UNIVERSIDADE LICUNGO
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURSO DE PORTUGUÊS
AFONSO JAIME CUMABNE
CLEID DOMINGOS ISAC
FRANCISCO CARLOS RAUL
SAQUINA ALBINO CHAUQUE
WILSON ÂNGELO JOSÉ
PLANIFICAÇÃO NA SALA DE AULAS
Quelimane
2023
AFONSO JAIME CUMBANE
CLEID DOMINGOS ISAC
FRANCISCO CARLOS RAUL
SAQUINA ALBINO CHAUQUE
WILSON ÂNGELO JOSÉ
PLANIFICAÇÃO NA SALA DE AULAS
Trabalho científico de carácter avaliativo a
ser entregue e apresentado na cadeira de
Didática Geral, sob a orientação da
docente:
Dra. Marlene Jamal
Quelimane
2023
Sumário
1. Introdução..................................................................................................... 1
1.1. Objectivos..................................................................................................2
2. Planificação...................................................................................................3
2.1.1. Planificação na sala de aulas..................................................................3
2.1.2 Níveis de plano LIBANEO 1994...............................................................4
2.1.3 Etapas de planificação.............................................................................5
3. Características da planificação.....................................................................6
3.1.1. Importância da planificação....................................................................7
3.1.2. Porque planificar uma aula.....................................................................8
3.1.3 Requisitos gerais da planificação............................................................8
4. Componentes de uma planificação do PEA.................................................9
4.1.1 Modelos de plano...................................................................................10
4.1.2. Conclusão.............................................................................................12
4.1.3. Referências bibliográficas.....................................................................13
3
[Link]ção
O presente trabalho versa sobre a ’’planificação na sala de aulas’’. Nesse sentido
objetivamos discutir em torno do tema acima aludido. É sabido que, o ensino é uma
das actividades que tem como uma das suas principais características o facto de ter
carácter planificado. Isso faz com que a prática do professor se oriente por uma
adequada planificação, englobando os aspectos fulcrais do plano, tais como, os
conteúdos, Os conteúdos, os objetivos a desenvolver, os meios de ensino
aprendizagem, ect. Para o efeito, o presente trabalho, ao abordar sobre a planificação
na sala de aula, o seu estudo deverá permitir contextualizar a planificação e permitir
que o formando tenha oportunidade de reconhecer a importância, os níveis, os
requisitos e os tipos de planificação; os objetivos de ensino.
Contudo, a planificação escolar é uma tarefa que inclui tanto a previsão das
actividades didácticas, no que diz respeito à sua organização e coordenação mediante
os objetivos propostos, como a sua revisão e adequação ao longo do processo de
ensino. Planificar significa fazer a previsão das actividades que o professor irá
desenvolver na sala de aula. Definir os objectivos institucionais ou específicos,
seleccionar os métodos e meios de ensino a serem utilizados, definir as actividades
do professor e dos alunos em cada uma das funções didácticas.
A planificação é um processo de racionalização, organização e coordenação da acção
docente, articulando a actividade escolar e a problemática do contexto social. Isto
equivale dizer que, na escola, os professores e os alunos pertencem todos a uma
determinada sociedade e a um determinado contexto de relações sociais, onde
prevalecem certas regras e normas de conduta.
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1.1. Objectivos
Objectivo Geral
Discutir acerca da planifiacao na sala de aula
Objectivos específicos
Importância da planificação na sala de aula.
Requisitos gerais da planificação
Como elaborar uma plano de aula.
Medotologia
Para o alcance dos objectivos preconizados recorremos a consulta de diversas obras
bibliográficas disponíveis, quer em formato electrónico (pdf) quer em formato físico.
Segundo Gil (2008) a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em matérias já
elaborados, em destaque, os livros e artigos científicos. Neste sentido, o autor deixa bem claro
que apesar de todos estudos usarem a pesquisa bibliográfica, existem estudos que são feitos
apenas pela pesquisa bibliográfica, em que o autor ou pesquisador não precisa deslocar-se ao
campo, apenas buscando o que já foi escrito nos livros e artigos científicos. Portanto, este
método serviu para reunir conhecimentos através da consulta de materiais que receberam
tratamento legal como livros e artigos, cuja temática está relacionada com o tema em debate.
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2. Planificação
A planificação (ou o planeamento) refere-se à ação e ao efeito de planificar (ou
planear), isto é, organizar-se ou organizar algo de acordo com um plano. Implica ter
um ou vários objetivos a cumprir, juntamente com as ações requeridas para que esses
objetivos possam ser alcançados.
Enquanto processo de tomada de decisões, a planificação é composta por várias
etapas. Em primeiro lugar, convém identificar o problema. Uma vez este identificado,
deve-se continuar com o desenvolvimento de alternativas, de modo a selecionar
aquela que for mais conveniente. A partir daí, já se pode dar início à execução efetiva
do plano.
Para PILETTI (2004) “planificação é um processo que consiste em preparar um
conjunto de decisões, visando atingir determinados objetivos.”
LIBANEO (1994:221) ‘‘A planificação é uma actividade que inclui tanto a previsão das
actividades didácticas em termo da organização e coordenação em face aos
objectivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de
ensino. A planificação é um meio para se programar as acções docentes, pois é
também um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado a avaliação’’.
Portanto planificar no sentido geral é um processo através do qual faz se a preparação,
previsão e organização do desenvolvimento das suas actividades, em conformidade
com as normas, procedimentos e/ou legislação que orientam a área a planificar,
estabelecendo para o efeito, as respectivas metas e prazos.
Cabe destacar que, no seu sentido mais lato, a planificação tem lugar em quase todas
as alturas da vida quotidiana. Por exemplo, sempre que uma pessoa decida apanhar
um táxi para chegar a um determinado lugar, é sinal que terá planeado uma forma de
viajar com rapidez e eficácia.
2.1.1 Planificação na sala de aulas
O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das
atividades em termos de organização e coordenação em face dos objetivos propostos,
quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino. O planejamento
é um meio para programar as ações docentes, mas é também um momento de
pesquisa e reflexão intimamente ligado à avaliação.
Neste ponto, antes de falarmos sobre o plano de aula, importa referir que a palavra
aula vem do grego, aulé, pátio, em especial, pátio do palácio real.
No sentido moderno, aula é determinada pelo período de tempo vivido entre o
professor e aluno em que o professor orienta as actividades do aluno, tendo em vista
levá-lo a alcançar certos objectivos de aprendizagem pretendidos.
De acordo com Lipman (1992), o plano de aula esquematiza o conteúdo a ser
leccionado, as técnicas motivadoras a serem exploradas, os passos e as actividades
específicas preconizadas para os alunos, os materiais necessários e os processos de
avaliação que devem ser adoptados.
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ZABALZA (2001: 48-49), considera planificação como ‘‘estratégia de actuação durante
o processo de instrução, para destacar qual é a melhor forma de organizar os alunos,
como começar as actividades, como marcos de referência para a avaliação.’’
Segundo LIBANEO (2006, Pág. 222) planificação é um processo de racionalização,
organização e coordenação da acção docente articulado a atividade escolar e a
problemática do contexto social.
Na óptica de COOMBS, citado por MARTINS, (1941:78) ‘‘planificação é um projecto
do futuro, que busca contribuições no passado.’’
Conforme os conceitos acima citados concluiu-se que a planificação não é só um meio
para se programar as acções docentes, mas também um momento de pesquisa e
reflexão intimamente ligado a avaliação. A escola, os professores e os alunos são
integrantes da dinâmica das relações sociais, ora, tudo aquilo que acontece no meio
escolar é atravessado por influências económicas, políticas e culturais que
caracterizam a sociedade de classes diferentes, no entanto, os elementos como:
objectivos, conteúdos, métodos estão influenciados por implicações sociais e tem um
significado genuinamente político. Pois ela é uma actividade reflexão sobre as nossas
acções e opções.
A planificação é uma exigência que se impõe dia-a-dia em todas as actividades
humanas. E o trabalho docente não pode fugir dela, principalmente se atentarmos nas
consequências morais e sociais que ela implica.
Portanto, o plano de aula obriga o professor a pensar sobre o que vai fazer, sobre o
que vão fazer os seus alunos, no material didáctico necessário e nos procedimentos
que melhor se ajustam ao tipo de tarefas por executar.
Existem pelo menos três níveis de planos
2.1.2 Niveis de plano (LIBÂNEO 1994)
a) Plano de escola
b) Plano de ensino
c) Plano de aula
a) Plano de escola
O plano da escola é um documento mais global; expressa orientações gerais que
sintetizam, de um lado, as ligações da escola com o sistema escolar mais amplo e, de
outro, as ligações do projeto pedagógico da escola com os planos de ensino
propriamente ditos.
b) Plano de ensino
O plano de ensino (ou plano de unidade) é a previsão dos objetivos e tarefas do
trabalho docente para o ano ou semestre; é um documento mais elaborado, dividido
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por unidades seqüenciais, no qual aparecem objetivos específicos, conteúdos e
desenvolvimento metodológicos.
c) Plano de aula
O plano de aula é a previsão do desenvolvimento do conteúdo para uma aula ou
conjunto de aulas e tem um caráter específico. O plano de aula é um detalhamento do
plano de ensino, as unidades e subunidades (tópicos) que foram previstas em linhas
gerais são agora especificadas e sistematizadas para uma situação didática real. É no
plano de aulas que complemetamos o plano de ensino ou de unidade usando os
tópicos (temas) do plano de unidade ou do plano escolar, de uma forma elaborar um
plano de aula que servira de guia para o professor e faciltara o processo de ensino
aprendizagem.
A preparação de aulas é uma tarefa indispensável e, assim como o plano de ensino,
deve resultar em um documento escrito que servirá não só para orientar ações do
professor como também para possibilitar constantes revisões e aprimoramentos.
Na elaboração de um plano de aula, deve-se levar em consideração, em primeiro
lugar, que a aula é um período de tempo variável. Dificilmente completamos em uma
só aula o desenvolvimento de uma unidade ou tópico de unidade, pois o processo de
ensino e aprendizagem se compõe de uma sequência articulada de fases: preparação
e apresentação de objetivos, conteúdos e tarefas; desenvolvimento da mataria nova;
consolidação (fixação, exercícios, recapitulação, sistematização); aplicação,
avaliação. Isso significa que devemos planejar não uma aula, mas um conjunto de
aulas.
Na planificação da aulas, o professor deve reler os objetivos gerais da matéria
e a sequência de conteúdos do plano de ensino. Não pode esquecer que cada
tópico novo é uma continuidade do anterior; é necessário assim, considerar o
nível de preparação inicial dos alunos para a matéria nova.
O professor deve, tomar o tópico da unidade a ser desenvolvido e desdobrá-lo
numa sequência lógica, na forma de conceitos, problemas, ideias. Trata-se de
organizar um conjunto de noções básicas em torno de uma ideia central, formando um
todo significativo que possibilite ao aluno percepção clara e coordenada do assunto
em questão. Ao mesmo tempo em que são listadas as noções, conceitos, ideias e
problemas, é feita a previsão do tempo necessário.
Ao fazer um plano de aula, a previsão do tempo não é definitiva, pois poderá ser
alterada no momento de detalhar o desenvolvimento metodológico da aula.
Em relação a cada tópico, o professor redigirá um ou mais objetivos
específicos, tendo em conta os resultados esperados na assimilação de
conhecimentos e habilidades (fatos, conceitos, ideias, relações, métodos e técnicas
de estudo, princípios e atitudes etc.) estabelecer os objetivos é uma tarefa tão
importante que deles vão depender os métodos e procedimentos de transmissão e
assimilação dos conteúdos e as várias formas de avaliação (parciais e finais).
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O desenvolvimento metodológico será desdobrado nos seguintes itens, para cada
assunto novo: preparação e introdução do assunto; desenvolvimento e estudo ativo
do assunto; sistematização e aplicação; tarefas de casa.
Importa dizer que em cada um desses itens são indicados os métodos, procedimentos
e materiais didáticos, isto é, o que o professor e alunos farão para alcançar os
objetivos. Em cada um dos itens mencionados, o professor deve prever formas de
verificação do rendimento dos alunos. Precisa lembrar que a avaliação é feita no início
(o que o aluno sabe antes do desenvolvimento da matéria nova), durante e no final de
uma unidade didática. A avaliação deve conjugar várias formas de verificação,
podendo ser informal, para fins de diagnóstico e acompanhamento do progresso dos
alunos, formal para fins de atribuição de notas ou conceitos.
2.1.3. Etapas da planificação (PILLETI)
São quarto etapas da planificação:
a) Conhecimento da realidade
b) Elaboração do Plano
c) Execução do Plano
d) Avaliação e Aperfeiçoamento do Plano
a) Conhecimento da realidade
Para poder planejar adequadamente a tarefa de ensino e atender as necessidades
do aluno é preciso antes de mais nada, saber para quem se vai planejar. Por isso,
conhecer o aluno e seu ambiente é a primeira etapa do processo de planificação. É
preciso saber quais as aspirações, frustrações, necessidades e possibilidades dos
alunos. Fazendo isso, estaremos fazendo uma Sondagem, isto é buscando dados
Uma vez realizada a sondagem, deve-se estudar cuidadosamente os dados
coletados. A conclusão a que chegamos, após o estudo dos dados coletados, constituí
o Diagnóstico. Sem a sondagem e o diagnóstico corre-se o risco de propor o que é
impossível alcançar ou o que não interessa ou, ainda o que já foi alcançado.
b) Elaboração do plano
A partir dos dados fornecidos pela sondagem e interpretados pelo diagnóstico, temos
condições de estabelecer o que é possível alcançar, como fazer para alcançar o que
julgamos possível e como avaliar os resultados.
Por isso, passamos a a elaborar o plano através dos seguintes passos:
Determinação dos objetivos
Seleção e organização dos conteúdos.
Seleção de recursos.
Seleção de procedimentos de avaliação.
Estruturação do plano de ensino
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c) Execução do plano
Ao elaboramos o plano de ensino, antecipamos, de forma organizada, todas as etapas
do trabalho escolar. A execução do plano consiste no desenvolvimento das atividades
previstas. Na execução, sempre haverá elementos não plenamente previsto. Às
vezes, a reação dos alunos ou as circunstâncias do ambiente exigirão adaptação e
alterações no planejamento. Isto é normal e não dispensa o planejamento, pois, uma
das características de um bom planejamento deve ser a flexibilidade.
Avaliação e aperfeiçoamento do plano _ Ao término da execução do que foi planejado,
passamos a avaliar a próprio plano com vistas ao replanejamento.
Nessa etapa, a avaliação adquire um sentido diferente da avaliação de ensino-
aprendizagem e um significado amplo. Isso porque, além de avaliar os resultados do
ensino-aprendizagem, procuramos avaliar a qualidade do nosso plano, a nossa
eficiência como professor e a eficiência do sistema escolar.
3. Características de um plano de aula
O plano de aulas apresenta as seguintes características a destacar:
1. Coerência e Unidade
2. Continuação e sequência
3. Objectividade e funcionalidade
4. Flexibilidade
5. Precisão e clareza
1. Coerência e Unidade
Refere-se a conexão existente entre os objectivos de aprendizagem, os métodos de
ensino, os conteúdos e os meios de ensino, uma vez que todos estes elementos
arrolados devem estar adequados de forma a garantir o alcance dos objectivos de
aprendizagem propostos.
2. Continuação e sequência
Refere-se, neste caso, a previsão do trabalho de forma integrada, do começo ao fim,
garantindo a relação existente entre as várias actividades. Geralmente o professor na
apresentação dos conteúdos inicia a sua apresentação partindo dos conceitos
básicos, ou seja, definindo os principais conceitos para depois dar continuidade,
apresentando o conteúdo.
3. Flexibilidade
Em relação a flexibilidade, tem a ver com a possibilidade de reajustar o conteúdo,
adoptando a situações novas que possam surgir no decorrer da aula – as chamadas
situações imprevistas. Na verdade, o plano deve satisfazer os interesses e
necessidades dos alunos, sem afastar-se claro, dos pontos essenciais a serem
desenvolvidos. O plano não deve ser visto como algo rígido e inflexível, que deve ser
cumprido a risca, ele deve dar espaço para aberturas e adaptações de acordo com os
imprevistos.
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4. Objetividade e funcionalidade
O plano de aula deve ter em conta a análise das condições da realidade, adequando-
se ao tempo, aos recursos disponíveis e as características dos alunos. Portanto, o
plano de aula deve ser objectivo e não fugir da realidade vivida pelos alunos e a
sociedade em geral na qual ele é implementado.
5. Precisão e clareza
O plano de aula deve apresentar uma linguagem simples e clara, os enunciados
devem ser exactos e objectivos com indicações precisas, pois não devem ser objecto
de dupla interpretação e ambiguidade.
3.1.1 Importância da planificação na sala de aulas
A planificação na sala de aulas é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das
actividades didáticas em termos da sua organização e coordenação em face dos
objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de
ensino. A planificação é um meio para se programar as ações docentes, mas é
também um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado a avaliação.
Portanto com a planificação da aula, o professor determina os objetivos a alcançar ao
término do processo de ensino-aprendizagem, os conteúdos a serem aprendidos, as
actividades a serem realizadas pelo professor e aluno, a distribuição do tempo, etc.,
ou seja, a planificação permite visualizar previamente a sequência de tudo o que vai
ser desenvolvido em dia letivo
O processo de ensino e aprendizagem é de estrema importância, pois é necessário
que exista a planificação das actividades diárias. Portanto, planificação desempenha
uma função de valor muito preponderante.
Segundo (PILETTI (2004:75), a planificação tem a importância de:
a) Garantia de economia de tempo e energia;
b) Contribuir para a realização dos objectivos visados;
c) Garantir maior segurança na direcção do ensino;
d) Evitar a rotina e o improviso;
e) Promover a eficiência do ensino.
Garantia de economia de tempo e energia
Garantia de economia de tempo na planificação do professor significa que o processo
de planificação é organizado e eficiente, permitindo que o professor economize tempo
e se concentre em outras atividades importantes, como a preparação de aulas e o
acompanhamento dos alunos.
a) Contribuir para a realização dos objectivos visados
Na planificação da aula, contribuir para a realização dos objetivos visados significa
selecionar e organizar o conteúdo, definir estratégias de ensino e avaliação que
estejam alinhadas com os objetivos educacionais previamente estabelecidos,
garantindo assim que os alunos possam alcançar os resultados esperados.
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b) Garantir maior segurança na direcção do ensino
Na planificação de aula, garantir maior segurança na direção do ensino significa ter
uma visão clara dos objetivos educacionais, estratégias de ensino bem definidas,
materiais preparados e uma estrutura organizada, proporcionando ao professor
confiança e segurança durante o processo de ensino, facilitando a condução da aula
de forma eficiente.
c) Evitar a rotina e o improviso
Na planificação de aula, evitar a rotina significa buscar variedade nas estratégias de
ensino, explorar diferentes abordagens e recursos para manter o interesse dos alunos
e promover a participação ativa. Evitar o improviso implica em ter um plano bem
estruturado, com objetivos claros, atividades planejadas e materiais preparados com
antecedência, garantindo uma aula mais organizada e eficaz.
d) Promover a eficiência do ensino
Na planificação de aula, promover a eficiência do ensino envolve identificar os
principais objetivos de aprendizagem, selecionar estratégias e recursos adequados,
estabelecer um cronograma realista, avaliar o progresso dos alunos e fazer ajustes
conforme necessário. Isso ajuda a otimizar o tempo de ensino, maximizar a
compreensão dos alunos e alcançar melhores resultados de aprendizagem.
3.1.2. Porque planificar uma aula?
Para que os alunos possam saber o que estão a fazer e porquê, ou seja, para
perceberem melhor o “caminho” que estão a trilhar;
É uma forma de organizar o trabalho, refletir sobre os conteúdos, métodos materiais,
expectativas e competências a desenvolver nos alunos;
A escola, pois torna possível um trabalho consciente de todos os professores e permite
a coordenação interdisciplinar;
3.1.3. Requisitos gerais da planificacao de uma aula
Os requisitos gerais da planificação de aula são elementos que devem ser
considerados ao elaborar um plano de aula eficiente. É importante que o professor
defina objetivos claros de aprendizagem, selecionando conteúdos relevantes e
escolhendo estratégias de ensino adequadas para alcançar esses objetivos. A
avaliação também deve ser considerada, garantindo que ela esteja alinhada aos
objetivos e às estratégias de ensino. Além disso, é importante levar em conta as
necessidades dos alunos, adaptando o plano de acordo com o contexto e garantindo
uma sequência lógica e coerente das atividades. Os requisitos de planif
Objetivos e tarefas das escola democrática
A primeira condição para a planificação da aula são convicções seguras sobre a
direção que queremos dar ao processo educativo na nossa sociedade, ou seja, que
papel destacamos para escola na formação dos nossos alunos, os objetivos e tarefas
da escola democrática estão ligados as necessidades de desenvolvimento cultural do
povo, de modo a prepararas crianças e os jovens para a vida e para o trabalho, isto é,
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o professor deve ter a certeza do que vai abordar na sala de aula indo mais além
naquilo que é a vida dos alunos, para se alcançar os objetivos do conteúdo trazido,
não esquecendo da vida que é vivida na sociedade dos alunos para uma vida futura e
de um bom cidadão novo.
Exigências dos planos e programas oficias
A escola e os professores devem ter em conta que estes planos e programas oficias
de ensino são diretrizes gerais, são documentos de referências a partir dos quais são
elaborados planos didáticos e específicos. Cabe à escola e aos professores elaborar
os seus próprios planos selecionar os conteúdos, os métodos e meios de organização
de ensino, em fáceis das particularidade de cada região, de cada escola, das
particularidade e condições de aproveitamento escolar dos alunos, inclusive dos
alunos com Necessidades Educativas Especiais, contudo a escola e os professores
determinam o conteúdo cujo ira ser ensinados aos alunos, tendo em conta a
peculiaridade de cada escola.
Condições previas para aprendizagem
A planificação escolar está intimamente condicionada ao nível de preparação em que
os alunos se encontram em relação as tarefas de aprendizagem. Os conteúdos de
ensino são mediados para que os alunos assimile ativamente e o transforme em
instrumentos teóricos e práticos para vida pratica. O professor antes de planificar a
aula deve ter o domínio do plano escolar e conhecer os seu alunos na sua percepção
de oque são capazes de executarem as actividades que lhes são dadas pelo
professor, o importante
Princípios e condições de assimilação activa
Este requisito diz respeito ao domínio dos meios e condições de orientação do
processo de assimilação activa nas aulas. A planificação das aulas deve estar em
correspondência com as formas do desenvolvimento do trabalho na sala de aula. Uma
parte importante do plano de ensino e a descrição de situações docentes especificas,
com a indicação do que os alunos farão para aprender, e doque o professor fara para
criar condições adequadas para a aprendizagem; e para dirigir a atividade cognitiva
dos alunos na sala de aula. O professor ao preparar o plano de aula deve criar
condições para o enquadramento dos trabalhos práticos na sala de aula, a motivação
da participação dos alunos, o professor deve dar exemplos para os alunos perceberem
e dar exercícios práticos para testar a capacidade dos alunos e dar atividade de casa
aos alunos.
4. Componentes de uma planificação do PEA
Sendo assim, importa destacar os seguintes conceitos:
O processo de ensino-aprendizagem (PEA) é uma actividade conjunta entre o
professor e os alunos, organizado sob direcção do professor, com finalidade de prover
as condições e meios indispensáveis pelos quais os alunos assimilam activamente
conhecimentos, habilidades, atitudes e convicções. No entanto, frequentemente tem
havido equívocos entre ensino-aprendizagem e ensino e aprendizagem. Há, porém,
uma diferença entre ensino-aprendizagem e ensino e aprendizagem. A diferença é
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que ensino-aprendizagem envolve a interacção entre o professor e os alunos, num
processo em que há troca de ideias, conhecimentos, entre outros aspectos. Enquanto
no ensino e aprendizagem é um processo que não há essa interacção entre professor
e seus alunos, ou seja, no ensino e aprendizagem não há interacção entre professor
e alunos, acontece entre duas pessoas ou mais, mas, não existe a figura do professor.
Considerando os conceitos acima referios, quando se faz uma planificação terão de
se tomar em linha de conta os seguintes componentes:
O meio envolvente à escola
Só artificialmente se pode considerar a escola separada do meio. As paredes da sala
de aula são unicamente barreiras físicas, totalmente permeáveis aos problemas,
interesses e hábitos culturais da zona em que ela está inserida. Se estes factores,
aparentemente estranhos à turma, não são considerados nas propostas de
aprendizagens, corre-se o risco de não interessarem ou de serem inacessíveis aos
alunos. Os exemplos que se dão, os exercícios que se vão propor, as motivações que
se utilizam, a linguagem que se usa, tudo têm de ser adequado ao meio.
Recursos/meios de ensino existentes
É importante conseguir o aproveitamento óptimo dos recursos existentes. Desde o
quadro preto à árvore do pátio da escola, à mão do professor que pousa
amigavelmente no ombro do aluno, às experiências vividas podem contribuir para que
as aprendizagens se tornem mais ricas e gratificantes. O facto de a escola ter ou não
máquina de projetar, filmes, slides, retroprojetor, ter laboratórios bem ou mal
equipados, o facto de a região ter ou não indústrias, explorações mineiras, etc.,
abertas a uma colaboração com a escola, ou ainda mercados ou feiras, artesanatos
característicos que se possam explorar, ira ser decisivo na escolha de estratégias.
O aluno
Qualquer criança, adolescente ou jovem é portador de uma experiência de vida, de
um saber, cujo seu aproveitamento é um recurso económico e eficaz (a compreensão
de um determinado assunto é muitas vezes mais fácil se esse assunto for tratado por
um colega em vez do professor), e o facto de permitir ao aluno trazer o contributo do
seu próprio mundo ao PEA permite-lhe sentir que é um dos protagonistas desse
processo e fá-lo-á sentir-se digno de crédito, confiante em si mesmo e nos outros.
Por outro lado, uma componente importante na planificação do PEA é a sua
adequação ao aluno. Realmente, para além da compreensão das características
próprias do nível etário do aluno e das características médias da população escolar,
certamente tidas na elaboração dos programas, é fundamental que o professor
conheça as características pessoais do aluno.
Com efeito, se a verdadeira aprendizagem é sempre o produto da atividade pessoal
de cada um, então o papel do professor consiste em tentar criar situações que
favoreçam em cada aluno a mobilização óptima de todos os seus recursos,
particularmente dos seus pré-requisitos.
Conteúdo
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Os conteúdo a ser ter em conta na planificação do PEA pelo professor já vêm
indicados, em linhas gerais, pelos programas de ensino que se baseia nos esquemas
conceptuais que os presidem e os temas organizadores. Neste sentido, quando os
professores duma mesma escola não trabalham em conjunto sobre um mesmo
programa pode haver diferenças de interpretação.
4.1.1. Modelos de plano
Modelo de um plano de unidade (PILLETI)
Escola: Serie: Professor:
Localidade: Turma: Ano:
Curso: Disciplina: Semestre:
Tema: Duração provável:
Objetivos Cronograma Conteúdos Procedimentos Recursos Avaliação
Apresentação
Desenvolvimento
Integração
Apresentação _ Nessa etapa o professor procurará identificar e estimular os
interesses dos alunos, relacionado-os com a tema da unidade. Para tanto, poderá
desenvolver as seguintes atividades.
Diálogo com a classe a propósito do tema.
Comunicação aos alunos dos objetivos da unidade.
Utilização de material ilustrativo, tais como jornais, revistas, cartazes, objetos
históricos, etc, que permitem introduzir o tema.
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Aula expositiva com a mesma finalidade.
Desenvolvimento _ Nessa etapa, os alunos deverão chegar a compreensão do tema.
Aqui o professor poderá lançar mão das seguintes atividades:
Estudo de textos
Estudo dirigido
Solução de problemas
Projectos
Trabalho em grupo
Integração _ Nessa etapa, os alunos deverão chegar a uma síntese dos temas
abordados na unidade. Isso poderá ser alcançado através das seguintes atividades:
Organização de resumos
Relatório oral que sintetize os aspectos mais importantes da unidade
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Conclusão
Diante do que discutimos acima, percebemos planificação é a previsão mais objectiva
possível de todas as actividades escolares para a efectivação do processo de ensino
e aprendizagem que conduz o aluno a alcançar os objectivos previstos; e, neste
sentido, a planificação do ensino é uma actividade que consiste em traduzir em termos
mais concretos e operacionais o que o professor e os alunos farão na aula para
conduzir os alunos a alcançar os objectivos educacionais propostos.
O plano é um guia de orientação, pois nele são estabelecidas as diretrizes e os meios
de realização do trabalho docente. Sua função é orientar a prática partindo da
exigência da própria prática. O plano deve ter uma ordem seqüencial, progressiva,
onde que para alcançar os objetivos, são necessários vários passos, de modo que a
ação docente obedeça a uma seqüência lógica.
Além de ser útil no processo de ensino-aprendizagem, a planificação é um fenómeno
de planear, de algum modo as nossas previsões, desejos, aspirações e metas num
projecto que seja capaz de representar, dentro do possível, as nossas ideias. Na
verdade, a planificação assume-se assim como o modo mais eficaz que cada docente
tem de preparar o seu trabalho, organizar o tempo das suas aulas e garantir uma
melhor aprendizagem por parte dos seus alunos.
Nenhum projecto será bem sucedido se não for devidamente planificado e delineado,
assumindo-se assim a planificação como o “embrião” ou “semente” do projecto, o
ponto de partida para o mesmo. Julgo que as planificações que apresento têm como
preocupação base motivar os alunos, através da selecção de temas do seu agrado e
através da selecção de actividades que possibilitarão a sua participação activa e a
emissão de opiniões e sugestões.
Contudo , a planificação “deve contribuir para a optimização, maximização e melhoria
da qualidade do processo educativo. É um guião de acção que ajuda o professor no
seu desempenho” e nesta óptica, considero que a realização deste trabalho assumiu-
se como uma mais-valia para mim, pois apesar de já ter uma ideia do que iria fazer
em cada aula, este trabalho permitiu a organização dessas mesmas ideias e a
selecção de estratégias para abordagem de cada conteúdo.
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Referências Bibliográficas
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994 (Coleção magistério
2° grau. Série formação do professor)
PILETTE, Claudino. Didáctica Geral. 23ª Edição, editora ática. São Paulo, 2004.
ZABALZA, M. (2000). Como educar em valores na escola. Revista Pátio
Pedagógica. Ano 4, 13, mai/jul. 2000.
NIVAGARA, Daniel Daniel. Didáctica Geral – Aprender a Ensinar. Módulo de
Ensino à distância, Universidade Pedagógica.
15