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Dimensionamento de Áreas de Vivência em Obras

O documento detalha o dimensionamento das áreas de vivência em um canteiro de obra, conforme a NR 18, incluindo requisitos para sanitários, vestiários, refeitórios e áreas de descanso para 600 trabalhadores. Também aborda medidas de proteção contra quedas e riscos em diferentes etapas do projeto, além de ações para promoção da saúde e melhoria das condições de trabalho. As diretrizes visam garantir conforto, segurança e eficiência no ambiente de trabalho.

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Dimensionamento de Áreas de Vivência em Obras

O documento detalha o dimensionamento das áreas de vivência em um canteiro de obra, conforme a NR 18, incluindo requisitos para sanitários, vestiários, refeitórios e áreas de descanso para 600 trabalhadores. Também aborda medidas de proteção contra quedas e riscos em diferentes etapas do projeto, além de ações para promoção da saúde e melhoria das condições de trabalho. As diretrizes visam garantir conforto, segurança e eficiência no ambiente de trabalho.

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5.

Dimensionamento das Áreas de Vivência no Canteiro de Obra (Conforme NR 18)

Áreas de Vivência
As áreas de vivência devem ser projetadas para atender às necessidades de 600 trabalhadores,
garantindo conforto, segurança e higiene. O dimensionamento segue os requisitos da NR 18:

1 Sanitários

 Quantidade mínima: 1 vaso sanitário e 1 lavatório para cada grupo de 20 trabalhadores.


 Dimensão aproximada: Considerando 600 trabalhadores, será necessário um total de 30
vasos sanitários e lavatórios distribuídos em sanitários masculinos e femininos.

1 Vestiários

 Devem ter armários individuais com espaço suficiente para troca de roupas.
 Dimensão: Espaço suficiente para circulação, com 300 armários duplos para atender a
totalidade dos trabalhadores.

1 Refeitórios

 Área mínima de 1,0 m² por trabalhador em cada turno.


 Capacidade: Estimativa de 200 trabalhadores por turno, com mesas e assentos suficientes.

1 Áreas de Descanso
 Devem ser dotadas de ventilação, iluminação e proteção contra intempéries.
 Dimensão: Proporcional à quantidade de trabalhadores simultâneos (aproximadamente 50
m²).

1 Enfermaria e Ambulatório

 Obrigatórios devido ao porte do empreendimento e grau de risco 4.


 Devem conter espaço para atendimento de primeiros socorros, com equipamentos básicos e
sala de repouso.

1 Cozinhas e Despensas

 Devem ser planejadas para atender às necessidades diárias dos trabalhadores, com
equipamentos e ventilação adequados.

1 Água Potável

 Instalações em locais acessíveis, com pontos de distribuição proporcional à área do canteiro.


6. Proteção Contra Queda de Altura (Conforme Item 18.13 da NR 18)
As principais medidas incluem:

1 Sinalização e Delimitação de Áreas

 Instalar barreiras físicas e sinalizações de advertência nas áreas de risco.

1 Sistema de Ancoragem e Linhas de Vida

 Devem atender aos requisitos da NR 35, com inspeções periódicas e documentação técnica.

1 Plataformas de Proteção e Guarda-Corpos

 Instalação de guarda-corpos em bordas de lajes, pisos elevados e plataformas.


 Plataformas de proteção intermediárias em fachadas de prédios.

1 Rede de Proteção

 Utilização de redes em locais onde não seja viável o uso de guarda-corpos ou ancoragem.
1 Treinamento e Capacitação

 Treinamento específico para trabalhadores expostos a alturas, incluindo resgate em caso de


quedas.

7. Riscos e Medidas de Proteção por Etapa do Projeto

Etapa 1: Preparação do Terreno


Riscos Principais:
 Acidentes com máquinas pesadas (escavadeiras e tratores).
 Emissão de poeiras e ruídos excessivos.
 Atropelamento ou choque com veículos.

Medidas de Proteção:
 EPI: Capacetes, protetores auriculares, luvas de proteção e botas de segurança.
 EPC: Barreiras físicas, sinalização adequada e aspersores de água para controle de poeira.
 Outras Medidas: Treinamento em segurança para operadores e controle rigoroso de acesso ao
local.

Etapa 2: Fundação
Riscos Principais:
 Desabamentos durante escavações.
 Contato com solo contaminado ou instável.

Medidas de Proteção:
 EPI: Máscaras respiratórias PFF2, botas com biqueira de aço, luvas reforçadas.
 EPC: Escoramento das paredes das valas, instalação de guarda-corpos nos perímetros das
escavações.
 Outras Medidas: Monitoramento geotécnico do solo.

Etapa 3: Estruturas
Riscos Principais:
 Queda de altura durante montagem de estruturas metálicas ou concreto.
 Exposição a objetos cortantes e perfurantes.

Medidas de Proteção:
 EPI: Cintos de segurança com talabartes, óculos de proteção, botas antiderrapantes.
 EPC: Linhas de vida, guarda-corpos em plataformas de trabalho.
 Outras Medidas: Treinamento em técnicas de trabalho em altura e supervisão constante.

Etapa 4: Acabamento
Riscos Principais:
 Inalação de solventes e outros produtos químicos.
 Escorregões e quedas em pisos úmidos.

Medidas de Proteção:
 EPI: Máscaras com filtro para vapores orgânicos, luvas nitrílicas, calçados antiderrapantes.
 EPC: Ventilação adequada e sinalização de áreas molhadas.
 Outras Medidas: Monitoramento periódico da qualidade do ar.

Promoção da Saúde e Melhoria das Condições de Trabalho

1 Ações de Promoção de Saúde

 Campanhas de vacinação e controle de doenças ocupacionais.


 Realização de exames médicos periódicos e programas de ergonomia.

1 Condições de Trabalho

 Climatização de ambientes fechados e áreas de descanso.


 Redução do tempo de exposição a fatores de risco por meio de rodízio de trabalhadores.

1 Aumentar Resiliência no Processo

 Treinamentos de Resiliência Operacional: Preparar a equipe para resposta a emergências.


 Monitoramento Contínuo: Uso de sistemas tecnológicos para prever riscos (IoT, sensores,
drones).
 Auditorias de Segurança: Revisões regulares dos procedimentos e práticas do canteiro.

Essas medidas combinadas são fundamentais para minimizar riscos, aumentar a eficiência e garantir
a segurança no empreendimento.

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