GRAÇA
Toda a bíblia mostra que o homem é salvo pela graça, ou seja, é um favor imerecido.
A bíblia também mostra como Deus salvou o seu povo, cujo nome é representado
como o Plano de Redenção de Deus. No Novo Testamento apresenta a Graça como
tema central da escritura, mostrando como Deus salva pecadores que não
merecem a salvação pelos seus delitos e pecados.
Nos textos neotestamentários, a salvação é pela graça de Deus, do começo ao fim
(Ef 2.5-8), é a Graça de Deus que nos dá a salvação (Tt 2.11) e a finalidade é o louvor
da Glória do Senhor (Ef 1.6).
A mensagem Novo Testamento é o anúncio de que a graça veio aos homens através
de, e em, Cristo, juntamente da parte de Deus para que possam receber, conhecer
e perseverar até o fim.
GRAÇA NO CONTEXTO HISTÓRICO
O contexto histórico em relação a Graça começa na Igreja Católica Romana, que
deturpa o conhecimento da graça, ou seja, para ser salvo é preciso fazer alguma
coisa para a salvação. Na ideia católica, a tradição é está acima da bíblia,
permitindo assim que a igreja criasse doutrinas para a realização da salvação
(purgatório, indulgências, realização de obras, etc.). Para os católicos, a graça é
preveniente, ou seja, o ser humano possui participação para ser salvo, negando
assim a Graça de Deus.
Com a Reforma Protestante, Martinho Lutero contrapôs a ideia católica dizendo que
somos salvos pela graça, mediante a fé em Cristo Jesus.
NATUREZA DA GRAÇA
A graça é um favor imerecido da parte de Deus, é o amor dele, que não merecemos.
A palavra charis vem do grego para descrever o nome “graça”, foi usada para traduzir
a palavra chen que significa do hebraico que significa “favor” / “favor”. Isso permite
compreender que a graça é – chen – é gratuita, ou seja, não é a partir das ações
humanas.
Dito essas coisas, no Antigo Testamento quando um autor descreve uma pessoa ou
uma nação, podemos ver que irá estar escrito “acharam graças aos olhos de Deus,
ou que Deus foi gracioso a ele” isso mostra que Deus foi gracioso para com essa
pessoa ou com esta nação, ou seja, Deus abençoou esta nação sem que ele
pudesse ser obrigado.
Para o apóstolo Paulo, a graça é um dom da parte de Deus, totalmente imerecido
aos homens, dependendo unicamente da parte de Deus.
A palavra Alabah de Deus significa a “amor”, ou seja, amor eletivo. Podemos citar o
caso de Israel que foi escolhida imerecidamente, o seu chamado foi incondicional,
no grego do Antigo Testamento foi empregado a palavra agape, que se tornou
comum para demonstrar o amor de Deus. Porém no Novo Testamento as palavras
“amor” e “graça”.
A palavra “graça” expressa a ideia de que Deus age por bondade espontânea para
salvar os pecadores; Deus amando o pecador, fazendo uma aliança com eles,
perdoando-lhe os pecados, aceitando-os, revelando-se a eles, comovendo-os a
uma resposta, levando ao pleno conhecimento e gozo de Si, derrubando todos os
obstáculos que se originam a cada período até ao cumprimento do propósito. A
“graça” é o amor eletivo, ou seja, uma escolha gratuita resultando numa obra
soberana. A graça salva do pecado e de todo o mal, ela traz homens ímpios a
verdadeira felicidade, em conhecer ao Criador. Esse é o conceito de “graça”
No Novo Testamento, a graça vincula com à pessoa e a obra do Mediador “Cristo
Jesus” “A graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo 1.17; 1Pe 1.10);
“Tu pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus” (2Tm 2.1)”
“Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado,
superabundou a graça, a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim
também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo,
nosso Senhor.” (Rm 5.20,21)
É em união de Cristo Jesus, crucificado e ressurreto e pela expiação dele que os
homens conhecem a graça e para adentrar na graça é graças a fé em Cristo Jesus,
ou seja, na mensagem da Cruz e na confiança no Salvador ressurreto. Tudo é
representado pela iniciação de Deus e não do homem, porque o homem está
morto para os seus delitos e pecados e somente Ele para nos dar vida.
A Eleição é uma escolha divina, eterna e incondicional, de ofensores culpados, a
fim de serem redimidos e regenerados (chamados e justificados), isso trata de uma
escolha feita em Cristo, no sentido de que Deus escolheu pecadores para serem
salvos pela União de seu Filho e escolheu o Filho para torna-se homem e ser o
salvador deles, Paulo descreve essa ação como “a eleição da graça”. Paulo enfatiza
a eleição da salvação no qual é inteiramente pela graça, não por obras, não se trata
da resposta a qualquer esforço ou mérito humano. Deus guarda o homem a quem
Ele uniu com Cristo Jesus mediante a fé, por meio do Espírito Santo, por isso que
enfatizou que devemos confiar de todo o nosso coração, pois como está escrito:
”Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de
completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6); fundamentando na certeza
fidelidade de Deus a sua promessa e ao seu povo.