Análise da Crônica "Anúncio de João Alves"
Análise da Crônica "Anúncio de João Alves"
PROFESSOR
Língua
Portuguesa 3
SÉRIE
a
ESCOLA:
ESTUDANTE:
TURMA:
SIMULADO
1
885973
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
1
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 1
(Unesp-SP) Na crônica, João Alves é descrito como
(A) rústico e mesquinho.
(B) calculista e interesseiro.
(C) generoso e precipitado.
(D) sensato e meticuloso.
(E) ingênuo e conformado.
questão 2
(Unesp-SP) O humor presente na crônica decorre, entre outros fatores, do fato de o
cronista
(A) debruçar-se sobre um antigo anúncio de besta desaparecida.
(B) esforçar-se por ocultar a condição rural do autor do anúncio.
(C) duvidar de que o autor do anúncio seja mesmo João Alves.
(D) empregar o termo “besta” em sentido também metafórico.
(E) acreditar na possibilidade de se recuperar a besta de João Alves.
ANOTAÇÕES
2
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 3
(Enem)
10 anos de “hashtag”: a ferramenta que mobiliza a internet
A “hashtag”, ícone das redes sociais, celebrou em 2017 seus
primeiros 10 anos de uso no acompanhamento dos grandes eventos mundiais
com um efeito de mobilização e expressão de emoção e humor.
A palavra-chave precedida pelo símbolo do jogo da velha foi popularizada pelo
Twitter antes de ser incorporada por outras redes sociais. A invenção foi de Chris
Messina, designer americano especialista em redes sociais. Em 23 de agosto de
2007, o usuário intensivo do Twitter propôs em um tuíte usar o jogo da velha para
reagrupar mensagens sobre um mesmo assunto. Ele lançou, então, a primeira
“hashtag” #barcamp sobre oficinas participativas dedicadas à inovação na web.
O compartilhamento das palavras-chaves — que já são citadas 125 milhões de
vezes por dia no mundo — já serviu de trampolim para mobilizações em massa.
Alguns slogans que tiveram grande efeito mobilizador foram o #BlackLivesMatter
(Vidas negras importam), após a morte de vários cidadãos americanos negros
pela polícia, e #OccupyWallStreet (Ocupem Wall Street), referente ao movi-
mento que acampou no coração de Manhattan para denunciar os abusos do
capitalismo.
AFP. Disponível em: [Link] Acesso em: 24 ago. 2017 (adaptado).
ANOTAÇÕES
3
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 4
(Enem)
Uma tuiteratura?
As novidades sobre o Twitter já não cabem em 140 toques. Informações vindas
dos EUA dão conta de que a marca de 100 milhões de adeptos acaba de ser al-
cançada e que a biblioteca do Congresso, um dos principais templos da palavra
impressa, vai guardar em seu arquivo todos os tweets, ou seja, as mensagens do
microblog. No Brasil o fenômeno não chega a tanto, mas já somos o segundo país
com o maior número de tuiteiros. Também aqui o Twitter está sendo aceito em ter-
ritórios antes exclusivos do papel. A própria Academia Brasileira de Letras abriu
um concurso de microcontos para textos com apenas 140 caracteres. Também se
fala das possibilidades literárias desse meio que se caracteriza pela concisão. Já
há até um neologismo, “tuiteratura”, para indicar os “enunciados telegráficos com
criações originais, citações ou resumos de obras impressas”. Por ora, pergunto
como se estivesse tuitando: querer fazer literatura com palavras de menos não é
pretensão demais?
VENTURA, Z. O Globo, 17 abr. 2010
(adaptado).
ANOTAÇÕES
4
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 5
Qual das seguintes alternativas melhor descreve o gênero textual crônica?
(A) A crônica se concentra na apreensão pessoal do cotidiano, proporcionando uma visão
única e subjetiva do mundo.
(B) A crônica adota uma perspectiva política e social, explorando questões profundas da
literatura marginal e da periferia.
(C) A crônica é conhecida pela manifestação livre e subjetiva do eu lírico e por não ter
foco em questões cotidianas.
(D) A crônica apresenta a múltipla perspectiva da vida humana e social, sem ênfase na
visão pessoal do autor.
(E) A crônica é estruturada de forma semelhante ao romance, com uma trama complexa
e personagens bem desenvolvidos.
questão 6
Sobre a crônica e a literatura marginal, pode-se afirmar que
(A) as crônicas focam experiências pessoais e cotidianas, e a literatura marginal se carac-
teriza pela independência e pela informalidade na produção.
(B) tanto a crônica quanto a literatura marginal compartilham uma abordagem subjetiva
e pessoal, destacando as vivências individuais dos autores.
(C) a crônica é um gênero literário predominantemente associado a autores renomados,
enquanto a literatura marginal é caracterizada por escritores desconhecidos.
(D) a literatura marginal é conhecida por sua preocupação com questões políticas e so-
ciais, enquanto a crônica é frequentemente apolítica.
(E) a crônica e a literatura marginal não apresentam diferenças significativas em suas
características literárias e estilísticas; além disso, ambas tratam de temas políticos.
ANOTAÇÕES
5
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 7
Esse fragmento de crônica aborda principalmente o preconceito relacionado
(A) ao gênero.
(B) à orientação sexual.
(C) à idade.
(D) à aparência física.
(E) à classe social.
questão 8
No trecho “Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço”, a ordem dos
constituintes da sentença cria um efeito específico. Qual é esse efeito?
(A) Ênfase no sujeito da ação.
(B) Ênfase no objeto da ação.
(C) Ênfase no local da ação.
(D) Ênfase no tempo da ação.
(E) Ênfase na fala do menino.
questão 9
Na oração “a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua”, o trecho em
destaque expressa
(A) o sujeito que sofre a ação verbal.
(B) o objeto da ação verbal.
(C) o agente que pratica a ação verbal.
(D) o lugar onde se passa a ação verbal.
(E) a ação verbal narrada.
6
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 10
O gênero tuíte tem se tornado uma forma popular de comunicação na sociedade con-
temporânea. Ao analisar esse gênero em relação ao seu contexto sócio-histórico de cir-
culação atualmente, é importante considerar diversos aspectos. Observe três exemplos
desse gênero.
Reprodução/[Link]
Reprodução/[Link]
7
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
Reprodução/[Link]
Qual das seguintes afirmações melhor representa uma característica importante desse
gênero?
(A) Os tuítes frequentemente se baseiam em linguagem formal e são utilizados principal-
mente por acadêmicos e especialistas em suas áreas de atuação.
(B) Os tuítes são predominantemente monológicos, com um único autor apresentando
sua visão e sem interação com outros usuários.
(C) Os tuítes são uma forma de comunicação altamente regulamentada, sujeita à censura
rigorosa por parte das autoridades governamentais.
(D) Os tuítes são textos breves, com linguagem coloquial, em que se expressam opiniões
pessoais, compartilham-se notícias e interage-se com a audiência global.
(E) Os tuítes são uma forma de literatura de longa extensão, frequentemente apresen-
tando narrativas complexas e personagens bem desenvolvidos.
ANOTAÇÕES
8
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
ANOTAÇÕES
9
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 11
O autor do texto descreve sua experiência na escola como um conjunto de “abrolhos”.
Essa descrição faz uma analogia ao desafio de se adaptar a um novo ambiente e superar
obstáculos. Com base nisso, qual das seguintes afirmações melhor reflete a abordagem
do autor em relação à experiência que teve?
(A) O autor compara a pedra no caminho com sua experiência na escola para enfatizar a
singularidade de seu próprio desafio pessoal.
(B) O autor usa a palavra “abrolhos” para descrever desafios comuns ao se adaptar a
novas situações e destacar a universalidade da experiência.
(C) O autor utiliza a história da pedra no caminho como uma metáfora para descrever
sua dificuldade de expressão verbal na escola.
(D) O autor argumenta que, mesmo não sendo um poeta, se lembraria de uma pedra no
caminho se a encontrasse.
(E) O autor compara sua experiência na escola a uma pedra no caminho para demonstrar
que superar desafios pode ser uma fonte de inspiração poética.
questão 12
Qual das alternativas apresenta um elemento composicional característico do gênero
crônica presente no texto lido?
(A) Narrador em terceira pessoa.
(B) Estrutura linear e cronológica dos eventos.
(C) Linguagem objetiva e formal.
(D) Reflexões pessoais e subjetivas do autor.
(E) Uso predominante de diálogos.
questão 13
Qual passagem do texto estabelece uma relação de intertextualidade com o famoso
poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade?
(A) “O homem ia andando e encontrou uma pedra no meio do caminho.”
(B) “Se a rosa é uma rosa, a pedra deveria ser uma pedra, mas nem sempre é.”
(C) “Foi então que a tia e madrinha definiu a situação, dizendo com sabedoria: ‘São os
abrolhos, meu filho’.”
(D) “Sim, os abrolhos começaram e até hoje não acabaram.”
(E) “Quando percebi o que seria aquilo – misturar-me a meninos estranhos e ferozes, ficar
longe de casa e da mão da minha tia e madrinha –, entrei a espernear, aos berros –
aos quais mais tarde renunciaria por inúteis.”
ANOTAÇÕES
10
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 14
(Etec-SP) Leia a charge e responda à questão.
A charge dialoga com uma parte do enigma da Esfinge de Tebas, criatura mitológica gre-
ga: “Decifra-me, ou devoro-te”. Assinale a alternativa que contenha o nome que pode
ser dado ao diálogo entre a charge e o enigma.
(A) Ambiguidade
(B) Coesão
(C) Desfecho
(D) Intertextualidade
(E) Transitividade
ANOTAÇÕES
11
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 15
(Unesp-SP) A questão toma por base uma passagem de um livro de José Ribeiro sobre o
folclore nacional.
Curupira
Na teogonia* tupi, o anhangá, gênio andante, espírito andejo ou vagabundo, des-
tinava-se a proteger a caça do campo. Era imaginado, segundo a tradição colhida
pelo Dr. Couto de Magalhães, sob a figura de um veado branco, com olhos de fogo.
Todo aquele que perseguisse um animal que estivesse amamentando corria o
risco de ver Anhangá e a visão determinava logo a febre e, às vezes, a loucura.
O caapora é o mesmo tipo mítico encontrado nas regiões central e meridional e
aí representado por um homem enorme coberto de pelos negros por todo o ros-
to e por todo o corpo, ao qual se confiou a proteção da caça do mato. Tristonho
e taciturno, anda sempre montado em um porco de grandes dimensões, dando
de quando em vez um grito para impelir a vara. Quem o encontra adquire logo a
certeza de ficar infeliz e de ser malsucedido em tudo que intentar. Dele se origi-
naram as expressões portuguesas caipora e caiporismo, como sinônimo de má
sorte, infelicidade, desdita nos negócios. Bilac assim o descreve: “Companheiro
do curupira, ou sua duplicata, é o Caapora, ora gigante, ora anão, montado num
caititu, e cavalgando à frente de varas de porcos do mato, fumando cachimbo ou
cigarro, pedindo fogo aos viajores; à frente dele voam os vaga-lumes, seus bate-
dores, alumiando o caminho”.
Ambos representam um só mito com diferente configuração e a mesma identi-
dade com o curupira e o jurupari, numes que guardam a floresta. Todos conver-
gem mais ou menos para o mesmo fim, sendo que o curupira é representado na
região setentrional por um “pequeno tapuio” com os pés voltados para trás e sem
os orifícios necessários para as secreções indispensáveis à vida, pelo que a gente
do Pará diz que ele é músico. O Curupira ou Currupira, como é chamado no sul,
aliás erroneamente, figura em uma infinidade de lendas tanto no norte como no
sul do Brasil. No Pará, quando se viaja pelos rios e se ouve alguma pancada lon-
gínqua no meio dos bosques, “os romeiros dizem que é o Curupira que está baten-
do nas sapupemas, a ver se as árvores estão suficientemente fortes para sofrerem
a ação de alguma tempestade que está próxima. A função do Curupira é proteger
as florestas. Todo aquele que derriba, ou por qualquer modo estraga inutilmente
as árvores, é punido por ele com a pena de errar tempos imensos pelos bosques,
sem poder atinar com o caminho de casa, ou meio algum de chegar até os seus”.
Como se vê, qualquer desses tipos é a manifestação de um só mito em regiões e
circunstâncias diferentes.
(O Brasil no folclore, 1970.)
(*) Teogonia, s.f.: 1. Filos. Doutrina mística relativa ao nascimento dos deuses, e que frequentemente se relaciona com
a formação do mundo. 2. Conjunto de divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta. (Dicionário
Aurélio Eletrônico – Século XXI.)
12
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 16
(Enem)
Pra onde vai essa estrada?
— Sô Augusto, pra onde vai essa estrada?
O senhor Augusto:
— Eu moro aqui há 30 anos, ela nunca foi pra parte nenhuma, não.
— Sô Augusto, eu estou dizendo se a gente for andando aonde a gente vai?
O senhor Augusto:
— Vai sair até nas Oropas, se o mar der vau.
Vocabulário
Vau: Lugar do rio ou outra porção de água onde esta é pouco funda e, por isso,
pode ser transposta a pé ou a cavalo.
MAGALHÃES, L. L. A.; MACHADO, R. H. A. (Org.). Perdizes, suas histórias, sua gente, seu folclore.
Perdizes: Prefeitura Municipal, 2005.
ANOTAÇÕES
13
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 17
(Fuvest-SP)
A ROSA DE HIROXIMA
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
5 Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
10 Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
15 A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Vinicius de Moraes, Antologia poética.
ANOTAÇÕES
14
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 18
Assinale a alternativa que apresenta o principal efeito de sentido das figuras de som em
um texto literário.
(A) Tornar o texto mais visual e descritivo.
(B) Transmitir informações objetivas de forma direta.
(C) Contribuir para a sonoridade, o ritmo e a expressividade do texto.
(D) Gerar ambiguidade e confundir a compreensão do leitor.
(E) Aumentar o número de palavras no texto, para torná-lo mais rico.
questão 19
A partir das informações do texto, é possível afirmar que a tradição oral
(A) é uma forma obsoleta de preservação literária que não tem relevância no mundo
moderno.
(B) permite que as histórias e os mitos indígenas sejam compartilhados e preservados,
mantendo viva a cultura e a identidade desses povos.
(C) é exclusiva de alguns povos indígenas e não desempenha um papel significativo na
transmissão de histórias e conhecimentos.
(D) é usada apenas para fins cerimoniais e não tem relação com a literatura indígena.
(E) é uma prática literária restrita aos povos indígenas do continente americano e não é
relevante em outras partes do mundo.
ANOTAÇÕES
15
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 20
Ainda segundo o texto, o mito é uma narrativa simbólica
(A) registrada na modalidade escrita, perdendo a relevância da performance oralizada.
(B) registrada na modalidade escrita, mas sem perder a relevância da performance oral.
(C) desenvolvida na modalidade escrita, perdendo relevância quando oralizada.
(D) desenvolvida na modalidade escrita, mas sem perder relevância quando oralizada.
(E) desenvolvida em qualquer modalidade (oral ou escrita) desde que siga a tradição.
Existia na Suécia
Um barão muito valente
Conhecido por Antéro
Sobrinho do rei Clemente
Tinha esse um filho único
Por nome José Vicente
[...]
CAVALCANTE, Rodolfo Coelho. O pavão maravilhoso. São Paulo: Prelúdio, 1958. p. 3.
ANOTAÇÕES
16
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 21
Nos seguintes versos do cordel “O pavão misterioso”, “Existia na Suécia / Um barão
muito valente”, que elemento da composição das narrativas tradicionais fica evidente
também no texto poético?
(A) A precisão do tempo passado.
(B) A imprecisão do tempo passado.
(C) A precisão do tempo presente.
(D) A imprecisão do tempo presente.
(E) A imprecisão do tempo futuro.
questão 22
A presença explícita do interlocutor é uma marca comum dos cordéis. Esse elemento é
evidente no verso
(A) “Leitores eu vou narrar”.
(B) “Que no norte é popular”.
(C) “Todo mundo vai gostar”.
(D) “agora eu vou contar”.
(E) “De um rapaz corajoso”.
ANOTAÇÕES
17
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 23
A criação de novos gêneros textuais resulta em novas formas de consumo. Assim, é pos-
sível dizer que há características que diferenciam resenhas tradicionais das videorrese-
nhas. Com base nessa afirmação, escolha a alternativa que não envolve as possibilidades
oferecidas por resenhas audiovisuais.
(A) Modificação e adaptação do texto, influenciadas pela mudança no meio de divulgação.
(B) Acesso facilitado às resenhas, devido à disponibilidade do material em qualquer dis-
positivo com conexão à internet.
(C) Diminuição da qualidade do conteúdo, caracterizado pela informalidade que pode
reduzir a profundidade da crítica.
(D) Ampliação do alcance das resenhas e outros gêneros textuais, devido à facilidade
proporcionada pela internet.
(E) Formação de uma comunidade on-line de entusiastas interessados no mesmo tópico.
questão 24
ANOTAÇÕES
18
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
Texto I
Lançada no Brasil em 12 de dezembro de 2019, a obra cinematográfica “Entre
Facas e Segredos” (Knives Out, em inglês), foi roteirizada e dirigida por Rian John-
son, sendo um filme com uma mistura de mistério, drama e comédia, protago-
nizado por Daniel Craig (007- Operação Skyfall), Christopher Plummer (Toda Forma
de Amor), Chris Evans (Capitão América – O Primeiro Vingador), Katherine Langford (13
Reasons Why), Jaeden Martell (It – A Coisa) e outros grandes atores. O filme é baseado
num recurso de narração típico da ficção, chamado Whodunnit (“who done it” ou
“quem matou?”), muito usado em romances policiais, como em “Sherlock Holmes”,
de Arthur Conan Doyle, e “Os Crimes da Rua Morgue”, de Edgar Allan Poe.
A história fala sobre Harlan Thrombey, um romancista criminal, que decide
reunir sua família, a qual não tem uma relação muito boa entre si, para come-
morar seu aniversário de 85 anos. No dia seguinte, Harlan é encontrado morto
em seu escritório, por sua empregada Fran. Ao longo do filme, os personagens
vão contando suas versões do que aconteceu no dia e outras histórias sobre a
relação entre eles. O renomado detetive Benoit Blanc foi contratado anonima-
mente para solucionar o estranho caso da família Thrombey e o suposto suicí-
dio de Harlan.
HELENA, Anna. Resenha “Knives Out – Entre Facas e Segredos”. Folha Única, [S. l.], 14 jul. 2020.
Disponível em: [Link]
resenha-knives-out-entre-facas-e-segredos/. Acesso em: 4 nov. 2023.
Texto II
[...]
A publicação da obra Crimes de festim: ensaios sobre Agatha Christie, de autoria
do professor Jean Pierre Chauvin, tem o objetivo de analisar algumas das obras
da escritora inglesa, com o intuito de “oferecer subsídios e sugerir algumas li-
nhas interpretativas, de modo a estimular a reflexão dos leitores de suas obras”
(CHAUVIN, 2017, p. 5).
O livro reúne quatro estudos que apareceram originalmente em revistas on-line,
nos quais o autor debruça-se sobre romances protagonizados por Hercule Poirot,
o personagem ficcional criado por Agatha Christie (1890-1976) e que se tornou tão
conhecido quanto Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle (1859-1930).
[...]
Um dos grandes méritos de Crimes de festim é o fato de tal obra valorizar a ficção
policial, um gênero que, via de regra, é menosprezado pelos meios acadêmicos.
Some-se a isso a qualidade das análises, que põem em relevo personagens e en-
redos, sem mencionar o que é mais instigante na leitura de um romance policial:
o nome do assassino. Desse modo, ao ler os ensaios, ficamos tentados a ler e ou
reler os livros de Agatha Christie, uma vez que Chauvin aguça nossa percepção
por meio de pistas e ponderações extremamente pertinentes e que nos auxiliam
na compreensão da ficção produzida pela escritora inglesa.
[...]
BOTOSO, Altamir. [Seção] Resenhas. Revista Recorte, Três Corações, v. 15, n. 1, jan./jun. 2018.
Resenha de: CHAUVIN, Jean Pierre. Crimes de festim: ensaios sobre Agatha Christie.
São Paulo: Todas as Musas, 2017. 135 p. Disponível em:
[Link] Acesso em: 13 nov. 2023.
19
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
questão 25
As obras analisadas nos textos I e II têm em comum diversas características, exceto o
fato de
(A) pertencerem ao mesmo grupo de objetos culturais.
(B) possuírem linguagem que visa prender o leitor até a resolução dos conflitos.
(C) apresentarem enredo que se centra em personagens fictícios envoltos em trama criminal.
(D) mobilizarem o suspense, característico de obras de narrativa policial que envolvem a
revelação do responsável por um crime.
(E) apresentarem a mesma estrutura comum aos textos narrativos: situação inicial, de-
senvolvimento, clímax e desfecho.
questão 26
Após analisar as críticas realizadas nos textos I e II, pode-se concluir que os autores
(A) recomendam as obras resenhadas destacando suas qualidades técnicas.
(B) descrevem objetivamente as obras resenhadas.
(C) comparam a qualidade das obras resenhadas com outras.
(D) revelam a dificuldade de adaptar obras literárias para cinematográficas.
(E) resenham obras que serão lançadas a fim de atrair público.
ANOTAÇÕES
20
Língua Portuguesa – 3a série Simulado 1
Escola: Turma:
Estudante:
LPAC01
Instruções:
1 – Não rasure nem deixe questões em branco.
2 – Para cada uma das questões, são apresentadas cinco opções. Apenas uma responde corretamente à questão.
3 – Preencha uma alternativa por questão usando caneta esferográfica preta. Não ultrapasse as bordas dos
círculos nem deixe espaços vazios.
1 A B C D E 14 A B C D E
2 A B C D E 15 A B C D E
3 A B C D E 16 A B C D E
4 A B C D E 17 A B C D E
5 A B C D E 18 A B C D E
6 A B C D E 19 A B C D E
7 A B C D E 20 A B C D E
8 A B C D E 21 A B C D E
9 A B C D E 22 A B C D E
10 A B C D E 23 A B C D E
11 A B C D E 24 A B C D E
12 A B C D E 25 A B C D E
13 A B C D E 26 A B C D E
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
RESOLUÇÕES
23
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
RESOLUÇÕES
(C) Incorreta. A crônica frequentemente se (A) Correta. A ordem dos constituintes co-
concentra em questões cotidianas. loca ênfase no narrador, que também é
(D) Incorreta. A crônica é frequentemente sujeito da ação, destacando sua expe-
uma expressão subjetiva do autor. riência na rua.
(E) Incorreta. A estrutura da crônica geral- (B) Incorreta. A ordem dos constituintes não
mente é mais simples e direta do que a enfatiza o objeto da ação. O foco está no
de um romance. narrador e no encontro com o menino.
(C) Incorreta. Embora a localização seja
questão 6 D12 | EM13LP49
mencionada no trecho, a ordem dos
constituintes não a enfatiza, mas sim o
(A) Correta. A alternativa apresenta corre- sujeito da ação.
tamente características da crônica e da (D) Incorreta. O tempo em que ocorre a ação
literatura marginal. não é o foco da ordem dos constituintes.
(B) Incorreta. Embora ambos possam ser (E) Incorreta. A ordem dos constituintes
subjetivos, suas ênfases e seus temas não coloca ênfase na fala do menino, e
variam. sim no narrador, que está descrevendo
(C) Incorreta. Tanto a crônica quanto a li- a situação.
teratura marginal podem ter autores
conhecidos e desconhecidos.
questão 9 D19 | EM13LP08
(D) Incorreta. A crônica também pode abor-
dar questões políticas e sociais. (A) Incorreta. O sujeito que sofre a ação
(E) Incorreta. Há diferenças notáveis entre verbal não está explicitamente mencio-
as características literárias e estilísticas nado no trecho. O foco está no agente
da crônica e da literatura marginal, e da ação, que é o “Menino De Rua”.
elas não tratam, necessariamente, de (B) Incorreta. O objeto da ação verbal é o
temas políticos. termo outro, referindo-se a algo que a
mãe dá se o objeto original for rouba-
questão 7 D4 | EM13LP52
do. O trecho “por um Menino De Rua”
descreve o agente dessa ação.
(A) Incorreta. Embora o texto trate de pre- (C) Correta. Na oração, é o “Menino De
conceito, não menciona diretamente Rua” quem pratica a ação de roubar.
questões de gênero.
(D) Incorreta. O trecho não fornece in-
(B) Incorreta. O texto não faz qualquer formações sobre o lugar onde a ação
menção à orientação sexual. ocorre. O foco está na ação de roubar
(C) Incorreta. Embora o texto mencione a realizada pelo “Menino De Rua”.
palavra menino, a ênfase está mais na (E) Incorreta. O trecho menciona o agente
diferença de classe social do que na idade. da ação de roubar, isto é, o “Menino De
(D) Incorreta. O texto descreve as diferenças Rua”.
24
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
RESOLUÇÕES
25
LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
RESOLUÇÕES
(A) Correta. A passagem do poema “No (A) Incorreta. O texto não sugere que as
meio do caminho”, de Carlos Drum- ações de Anhangá, Caapora e Curupira
mond de Andrade, começa com o fa- sejam poéticas. Eles desempenham pa-
moso verso “No meio do caminho tinha péis míticos e protetores na floresta.
uma pedra”. O autor do texto faz uma (B) Correta. Com base nas informações do
referência direta à obra de Drummond. texto, as ações de Anhangá, Caapora e
Curupira seriam consideradas ações eco-
(B) Incorreta. O trecho não faz referência lógicas, uma vez que eles têm o objetivo
direta ao poema de Drummond nem de proteger as florestas e punir aqueles
estabelece relação de intertextualidade que danificam inutilmente as árvores.
com ele. (C) Incorreta. O texto não menciona que
(C) Incorreta. O trecho não faz referência as ações dessas entidades míticas se-
direta ao verso de Drummond e, por- jam comerciais. Elas têm um propósito
tanto, não estabelece relação de inter- ligado à proteção da natureza.
textualidade com o poema. (D) Incorreta. As ações de Anhangá, Caapora e
(D) Incorreta. O trecho não estabele- Curupira não são descritas no texto como
ações estéticas. Elas são mais funcionais
ce relação direta com o poema de
e relacionadas à proteção da floresta.
Drummond.
(E) Incorreta. O texto não faz referência a
(E) Incorreta. Não é possível encontrar ne- ações esportivas realizadas por essas en-
nhuma relação de intertextualidade no tidades míticas.
trecho.
questão 16 D16 | EM13LP06
questão 14 D5 | EM13LP04
(A) Incorreta. A negação não é usada de
(A) Incorreta. Ambiguidade não reflete o maneira repetitiva no texto; portanto,
diálogo entre a charge e o enigma. não é o recurso expressivo que o con-
figura como anedota.
(B) Incorreta. Coesão refere-se à conexão e
(B) Incorreta. A grafia do termo Oropas
à organização das partes de um mesmo
contribui para o humor do texto (com
texto. Logo, não é o termo adequado ele, Sô Augusto se refere à Europa), mas
para descrever o diálogo entre a charge não é o principal recurso que o confi-
e o enigma. gura como anedota.
(C) Incorreta. O termo desfecho refere-se (C) Correta. A ambiguidade da forma verbal
ao final ou à conclusão de uma narra- vai, de fato, contribui para o aspecto
tiva. Não descreve adequadamente o humorístico da anedota, pois o verbo
diálogo entre a charge e o enigma. ir pode ser interpretado tanto como o
ato de se movimentar quanto como a
(D) Correta. A intertextualidade se refere à
direção para onde algo está indo. Essa
relação entre textos diferentes, em que
ambiguidade gera uma resposta irônica
um texto faz referência ou dialoga com e cômica por parte de Sô Augusto, con-
outro texto. figurando a anedota.
(E) Incorreta. Transitividade é um conceito (D) Incorreta. Não há ironia nas pergun-
gramatical que se refere à relação entre tas feitas, mas sim nas respostas de Sô
verbos e seus complementos. Não é re- Augusto.
levante para descrever o diálogo entre (E) Incorreta. Embora o texto contenha pa-
a charge e o enigma. lavras coloquiais, o uso delas não é o
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LÍNGUA PORTUGUESA – 3a SÉRIE SIMULADO 1
RESOLUÇÕES
principal recurso que cria o efeito hu- (E) Incorreta. Aumentar o número de pa-
morístico da anedota. lavras no texto para torná-lo mais rico
em detalhes não é o efeito principal das
questão 17 D18 | EM13LP52
figuras de som.
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RESOLUÇÕES
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RESOLUÇÕES
(C) Incorreta. Os textos lidos revelam que segredos, enquanto o Texto II elogia Cri-
as duas obras resenhadas trazem narra- mes de festim por valorizar a ficção poli-
tivas que envolvem contextos criminais cial e apresentar análises de qualidade.
fictícios e seus personagens. (B) Incorreta. Embora ambos os textos
(D) Incorreta. De acordo com os textos I e forneçam informações objetivas sobre
II, é possível perceber que o suspense as obras resenhadas, também incluem
é um elemento comum nas duas obras apreciações subjetivas e comentários
resenhadas e esse elemento é capaz de sobre a qualidade das obras.
envolver os leitores em uma obra até (C) Incorreta. Nenhum dos textos faz com-
que se chegue a seu fim. parações explícitas com outras obras.
(E) Incorreta. Ainda que sejam obras de Eles se concentram em avaliar e desta-
gênero diferente, ambas envolvem a car as qualidades específicas das obras
estrutura comum das narrativas. resenhadas.
(D) Incorreta. Os textos são resenhas que
se concentram em avaliar as obras re-
questão 26 D4 | EM13LP01
senhadas, sem discutir a adaptação li-
(A) Correta. Ambos os textos recomendam terária para o cinema.
as obras resenhadas (filme e livro) e (E) Incorreta. Ambos os textos resenham
destacam suas qualidades técnicas. O obras que já foram lançadas e não têm
Texto I destaca a mistura de mistério, o objetivo explícito de atrair público
drama e comédia no filme Entre facas e para lançamentos futuros.
ANOTAÇÕES
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RESOLUÇÕES
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