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Prova de Cálculo II: Cônicas e Curvas

O documento é uma prova de Cálculo II da Universidade Federal do Espírito Santo, datada de 10/05/2021, contendo questões sobre cônicas, interseções de curvas, retas tangentes, reparametrização de curvas e componentes de aceleração. As questões exigem justificativas com cálculos explícitos e abordam conceitos avançados de matemática, como equações polares e vetoriais. O documento inclui exemplos de resolução e gráficos para melhor compreensão.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

CCE - DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA


TERCEIRA PROVA DE CÁLCULO II

Data: 10/05/2021

Todas as respostas deverão estar justificadas mediante cálculos explı́citos.

6
1. Uma cônica é dada pela equação polar r =
1 − 3 cos θ
(a) Identifique a cônica.
ed
Ao comparar a equação dada com o formato padrão r =
1 − e cos θ
Vemos que e = 3 e d = 2.
Como e = 3 > 1, temos que a cônica é uma hipérbole.
(b) Encontre a diretriz e os vértices da cônica.
Considerando a equação dada temos que a diretriz é dada por x = −d
Diretriz: x = −2
Para a equação dada os vértices ocorrem quando θ = 0 e θ = π
6 6
θ=0⇒r= = = −3
1 − 3 cos(0) −2
6 6 3
θ=π⇒r= = =
1 − 3 cos(π) 4 2
 
3
Vértices: (−3, 0) = (3, π) e ,π
2
(c) Esboce a cônica.

1
2. Determine a função vetorial que representa a curva obtida pela interseção
do cilindro (x − 1)2 + (y − 2)2 = 25 e o plano −x − y + z = 0.
Podemos parametrizar as coordenadas x e y de um ponto no cilindro dado
como segue:

x = 1 + 5 cos t
⇒ (x − 1)2 + (y − 2)2 = 25 cos2 t + 25 sen2 t = 25
y = 2 + 5 sen t
Para garantir que vamos parametrizar a curva que é a interseção do cilin-
dro com o plano devemos impor que:
−x − y + z = 0 ⇒ z = x + y
z = 1 + 5 cos t + 2 + 5 sen t = 3 + 5 sen t + 5 cos t
Portanto, a função vetorial procurada é
r(t) = (1 + 5 cos t, 2 + 5 sen t, 3 + 5 sen t + 5 cos t)
3. Encontre as equações paramétricas para a reta tangente à curva dada por
r(t) = (t4 + 1, t2 − 1, t3 + 1) no ponto (2, 0, 2).
Vamos encontrar o valor de t correspondente ao ponto (2, 0, 2):
t2 − 1 = 0 ⇒ t = −1 ou t = 1
r(1) = (14 + 1, 12 − 1, 13 + 1) = (2, 0, 2)
Vamos calcular a deriva da função vetorial r:
r0 (t) = (4t3 , 2t, 3t2 )
O vetor tangente a curva no ponto dado é r0 (1) = (4, 2, 3)
Logo, as equações paramétricas da reta tangente são dadas por:
 
 x = 2 + 4t  x = 2 + 4t
y = 0 + 2t ⇒ y = 2t
z = 2 + 3t z = 2 + 3t
 

4. Reparametrize a curva dada por r(t) = (1 + 2t, 3 + t, 2 + 3t) em relação


ao comprimento de arco de (1, 3, 2) na direção crescente de t.
Sabemos que a fórmula para o comprimento de arco é dada por:
Z t
s= |r0 (u)|du
a

Observe que r(0) = (1, 3, 2), logo a = 0


√ √
Além disso, r0 (t) = (2, 1, 3) ⇒ |r0 (t)| = 4 + 1 + 9 = 14
Z t Z t√ √ it √ s
s= |r0 (u)|du = 14du = 14u = 14 · t ⇒ t = √
0 0 0 14
Portanto, a reparametrização da curva dada pelo comprimento de arco é:
   
s s s s
r √ = 1 + 2 · √ ,3 + √ ,2 + 3 · √
14 14 14 14

2
5. Uma partı́cula se move com função posição r(t) = (3 sen t, 4t, 3 cos t). De-
termine as componentes tangencial e normal da aceleração.
Observamos inicialmente que

r0 (t) = (3 cos t, 4, −3 sen t)


√ √ √
|r0 (t)| = 9 cos2 t + 16 + 9 sen2 t = 9 + 16 = 25 = 5

r00 (t) = (−3 sen t, 0, −3 cos t)

Sabemos que a componente tangencial da aceleração aT é dada por:

hr0 (t), r00 (t)i −9 sen t cos t + 0 + 9 sen t cos t


aT = 0
= =0
|r (t)| 5

Já a componente normal da aceleração aN é dada por:

|r0 (t) × r00 (t)| |r0 (t) × r00 (t)|


aN = =
|r0 (t)| 5

Vamos encontrar o produto vetorial r0 (t) × r00 (t):

i j k
r0 (t) × r00 (t) = 3 cos t 4 −3 sen t
−3 sen t 0 −3 cos t
= (−12 cos t, 9 cos2 t + 9 sen2 t, 12 sen t)
= (−12 cos t, 9, 12 sen t)

p
⇒ |r0 (t) × r00 (t)| = 144 cos2 t + 81 + 144 sen2 t

= 144 + 81

= 225 = 15

Finalmente, temos que

|r0 (t) × r00 (t)| 15


aN = = =3
5 5

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