MÓDULO 7:
PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES
PATOLÓGICAS EM SISTEMAS
HIDRÁULICOS E ELÉTRICOS
112
INTRODUZINDO OS SISTEMAS
HIDRÁULICOS E ELÉTRICOS
Figura 1
Sistemas elétricos e hidráulicos tornam edificações
habitáveis.
Eles nos permitem:
• Acender uma luz;
• Lavar as mãos;
• Refrigerar os alimentos, etc.
Esses sistemas são comumente negligenciados pelas
construtoras e ao não conseguir realizar essas simples
tarefas, os clientes ficam bastante insatisfeitos.
“Se os olhos não veem, os olhos não brilham
Se os olhos não brilham, não agrega valor.”
...Mas neste caso, o que os olhos não veem, o coração
1 <[Link] Acesso
SENTE. 113
em: 21 de jan. 2021
SISTEMAS
HIDRÁULICOS
114
OS SISTEMAS HIDRÁULICOS
• História: O tanque de lavar roupas;
• Comodidade;
• O bom funcionamento é necessário;
• Normas.
Sistema é constituído principalmente por:
1. Água fria
2. Água quente
3. Esgoto Devem funcionar em harmonia
1
4. Águas pluviais
115
TIPOS DE INSTALAÇÕES
HIDROSSANITÁRIAS – PARTE 1
1) INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA FRIA – O sistema é regido
pela NBR 5626:2020 - Sistemas prediais de água fria e água
quente — Projeto, execução, operação e manutenção
Figura 2
O sistema é principalmente constituído por:
• Conjunto de tubulações (diâmetro, conexões, ...)
• Equipamentos (motobomba, ...)
Figura 3
• Reservatórios (superior e inferior)
• Dispositivos (válvulas, ...). Figura 5
Figura 6
Figura 4
2 <[Link] Acesso em: 25 de jan. 2021
3 < [Link] Acesso em: 25 de jan. 2021
4 < [Link] >. Acesso em: 25 de jan. 2021
5 <[Link] Acesso em: 25 de jan. 2021 116
6 <[Link] Acesso em: 25 de jan. 2021
TIPOS DE INSTALAÇÕES
HIDROSSANITÁRIAS – PARTE 1
O sistema de INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA FRIA tem como
objetivo o abastecimento de água nos pontos de utilização da
edificação, tendo que este abastecimento deverá ser de forma
adequada atendendo quesitos definidos pela norma, tais como:
1. Preservar a potabilidade;
2. Fornecimento de água contínua com pressão e velocidade
adequada para cada ponto de acordo com o aparelho;
3. Promover economia de água;
4. Possibilidade de manutenção economicamente viável;
5. Evitar ruídos inadequados;
6. Conforto do usuário.
117
TIPOS DE INSTALAÇÕES
HIDROSSANITÁRIAS – PARTE 1
2) INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUA QUENTE – O sistema é regido
pela NBR 7198:1993 - Projeto e execução de instalações prediais de
água quente.
O sistema tem como objetivo principal garantir o conforto térmico
ao usuário.
É constituído pelos mesmo itens que o sistema de água fria.
Alguns requisitos:
a) Volume adequado: com temperatura controlável e fornecimento de
água contínua. Para os pontos de uso que possam ultrapassar a
temperatura de 40°C deverá ser previsto os misturadores, a fim de
evitar acidentes.
b) Preservar a potabilidade;
c) Conforto adequado para cada ponto de utilização;
d) Equipamentos que possam racionalizar consumo de energia
elétrica.
118
TIPOS DE INSTALAÇÕES
HIDROSSANITÁRIAS – PARTE 1
3) INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ESGOTO SANITÁRIO – O sistema é
regido pela NBR 8160:1999 - Sistemas prediais de esgoto
sanitário - Projeto e execução.
O sistema deverá atender os seres que ali habitam, sejam
animais ou seres humanos.
• Águas servidas: águas que • Águas imundas: originarias de
vem de aparelhos de fins de vasos sanitárias e mictórios,
higiene e produção de contendo resíduos sólidos ou
alimentos (ralos, pias, bidês, não.
chuveiros, máquina de lavar,
etc.).
Alguns requisitos:
a) Rápido escoamento e sem acúmulo de dejetos;
b) Impedir acesso aos gases nas áreas de uso;
c) Facilidade de inspeção e manutenção. 119
TIPOS DE INSTALAÇÕES
HIDROSSANITÁRIAS – PARTE 2
4) INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUAS PLUVIAIS – O sistema é
regido pela NBR 10844:1989 - Instalações prediais de águas
pluviais.
Tem como objetivo principal coletar e conduzir as águas de
chuva e dar o destino adequado (rede da prefeitura, reservatório
de reuso, etc.).
Alguns requisitos:
a) Recolher e conduzir a água e) Absorver choques mecânicos
da origem ao destino; (ex.: batidas de carrinho);
b) Característica de f) Resistência dos materiais as
estanqueidade; intempéries;
c) Possiblidade de limpeza e g) Compatibilização dos
desobstrução; materiais da construção;
d) Absorver esforços (variação h) Resistência as pressões.
120
térmica);
PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS
DAS INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS – P1
As principais falhas
• Falhas de execução;
• Falhas de projeto; • Custo alto imediato
• Falha em uso (falta de instrução);
• Falhas relacionadas aos materiais • Transtornos
(escolhas de materiais • Alto nível de estresse
inadequados).
1. INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUA FRIA:
1) Ruptura das tubulações – Principais causas:
a) Materiais não especificados (Utilização de tubos que não
suportam determinadas pressões);
b) Tensionamento na tubulação (forçar para que ela fique em um
determinado lugar; recalque diferencial; motor bomba).
121
PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS
DAS INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS – P1
2) Contaminação da água – Principais causas:
a) Falha em projeto (escolha incorreta de materiais);
b) Conformação do reservatório;
c) Acesso ao reservatório (recipiente estanque, tampa firmemente presa);
d) Ausência de limpeza periódica;
e) Tubulação de extravasão (ladrão) – deve ter uma tubulação própria para
evitar refluxo e gases de outras tubulações e entrada de insetos.
3) Vazamento em tubulação embutida (lajes, paredes, forros) – Indícios:
• Aumento do consumo repentinamente;
• Indício de manchas de umidade;
• Som de escoamento sem estar utilizando água;
• Vegetação.
Principais causas:
• Vida útil em tubulações antigas;
• Ligação com deformação excessiva em tubulação de PVC;
• Falhas nas soldas (a quente ou a frio);
• Uso de materiais (utilização de materiais inadequados);
• Reparos inadequados (gambiarras).
122
PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DAS
INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS – P1 e P2
4) Ruídos e vibrações (Guia CBIC e NBR 15575) – Ruídos são transmitidos
por pontes sonoras, ou seja, pela própria tubulação, pela alvenaria,
pelo revestimento e pelos pilares.
5) Incidência de ar na tubulação – principais causas:
Aparecem normalmente quando se dá manutenção nos elementos do
sistema, pois a tubulação necessita que seja esvaziada e depois
preenchida para o uso.
Ocorrem também quando há necessidade de fazer ajustes nos tubos
por falta de compatibilização no projeto. Isso tende ao acúmulo de ar
em determinados locais – para a correção, é necessário procurar os
pontos onde há acúmulos de ar e fazer a substituição do tubo.
Figura 7
123
7 Fonte própria
PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS
DAS INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS –P2
2. INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUA QUENTE:
1) Perda de calor nas tubulações - Provável causa:
• Ausência de isolamento térmico (PPR não precisa de isolamento extra
mas as tubulações de cobre necessitam).
2) Deficiência no aquecimento da água - Prováveis causas: (verificar a fonte)
• Mal dimensionamento;
• Falta de manutenção;
• Falha no produto.
3) Deformações e rupturas de tubos plástico PVC- Prováveis causas:
• Alta temperatura em tubulações inadequadas – NBR 9178, temperatura
máxima de 70°C.
• Uso de materiais inadequados. (ex. tubos
adequados mas conexões inadequadas).
Riscos aos usuários!!
Obs.: Buscar inserir mecanismos de proteção como, por
exemplo, válvula de alívio de pressão em caldeiras – podem
ocorrer sobre pressão e por consequência uma explosão. 124
PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS
DAS INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS –P3
3. INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ESGOTO SANITÁRIO:
1) Mal cheiro – possíveis causas:
• Ausência ou falha do sistema de ventilação
Funções:
• Liberar os gases para atmosfera;
• Igualar a pressão no interior da tubulação, evitando assim o
retorno do esgoto pro interior do banheiro.
• Ausência da vedação no vaso sanitário (recomendado utilizar anel de
vedação que já vem com uma massa de assentamento na própria
parte rígida). Figura 8
CAIXA
SIFONADA
VASO
SANITÁRIO
Figura 9
ANEL DE
VEDAÇÃO
8 Fonte própria
9 <[Link] Acesso em: 25 de jan. 2021
125
PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS
DAS INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS –P3
3. INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ESGOTO SANITÁRIO:
1) Mal cheiro – possíveis causas:
Figura 10 Figura 11
• Ausência ou falha na vedação hermética
em caixa de passagem de gordura;
• Ausência de sifão fazendo o fecho hídrico
em pias.
2) Retorno de espuma (em lavanderias) – possíveis causas:
• Caso clássico: rede esgoto ligada em uma caixa sifonada. Quando a
espuma cai na caixa sifonada ela transborda.
Solução: ligar a rede esgoto mais pra frente.
3) Entupimento das tubulações – possíveis causas:
• Dimensionamento errado (projeto) ou declividade errada (execução)
– causa acúmulo de detritos na tubulação;
• Falta de conscientização (papel higiênico, cabelo em vaso sanitário).
10 e 11
126
Fonte própria
PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS
DAS INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS –P3
4. INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUAS PLUVIAIS:
1) Rompimento em condutores verticais – principais causas:
• Grandes desníveis (quando a água cai de uma altura muito alta,
com uma velocidade elevada, acaba gerando uma pressão e
uma desconexão na tubulação.
2) Vazamento nas calhas e condutores – principais causas:
• Falha nas conexões (dilatação, contração, vibração, impacto
mecânico – tudo isso pode gerar uma fadiga nas conexões);
• Sub dimensionamento dos condutores e calhas – pode ser que a
calha não esteja dando conta de conduzir toda a quantidade de
água (casas com platibanda onde a água não consegue sair, a
água acaba entrando pra dentro do telhado e saindo pelos
bocais das lâmpadas);
• Área de contribuição.
127
PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS
DAS INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS –P3
4. INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUAS PLUVIAIS:
2) Vazamento nas calhas e condutores – principais causas:
• Falha no acoplamento das calhas e bocais;
• Grelhas;
• Vazão da água de contribuição.
3) Entupimento das calhas – principais causas:
• Sujidades;
• Carbonato de cálcio – o carbonato
começa a ficar preso nas paredes.
128
SISTEMAS
ELÉTRICOS
129
NOMENCLATURAS DAS INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS – P1
A vida é praticamente impossível sem a energia elétrica nos dias
de hoje. Ela é necessária para fazer as nossas rotinas possíveis.
Momento clássico sem a energia elétrica: APAGÃO – A rotina é
interrompida (tomar banho, cozinhar, refrigerar alimentos...)
As manifestações patologias podem ter consequências muito
graves!
As instalações elétricas facilitam muito, são grandes aliadas em
nossas vidas mas podem ser grandes problemas e podem ser
muito perigosas à vida.
A ABNT tem em torno de 9000 normas e aproximadamente 900
são na área de eletroeletrônica.
Na construção civil de baixa tensão a que rege é a NBR 5410:1980 e
NR10. 130
NOMENCLATURAS DAS INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS – P1
a) CORRENTE ELÉTRICA: medida dos amperes (amperagem não existe)
(Ex.: Se o aparelho é 10 ou 20 Ampére).
A corrente elétrica acarreta um aquecimento no material condutor –
qual o limite de temperatura? A Norma diz.
b) TENSÃO ELÉTRICA: medida dos volts (V)=U (voltagem não existe)
(Ex.: tomadas 110 e 220 – são tensões).
c) RESISTÊNCIA ELÉTRICA: grandeza que representa a propriedade de
um elemento de converter a energia elétrica em calor quando a
corrente percorre por ele. Quanto maior a resistência, maior a
capacidade de transformar a energia em calor. Isto está ligado a
corrente elétrica.
d) BANDEJAS: suporte para cabos sem cobertura.
e) ELETRO CALHA: suporte para cabos mas com cobertura (com
isolamento). 131
NOMENCLATURAS DAS INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS – P1
f) ELETRODUTOS: conduíte corrugado e tubos metálicos.
Como saber a diferença de mangueira e eletroduto? Verificar na lateral
da mangueira, se houver a especificação da NBR, ela será uma
eletroduto, caso não, será uma mangueira. (não se fala tubos na elétrica,
somente em hidráulica).
g) CONDUTOR: segundo a norma - produto metálico com seção invariável
com comprimento muito maior que a dimensão transversal, utilizado
para transportar energia elétrica ou transmitir sinais elétricos.
h) FIO: produto metálico flexível com seção invariável com comprimento
muito maior que a dimensão transversal e que pode ser utilizado como
um condutor em nossas residências.
i) CABO: conjunto de fios encordoados. Obs.: o cabo pode ser unipolar ou
multipolar
Obs*.: A capacidade do cabo em conduzir a corrente elétrica são as mesmas,
mas a forma de manuseio é diferente. 132
NOMENCLATURAS DAS INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS – P1
j) SISTEMA ELÉTRICO: componentes elétricos que conduzem ou não
corrente dentro das instalações elétricas.
k) DEMANDA: a média das potencias elétricas solicitadas dentro do nosso
sistema elétrico.
l) CARGA INSTALADA: é a soma das potencias dos equipamentos elétricos
instalados na residência.
m) ATERRAMENTO: ligação elétrica proposital ao solo.
m) FUGA DE CORRENTE: é quando a corrente encontra um caminho de
menor resistência para a terra (choque).
n) ELETROCUSSÃO: destruição da vida por meio do choque elétrico.
o) ELETROPLESSÃO: fere, toma o choque mas não morre.
133
NOMENCLATURAS DAS INSTALAÇÕES
ELÉTRICAS – P1
p) SOBRECARGA: excesso de passagem de corrente elétrica no sistema
elétrico – gera sobreaquecimento.
q) CURTO-CIRCUITO: ligação proposital ou acidental entre dois ou mais
pontos de um circuito através de uma resistência desprezível.
r) DISJUNTOR: protegem da sobrecorrente (sobrecarga).
s) FUSÍVEIS: protegem da sobrecorrente (sobrecarga).
t) DISPOSITIVO DIFERENCIAL RESIDUAL (D.R): protege contra choque
elétrico, ou seja, contra um curto-circuito.
134
PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DAS
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Danos com manifestações patológicas dos sistemas elétricos:
• Riscos a vida;
• Problemas relacionados a perdas materiais;
• Riscos estruturais (caso gerar incêndio);
• Perda de desempenho.
Essas manifestações patológicas, na grande maioria das vezes, estão
relacionadas à curto-circuito e às fugas de corrente envolvendo os
condutores.
Ex.:
1. Ausência do dispositivo de proteção (disjuntor, DR ou de um
fusível) ou má utilização destes dispositivos, como por exemplo,
fazer novos circuitos e ligar em um lugar errado (antes da chave
seccionadora) e o disjuntor desarmar mas a corrente continuar
passando.
135
PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DAS
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
2. Falta de coordenação entre os condutores e os dispositivos de
proteção. Não adiantará nada ter um condutor que suporta 25
Ampere e o dispositivo ter 32 Ampere, o cabo pegará fogo e o
disjuntor não desarmará. Ou também um cabo que suporta 50
Ampere e um disjuntor que suporta 16 ampere, o condutor ficará
superdimensionado.
3. Materiais inadequados: olhar sempre as descrições nos fios e as
normativas que eles atendem – sempre solicitar os resultados dos
ensaios realizados.
4. Emendas realizadas nos condutores de forma inadequada: se
realizado de forma inadequada, a chance de um superaquecimento na
região é certa. Há maneiras corretas de se fazer. Essas emendas
devem estar sempre dentro de lugares inspecionáveis, nunca dentro
de conduítes e eletrodutos, sempre em pontos que sejam de fácil
acesso e fácil manutenção como, por exemplo, caixa de passagem.
5. Não conformidade com projeto – Serviços a oferecer: auditoria.
6. Observar sempre a vida útil do sistema.
136
FEITO É MELHOR
QUE PERFEITO
137