REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIOS DA EDUCAÇÃO E SAÚDE
INSTITUTO POLITÉCNICO PRIVADO KWATELELA
CURSO DE ENFERMAGEM GERAL
PROJECTO TECNOLÓGICO
13º CLASSE
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UM PACIENTE DE 13 ANOS DE
IDADE COM INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA INTERNADO NO
BANCO DE URGÊNCIA DE PEDIATRIA DO HOSPITAL CENTRAL DO
HUAMBO NUM PERIÓDO DE NOVEMBRO À DEZEMBRO DE 2024:
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Autores:
1. Evalina Jamba Calandula
2. Joana Cuvale Chipelo
3. Mauricia Sole Vihilo
4. Mariana Capunga Dongua
5. Lucas Emanuel M. Constantino
HUAMBO/2024
INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO PRIVADO KWATELELA
CURSO DE ENFERMAGEM GERAL
PROJECTO TECNOLÓGICO
13º CLASSE
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UM PACIENTE DE 13 ANOS DE
IDADE COM INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA INTERNADO NO
BANCO DE URGÊNCIA DE PEDIATRIA DO HOSPITAL CENTRAL DO
HUAMBO NUM PERIÓDO DE NOVEMBRO À DEZEMBRO DE 2024:
RELATO DE EXPERIÊNCIA
Autores:
1. Evalina Jamba Calandula
2. Joana Cuvale Chipelo
3. Mauricia Sole Vihilo
4. Mariana Capunga Dongua
5. Lucas Emanuel M. Constantino
O ORIENTADOR
LIC. ABEL SASSOMA CHALI TAVARES
HUAMBO/2024
BANCA EXAMINADORA
Presidente
_________________________________________
Instituição:_______________________________
1º vogal
________________________________________
Instituição:_______________________________
2º Vogal
________________________________________
Instituição:_______________________________
DEDICATÓRIA
Dedicamos este trabalho a todos aqueles que apoiaram de forma directa ou indirectamente na
elaboração deste trabalho, especialmente nossos encarregados de educação que ajudaram
financeiramente e não só, em nossas carreiras estudantis.
AGRADECIMENTOS
Expressamos gratidão a nosso Soberano Senhor JESUS CRISTO pelo dom da vida, pois ele
nunca nos abandonou nos momentos de necessidade.
Agradecemos aos nossos pais por não terem medido esforço e tudoque fazem em prol da nossa
formação.
Por último e não menos importante agradecemos ao nosso orientador cuja dedicação e paciência
serviram como pilares de sustentação para a conclusão deste trabalho.
EPÍGRAFE
Não é porque o dia não é suficiente, mas porque ela não tem nenhum momento do dia para si
mesmo. Viva a vida quando você a tiver. A vida é um presente maravilhoso-não há nada de
pequeno nisso. O primeiro requisita de um hospital é que ele jamais deveria fazer mal ao doente.
Autora: Florence Nightingale
RESUMO
A insuficiência renal aguda (ira) tem incidência, em torno de 2 a 5%, em pacientes hospitalizados
com grande influência de fatores como: choque séptico, hipovolemia, uso de aminoglicoídeos,
insuficiência cardíaca e contrastes para r-x. Uma parte desses pacientes tem sido tratada em
unidades de terapia intensiva e, dependendo do quadro, pode haver alta taxa de mortalidade
Objectivo: Compreender de forma telegráfica sobre a insuficiência renal aguda, e relatar à
assistência de enfermagem prestada a um paciente com insuficiência renal aguda, internado no
banco de urgência pediatria, no Hospital geral do Huambo, no periódo de novembro à dezembro
de 2024. Metodos: Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa do tipo relato de
experiência vivenciado pelos estudantes do Instituto Médio Politécnico Privado Kwatelela ,no
Hospital geral do huambo no banco de urgencia de pediatia. Ressultado: Os estudos revelaram a
presença dos enfermeiro como agregados de valor participante, no cuidado desde o diagonostico
ate a alta terapeutica. Conclusão: Assim sendo após um período de convivência com o paciente
I.N, cuja o mesmo fora diagnosticada com Insuficiência renal aguda, obtivemos um desfecho
positivo, caracterizado em Alta por melhoria satisfatória. Deste modo, é desuma importância da
equipe de enfermagem manter-se sempre atualizados para que haja uma atuação mais eficaz no
contexto de cuidar, objetivando a manutenção da remissão da doença, recuperação e favorecendo
boa qualidade de vida em todos os níveis de assistência, para assim diminuir os riscos,
complicações e morte.
Palavras-chaves: Insuficiência renal aguda, fisiopatologia, diagnostico, assistência de
enfermagem, enfermeiro.
ABSTRACT
Acute renal failure (ARF) has an incidence of around 2 to 5% in hospitalized patients with great
influence from factors such as: septic shock, hypovolemia, use of aminoglycoids, heart failure
and contrasts for x-rays. Some of these patients were treated in intensive care units and,
depending on the condition, there may be a high mortality rate. Objective: To understand the
telegraphic form of acute renal failure and report the nursing care provided to a patient with acute
renal failure, admitted to the pediatric emergency department, at the General Hospital of
Huambo, from November to December 2024. Methods: This is a descriptive study with a
qualitative approach, reporting the experience experienced by students at the Instituto Médio
Politécnico Privado Kwatelela, at the General Hospital of Huambo in the pediatrics emergency
department. Result: The studies revealed the presence of nurses as added value participants, in
care from diagnosis to therapeutic discharge. Conclusion: Therefore, after a period of
coexistence with patient I.N, who had been diagnosed with acute renal failure, they obtained a
positive outcome, characterized at discharge by satisfactory improvement. Therefore, it is
extremely important for the nursing team to always remain up to date so that there is a more
effective performance in the context of care, aiming to maintain the remission of the disease,
recovery and favoring a good quality of life at all levels of care, to thus reducing risks,
complications and death.
Keywords: Acute renal failure, pathophysiology, diagnosis, nursing care, nurse.
LISTA DE ABREVIATURAS
IRA-Insuficiência Renal Aguda
TFG- Filtração Glomerular
AINES-Antinflamatorios não esteroides
NTA-Necrose Tubular Aguda
NTA- Necrose Tubular Aguda
IECA-Inibidones da Enzima Convensora da Angiotensina
SUMÁRIO
[Link]ÇÃO.........................................................................................................................12
1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DA TEMÁTICA................................................................13
1.1.1 Fisiopatologia..........................................................................................................13
1.1.2 Causas......................................................................................................................14
1.1.3 Sinais e sintomas.....................................................................................................15
1.1.4 Diagnóstico..............................................................................................................16
1.1.5 Fatores de riscos......................................................................................................16
1.1.6 Medidas educativas e tratamento..........................................................................16
1.2 Problema científico........................................................................................................17
1.3 Hipótese...........................................................................................................................17
1.4 Justificativa.....................................................................................................................17
1.5 Objetivos:........................................................................................................................18
1.5.1 Geral:................................................................................................................................18
1.5.2 Específicos:...................................................................................................................18
2 METODOLOGIA.................................................................................................................19
2.1 TIPO DE ESTUDO........................................................................................................19
2.2 LOCAL DE ESTUDO...................................................................................................19
2.3 COLECTA DE DADOS.................................................................................................19
2.4 ASPÉCTO SÉTICOS OBSERVADOS........................................................................19
3 RESULTADOS......................................................................................................................20
3.1 DESCRIÇÃO DO CASO..............................................................................................20
3.2 MOTIVO DE INTERNAMENTO...............................................................................20
3.3 HISTÓRIA DA DOENÇA ACTUAL........................................................................20
3.4 ANTECEDENTES PESSOAIS....................................................................................20
3.5 ANTECEDENTES FAMILIARES..............................................................................20
3.6 ANTECEDENTES SOCIAIS.......................................................................................20
3.7 EXAME FÍSICO............................................................................................................21
3.7.1 Geral........................................................................................................................21
3.7.2 Regional...................................................................................................................21
3.8 EXAMES COMPLEMENTARES...............................................................................22
3.9 DIAGNÓSTICO DEFINITIVO...................................................................................22
3.10 CONDUTA TERAPÊUTICA..........................................................................................22
4 INFORMAÇÕES DIÁRIAS DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM........................23
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................................24
7 ANEXO – 1............................................................................................................................26
8 ANEXO – 2............................................................................................................................27
9 ANEXO - 3............................................................................................................................28
10 APÊNDICE – CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES......................................................29
[Link]ÇÃO
A insuficiência renal aguda (IRA) é uma condição clínica que tem sido reconhecida ao longo da
história da medicina, embora sua compreensão e manejo tenham evoluído significativamente.
Registros históricos indicam que a IRA foi descrita desde os tempos antigos, com referências a
doenças renais em textos médicos da Grécia e Roma. No entanto, foi somente no século XX que
a IRA começou a ser estudada de forma sistemática, especialmente com o avanço das técnicas de
diagnóstico e a compreensão da fisiologia renal. (Kellum et al., 2013)
Epidemiologicamente a insuficiência renal aguda revela uma condição de alta relevância em
ambientes hospitalares, especialmente em unidades de terapia intensiva (UTIs). Estudos
demonstram que a IRA pode afetar entre 5% a 20% dos pacientes hospitalizados, com taxas ainda
mais elevadas em pacientes críticos, onde a prevalência pode ultrapassar 50% (Hoste et al.,
2006).
A condição é frequentemente associada a fatores de risco como idade avançada, morbidades
(como diabetes e hipertensão), e a presença de condições agudas, como sepse e choque
hipovolêmico. A identificação precoce e a intervenção adequada são cruciais, pois a IRA está
associada a um aumento significativo na morbidade e mortalidade, além de complicações a longo
prazo, como a progressão para doença renal crônica. (Bellomo, 2012).
12
1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DA TEMÁTICA
1.1.1 Fisiopatologia
O sistema urinário é um conjunto de órgãos envolvidos com a formação, depósito e eliminação
da urina. É formado por dois rins, dois ureteres, uma bexiga urinária e uma uretral . Os rins são
responsáveis pela filtração do sangue e formação da urina, eliminação de resíduos metabólicos,
retenção de nutrientes, regulação do equilíbrio eletrolítico no liquido intersticial e liberação de
hormônios. Os néfrons são a unidade funcional dos rins, consistem de leitos capilares
especializados, os glomérulos, que estão envolvidos em três processos básicos: Filtragem do
sangue; Retorno de substâncias úteis para o sangue; Remoção de substâncias que sejam
desnecessárias ao sangue.
A insuficiência renal aguda (ira) tem incidência, em torno de 2 a 5%, em pacientes hospitalizados
com grande influência de fatores como: choque séptico, hipovolemia, uso de aminoglicoídeos,
insuficiência cardíaca e contrastes para r-x. Uma parte desses pacientes tem sido tratada em
unidades de terapia intensiva e, dependendo do quadro, pode haver alta taxa de mortalidade
A fisiopatologia da insuficiência renal, aguda ou crónica, pode ter diversos níveis. Se a
patologia que danifica os rins se encontra “antes” dos rins, é denominada como insuficiência
renal de causa pré-renal, como por exemplo nos casos associados a insuficiência cardíaca ou a
depeleção de volume nos vasos.
Por sua vez, se a patologia é intrínseca aos rins, como é o caso da glomerulonefrite ou da
pielonefrite agudas, a insuficiência renal é considerada de causa renal.
Finalmente, se a causa de insuficiência renal se relaciona com obstrução da drenagem urinária,
como por exemplo na hipertrofia da próstata, denomina-se pós-renal.
A insuficiência renal aguda ou, mais modernamente, Injúria Renal Aguda (IRA) é caracterizada
por uma redução abrupta da função renal, que se mantém por períodos variáveis, resultando na
inabilidade dos rins para exercer suas funções básicas de excreção e manutenção da homeostasia
Hidra eletrolítica do organismo. Apesar do substancial avanço no entendimento dos mecanismos
13
fisiopatológicos da IRA, bem como no tratamento dessa doença, os índices de mortalidade ainda
continuam excessivamente elevados, em torno de 30-50%. (Mc Graw-Hill, 2006)
Definição
A insuficiência renal, ou falência renal, é quando os rins perdem a sua capacidade para filtrar o
sangue e eliminar substâncias que podem ser tóxicas para o organismo, causando sintomas como
cansaço frequente, coceira na pele, urina com espuma e inchaço no corpo. (OMS, 2020)
1.1.2 Causas
A insuficiência renal aguda (IRA) pode ser causada por uma variedade de fatores que podem ser
classificados em três categorias principais: pré-renais, renais e pós-renais. Cada uma dessas
categorias reflete diferentes mecanismos que levam à deterioração da função renal. A seguir,
estão as principais causas de cada categoria:
Insuficiência Renal Pré-Renal
Hipovolemia: hemorragias, perdas gastrointestinais, terceiro espaço, queimaduras,
sobrecarga de diuréticos, febre.
Diminuição do débito cardíaco: arritmias, insuficiência cardíaca congestiva, infarto
agudo do miocárdio, tamponamento pericárdico.
Vasodilatação periférica: choque anafilático, bacteriemia e anti-hipertensivos.
Vasoconstrição renal: anestesia, cirurgias, síndrome hepatorrenal.
Drogas: agentes anti-inflamatórios não hormonais, inibidores da enzima de conversão
da angiotensina, ciclosporina, agentes contrastados para Rx. (Kidney, 2012)
Insuficiência Renal Pós-Renal
Obstrução bilateral dos ureteres: tumores da próstata e cérvix, fibrose retroperitoneal
idiopática, hemorragia retroperitoneal, ligadura acidental durante cirurgias pélvicas.
Obstrução bilateral dos ureteres (intraluminal): cristais de ácido úrico e sulfa, edema,
coágulos.
14
Obstrução em bexiga: hipertrofia da próstata, carcinoma de bexiga, infeção, neuropatia ou
bloqueadores ganglionares.
Obstrução uretral: válvula congênita, estenose, tumor, funcional. Insuficiência renal aguda
de ira, dentro do hospital, a causa é multifatorial. (Kidney, 2012)
A septicemia é uma das causas mais frequentes de associação de fatores que pode provocar um
grande número de evidências de modelos experimentais e endotoxemia humana sugere que
vários mediadores inflamatórios e neuro endócrinos estão envolvidos na ira por sepses
(Kidney, 2012)
1.1.3 Sinais e sintomas
Os principais sintomas de insuficiência renal aguda são:
Pouca urina;
Urina com espuma;
Cansaço frequente;
Sensação de falta de ar;
Inchaço das pernas e pés;
Diminuição do apetite;
Náuseas e vômitos;
Cãibras frequentes;
Tremor, principalmente nas mãos;
Formigamento nas mãos e nos pés;
Coceira na pele;
Sonolência ou confusão mental.
Ao observar estes sintomas é aconselhado que a pessoa consulte um clínico geral ou nefrologista
para que seja feita uma avaliação dos sintomas e possam ser solicitados exames que ajudem a
avaliar o funcionamento do rim e, assim, ser possível iniciar o tratamento mais adequado.
(Thadani R, 2012)
15
1.1.4 Diagnóstico
O diagnóstico de insuficiência renal aguda pode ser realizado pelos médicos de família, levando
em consideração alguns aspetos, a saber:
A ausência completa de diurese (anúria) não é uma característica da insuficiência renal
crónica mas sim da insuficiência renal aguda ou da insuficiência renal crónica agudizada;
A elevação da creatinina e da ureia sérica são características da insuficiência renal aguda;
A análise sumária de urina pode revelar albuminúria e o sedimento urinário pode
apresentar alterações como hematúria e cilindros eritrocitários;
Entre os exames que fazem o diagnostico de insuficiência renal aguda estão:
Medições da produção de urina;
Exames de urina;
Exames de sangue;
Exames de imagem, como ultrassom e tomografia computadorizada;(Kidney,2012)
1.1.5 Fatores de riscos
De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), evitar ou controlar suas principais
causas é a única forma de prevenir sua ocorrência. Sendo assim, vale a pena conhecer os fatores
de risco para doenças renais aguda e tomar as providências cabíveis. São eles:
Hipertensão arterial (pressão alta, acima de 140/90 mmhg);
Diabetes mellitus (seja do tipo 1 ou do tipo 2);
Obesidade (índice de massa corporal maior do que 30 kg/m²);
Doênças cardiovasculares (como infarto, acidente vascular cerebral, doença vascular
periférica etc.);
Tabagismo (fumo);
Medicações nefrotóxicas de uso contínuo. (MORCOS SK, 2011)
1.1.6 Medidas educativas e tratamento
16
A insuficiência renal pode ser prevenida, essencialmente através das seguintes medidas:
Alteração do estilo de vida para prevenção de causas frequentes da insuficiência renal
aguda, como a diabetes do tipo 1 ou 2, a doença cardiovascular incluindo a
hipertensão arterial;
A obesidade também pode estar associada com a insuficiência renal aguda. Deve ser
alterado o estilo de vida de modo a evitar a obesidade;
Evitar a exposição a fármacos nefrotóxicos, com destaque para os anti-inflamatórios
não-esteróides. (Lopes, 2006)
A prevenção da insuficiência renal aguda passa pelo diagnóstico precoce e tratamento adequado
das condições que a podem causar, como as doenças renais, os cálculos, as infeções, a
hipertensão arterial e a diabetes. Um uso correto dos medicamentos, sempre sob supervisão
médica, é muito importante porque esta é uma causa possível de insuficiência renal. Uma
adequada proteção dos rins passa ainda por uma dieta equilibrada, com pouco sal e gordura, pelo
exercício físico regular, por evitar o tabaco, restringir o consumo de álcool e por uma avaliação
médica periódica. (Lopes, 2006).
1.2 Problema científico
Como tem sido à assistência de enfermagem prestada a paciente com Insuficiência renal aguda
internado no banco de urgência pediatria no Hospital geral do Huambo?
1.3 Hipótese
Ter bem definidos os protocolos de enfermagem ligados a assistência a pacientes com
Insuficiência renal aguda, tendo em conta a prevenção da patologia e o acompanhamento regular
dos pacientes.
1.4 Justificativa
O processos de cuidar demanda sempre de responsablidade, entrega, para o melhor ganho no
desfecho de cada caso. Desta forma, justificamos o presente estudo, baseando-se na
necessidadede se obter uma assistência de enfermagem qualificada no que se refere ao indivíduo
acometido com insuficiência renal aguda, uma vez que esse problema é bastante comum no
mundo. Assim com avivência durante o estágio ,principalmente curricular ,fomos desafiados com
vários eventos relacionados àassistência de enfermagem, e a nossa escolha recaiu no cuidado de
17
um paciente com insuficiência renal aguda , por ser ainda um transtorno que muito assola o
nosso pais e a nossa província. Nós como pequena porção de estudantes de enfermagem,
queremos contribuir para minimizar a incidência da mesma doença, e na melhoria da assistência
de enfermagem humanizada, que um profissional de nível técnico pode fazer com os
conhecimentos baseado sem evidências científicas para satisfação do paciente, família e
comunidade.
1.5 Objetivos:
1.5.1 Geral:
Relatar à assistência de enfermagem prestada a um paciente com insuficiência renal
aguda, internado no banco de urgencia pediatria, no Hospital geral do huambo, no periódo
de novembro à dezembro de 2024.
1.5.2 Específicos:
Definir a doença em estudo.
Identificar seus factores de riscos.
Explicar suas causas, seus sinais e sintomas, e diagnóstico.
Descrever as informações diárias das assistências de enfermagem prestadas no mesmo
paciente.
18
2 METODOLOGIA
2.1 Tipo de estudo
Estudo descritivo com abordagem qualitativa do tipo relato de experiência vivenciado pelos
estudantes do Instituto Médio Politécnico Privado Kwatelela ,no Hospital geral do huambo no
banco de urgência de pediatria.
2.2 Local de estudo
O banco de urgência pediatria, é constituída por 10 enfermarias, cada contém 7 camas e prestam
serviços 21 profissionais de saúde de onde 19 são de emfermagem. Os profissionais de
enfermagem nesta secção prestam assistência medicamentosa e dão orientações directa aos
pacientes enquanto presentes.
2.3 Colecta de dados
Os dados foram colhidos no banco de urgencia de pediatia com base nos registros diários da ficha
de estágio (Anexo1) e do processo clínico durante o internamento do paciente.
2.4 Aspécto séticos observados
O relato respeitou todos os princípios séticos de pesquisa, onde primeiramente endereçou-se uma
carta a Direção no banco de urgencia de pediatia (Anexo2) e obtivemos autorização da mesma, e
antes da sua anuência houve um dialógo prévio com o paciente onde lhe fora dada todas as
explicações sobre a pesquisa, e tivemos aceitação do mesmo para o relato e exposições de todas
as informações.
19
3 RESULTADOS
3.1 Descrição do caso
Paciente I.N de 13 anos de idade, com peso corporal de 25kg, morador da Calenga–Município da
Caála. Internado aos 11 de Novembro de 2024.
3.2 Motivo de internamento
Febre;
Inchaço nos membros inferiores;
Palidez
3.3 História da doença actual
Trata-se de uma adolescente de 13 anos de idade, raça negra, sexo feminino, com antecedentes
de IRA, leva tratamento na hemodialise, o pai referiu que há +/- 2 dias teve inicio da sua
sintomatologia, caracterizada por febre, de inicio brusco duração e frequência variável, não
avaliada metricamente não se administrou nada para aliviar, motivo procurou-se os nossos
serviços para melhor tratamento.
3.4 Antecedentes pessoais
Fisiológicos: paciente nascido de uma gravidez termo, extra-hospitalar
Mórbidos: Paciente não refere nenhuma outra doença
Cirúrgicos: paciente nega cirúrgia
3.5 Antecedentes familiares
Pais e irmãos saudáveis.
3.6 Antecedentes sociais
Paciente filho de uma comerciante e professor que é a fonte de sustento dos mesmos, vive
em uma casa de construção de bloco, com 6 comodos, dos 3 quartos dormitórios, 1 cozinha,
1 sala e 1 WC, tem sido o lugar de passar as 8h de sono que a acompanhante do paciente
referiu, beneficiam de uma alimentação razoável e a mesma coabita com mais 5 pessoas, dos
quais 2 irmãos, 1 primo, Pai e Mãe, com energia electrica, e água canalizada .
20
3.7 EXAME FÍSICO
3.7.1 Geral
Paciênte consciênte, calmo, e colaborante, orientado no tempo e no espaço, estado geral e
nuticional razoável, posição preferencial no leito de fowler de (45º), 142,2 cm de altura.
Temperatura 36.1ºc, pulso radial esquerdo 98 pulsações, os restantes com as mesmas
caracteristicas, tensão arterial 113/97 mmhg, frequência respiratória 25 ciclos por minutos,
mucosas orais normocoradas húmidas, escleroticas anictéricas, pele sem alteração sem
adenomegálias palpavéis.
3.7.2 Regional
Cabeça: Posição normal ,movimentos ativos e passivos não conservados, sem movimentos
involuntários, coreconsistência do cabelo dentro da normalidade, rigidez na nuca. Face: região
orbitaria sem edemas; Ouvidos, nariz, boca: sem alteração. Pescoço: Ligeiramente rígido.
Toráx:
Inspeção: Simétrico, respiração costal superior, sem alterações dos espaço sintercostais;
Palpação: Normal, sem referência ador durante apalpação, expansibilidade normal.
Percussão: Som pulmonar claro mantido; Coração: Inspenção: Normo simétrico, sem
pulsação visível.
Auscultação: Tons cardíaco saudíveis e rítmicos, há presença sopros.
Abdómem:
Inspenção: Plano ,sem circulação colateral visivel, com e versão da cicatriz umbilical,
sem viscero megalias palpáveis, e com os RHA presentes na zona periumbilical.
Auscultação :observa-se ruidos intestinais ,ausente,
Percussão: percultamos todo o abdomem e não observamos sons timpanicos ,verificamos
o tamanho da bexiga e não apresenta macicez supabublica, razoável.
Palpação: superficial e profunda ,:percultamos suavemente a região lombar e não
apresenta dor no trajeto dos rins, razoável, apresenta ,não apresenta edema, elasticidade
da pele razoável, mucosas normocoradas.
21
Exame neurológico: Consciente.
Membros superiores e inferiores: Simétricos, sem edemas e alterações significativas.
3.8 EXAMES COMPLEMENTARES
TDR,;
Hemograma Completo;
P.P
3.9 DIAGNÓSTICO DEFINITIVO
Insuficiência Renal Aguda
3.10 CONDUTA TERAPÊUTICA
Repouso no leito
Dipirona (2.5mg/5ml) 0.8 cc Ev 8/8h
Hemotransfusão
Ácido Fólico (5mg) 1comp/dia
Enalapril (10 mg) 1 comp Vo 12/12h
Furosemida (20mg/2ml) Ev 12/12h
22
4 INFORMAÇÕES DIÁRIAS DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
11.11.2024, 14h. Paciente I.N de 13 anos de idade internado na nossa unidade hospitalar há mais
ou menos 1 hora, sob os nossos cuidados médicos, instalamos o monitor de parâmetros vitais ou
monitor multiparâmetro, e destacamos: temp. 36.6C. FC86bpm. ;FR. 24C/min., e T.A
123/75mmHg, todos eles presentes no gráfico, comos níveis de glicémia 95mg/d, colocou-se um
colocou-se um acesso venoso do tipo Abocath calibre 18 no antebraço esquerdo, hidratáramos
com um balão de cloreto de sódio (250ml, 21 gotas por minutos), admistramos dipirona 2.5ml
rediluímos com 2.5 com cloreto de sódio por IV.
18.11.2024, 6h, paciente I.N de 13 anos de idade sob os nossos cuidados, aferimos os sinais vitais
dos quais destacamos temperatura: 36C, FC 88bpm , Fr. 22C/min , T.A 123/75mmHg. Não
houve alteração do quadro clinico.
19.11.2024, 18h, paciente I.N de 13 anos de idade sob os nossos cuidados, administrou-se
Furosemida (20mg, 2ml), o paciente pediu para ir ao WC e nos acompanhamos e verificamos que
a urina está em estado normal.
22.11.2024, 6h, paciente I N de 13 anos de idade, internado a nossa unidade hospitalar, aferimos
os parâmetros vitais dos quais destacamos :Temperatura 36c ,T.A123/83,fc 84bpm, FR
23c/min,todos eles presente no gráfico,administrou-se furosimida (20mg 2ml), Inalapril (10mg 1c
de 12/12h)ácido fólico(5mg 1c via oral ,um comprimido por dia, )conforme a prescrição médica.
14h, paciente I N de 13anos de idade ,internado na nossa unidade hospitalar no banco de
urgência pediatra, alimenta-se bem ,por via oral, diambula, sai para caminhar pelos
corredores,apanhar um pouco de ar no jardim da unidade hospitalar, dialoga devidamente,.
22h, aferimos os parâmetros vitais, Temperatura 36,2c T.A 124/83,fc 83bpm, FR 22c/min, todos
eles presente no gráfico.
No dia 24.12.2024, pelas 6 horas realizamos os cuidados da manhã (boca e corpo), a paciente
pediu para ir ao WC, cumpriu-se com a terapêutica, a paciente apresentou melhorias no seu
quadro clínico, o médico decidiu dar alta por melhoria satisfatória, a paciente continua com a
medicação ambulatória.
23
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O enfermeiro atua principalmente nas atividades assistenciais, de educação em saúde e pesquisa,
visando subsidiar segurança durante o acompanhamento multiprofissional, tendo como papel
fundamental a su aparticipação em todos os períodos de tratamento, pois é ele que está próximo
do paciente dia após dia, com afinalidade de identificar e acautelar qualquer riscos ou
complicações que possam surgir no momento de internamento.
Assim sendo após um período de convivência com o paciente I.N, cuja a mesma fora
diagnostificada com Insuficiência renal aguda, obtivem os um desfecho positivo, caracterizado
em Alta por melhoria satisfatória.
24
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Bellomo, G. J. (2012). Insufiência renal aguda, Epedimiológia da doença. Res. Saúde
pública.
2. BRASIL. (2022). . Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde.
Departamento de Vigilância Epidemiológica. Guia de vigilância em saúde [Internet].
Brasília: Ministério da Saúde; .
3. Kellum et al. (2013). Insuficiência renal, história da doença. Brasil.
4. Kidney. (2012). Diagnóstico diferencial da insuficiência renal.
5. Lopes, A. (2006). Medidas preventivas, e tratamento da insuficencia renal.
6. Mc Graw-Hill. (2006). Evolução da insuficiência renal. Brasil.
7. MORCOS SK, N. (2011). Factores de risco da insuficiência renal.
8. OMS. (2020). Insuficiência renal aguda.
9. Thadani R, P. (2012). Como diagnósticar a insuficiência renal, e seu tratamento.
25
7 ANEXO – 1
26
8 ANEXO – 2
27
9 ANEXO - 3
28
10 APÊNDICE – CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES
Meses
Atividades
Dezembro Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho
Revisão e acerto do X
pré-projecto de
pesquisa
Encontros com o X X X X X
orientador
Pesquisa bibliográfica X X
preliminar
Leitura e elaboração X X
de resumos
Elaboração do
projecto/ ante-projecto X X X
de pesquisa
Entrega do projecto/ X
ante-projecto de
pesquisa
Revisão bibliográfica X X
complementar
Redacção do trabalho X
de conclusão do curso X
Revisão e entrega X X
oficial do trabalho
Apresentação do X
trabalho em banca
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