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Tipos e Tratamentos de Marchas Patológicas

O documento aborda as marchas patológicas, definindo marcha como a sequência de eventos que permitem o deslocamento bípede. São discutidas as causas, incluindo lesões musculares, doenças neurológicas e ortopédicas, além de descrever tipos específicos de marcha patológica, como marcha antálgica e marcha hemiparética. O tratamento na fisioterapia é apresentado, focando no alívio da dor, reabilitação neuromuscular, correção postural e uso de dispositivos de auxílio.

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Tipos e Tratamentos de Marchas Patológicas

O documento aborda as marchas patológicas, definindo marcha como a sequência de eventos que permitem o deslocamento bípede. São discutidas as causas, incluindo lesões musculares, doenças neurológicas e ortopédicas, além de descrever tipos específicos de marcha patológica, como marcha antálgica e marcha hemiparética. O tratamento na fisioterapia é apresentado, focando no alívio da dor, reabilitação neuromuscular, correção postural e uso de dispositivos de auxílio.

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MARCHAS PATOLÓGICAS

Marcha é a sequência dinâmica de eventos que permitem que o indivíduo se


desloque, mantendo a posição bípede. É uma atividade complexa,
resultante de ações reflexas e voluntárias. A marcha normal é cíclica, com
fases alternando-se com o apoio e balanço do membro inferior.

A fase de apoio inicia-se com o toque do calcanhar, segue-se com o apoio


completo do pé, impulsão (apoio no ante pé) e desprendimento. Em
seguida, o pé deixa o solo e inicia fase de balanço. Sem o apoio, entra em
fase de aceleração, desaceleração para, novamente ir ao solo com o toque
do calcanhar. Enquanto um pé se apoia, o outro está elevado. Há,
associadamente, balanço do tronco, e movimentos pendulares alternados
dos membros superiores, também realizando aceleração e desaceleração. O
membro superior de um lado acompanha o membro inferior do lado oposto.
CAUSAS
Lesões musculares: Lesões nos músculos das pernas, como distensões
musculares, podem afetar a forma como a pessoa caminha. Isso pode
resultar em uma marcha anormal, com dificuldade de movimentação e dor.
Doenças neurológicas: Doenças como o acidente vascular cerebral (AVC),
a esclerose múltipla e a doença de Parkinson podem afetar o sistema
nervoso e causar alterações na marcha. Isso pode incluir arrastar os pés,
dificuldade em levantar os pés do chão, desequilíbrio e instabilidade.
Doenças ortopédicas: Algumas condições ortopédicas, como a
osteoartrite, a artrite reumatoide e as deformidades ósseas, podem causar
dor e limitação de movimento nas articulações, afetando a marcha.
Lesões na coluna vertebral: Lesões na coluna vertebral, como hérnias de
disco, escoliose e estenose espinhal, podem afetar os nervos e causar
alterações na marcha.
TIPOS DE MARCHAS PATOLÓGICAS
 Marcha Antálgica: Esta marcha é compensatória, geralmente causada
por dor em uma perna ou articulação. A pessoa tende a evitar o peso
sobre o membro afetado, encurtando a fase de apoio desse lado.
 Marcha Hemiparética: Associada a lesões neurológicas, como o AVC,
esta marcha é caracterizada por um membro inferior que apresenta
fraqueza (hemiparesia). A pessoa pode arrastar a perna afetada ou
usá-la de forma menos eficiente.
 Marcha Parkinsoniana: Indicativa da doença de Parkinson, apresenta
passos pequenos, arrastados e uma tendência a inclinar-se para
frente. Há também uma redução da amplitude dos movimentos de
braço.
 Marcha Atáxica: Originada de disfunções cereais ou cerebelosas, a
marcha atáxica é descoordenada, levando a uma ampla base de
suporte e a dificuldade no equilíbrio.
 Marcha Espástica: Relacionada a condições como paralisia cerebral,
onde há rigidez muscular. O paciente costuma apresentar passos
longos e arrastados, com os joelhos frequentemente esticados.
 Marcha Cliéritica: Caracteriza-se por movimentos exagerados dos
braços e das pernas, podendo ser observada em certos transtornos
neurológicos.
 Marcha Flogística: Refere-se a uma marcha em que há um movimento
muito limitado devido a inflamação ou dor articular.
 Marcha de Trendelenburg: Nesta marcha, há um enfraquecimento dos
músculos abdutores do quadril, levando a uma queda do quadril do
lado não afetado ao levantar a perna do lado afetado.
 Na marcha em equino, o indivíduo apoia apenas a ponta dos pés.
TRATAMENTO
O tratamento da marcha patológica na fisioterapia pode variar dependendo
da causa subjacente e dos sintomas apresentados pelo paciente. Alguns dos
principais objetivos do tratamento incluem:
Alívio da dor: A fisioterapia pode utilizar técnicas de terapia manual,
exercícios de fortalecimento e alongamento, e modalidades físicas, como a
eletroterapia, para aliviar a dor e melhorar a mobilidade.
Reabilitação neuromuscular: Em casos de marcha patológica causada por
lesões ou doenças neurológicas, a fisioterapia pode utilizar técnicas de
reabilitação neuromuscular para melhorar a coordenação motora, o
equilíbrio e a força muscular.
Correção postural: A fisioterapia pode utilizar exercícios específicos para
corrigir a postura durante a marcha, melhorando a eficiência do movimento
e reduzindo o estresse nas articulações.
Uso de órteses e dispositivos de auxílio: Em alguns casos, o fisioterapeuta
pode recomendar o uso de órteses, como palmilhas ortopédicas, ou
dispositivos de auxílio, como bengalas ou andadores, para melhorar a
estabilidade e a segurança durante a marcha.
Exercícios de fortalecimento e condicionamento: A fisioterapia pode
prescrever exercícios específicos para fortalecer os músculos das pernas e
melhorar a resistência física, facilitando a marcha.

REFERENCIAS
SOUZA, Lua. Tipos de marchas patológicas: marchas patológicas. São
Paulo: Praticando Fisio, 2021.
R4, Marcio. Marcha Patológica: traumatologia e ortopedia. 3. Ed. Rio de
Janeiro: Traumatologia e Ortopedia, 2020.
CAMPINAS, Fisioterapia. Marcha Patológica na fisioterapia: o que é:
marcha patológica. Sp, São Paulo: Fisioterapia Campinas, 2023

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