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Habilidades Psicológicas no Desempenho Esportivo

O documento aborda a importância do treinamento de habilidades psicológicas no desempenho esportivo, destacando aspectos como regulação da ativação, mentalização e autoconfiança. O texto enfatiza que tanto atletas amadores quanto profissionais devem desenvolver essas habilidades para melhorar seu desempenho e bem-estar. Além disso, apresenta técnicas práticas para treinar essas habilidades e a relevância do autoconhecimento no processo.

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Habilidades Psicológicas no Desempenho Esportivo

O documento aborda a importância do treinamento de habilidades psicológicas no desempenho esportivo, destacando aspectos como regulação da ativação, mentalização e autoconfiança. O texto enfatiza que tanto atletas amadores quanto profissionais devem desenvolver essas habilidades para melhorar seu desempenho e bem-estar. Além disso, apresenta técnicas práticas para treinar essas habilidades e a relevância do autoconhecimento no processo.

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11/05/2023, 23:03 wlldd_231_u4_psi_esp_exe

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O DESEMPENHO ESPORTIVO, A SAÚDE E O


BEM-ESTAR
136 minutos

 Aula 1 - O treinamento de habilidades psicológicas


 Aula 2 - Melhorando o desempenho

 Aula 3 - O exercício, a saúde e o bem-estar psicológico

 Aula 4 - Comportamento e adesão ao exercício físico

 Referências

Aula 1

O TREINAMENTO DE HABILIDADES PSICOLÓGICAS


Nesta aula você irá estudar alguns pontos importantes do desempenho esportivo, como a
regulação da ativação no desempenho, a mentalização, a autoconfiança e a teoria de
autoeficácia, assim como as ferramentas para treinar estas habilidades.
32 minutos

INTRODUÇÃO
Os esportes, principalmente nos momentos competitivos, podem ser extremamente estressantes aos atletas,
que sempre buscam e desejam os melhores resultados. Certamente você se lembra do fatídico “7 a 1” na Copa
do Mundo de 2014, em que a Seleção Brasileira sofreu uma histórica goleada da Seleção Alemã no Mineirão. O
que faltou aos nossos jogadores certamente não foi preparo físico ou habilidades futebolísticas, mas sim
habilidades emocionais para lidar com a situação. Conclui-se que tão importante para o atleta quanto o
treinamento de suas habilidades físicas é o treinamento das habilidades psicológicas.

Nesta aula você irá estudar alguns pontos importantes do desempenho esportivo, como a regulação da
ativação no desempenho, a mentalização, a autoconfiança e a teoria de autoeficácia, assim como as
ferramentas para treinar estas habilidades.

Poderá refletir em como as habilidades psicológicas desenvolvem um papel fundamental na vida de atletas
amadores e profissionais, e até mesmo na sua própria vida, nas suas ações cotidianas.

AS HABILIDADES PSICOLÓGICAS E O DESEMPENHO ESPORTIVO

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Todo aquele que se dedica a alguma atividade física ou a algum esporte, tanto no nível amador quanto no
profissional, está preocupado com seu desempenho. Mas o que vem a ser o desempenho? O desempenho
esportivo pode ser entendido como a execução ótima da tarefa, sendo um fenômeno complexo, que envolve
aspectos físicos, mentais, emocionais e sociais. Deles, destacam-se as condições individuais do atleta, o
treinamento e as habilidades psicológicas.

Figura 1 | Desempenho esportivo

Fonte: Pixabay.

Um treinamento de excelência contempla não somente o preparo físico, mas também o psicológico, tornando-
se um diferencial o preparo mental para enfrentar as competições. Trabalhar sentimentos e comportamentos
inadequados – como ansiedade, frustração e estresse – pode fazer toda a diferença não apenas nos resultados
das competições, mas também na saúde e na qualidade de vida dos atletas.

Segundo Weinberg e Gould (2017, p. 231), “o treinamento de habilidades psicológicas refere-se à prática
sistemática e consistente de habilidades mentais ou psicológicas com o objetivo de melhorar o desempenho,
aumentar o prazer ou alcançar maior satisfação na atividade esportiva e física”. Esse treinamento envolve a
regulação da ativação, a mentalização e a autoconfiança, entre outros.

As técnicas de regulação da ativação permitem ao atleta identificar e enfrentar a pressão, a ansiedade e o


estresse presentes nas competições. Técnicas de relaxamento, controle da respiração e manejamento do
estresse são alguns exemplos de formas de enfrentamento das emoções que surgem ao competir, e que

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podem auxiliar no desempenho.

A mentalização consiste em simular mentalmente uma experiência, envolvendo o máximo de sentidos


possíveis. Por exemplo: o jogador de futebol, antes de bater um pênalti, mentaliza o impacto do seu pé na
bola, o trajeto que ela descreverá, sua entrada no gol, os gritos da torcida, e outros aspectos sensoriais
envolvidos.

Já a autoconfiança é a crença de que algo dará certo, de que você terá sucesso no que for realizar. Envolve
confiar nas suas habilidades físicas, psicológicas, perceptuais e no seu nível de condicionamento físico e de
treinamento.

Figura 2 | Autoconfiança

Fonte: Flaticon.

O psicólogo Albert Bandura criou a Teoria da Autoeficácia, na qual a pessoa desenvolve a capacidade de usar a
autoconfiança no desempenho, na persistência e no comportamento esportivos. Nas palavras de Weinberg e
Gould (2017, p. 309), “autoeficácia, a percepção da própria capacidade de realizar uma tarefa com sucesso, é,
na verdade, uma forma de autoconfiança específica da situação”. Envolve a capacidade individual de enfrentar
ameaças, vencer desafios, aprender, tomar decisões e acreditar nos outros (parceiros de esporte, técnicos, e
outros profissionais).

O objetivo do treinamento das habilidades psicológicas é o equilíbrio emocional, que traz mais estabilidade
comportamental e aumenta as chances de resultados positivos nas competições. Com o avanço das técnicas
de treinamento físico, melhorando o condicionamento e as habilidades motoras, o treinamento sistemático
das habilidades motoras, o treinamento sistemático das habilidades psicológicas torna-se um diferencial em
um ambiente competitivo e tenso como é o esportivo.

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O TREINAMENTO DAS HABILIDADES PSICOLÓGICAS


Atletas bem-sucedidos costumam aliar habilidades físicas e desportivas a determinadas características
psicológicas, como confiança, autorregulação, controle e manejo da ativação, mentalização e concentração. As
habilidades psicológicas podem ser aprendidas e aprimoradas, mas assim como as habilidades motoras,
exigem treino, tempo e dedicação.

Nos treinos e nas competições o atleta precisa estar pronto, estar preparado física e emocionalmente. Esse
estado de preparação é chamado na psicologia do esporte de ativação. Os níveis de ativação variam de forma
individual: algumas pessoas têm melhor desempenho em graus elevados de ativação, outras respondem
melhor a níveis mais baixos, mais tranquilos. A ativação varia também de acordo com a modalidade esportiva
e o momento da competição. O fundamental é que o atleta tenha autoconsciência de seus estados de
ativação, e desenvolva técnicas para regular essa ativação em benefício de seu desempenho.

É o caso do manejo da ansiedade, tão comum na vida dos atletas. Durante os treinos e as competições os
atletas experimentam diversos estados de ansiedade.

Figura 3 | Ansiedade

Fonte: Flaticon.

O estado de ansiedade pode ser cognitivo – preocupações e pensamentos negativos – ou somático –


mudanças fisiológicas como aumento dos batimentos cardíacos e nervosismo. Para lidar com isso o primeiro
passo é estar consciente desses estados, percebendo como eles influenciam no desempenho. Conforme
formos aumentando essa autoconsciência torna-se mais fácil controlar os pensamentos e os sentimentos, e
consequentemente a ansiedade (WEINBERG; GOULD, 2017).

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Outra forma de treinar as habilidades psicológicas é a mentalização. Pensar nas técnicas esportivas antes de
realizá-las, visualizando mentalmente as estratégias, as técnicas e os pontos importantes da ação prática é um
exemplo de treinamento mental.

Figura 4 | Mentalização

Fonte: Pixabay.

Esse treinamento mental pode ser orientado para os movimentos (as técnicas esportivas) ou para as situações
(as táticas e estratégias esportivas). Pode ser feito de forma antecipatória (imaginar uma ação que será
realizada), integrativa (imaginar durante a competição) ou retroativa (visualizando mentalmente uma ação já
realizada). Pode incluir também mentalização das próprias capacidades e de metas concretas (SAMULSKI,
2009). O treino da mentalização pode ajudar a controlar a ativação e o estresse.

A autoconfiança e a autoeficácia foram estudadas pelo psicólogo canadense Albert Bandura, e aplicadas a
todas as situações de aprendizagem e desempenho, inclusive nos esportes. Autoconfiança se refere à firmeza
e à convicção em determinada crença, de forma genérica. Já a autoeficácia diz respeito à crença em realizar
determinada tarefa. A autoeficácia pode ajudar os atletas na realização de suas tarefas esportivas com maior
rendimento na medida em que auxilia na adesão e manutenção das atividades físicas e dos exercícios, na
persistência frente às dificuldades, na motivação e no grau de esforço a ser usado para alcançar os objetivos e
superar os obstáculos (MACHADO et al., 2014).

A Teoria de autoeficácia de Bandura considera seis as fontes de informação para produzir mudanças que
melhorem o desempenho (WEINBERG; GOULD, 2017):

• Realização de desempenho: experiências pessoais de sucesso ou fracasso.

• Experiências indiretas: observação de demonstrações de terceiros.

• Persuasão verbal: externa ou interna (diálogo interno.)


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• Experiências imaginativas: mentalização.

• Estados fisiológicos: sensações físicas.

• Estados emocionais: emoções ou estados de humor.

A autoconfiança e a autoeficácia, ao valorizarem as próprias características do indivíduo, o motivam a partir de


suas próprias forças, em um ciclo de autoinfluência que promove mais dedicação às práticas esportivas, e
busca por melhor desempenho.

TREINANDO AS HABILIDADES PSICOLÓGICAS


A ativação elevada, combinada a altos graus de ansiedade, pode causar sintomas fisiológicos como aumento
de tensão em alguns grupos musculares, elevação dos batimentos cardíacos e respiração mais rápida, com
diminuição da expansão diafragmática. Para diminuir esse estado, uma das terapias recomendadas é o
controle da respiração.

Figura 5 | Controle da respiração

Fonte: Pixabay.

• Sente-se em uma posição confortável, e feche os olhos.

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• Imagine seus pulmões divididos em três níveis.

• Inspire e concentre-se em encher a parte inferior dos pulmões com o ar, a seguir a parte média e por último
a superior; tente fazer isso contando até quatro.

• Expire lentamente, se concentrando na saída de ar de cada uma dessas partes, até sentir que todo o ar saiu
dos pulmões; tente fazer isso contando até oito.

• Repita todo o processo mais algumas vezes, lembrando que o tempo de expiração deve ser o dobro da
expiração.

Outra técnica para aumentar o controle sobre as emoções e o comportamento é a mentalização. Uma das
formas mais utilizada é a mentalização do desempenho positivo de uma habilidade. Como exemplo, vamos
fazer um exercício de mentalização de uma corrida de 100 metros.

Figura 6 | Corrida de 100 metros

Fonte: Pixabay.

• Sente-se e feche os olhos, e imagine-se se posicionando para uma largada de uma corrida de 100 metros.

• Imagine o tiro de largada, seu corpo iniciando os movimentos graças à impulsão inicial.

• Continue imaginando cada movimento de seu tronco, braços e pernas, imagine seus pés tocando o chão
firme.

• Imagine sua respiração ficando mais rápida, o aumento de calor no seu corpo, o suor que aflora.

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• Imagine a linha de chegada, e imagine-se dando um “sprint final” (aceleração de um competidor ao


aproximar-se da chegada).

• Por fim, imagine-se cruzando a linha de chegada, ouvindo os gritos e aplausos que vêm das arquibancadas.

A autoconfiança e a autoeficácia devem ser estimuladas e aperfeiçoadas, pois são elementos fundamentais na
motivação para os esportes, as atividades físicas e a competição. Uma das formas de se fazer isso é examinar
e trabalhar as fontes de eficácia. Pense em uma atividade física ou em um esporte que você já faz e que queira
se aperfeiçoar, ou então em uma atividade física que gostaria de iniciar.

Pense nas realizações de desempenho positivas que você teve em relação a alguma atividade física ou a algum
esporte. Por exemplo: ter feito uma caminhada mais longa ou uma corrida, ter completado uma série inteira
de abdominais na academia, ou ter jogado uma partida de vôlei com seus amigos.

Assista no YouTube ou na TV um atleta que se destaque em sua modalidade, analise atentamente seus
movimentos, e busque sentir suas emoções. Essa é a técnica da modelagem.

Figura 7 | Modelagem

Fonte: Pixabay.

Crie mentalmente três frases de incentivo, construindo a persuasão verbal. Por exemplo: “vou caminhar 3 km
sem desanimar”, “eu sou capaz de jogar bem tênis”, “sou um membro importante e fundamental para o
sucesso do meu time”.

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O autoconhecimento é a base para a elaboração de programas de treinamento das habilidades psicológicas.


Um atleta consciente de seus pontos fortes e fracos tem mais facilidade em identificar as formas de maximizar
seu potencial, enfrentar as adversidades e oferecer um desempenho de alto nível.

VÍDEO RESUMO
Olá, estudante! Neste vídeo você verá como a regulação da ativação no desempenho, a mentalização, a
autoconfiança e a autoeficácia podem contribuir positivamente para a motivação e o desempenho de atletas
nas mais variadas modalidades. Também verá alguns exercícios que você poderá praticar para compreender
melhor o treinamento das habilidades psicológicas.

 Saiba mais
Quer conhecer um exemplo da importância do treinamento das habilidades psicológicas no esporte? No
artigo Integrando habilidades psicológicas nas fases de treino da natação: um estudo de caso, as
pesquisadoras Fernanda Tartalha do Nascimento e Paula Teixeira Fernandes apresentam uma intervenção
psicológica realizada em um nadador. Disponível em:

[Link] Acesso em: 15 out. 2022.

A mentalização é uma técnica muito utilizada no treinamento das habilidades psicológicas do esporte.
Para saber mais como ela vem sendo utilizada no futebol leia o texto A mentalização no treinamento de
futebol, de Matheus Padilha, no site Ciência da bola. Disponível em:
[Link] Acesso em: 15 out.
2022.

Aula 2

MELHORANDO O DESEMPENHO
Nessa aula veremos a importância do estabelecimento de metas nos esportes, e como fazer um
programa que auxilie a atingi-las.
32 minutos

INTRODUÇÃO
Olá, estudante!

Sem ideia do que queremos e sem saber para onde ir, não conseguimos alcançar nada! Nessa aula veremos a
importância do estabelecimento de metas nos esportes, e como fazer um programa que auxilie a atingi-las.
Esse tema pode ser aplicado em todos os aspectos da vida: nos estudos, no trabalho e até nos

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relacionamentos. Também veremos algo fundamental para o desempenho dos atletas: a atenção. Assim como
as outras habilidades psicológicas, a concentração e a atenção podem ser desenvolvidas a favor dos atletas
nos treinos e nas competições. Bons estudos!

METAS, ATENÇÃO E CONCENTRAÇÃO NAS ATIVIDADES ESPORTIVAS


A melhora do desempenho esportivo necessita da determinação de metas e de programas de treinamento.
Meta é o alvo, a mira, o objetivo, o foco (KLEIN, 2015).

Figura 1 | Meta

Fonte: Pixabay.

As metas esportivas, segundo Weinberg e Gould (2017), podem ser classificadas em metas objetivas e
subjetivas. Uma meta objetiva é o desejo de se atingir uma competência em uma dada tarefa em um tempo
específico. Por exemplo: daqui a um mês quero ser capaz de correr 5 km em 30 minutos. Já uma meta
subjetiva é uma declaração geral de intenção. Por exemplo: quero melhorar meu tempo na corrida.

Outra forma de classificar as metas é:

• Metas voltadas para o desempenho: comparações do próprio desempenho. Exemplo: melhorar meu
número de cestas nos lances livres do basquetebol.

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• Metas voltadas para o processo: ações durante o desempenho esportivo. Exemplo: manter meus ombros
bem-posicionados durante a corrida.

• Metas voltadas para o resultado: envolvem um resultado esportivo. Exemplo: vencer o torneiro de tênis do
meu clube.

O estabelecimento de metas é importante para garantir a motivação, pois interfere no nosso comportamento.
Compõem-se de três estágios:

• Preparação e planejamento.

• Educação e aquisição.

• Implementação e acompanhamento.

Um atleta deve ser capaz de se concentrar na atividade que está realizando. A concentração, segundo
Weinberg e Gould (2017, p. 344), “é a capacidade de manter o foco em sinais ambientais relevantes”. Nos
esportes é necessária uma boa capacidade de concentração do atleta, que lhe permita manter o foco de
atenção e mudar rapidamente esse foco quando necessário.

Já a atenção é um estado seletivo, intensivo e dirigido de percepção. Compreende a identificação (recepção)


de informações e a seleção das informações relevantes para a ação (SAMULSKI, 2009).

Existem formas diversas de atenção. A atenção concentrativa consiste em focalizar a atenção em um


determinado objeto ou em uma ação. Exemplo: a atenção de um jogador de vôlei antes de dar o saque.

Figura 2 | Atenção concentrativa

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Fonte: Flaticon.

A atenção distributiva é aquela distribuída sobre vários objetos. Exemplo: o jogador de futebol americano
que precisa “armar” as jogadas do time.

Figura 3 | Atenção distributiva

Fonte: Pixabay.

Também é necessária a capacidade de alternação da atenção, ou seja, a adaptação rápida e eficaz da


direção, do volume e da intensidade da atenção, conforme as exigências do meio ambiente. Exemplo: o
goleiro que precisa ter a atenção entre os jogadores próximos ao gol, e que podem chutar a bola.
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Figura 4 | Alternação da atenção

Fonte: Pixabay.

Concentração e atenção são habilidades que podem ser desenvolvidas usando os treinamentos mentais. Esses
treinamentos devem levar em conta as características individuais do atleta e as exigências psíquicas de cada
modalidade esportiva.

ESTABELECENDO METAS E TREINANDO A CONCENTRAÇÃO E A ATENÇÃO


Elencadas as metas, é hora de planejar um sistema para estabelecê-las. Weinberg e Gould (2017) enumeram os
princípios desse sistema. Vamos a eles?

Estabelecendo metas específicas: metas objetivas e mensuráveis. Por exemplo: quero, até o final do ano,
conseguir nadar 100 metros em três minutos.

Estabelecendo metas moderadamente difíceis: essas metas devem ser um desafio possível de ser vencido,
do contrário podem causar desânimo e frustração. Exemplo: quero, em um mês, conseguir aplicar um golpe
de judô a cada dois minutos do treino.

Estabelecendo metas de longo e curto prazos: uma meta de longo prazo pode ser fragmentada em metas
menores, de curto prazo. Por exemplo: quero completar uma meia maratona, daqui a um ano, em duas horas
(meta de longo prazo). As metas a curto prazo são as de diminuir o tempo total um pouco por mês.

Figura 5 | Estabelecendo metas

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Fonte: Flaticon.

Estabelecendo metas de desempenho, processo e resultado: se a meta de resultado for, por exemplo,
classificar minha equipe de basquete para o campeonato regional, podemos estabelecer metas de
desempenho como treinar o ataque, a recepção e o bloqueio; já para as metas de processo podemos treinar
os saltos para realizar bloqueios mais altos, por exemplo. No caso de um esporte coletivo, a meta de resultado
pode ser única, porém as de desempenho e de processo devem ser personalizadas para cada atleta.

Estabelecendo metas de treino e de competição: as metas de treino são importantes para se atingir as
metas da competição. Por exemplo, um ginasta olímpico, para alcançar a meta de competição de se classificar
para as Olimpíadas, precisa ter metas de treino de desenvolver força e equilíbrio, por exemplo.

Registrando as metas: aconselha-se aos atletas registrar suas metas em planilhas físicas ou em aplicativos, e
deixar “lembretes” diários para manter seu comprometimento com essas metas.

Desenvolvendo estratégias para atingir as metas: especificar o treino em números. Por exemplo: vou
treinar todas as segundas, quartas, sextas-feiras e domingos por 1h30.

Considerando as personalidades e as motivações dos participantes: pessoas competitivas gostam de se


focar em metas de competição, já aquelas que desistem fácil devem se focar nas metas de curto prazo.

Incentivando o compromisso do indivíduo com a meta: isso pode ser feito através de um treinamento com
progressos concretos e com feedbacks dos pontos fortes – principalmente – e fracos.

Figura 6 | Incentivo

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Fonte: Flaticon.

Apoiando a meta: amigos, parentes e companheiros devem apoiar as metas de desempenho e de processo, e
não somente as de resultados.

Fazendo avaliações e fornecendo feedback sobre as metas: fundamental para promover ajustes dos
treinamentos e nas competições, e manter a motivação dos atletas.

Para treinarmos a concentração e a atenção, podemos usar a mentalização, o controle da ativação e o sistema
de estabelecimento de metas. Também praticar o uso de simulações, empregar palavras sugestivas, não usar
pensamento crítico, automonitorar-se, elaborar planos de competição e estabelecer rotinas.

Empregando palavras sugestivas: utilizar um diálogo interior instrutivo e motivador, com frases como “fique
calmo”, “relaxe”, “ aguente firme”.

Não usar pensamentos críticos: algumas pessoas generalizam um resultado ruim numa competição, e
começam a se achar um “fracasso total”. As técnicas de atenção plena (mindfulness) ensinam a focar a atenção
plena no aqui e agora, sem julgamentos

Figura 7 | Atenção plena sem julgamentos

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Fonte: Flaticon.

Estabelecendo rotinas: repetir rotinas e ações para manter a atenção e diminuir a ansiedade. Alguns atletas
utilizam até mesmo alguns “rituais” antes e durante as competições para seguir essas rotinas.

Os atletas e praticantes de atividades físicas precisam conhecer várias técnicas de melhorar sua concentração
e atenção e escolher quais se adaptam melhor às suas necessidades.

COMO ESTABELECER METAS E TREINAR A ATENÇÃO


O estabelecimento de metas é composto por três estágios (WEINBERG e GOULD, 2017), que devem buscar
responder algumas questões.

• 1º estágio: preparação e planejamento

- Quais as habilidades individuais dos atletas que precisam ser trabalhadas?

- Quais as habilidades da equipe que precisam ser trabalhadas?

- Qual o grau de condicionamento físico necessário?

- O que traz satisfação para o atleta?

- Quais as habilidades psicológicas mais importantes?

2º estágio: educação e aquisição

- Planejar reuniões.

- Concentrar-se em uma meta por vez.

• 3º estágio: implementação e acompanhamento

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- Como avaliar as metas?

- Encorajar e dar feedback.

Um modelo de estabelecimento de metas fácil de ser aplicado é o SMART (WEINBERG e GOULD, 2017). Esse
modelo surgiu nas empresas, e rapidamente passou a ser adotado em várias situações, inclusive nos esportes
e nas atividades físicas. Consiste de cinco etapas:

S – Specific (específico). Definir metas especificas, respondendo a algumas perguntas, como:

• O que você quer alcançar?

• Quando você quer alcançar?

M – Measurable (mensurável). Definir medidas mensuráveis para as metas. Por exemplo:

• Qual resultado (em números) você quer alcançar?

• Quanto tempo (em semanas ou meses) para alcançar essa meta?

A - Attainable (atingível). Importante avaliar:

• Com base no seu histórico, você consegue atingir essa meta?

R – Relevant (relevante)

• Quanto essa meta é importante para você?

• Qual o impacto de alcançar essa meta para sua vida pessoal/profissional?

T – Time based (temporal). Estabelecer o prazo.

• Quando quero atingir essa meta?

Figura 8 | Modelo SMART

Fonte: elaborada pela autora.

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Porém, torna-se muito difícil seguir um programa de metas se não houver concentração e atenção. Durante os
treinos e as competições, há algumas regras básicas para se desenvolver a atenção, conforme aponta
Samulski (2009):

• Identificar os estímulos relevantes.

• Perceber o nível de ativação interna.

• Reduzir o estresse emocional.

• Desenvolver programas individuais de treinamento de concentração.

Samulski (2009) sugere alguns exercícios para melhorar a concentração e a atenção:

Exercício 1. Comece formulando uma afirmação positiva. Por exemplo: “eu sou capaz de completar uma meia
maratona em menos de duas horas”. Feche os olhos, e com o polegar esquerdo, feche a narina esquerda.
Inspire com a narina direita contando até quatro. Feche a narina direita com o polegar direito, prenda a
respiração e mentalize a frase escolhida. Libere a narina esquerda e expire contando até quatro. Repita o
processo, dessa vez fechando a narina direita com o polegar direito. Inspire pela narina esquerda até quatro,
segure a respiração e mentaliza a frase. Repita esse exercício mais algumas vezes. Pode parecer difícil no
início, mas aos poucos é possível verificar um aumento da atenção, com maior facilidade em realizá-lo
exercício.

Exercício 2. Pegue lápis e papel, faça um círculo no centro e escreva o esporte que você pratica. Desenhe
linhas saindo do círculo, e escreva palavras que se relacionam com o esporte. Complete o exercício até fazer
uma roda completa, por exemplo:

Figura 9 | Exercício

Fonte: elaborada pela autora.

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VÍDEO RESUMO
Você verá nesta videoaula a importância da coesão para o rendimento e o desempenho dos grupos esportivos,
entendendo melhor quais os fatores envolvidos na coesão, com exemplos de aplicação de estratégias
psicológicas para desenvolver e fortalecer a união entre os atletas, e assim ter uma equipe mais satisfeita e
produtiva.

 Saiba mais
Analisar a coesão das equipes é importante para promover estratégias que fortaleçam a união dos atletas,
e consequentemente melhorem o desempenho do grupo. Quer ler um estudo sobre a coesão no voleibol?
Veja o artigo Coesão de grupo em equipes adultas de voleibol do estado do Paraná, disponível em:
[Link] Acesso em: 1 dez. 022.

A psicologia do esporte tem fornecido apoio e respaldo a diversas equipes, melhorando o relacionamento
interpessoal dos atletas. Alguns pesquisadores abordaram o tema por meio da análise do filme Duelo de
titãs. Veja essa análise no artigo Duelo de titãs: considerações acerca da coesão grupal e liderança,
disponível em: [Link] Acesso em: 1 dez. 2022.

Aula 3

O EXERCÍCIO, A SAÚDE E O BEM-ESTAR PSICOLÓGICO


Nesta aula veremos a relação entre os exercícios físicos e a saúde psicológica ou mental.
Aprenderemos sobre qualidade de vida e como torná-la melhor com as atividades físicas.
30 minutos

INTRODUÇÃO
Olá, estudante, como vai? Nesta aula veremos a relação entre os exercícios físicos e a saúde psicológica ou
mental. Aprenderemos sobre qualidade de vida e como torná-la melhor com as atividades físicas. Veremos os
impactos positivos dos exercícios no humor e na autoestima, ajudando a melhorar e controlar casos de
ansiedade e depressão. Também falaremos sobre a melhora das funções cognitivas de quem pratica
regulamente atividades físicas e esportivas. Por fim, listaremos algumas dicas de como usar corretamente os
exercícios físicos para melhorar a saúde e o bem-estar. Vamos começar?

EXERCÍCIO FÍSICO, SAÚDE MENTAL E QUALIDADE DE VIDA


Conforme Weinberg e Gould (2017) são apontados benefícios psicológicos do exercício físico em quatro
amplas áreas: redução de ansiedade e depressão, melhoria do humor, melhoria no autoconceito e melhoria
na qualidade de vida.

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A ansiedade é “uma emoção orientada ao futuro, caracterizada por percepções de incontrolabilidade e


imprevisibilidade sobre eventos potencialmente aversivos e um desvio rápido na atenção para o foco de
eventos potencialmente perigosos ou para a própria resposta afetiva do indivíduo a esses eventos” (BARLOW
apud CLARK e BECK, 2012, p. 16-17). Muitos dos seus sintomas são de natureza fisiológica, mas também
aparecem sintomas cognitivos, comportamentais e afetivos.

Figura 1 | Ansiedade

Fonte: Pixabay.

A depressão pode se confundir com a ansiedade, mas enquanto os pensamentos da ansiedade são de dano e
de perigo, os da depressão são de perda e fracasso. Na depressão há uma desesperança global e em relação a
problemas existenciais específicos (CLARK e BECK, 2012).

Figura 2 | Abordagem interacional

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Fonte: Pixabay.

O humor costuma ser definido como “um estado de ativação emocional ou afetiva, de duração variada e
inconstante” (WEINBERG e GOULD, 2017, p. 380). São exemplos de alterações de humor a irritabilidade, a
impaciência, o pensamento acelerado, a tristeza e a euforia.

Figura 3 | Humor

Fonte: Pixabay.

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Autoconceito, assim como autoestima, se refere a como nos sentimos em relação a nós mesmos e às nossas
capacidades. É como nós pensamos ser, e um autoconceito elevado é fundamental para nosso bem-estar
psicológico.

Figura 4 | Autoconceito

Fonte: Pixabay.

A Organização Mundial de Saúde define qualidade de vida como “a percepção que o indivíduo tem sobre a
sua posição na vida e no contexto de sua cultura, de acordo com os sistemas de valores da sociedade em que
vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (DINIZ, 2013, p. 7). Essa definição
inclui quatro domínios principais: físico, psicológico, social e ambiental.

Os exercícios físicos também melhoram o funcionamento cognitivo, já que melhoram funções como
atenção, memória, raciocínio e criatividade. Daí a importância da educação física nas escolas para a
manutenção da saúde física e mental, pois participar de programas de exercícios físicos pode trazer benefícios
tanto na esfera física quanto na psicológica.

Figura 5 | Cognição

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Fonte: Pixabay.

Podemos dizer que a prática regular de exercícios físicos contribui para a saúde física, mental, emocional e
social, motivo pelo qual deve ser incorporada na rotina de pessoas de todas as idades e com variadas
condições físicas. Inclusive os exercícios físicos podem complementar os tratamentos com medicamentos e
terapêuticos de pessoas com ansiedade, depressão e demências, assim como auxiliar no controle do estresse
e em qualquer outra alteração emocional ou de humor. Também auxiliam no funcionamento fisiológico do
nosso corpo, no rendimento escolar e no trabalho, e são uma valiosa forma de interação social, prática de
respeito ao próximo e à diversidade.

EXERCÍCIO FÍSICO E SAÚDE PSICOLÓGICA


A relação entre exercícios físicos e saúde física é bem conhecida e comprovada. Nos últimos anos tem
ocorrido um aumento do interesse sobre os benefícios das atividades físicas sobre a saúde psicológica. A
própria Organização Mundial de Saúde (OMS), ao definir saúde como o “completo bem-estar físico, psicológico
e sociocultural” (OMS, 2006, apud SAMULSKI, 2009, p. 360)”, nos mostra a importância de cuidar de todas as
dimensões do ser humano. Assim, os exercícios tornam-se parte integrante dos programas de melhora da
saúde, prevenção de doenças e aumento do bem-estar.

Figura 6 | Saúde

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Fonte: Flaticon.

A ansiedade e a depressão podem ser reduzidas com a prática regular de atividades físicas, apesar de não
haver um consenso sobre como isso ocorre. A ansiedade produz sintomas de ordem física, cognitiva,
comportamental e afetiva, desequilibrando o indivíduo em todas as esferas de sua existência. Clark e Beck
(2012) citam alguns desses sintomas:

• Sintomas fisiológicos: aumento da frequência cardíaca e respiratória, dor ou pressão no peito, tontura,
agitação e tensão muscular.

• Sintomas cognitivos: medo de perder o controle, pensamentos aterrorizantes, confusão e dificuldade de


raciocínio.

• Sintomas comportamentais: agitação, fuga e dificuldade para falar.

• Sintomas afetivos: a pessoa sente-se constantemente nervosa, assustada, irritável e impaciente.

A depressão é uma alteração específica de humor, considerada uma síndrome devido a seus vários sintomas,
de ordem emocional, cognitiva, motivacional e físicos/vegetativos (BECK e ALFORD, 2011). As queixas principais
dos deprimidos envolvem a sensação de tristeza, preocupação, falta de esperança, falta de objetivos ou falta
de vontade de fazer coisas que antes lhe eram agradáveis. Em relação às queixas físicas, as mais comuns são
o cansaço e a falta de energia. A depressão também pode causar perda dos vínculos emocionais e crises de
choro.

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Weinberg e Gould (2017) classificam os efeitos do exercício físico sobre a ansiedade e depressão como agudos
e crônicos, ou seja, de curto e de longo prazo. Diminuição do estado ansioso e depressivo, aumento da
tranquilidade, melhora das relações afetivas, melhora do humor e redução da tensão muscular são alguns
benefícios.

Os exercícios também melhoram o humor, diminuem a fadiga e a raiva, aumentam a disposição e a energia,
contribuindo para a melhora global do bem-estar.

A autoestima também se fortalece com a prática regular dos exercícios, já que faz com que nos sintamos
melhor com nossos corpos, desenvolve sentimentos de realização e competência e melhora nossas interações
sociais.

Figura 7 | Autoestima

Fonte: Flaticon.

Os exercícios também aumentam o funcionamento cognitivo, melhorando funções como atenção, memória
e planejamento. “O exercício cardiovascular parece proteger o cérebro contra os efeitos usuais do
envelhecimento e ajuda a reparar ou restaurar o cérebro envelhecido” (WEINBERG e GOULD, 2017, p. 386).

Figura 8 | Funcionamento cognitivo

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Fonte: Flaticon.

A qualidade de vida é um conceito subjetivo, ou seja, está relacionando com a forma do indivíduo avaliar o
grau de satisfação que há em sua vida, observando aspectos físicos, psíquicos e socioculturais. Algumas
relações entre exercício e qualidade de vida são: melhor capacidade de lidar com o estresse e a tensão,
melhora do sono, melhora da saúde física e da satisfação com a vida (WEINBERG e GOULD, 2017).

UTILIZANDO OS EXERCÍCIOS PARA MELHORAR A SAÚDE E O BEM-ESTAR


PSICOLÓGICO
Os termos saúde, bem-estar, qualidade de vida e atividade física estão intimamente ligados. A saúde e o bem-
estar – e consequentemente a qualidade de vida – são influenciados pelo ambiente, pelo estilo de vida, pela
biologia humana e pela organização do sistema de atenção à saúde em que o sujeito está inserido (ALMEIDA,
2012). Dessa forma não é possível relacionar saúde e bem-estar com apenas um domínio, já que são
resultados da interação entre vários elementos. A prática de atividades físicas e esportivas está entre os
comportamentos considerados positivos para uma vida mais saudável.

Segundo Diniz (2013, p. 44), “após a prática da atividade física há uma sensação de bem-estar e até de euforia
em decorrência da liberação de endorfinas, o que produz uma melhora na autoestima do indivíduo”.

Não há uma atividade física ideal, o fundamental é que esteja adaptada às condições físicas e idade do
indivíduo, que seja prazerosa e possível de ser incorporada na rotina. Algumas orientações dadas por
Weinberg e Gould (2017) para usar os exercícios para melhorar o humor, e diminuir a ansiedade e a depressão
são:
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Respiração abdominal rítmica: embora a maioria dos autores recomende as atividades aeróbicas para
melhorar o humor, as pesquisas também mostram os benefícios dos exercícios anaeróbicos para esse fim. Em
ambos é importante respirar movimentando o diafragma (e consequentemente o abdome), para que a
quantidade de ar inspirado e o ritmo da respiração sejam adequados. Esse tipo de respiração atua sobre o
sistema cardiovascular e a atividade cerebral.

Figura 9 | Respiração abdominal rítmica

Fonte: Flaticon.

Ausência relativa de competição interpessoal: a competição aumenta a tensão, já concentrar na própria


atividade aumenta o bem-estar.

Figura 10 | Exercício não competitivo

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Fonte: Flaticon.

Atividades fechadas e previsíveis: em um ambiente controlado torna-se mais fácil focar nas atividades, pois
a preocupação com eventos inesperados é mínima.

Figura 11 | Ambiente controlado

Fonte: Flaticon.

Movimentos rítmicos e repetitivos: essa atividade encoraja pensamentos introspectivos, criativos ou ambos.

Duração, intensidade e frequência: recomenda-se pelo menos 20 minutos de atividade, de média


intensidade, e que seja feita regularmente (duas a três vezes por semana).

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Prazer: gostar da atividade é fundamental para dar continuar se exercitando e para desenvolver sentimentos
positivos.

As pesquisam apontam que os exercícios do tipo aeróbico (dança, corrida, natação) são os mais eficientes para
se obter bem-estar psicológico. Mas podem ser intercalados com exercícios anaeróbicos (musculação, pilates,
yoga). O importante é o indivíduo sentir-se bem e motivado na atividade.

Figura 12 | Exercícios aeróbicos

Fonte: Flaticon.

De forma geral, a prática regular de atividade física leva os indivíduos a adotarem hábitos de vida mais
saudáveis, o que leva à melhora da autoestima e à diminuição dos níveis de ansiedade e depressão. Também
tem um impacto positivo em vários domínios da qualidade de vida:

• No físico, auxiliando a tratar e prevenir doenças.

• No psicológico, melhorando a imagem corporal, a autoestima e o otimismo.

• No nível de independência, principalmente para os idosos, que permanecem independentes por mais
tempo.

• No social, permitindo interação com outras pessoas e grupos.

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VÍDEO RESUMO
Olá, estudante! Neste vídeo nos aprofundaremos no conceito de qualidade de vida e seus domínios, buscando
esclarecer a relação dos exercícios com a saúde e o bem-estar psicológico, o controle da ansiedade, da
depressão e das demais alterações de humor e a melhora dos aspectos cognitivos da mente.

 Saiba mais
A conexão entre exercícios e funções cognitivas é ilustrada por José Alves no texto a seguir.

ALVES, J. Exercício, cérebro e funcionamento cognitivo. Cuadernos de Psicología del Deporte, v. 19, 23 I-
III (editorial). Disponível em: [Link] Acesso
em: 21 nov. 2022.

Ansiedade e depressão são muito comuns em nossa sociedade, e requerem tratamento multiprofissional.
Os exercícios físicos têm impacto positivo em pessoas com esses transtornos, como podemos ver no
artigo:

CORREA, A. R. et al. Exercício físico e os transtornos de ansiedade e depressão. Revista Faculdades do


Saber, 7 (14): 1072 - 1078, 2022. Disponível em: [Link] Acesso
em: 27 out. 2022.

Aula 4

COMPORTAMENTO E ADESÃO AO EXERCÍCIO FÍSICO


Nesta aula discutiremos os motivos que levam as pessoas a quererem ser mais ativas
fisicamente, assim como os problemas que elas enxergam para não conseguirem iniciar seus
planos de se exercitarem.
30 minutos

INTRODUÇÃO
Olá, estudante! Exercícios físicos contribuem para a saúde física e mental, previnem doenças, dão mais
disposição e ajudam a controlar o estresse, além de serem fonte de prazer e de lazer. Porém, nem sempre é
fácil iniciar uma atividade física regular. Além disso, muitas pessoas iniciam a atividade física, porém logo
desistem. Nesta aula discutiremos os motivos que levam as pessoas a quererem ser mais ativas fisicamente,
assim como os problemas que elas enxergam para não conseguirem iniciar seus planos de se exercitarem.
Estudaremos as teorias e modelos que explicam as mudanças de comportamento para a adesão aos
exercícios, assim como dicas de estratégias de orientações para facilitar a adesão aos exercícios físicos, na
busca de mais saúde e qualidade de vida. Vamos lá? Bons estudos!

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A ADESÃO AOS EXERCÍCIOS FÍSICOS


Que a prática regular de exercícios físicos contribui para a saúde física e mental, melhora nossa saúde e
qualidade de vida e previne várias doenças não é novidade para ninguém. Porém, mesmo com esse
conhecimento um grande número de pessoas tem dificuldade em aderir à prática regular de atividades físicas.
Há aqueles que até iniciam uma atividade, porém sem regularidade ou permanência.

Exercício é uma “sequência planejada de movimentos repetidos sistematicamente com o objetivo de elevar o
rendimento. O exercício físico constitui uma exigência básica para o desenvolvimento adequado do corpo”
(BARBANTI, 2011, p. 185).

A adesão ao exercício é a permanência prolongada a um comportamento ativo, no caso a prática esportiva


escolhida. Podemos classificar os motivos que levam alguém a praticar exercícios físicos em:

• Físicos

• Psicológicos.

• Sociais.

Da mesma forma, temos que considerar os problemas que levam as pessoas a não se exercitaram. Segundo
Weinberg e Gould (2017), alguns desses problemas podem ser:

- Falta de tempo.

- Falta de energia.

- Falta de motivação. Motivação é caracterizada “como um processo ativo, intencional e dirigido a uma meta, o
qual depende da interação de fatores pessoais (intrínsecos) e ambientais (extrínsecos)” (SAMULSKI, 2009, p.
168).

Além dos problemas, devemos analisar os determinantes da adesão ao exercício, ou seja, aquilo que é
decisivo para optar por se exercitar. Esses determinantes podem ser divididos em:

• Fatores pessoais.

• Fatores ambientais.

Os fatores pessoas podem ser demográficos, cognitivos, de personalidade e comportamentais. Já os


ambientais são o ambiente social e físico (WEINBERG e GOULD, 2017).

Muitos estudos têm sido feitos para explicar a adesão aos exercícios físicos. Algumas dessas teorias e alguns
desses modelos de comportamento são (WEINBERG e GOULD, 2017):

• Modelo de crença na saúde.

• Teoria do comportamento planejado.

• Teoria sociocognitiva.

• Teoria da autodeterminação.

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Um modelo é uma representação. Já uma teoria é um conjunto de ideias que busca nos explicar algo.

As estratégias e orientações para melhorar a adesão ao exercício possuem diferentes abordagens:

• Modificação do comportamento.

• Reforços.

• Abordagem cognitivo-comportamental.

• Tomada de decisão.

• Apoio social.

• Abordagens intrínsecas.

Há muitas estratégias e orientações para melhorar a adesão ao exercício, e o profissional de educação física é
um elemento fundamental de orientação e inspiração para todos que querem iniciar e perseverar nas
atividades físicas.

Figura 1 | Educador físico

Fonte: Flaticon.

Mudanças não acontecem de forma instantânea, necessitam de planejamento e de tempo para serem
incorporadas. Um dos modelos de estágios de mudanças de comportamento mais conhecidos é o modelo
transteórico ou transteorético (MARTINS, 2001), que estabelece cinco fases:

• Pré-contemplação.

• Contemplação.

• Preparação.

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• Ação.

• Manutenção.

COMPORTAMENTO E ADESÃO À PRÁTICA REGULAR DE EXERCÍCIO FÍSICOS


Um estilo de vida ativo é fundamental para a saúde, porém, os benefícios das atividades físicas se refletem
também em outros aspectos da vida. São alguns motivos que levam as pessoas a iniciarem os exercícios
físicos:

• Motivos fisiológicos: melhora das funções fisiológicas (circulação, respiração, funções motoras, entre
outras), mais disposição, controle do peso, redução dos riscos de doenças cardiovasculares e redução do
estresse e da depressão.

• Motivos psicológicos: prazer, satisfação, motivação, bem-estar e aumento da autoestima.

• Motivos sociais: fazer amizades e ter interação social.

Figura 2 | Interação social

Fonte: Pixabay

Podemos também analisar os fatores determinantes para a adesão aos exercícios. Segundo Weinberg e
Gould (2017), esses fatores não agem isoladamente, mas influenciam-se mutuamente para resultar no
comportamento do indivíduo.

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Fatores pessoais: dentre as variáveis demográficos, percebe-se que pessoas com renda mais alta, maior nível
de educação e situações profissionais mais privilegiadas costumam ser mais fisicamente ativas. Os estudos
não apontam diferenças na adesão aos exercícios entre homens e mulheres. Em relação à faixa etária, a
atividade física costuma reduzir com o envelhecimento. As variáveis cognitivas e de personalidade que
influenciam positivamente a adesão aos exercícios são a crença de ser capaz de realizar atividades físicas e a
automotivação. Já as variáveis de comportamento incluem o envolvimento precoce em esportes e atividades
físicas – ou seja, início dessas atividades na infância, e um tempo de permanência na atividade durante pelo
menos seis meses.

Fatores ambientais: incluem o ambiente social, ou seja, apoio de familiares e amigos, e o ambiente físico,
representado por um local adequado para se realizar a atividade física, perto de casa ou do trabalho.

Entender o comportamento, as teorias comportamentais e os processos de mudanças de comportamento é


fundamental para um programa de exercícios ter sucesso. Algumas dessas teorias e modelos são:

Modelo de crença na saúde: quanto mais o indivíduo acreditar que a prática regular de exercícios contribuirá
positivamente para sua saúde, maior a chance de engajamento.

Teoria do comportamento planejado: afirma que as pessoas tomam decisões de forma racional, baseadas nas
informações recebidas.

Teoria sociocognitiva: diz que fatores pessoais, comportamentais e ambientais agem em conjunto para
influenciar o comportamento.

Teoria da autodeterminação: “propõe que as pessoas são motivadas de forma inerente a se sentirem
conectadas aos outros num ambiente social (relacionamento), a funcionar com eficiência no ambiente
(realização) e a ter um sentimento de iniciativa pessoal fazendo isso (autonomia)” (WEINBERG e GOULD, 2017,
p. 400).

O modelo transteórico ou transteorético estuda os estágios de mudanças de comportamento ao planejar a


adoção de um novo hábito ou estilo de vida. Mostra que esse processo é gradativo, e que as estratégias de
incentivo e orientação devem acompanhar esses estágios (MARTINS, 2001).

1º estágio: pré-contemplativo. Nesse estágio há desmotivação e pouca vontade de agir.

2º estágio: contemplativo. Há intenção de agir, mas falta ação.

3º estágio: preparação. Os primeiros passos para a mudança comportamental são dados.

4º estágio: ação. Há mudanças de hábitos e de estilo de vida. Porém, ainda não completaram os seis meses de
mudança, podendo haver recaídas e desistência.

Figura 3 | Estágio de ação

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Fonte: Pixabay.

5º estágio: manutenção. Neste estágio o novo comportamento já foi incorporado por mais de seis mesas,
apesar de poder haver recaídas ocasionais. É necessário esforço para se manter nele.

ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES PARA AUMENTAR A ADESÃO AOS EXERCÍCIOS


Apesar de haver um consenso a respeito dos benefícios do exercício, ainda é grande a quantidade de pessoas
sedentárias, sendo importante criar meios para a adesão a esta prática. As estratégias e orientações para
melhorar a adesão ao exercício devem ser individualizadas, e levar em conta o estágio do processo de
mudança no qual o indivíduo está.

Estágio de pré-contemplação: aumentar a conscientização e a sensibilização emocional da importância dos


exercícios por meio da busca por informações sobre os benefícios de uma vida ativa e os riscos do
sedentarismo.

Estágio de contemplação: realizar a autorreavaliação, analisando a possibilidade de os exercícios regulares


tornarem o indivíduo mais saudável, produtivo e feliz.

Figura 4 | Autorreavaliação

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Fonte: Flaticon.

Estágio de preparação: evitar ou minimizar os estímulos ao sedentarismo, condicionar-se em comportamentos


alternativos mais ativos (fazer algum tipo de atividade física), comprometer-se e fazer escolhas. Importante
estabelecer metas de curto prazo e programar recompensas pessoais pela atividade realizada.

Estágio de ação: continuar evitando ou diminuindo os estímulos ao sedentarismo e o condicionamento a


comportamentos alternativos, buscar relações de ajuda entre companheiros, amigos e familiares, reconhecer
os progressos.

Estágio de manutenção: focar nos mesmos processos do estágio anterior.

Outras ações:

• Deixar lembretes para se exercitar.

• Manter registros das atividades, com os progressos.

• Buscar feedbacks, como peso corporal, pressão arterial e frequência cardíaca.

• Fazer atividades que sejam prazerosas.

• Ter opções de atividades que levem em consideração a disponibilidade de tempo e a disposição do


praticante.

• Exercitar-se em um local agradável.

A motivação para a prática de atividades físicas pode ser desenvolvida por meio de algumas técnicas que
desenvolvam formas positivas e estabilizem formas desejadas de comportamentos, como explica Samulski
(2009):

Técnica básica de motivação:

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• Medidas orientadas ao indivíduo, incluindo o ensino, o exercício, o treinamento e as medidas terapêuticas


(psicologia), caso sejam necessárias.

Figura 5 | Psicologia

Fonte: Flaticon.

• Medidas orientadas à situação, criando incentivos e diminuindo as dificuldades. Por exemplo: uso de meios
auxiliares de aprendizagem, reforço positivo e controle do professor ou treinador.

• Des objetivos desta técnica destacam-se desenvolver a capacidade do indivíduo automotivar-se e ter
autocontrole.

Técnicas cognitivas:

• Mentalizar as próprias capacidades positivas: “eu consigo fazer isso”.

• Mentalizar as metas concretas: “eu me imagino sendo mais ativo”.

• Determinar e modificar metas: “eu estabeleço várias metas, para que possa alcançar pelo menos uma delas”.

Figura 6 | Metas

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Fonte: Flaticon

Técnicas de autoafirmação:

• Reforço positivo após boas ações: “eu estou feliz com meu rendimento”.

• Antecipação mental de auto reforços: “eu ficarei feliz comigo mesmo”.

• Antecipação mental de reforços externos: “eu imagino como os outros me enxergarão”.

O treinamento motivacional deve ser feito diariamente, e nesse processo o profissional de educação física
deve ajudar seus alunos a se comprometerem com a atividade física, criando um ambiente acolhedor e
atencioso, no qual o compromisso com os exercícios físicos seja valorizado.

VÍDEO RESUMO
Olá, estudante! Neste vídeo você verá os fatores que levam as pessoas a buscarem incorporar uma rotina de
exercícios no seu dia a dia, assim como os problemas que dificultam ter e manter uma vida mais saudável.
Partindo de teorias e modelos de comportamento, analisaremos algumas estratégias e orientações para
melhorar a adesão e a permanência ao exercício físico.

 Saiba mais
Quer conhecer mais dicas de como manter a adesão aos exercícios físicos? Leia o texto Ano novo, treino
novo: como manter adesão ao exercício físico, de Gustavo Api. Disponível em:
[Link] Acesso em: 4 nov. 2022.

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A prática de atividades físicas é importante em todas as fases da vida, sobretudo na velhice. Clara Maria
de Freitas e colaboradores pesquisaram os motivos de adesão e permanência na prática regular de
exercícios físicos entre os idosos. Veja o artigo Aspectos motivacionais que influenciam a adesão e
manutenção de idosos a programas de exercícios físicos. Disponível em:
[Link] Acesso em: 4 nov. 2022.

REFERÊNCIAS
12 minutos

Aula 1
MACHADO, T. do A. et al. Autoeficácia esportiva: uma revisão integrativa dos instrumentos de medida. Rev.
Educ. Física/UEM, v. 25, n. 2, p. 323-333, 2. trim. 2014. Disponível em
[Link] Acesso em: 15 out. 2022.

SAMULSKI, D. Psicologia do esporte: conceitos e novas perspectivas. São Paulo: Manole, 2009.

WEINBERG, R. S.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. São Paulo: Grupo A,
2017.

Aula 2
KLEIN, C. Dicionário da língua portuguesa. São Paulo: Rideel, 2015.

SAMULSKI, D. Psicologia do esporte: manual para a educação física, psicologia e fisioterapia. São Paulo:
Manole, 2002.

SAMULSKI, D. Psicologia do esporte: conceitos e novas perspectivas. São Paulo: Manole, 2009.

WEINBERG, R. S.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. São Paulo: Grupo A,
2017.

WEINECK, J. Treinamento ideal. São Paulo: Manole, 2003.

Aula 3
ALMEIDA, M. A. B. de. Qualidade de vida: definição, conceitos e interfaces com outras áreas de pesquisa. São
Paulo: Escola de Artes, Ciências e Humanidades - EACH/USP, 2012.

BECK, A. T.; ALFORD, B. A. Depressão: causas e tratamento. 2. ed. Porto Alegre: Artmed. 2011.

CLARK, D. A.; BECK, A. Terapia cognitiva para os transtornos de ansiedade: ciência e prática. São Paulo:
Grupo A, 2012.

DINIZ, D. P. Guia de Qualidade de Vida: saúde e trabalho. São Paulo: Manole, 2013.

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SAMULSKI, D. Psicologia do esporte: conceitos e novas perspectivas. São Paulo: Manole, 2009.

WEINBERG, R. S.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. São Paulo: Grupo A,
2017.

Aula 4
BARBANTI, V. J. Dicionário de educação física e esporte. São Paulo: Manole, 2011.

MARTINS, C. de O. Ginástica laboral no escritório. Jundiaí: Fontoura, 2001.

SAMULSKI, D. Psicologia do esporte: conceitos e novas perspectivas. São Paulo: Manole, 2009.

WEINBERG, R. S.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. São Paulo: Grupo A,
2017.
Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.

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