Tratamento
Farmacológico da
hipertensão arterial
Profa. Mayara da Costa Chambela
Tratamento Farmacológico
MONOTERAPIA
COMBINAÇÃO
Redução da pressão arterial
Reduzir desfechos CV e mortalidade
CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL
PRESSÃO = DÉBITO x RESISTÊNCIA
ARTERIAL CARDÍACO VASCULAR
PERIFÉRICA
FREQUÊNCIA
CARDÍACA VOLUME ARTERIOLAR
CONTRATILIDADE
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Diuréticos
Bloqueadores dos canais de Ca2+
Inibidores do sistema renina-
angiotensina
β-bloqueadores
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Diuréticos
Bloqueadores dos canais de Ca2+
Inibidores do sistema renina-
angiotensina
β-bloqueadores
Qual o mecanismo exato da redução
da pressão arterial pelos diuréticos?
Redução da RVP
SRAA
Diminui o débito cardíaco
Intensifica a natriurese
Redução do volume extracelular
Diuréticos DIURÉTICOS TIAZÍDICOS
tiazídicos
X
Diuréticos
tiazídicos
Hiperpolarização
X
Diuréticos
tiazídicos
Hiperpolarização
X
DIURÉTICOS TIAZÍDICOS
Na+
Cl-
K+
H+
Benzotiazidina Diuréticos tiazídicos
Clortalidona
Alta eficácia DIURÉTICOS DE ALÇA
Na+
2Cl-
K+
Ca2+
Mg2+
X
X
DIURÉTICOS DE ALÇA
Na+
2Cl-
K+
Ca2+
Mg2+
DIURÉTICOS DE ALÇA
Na+
2Cl-
K+
Ca2+
Mg2+
DIURÉTICOS DE ALÇA
Na+
2Cl-
K +
Ca2+ Obs: Reserve a furosemida para as
condições com retenção de sódio
e água( Insuf renal :creatinina
Mg2+ sérica>2,0mg/dl e Ritmo de
Filtração Glomerular (RFG) <30
H+
ml/min/1,73m2), edema
(insuficiência cardíaca).
Mecanismo de ação
POUPADORES
DE POTÁSSIO
X X Espironolactona
Eplerenona
Quando Usar Poupadores de Potássio na Hipertensão?
Exemplo: IECA/BRA + Bloqueador de Canais de Cálcio + Clortalidona
→ Se refratário, adicionar espironolactona 25-50 mg/dia.
Quando Usar Poupadores de Potássio na Hipertensão?
Importante: o efeito anti-hipertensivo dos diuréticos
não está relacionado a dose, mas aos efeitos adversos
sim, então devem ser administrados em baixas doses.
Efeitos Adversos dos
Diuréticos
▪ Fraqueza
▪ Cãimbras
▪ Hipovolemia
▪ Hipopotassemia - efeito metabólico
mais comum e acompanhado de
hipomagnesemia
▪ Aumento da ácido úrico (gota)
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Diuréticos
Bloqueadores dos canais de Ca2+
Inibidores do sistema renina-
angiotensina
β-bloqueadores
BLOQUEADORES DOS CANAIS DE Ca2+
Verapamil Diltiazem Anlodipino
Fenilalquilamina Benzotiazepina Di-hidropiridina
Canal de Ca2+ tipo L
Verapamil
Diltiazem
Anlodipino
Nifedipino
CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL
PRESSÃO = DÉBITO x RESISTÊNCIA
ARTERIAL CARDÍACO VASCULAR
PERIFÉRICA
FREQUÊNCIA
CARDÍACA VOLUME ARTERIOLAR
Di-hidropiridinas (efeito Não Di-hidropiridinas (Têm menor efeito
vasodilatador predominante) vasodilatador)
Anlodipino e Nifedipino Verapamil e diltiazem
Taquicardia reflexa Efeito cronotrópico negativo direto→
→ estimulação reduz FC
adrenérgica devido β- bloqueador + verapamil ou diltiazem
RVP
EDEMA PERIFÉRICO
Alta eficácia em idosos com HAS isolada
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Diuréticos
Bloqueadores dos canais de Ca2+
Inibidores do sistema renina-
angiotensina
β-bloqueadores
Inibidores da
ECA
Inibidores da
ECA
Enalaprilate Eliminação hepática e
renal equilibrada
Inibidores da
ECA
Eliminação hepática e renal equilibrada
Inibidores da
ECA
X
Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA)
Propriedades farmacológicas
Relaxam vasos de resistência e capacitância: PA
secreção de aldosterona (aumento da eficácia de diuréticos)
Efeitos indesejados
Hipotensão no início do tratamento, tosse seca persistente 5- 20% dos usuários
(bradicinina), rubor facial, hipercalemia, angioedema, insuf. renal aguda)
Contra-indicação: Principalmente gravidez (Teratogenicidade) e doenças
respiratórias
Indicada: Insuficiência Cardíaca com FE reduzida, após IAM , propriedade
anti-aterosclerótica, retarda declínio da função renal em pacientes com
doença renal diabética e albuminuria.
Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA)
BRAs
>>> X >
Antagonistas do receptor AT1 para Angiotensina II
Propriedades farmacológicas
Antagoniza os efeitos do receptor AT1: Relaxam vasos de
resistência e capacitância PA
Efeitos indesejados
Hipercalemia, disfunção hepática, Teratogênico.
Indicado : Pacientes de alto risco de CV
BRAs
Biodisponibilidade oral baixa
Alta ligação às proteínas
(>90%)
Inibidores da enzima conversora da angiotensina -IECAS Boqueadores do receptor da angiotensina-BRAs
Proibidos
Risco de malformação
fetal que pode levar a
insuficiência renal
intrauterina.
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Diuréticos
Bloqueadores dos canais de Ca2+
Inibidores do sistema renina-
angiotensina
β-bloqueadores
CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL
PRESSÃO = DÉBITO x RESISTÊNCIA
ARTERIAL CARDÍACO VASCULAR
PERIFÉRICA
FREQUÊNCIA
CARDÍACA
CONTRATILIDADE
β1 – células justaglomerulares
Renina
Promovem a redução inicial do débito cardíaco e da secreção de renina com a
readaptação dos barorreceptores e diminuição de catecolaminas nas sinapses nervosas.
X
Vasodilatação
dependente do
endotélio
→ ativação da
produção de NO
ANTAGONISTAS β-ADRENÉRGICOS
Efeitos adversos
Pelo bloqueio 1
ICC em pacientes susceptíveis
Bradicardia
Pelo bloqueio 2
Aumento da resistência das vias aéreas em pacientes com doença broncoespástica
Não resultantes de bloqueio
Pesadelos
Insônia
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Outras classes de fármacos
Simpaticolíticos de ação central
Vasodilatadores diretos
Alfabloqueadores
Maior taxa de efeitos adversos
Alternativa de tratamento
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Outras classes de fármacos
Simpaticolíticos de ação central
Vasodilatadores diretos
Alfabloqueadores
Maior taxa de efeitos adversos
Alternativa de tratamento
AGENTES SIMPATICOLÍTICOS
Agonistas α2-adrenérgicos
Ação central
METILDOPA
CLONIDINA
MOXONIDINA
Diminuição da atividade simpática
Diminuição do reflexo dos barorreceptores
Bradicardia relativa
Hipotensão notada na posição ortostática
Discreta diminuição na RVP e no debito cardíaco
Redução nos níveis plasmáticos de renina
Diminuição da Retenção de fluidos
METILDOPA
Prófarmaco
TIROSINA
DOPA METILDOPA
L-aminoácido-
aromático-
descarboxilase
DOPAMINA α-METILDOPAMINA
NOREPINEFRINA α-METILNOREPINEFRINA
α2-adrenérgicos
Inibe o efluxo neuronal
adrenérgico do tronco
EPINEFRINA
encefálico
METILDOPA
α-METILDOPAMINA
α-METILNOREPINEFRINA
ADME
Metabolizado no cérebro à sua forma ativa
Cp máxima: 2-3 h; t ½ ~2h
Excreção na urina – maior parte como conjugado
sulfato, restante inalterada.
t ½ 4-6h – lesão renal (mais sensíveis)
Efeito máximo atrasado 6 a 8h; duração ~24h; 1x/dia
Tempo de transporte e liberação
SEDAÇÃO
Redução da libido
Sinais de Parkinsonismo
Hiperprolactinemia – ginecomastia e galactorreia
Bradicardia grave e parada sinusal
Hepatotoxicidade e febre – raro e grave
Anemia hemolítica – interrupção do tratamento
CLONIDINA e MOXONIDINA
Agonistas α2-adrenérgicos
CLONIDINA e MOXONIDINA
Doses maiores - ativação α2B-adrenérgicos
Vasoconstrição inicial
Perda de ação terapêutica
Limitação: eficácia na redução do risco de consequências CVs
da HAS (?)
RVP
FC
VS
Hipotensão postural
ICC em pacientes suscetíveis
NÃO é a 1ª opção para a monoterapia da HAS
Reduzem a PA em alguns pacientes que não respondem
adequadamente a combinações de outros agentes.
Ausência de evidências que reduzam riscos CVs.
Sedação e xerostomia
Hipotensão postural
Disfunção erétil
Distúrbios do sono
Inquietação
Depressão
Bradicardia e parada sinusal
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Outras classes de fármacos
Simpaticolíticos de ação central
Vasodilatadores diretos
Alfabloqueadores
Maior taxa de efeitos adversos
Alternativa de tratamento
Vasodilatadores diretos
HIDRALAZINA
Relaxa o músculo liso arteriolar
Diminuição das [Ca2+]i
FARMACOCINÉTICA
Bem absorvida por VO
Acetilação intestinal e hepática
Metabolismo extra-hepático (Hidrazonas)
Baixa biodisponibilidade (~25%)
Cp máxima 30 a 120 min; t1/2 ~1h
Efeito por até 12 horas
Dose máxima de 200mg/dia (Síndrome lúpica)
HIDRALAZINA
Não é 1ª escolha no tratamento da
hipertensão
Tratamento da Hipertensão grave
Emergência hipertensiva em
grávidas.
REAÇÕES ADVERSAS E PREUCAÇÕES
Síndrome lúpica
Inibição da metilação do DNA (?)
Após 06 meses de tratamento
10%: 200mg/dia
5%: 100 mg/dia
Ausência: 50mg/dia
Maior em mulheres
Fenótipo acetilador lento
Wenzel J. Cutaneous lupus erythematosus: new insights into pathogenesis and therapeutic strategies. Nature Reviews Rheumatology, 2019.
NITROPRUSSETO
DE SÓDIO
Vasodilatação arteriolar
e das vênulas
Brunton, LL; Hilal-Dandan, R; Knollmann, BC. As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman e Gilman. 13ª edição. Porto Alegre: AMGH, 2019.
FARMACOCINÉTICA
Instável e fotossensível
Infusão IV; início em 30s; duração 2min.
Frasco de 50mg diluído em 2 a 3mL de soro
glicosado 5%
0,25 a 1,5 µg/kg/min
Limite de 10 µg/kg/min - Toxicidade
Metabolismo hepático
t1/2 3 dias ou mais se IR
EMERGÊNCIAS HIPERTENSIVAS
Vasodilatação excessiva
Hipotensão
Sinais de Intoxicação: Anorexia,
fadiga, náusea, desorientação e
psicose tóxica
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Outras classes de fármacos
Simpaticolíticos de ação central
Vasodilatadores diretos
Alfabloqueadores
Maior taxa de efeitos adversos
Alternativa de tratamento
Efeito Vasodilatador