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Reforma Administrativa: Decreto-Lei 200/67

O Decreto-Lei 200 de 1967 introduziu reformas administrativas no Brasil visando descentralização e flexibilidade operacional, buscando aumentar a eficiência da administração pública. A reforma combinou princípios burocráticos e gerenciais, mas não trouxe mudanças significativas na administração central. Programas subsequentes, como o Programa Nacional de Desburocratização, focaram em aumentar a eficiência e atender melhor o usuário do serviço público.

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Reforma Administrativa: Decreto-Lei 200/67

O Decreto-Lei 200 de 1967 introduziu reformas administrativas no Brasil visando descentralização e flexibilidade operacional, buscando aumentar a eficiência da administração pública. A reforma combinou princípios burocráticos e gerenciais, mas não trouxe mudanças significativas na administração central. Programas subsequentes, como o Programa Nacional de Desburocratização, focaram em aumentar a eficiência e atender melhor o usuário do serviço público.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Reformas Administrativas no Brasil – Decreto – Lei 200


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REFORMAS ADMINISTRATIVAS NO BRASIL – DECRETO – LEI 200

A Reforma de 1967 (1)

• A reforma de 1967, feita pelo Decreto-Lei 200, foi uma tentativa de resolver as limita-
ções trazidas pela rigidez burocrática.

Obs.: O Decreto-Lei 200 nasce com o intuito de investir na descentralização e na flexibilida-


de operacional, principalmente das entidades da administração direta, das estatais,
para que a partir daí pudesse ter um estado funcionado com mais eficiência, com
mais equidade. Havia essa preocupação de flexibilizar e romper com essas ineficiên-
cias da administração burocrática.

• Bresser a considera como o primeiro momento da administração gerencial no Brasil.

Obs.: Perceba que, não está sendo dito que é uma reforma gerencial, mas que é o primeiro
momento que se tem dentro de uma reforma administrativa um esforço para trazer
pelo menos alguns princípios gerenciais.
5m

ATENÇÃO
Bresser cita que, na experiencia de Vargas, quando ele criou a primeira autarquia, que é
uma forma de administração descentralizada, não deixava de ser um movimento gerencial,
embora em um ambiente de reforma burocrática.

• Pautou-se pelo fortalecimento da Administração Indireta, com a transferência de ati-


vidades para autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia
mista. (Lustosa)

A Reforma de 1967 (2)

• Buscava-se obter maior flexibilidade e dinamismo operacional, por meio da descentra-


lização funcional.
ANOTAÇÕES

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• Foram instituídos diversos princípios administrativos: racionalidade administrativa, pla-


nejamento e orçamento, processos de desconcentração e descentralização, tentativa
de reunir competência e informação no processo decisório, sistematização, coordena-
ção e controle. (Lustosa)

Obs.: Em alguma medida, era reafirmado os princípios burocráticos, mas já era introduzido
alguns princípios gerenciais. Então, a reforma de Vargas era essencialmente buro-
crática, já a reforma do Decreto- Lei 200 combinava as duas coisas.

A Reforma de 1967 (3)

• As reformas do Decreto-Lei 200/67 não trouxeram mudanças no âmbito da administra-


ção burocrática central.
• Havia a coexistência de núcleos de eficiência e competência na administração indireta
e formas ineficientes na administração direta. (Lustosa)

Obs.: Na visão de Lustosa e Bresser, o núcleo burocrático, que estaria na administração


direta, foi enfraquecido por uma estratégia oportunista do regime militar, que não de-
senvolveu carreira de administradores públicos de alto nível que seriam contratados
via concurso público, então o que se fazia era contratar sem concurso público, os
escalões superiores da administração atreves das empresas estatais.
 Após a CF 88 vê-se que há o fortalecimento de diversas carreiras de estado, que
são compostas por pessoas que passaram pelo processo meritocrático e impessoal
do concurso público, como, por exemplo, auditores da Receita Federal, especialistas
em políticas públicas e gestão governamental, analistas de finança e controle etc.
10m

A Reforma de 1967 (4)

• O núcleo burocrático foi enfraquecido através de uma estratégia oportunista do regime


militar, que não desenvolveu carreiras de administradores públicos de alto nível.
• Optou-se por contratar os escalões superiores da administração através das empresas
estatais. (Lustosa)
ANOTAÇÕES

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Decreto 200/1967

O decreto possui boa parte dele ainda vigente, sendo mais a parte conceitual prin-
cipiológica.
Art. 4º A ADMINISTRAÇÃO FEDERAL COMPREENDE:
I – A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura adminis-
trativa da Presidência da República e dos Ministérios.
II – A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades,
dotadas de personalidade jurídica própria:
a) Autarquias
b) Empresas Públicas
c) Sociedades de Economia Mista
d) Fundações públicas
Art. 6º As atividades da Administração Federal obedecerão aos seguintes PRINCÍPIOS
FUNDAMENTAIS:
I – Planejamento.
II – Coordenação.
III – Descentralização.
IV – Delegação de Competência.
V – Controle.

Obs.: Algumas bancas cobram a literalidade desse artigo.

Art. 7º A ação governamental obedecerá a PLANEJAMENTO que vise a promover o


desenvolvimento econômico-social do País e a segurança nacional, norteando-se segundo
planos e programas elaborados, na forma do Título III, e compreenderá a elaboração e atua-
lização dos seguintes INSTRUMENTOS BÁSICOS:
a) plano geral de governo;

Obs.: Se parece com o que se chama hoje de PPA, sendo que não pega exatamente o
período de um governo.

b) programas gerais, setoriais e regionais, de duração plurianual;


15m
ANOTAÇÕES

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ex.: Plano de energia, Plano do Nordeste, Plano Amazônia Sustentável, Plano de Logís-
tica, Plano Nacional de Educação.
c) orçamento-programa anual;
d) programação financeira de desembolso.

Obs.: Ao observar esses instrumentos e pensar no modelo de hoje, ele é baseado na tríada
(PPA, LDO e LOA). O PPA é identificado no Decreto-lei como a letra a, a LOA como a
letra c, e a LDO não tem claramente, mas esses outros elementos nas demais letras
existem hoje.

Princípio da descentralização – quando é estudado o DL 200 percebe-se o esforço de


descentralização e, normalmente, é associado aquilo que é mais evidente, que é o fortale-
cimento da administração indireta, portanto a administração descentralizada, e esses é um
dos elementos de fato, mas o DL desenvolve isso um pouco mais, ao dispor que quando for
falar sobre descentralização estará envolvendo algumas atividades do setor público e passar
para o setor provado, ou seja, atividades que são meramente executivas, operacionais, e
que não precisam ser realizadas pelo Estado, como, por exemplo, no caso de o Estado ter
uma usina hidrelétrica, e não precisar construí-la; isso ele tratava como descentralização,
assim como quando era passado para estados e municípios algumas atividades (sempre que
possível mediante convênio) que constituía na realização de serviços públicos. Além disso,
ele olhava para dentro da organização pública e dizia que precisava delegar competência, e
separar claramente a atividade de direção da atividade operacional, sendo que neste último
caso precisa ser delegado. Quando as coisas acontecem dentro da mesma organização, no
direito administrativo costuma-se chamar de desconcentração, mas na linguagem do DL 200
também tratou isso como descentralização.
Em suma, além da descentralização pela via das entidades da administração direta, ela
traz outras três formas explicitamente, a saber: 1. Transferir atividades para a iniciativa pri-
vada; 2. Passar atividades da União para estados e municípios, mediante convênios, sempre
que os entes subnacionais tiverem capacidade para exercê-las; 3. Dentro de cada adminis-
tração pública separar claramente o que é atividade estratégica de direção do que é atividade
meramente operacional, o Executivo precisa delegar a competência para a partir disso ter
mais agilidade no funcionamento das organizações.
ANOTAÇÕES

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Art. 14. O trabalho administrativo será RACIONALIZADO mediante simplificação de


processos e supressão de controles que se evidenciarem como puramente formais ou
cujo custo seja evidentemente superior ao risco.
20m

REVISÃO DAS NORMAS DE PESSOAL / PRINCÍPIOS:

Art. 94. O Poder Executivo promoverá a revisão da legislação e das normas regulamen-
tares relativas ao pessoal do Serviço Público Civil, com o objetivo de ajustá-las aos seguintes
princípios: (...)
Art. 145. A Administração Federal será objeto de uma REFORMA de profundidade para
ajustá-la às disposições da presente lei e, especialmente, às diretrizes e princípios funda-
mentais enunciados no Título II (...)
Durante o governo militar, houve duas experiencias que vieram na sequência e do decre-
to-lei 200, que foram: a Secretaria de Modernização (SEMOR) e o Programa Nacional de
Desburocratização (PrND).

SEMOR

• Em meados dos anos 70, uma nova iniciativa modernizadora da administração pública
teve início, com a criação da SEMOR - Secretaria da Modernização.
• Reuniu-se um grupo de administradores públicos, muitos com pós-graduação no exte-
rior, que buscou implantar novas técnicas de gestão, especialmente de recursos huma-
nos, na administração pública federal. (Lustosa)

Desburocratização e Desestatização

• Dois programas marcaram o fim dos anos 70 e início dos anos 80:
25m
– Programa Nacional de Desburocratização
– Programa Nacional de Desestatização

Obs.: Segundo Lustosa, ambos atendem objetivos complementares. O primeiro busca au-
mentar a eficiência da administração pública com a desburocratização, e o segundo
procurava fortalecer o sistema de nível empresa com a desestatização.
ANOTAÇÕES

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• De iniciativa do Poder Executivo, os dois programas foram concebidos para atender a


objetivos complementares:

a) o aumento da eficiência e eficácia na administração pública;


b) o fortalecimento do sistema de livre empresa.

PrND (1)

• O Programa Nacional de Desburocratização – PrND foi uma nova tentativa de reformar


a burocracia e orientá-la na direção da administração pública gerencial.
• Objetivos do PrND: revitalização e agilização das organizações do Estado, descentrali-
zação da autoridade, melhoria e simplificação dos processos administrativos e promo-
ção da eficiência. (Lustosa)
• As ações do PrND voltaram-se inicialmente para o combate à burocratização dos pro-
cedimentos. Esperava-se tornar mais ágil o sistema administrativo, trazendo benefí-
cios para funcionários e clientes.
• Ao contrário de outros programas, o PrND privilegiava o cidadão, usuário do serviço
público. Lustosa destaca o ineditismo do PrND: “(...) nenhum outro programa antes
era dotado de caráter social e político. Mas, ele também incluía entre seus objetivos o
enxugamento da máquina estatal (...)”. (Lustosa)

Obs.: O PrND explora esse caráter inédito, ou seja, ele foi o primeiro que se preocupou em
olhar para o usuário e se preocupou com o cidadão, já que os outros olhavam para
dentro da máquina. Sendo assim, o PrND é primeiro que olha para a máquina públi-
ca, mas que diz que é necessário pensar em atender melhor o usuário público.
ANOTAÇÕES

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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. Pode-se apontar como uma das características do Programa Nacional de Desburocra-
tização, implantado no início dos anos 80,
a. implementação de indicadores de desempenho e metas de resultado, com vistas a
introduzir modelos privados de gestão no setor público.
b. diminuição do peso das instituições burocráticas no serviço público, procurando reto-
mar alguns procedimentos tradicionais da rotina administrativa, não necessariamente
alinhados com a eficiência.
c. foco no usuário do serviço público, concentrando-se na produção de mudanças no
comportamento e na atuação da burocracia pública.
d. retomada dos conceitos contidos no Decreto-Lei 200, de 1967, buscando, assim, a
atuação administrativa centralizada, sem, no entanto, deixar de lado a dimensão polí-
tica do governo.
e. introdução, no setor público, do conceito de administração mínima, com a redução da
atuação estatal em setores onde a mesma tenha se mostrado ineficiente.

COMENTÁRIO
a. Isso já seria uma reforma gerencial, e não apenas um programa que trouxe os princípios
gerenciais.
b. A única parte que é verdadeira é quando fala sobre diminuir o peso das instituições bu-
rocráticas.
c. Correto.
d. Não estava no DL 200 a ideia de administração centralizada;
e. O foco era tornar mais eficiente a administração pública para atender melhor o usuário.
30m

GABARITO
1. c

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pelo professor Leonardo Albernaz.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.

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