INTRODUÇÃO
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é uma organização internacional
formada por países lusófonos, cujo objectivo é o "aprofundamento da amizade mútua e da
cooperação entre os seus membros".
Fundação: 17 de Julho de 1996, Angola
Fundadores: Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São
Tomé e Príncipe
Línguas oficiais: português
Secretário executivo actual: Zacarias da Costa; (depois de 17 de Julho de 2021)
Sede: Palácio dos Condes de Penafiel; Lisboa, Portugal
Tipo: organização internacional
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A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (abreviado CPLP) é uma organização
internacional formada por países lusófonos, cujo objectivo é o "aprofundamento da amizade
mútua e da cooperação entre os seus membros".
A CPLP foi criada em 17 de Julho de 1996 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-
Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. No ano de 2002, após conquistar
independência, Timor-Leste foi acolhido como país integrante. Em 2014, Guiné
Equatorial tornou-se o nono membro da organização, apesar da controvérsia gerada em torno
dessa adesão. A população de seus países membros soma aproximadamente 270 milhões de
pessoas.
A CPLP é financiada tanto por meio do orçamento de funcionamento do Secretariado
Executivo, custeado por contribuições obrigatórias dos Estados-membros, como pelo Fundo
Especial, alimentado por contribuições voluntárias e destinado a custear programas de cooperação,
projectos e acções pontuais. A sua sede fica em Lisboa, Portugal, e seu actual secretário executivo
é Zacarias da Costa, de Timor-Leste; e Armindo Brito Fernandes, natural de São Tomé e Príncipe,
quem actualmente ocupa o cargo de Diretor-Geral. A organização promove a data de 5 de Maio
como Dia da Cultura Lusófona, celebrado em todo o espaço lusófono, e os Jogos da CPLP, evento
desportivo que reúne todos os membros da organização.
História E Fundação
IV Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, Brasília, 1 de Agosto de
2002.
Antecederam a criação da CPLP a realização de várias conferências de ministros e, em
Novembro de 1989, realizou-se a primeira conferência a reunir chefes de Estado e de Governo
dos países de língua oficial portuguesa, na cidade brasileira de São Luís do Maranhão, na qual
ocorreu a fundação do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP). Em Fevereiro de 1994
ocorreu uma segunda reunião de Ministros de Negócios Estrangeiros e Relações Exteriores, que
recomendaram a criação de uma Cúpula de Chefes de Estado de Governo da lusofonia.
A CPLP foi criada formalmente em 17 de Julho de 1996 por Angola, Brasil, Cabo
Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. No ano de 2002, após
conquistar independência, Timor-Leste foi acolhido como país integrante durante a IV
Conferência de Chefes de Estado e de Governo realizada em Brasília, Brasil.
Ampliação
Quando a CPLP foi formada, a Guiné Equatorial pediu o estatuto de observador da
organização. O país foi uma colónia portuguesa entre os séculos XV e XVIII, tem alguns
territórios onde as línguas crioulas baseadas no português são faladas, além de conexões culturais
e históricas com São Tomé e Príncipe e Portugal. Além disso, o país recentemente havia
cooperado com os Países Africanos de Língua Portuguesa e o Brasil em projectos educacionais.
Na cúpula da CPLP de Julho de 2004, em São Tomé e Príncipe, os Estados-membros concordaram
em alterar o estatuto da comunidade para aceitar países como observadores associados. No
decorrer da VI Conferência de Chefes de Estado e de Governo realizada em Bissau, Guiné-Bissau,
em Julho de 2006, foram admitidos dois observadores associados: a Guiné Equatorial e Maurícias.
Maurícias era desconhecida dos europeus até a chegada dos portugueses e tem fortes ligações
com Moçambique.
Na cimeira de Lisboa, que teve lugar no dia 25 de Julho de 2008, foi a vez da formalização
da admissão do Senegal como observador associado O país tem ligações históricas com o mundo
lusófono devido a colonização portuguesa em Casamança. Durante esta cimeira também esteve em
discussão a entrada plena da Guiné Equatorial na organização. Em Junho de 2010, a Guiné
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Equatorial pediu para ser admitida como membro pleno. Na sua oitava cúpula em Luanda, Angola,
em Julho de 2010, a CPLP decidiu abrir negociações formais com a Guiné Equatorial sobre a sua
adesão total à organização
Em Julho de 2014, durante a cimeira, realizada em Díli, Timor-Leste, a Guiné Equatorial,
através de um consenso, foi aceita como membro de pleno direito da CPLP. Nesta cimeira também
ocorreu a adesão de mais quatro novos observadores associados da CPLP, os novos membros
associados foram a Namíbia, a Turquia, a Geórgia e o Japão.
Sede Secretariado Executivo da CPLP no Palácio Penafiel, em Lisboa.
Em Novembro de 2016 ocorreu a adesão de mais quatro novos membros associados,
durante a cimeira de Brasília, os novos membros associados desta vez foram a Eslováquia,
a Hungria, a Tchéquia e o Uruguai. A República da Turquia, sendo um dos países com estatuto de
membro observador desde 2014;[21] propôs, em 2016, iniciativas de cooperação nas áreas do
Ensino Superior, Ciências e Tecnologias e na promoção da língua portuguesa, com o intuito de
promover futuras oportunidades de cooperação mútua, desejando, assim, potenciar um reforço da
aproximação com a comunidade.
Em Julho de 2018, durante a XII cimeira, realizada em Santa Maria, Cabo Verde, foi
concedido o estatuto de observador associado a mais oito países e, pela primeira vez, para uma
organização. Os novos observadores são: Andorra, Argentina, Chile, França,
Itália, Luxemburgo, Reino Unido, Sérvia e a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI),
que tornou-se na primeira organização a ocupar este posto.
Em Julho de 2021, durante a XIII cimeira, realizada em Luanda, Angola, foi concedido o
estatuto de observador associado a mais dez países e três organização. Os novos observadores
são: Canadá, Catar, Costa do Marfim Espanha, Estados Unidos, Grécia, Índia, Irlanda, Peru,
Roménia, a Conferência Ibero-Americana, e a Organização Europeia de Direito Público
(OEDP/EPLO).
No dia 16 de Julho de 2021, na XVI Reunião do Conselho de Ministros da Comunidade
dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), decorrida, em Luanda, Angola, foi aprovado o Acordo
sobre a Mobilidade entre os Estados-Membros da CPLP, que estabelece a base legal sobre a qual
se construirá uma maior mobilidade e circulação no espaço da CPLP. Os Estados-Parte passam a
poder celebrar acordos adicionais em matéria de mobilidade, tendo a liberdade de escolher as
modalidades de mobilidade que pretendem aplicar (Estada de Curta Duração CPLP; Estada
Temporária CPLP; Visto de Residência CPLP e Residência CPLP); o grupo de beneficiários;
assim como os outros Estados-Parte com quem pretendem estabelecer a parceria.
Em Agosto de 2023, durante a XVII cimeira, realizada em São Tomé, São Tomé e Príncipe, foi
concedido o estatuto de observador associado para o Paraguai.
Membros
O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e o ex-Primeiro-Ministro, António Costa, no
encerramento de uma conferência da CPLP em 2016.
A CPLP é formada por nove Estados soberanos cuja língua oficial ou uma delas é a língua
portuguesa. Eles estão espalhados por todos os cinco continentes habitados da Terra, uma vez que
há um na América, um na Europa, seis na África e um transcontinental entre a Ásia e a Oceânia.
São eles: a República de Angola, a República Federativa do Brasil, a República de Cabo Verde,
a República da Guiné-Bissau, a República da Guiné Equatorial, a República de Moçambique,
a República Portuguesa, a República Democrática de São Tomé e Príncipe e a República
Democrática de Timor-Leste.
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Além dos membros plenos e efectivos, há 33 observadores associados: os países
Andorra, Argentina, Canadá, Catar, Chile, Costa do Marfim, Eslováquia, Espanha, Estados
Unidos, França, Geórgia, Grécia, Hungria, Japão, Índia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Maurício, Na
míbia, Paraguai, Peru, Reino Unido, Roménia, Senegal, Sérvia, Chéquia, Turquia, Uruguai; e as
organizações internacionais Conferência Ibero-Americana, , Organização Europeia de Direito
Público (OEDP/EPLO) e Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, Ciência e
Cultura. Nove estão localizados na Europa, três no continente africano, três no continente
americano, um na Ásia e dois são transcontinentais, ficando entre os continentes asiático e
europeu.
Existem também actualmente alguns outros países que já manifestaram o interesse de aderir a
CPLP como membros observadores, entre eles: Indonésia, Marrocos, Essuatíni, Coreia do
Sul, Rússia, Austrália, Ruanda, República Dominicana, Colômbia e Ucrânia,] que estão a preparar
as suas candidaturas. Além desses países, uma organização internacional também solicitou o
estatuto de observador associado da CPLP, a Secretaria-Geral Ibero-Americana.
Guiné Equatorial e Maurícias
Alguns países da África têm idiomas crioulos derivados do português, graças à presença
portuguesa no continente desde o século XV. A Guiné Equatorial e a Maurícias (sem
mencionar Marrocos, que também pediu o estatuto de observador), apesar de utilizarem outros
idiomas (a Maurícias tem o inglês e o francês como línguas principais, e a Guiné Equatorial, o
francês e o espanhol como línguas oficiais), procuraram, mesmo assim, obter o estatuto de
Observador junto da CPLP, devido a ligações históricas de uma parte do seu território com
Portugal. Na VI Conferência de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Bissau em Julho de
2006, a República de Maurícias e a Guiné Equatorial obtiveram o estatuto de Observador
Associado, e na VII Conferência, estiveram presentes pela primeira vez em Lisboa em Julho de
2008, nessa qualificação.
A Guiné Equatorial decidiu, em 2007, adoptar o português como língua oficial para ascender,
plenamente, ao estatuto de membro permanente da Comunidade. A Assembleia Nacional aprovou
essa medida em Outubro de 2011. Em 2014, a Guiné Equatorial foi aceite por consenso como
membro pleno da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, na sessão restrita da X Cimeira
da CPLP. No entanto, o país terá que abolir a pena de morte e promover o uso do português como
língua oficial.
Estrutura
XI Reunião de chefes de Estado e de Governo da CPLP, no Palácio do Itamaraty, em Brasí[Link]
Reunião de Ministros de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da CPLP em 2018
A Comunidade é regida pelo Secretariado Executivo, que estuda, escolhe e implementa planos
políticos para a organização. Fica localizada em Lisboa. O mandato do Secretário Executivo dura
dois anos, passível de uma reeleição.
A Conferência dos Chefes de Estado e de Governo, bienal, estuda as prioridades e os resultados da
CPLP. O plano de acção é tomado pelo Conselho dos Ministros dos Negócios Estrangeiros e
Relações Exteriores, que acontece anualmente. Há ainda encontros mensais do Comité de
Concertação Permanente.
Cooperação
Em 22 de Março de 2019, o Brasil anunciou a doação de cem mil euros para apoiar o governo
de Moçambique nos trabalhos de resgate e reconstrução emergências, no contexto da passagem
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do ciclone Idai pelo território daquele país. A doação foi feita por meio de fundo solidário a ser
criado no âmbito da CPLP.[66]
Organismos da Organização das Nações Unidas, como a Organização Mundial da Saúde, têm
utilizado a estrutura cooperativa da CPLP para levar a cabo projectos como o rede E português
, criado para fortalecer a colaboração entre na lusofonia nas áreas da informação e capacitação de
recursos humanos em saúde, fortalecendo os sistemas de informação em saúde nesses países.
Secretariado executivo
Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é o cargo que rege
administrativamente a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e tem as funções de
estudar, escolher e implementar planos políticos para a organização. Está sediado em Lisboa. O
mandato de Secretário Executivo dura dois anos, passível de uma reeleição. No biênio 2017-2018,
o cargo foi exercido pela política são-tomense Maria do Carmo Silveira, eleita na XI Conferência
de Chefes de Estado e de Governo. Durante a XII cimeira da Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa, realizada entre 17 e 18 de Julho de 2018, em Cabo Verde, o embaixador
português Francisco Ribeiro Telles foi eleito para o biênio 2019-2020, cuja posse foi marcada para
Janeiro de 2019, tendo permanecido em funções até Julho de 2021, devido ao adiamento da XIII
Cimeira da CPLP, em Luanda. Em Agosto de 2021, tomou posse o timorense Zacarias da Costa,
para o período de 1 de Agosto de 2021 a 31 de Julho de 2023.
Cultura e desporto
VII Reunião de Ministros da Cultura da CPLP em 2010
Em 2005, numa reunião em Luanda, Angola, a CPLP decidiu que no dia 5 de Maio seria
comemorado o Dia da Cultura Lusófona pelo mundo.
A bandeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ostenta oito asas em formato de
círculo. Cada uma dessas asas representa um membro da CPLP. Antes da filiação oficial de
Timor-Leste, havia sete asas.
A CPLP é responsável pela organização dos Jogos da CPLP, evento desportivo dirigido aos jovens
lusófonos com idade igual ou inferior a 16 anos. A última edição dos Jogos da CPLP ocorreu
em Angola, em 2014.
Em 2013, realizou-se a primeira edição do concurso Miss CPLP, em Lisboa. A vencedora foi
Andreia Lima, de São Tomé e Príncipe.
Objectivo da CPLP
A CPLP tem como objectivo a concertação político-diplomática e a cooperação em todas as suas
formas e a promoção e defesa da Língua Portuguesa, através de um intenso diálogo cultural
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CONCLUSÃO
Na conclusão do nosso tema sobre a CPLP, chegamos a concluir que A Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP) é uma organização internacional formada por países lusófonos, cujo
objectivo é o "aprofundamento da amizade mútua e da cooperação entre os seus membros".
A CPLP teve as sua primeira tentativas de criação em 1989 e só foi criada formalmente
em 17 de Julho de 1996 por Angola, Brasil, cabo verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São
Tomé e Príncipe.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. ↑ SECRETÁRIO EXECUTIVO DA CPLP desde 17 de julho de 2021. CPLP. Acesso em 25 de
abril de 2022
2. ↑ Shiguenoli Miyamoto (2009). «O Brasil e a comunidade dos países de língua portuguesa
(CPLP)» (PDF). Revista Brasileira de Política Internacional (RBPI). ISSN 0034-
7329. doi:10.1590/S0034-73292009000200002. Consultado em 14 de março de 2017. Cópia
arquivada (PDF) em 14 de março de 2017
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DA LUSOFONIA. Consultado em 23 de julho de 2014
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2014
6. ↑ «Armindo Brito Fernandes». [Link]. Consultado em 23 de junho de 2020
7. ↑ Ir para:a b c «CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - Histórico - Como
surgiu?». [Link]. Consultado em 30 de outubro de 2016
8. ↑ «CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - Histórico - Como
surgiu?». [Link]. Consultado em 3 de dezembro de 2019
9. ↑ «Timor-Leste entra na CPLP». Correio da Manhã. 27 de julho de 2002. Consultado em 6 de
maio de 2018
10. ↑ «XIª Reunião do Conselho de Ministros - Bissau, Guiné-Bissau - 17 de Julho de 2006». CPLP.
Consultado em 1 de fevereiro de 2018
11. ↑ «Ilhas Maurício quer estreitar relações com o Brasil». Consultado em 23 de julho de 2015.
Arquivado do original em 23 de julho de 2015
12. ↑ «No Senegal, 17 mil alunos escolhem estudar idioma português». Uol. Consultado em 1 de
fevereiro de 2018
13. ↑ [1]
14. ↑ [2]
15. ↑ «Nota informativa: Missão da CPLP à Guiné Equatorial». CPLP. 3 de Maio de 2011.
Consultado em 27 de março de 2012
16. ↑ «Guiné Equatorial aceite por consenso como membro de pleno direito da CPLP». Consultado
em 23 de Julho de 2014
17. «Guiné Equatorial já é membro de pleno direito da CPLP».
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