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Análise da Crônica "Anúncio de João Alves"

O documento é um simulado de Língua Portuguesa para a 3ª série do Ensino Médio, que inclui questões sobre crônicas e a utilização de hashtags nas redes sociais. Ele apresenta textos de Carlos Drummond de Andrade e Zuenir Ventura, abordando temas como a linguagem e a comunicação contemporânea. Além disso, o simulado contém perguntas de interpretação de texto e análise crítica.

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Análise da Crônica "Anúncio de João Alves"

O documento é um simulado de Língua Portuguesa para a 3ª série do Ensino Médio, que inclui questões sobre crônicas e a utilização de hashtags nas redes sociais. Ele apresenta textos de Carlos Drummond de Andrade e Zuenir Ventura, abordando temas como a linguagem e a comunicação contemporânea. Além disso, o simulado contém perguntas de interpretação de texto e análise crítica.

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CADERNO DO

PROFESSOR

Ensino Médio em ação

Língua
Portuguesa 3
SÉRIE
a

ESCOLA:

ESTUDANTE:

TURMA:

SIMULADO
1
885973
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

Para responder às questões 1 e 2, leia a crônica “Anúncio de João Alves”, de Carlos


Drummond de Andrade (1902-1987), publicada originalmente em 1954.
Figura o anúncio em um jornal que o amigo me mandou, e está assim redigido:
À procura de uma besta. – A partir de 6 de outubro do ano cadente, sumiu-me
uma besta vermelho-escura com os seguintes característicos: calçada e ferrada
de todos os membros locomotores, um pequeno quisto na base da orelha
direita e crina dividida em duas seções em consequência de um golpe, cuja
extensão pode alcançar de quatro a seis centímetros, produzido por jumento.
Essa besta, muito domiciliada nas cercanias deste comércio, é muito mansa
e boa de sela, e tudo me induz ao cálculo de que foi roubada, assim que hão
sido falhas todas as indagações.
Quem, pois, apreendê-la em qualquer parte e a fizer entregue aqui ou pelo
menos notícia exata ministrar, será razoavelmente remunerado. Itambé do
Mato Dentro, 19 de novembro de 1899. (a) João Alves Júnior.
Cinquenta e cinco anos depois, prezado João Alves Júnior, tua besta vermelho-
-escura, mesmo que tenha aparecido, já é pó no pó. E tu mesmo, se não estou en-
ganado, repousas suavemente no pequeno cemitério de Itambé. Mas teu anúncio
continua um modelo no gênero, se não para ser imitado, ao menos como objeto
de admiração literária.
Reparo antes de tudo na limpeza de tua linguagem. Não escreveste apressada
e toscamente, como seria de esperar de tua condição rural. Pressa, não a tiveste,
pois o animal desapareceu a 6 de outubro, e só a 19 de novembro recorreste à
Cidade de Itabira. Antes, procedeste a indagações. Falharam. Formulaste depois um
raciocínio: houve roubo. Só então pegaste da pena, e traçaste um belo e nítido
retrato da besta.
Não disseste que todos os seus cascos estavam ferrados; preferiste dizê-lo “de
todos os seus membros locomotores”. Nem esqueceste esse pequeno quisto na
orelha e essa divisão da crina em duas seções, que teu zelo naturalista e histórico
atribuiu com segurança a um jumento.
Por ser “muito domiciliada nas cercanias deste comércio”, isto é, do povoado e
sua feirinha semanal, inferiste que não teria fugido, mas antes foi roubada. Con-
tudo, não o afirmas em tom peremptório: “tudo me induz a esse cálculo”. Revelas
aí a prudência mineira, que não avança (ou não avançava) aquilo que não seja a
evidência mesma. É cálculo, raciocínio, operação mental e desapaixonada como
qualquer outra, e não denúncia formal.
Finalmente – deixando de lado outras excelências de tua prosa útil – a declara-
ção final: quem a apreender ou pelo menos “notícia exata ministrar”, será “razoa-
velmente remunerado”. Não prometes recompensa tentadora; não fazes praça de
generosidade ou largueza; acenas com o razoável, com a justa medida das coisas,
que deve prevalecer mesmo no caso de bestas perdidas e entregues.
Já é muito tarde para sairmos à procura de tua besta, meu caro João Alves do
Itambé; entretanto essa criação volta a existir, porque soubeste descrevê-la com
decoro e propriedade, num dia remoto, e o jornal a guardou e alguém hoje a des-
cobre, e muitos outros são informados da ocorrência. Se lesses os anúncios de
objetos e animais perdidos, na imprensa de hoje, ficarias triste. Já não há essa
precisão de termos e essa graça no dizer, nem essa moderação nem essa atitude
crítica. Não há, sobretudo, esse amor à tarefa bem-feita, que se pode manifestar
até mesmo num anúncio de besta sumida.
(Fala, amendoeira, 2012.)

1
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

questão 1
(Unesp-SP) Na crônica, João Alves é descrito como
(A) rústico e mesquinho.
(B) calculista e interesseiro.
(C) generoso e precipitado.
(D) sensato e meticuloso.
(E) ingênuo e conformado.

questão 2
(Unesp-SP) O humor presente na crônica decorre, entre outros fatores, do fato de o
cronista
(A) debruçar-se sobre um antigo anúncio de besta desaparecida.
(B) esforçar-se por ocultar a condição rural do autor do anúncio.
(C) duvidar de que o autor do anúncio seja mesmo João Alves.
(D) empregar o termo “besta” em sentido também metafórico.
(E) acreditar na possibilidade de se recuperar a besta de João Alves.

ANOTAÇÕES

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LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

questão 3
(Enem)
10 anos de “hashtag”: a ferramenta que mobiliza a internet
A “hashtag”, ícone das redes sociais, celebrou em 2017 seus
primeiros 10 anos de uso no acompanhamento dos grandes eventos mundiais
com um efeito de mobilização e expressão de emoção e humor.
A palavra-chave precedida pelo símbolo do jogo da velha foi popularizada pelo
Twitter antes de ser incorporada por outras redes sociais. A invenção foi de Chris
Messina, designer americano especialista em redes sociais. Em 23 de agosto de
2007, o usuário intensivo do Twitter propôs em um tuíte usar o jogo da velha para
reagrupar mensagens sobre um mesmo assunto. Ele lançou, então, a primeira
“hashtag” #barcamp sobre oficinas participativas dedicadas à inovação na web.
O compartilhamento das palavras-chaves — que já são citadas 125 milhões de
vezes por dia no mundo — já serviu de trampolim para mobilizações em massa.
Alguns slogans que tiveram grande efeito mobilizador foram o #BlackLivesMatter
(Vidas negras importam), após a morte de vários cidadãos americanos negros
pela polícia, e #OccupyWallStreet (Ocupem Wall Street), referente ao movi-
mento que acampou no coração de Manhattan para denunciar os abusos do
capitalismo.
AFP. Disponível em: [Link] Acesso em: 24 ago. 2017 (adaptado).

Ao descrever a história e os exemplos de utilização da hashtag, o texto evidencia que


(A) a incorporação desse recurso expressivo pela sociedade impossibilita a manutenção
de seu uso original.
(B) a incorporação desse recurso expressivo pela sociedade o flexibilizou e o potencializou.
(C) a incorporação pela sociedade caracterizou esse recurso expressivo de forma definitiva.
(D) esse recurso expressivo se tornou o principal meio de mobilização social pela internet.
(E) esse recurso expressivo precisou de uma década para ganhar notabilidade social.

ANOTAÇÕES

3
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

questão 4
(Enem)
Uma tuiteratura?
As novidades sobre o Twitter já não cabem em 140 toques. Informações vindas
dos EUA dão conta de que a marca de 100 milhões de adeptos acaba de ser al-
cançada e que a biblioteca do Congresso, um dos principais templos da palavra
impressa, vai guardar em seu arquivo todos os tweets, ou seja, as mensagens do
microblog. No Brasil o fenômeno não chega a tanto, mas já somos o segundo país
com o maior número de tuiteiros. Também aqui o Twitter está sendo aceito em ter-
ritórios antes exclusivos do papel. A própria Academia Brasileira de Letras abriu
um concurso de microcontos para textos com apenas 140 caracteres. Também se
fala das possibilidades literárias desse meio que se caracteriza pela concisão. Já
há até um neologismo, “tuiteratura”, para indicar os “enunciados telegráficos com
criações originais, citações ou resumos de obras impressas”. Por ora, pergunto
como se estivesse tuitando: querer fazer literatura com palavras de menos não é
pretensão demais?
VENTURA, Z. O Globo, 17 abr. 2010
(adaptado).

As novas tecnologias estão presentes na sociedade moderna, transformando a comuni-


cação por meio de inovadoras linguagens. O texto de Zuenir Ventura mostra que o Twitter
tem sido acessado por um número cada vez maior de internautas e já se insere até na
literatura. Neste contexto de inovações linguísticas, a linguagem do Twitter apresenta
como característica relevante
(A) a concisão relativa ao texto ao adotar como regra o uso de uma quantidade prede-
finida de toques.
(B) a frequência de neologismos criados com a finalidade de tornar a mensagem mais
popular.
(C) o uso de expressões exclusivas da nova forma literária para substituir palavras usuais
do português.
(D) o emprego de palavras pouco usuais no dia a dia para reafirmar a originalidade e o
espírito crítico dos usuários desse tipo de rede social.
(E) o uso de palavras e expressões próprias da mídia eletrônica para restringir a partici-
pação de usuários.

ANOTAÇÕES

4
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

questão 5
Qual das seguintes alternativas melhor descreve o gênero textual crônica?
(A) A crônica se concentra na apreensão pessoal do cotidiano, proporcionando uma visão
única e subjetiva do mundo.
(B) A crônica adota uma perspectiva política e social, explorando questões profundas da
literatura marginal e da periferia.
(C) A crônica é conhecida pela manifestação livre e subjetiva do eu lírico e por não ter
foco em questões cotidianas.
(D) A crônica apresenta a múltipla perspectiva da vida humana e social, sem ênfase na
visão pessoal do autor.
(E) A crônica é estruturada de forma semelhante ao romance, com uma trama complexa
e personagens bem desenvolvidos.

questão 6
Sobre a crônica e a literatura marginal, pode-se afirmar que
(A) as crônicas focam experiências pessoais e cotidianas, e a literatura marginal se carac-
teriza pela independência e pela informalidade na produção.
(B) tanto a crônica quanto a literatura marginal compartilham uma abordagem subjetiva
e pessoal, destacando as vivências individuais dos autores.
(C) a crônica é um gênero literário predominantemente associado a autores renomados,
enquanto a literatura marginal é caracterizada por escritores desconhecidos.
(D) a literatura marginal é conhecida por sua preocupação com questões políticas e so-
ciais, enquanto a crônica é frequentemente apolítica.
(E) a crônica e a literatura marginal não apresentam diferenças significativas em suas
características literárias e estilísticas; além disso, ambas tratam de temas políticos.

ANOTAÇÕES

5
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

Leia o fragmento de crônica a seguir para responder às questões de 7 a 9.

De quem são os meninos de rua?


Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa
que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo
dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.
Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De
Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com
tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele
for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente
passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha,
ladrão.
[...]
COLASANTI, Marina. Quem são os meninos de rua? In: COLASANTI, Marina. A casa das palavras.
São Paulo: Ática, 2002. (Para gostar de ler).

questão 7
Esse fragmento de crônica aborda principalmente o preconceito relacionado
(A) ao gênero.
(B) à orientação sexual.
(C) à idade.
(D) à aparência física.
(E) à classe social.

questão 8
No trecho “Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço”, a ordem dos
constituintes da sentença cria um efeito específico. Qual é esse efeito?
(A) Ênfase no sujeito da ação.
(B) Ênfase no objeto da ação.
(C) Ênfase no local da ação.
(D) Ênfase no tempo da ação.
(E) Ênfase na fala do menino.

questão 9
Na oração “a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua”, o trecho em
destaque expressa
(A) o sujeito que sofre a ação verbal.
(B) o objeto da ação verbal.
(C) o agente que pratica a ação verbal.
(D) o lugar onde se passa a ação verbal.
(E) a ação verbal narrada.

6
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

questão 10
O gênero tuíte tem se tornado uma forma popular de comunicação na sociedade con-
temporânea. Ao analisar esse gênero em relação ao seu contexto sócio-histórico de cir-
culação atualmente, é importante considerar diversos aspectos. Observe três exemplos
desse gênero.

Reprodução/[Link]
Reprodução/[Link]

7
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

Reprodução/[Link]
Qual das seguintes afirmações melhor representa uma característica importante desse
gênero?
(A) Os tuítes frequentemente se baseiam em linguagem formal e são utilizados principal-
mente por acadêmicos e especialistas em suas áreas de atuação.
(B) Os tuítes são predominantemente monológicos, com um único autor apresentando
sua visão e sem interação com outros usuários.
(C) Os tuítes são uma forma de comunicação altamente regulamentada, sujeita à censura
rigorosa por parte das autoridades governamentais.
(D) Os tuítes são textos breves, com linguagem coloquial, em que se expressam opiniões
pessoais, compartilham-se notícias e interage-se com a audiência global.
(E) Os tuítes são uma forma de literatura de longa extensão, frequentemente apresen-
tando narrativas complexas e personagens bem desenvolvidos.

ANOTAÇÕES

8
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

Leia a crônica a seguir para responder às questões de 11 a 13.


No meio do caminho
RIO DE JANEIRO - O homem ia andando e encontrou uma pedra no meio do
caminho. Milhões de homens encontram uma pedra no caminho e dela se esque-
cem. Um poeta, que talvez nunca tenha encontrado pedra nenhuma, que fatal-
mente esqueceu muitas coisas, esqueceu caminhos que andou e pedras que não
encontrou, fez um poema dizendo que nunca esqueceria a pedra encontrada no
meio do caminho.
Se a rosa é uma rosa, a pedra deveria ser uma pedra, mas nem sempre é. No
meu primeiro dia de escola, da qual seria expulso por não saber falar o mínimo
que se espera de uma criança, minha tia e madrinha, que nós chamávamos de
Doneta, mas tinha outro nome do qual me esqueci, levou-me pela mão em silêncio,
e em silêncio ia eu, sem saber o que representava o primeiro dia de escola.
Quando percebi o que seria aquilo – misturar-me a meninos estranhos e ferozes,
ficar longe de casa e da mão da minha tia e madrinha –, entrei a espernear, aos
berros – aos quais mais tarde renunciaria por inúteis.
Foi então que a tia e madrinha definiu a situação, dizendo com sabedoria: “São
os abrolhos, meu filho”.
Sim, os abrolhos começaram e até hoje não acabaram. Não sei bem o que é
um abrolho, mas deve ser uma pedra no caminho da gente. A diferença mais
substancial é que bastou uma pedra no caminho para que um poeta dela não se
esquecesse.
Não sendo poeta, não me lembro de ter topado com pedra nenhuma no meio do
caminho. Mas, em matéria de abrolhos, sou douto. Mesmo não sabendo em que
consiste um abrolho.
Como disse acima, tiraram-me daquele abrolho inicial porque não sabia falar.
Aprendi a escrever mal e porcamente, e os abrolhos vieram em legião. Faço força
para esquecê-los, mas volta e meia penso que seria melhor encontrar uma pedra
no meio do caminho. Dela certamente me esqueceria.
CONY, Carlos Heitor. No meio do caminho. Folha de [Link], São Paulo, 5 maio 2002.
Disponível em: [Link] Acesso em: 20 nov. 2023.

Abrolho: figurativamente, algo que causa desconforto, dificuldade


ou obstáculo, semelhante a um espinho.
Douto: alguém que possui profunda sabedoria ou perícia em um
assunto específico.

ANOTAÇÕES

9
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

questão 11
O autor do texto descreve sua experiência na escola como um conjunto de “abrolhos”.
Essa descrição faz uma analogia ao desafio de se adaptar a um novo ambiente e superar
obstáculos. Com base nisso, qual das seguintes afirmações melhor reflete a abordagem
do autor em relação à experiência que teve?
(A) O autor compara a pedra no caminho com sua experiência na escola para enfatizar a
singularidade de seu próprio desafio pessoal.
(B) O autor usa a palavra “abrolhos” para descrever desafios comuns ao se adaptar a
novas situações e destacar a universalidade da experiência.
(C) O autor utiliza a história da pedra no caminho como uma metáfora para descrever
sua dificuldade de expressão verbal na escola.
(D) O autor argumenta que, mesmo não sendo um poeta, se lembraria de uma pedra no
caminho se a encontrasse.
(E) O autor compara sua experiência na escola a uma pedra no caminho para demonstrar
que superar desafios pode ser uma fonte de inspiração poética.

questão 12
Qual das alternativas apresenta um elemento composicional característico do gênero
crônica presente no texto lido?
(A) Narrador em terceira pessoa.
(B) Estrutura linear e cronológica dos eventos.
(C) Linguagem objetiva e formal.
(D) Reflexões pessoais e subjetivas do autor.
(E) Uso predominante de diálogos.

questão 13
Qual passagem do texto estabelece uma relação de intertextualidade com o famoso
poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade?
(A) “O homem ia andando e encontrou uma pedra no meio do caminho.”
(B) “Se a rosa é uma rosa, a pedra deveria ser uma pedra, mas nem sempre é.”
(C) “Foi então que a tia e madrinha definiu a situação, dizendo com sabedoria: ‘São os
abrolhos, meu filho’.”
(D) “Sim, os abrolhos começaram e até hoje não acabaram.”
(E) “Quando percebi o que seria aquilo – misturar-me a meninos estranhos e ferozes, ficar
longe de casa e da mão da minha tia e madrinha –, entrei a espernear, aos berros –
aos quais mais tarde renunciaria por inúteis.”

ANOTAÇÕES

10
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

questão 14
(Etec-SP) Leia a charge e responda à questão.

Reprodu•‹o, Etec-SP, 2017.


<[Link] Acesso em: 02.09.2016. Original colorido.

A charge dialoga com uma parte do enigma da Esfinge de Tebas, criatura mitológica gre-
ga: “Decifra-me, ou devoro-te”. Assinale a alternativa que contenha o nome que pode
ser dado ao diálogo entre a charge e o enigma.
(A) Ambiguidade
(B) Coesão
(C) Desfecho
(D) Intertextualidade
(E) Transitividade

ANOTAÇÕES

11
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

questão 15
(Unesp-SP) A questão toma por base uma passagem de um livro de José Ribeiro sobre o
folclore nacional.
Curupira
Na teogonia* tupi, o anhangá, gênio andante, espírito andejo ou vagabundo, des-
tinava-se a proteger a caça do campo. Era imaginado, segundo a tradição colhida
pelo Dr. Couto de Magalhães, sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo.
Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o
risco de ver Anhangá e a visão determinava logo a febre e, às vezes, a loucura.
O caapora é o mesmo tipo mítico encontrado nas regiões central e meridional e
aí representado por um homem enorme coberto de pelos negros por todo o ros-
to e por todo o corpo, ao qual se confiou a proteção da caça do mato. Tristonho
e taciturno, anda sempre montado em um porco de grandes dimensões, dando
de quando em vez um grito para impelir a vara. Quem o encontra adquire logo a
certeza de ficar infeliz e de ser malsucedido em tudo que intentar. Dele se origi-
naram as expressões portuguesas caipora e caiporismo, como sinônimo de má
sorte, infelicidade, desdita nos negócios. Bilac assim o descreve: “Companheiro
do curupira, ou sua duplicata, é o Caapora, ora gigante, ora anão, montado num
caititu, e cavalgando à frente de varas de porcos do mato, fumando cachimbo ou
cigarro, pedindo fogo aos viajores; à frente dele voam os vaga-lumes, seus bate-
dores, alumiando o caminho”.
Ambos representam um só mito com diferente configuração e a mesma identi-
dade com o curupira e o jurupari, numes que guardam a floresta. Todos conver-
gem mais ou menos para o mesmo fim, sendo que o curupira é representado na
região setentrional por um “pequeno tapuio” com os pés voltados para trás e sem
os orifícios necessários para as secreções indispensáveis à vida, pelo que a gente
do Pará diz que ele é músico. O Curupira ou Currupira, como é chamado no sul,
aliás erroneamente, figura em uma infinidade de lendas tanto no norte como no
sul do Brasil. No Pará, quando se viaja pelos rios e se ouve alguma pancada lon-
gínqua no meio dos bosques, “os romeiros dizem que é o Curupira que está baten-
do nas sapupemas, a ver se as árvores estão suficientemente fortes para sofrerem
a ação de alguma tempestade que está próxima. A função do Curupira é proteger
as florestas. Todo aquele que derriba, ou por qualquer modo estraga inutilmente
as árvores, é punido por ele com a pena de errar tempos imensos pelos bosques,
sem poder atinar com o caminho de casa, ou meio algum de chegar até os seus”.
Como se vê, qualquer desses tipos é a manifestação de um só mito em regiões e
circunstâncias diferentes.
(O Brasil no folclore, 1970.)

(*) Teogonia, s.f.: 1. Filos. Doutrina mística relativa ao nascimento dos deuses, e que frequentemente se relaciona com
a formação do mundo. 2. Conjunto de divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta. (Dicionário
Aurélio Eletrônico – Século XXI.)

Tomando por base as informações do texto, as ações de Anhangá, Caapora e Curupira


seriam consideradas, na atualidade,
(A) poéticas.
(B) ecológicas.
(C) comerciais.
(D) estéticas.
(E) esportivas.

12
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

questão 16
(Enem)
Pra onde vai essa estrada?
— Sô Augusto, pra onde vai essa estrada?
O senhor Augusto:
— Eu moro aqui há 30 anos, ela nunca foi pra parte nenhuma, não.
— Sô Augusto, eu estou dizendo se a gente for andando aonde a gente vai?
O senhor Augusto:
— Vai sair até nas Oropas, se o mar der vau.
Vocabulário
Vau: Lugar do rio ou outra porção de água onde esta é pouco funda e, por isso,
pode ser transposta a pé ou a cavalo.
MAGALHÃES, L. L. A.; MACHADO, R. H. A. (Org.). Perdizes, suas histórias, sua gente, seu folclore.
Perdizes: Prefeitura Municipal, 2005.

As anedotas são narrativas, reais ou inventadas, estruturadas com a finalidade de pro-


vocar o riso. O recurso expressivo que configura esse texto como uma anedota é o(a)
(A) uso repetitivo da negação.
(B) grafia do termo “Oropas”.
(C) ambiguidade do verbo “ir”.
(D) ironia das duas perguntas.
(E) emprego de palavras coloquiais.

ANOTAÇÕES

13
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

questão 17
(Fuvest-SP)
A ROSA DE HIROXIMA
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
5 Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
10 Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
15 A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Vinicius de Moraes, Antologia poética.

Dentre os recursos expressivos presentes no poema, podem-se apontar a sinestesia e a


aliteração, respectivamente, nos versos
(A) 2 e 17.
(B) 1 e 5.
(C) 8 e 15.
(D) 9 e 18.
(E) 14 e 3.

ANOTAÇÕES

14
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

questão 18
Assinale a alternativa que apresenta o principal efeito de sentido das figuras de som em
um texto literário.
(A) Tornar o texto mais visual e descritivo.
(B) Transmitir informações objetivas de forma direta.
(C) Contribuir para a sonoridade, o ritmo e a expressividade do texto.
(D) Gerar ambiguidade e confundir a compreensão do leitor.
(E) Aumentar o número de palavras no texto, para torná-lo mais rico.

Leia o seguinte trecho de resumo de trabalho acadêmico para responder às questões 19


e 20:
A tradição oral pode ser considerada como a base da transmissão do conhe-
cimento de uma geração para a outra dentro das comunidades indígenas. Foi
através das narrativas orais que os povos nativos mantiveram seus laços coe-
sos e suas estórias em constante movimento. O objetivo da oratória indígena
era transmitir as lendas, os mitos e as canções das comunidades, fazendo com
que os aspectos culturais e identitários dos grupos fossem compartilhados e
preservados ao longo do tempo. Contudo, as narrativas orais não eram molda-
das para serem lidas, mas antes compartilhadas por meio de performances de
contação de estórias. Ou seja, a literatura das sociedades ameríndias era uma
literatura de caráter oral, idealizada e difundida pelos mecanismos da tradição
oral. [...]
SARAIVA, Eduardo de Souza. A literatura dos povos indígenas canadenses e a construção do conhecimento
através da lenda e da tradição oral. in.: Garrafa. Vol. 18. n. 52, Abril-Junho, 2020.1. p. 225-246.

questão 19
A partir das informações do texto, é possível afirmar que a tradição oral
(A) é uma forma obsoleta de preservação literária que não tem relevância no mundo
moderno.
(B) permite que as histórias e os mitos indígenas sejam compartilhados e preservados,
mantendo viva a cultura e a identidade desses povos.
(C) é exclusiva de alguns povos indígenas e não desempenha um papel significativo na
transmissão de histórias e conhecimentos.
(D) é usada apenas para fins cerimoniais e não tem relação com a literatura indígena.
(E) é uma prática literária restrita aos povos indígenas do continente americano e não é
relevante em outras partes do mundo.

ANOTAÇÕES

15
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

questão 20
Ainda segundo o texto, o mito é uma narrativa simbólica
(A) registrada na modalidade escrita, perdendo a relevância da performance oralizada.
(B) registrada na modalidade escrita, mas sem perder a relevância da performance oral.
(C) desenvolvida na modalidade escrita, perdendo relevância quando oralizada.
(D) desenvolvida na modalidade escrita, mas sem perder relevância quando oralizada.
(E) desenvolvida em qualquer modalidade (oral ou escrita) desde que siga a tradição.

Leia o cordel a seguir para responder às questões 21 e 22.


O pavão maravilhoso
Leitores eu vou narrar
Um romance valoroso
Onde se vê a bravura
De um rapaz corajoso
Que triunfou no mistério
Do Pavão Maravilhoso

Ninguém pense qu’essa história


Que agora eu vou contar
É O Pavão Misterioso
Que no norte é popular
Seu enredo diferente
Todo mundo vai gostar

Existia na Suécia
Um barão muito valente
Conhecido por Antéro
Sobrinho do rei Clemente
Tinha esse um filho único
Por nome José Vicente
[...]
CAVALCANTE, Rodolfo Coelho. O pavão maravilhoso. São Paulo: Prelúdio, 1958. p. 3.

ANOTAÇÕES

16
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

questão 21
Nos seguintes versos do cordel “O pavão misterioso”, “Existia na Suécia / Um barão
muito valente”, que elemento da composição das narrativas tradicionais fica evidente
também no texto poético?
(A) A precisão do tempo passado.
(B) A imprecisão do tempo passado.
(C) A precisão do tempo presente.
(D) A imprecisão do tempo presente.
(E) A imprecisão do tempo futuro.

questão 22
A presença explícita do interlocutor é uma marca comum dos cordéis. Esse elemento é
evidente no verso
(A) “Leitores eu vou narrar”.
(B) “Que no norte é popular”.
(C) “Todo mundo vai gostar”.
(D) “agora eu vou contar”.
(E) “De um rapaz corajoso”.

ANOTAÇÕES

17
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

Leia o texto a seguir para responder às questões 23 e 24.


[...]
O BookTube [...] é uma comunidade de canais do YouTube em que os usuários, os
chamados booktubers, compartilham suas resenhas orais acerca dos livros que le-
ram, entre outras atividades envolvendo o mundo literário. O BookTube hoje pos-
sui um número muito expressivo de canais brasileiros cujos usuários, para dar
sustentação verbal às suas necessidades enunciativas, utilizam a resenha de livro
como um dos gêneros mais praticados entre eles. [...]
ARAÚJO, Júlio; ANDRADE, Francisco Rogiellyson da Silva; LIMA, Janyele Gadelha de.
Videorresenhas do Booktube: uma análise da organização sociorretórica desse gênero.
Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, v. 60, n. 3, p. 853-864, nov. 2021.
Disponível em: [Link]
Acesso em: 13 nov. 2023.

questão 23
A criação de novos gêneros textuais resulta em novas formas de consumo. Assim, é pos-
sível dizer que há características que diferenciam resenhas tradicionais das videorrese-
nhas. Com base nessa afirmação, escolha a alternativa que não envolve as possibilidades
oferecidas por resenhas audiovisuais.
(A) Modificação e adaptação do texto, influenciadas pela mudança no meio de divulgação.
(B) Acesso facilitado às resenhas, devido à disponibilidade do material em qualquer dis-
positivo com conexão à internet.
(C) Diminuição da qualidade do conteúdo, caracterizado pela informalidade que pode
reduzir a profundidade da crítica.
(D) Ampliação do alcance das resenhas e outros gêneros textuais, devido à facilidade
proporcionada pela internet.
(E) Formação de uma comunidade on-line de entusiastas interessados no mesmo tópico.

questão 24

Considerando as diferenças entre resenhas e videorresenhas, leia as afirmativas a seguir.


I. Ambas se diferenciam pela forma de produção e divulgação do material.
II. A única diferença da resenha em relação à videorresenha é ser produzida no formato
escrito.
III. As videorresenhas ganharam espaço após o crescimento do YouTube.
Pode-se considerar verdadeiro o que está contido em
(A) I e III.
(B) II e III.
(C) I, apenas.
(D) III, apenas.
(E) todas as afirmativas.

ANOTAÇÕES

18
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

Leia os textos a seguir para responder às questões 25 e 26.

Texto I
Lançada no Brasil em 12 de dezembro de 2019, a obra cinematográfica “Entre
Facas e Segredos” (Knives Out, em inglês), foi roteirizada e dirigida por Rian John-
son, sendo um filme com uma mistura de mistério, drama e comédia, protago-
nizado por Daniel Craig (007- Operação Skyfall), Christopher Plummer (Toda Forma
de Amor), Chris Evans (Capitão América – O Primeiro Vingador), Katherine Langford (13
Reasons Why), Jaeden Martell (It – A Coisa) e outros grandes atores. O filme é baseado
num recurso de narração típico da ficção, chamado Whodunnit (“who done it” ou
“quem matou?”), muito usado em romances policiais, como em “Sherlock Holmes”,
de Arthur Conan Doyle, e “Os Crimes da Rua Morgue”, de Edgar Allan Poe.
A história fala sobre Harlan Thrombey, um romancista criminal, que decide
reunir sua família, a qual não tem uma relação muito boa entre si, para come-
morar seu aniversário de 85 anos. No dia seguinte, Harlan é encontrado morto
em seu escritório, por sua empregada Fran. Ao longo do filme, os personagens
vão contando suas versões do que aconteceu no dia e outras histórias sobre a
relação entre eles. O renomado detetive Benoit Blanc foi contratado anonima-
mente para solucionar o estranho caso da família Thrombey e o suposto suicí-
dio de Harlan.
HELENA, Anna. Resenha “Knives Out – Entre Facas e Segredos”. Folha Única, [S. l.], 14 jul. 2020.
Disponível em: [Link]
resenha-knives-out-entre-facas-e-segredos/. Acesso em: 4 nov. 2023.

Texto II
[...]
A publicação da obra Crimes de festim: ensaios sobre Agatha Christie, de autoria
do professor Jean Pierre Chauvin, tem o objetivo de analisar algumas das obras
da escritora inglesa, com o intuito de “oferecer subsídios e sugerir algumas li-
nhas interpretativas, de modo a estimular a reflexão dos leitores de suas obras”
(CHAUVIN, 2017, p. 5).
O livro reúne quatro estudos que apareceram originalmente em revistas on-line,
nos quais o autor debruça-se sobre romances protagonizados por Hercule Poirot,
o personagem ficcional criado por Agatha Christie (1890-1976) e que se tornou tão
conhecido quanto Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle (1859-1930).
[...]
Um dos grandes méritos de Crimes de festim é o fato de tal obra valorizar a ficção
policial, um gênero que, via de regra, é menosprezado pelos meios acadêmicos.
Some-se a isso a qualidade das análises, que põem em relevo personagens e en-
redos, sem mencionar o que é mais instigante na leitura de um romance policial:
o nome do assassino. Desse modo, ao ler os ensaios, ficamos tentados a ler e ou
reler os livros de Agatha Christie, uma vez que Chauvin aguça nossa percepção
por meio de pistas e ponderações extremamente pertinentes e que nos auxiliam
na compreensão da ficção produzida pela escritora inglesa.
[...]
BOTOSO, Altamir. [Seção] Resenhas. Revista Recorte, Três Corações, v. 15, n. 1, jan./jun. 2018.
Resenha de: CHAUVIN, Jean Pierre. Crimes de festim: ensaios sobre Agatha Christie.
São Paulo: Todas as Musas, 2017. 135 p. Disponível em:
[Link] Acesso em: 13 nov. 2023.

19
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1

questão 25
As obras analisadas nos textos I e II têm em comum diversas características, exceto o
fato de
(A) pertencerem ao mesmo grupo de objetos culturais.
(B) possuírem linguagem que visa prender o leitor até a resolução dos conflitos.
(C) apresentarem enredo que se centra em personagens fictícios envoltos em trama criminal.
(D) mobilizarem o suspense, característico de obras de narrativa policial que envolvem a
revelação do responsável por um crime.
(E) apresentarem a mesma estrutura comum aos textos narrativos: situação inicial, de-
senvolvimento, clímax e desfecho.

questão 26
Após analisar as críticas realizadas nos textos I e II, pode-se concluir que os autores
(A) recomendam as obras resenhadas destacando suas qualidades técnicas.
(B) descrevem objetivamente as obras resenhadas.
(C) comparam a qualidade das obras resenhadas com outras.
(D) revelam a dificuldade de adaptar obras literárias para cinematográficas.
(E) resenham obras que serão lançadas a fim de atrair público.

ANOTAÇÕES

20
Língua Portuguesa – 3a série Simulado 1

Escola: Turma:

Estudante:
LPAC01
Instruções:
1 – Não rasure nem deixe questões em branco.
2 – Para cada uma das questões, são apresentadas cinco opções. Apenas uma responde corretamente à questão.
3 – Preencha uma alternativa por questão usando caneta esferográfica preta. Não ultrapasse as bordas dos
círculos nem deixe espaços vazios.

1 A B C D E 14 A B C D E

2 A B C D E 15 A B C D E

3 A B C D E 16 A B C D E

4 A B C D E 17 A B C D E

5 A B C D E 18 A B C D E

6 A B C D E 19 A B C D E

7 A B C D E 20 A B C D E

8 A B C D E 21 A B C D E

9 A B C D E 22 A B C D E

10 A B C D E 23 A B C D E

11 A B C D E 24 A B C D E

12 A B C D E 25 A B C D E

13 A B C D E 26 A B C D E
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
RESOLUÇÕES

questão 1 D1 | EM13LP06 pela sociedade não a impossibilitou de


manter seu uso original. Pelo contrário,
(A) Incorreta. Pelo contrário, João Alves é flexibilizou e expandiu seu uso.
elogiado por sua linguagem, apesar da
(B) Correta. O texto descreve como a in-
origem rural, e por sua parcimônia ao
corporação da hashtag pela sociedade
mencionar uma recompensa.
flexibilizou e ampliou seu uso, tornan-
(B) Incorreta. Não é possível concluir, com do-a uma ferramenta de mobilização
base no texto, que João Alves seja cal- e expressão de emoção e humor em
culista e interesseiro. eventos mundiais.
(C) Incorreta. Tais adjetivos não são atri- (C) Incorreta. A incorporação pela socieda-
buídos a João Alves pelo narrador. de é descrita no texto, mas não como
(D) Correta. No texto, é possível verificar algo definitivo.
que o personagem João Alves é cons- (D) Incorreta. O texto menciona exemplos
truído como alguém consciente, sen- de mobilização usando hashtags, mas
sato e detalhista, como se observa na não afirma que esse recurso se tornou
passagem em que redige o anúncio no o principal meio de mobilização social
jornal somente depois de se questionar pela internet.
e deduzir que a “besta” poderia ter sido (E) Incorreta. Embora mencione, em 2017,
roubada (pessoa sensata) e quando os primeiros 10 anos de uso da hashtag,
descreve detalhadamente o animal de- o texto não sugere que tenha sido pre-
saparecido (pessoa meticulosa). ciso uma década para que ela tenha
(E) Incorreta. O narrador faz apreciação ganhado notabilidade social. Essa no-
positiva de João Alves e não o julga tabilidade é discutida, mas a linha do
como ingênuo e conformado. tempo exata não é enfatizada no texto.

questão 2 D16 | EM13LP06 questão 4 D4 | EM13LP01

(A) Correta. O humor presente no texto


(A) Correta. A concisão é a característica
decorre do fato de o narrador analisar mais relevante destacada no texto. O
o discurso de um anúncio antigo sobre Twitter limita a quantidade de toques
o desaparecimento de uma besta. (caracteres) por mensagem, o que pro-
(B) Incorreta. A crônica não apresenta move a concisão dos textos.
qualquer esforço para ocultar a condi- (B) Incorreta. O texto menciona o neolo-
ção rural do autor do anúncio. gismo tuiteratura, mas a criação fre-
(C) Incorreta. A crônica não expressa dú- quente de novas palavras não é desta-
vidas sobre a identidade do autor do cada como característica relevante da
anúncio. linguagem do Twitter.
(D) Incorreta. O autor menciona o uso do (C) Incorreta. O texto não enfatiza a subs-
termo besta em sentido metafórico, tituição de palavras usuais do portu-
mas essa não é a principal fonte de guês por expressões do Twitter.
humor na crônica. (D) Incorreta. O texto não aborda o em-
(E) Incorreta. A crônica não menciona a prego de palavras pouco usuais para
crença na recuperação da besta de João reafirmar originalidade.
Alves. (E) Incorreta. O Twitter não restringe a par-
ticipação com palavras ou expressões
questão 3 D4 | EM13LP06
próprias da mídia eletrônica; ao contrá-
rio, é uma plataforma de comunicação
(A) Incorreta. A incorporação da hashtag amplamente acessível.

23
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
RESOLUÇÕES

questão 5 D12 | EM13LP49


de vestuário e acessórios entre os dois
tipos de menino, mas não se concentra
(A) Correta. A descrição está adequada: a na aparência física deles.
crônica se concentra na apreensão pes- (E) Correta. O texto aborda claramente a
soal do cotidiano, proporcionando uma diferença entre o “Menino De Família”
visão única e subjetiva do mundo. e o “Menino De Rua” com base na clas-
(B) Incorreta. A crônica não é necessaria- se social.
mente associada a questões políticas e
sociais da literatura marginal e da pe-
riferia. questão 8 D19 | EM13LP08

(C) Incorreta. A crônica frequentemente se (A) Correta. A ordem dos constituintes co-
concentra em questões cotidianas. loca ênfase no narrador, que também é
(D) Incorreta. A crônica é frequentemente sujeito da ação, destacando sua expe-
uma expressão subjetiva do autor. riência na rua.
(E) Incorreta. A estrutura da crônica geral- (B) Incorreta. A ordem dos constituintes não
mente é mais simples e direta do que a enfatiza o objeto da ação. O foco está no
de um romance. narrador e no encontro com o menino.
(C) Incorreta. Embora a localização seja
questão 6 D12 | EM13LP49
mencionada no trecho, a ordem dos
constituintes não a enfatiza, mas sim o
(A) Correta. A alternativa apresenta corre- sujeito da ação.
tamente características da crônica e da (D) Incorreta. O tempo em que ocorre a ação
literatura marginal. não é o foco da ordem dos constituintes.
(B) Incorreta. Embora ambos possam ser (E) Incorreta. A ordem dos constituintes
subjetivos, suas ênfases e seus temas não coloca ênfase na fala do menino, e
variam. sim no narrador, que está descrevendo
(C) Incorreta. Tanto a crônica quanto a li- a situação.
teratura marginal podem ter autores
conhecidos e desconhecidos.
questão 9 D19 | EM13LP08
(D) Incorreta. A crônica também pode abor-
dar questões políticas e sociais. (A) Incorreta. O sujeito que sofre a ação
(E) Incorreta. Há diferenças notáveis entre verbal não está explicitamente mencio-
as características literárias e estilísticas nado no trecho. O foco está no agente
da crônica e da literatura marginal, e da ação, que é o “Menino De Rua”.
elas não tratam, necessariamente, de (B) Incorreta. O objeto da ação verbal é o
temas políticos. termo outro, referindo-se a algo que a
mãe dá se o objeto original for rouba-
questão 7 D4 | EM13LP52
do. O trecho “por um Menino De Rua”
descreve o agente dessa ação.
(A) Incorreta. Embora o texto trate de pre- (C) Correta. Na oração, é o “Menino De
conceito, não menciona diretamente Rua” quem pratica a ação de roubar.
questões de gênero.
(D) Incorreta. O trecho não fornece in-
(B) Incorreta. O texto não faz qualquer formações sobre o lugar onde a ação
menção à orientação sexual. ocorre. O foco está na ação de roubar
(C) Incorreta. Embora o texto mencione a realizada pelo “Menino De Rua”.
palavra menino, a ênfase está mais na (E) Incorreta. O trecho menciona o agente
diferença de classe social do que na idade. da ação de roubar, isto é, o “Menino De
(D) Incorreta. O texto descreve as diferenças Rua”.

24
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
RESOLUÇÕES

questão 10 D10 | EM13LP01


singularidade do desafio pessoal do au-
tor, mas sim a ideia de que todos têm os
(A) Incorreta. Os tuítes geralmente usam próprios “abrolhos” na vida.
linguagem informal e são utilizados (C) Incorreta. O autor não estabelece uma
por uma ampla gama de pessoas, e não conexão direta entre a pedra no ca-
apenas acadêmicos ou especialistas. minho e sua dificuldade de expressão
Eles são conhecidos por sua natureza verbal na escola.
acessível, e não formal.
(D) Incorreta. O autor não argumenta, no
(B) Incorreta. Os tuítes são frequentemente
texto, que se lembraria de uma pedra
usados para interação e engajamento
no caminho se a encontrasse.
com outros usuários. Eles são ineren-
temente dialógicos, com respostas, re- (E) Incorreta. O autor não sugere que sua
postagens (chamadas retuítes), curtidas experiência na escola seja uma fonte de
e conversas entre usuários. inspiração poética, mas sim uma série
(C) Incorreta. Os tuítes geralmente são vistos de desafios a serem superados.
como uma forma de comunicação mais
descentralizada e menos regulamentada, questão 12 D10 | EM13LP49
e seus usuários exercem grande liberdade
de expressão em suas postagens. (A) Incorreta. O texto é narrado em pri-
(D) Correta. Os tuítes são conhecidos por sua meira pessoa, com o uso de pronomes
brevidade, além do uso de linguagem co- como eu e minha, indicando que o au-
loquial e de hashtags, e são amplamente tor está compartilhando suas experiên-
usados para expressar opiniões pessoais, cias pessoais.
compartilhar notícias e interagir com (B) Incorreta. O texto não segue uma es-
uma audiência global. Isso reflete o trutura linear e cronológica dos even-
contexto sócio-histórico de comunica- tos. Em vez disso, o autor faz digressões
ção rápida e acessível nas redes sociais, e reflexões pessoais ao longo do texto.
com ênfase na participação pública e na
(C) Incorreta. A linguagem utilizada pelo
expressão pessoal.
autor é formal, mas não é objetiva, e
(E) Incorreta. Apesar de haver exceções, os sim subjetiva, já que expressa as pró-
tuítes são, por definição, breves e não prias experiências.
apresentam narrativas complexas ou
personagens bem desenvolvidos. Eles (D) Correta. A crônica é um gênero literá-
são projetados para uma comunicação rio que geralmente se caracteriza por
concisa e rápida. apresentar narrativa curta, linguagem
mais próxima da fala do autor, reflexões
pessoais e subjetivas sobre temas coti-
questão 11 D8 | EM13LP01
dianos e estrutura não necessariamen-
te linear ou cronológica. O texto-base
(A) Incorreta. O autor não enfatiza a sin-
gularidade de seu desafio pessoal, mas contém reflexões pessoais do autor so-
sim a ideia de que muitos enfrentam bre sua experiência na escola, sobre sua
desafios semelhantes. tia e madrinha e os “abrolhos” em sua
vida, o que se encaixa nas característi-
(B) Correta. O autor utiliza a palavra abro-
lhos como uma metáfora para descrever cas típicas de uma crônica.
os desafios comuns que muitos enfren- (E) Incorreta. O texto não apresenta uso
tam ao se adaptar a novas situações, predominante de diálogos entre perso-
destacando, assim, a universalidade da nagens. Em vez disso, o texto é mais uma
experiência. A narrativa não enfatiza a narração das experiências do autor.

25
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
RESOLUÇÕES

questão 13 D20 | EM13LP06 questão 15 D4 | EM13LP01

(A) Correta. A passagem do poema “No (A) Incorreta. O texto não sugere que as
meio do caminho”, de Carlos Drum- ações de Anhangá, Caapora e Curupira
mond de Andrade, começa com o fa- sejam poéticas. Eles desempenham pa-
moso verso “No meio do caminho tinha péis míticos e protetores na floresta.
uma pedra”. O autor do texto faz uma (B) Correta. Com base nas informações do
referência direta à obra de Drummond. texto, as ações de Anhangá, Caapora e
Curupira seriam consideradas ações eco-
(B) Incorreta. O trecho não faz referência lógicas, uma vez que eles têm o objetivo
direta ao poema de Drummond nem de proteger as florestas e punir aqueles
estabelece relação de intertextualidade que danificam inutilmente as árvores.
com ele. (C) Incorreta. O texto não menciona que
(C) Incorreta. O trecho não faz referência as ações dessas entidades míticas se-
direta ao verso de Drummond e, por- jam comerciais. Elas têm um propósito
tanto, não estabelece relação de inter- ligado à proteção da natureza.
textualidade com o poema. (D) Incorreta. As ações de Anhangá, Caapora e
(D) Incorreta. O trecho não estabele- Curupira não são descritas no texto como
ações estéticas. Elas são mais funcionais
ce relação direta com o poema de
e relacionadas à proteção da floresta.
Drummond.
(E) Incorreta. O texto não faz referência a
(E) Incorreta. Não é possível encontrar ne- ações esportivas realizadas por essas en-
nhuma relação de intertextualidade no tidades míticas.
trecho.
questão 16 D16 | EM13LP06

questão 14 D5 | EM13LP04
(A) Incorreta. A negação não é usada de
(A) Incorreta. Ambiguidade não reflete o maneira repetitiva no texto; portanto,
diálogo entre a charge e o enigma. não é o recurso expressivo que o con-
figura como anedota.
(B) Incorreta. Coesão refere-se à conexão e
(B) Incorreta. A grafia do termo Oropas
à organização das partes de um mesmo
contribui para o humor do texto (com
texto. Logo, não é o termo adequado ele, Sô Augusto se refere à Europa), mas
para descrever o diálogo entre a charge não é o principal recurso que o confi-
e o enigma. gura como anedota.
(C) Incorreta. O termo desfecho refere-se (C) Correta. A ambiguidade da forma verbal
ao final ou à conclusão de uma narra- vai, de fato, contribui para o aspecto
tiva. Não descreve adequadamente o humorístico da anedota, pois o verbo
diálogo entre a charge e o enigma. ir pode ser interpretado tanto como o
ato de se movimentar quanto como a
(D) Correta. A intertextualidade se refere à
direção para onde algo está indo. Essa
relação entre textos diferentes, em que
ambiguidade gera uma resposta irônica
um texto faz referência ou dialoga com e cômica por parte de Sô Augusto, con-
outro texto. figurando a anedota.
(E) Incorreta. Transitividade é um conceito (D) Incorreta. Não há ironia nas pergun-
gramatical que se refere à relação entre tas feitas, mas sim nas respostas de Sô
verbos e seus complementos. Não é re- Augusto.
levante para descrever o diálogo entre (E) Incorreta. Embora o texto contenha pa-
a charge e o enigma. lavras coloquiais, o uso delas não é o

26
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
RESOLUÇÕES
principal recurso que cria o efeito hu- (E) Incorreta. Aumentar o número de pa-
morístico da anedota. lavras no texto para torná-lo mais rico
em detalhes não é o efeito principal das
questão 17 D18 | EM13LP52
figuras de som.

(A) Incorreta. A sinestesia não está presente questão 19 D4 | EM13LP46


no verso 2.
(B) Incorreta. A sinestesia não está presente (A) Incorreta. A tradição oral continua sendo
no verso 1, e a aliteração não está pre- importante ferramenta de transmissão e
sente no verso 5. preservação da literatura indígena.
(C) Correta. A sinestesia é uma técnica que (B) Correta. A tradição oral desempenha
combina referências a diferentes sen- um papel crucial na preservação da li-
sações em uma única imagem; esse re- teratura indígena, pois permite que his-
curso expressivo é empregado no verso tórias, mitos, lendas e conhecimentos
8 do poema, no qual a representação sejam transmitidos de geração em ge-
visual e olfativa da rosa se entrelaça ração. Essa transmissão oral é essencial
com a sensação tátil do calor, expressa para manter viva a cultura, a identidade
pelo termo cálidas. Já no verso 15, a e a língua indígenas.
aliteração, caracterizada pela repetição (C) Incorreta. A tradição oral não é limita-
de sons consonantais idênticos ou se- da a alguns povos indígenas, pois ela é
melhantes, ocorre com os sons de r e z comum em muitas culturas em todo o
(em rosa e cirrose). mundo.
(D) Incorreta. Não há aliteração no verso 18 (D) Incorreta. A tradição oral é elemento
do poema. constitutivo da literatura indígena.
(E) Incorreta. Não há sinestesia no verso 14, (E) Incorreta. A tradição oral é parte de di-
e não há aliteração no verso 3. versas culturas (indígenas ou não), sendo
relevante em diversas partes do mundo.
questão 18 D18 | EM13LP52
questão 20 D4 | EM13LP01
(A) Incorreta. A função principal das figuras
de som não é tornar o texto mais visual (A) Correta. No texto, infere-se que a per-
e descritivo. formance oralizada é relevante para a
(B) Incorreta. Transmitir informações obje- constituição dos mitos e essa caracte-
tivas de forma direta não é o principal rística se perde na escrita.
efeito das figuras de som nem é carac- (B) O texto indica que a performance é per-
terística do texto literário. dida na transcrição dos mitos.
(C) Correta. As figuras de som, como alite- (C) Incorreta. O mito não é desenvolvido
ração, assonância e onomatopeia, têm na escrita, mas na oralidade. Em alguns
um papel fundamental na criação de casos, ele pode ser registrado na mo-
efeitos sonoros no texto. Elas ajudam dalidade escrita.
a estabelecer ritmo, musicalidade e (D) Incorreta. O mito não é desenvolvido
expressividade, tornando o texto mais na escrita, mas na oralidade. No regis-
envolvente e impactante para o leitor. tro escrito, a performance oralizada se
(D) Incorreta. Gerar ambiguidade e confun- perde.
dir o leitor não são o principal efeito (E) Incorreta. O texto evidencia que as nar-
das figuras de som, embora elas possam rativas surgem na oralidade e podem
criar ambiguidade propositalmente em ser escritas, como maneira de registro,
alguns casos. mas com algumas perdas.

27
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
RESOLUÇÕES

questão 21 D10 | EM13LP49 (C) Correta. A informalidade de um texto


não define a sua qualidade. Em situa-
(A) Incorreta. O trecho não tem marcas do ções comunicativas, o que deve ser pri-
tempo preciso, como uma data ou es- vilegiado é a adequação da linguagem
pecificação de um período histórico. A ao objetivo.
precisão do tempo não é um elemento
da composição das narrativas tradicio- (D) Incorreta. Assim como a divulgação, o
nais. acesso à resenha é facilitado pela internet.
(B) Correta. O trecho apresenta o verbo (E) Incorreta. Plataformas digitais são ca-
no pretérito imperfeito, demarcando pazes de unir pessoas geograficamente
de maneira imprecisa o tempo. Aproxi- distantes por meio de gostos em co-
ma-se do clássico “Era uma vez...”, que mum, o que ocorre, por exemplo, em
marca as narrativas tradicionais. redes sociais.
(C) Incorreta. O trecho não apresenta um
verbo no tempo presente. Esse tempo questão 24 D12 | EM13LP01
verbal não é característico das narrati-
vas tradicionais. (A) Correta. Entre as três afirmativas, ape-
(D) Incorreta. O trecho também não apre- nas a I e a III estão corretas.
senta um verbo no tempo presente. (B) Incorreta. Apesar de a afirmativa III estar
(E) Incorreta. O trecho não apresenta um correta, a II está errada, pois existem ou-
verbo no tempo futuro, que não é ca- tras diferenças entre resenhas e videor-
racterístico das narrativas tradicionais. resenhas, como a exigência de platafor-
mas digitais para acesso às segundas.
questão 22 D1 | EM13LP08 (C) Incorreta. Além da afirmativa I, a III
também está correta, pois, apesar de
(A) Correta. No verso, percebe-se a pre- não ser a única plataforma digital dis-
sença do vocativo “leitores”, que, po- ponível para postagem de videorrese-
rém, não é marcado com a vírgula. nhas, o YouTube é a mais acessada, e
(B) Incorreta. O trecho não traz a presença foi por meio dessa plataforma que esse
do diálogo com o interlocutor. Apenas gênero se popularizou e se difundiu.
cita a popularidade de uma das versões (D) Incorreta. Além da afirmativa III, a I está
de “Pavão Misterioso”. correta, pois a produção puramen-
(C) Incorreta. “Todo mundo vai gostar” não te textual de resenhas tradicionais se
se dirige ao público diretamente, apesar diferencia da audiovisual de videorre-
de referir-se aos potenciais leitores (ou senhas, o que exige uma alteração na
ouvintes) do cordel. forma de divulgação desses materiais.
(D) Incorreta. O verso evidencia a presença (E) Incorreta. A afirmativa II é incorreta.
do locutor do texto, não do interlocutor.
(E) Incorreta. O trecho não traz evidência questão 25 D20 | EM13LP02
da presença do interlocutor no texto.
(A) Correta. A afirmativa é incorreta porque
o Texto I fala sobre um filme e o Tex-
questão 23 D13 | EM13LP01
to II aborda um livro, logo são objetos
(A) Incorreta. A mudança de plataforma al- culturais diferentes.
tera também outras características de (B) Incorreta. Os dois textos apresentam
obras, como sua formulação. obras que trazem narrativas policiais
(B) Incorreta. Com a internet, obras como visando prender o leitor, que, quando
resenhas podem ser divulgadas com interessado, seguirá a narrativa até os
maior facilidade. conflitos serem solucionados.

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RESOLUÇÕES
(C) Incorreta. Os textos lidos revelam que segredos, enquanto o Texto II elogia Cri-
as duas obras resenhadas trazem narra- mes de festim por valorizar a ficção poli-
tivas que envolvem contextos criminais cial e apresentar análises de qualidade.
fictícios e seus personagens. (B) Incorreta. Embora ambos os textos
(D) Incorreta. De acordo com os textos I e forneçam informações objetivas sobre
II, é possível perceber que o suspense as obras resenhadas, também incluem
é um elemento comum nas duas obras apreciações subjetivas e comentários
resenhadas e esse elemento é capaz de sobre a qualidade das obras.
envolver os leitores em uma obra até (C) Incorreta. Nenhum dos textos faz com-
que se chegue a seu fim. parações explícitas com outras obras.
(E) Incorreta. Ainda que sejam obras de Eles se concentram em avaliar e desta-
gênero diferente, ambas envolvem a car as qualidades específicas das obras
estrutura comum das narrativas. resenhadas.
(D) Incorreta. Os textos são resenhas que
se concentram em avaliar as obras re-
questão 26 D4 | EM13LP01
senhadas, sem discutir a adaptação li-
(A) Correta. Ambos os textos recomendam terária para o cinema.
as obras resenhadas (filme e livro) e (E) Incorreta. Ambos os textos resenham
destacam suas qualidades técnicas. O obras que já foram lançadas e não têm
Texto I destaca a mistura de mistério, o objetivo explícito de atrair público
drama e comédia no filme Entre facas e para lançamentos futuros.

ANOTAÇÕES

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RESOLUÇÕES
ANOTAÇÕES

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