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Modelos Teóricos da Administração Pública

O documento aborda o modelo gerencial na administração pública, surgido na década de 1970 como resposta a crises econômicas e fiscais, buscando eficiência e qualidade nos serviços. O modelo contrasta com o patrimonialismo e a burocracia, enfatizando a confiança, descentralização e foco nos resultados para o cidadão-cliente. Embora inspirado na administração privada, o gerencialismo é adaptado às particularidades do setor público, priorizando o interesse público em vez do lucro.

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Modelos Teóricos da Administração Pública

O documento aborda o modelo gerencial na administração pública, surgido na década de 1970 como resposta a crises econômicas e fiscais, buscando eficiência e qualidade nos serviços. O modelo contrasta com o patrimonialismo e a burocracia, enfatizando a confiança, descentralização e foco nos resultados para o cidadão-cliente. Embora inspirado na administração privada, o gerencialismo é adaptado às particularidades do setor público, priorizando o interesse público em vez do lucro.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Modelos Teóricos da Administração Pública – Gerencialismo


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MODELOS TEÓRICOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA –


GERENCIALISMO

Patrimonialista

• Absolutista;

Burocrático;

• Liberal;
• Democrático.

Ele surge com a tentativa de não manter absolutamente nada do modelo Patrimonialista.
Gerencial;

• Democrático social.

Já o Gerencial surge sem o objetivo de romper com o modelo anterior, apenas resolver as
disfunções que foram geradas. Logo, boa características de Burocrácia foram agasalhadas.

Obs.: São chamados de modelos teóricos porque só existem em sua forma no âmbito da
teoria. Na prática, mesmo nos momentos em que determinado modelo prevaleceu,
se terá uma mescla de características.

Surgimento do Modelo Gerencial

Fator 1:
Crise econômica mundial, iniciada em 1973, na primeira crise do petróleo, e reforçada
em 1979, na segunda crise do petróleo. A economia mundial enfrentou um grande período
5m
recessivo nos anos 80 e não retomou os níveis de crescimento das décadas de 50 e 60,
ou seja, pós-Segunda Guerra Mundial. Na escassez, o Estado foi o principal prejudicado,
entrando em grave crise fiscal. (ABRUCIO)
Fator 2:
ANOTAÇÕES

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Crise Fiscal: é uma situação em que a política econômica do governo entra em colapso e
não consegue fazer um equacionamento entre as receitas e despesas. Quando isso ocorre,
entra-se em crise fiscal. Um caminho típico para resolver a problemática seria elevar os impos-
tos para aumentar as receitas e fazer frente às despesas, porém, isso não será possível em
todos os cenários. Outra alternativa seria reduzir as despesas pela redução das políticas públi-
cas, todavia, a sociedade pode entender como redução dos seus direitos e não concordar.
Os governos não tinha mais como financiar seus déficits crescentes. Sobretudo nos Esta-
dos Unidos e na Inglaterra, iniciava-se uma revolta dos taxpayers (contribuintes) contra a
cobrança de mais tributos, sem relação direta com a melhoria dos serviços públicos. Os
governos estavam sobrecarregados de atividades acumuladas no pós-guerra. Os grupos não
queriam perder o que consideravam conquistas. (ABRUCIO)
Fator 3: atualmente, se diria “problema de governança”.
Tratava-se do que a linguagem da época chamava de situação de “ingovernabilidade”:
Os governos estavam inaptos para resolver seus problemas. (ABRUCIO)
Fator 4: perda de poder dos Estados como formulador de políticas autônomas devido a
globalização.
A globalização e todas as transformações tecnológicas que transformaram a lógica do
setor produtivo afetaram de maneira decisiva o Estado e sua capacidade de formular políti-
cas econômicas de forma autônoma. (ABRUCIO)
Nesse sentido, o Estado que já sofria com a crise econômica, fiscal e situação de ingo-
vernabilidade, também perdeu o poder de definir sozinho o que seriam suas políticas econô-
micas num mundo em que cada economia é muito integrada à vizinha.

Gerencial

• Surge na segunda metade do século XX , como resposta à expansão das funções


10m
econômicas e sociais do Estado e ao desenvolvimento tecnológico e à globalização da
economia mundial;

ATENÇÃO
Os momentos de surgimento de cada modelo são extremamente cobrados em provas. O
modelo Bucrocrático, por exemplo, surgiu na segunda metade do século XIX. Já o Geren-
cial, mais precisamente, surgiu a partir da década de 70.
ANOTAÇÕES

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Embora o Estado Democrático Social tenha surgido no início do século, especialmente a


partir da década de 20, em que os direitos sociais foram ganhando importância, o modelo
que abraça esses direitos emergiu somente mais de 50 anos depois. Isso ocorreu, primei-
ramente, por uma questão de evolução do Estado, o qual foi se tornando maior e mais
complexo, e também porque nos anos 50, 60 e parte dos anos 70 se teve um crescimento
econômico robusto, trazendo recursos aos Estados.
Entretanto, com a instalação da crise a partir dos anos 70 e escassez de recursos, foi ne-
cessário o modelo Gerencial.

• A eficiência da administração pública, com a necessidade de reduzir custos e aumen-


tar a qualidade dos serviços, em benefício do cidadão, torna-se essencial;
• A reforma do aparelho do Estado passa a ser orientada predominantemente pelos
valores da eficiência e qualidade na prestação de serviços públicos;
• Começa a se desenvolver uma cultura gerencial nas organizações;

Serão utilizadas técnicas gerenciais para trazer mais eficiência. Em boa medida, são
técnicas importadas de organizações privadas, como controle de custos, ferramentas geren-
ciais, relacionamento com clientes etc.

• A administração pública gerencial vê o cidadão como contribuinte de impostos e como


cliente dos seus serviços;
• Os resultados da ação do Estado são considerados bons se as necessidades do cida-
dão-cliente estão sendo atendidas, e não apenas porque os processos administrativos
estão sob controle e são seguros;

Isso seria suficiente para a lógica Burocrática.

• O paradigma gerencial contemporâneo é fundamentado nos princípios da confiança e


da descentralização da decisão;
15m

O modelo Burocrático surge partindo da desconfiança prévia dos indivíduos, logo, são
instalados controles rígidos e a impossibilidade de autonomia. Já no modelo Gerencial, se
parte da ideia de confiança, porém, não é uma confiança absoluta e possui limitações. Assim,
é possível garantir autonomia, cobrar resultados do serviços e descentralizar decisões.
ANOTAÇÕES

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• Demanda formas flexíveis de gestão, horizontalização de estruturas, descentralização


de funções, incentivos à criatividade;
• Contrapõe-se à ideologia do formalismo e do rigor técnico da burocracia tradicional;
• Mantém a avaliação sistemática, a recompensa pelo desempenho, a capacitação per-
manente, características da boa administração burocrática;
• Adiciona os princípios da orientação para o cidadão-cliente, do controle por resultados
e da competição administrada;

É preciso focar na entrega de resultados, pois isso é o esperado pelo cidadão-cliente, e


um dos mecanismo para tal é a competição administrada entre órgãos públicos.

• A administração pública gerencial constitui um avanço e um certo rompimento com a


burocrática;
• A administração pública gerencial conserva da anterior, embora flexibilizando, alguns
princípios fundamentais (meritocracia, carreiras, avaliação de desempenho, treina-
mentos sistemáticos);
20m
• A diferença fundamental está na forma de controle, que deixa de basear-se nos pro-
cessos e concentra-se nos objetivos e resultados. (BRESSER-PEREIRA)

Isso não significa que não ocorra uma preocupação com o controle de meios.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
1. Para a administração pública gerencial, ao contrário do que ocorre na administração
pública burocrática, a flexibilização de procedimentos e a alteração da forma de con-
trole implicam redução da importância e, em alguns casos, o próprio abandono de prin-
cípios tradicionais, tais como a admissão segundo critérios de mérito, a existência de
organização em carreira e sistemas estruturados de remuneração.

COMENTÁRIO
Apesar da flexibilização, ainda se tem critérios como mérito, remuneração, impessoalida-
de, qualificação de servidores etc.
ANOTAÇÕES

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Gerencial

A rigor, o mercado realiza o controle das organizações privadas para que elas persigam
a qualidade na tentativa de sobreviver no mercado. O mesmo não ocorre com as organiza-
ções públicas.
Contratualização de Resultados:
1. Definição precisa dos objetivos que o administrador público deverá atingir em
sua unidade.
2. Garantia de autonomia do administrador na gestão dos recursos humanos, materiais e
financeiros à sua disposição para atingir os objetivos contratados.
3. Controle a posteriori dos resultados.
Para isso, é preciso definir o que se espera do gestor e proporcionar algum grau de auto-
nomia para ele.

• Propõe-se a competição administrada no interior do próprio Estado, quando há a pos-


sibilidade de concorrência entre as unidades;

Por exemplo: em grande parte dos estados existem os serviços integrados de atendimento.
Em tese, numa cidade com vários centros como esse, se podia instalar uma competição
para o cidadão decidir e escolher aquele que presta o melhor serviço. A partir disso, a uni-
dade passaria a receber certas premiações.

• Quanto às estruturas organizacionais, buscam-se a descentralização e a redução dos


níveis hierárquicos;
• A administração pública deve ser permeável à maior participação dos agentes priva-
dos e das organizações da sociedade civil. (Bresser-Pereira)
25m

Gerencialismo x Administração de Empresas

• A administração pública gerencial inspira-se na administração de empresas, mas não


pode ser confundida com ela;
• A receita das empresas depende dos pagamentos que os clientes fazem livremente; a
receita do Estado provém de impostos;
ANOTAÇÕES

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• O mercado controla a administração das empresas; a sociedade controla a administra-


ção pública;
• A administração de empresas está voltada para o lucro privado; a administração pública
gerencial está diretamente voltada para o interesse público. (Bresser-Pereira)

Embora a administração pública possa se inspirar na privada, trazendo alguns valores,


conceitos e teorias, normalmente, isso é aplicado ao setor público com algumas adaptações
devido suas particularidades.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
2. A administração pública gerencial vê o cidadão como contribuinte de impostos e como
cliente dos seus serviços. Os resultados da ação do Estado são considerados bons
não porque os processos administrativos estão sob controle e são seguros, como quer
a administração pública burocrática, mas porque as necessidades do cidadão-cliente
estão sendo atendidas.

COMENTÁRIO
Uma lógica em que a administração pública foca nos resultados que serão entregues para
a sociedade.

GABARITO
1. e
2. c

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pelo professor Leonardo Albernaz.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES

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