Albertina Felizardo
Amelia Venado
António José
Dulce Miguel
Josina Alberto
Mix de Produto e Serviço
(Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos)
Universidade Rovuma
Nampula
2024
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Albertina Felizardo
Amelia Venado
António José
Dulce Miguel
Josina Alberto
Mix de Produto e Serviço
(2º Grupo)
Trabalho de carácter avaliativo a ser entregue na
Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais,
na cadeira de Marketing, 1º ano, no regime pós-
laboral, leccionada pelo docente: Elmano Freitas da
Conceição Mendes.
Universidade Rovuma
Nampula
2024
ii
Índice
I. Introdução................................................................................................................................ 3
1.1. Objectivos ............................................................................................................................ 4
1.1.2. Objectivo Geral................................................................................................................. 4
1.1.3. Objectivos Específicos ..................................................................................................... 4
1.2. Metodologia ......................................................................................................................... 4
II. REVISAO DE LITERATURA .............................................................................................. 5
2.1. Conceitos-base ..................................................................................................................... 5
2.2. Ciclo de vida de Produto ..................................................................................................... 5
2.3. Desenvolvimento de novos produtos................................................................................... 8
2.3.1. Opções de Novos Produtos. Comprar ou Fazer? .............................................................. 9
2.3.2. Fatores de Fracasso dos Novos Produtos ......................................................................... 9
2.3.3. Factores de Sucesso dos Novos Produtos ....................................................................... 10
2.2.4. Fatores de sucesso de projetos individuais de novos produtos ....................................... 10
2.3.5. Factores de sucesso organizacionais e estratégicos ........................................................ 11
2.2.6. Fatores de Sucesso relacionado com sistemas e processos ............................................ 12
3.4. Métodos de Desenvolvimento de Novos Produtos ............................................................ 12
3.5. Principais Componentes de Produto .................................................................................. 14
3. Conclusão ............................................................................................................................. 16
3.1. Referências bibliográficas ................................................................................................. 17
3
I. Introdução
O produto, elemento central nas ctividades de marketing, é definido como qualquer oferta que
uma empresa disponibiliza no mercado para satisfazer desejos e necessidades dos
consumidores. Este conceito abrange não apenas bens tangíveis, mas também serviços, ideias
e experiências. A compreensão do ciclo de vida de um produto, desde o seu desenvolvimento
até ao declínio, é essencial para que as empresas possam planejar estratégias eficazes de
marketing e garantir a sua sobrevivência num mercado cada vez mais competitivo. Neste
contexto, o presente trabalho visa aprofundar a análise dos conceitos associados ao produto,
com especial destaque para o ciclo de vida dos produtos, desenvolvimento de novos produtos,
os métodos de desenvolvimento de novos produtos e os principais componentes de produto.
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1.1. Objectivos
1.1.2. Objectivo Geral
Compreender o conceito de produto e o seu papel no contexto do marketing.
1.1.3. Objectivos Específicos
Conceptualizar o produto
Descrever o ciclo de vida de produto e o desenvolvimento de novos produtos;
Explicar os métodos de desenvolvimento de produto;
Indicar os principais componentes de produto.
1.2. Metodologia
Para a realização do presente trabalho usou-se o método bibliográfico que constituiu no uso de
obras e artigos publicados na Internet. A pesquisa bibliográfica é um trabalho de natureza
exploratória, que propicia bases teóricas ao pesquisador para auxiliar no exercício reflexivo e
crítico sobre o tema em estudo. (Gill, 1991).
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II. REVISAO DE LITERATURA
2.1. Conceitos-base
Conforme Kloter & Armstrong (1998), Produto é qualquer coisa que possa ser oferecida
a um mercado para atenção, aquisição, uso ou consumo, e que possa satisfazer um desejo ou
necessidade. Leduc (1973), ressalta que, do ponto de vista comercial, produto é tudo aquilo que
o consumidor recebe quando faz uma compra.
Por outro lado, McCrathy e Perreault Jr. (1997) afirmam que produto significa a oferta
de uma empresa que satisfaz a uma necessidade.
De acordo com, Bonfim (1995), o Produto encerra, dois valores distintos, de acordo com
as expectativas do Sujeito Produtor e Sujeito Consumidor. Por um lado o Produto tem o valor
de troca que se realiza através de sua comercialização, por outro lado valor de uso, através da
utilização.
Isso significa que o Produto tem duas funções, para a Empresa que o produz este
elemento é vital para sua sobrevivência econômica e para o Usuário ou Sujeito Consumidor
segundo Bonfim, o produto oferece o valor de uso sanando a sua necessidade.
Segundo Kotler & Armstrong (1998) os produtos incluem objetos físico, serviços,
pessoas, locais, organizações, ideias ou combinações desses elementos‖.
2.2. Ciclo de vida de Produto
Leduc (1973), afirma que, os produtos industriais são idênticos aos seres vivos. Isto é,
os produtos nascem, se se desenvolvem, envelhecem e morrem, dessa forma cumprindo um
ciclo de vida semelhante aos dos serem vivos.
Mas, e ao contrário dos homens e outros seres, a expectativa de vida do produto tende a
diminuir. É necessário entender que actualmente as empresas não dependem mais de sua
tradição, nem da sua importância, mas da idade de sua linha de fabricação. Leduc (1973),
Um produto resistira vivo no mercado de consumo enquanto estiver atendendo às
necessidades dos consumidores, sejam elas necessidades facilmente perceptíveis. De acordo
com, Irigaray (2006), se o produto deixar de ser atraente ou cobiçado pelos compradores,
deixará de ser comprado e produzido encerrando, portanto, o seu ciclo de vida‖.
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O apanhamento do ciclo de vida do produto é de suma importância para o
desenvolvimento e da organização, pois em cada fase desse ciclo a empresa deve alterar a
estratégia e o volume do investimento sobre o produto ou grupo de produtos.
Segundo Churchill & Peter (2000) o ciclo de vida do produto é um modelo dos estágios
do histórico de vendas e lucros de um produto‖.
Já Kotler (2000) afirma que para dizer que o produto tem um ciclo de vida, temos que
afirmar quatro pontos:
Os produtos têm uma vida limitada;
As vendas dos produtos atravessam estágios distintos, sendo que cada um apresenta
desafios, oportunidades e problemas diferentes;
Os lucros sobem e descem em diferentes estágios do ciclo de vida do produto;
Os produtos requerem estratégias de marketing, financeiras, de produção, de compras e
de recursos humanos diferentes a cada estágio de seu ciclo de vida.
Kotler & Keller (2018) ressalta que, um produto que obtém sucesso percorre,
geralmente, quatro estágios ou quatro fases ao longo de sua vida ativa no mercado:
Introdução, crescimento, maturidade e declínio.
I. Introdução
Esse período representa o lançamento do produto na carteira de ofertas da empresa. Suas
vendas começam lentamente, uma vez que o produto não é conhecido pelo mercado. De modo
geral, o custo de produção é alto, pois a empresa ainda não adquiriu a experiência necessária
para reduzir os custos de produção, assim como o volume de produção/vendas não permite
economias de escala. Leduc (1973) O produto recém lançado necessita ainda de investimentos
em desenvolvimento tecnológico, embalagem, distribuição e propaganda. Essa fase se
caracteriza por prejuízos constantes.
II. Crescimento
Nessa fase há uma expansão significativa das vendas, visto que uma grande parte dos
consumidores potenciais toma conhecimento da existência do produto. Aumentando o volume
de vendas, surge a economia de escala e a distribuição de forma mais eficiente do novo produto.
É na fase de crescimento de vendas que aparecem os primeiros concorrentes, pois a demanda
do mercado aumenta rapidamente. Bonfim (1995).
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Irigaray (2006) defende que, o mercado fica mais competitivo com a entrada de um
grande número de concorrentes, e com isso cresce a necessidade de novos investimentos por
parte da empresa para consolidar e aumentar a participação de mercado, o que se dá num
momento difícil, pois, com o incremento de oferta, os preços caem.
Conforme Kotler & Keller (2018) para dar suporte ao rápido crescimento do mercado,
a empresa deve:
Melhora a qualidade do produto e acrescenta novas características ou um novo estilo
Adiciona novos modelos e produtos de flanco (de diferentes tamanhos, sabores etc.)
para proteger o produto principal;
Ingressa em novos segmentos de mercado;
Aumenta sua cobertura de distribuição e adopta novos canais;
Passa da propaganda de conscientização e experimentação para uma propaganda que
visa a criar preferência e fidelidade em relação ao produto;
Reduz preços para atrair a camada seguinte de compradores, interessados em pagar
menos.
Investindo dinheiro em melhorias no produto, nas promoções e na distribuição, uma
empresa pode garantir uma posição dominante, abrindo mão de obter o máximo lucro imediato
em troca de alta participação de mercado com a expectativa de obter lucros ainda maiores no
próximo estágio. Kotler & Keller (2018)
III. Maturidade
Irigaray (2006) ressalta que, o estágio da maturidade se caracteriza por um crescimento
de vendas lento e baixo. As vendas tendem a se estabilizar, tão-somente acompanhando, nessa
fase, o crescimento vegetativo do mercado. Estão instalados no segmento todos os concorrentes;
logo, a luta por parcela de mercado implica desalojar alguma organização que já esteja
instalada. Os lucros se estabilizam ou começam a declinar no final do estágio da maturidade.
Conforme Kotler & Keller (2018), o estágio de maturidade divide-se em três fases:
maturidade de crescimento, maturidade estabilizada e maturidade decadente. Na primeira fase,
a taxa de crescimento das vendas começa a diminuir. Não há nenhum canal de distribuição novo
para atender e novas forças competitivas aparecem.
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Na segunda fase, as vendas per capita se achatam em virtude da saturação do mercado.
A maior parte dos consumidores potenciais experimentou o produto e as vendas futuras são
regidas pelo crescimento da população e pela demanda de substituição. Kotler & Keller (2018)
E por ultimo, na terceira fase, a de maturidade decadente, o nível absoluto de vendas cai
e os clientes passam a preferir outros produtos. Essa terceira fase impõe os maiores desafios. A
desaceleração das vendas provoca excesso de capacidade no sector, o que acirra a concorrência.
Kotler & Keller (2018)
Os concorrentes mais fracos retiram-se do mercado. Algumas empresas gigantes
dominam talvez uma líder em qualidade, uma líder em serviços e uma líder em custos e obtêm
lucros principalmente por meio de grandes volumes e custos mais baixos. Em torno dessas
empresas dominantes, há uma multidão que ocupa os nichos, incluindo uma especialista em
mercado, uma especialista em produto e uma especialista em personalização. Kotler & Keller
(2018)
IV. Declínio
Na quarta e última fase o produto fica obsoleto, superado por algo que o substitui ou
porque está saindo de moda. As vendas caem vertiginosamente e os lucros despencam. As
empresas reduzem os investimentos em desenvolvimento, propaganda, distribuição e diminuem
a oferta de diferentes modelos. Ao fim do estágio de declínio a organização deverá decidir o
momento de retirar o produto do mercado ou reposicioná-lo em outro nicho específico. Irigaray
(2006).
2.3. Desenvolvimento de novos produtos
O desenvolvimento de novos produtos molda o futuro de uma empresa. Bens e serviços
aprimorados ou substitutos podem manter ou gerar vendas e novos produtos podem transformar
sectores da economia e empresas, além de mudar vidas. Empresas que desafiam normas
sectoriais e aplicam soluções criativas vão encantar e engajar os consumidores. Kotler & Keller
(2018).
Segundo Rozenfeld et al. (2006), desenvolver novos produtos consiste num conjunto de
actividades que busca atender às necessidades do mercado consumidor, respeitando as
restrições tecnológicas que viabilizam o projeto, considerando suas estratégias competitivas,
para chegar às especificações do produto e do processo de produção, para que seja produzido
adequadamente.
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Segundo Romeiro et al. (2010), o desenvolvimento de produto é um processo pelo qual
as empresas transformam as oportunidades de mercado e as possibilidades tecnológicas em
vantagens para o lançamento do produto, de acordo com as estratégias da empresa para obter
sucesso com a colocação do mesmo no mercado.
2.3.1. Opções de Novos Produtos. Comprar ou Fazer?
As empresas podem adicionar novos produtos ao seu portefólio através de aquisição ou
desenvolvimento. A decisão de adquirir, direciona a empresa a comprar outras empresas,
comprar patentes de outras empresas ou comprar uma licença ou franquia de outra empresa. A
decisão de desenvolver, direciona a empresa para a criação interna de novos produtos ou para
a contratação de pesquisadores independentes ou empresas de desenvolvimento de novos
produtos, no sentido destes desenvolverem novos produtos ou novas tecnologias Kotler &
Keller (2018).
2.3.2. Fatores de Fracasso dos Novos Produtos
O desenvolvimento de novos produtos é uma tarefa difícil e repleta de desafios. Estima-se que
cerca de 40% dos novos produtos lançados no mercado se caracterizam pelo insucesso, mesmo
depois de todo o trabalho de desenvolvimento e teste (Buffoni et al., 2017; Cooper, 2018). No
sentido de entender as razões que levam a estas falhas, serão descritos os fatores de fracasso
dos novos produtos, segundo o autor Cooper (2017).
Falta de orientação para o cliente: o produto falha porque não satisfaz uma
necessidade que está por atender ou um problema que está por resolver. A falta de uma
proposta de valor atraente para o cliente, leva a que o mesmo não tenha motivos para
mudar e, por conseguinte, as vendas não se concretizam.
Tarefas de pré-desenvolvimento fracas: as pré tarefas em projetos de novos produtos
(pesquisa de mercado, avaliação do valor do produto, avaliação técnica), não são
executadas ou não são bem-sucedidas, levando ao baixo desempenho dos produtos. A
sua ineficácia resulta em suposições e poucos factos concretos, no momento de tomar
decisões.
Falta de informações sobre os clientes: o conceito dos novos produtos, isto é, o que
devem ser e fazer, é desenvolvido com escassa contribuição real do mercado. Não há o
compromisso de ouvir a voz do cliente, no sentido de compreender as suas necessidades
reais e problemas.
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Especificações instáveis do produto: à medida que o projecto avança, são
constantemente adicionadas e/ou alteradas informações, causando atrasos no mesmo.
Equipas disfuncionais: as equipas que contém índices de desconexão, fraca
participação, visão individual e falta de comprometimento com o projeto, além de
aumentarem o tempo do ciclo de desenvolvimento de nonos produtos, também
provocam o insucesso dos projetos de novos produtos.
Muitos projetos sem foco: são aprovados projetos para os poucos recursos disponíveis,
sobrecarregando as pessoas com multitarefas, gerando uma diminuição na qualidade do
projeto.
Falta de competências, habilidades e conhecimentos: algumas empresas e projetos
não têm pessoas disponíveis com as habilidades, competências e conhecimentos certos,
para realizar o projeto.
2.3.3. Factores de Sucesso dos Novos Produtos
A partir do artigo de Cooper (2018), serão descritos de forma sucinta, os factores que
contribuem para o sucesso dos novos produtos. Estes factores são divididos em três categorias,
nomeadamente: projetos individuais de novos produtos, organizacionais e estratégicos, assim
como sistemas e processos.
2.2.4. Fatores de sucesso de projetos individuais de novos produtos
Estes fatores caraterizam-se por serem táticos e por capturarem as características do
projeto de novo produto ou do próprio produto.
Produto único e superior: desenvolver novos produtos para o mercado que respondem
às necessidades dos clientes, fornecem excelente qualidade e oferecem uma proposta de
valor atraente, bem como benefícios ou atributos exclusivos aos olhos dos clientes,
comparativamente aos produtos concorrentes.
Produtos orientados para o mercado e voz do cliente: entender completamente as
necessidades e desejos dos clientes, a situação competitiva e o mercado.
Trabalho de pré-desenvolvimento: realizar actividades que antecedem o
desenvolvimento real do produto, dado que estas fazem a diferença entre o sucesso e
falha de novos produtos.
Definição do produto: definir de forma clara, antecipada e baseada em factos o que o
produto será, nomeadamente: o objetivo do projeto; o mercado alvo; o conceito do
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produto e os benefícios a serem entregues ao cliente; a estratégia de posicionamento; e
os recursos, atributos, requisitos e especificações do produto.
Desenvolvimento em espiral: usar uma série de etapas iterativas deliberadas, nas quais
versões sucessivas do produto são mostradas ao cliente, durante a etapa de
desenvolvimento de produtos. Essa série de etapas iterativas construção, teste,
comentários e correção leva ao termo "desenvolvimento em espiral".
Orientação global: definir o mercado como internacional, planear e comercializar
produtos para atender aos requisitos internacionais, não apenas para o mercado
doméstico.
Lançamento: realizar o lançamento de novos produtos corretamente concebido e
executado, por meio de um plano de marketing sólido, bem como por recursos
adequados em termos de pessoas e fundos.
2.3.5. Factores de sucesso organizacionais e estratégicos
Estes factores estão relacionados com a estratégia de inovação do negócio, decisões de
investimento em pesquisa e desenvolvimento e como a empresa se organiza para o
desenvolvimento de novos produtos, de acordo com Cooper (2017).
Estratégia de inovação: traçar a estratégia para que esta tenha o maior impacto positivo
no desempenho de desenvolvimento de novos produtos. Para tal, é necessário: definir
claramente os objetivos de inovação de produtos, vinculando-os com os objetivos gerais
da empresa; selecionar áreas estratégicas ricas em oportunidades de inovação, isto é,
aquelas que irão gerar os futuros motores de crescimento do negócio; e criar um roteiro
de produtos, que mapeia uma série de iniciativas de desenvolvimento planeadas ao
longo do tempo, mostrando aonde a empresa pretende estar no futuro.
Foco: realizar menos projectos de desenvolvimento, concentrando os recursos limitados
aos melhores projetos. As empresas devem avaliar os projetos, por exemplo através de
um sistema de funil, onde eliminam os maus projetos e dão prioridade aos melhores
projetos.
Sinergias de competências: colaborar com outras empresas no projeto de
desenvolvimento de novos produtos, pode ajudar a empresa a adquirir recursos,
competências e capacidades necessárias.
Mercados atraentes: considerar como critérios de seleção e priorização de projectos o
potencial de mercado (tamanho, crescimento) e a situação competitiva.
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Liderança: apoiar e liderar é o papel principal da gestão de topo.
Equipa: realizar o desenvolvimento de novos produtos como um esforço
multidisciplinar e multifuncional, dado que é um objetivo comum da equipa.
Clima: ter um clima e cultura positivos, com base no apoio e incentivo de atividades de
inovação, resulta num melhor desempenho do desenvolvimento de novos produtos.
2.2.6. Fatores de Sucesso relacionado com sistemas e processos
Estes factores estão relacionados com as táticas, sistemas, métodos e procedimentos que
as empresas implementam para gerir o desenvolvimento de novos produtos.
Sistema de portas: adotar um sistema disciplinado da ideia ao lançamento, como o
sistema Stage-Gate, é uma solução que muitas empresas utilizam como guia para
impulsionar com sucesso e eficiência novos produtos.
Velocidade: reduzir o tempo do ciclo de desenvolvimento de novos produtos, permite
a uma empresa beneficiar de vantagem competitiva e realização mais rápida de lucros,
uma vez que é a primeira no mercado. Além disto, quando a empresa é mais rápida a
entrar no mercado, fica menos sujeita a alterações no mesmo.
3.4. Métodos de Desenvolvimento de Novos Produtos
A Product Development & Management Association define os métodos de desenvolvimento de
novos produtos como um “conjunto disciplinado e definido de tarefas, etapas e fases que
descrevem os meios normais pelos quais uma empresa converte repetidamente ideias
embrionárias em produtos ou serviços vendáveis”. Em síntese, consiste no trajecto que um
produto percorre, desde a sua criação até ao seu lançamento Benedetto & Crawford (2015).
Seguidamente, serão analisados cada estágio do processo de desenvolvimento de novos
produtos, de forma mais detalhada, seguindo a conceptualização de Cooper (2018).
i. Geração de Ideias
A geração de ideias é o ponto de partida no processo de desenvolvimento de novos
produtos. Este estágio traduz-se na procura de ideias (Kotler & Keller, 2015), a fim de reunir
um conjunto de soluções para satisfazer as necessidades dos clientes. Ainda assim, a recolha de
ideias pode decorrer ao longo do processo de DNP (Benedetto & Crawford, 2015), no sentido
de dar resposta a problemas de implementação e a planear o lançamento do produto.
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ii. Crowdsourcing
O crowdsourcing é uma técnica de colaboração social, realizada geralmente via Internet
(PDMA, 2020), cujo objectivo consiste em reunir ideias para novos produtos e serviços, junto
de uma comunidade dispersa de pessoas. Desta comunidade de pessoas, podem fazer parte:
público em geral, funcionários, clientes, pesquisadores independentes e cientistas. Kotler &
Armstrong (2012).
iii. Construção do Business Case
Este estágio inicia-se com a posse de uma extensa diversidade de ideias reunidas no
estágio anterior. O passo seguinte consiste em fazer uma triagem e avaliação dessas ideias, com
o objectivo de eliminar aquelas que são menos promissoras, ainda antes de ser investido tempo
e dinheiro nelas. As ideias que permanecerem tornam-se um conceito de novo produto e
recebem uma avaliação mais abrangente, incluindo a realização de testes de conceito. Cooper
(2018).
iv. Desenvolvimento
O estágio de desenvolvimento consiste em converter o conceito de produto num ou mais
protótipos Kotler & Armstrong (2012). O protótipo é um produto real, com o objetivo de
identificar eventuais falhas no produto com a maior brevidade possível (Product Development
& Management Association). Os protótipos também são submetidos a testes de uso, com a
finalidade de obter opinião face às necessidades formuladas nas suas especificações, junto de
uma amostra de clientes.
v. Teste e Validação
Após aprovação do desempenho funcional, é recomendável a submissão do produto à
realização de testes de mercado (Product Development & Management Association, 2018). As
empresas testam o produto em todas as suas dimensões, nomeadamente marketing mix
(produto, preço, comunicação e distribuição) e posicionamento Kotler & Armstrong (2012).
vi. Lançamento
O estágio de lançamento resume-se na introdução do novo produto no mercado para
venda inicial (PDMA, 2018).
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3.5. Principais Componentes de Produto
De acordo com Kotler & Armstrong (2012), os produtos apresentam os seguintes componentes:
i. Marca
A marca é um nome, termo, sinal, símbolo ou uma combinação desses elementos que
identifica os produtos ou serviços de uma empresa e os diferencia dos concorrentes. A marca é
um dos activos mais valiosos de uma empresa, pois é associada à percepção do consumidor e à
reputação do produto.
ii. Desig
O design de produto refere-se ao processo de criar a aparência e a funcionalidade de um
produto. Isso inclui a forma, cor, textura, e os aspectos ergonômicos que afectam como o
produto é utilizado e percebido pelo consumidor. Um bom design pode melhorar a usabilidade,
aumentar a atratividade e influenciar a decisão de compra. Kotler & Keller (2018).
iii. Embalagem
A embalagem envolve o invólucro ou recipiente que protege o produto e facilita seu
transporte, armazenamento e utilização. Além de proteger o conteúdo, a embalagem também
desempenha um papel importante no marketing, servindo como uma ferramenta para atrair a
atenção dos consumidores e transmitir informações importantes. Kotler & Keller,(2018).
iv. Rótulo
O rótulo é a parte da embalagem que contém informações sobre o produto, como
ingredientes, instruções de uso, data de validade e advertências. O rótulo também pode incluir
informações promocionais que ajudam a persuadir o consumidor a comprar o produto. Kotler
& Keller, (2018).
v. Serviços
Serviços associados ao produto são atividades intangíveis oferecidas como parte do
pacote de produtos, como assistência técnica, garantia estendida ou suporte ao cliente. Esses
serviços são essenciais para criar valor adicional e satisfazer as necessidades dos clientes.
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vi. Garantia
A garantia é uma promessa feita pelo fabricante de que o produto funcionará conforme
especificado por um certo período, oferecendo reparo ou substituição em caso de falha. A
garantia reforça a confiança do consumidor no produto e pode ser um fator decisivo na compra.
Kotler & Keller,(2018).
vii. Conteúdo
O conteúdo refere-se à substância real do produto, como os materiais, ingredientes ou
componentes de que ele é feito. Este componente é crítico, pois define a funcionalidade e a
qualidade percebida pelo consumidor. Cooper (2018).
viii. Qualidade
A qualidade é uma medida de quão bem o produto atende às expectativas do consumidor
em termos de desempenho, durabilidade e confiabilidade. Um produto de alta qualidade
geralmente leva a uma maior satisfação do cliente e lealdade à marca. Cooper (2018).
ix. Satisfação
A satisfação do cliente é o grau em que o produto ou serviço atende ou supera as
expectativas do consumidor. Ela é um indicador-chave de sucesso empresarial, pois clientes
satisfeitos são mais propensos a comprar novamente e recomendar o produto a outros. Kotler
& Armstrong (2012)
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3. Conclusão
Ao longo deste estudo, foi possível perceber a complexidade envolvida na gestão de produtos
e o quanto o sucesso de um produto depende de uma análise criteriosa do mercado e de
estratégias bem delineadas. O ciclo de vida do produto oferece um guia importante para as
empresas ajustarem as suas práticas de marketing em diferentes fases, garantindo assim a
relevância e a competitividade no mercado. Além disso, o desenvolvimento de novos produtos
revela-se uma tarefa desafiadora, mas crucial para a sustentabilidade empresarial, exigindo
inovação contínua e um profundo conhecimento das necessidades do consumidor. Em suma,
dominar as técnicas e conceitos abordados é fundamental para qualquer profissional que deseja
actuar de forma eficaz no campo do marketing.
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3.1. Referências bibliográficas
Association., P. D. (2018). The Product Development Process. Obtido em Agosto de 30 de
2024
Benedetto, A. D. (2015). Gestão de Novos Produtos ( (11 ed.). Mc Graw Hill.
Bonfim, G. .. (1995.). Metodologia para desenvolvimento de Projetos. João Pessoa: : Editora
Universitária UFPB, .
Buffoni, A. A. (2017). How to make sure your next product or service launch drives growth. In
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Cooper, R. G. (2017). Winning at new products : creating value through innovation (5 ed.).
Basic Books.
Cooper, R. G. (2018). The drivers of success in new-product development.
Gill, A. C. (1991). Como elaborar projecto de pesquisa. Sao paulo: Africa.
Irigaray, H., A., V., Nasser, J., & Lima, L. (2006). Gestão de desenvolvimento de produtos e
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Kotler, K. &. (2018). Marketing Management (15 ed.). São Paulo: Pearson Education do Brasil.
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Romeiro filho, E. (2010.). Projeto do Produto. . Rio de Janeiro: Elsevier.
Rozenfeld, H. e. (2006). Gestão de Desenvolvimento de Produtos: uma referência para a
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