizii "mkunguini"; Securidaca longepedunculata
"ciguluca"; (Dichrostachis nyassana "cipisywago";Casiociamera "Acácia amarela";
Jacarandá "Acácia Preta", Acácia subalata; Rechilitrum spp) "capim elefante",; Sterculia
quinquloba "Msetanyasi", ; e Pseudolachnostylis maprouneifolia "Msolo" (GDC, 2013).

2.1.7. População
A população é estimada em cerca de 83 544 habitantes, distribuídos em um número de
agregados familiares igual a 29787 (INE, 2023).

2.2. Materiais
Material Descrição Finalidade
Questionário Papéis impressos Entrevistar a população
amostral.
Esferográfica Esferográfica de tinta Azul Registar as respostas dadas
pelos entrevistados.
Celular Celular (Smartphone) Tecno Gravar as entrevistas,
capturar fotografias dos

11
entrevistados, e das
atividades em curso

2.3. Métodos
O estudo proposto pretende aplicar-se pesquisa de natureza qualitativa quanto a abordagem e
exploratória quanto aos objetivos.

De acordo com Silveira e Córdova, (2009) a pesquisa qualitativa não se preocupa com
representatividade numérica, mas, sim, com o aprofundamento da compreensão de um grupo
social, de uma organização, etc. Para Oliveira (2011), a abordagem qualitativa trabalha os
dados buscando seu significado, tendo como base a perceção do fenómeno dentro do seu
contexto.

De acordo com Gil (2008), a pesquisa exploratória é aquela que proporciona maior
familiaridade com o problema. Pode envolver levantamento bibliográfico e entrevistas com
pessoas experientes no problema pesquisado.

2.3.1. Amostragem
Para a seleção da amostra, será usada a amostragem não probabilística bola de neve ou
snowball sampling que para Baldin & Munhoz (2011), essa técnica é uma forma de
amostragem utilizada em pesquisas sociais onde os participantes iniciais de um estudo
indicam novos participantes que por sua vez indicam novos participantes e assim
sucessivamente, até que seja alcançado o objetivo proposto (o “ponto de saturação”). O
“ponto de saturação” é atingido quando os novos entrevistados passam a repetir os conteúdos
já obtidos em entrevistas anteriores, sem acrescentar novas informações relevantes à pesquisa
(Baldin & Munhoz, 2011).

Para a sua aplicação, o primeiro passo é encontrar indivíduos pertencentes ao grupo-alvo do


estudo. Esses indivíduos vão ser a semente da amostra, aqueles que darão a origem a todos os
indivíduos amostrados (Dewes, 2013).

[Link]. Determinação do tamanho da amostra


Para determinação do número de agregados familiares a serem entrevistados, será usada a
fórmula sugerida por Gil (2008):

 2  p q N
n 2
e N  1   2  p q

12
Onde:

n = Tamanho da amostra;
σ ² = Nível de confiança escolhido, expresso em número de desvios-padrão, e para o trabalho

usou-se, nível de confiança de 90%=1.65;


p = Percentagem com a qual, o perfil energético se encontra na cidade de Lichinga ( 50%);
q = Percentagem complementar (50%);
N= Tamanho da população (número de agregados familiares de Chimbunila);
e2 = Erro máximo tolerável (10%).

Efetuando os cálculos tem-se um tamanho de amostra igual a 67 agregados familiares.

2.3.2. Recolha de dados


De modo a se alcançar o objetivo geral da presente pesquisa, serão usados métodos de
obtenção de dados tais como entrevista semiestruturada, conversa informal e observação
direta no campo.

[Link]. Entrevistas semiestruturadas


A entrevista é definida por Boni & Quaresma, (2005) como um processo de interação social
entre duas pessoas no qual uma delas, o entrevistador, tem por objetivo a obtenção de
informações por parte da outra, o entrevistado.

Segundo Boni e Quaresma (2005), as entrevistas semi-estruturadas combinam perguntas


abertas e fechadas, onde o informante tem a possibilidade de discorrer sobre o tema proposto.
O pesquisador deve seguir um conjunto de questões previamente definidas, mas ele o faz em
um contexto muito semelhante ao de uma conversa informal. O entrevistador deve ficar
atento para dirigir, no momento que achar oportuno, a discussão para o assunto que o
interessa fazendo perguntas adicionais para elucidar questões que não ficaram claras ou
ajudar a recompor o contexto da entrevista, caso o informante tenha “fugido” ao tema ou
tenha dificuldades com ele.

[Link]. Conversa Informal


As conversas informais são aquelas que acontecem entre duas pessoas em que para que se
materialize não exige formalidades. Estas serão feitas com todos os membros da comunidade
e com os dirigentes das instituições do Governo do Distrito (Guerra, 2014).

13
[Link]. Observação direta no campo
A observação direta no campo também é considerada um método de coleta de dados para
conseguir informações sobre determinados aspetos da realidade. A observação obriga o
pesquisador a ter um contacto mais direto com a realidade. No presente estudo ajudará a
comprovar as atividades dos projetos que estão sendo desenvolvidas nas comunidades (Boni
& Quaresma, 2005).

2.4. Análise de dados


Para a análise de dados do presente estudo será usada a análise temática. Segundo Guerra
(2014), a análise de conteúdo temática deve ter como ponto de partida uma organização. As
diferentes fases da análise de conteúdo organizam-se em torno de três pólos: a pré-análise; a
exploração do material; e, por fim, o tratamento dos resultados: a inferência e a interpretação.

Será usado o pacote estatístico Microsoft Excel 2013 para a introdução e processamento de
dados quantitativos e os que não forem possível representar de forma quantitativa ou
numérica, serão representados na forma descritiva.

14
III. RESULTADOS ESPERADOS
3.1. Projetos implementados no distrito de Chimbunila
Com o presente trabalho espera-se que se conheça os reais projetos implementados no
Distrito de Sanga e saber quais são os seus principais objetivos sobre o desenvolvimento
comunitário e mudança das condições de vida das comunidades do distrito.

3.2. Constrangimento dos projetos implementados em Chimbunila


Após a recolha de informação sobre todos projetos de desenvolvimento implementados,
observar-se-á as oportunidades, assim como as limitações que estes encontram para a
implementação dos projetos.

Dado a existência de diferenças entre elas, culturais, sociais económicas entre comunidades,
o presente estudo vai nos permitir perceber quais são ou quais tem sido as principais
dificuldades que as ONG’s têm enfrentado para implementação dos seus projetos de
desenvolvimento.

3.3. Nível de satisfação das famílias abrangidas pelos projetos


Em todo e qualquer projecto é pertinente saber na sua fase de desativação, qual foi o nível de
satisfação das comunidades abrangidas. Isso vai garantir que projectos de natureza sejam ou
não realizados mais e mais vezes na mesma comunidade, ou estes sejam multiplicados para
outras comunidades necessitadas. Portanto este conta como um dos resultados da presente
pesquisa.

3.4. Benefícios diretos e indiretos dos projetos


Uma vez que o objetivo do presente estudo é de entender os impactos dos projectos de
desenvolvimento comunitário no distrito de Chimbunila, é pertinente saber, se as
comunidades participam na implementação desses projetos e saem a ganhar benefícios
diretos e indiretos.

3.5. Impacto dos Projectos na Melhoria de Condições de Vida


Os projectos de desenvolvimento comunitário são implementados com um objetivo maior
que é a melhoria das condições de vida dos cidadãos embora cada projecto esteja direcionado
apenas numa única área de atuação.

15
IV. CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES

Tempo (meses)
Atividades Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho
Recolha de dados
Análise de dados
Organização das
informações obtidas
Entrega e apresentação do
relatório

16
V. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Chihanhe, A. C., Mananze, S. E., & Machava, C. M. (2022). O agronegócio em
moçambique: um olhar sobre o passado, presente e perspectivas futuras. 6.

Boni, V & Quaresma J. S. (2005). Aprendendo a entrevistar – como fazer entrevistas em


Ciências Sociais.

Dewes, J.O. (2013). Amostragem em bola de neve e respondent-driven sampling: Uma


descrição dos métodos; Porto Alegre, Brasil.

GDC (Governo do Distrito de Chimbunila). (2013). PLANO ESTRATÉGICO DE


DESENVOLVIMENTO DISTRITAL- PEDD - 2015 – 2019 (p. 149).

Guerra, L. D. E. (2014). Manual de pesquisa qualitativa. Belo Horizonte.

Gil, A. C. (2008). Metodos e tecnicas de pesquisa Social.

INE (Instituto Nacional De Estatistica). (2019). Iv Recenseamento Geral da população e


Habitação. Censos Económicos, 1060.
[Link]

INE (Instituto Nacional De Estatistica) (2023). Estatísticas do Distrito Chimbunila. 36.

JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão), (2009). O projecto para a


reintegração social e económica e desenvolvimento comunitário na república de angola.
NIPPON KOEIf

Marassiro, M. J., Oliveira, M. L. R. de, & Pereira, G. da P. (2021). Agricultura familiar


em Moçambique: Características e desafios. Research, Society and Development, 10(6),
e22110615682. [Link]

Nipassa, O. (2009). Ajuda Externa e Desenvolvimento em Moçambique – Uma


Perspectiva Crítica; Maputo.

Nube, T. G. ., dos Santos, A. S. J. ., Timofeiczyk R., J. ., & Silva, I. C. . (2016).


Socioeconomic Impacts of Forest Plantations in Niassa, Mozambique [Impactos
socioeconômicos das plantações florestais no Niassa, Moçambique]. Floresta e
Ambiente, 23(1), 52–60. [Link]
84960418787&partnerID=40&md5=5858880582e2bc946b69665364072572

17
Silva, A. M. (2014). Análise da variabilidade espaço-temporal da cobertura do solo e de
parâmetros biofísicos na bacia experimental de são joão do cariri - pb. UNIVERSIDADE
FEDERAL DA PARAÍBA, CENTRO DE CIÊNICIAS EXATAS E DA NATUREZA,
DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS CURSO DE BACHARELADO EM
GEOGRAFIA.

Silva, M. (1963). Bases de um processo de Desenvolvimento Comunitário. Análise Social,


4, 538–558.

Silveira, D.T. & Córdova, P. F. (2009). A pesquisa científica. In T. E. GERHARDT & D.


T. SILVEIRA (Orgs.), Métodos de pesquisa (31-42). Rio Grande, Brasil: UFRGS.

18
VI. ANEXOS
6.1. Guião de Entrevista ao Chefe do Departamento de Planificação do Governo do
distrito de Chimbunila e ao Diretor do SDAE.

UNIVERSIDADE LÚRIO
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

Nome do Entrevistador:____________________

Dados dos Entrevistados

Nome: _________________________ Data:___/___/____

Sexo:___________

Idade:_________________. Nível de escolaridade___________________

1. Projetos de Desenvolvimento Comunitário Implementados no Distrito de Chimbunila

a) Quantos projetos de Desenvolvimento Comunitário existem no Distrito?

___________________________________________________________________________

b) Quais são do Governo, do Privado e ONG's

__________________________________________________________________________

c) Quando é que cada projeto foi implementado?

19
2. Atividades de cada Projeto

a) O que cada projeto faz na comunidade?

___________________________________________________________________________

b) Em que área (s) social (is) cada projeto atua?

___________________________________________________________________________

c) Todas atividades planificadas foram cumpridas?

___________________________________________________________________________

d) Quais foram os resultados de cada projeto?

___________________________________________________________________________

3. Importância do Projeto na comunidade

a) Qual foi o contributo dos projetos para a melhoria das condições de vida dos
cidadãos?

___________________________________________________________________________

b) Qual foi a reação da comunidade em relação aos projetos?

___________________________________________________________________________

6.2. Guião de entrevista para informantes chaves (Líderes comunitários)

UNIVERSIDADE LÚRIO
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

20
Guião de entrevista para informantes chaves (Líderes comunitários).

Dados do Entrevistador

Nome do Colector:____________________ Sexo:___________

Nome da Comunidade:_________________________Data:___/___/____

Dados dos Entrevistados

Nome: _________________________

Sexo:___________

Idade:_________________. Nível de escolaridade____________________

1. Inclusão na Implementação dos Projetos

a) Tem conhecimento da existência de projetos na comunidade?

___________________________________________________________________________

b) Quais são os projetos que existem na comunidade?

___________________________________________________________________________

c) Há pessoas contratadas na comunidade para trabalhar nesses projetos?

___________________________________________________________________________

2. Atividades.

21
a) Que outra atividade faz além da liderança?

__________________________________________________________________________

Que melhorias de condições verificam se na comunidade?

___________________________________________________________________________

6.3. Guião de entrevista para pessoas singulares (Os membros da comunidade)

FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

Guião de entrevista para pessoas singulares (Os membros da comunidade).

Dados do Entrevistador

Nome do Colector:____________________

Nome da Comunidade:_________________________Data:___/___/____

Dados dos Entrevistados

Nome: _________________________

Sexo:___________

Idade:_________________

Profissão:_____________________. Nível de escolaridade____________

PARTE I
Características gerais do agregado familiar

22
a) Quantos membros do agregado familiar?

__________________________________________________________________________

b) Chefe da Família e seu estado civil?

___________________________________________________________________________

c) Acesso aos Serviços Sociais Básicos

Escola ( ) Transporte público ( )

Centro de Saúde ( ) Fonte de água ( )

Mercado de Alimentos ( )

___________________________________________________________________________

d) Distancias percorridas para ter acesso aos serviços básicos

( ) Escola_______ ( ) Transporte público____________

( ) Centro de Saúde__________ ( ) Fonte de água____________

( ) Mercado de alimentos__________

e) Quantos projectos conhece?

__________________________________________________________________________

f) Os projectos estão sendo bem Implementados?

( ) Sim

( ) Não

( ) Outros

__________________________________________________________________________

g) Se SIM, porquê?

__________________________________________________________________________

h) Se NÃO, Porquê?

23
___________________________________________________________________________

i) Como é que compara a situação económica do agregado e ou comunidade em relação


a um ano atrás desde que começou/entrou o Projeto?

( ) Muito pior ( ) Melhor

( ) Pior ( ) Muito Melhor ( ) Na mesma

j) Benefícios dos projectos para a família e a comunidade no geral

___________________________________________________________________________

k) A comunidade apoia a continuidade do projeto?

( ) Sim

( ) Não

( ) Outros

___________________________________________________________________________

l) A comunidade participa na tomada de decisões sobre o Projeto?

( ) Sim

( ) Não

m) Na sua opinião o projecto cumpre com suas obrigações?

( ) Sim

( ) Não

( ) Talvez

n) Verifica se vandalismo ou sabotagem dos projectos pela comunidade?

( ) Sim

( ) Não

o) Qual é o nível de implementação dos projectos?

( ) Sem Informação

( ) Ruim

24
( ) Razoável

( ) Bom

( ) Excelente

PARTE II
Condições Socioeconómicas do Agregado Familiar

Alimentação

( ) Feijão ( ) Arroz ( ) Farinha de milho

( ) Tomate ( ) Peixe seco

a) Quais são os alimentos que produz?

___________________________________________________________________________

b) Quais são os alimentos que compra?

___________________________________________________________________________

Habitações e Saneamento

c) Tipo de casa onde vive?

__________________________________________________________________________

d) Tipo de material de construção usado nas paredes

( ) Tijolos ( ) Caniço ( ) Blocos ( ) Outro material

___________________________________________________________________________

e) Tipo de material de construção usado na cobertura

( ) Chapas ( ) Capim ( ) Concreto ( ) Outro material

f) Forma de habitação

( ) Casa Própria ( ) Arrendamento

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g) Tipo de casa de banho e ou Latrina

( ) Retrete ligada à fossa Séptica ( ) Sem Latrina

( ) Latrina Melhorada ( ) Latrina não melhorada

Fonte de Agua Potável

( ) Poço ( ) Poço com Bomba

( ) Fontenária ( ) Água do rio ou lago

( ) Água canalizada ( ) Outras

h) Quanto gasta mensalmente por adquirir a água?

___________________________________________________________________________

Fontes de Energia

( ) Carvão ( ) Lenha

( ) Eletricidade ( ) Petróleo

( ) Velas ( ) Outras

i) Quanto gasta mensalmente por adquirir energia?

___________________________________________________________________________

j) Quais são os bens materiais que tem?

( ) Rádio ( ) Bicicleta

( ) Viatura ( ) Televisor

( ) Motorizada ( ) Telefone celular

( ) Cama ( ) Outros bens

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