UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
INSTITUTO DE ECONOMIA
CE105 – Fundamentos de Teoria Econômica
Turma B | Quinta-feira das 10h às 12h
1° Semestre de 2025
Prof. Responsável: José Dari Krein
I. EMENTA
Ciência e modos de conhecimento. A teoria econômica como ciência, como técnica e como ideologia.
Parte I - Ciência e modos de conhecimento
1. A construção da Ciência Moderna
2. Conhecimento nomotético e conhecimento idiográfico
3. A lógica de produção de conhecimento científico I – revoluções científicas
4. A lógica de produção de conhecimento científico II – rupturas epistemológicas
5. Interdisciplinaridade - Ciências Sociais, Economia e História
6. Economia – pluralismo teórico e metodológico
Parte II - A teoria econômica como ciência, como técnica e como ideologia.
7. Civilização material e capitalismo
8. Conhecimento e prática social – o olhar da Economia Politica
9. Racionalidade e o problema econômico
10. Planejamento democrático e a economia como ideologia
11. História e economia no pensamento social brasileiro
12. Economia e desenvolvimento no pensamento social brasileiro
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II. PROGRAMA
Parte I - Ciência e modos de conhecimento
1. Conhecimento nas ciências sociais
WEBER, Max. A “objetividade” do conhecimento nas Ciências Sociais. São Paulo: Ed. Ática (coleção grandes
cientistas sociais), 2005.
2. A construção da Ciência Moderna
WALLERSTEIN, Immanuel. “A construção histórica das Ciências Sociais, do Séc XVIII até 1945” In: COMISSÃO
GULBENKIAN SOBRE A REESTRUTURAÇÃO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS. Para Abrir as Ciências Sociais. Europa-América,
1996. pp. 15-54.
3. A lógica de produção de conhecimento científico I – revoluções científicas
HACKING, Ian. “Ensaio Introdutório” In: Kuhn Thomas S. A Estrutura das Revoluções Científicas. 12. ed.
São Paulo: Perspectiva, 2013 (1962).
4. A lógica de produção de conhecimento científico II – rupturas epistemológicas
SANTOS SILVA, Augusto. “Ruptura com o senso comum nas Ciências Sociais” In: Santos Silva, Augusto e
José Madureira Pinto (orgs.). Porto : Afrontamento, 2005.
5. Interdisciplinaridade - Ciências Sociais, Economia e História
NOVAIS, Fernando. “Entrevista” In: Moraes, J. Geraldo V. e Rego, J. Marcio. Conversas com historiadores
brasileiros. São Paulo: ed. 34, 2002.
SCHUMPETER. Joseph. História da Análise Econômica, Caps 1 e 2.
6. Economia – pluralismo teórico e metodológico
BIANCHI, Ana Maria. Muitos Métodos é o Método: A Respeito do Pluralismo. Revista de Economia Politica, vol.
12, no 2 (46), pp. 296-304, abril-junho/1992.
CORAZZA, Gentil. Ciência e Método na História do Pensamento Econômico. Revista de Economia, v. 35,
n. 2 (ano 33), p. 107-135, maio/ago. 2009. Editora UFPR.
Parte II - A teoria econômica como ciência, como técnica e como ideologia
7. Civilização material e capitalismo
CIPOLLA, Carlo. História Econômica da População Mundial. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 1977. (cap. 1) BRAUDEL,
Fernand - “A revolução setor por setor” in: Civilização material, economia e capitalismo: séculos XV-XVIII. São
Paulo: Martins Fontes. (Vol. 3.), 1996.
8. Conhecimento e prática social – o olhar da Economia Política
MYRDAL, Gunnar. “Política e economia política” In: Aspectos políticos da teoria econômica. São Paulo: Abril
Cultural (Os economistas), 1984.
ATTALI, Jacques. Karl Marx ou o espírito do mundo. Rio de Janeiro: Ed. Record, 2007 (introdução e capítulo 1 –
“O filósofo alemão”)
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9. Racionalidade e o problema econômico
KEYNES, J. M. As possibilidades econômicas para os nossos netos. In: Szmrecsányi, Tamas (org) Keynes,
São Paulo: Editora Ática, 1984.
CATÃO, Luis. “Do Tratado sobre a Probabilidade à Teoria Geral: o conceito de racionalidade em Keynes”. REP,
vol. 12, nº1 (45) janeiro/março de 1992.
MYRDAL, Gunnar. “O fundo de cena ideológico” In: Aspectos políticos da teoria econômica. São Paulo:
Abril Cultural (Os economistas), 1984.
10. Planejamento democrático e a economia como ideologia
MANNHEIM, Karl (1982). “A liberdade na etapa do planejamento”. In: FORACCHI, Marialice M. Mannheim.
Coleção Grandes Cientistas Sociais, São Paulo: Ed. Ática. (1ª edição inglesa, 1940).
CARDOSO DE MELLO, J. M. “Entrevista” In: Mantega, Guido e Rego, J. Marcio. Conversas com economistas
brasileiros. São Paulo: ed. 34, 1999.
BELLUZZO, L. Gonzaga e GALÍPOLO, Gabriel. “A academia sucumbe ao poder” in: BELLUZZO e GALÍPOLO. Manda
quem pode, obedece quem tem prejuízo. São Paulo: Editora Contracorrente, 2017.
11. História e economia no pensamento social brasileiro
NOVAIS, Fernando. Caio Prado Jr – historiador. São Paulo: CEBRAP, Novos Estudos nº 2, julho de 1983.
12. Economia e desenvolvimento no pensamento social brasileiro.
FURTADO, Celso. “O processo histórico do desenvolvimento” In: Desenvolvimento e subdesenvolvimento. Rio de
Janeiro: Editora Fondo de Cultura, 1961.
BELLUZZO, Luiz Gonzaga. “Prefácio” In Furtado, Celso. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Editora
Companhia das Letras, 2007. (34ª edição)
III. AVALIAÇÃO
A avaliação será realizada ao longo do semestre por meio de 02 (duas) provas individuais. A Média Parcial do
semestre (MP) será obtida considerando os seguintes pesos: Prova individual 1 (35%) + Prova individual 2 (45%)
+ 20% de participação em aula.
A Média Final (MF) será a média aritmética simples entre a Média Parcial (MP) e o Exame. Então, [MF = (MP +
PF)/2].
Exame
O exame será realizado avaliando todo o conteúdo do semestre. Os alunos que obtiverem Média Parcial inferior
a 6,0 (seis) deverão realizar o Exame e serão considerados aprovados se sua Média Final for igual ou superior a
5,0 (cinco).
IV. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ARON, Raymond. As Etapas do Pensamento Sociológico. 6ª edição. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
BELLUZZO, L. G. e GALÍPOLO, G. A escassez na abundância capitalista. São Paulo: Ed. Contracorrente, 2019.
CORAZZA, Gentil (org.). Métodos da Ciência Econômica. Editora UFRGS, 2003.
PRADO, Eleutério. F. S. Economia Como Ciência. São Paulo: USP, 1991.
SEDAS NUNES, Adérito. “Questões preliminares sobre as ciências sociais”. Análise Social, 1970, Vol. 8, No. 30/31
(1970), pp. 201-298.
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VEBLEN, Thorstein. “Por que a Economia não é uma ciência evolucionária? (1898)” In: Salles, Alexandre Ottoni
Teatini; Pessali, Hudscar Fialho; Fernández Ramón Garcia (Orgs.). Economia Institucional. São Paulo: Editora
Unesp, 2017.
V. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
Tema Professor/a
24/02/25 Início das aulas (2a)
27/02/25 Apresentação do programa
04/03/25 Carnaval (2a a 4a)
1 06/03/25 1. A construção da Ciência Moderna
2 13/03/25 2. Conhecimento nomotético e
conhecimento idiográfico
3 20/03/25 3. A lógica de produção de conhecimento
científico I – revoluções científicas
4 27/03/25 4. A lógica de produção de conhecimento
científico II – rupturas epistemológicas
5 03/04/25 5. Interdisciplinaridade - Ciências Sociais, Palestra: Prof. Fernando Novais
Economia e História
6 10/04/25 6. Economia – pluralismo teórico e
metodológico
17/04/25 Páscoa (5a e 6a)
21/04/25 Tiradentes (2a)
7 24/04/25 PROVA 1 online
01/05/25 1o de maio (5a)
9 08/05/25 7. Civilização material e capitalismo
10 15/05/25 8. Conhecimento e prática social
11 22/05/25 9. Racionalidade e o problema econômico
12 29/05/25 10. Planejamento democrático e a economia Programa Brasil Pensa - “Intérpretes do
como ideologia Brasil: Caio Prado Jr.”
13 05/06/25 11. História e economia no pensamento
social brasileiro
14 12/06/25 12. Economia e desenvolvimento no Palestra: João Manuel Cardoso de
pensamento social brasileiro Mello -” Celso Furtado: Brasil, uma
construção interrompida
a
19/06/25 Corpus Christi (5 e 6a) - Revisão
16 26/06/25 PROVA 2
17 05/07/25 Fim das aulas